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  • Projeto propõe atendimento completo para endometriose no SUS

    Projeto propõe atendimento completo para endometriose no SUS

    O deputado Ícaro de Valmir (PL-SE) propôs o projeto de lei 85/25, que visa garantir o acesso integral a tratamentos médicos, diagnóstico e acompanhamento para pessoas diagnosticadas com endometriose no Sistema Único de Saúde (SUS). O projeto, já em caráter conclusivo, passará por análise em diversas comissões antes de ser votado para se tornar lei.

    Projeto prevê diagnóstico precoce e tratamento adequado para a doença

    Projeto prevê diagnóstico precoce e tratamento adequado para a doença Geovana Albuquerque / Arquivo Agência Saúde GDF

    O deputado destaca que, embora o SUS ofereça atendimento e medicamentos, ainda existem limitações no acesso a tratamentos especializados para casos mais graves de endometriose. Quando a doença é um agravante, é necessário o uso de medicamentos específicos. “Além disso, tratamentos cirúrgicos, frequentemente exigidos, podem ser de difícil acesso devido às limitações no sistema de saúde”, complementou.

    O texto busca assegurar o direito ao diagnóstico precoce e gratuito da endometriose, com exames específicos para a identificação da doença; tratamento médico integral e personalizado, incluindo medicamentos como anticoncepcionais hormonais, agonistas de GnRH (medicamento utilizado para inibir a produção de estrogênio), analgésicos e outros; além de acompanhamento com profissionais qualificados, como ginecologistas, fisioterapeutas, psicólogos e especialistas em dor. Pacientes também terão acesso gratuito a cirurgias, quando necessárias.

    O projeto determina a inclusão da endometriose na lista de doenças prioritárias para fornecimento de medicamentos de alto custo e terapias especializadas pelo Ministério da Saúde, por meio da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). Além disso, prevê a criação de programas para capacitação de profissionais de saúde, garantindo diagnóstico precoce e tratamento adequado. A proposta também sugere a criação de unidades de saúde especializadas em endometriose, com atendimento multidisciplinar.

    A Política Nacional de Atenção à Saúde da Mulher, que inclui diretrizes para tratamento e protocolos de orientação aos profissionais, também deverá ser revisada. O projeto será analisado pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher, de Saúde, de Constituição e Justiça, de Cidadania, e de Finanças e Tributação, já que recursos financeiros do Ministério da Saúde devem ser alocados para a implementação das medidas.

    Para se tornar lei, a proposta precisará ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

    A endometriose é a causa principal de infertilidade no Brasil

    A endometriose é uma doença caracterizada pelo crescimento de tecido endometrial fora do útero, o que pode causar sintomas graves, como dores intensas e, em casos mais avançados, infertilidade, prejudicando significativamente a qualidade de vida das mulheres afetadas. No Brasil, estima-se que cerca de 8 milhões de mulheres sejam acometidas pela endometriose.

    Segundo dados do Ministério da Saúde, aproximadamente 1 em cada 10 mulheres em idade fértil possui a doença, que muitas vezes se apresenta de forma silenciosa, com um diagnóstico podendo levar de 7 a 10 anos. O tratamento geralmente inclui o uso de anticoncepcionais hormonais, agonistas de GnRH e inibidores de aromatase, que reduzem a produção de estrogênio, além de analgésicos para controle da dor.

    Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece apenas analgésicos e anticoncepcionais hormonais para mulheres com diagnóstico confirmado da doença.

  • Assembleia do AM pede ao STF que valide a reeleição de seu presidente

    Assembleia do AM pede ao STF que valide a reeleição de seu presidente

    A validade da reeleição de Roberto Cidade (União) à presidência da Assembleia Legislativa do Amazonas está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF). O Legislativo amazonense espera que o STF aplique o mesmo critério usado na validação da reeleição de Marcelo Victor (MDB) ao comando da Assembleia de Alagoas, permitindo que Cidade permaneça no cargo para o biênio 2025/2026.

