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  • Câmara aprova alteração de cargos vagos de técnico em analista no STJ

    Câmara aprova alteração de cargos vagos de técnico em analista no STJ

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (22) o projeto de lei 4303/2024, de iniciativa do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que transforma cargos vagos de técnico judiciário em analista judiciário. A matéria segue para o Senado Federal. 

    Fachada do Superior Tribunal de Justiça

    Fachada do Superior Tribunal de JustiçaMarcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

    O STJ propôs transformar 104 cargos vagos de provimento efetivo da carreira de técnico judiciário em 63 cargos de analista judiciário, sem aumento de despesas. Conforme a justificativa do Superior Tribunal de Justiça, a mudança se dá em razão da “significativa do nível de complexidade das atividades”.

    O parecer do deputado Domingos Neto (PSD-CE) salientou que a investidura nas duas carreiras exige o ensino superior. “A medida reconhece a crescente complexidade das atividades desempenhadas por esses servidores e valoriza a qualificação técnica exigida para o exercício da função”, escreveu no relatório.

    O parlamentar ainda defendeu que “qualquer proposta de reorganização deve prezar pela valorização