    A situação é semelhante ao caso alagoano, como mostra o site Migalhas. O Supremo limitou, na Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) 6.524, a reeleição consecutiva de líderes de Casas Legislativas estaduais a uma única vez, com marco temporal em 7 de janeiro de 2021. Esse marco permitiu a reeleição de Marcelo Victor, pois sua primeira eleição ocorreu antes dessa data.

    Roberto Cidade afirma que sua reeleição está dentro das regras definidas pelo próprio Supremo

    Roberto Cidade afirma que sua reeleição está dentro das regras definidas pelo próprio SupremoDanilo Mello/Assembleia Legislativa do Amazonas

    Em decisão proferida nesta semana, o ministro Flávio Dino avalizou a reeleição de Victor. “Os mandatos diretivos correspondentes aos biênios de 2019/2020 e de 2021/2022 não devem ser considerados para efeito de inelegibilidade, pois, nos termos da tese fixada no julgamento conjunto das ADIs 6.688, 6.698, 6.714 e 7.016, não serão consideradas, para fim de inelegibilidade, as composições eleitas antes de 7 de janeiro de 2021, decidiu o ministro.

    A Procuradoria do Amazonas alega que Roberto Cidade, eleito em 2021, reeleito em 2023 e novamente em 2025, encontra-se na mesma situação.

    Nova eleição

    A reeleição do presidente do Legislativo amazonense foi contestada em setembro do ano passado pelo partido Novo, que questionou a mudança da Constituição e do regimento interno da Casa que permitiu a recondução do parlamentar a um terceiro mandato à frente da Casa. Em outubro, o ministro Cristiano Zanin, relator da ação no Supremo, suspendeu a reeleição de Cidade, ocorrida ainda em fevereiro de 2023, e determinou a realização de nova eleição para a Mesa Diretora.

    Dois dias depois, os deputados estaduais fizeram nova votação e voltaram a reeleger Cidade. Na ocasião, o deputado alegou que a ação contra ele era política. “Quem entrou com essa ação foi o partido Novo, a candidata à vice [prefeita] do Capitão Alberto Neto, foi ela quem entrou com essa ação contra essa casa. É uma ação política, é uma ação que tenta desfazer uma construção desse pleito e queriam me prejudicar se eu fosse para o segundo turno [das eleições municipais 2024]”, disse.

    Isonomia

    A Assembleia Legislativa do Amazonas defende que seja estendido a Cidade o mesmo entendimento adotado na decisão favorável Marcelo Victor. Para a Procuradoria do Estado, não há justificativa para que o o caso amazonense seja tratado de maneira diferente, uma vez que os precedentes fixados pelo STF em outros casos idênticos indicam que a reeleição de Roberto Cidade está dentro das regras.

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu parecer contrário à reeleição de Roberto Cidade, argumentando que sua terceira recondução violaria a jurisprudência do Supremo. O ministro Cristiano Zanin solicitou informações à Assembleia do Amazonas, no último dia 17, e aguarda posicionamento para decidir.

  • Piauí vai zerar ICMS da cesta básica, e Maranhão reduz alíquota

    Piauí vai zerar ICMS da cesta básica, e Maranhão reduz alíquota

    Os governos do Maranhão e do Piauí anunciaram nesta sexta-feira (7) medidas contra a alta do preço dos alimentos. O Piauí vai zerar a alíquota do ICMS sobre produtos da cesta básica em abril, conforme anunciou o governador, Rafael Fonteles (PT). Enquanto o governador do Maranhão, Carlos Brandão (PSB) afirmou que o estado já adota uma política de cortes gradativos do imposto estadual sobre produtos essenciais.

    Carro de compras

    Carro de comprasValter Campanato/Agência Brasil

    Os anúncios ocorreram após o governo apresentar, na quinta-feira (6), ações para combater a inflação de alimentos, entre elas zerar o imposto de importação de nove produtos: azeite, milho, óleo de girassol, sardinha, biscoitos, massas, café, carnes e açúcar.

    Além disso, o vice-presidente Geraldo Alckmin solicitou aos estados que zerassem a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, que é um tributo estadual, dos alimentos que tiveram alíquota de importação zerada.

    Piauí

    Em vídeo publicado no Instagram, o governador anunciou que o ICMS sobre produtos como leite, arroz, feijão e sobre os demais alimentos que compõem a cesta básica vai estar zerado a partir de abril. “É o Estado do Piauí contribuindo para a redução do preço dos alimentos”, complementou Rafael Fonteles.

    “A iniciativa faz parte do projeto do governo para reduzir o preço dos alimentos, com base em uma lei aprovada no último ano e sancionada em janeiro. Essa é uma lei sancionada ainda no ano passado, acompanhada de um decreto regulamentador, que garante a isenção de ICMS para diversos produtos da cesta básica. O estado do Piauí está contribuindo diretamente para a redução dos preços dos alimentos”, afirmou o governador

    No Piauí, entre os itens que terão isenção total do imposto estão arroz, feijão, farinha de mandioca, hortaliças, frutas frescas, ovos, leite in natura e pasteurizado, além de carnes e derivados de aves, suínos, caprinos e ovinos, sejam eles vivos, abatidos ou processados. Também entram na lista produtos como banha suína, fava comestível, polvilho de mandioca e sal de cozinha.

    Maranhão

    O governador Carlos Brandão afirmou que “o Maranhão já vem se antecipando e adotando medidas para reduzir o impacto dos impostos sobre os alimentos da cesta básica”. O estado promove cortes gradativos da alíquota do ICMS para produtos essenciais. Em dezembro de 2022, a porcentagem do imposto era de 12%, em janeiro de 2025 passou a ser 8%.

    Os produtos que compõem a cesta básica maranhense incluem açúcar, arroz, café, creme dental, farinha e fécula de mandioca, farinha e amido de milho, farinha de trigo, feijão, leite, macarrão, margarina, óleo comestível, pão, sabão em barra, sal e sardinha em lata.

    “Além da redução gradativa dos impostos sobre a cesta básica, o estado também aprovou uma reforma tributária que aumentou a taxação sobre armas, munições e artigos de luxo. Os recursos gerados com essa medida serão direcionados para a implementação de um programa estadual de transferência de renda, que se somará ao Bolsa Família”, escreveu o governador em nota.

  • Lula questiona preço do ovo: “Galinha não está cobrando caro”

    Lula questiona preço do ovo: “Galinha não está cobrando caro”

    Cerimônia de entregas e anúncios para a reforma agrária.

    Cerimônia de entregas e anúncios para a reforma agrária.Ricardo Stuckert/PR

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (7) que está buscando entender os motivos para a alta do preço do ovo no Brasil. A declaração foi feita durante um evento do programa Terra da Gente, em Campo do Meio, Minas Gerais.

    Lula destacou que o governo já adotou algumas medidas para conter a inflação dos alimentos e que uma reunião realizada no dia anterior no Palácio do Planalto contou com a participação de ministros e empresários para discutir o tema.

    “Eu agora estou preocupado com o preço dos alimentos. (…) Eu quero encontrar uma explicação para o preço do ovo. Galinha não está cobrando caro. Eu ainda não encontrei uma galinha para pedir aumento do ovo, a coitadinha sofre, ainda canta quando põe ovo, mas o ovo está saindo do controle. Uns dizem que é o calor, outros dizem que é exportação, e eu estou atrás, porque eu gosto de ovo, como dois ovos por dia”, disse Lula.

    Medidas para conter a alta dos preços

    Na quinta-feira (6), o governo federal anunciou a redução a zero da alíquota de importação de alimentos como carne, café, açúcar e milho. A proposta ainda precisa ser aprovada pela Câmara de Comércio Exterior (Camex) antes de entrar em vigor.

    Lula afirmou que, se as medidas em andamento não forem suficientes para estabilizar os preços dos alimentos, o governo poderá tomar decisões mais rígidas.“O preço do café está caro, o ovo, o preço do milho está caro e nós estamos tentando encontrar uma solução. A gente não quer brigar com ninguém, a gente quer solução pacífica, mas se a gente não encontrar, a gente vai ter que tomar uma atitude mais drástica, porque o que interessa é levar comida barata para a mesa do brasileiro”, afirmou.

    O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a aprovação das novas regras pela Camex deve ocorrer em “questão de dias”, após a análise de uma nota técnica sobre o tema.

  • Janja chora em discurso sobre violência contra mulheres

    Janja chora em discurso sobre violência contra mulheres

    A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, a Janja, chorou durante discurso nesta quinta-feira (7), em cerimônia de distribuição de lotes de terra pelo programa Terra da Gente, em Minas Gerais. O pronunciamento foi feito a pedido do presidente Lula, em referência ao Dia Internacional das Mulheres, celebrado no sábado (8).

    Veja o vídeo:

    Ao falar sobre a data, Janja mencionou a luta feminina e a violência que atinge mulheres diariamente no Brasil. “É claro que amanhã é um dia de comemorar, um dia de luta, mas (…) é um dia um pouco de tristeza. Está muito difícil para nós, mulheres. Cotidianamente somos mortas, violentadas. Temos nosso corpo exposto”, disse, visivelmente emocionada.

    No momento mais marcante do discurso, a primeira-dama não conteve as lágrimas ao lembrar as mulheres vítimas da violência. Entre pausas para conter o choro, reforçou a importância da coragem feminina e destacou a necessidade de garantir um país mais seguro. “Eu não tenho medo. Eu não tenho vergonha, eu só tenho coragem. A coragem é vocês mulheres hoje aqui, as mulheres que me abraçam todos os dias. Hoje eu queria dividir com vocês isso: a coragem de seguir lutando por um Brasil e por um mundo mais justo, solidário e igualitário para todas e para todos”, afirmou.

    O evento contou com a presença de representantes de movimentos sociais e autoridades locais. O programa Terra da Gente tem como objetivo promover o acesso à terra para pequenos agricultores e assentados da reforma agrária.

  • Confira dicas de produções em que mulheres são protagonistas políticas

    Confira dicas de produções em que mulheres são protagonistas políticas

    O Dia da Mulher se aproxima, e o Congresso em Foco selecionou filmes e séries que retratam mulheres que marcaram a política com sua força e visão transformadora. A curadoria traz narrativas inspiradoras sobre figuras que mudaram o rumo da história, influenciando o cenário nacional e internacional com sua visão e liderança.

    Confira lista de produções com liderança feminina

    Confira lista de produções com liderança femininaReprodução/Netflix

    Confira a lista completa e celebre a data com grandes histórias:

    1- House Of Cards (2013)

    Classificação indicativa: 16 anos

    Gênero: Drama, Suspense Político

    Onde Assistir: Netflix

    A série de drama e suspense político que acompanha a ascensão implacável de Frank Underwood (Kevin Spacey) como um influente e calculista congressista dos EUA. Ele não mede esforços para alcançar o poder, contando com a cumplicidade de sua esposa Claire Underwood (Robin Wright). Inicialmente vista como a esposa ao lado do político ambicioso, Claire se transforma em uma personagem fundamental, estrategista e implacável, conquistando seu próprio espaço no jogo de poder. Ao longo da trama, ela desafia as normas de gênero e se afirma como uma líder astuta, capaz de manipular a política e os aliados de forma ainda mais eficaz do que seu marido.

    2- Dama de Ferro (2011)

    Classificação indicativa: 12 anos

    Gênero: Drama, Biografia

    Onde Assistir: Prime Video

    O filme acompanha a trajetória de Margaret Thatcher, a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra do Reino Unido. Interpretada por Meryl Streep, a narrativa explora sua ascensão política, os desafios enfrentados em um ambiente dominado por homens e as decisões polêmicas que marcaram sua liderança.

    3- Borgen (2010)

    Classificação indicativa: 14 anos

    Gênero: Drama, Política

    Onde Assistir: Netflix

    A série dinamarquesa Borgen acompanha a trajetória de Birgitte Nyborg, uma política idealista que se torna a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra da Dinamarca. Enquanto enfrenta desafios no governo, ela equilibra sua vida pessoal e profissional, lidando com alianças, intrigas políticas e o impacto do poder em sua família.

    4- Batalhão 6888 (2024)

    Classificação indicativa: 14 anos

    Gênero: Drama, Guerra, Histórico

    Onde Assistir: Netflix

    Baseado em fatos reais, o filme conta a história do único batalhão feminino negro do Exército dos Estados Unidos a servir na Europa durante a Segunda Guerra Mundial. Encarregadas de organizar um acúmulo de correspondências destinadas aos soldados no front, essas mulheres enfrentam não apenas os desafios da guerra, mas também o racismo e o sexismo dentro das forças armadas.

    5- Shirley Para Presidente (2024)

    Classificação indicativa: 12 anos

    Gênero: Drama, Biografia, Histórico

    Onde Assistir: Netflix

    O filme baseado em acontecimentos reais retrata a jornada de Shirley Chisholm, a primeira mulher negra a concorrer à presidência dos Estados Unidos em 1972. Enfrentando barreiras raciais e de gênero, ela desafia o sistema político com uma campanha ousada, defendendo justiça social e igualdade de direitos.

    6- As Sufragistas (2015)

    Classificação indicativa: 12 anos

    Gênero: Drama, Histórico

    Onde Assistir: YouTube (R$6,90)

    Ambientado no início do século XX, As Sufragistas acompanha a luta das mulheres britânicas pelo direito ao voto. A trama segue Maud Watts (Carey Mulligan), uma trabalhadora que, ao se envolver no movimento sufragista, enfrenta perseguições, violência e sacrifícios pessoais na busca por igualdade.

    7- Olga (2004)

    Classificação indicativa: 14 anos

    Gênero: Drama, Histórico, Biografia

    Onde Assistir: Prime Video

    Baseado na história real de Olga Benário Prestes, o filme narra a trajetória da militante comunista alemã de origem judaica. Fugindo da perseguição nazista, ela se envolve na luta política no Brasil e se apaixona por Luís Carlos Prestes. Com a ascensão do Estado Novo, Olga é entregue pelo governo brasileiro à Gestapo, enfrentando uma dura realidade nos campos de concentração.

    8- Commander In Chief (2005)

    Classificação indicativa: 12 anos

    Gênero: Drama, Política

    Onde Assistir: Prime Video

    Na série, Mackenzie Allen (Geena Davis) faz história ao se tornar a primeira mulher presidente dos Estados Unidos. Inicialmente vice-presidente, ela assume o cargo após a morte do presidente, enfrentando desafios políticos, resistência dentro do governo e o equilíbrio entre sua vida familiar e profissional.

  • Proposta visa reembolso rápido para passageiros aéreos

    Proposta visa reembolso rápido para passageiros aéreos

    A Câmara dos Deputados avalia o projeto de lei 4367/24, que estabelece o reembolso total do valor das passagens aéreas em até sete dias quando houver cancelamento de voos. A medida, no entanto, não será aplicada a casos motivados por desastres naturais ou questões de segurança. Além disso, a proposta prevê uma indenização de 50% do valor da passagem como compensação pelos transtornos causados aos passageiros.

    Projeto prevê reembolso total das passagens aéreas com cancelamento de até 7 dias

    Projeto prevê reembolso total das passagens aéreas com cancelamento de até 7 diasFernando Frazão/Agência Brasil

    O deputado Capitão Augusto (PL-SP), autor do projeto, argumenta que a atual regulamentação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) permite que as companhias aéreas ofereçam reembolso por meio de créditos ou milhas, o que pode não atender à urgência dos consumidores. De acordo com o parlamentar, o texto deve incentivar empresas a gerenciar melhor seus voos, evitando cancelamentos desnecessários.

    Caso descumpram a legislação, as companhias aéreas poderão ser multadas em R$ 50 mil por infração, com o valor dobrado em caso de reincidência. O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Viação e Transportes; Defesa do Consumidor; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Para entrar em vigor, a proposta ainda precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

  • Ex-diretor da Meta no governo causa desconforto em debate regulatório

    Ex-diretor da Meta no governo causa desconforto em debate regulatório

    O ex-executivo da Meta, empresa responsável pelas plataformas Facebook, Instagram e WhatsApp, Pablo Bello tem causado desconforto no governo após ter assumido cargo em ministério, segundo reportagem da revista Veja. Nomeado desde outubro do ano passado para o cargo de Assessor Especial da Secretaria-Executiva do Ministério da Fazenda, o chileno foi líder de Políticas Públicas para o WhatsApp na América Latina de agosto de 2019 a agosto de 2024.

    Pablo Bello, ex-diretor da Meta e atual assessor especial no Ministério da Fazenda

    Pablo Bello, ex-diretor da Meta e atual assessor especial no Ministério da FazendaMarco A. Cardelino/Alesp

    Entre as responsabilidades da função estavam projetar, estabelecer, gerenciar a equipe regional e articular com parlamentares e membros da sociedade civil sobre a regulação das redes sociais. O especialista e ex-vice secretário do governo do Chile hoje assessora o número 2 da Fazenda, Dário Durrigan, que também representava a Meta no Brasil.

    Conforme a reportagem, há reclamações e insinuações na Esplanada dos Ministérios de que Bello pode estar camuflado no governo para defender os interesses da empresa onde era diretor. Neste ano, participou de três reuniões sobre a regulamentação das redes sociais e combate a fake news.

    Pablo Bello defendeu a sanção de empresas que se alimentam de conteúdos gerados pelos seus usuários, como X, Instagram e Facebook. O assessor especial, no entanto, afastou a mesma punição para o WhatsApp sob a justificativa de que o serviço de mensagens possui criptografia de ponta a ponta e se trata de um espaço privado. Foi voto vencido, apesar de ter tentado livrar o aplicativo da regulação.

    A Veja ainda relembra que a defesa de Bello ao WhatsApp diante do governo não é nova. Ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o então executivo da Meta argumentou que a plataforma não poderia ser regulamentada pela questão da privacidade e argumentou que 90% das conversas no aplicativo acontecem entre duas pessoas. Ainda assim, o WhatsApp possui recursos para listas de transmissões e criação de comunidades que facilitam o disparo em massa de mensagens, inclusive desinformação.

    Curiosamente, nas eleições de 2022, Pablo Bello, ainda na Meta, foi um dos doadores da campanha do deputado Orlando Silva (PCdoB-SP). O parlamentar era o relator do PL das Fake News, cujo parecer não chegou a ser apreciado. O então presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), propôs a criação de um grupo de trabalho para tratar do tema. O grupo, porém, ainda não foi instalado.

  • Haddad: Talvez PIB desacelere, mas dentro do projetado no Orçamento

    Haddad: Talvez PIB desacelere, mas dentro do projetado no Orçamento

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, celebrou em entrevista a jornalistas na noite de sexta-feira (8) o crescimento de 3,4% do Produto Interno Bruto (PIB). Apesar disso, o chefe da pasta acrescentou que possível que o país enfrente um momento de desaceleração, mas dentro do que foi projetado pela peça orçamentária. Haddad ainda reafirmou que a alta do preço dos alimentos vai ser impactada pela safra atual e pela acomodação cambial do dólar. 

    Ministro Fernando Haddad

    Ministro Fernando HaddadWashington Costa/MF

    “É um número bastante próximo daquilo que nós esperávamos. E já o segundo ano consecutivo de um PIB acima das expectativas do mercado, o que é importante. Talvez nós tenhamos uma pequena desaceleração. Esse ano, mas dentro daquilo que está projetado na peça orçamentária, buscando o equilíbrio das contas e contenção da questão da inflação que preocupa o presidente, então eu acredito que as coisas estão bem desenhadas para nós termos bons resultados esse ano também”, afirmou Haddad após entrevista no Flow Podcast. 

    O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou na sexta-feira que o PIB brasileiro apresentou crescimento de 3,4% em 2024, o que totaliza R$ 11,4 trilhões. Esta foi a maior taxa registrada desde 2021. Conforme os dados, o crescimento foi impulsionado pelo setor de serviços e indústria que também cresceu no período, enquanto a agropecuária apresentou recuo. 

    Alta dos alimentos

    Outro tema abordado por Haddad foi a alta dos alimentos. Na quinta-feira (6), o governo federal anunciou medidas para conter a inflação dos produtos, entre elas zerar a alíquota de importação de nove itens: azeite, milho, óleo de girassol, sardinha, biscoitos, massas, café, carnes e açúcar.

    Além disso, o vice-presidente Geraldo Alckmin solicitou aos estados que zerassem a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, que é um tributo estadual, dos alimentos que tiveram alíquota de importação zerada.

    Para Haddad, a supersafra esperada para este ano, assim como a acomodação cambial do dólar, são fatores preponderantes para a diminuição do preço dos alimentos. O ministro da Fazenda também aponta o Novo Plano Safra como outro elemento que pode se somar ao barateamento dos alimentos. 

    “Possivelmente o Plano Safra desse ano também vai ser um Plano Aafra bem desenhado pelo Ministério da Agricultura junto com o Desenvolvimento Agrário, a Fazenda e o Planejamento. Eu acredito que nós vamos encaminhar lá para Casa Civil um plano consistente para continuar expandindo a produção agrícola brasileira, que é isso que vai efetivamente fazer, com a oferta maior,  que a demanda das famílias, que cresceu muito em virtude do aumento da renda, encontre um equilíbrio”, explicou. 

  • Proposta na Câmara cria o Código Brasileiro de Defesa do Turista

    Proposta na Câmara cria o Código Brasileiro de Defesa do Turista

    Em tramitação na Câmara dos Deputados, o projeto de lei 20/25 propõe a instituição do Código Brasileiro de Defesa do Turista. A iniciativa visa estabelecer normas para proteger os viajantes no país, criando a Política de Assistência ao Turista em Emergência para lidar com eventos como enchentes e epidemias.

    O código define os direitos básicos dos turistas e as normas que as empresas do setor turístico devem seguir para evitar abusos e assegurar um atendimento adequado. Sanções administrativas e penais são previstas para casos de descumprimento.

    Texto define direitos básicos dos viajantes e prevê medidas para situações como epidemias.

    Texto define direitos básicos dos viajantes e prevê medidas para situações como epidemias.Freepik

    A deputada Renata Abreu (Podemos-SP), autora do projeto, destacou os problemas enfrentados durante a pandemia de Covid-19 devido à falta de regulamentação. “Milhões de viagens foram canceladas sem que houvesse um padrão para reembolsos e assistência aos viajantes”, disse Renata Abreu. A parlamentar informou que a proposta se baseia em modelos internacionais e na legislação do Uruguai.

    Entre os direitos previstos no projeto, os turistas no Brasil poderão obter informações claras em português, espanhol e inglês sobre os serviços turísticos; escolher alternativas como reembolso ou reagendamento em caso de falhas na prestação do serviço; receber vale-compra em emergências que impeçam o cumprimento do contrato, sem custos adicionais e com validade mínima de um ano; e contar com assistência da Defensoria Pública para turistas hipossuficientes.

    A Política de Assistência ao Turista em Situação de Emergência prevê medidas como gerenciamento da crise por órgãos públicos, planos de contingência e comunicação com missões diplomáticas para turistas estrangeiros. Prestadores de serviços turísticos, como hotéis e agências, deverão oferecer informações sobre segurança e saúde, não cobrar valores acima da média por estadia adicional em emergências e isentar taxas de cancelamento caso o turista não possa chegar à acomodação devido à crise.

    O projeto será analisado pelas comissões de Turismo; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), antes de seguir para o Plenário. A aprovação no Senado também é necessária para que se torne lei.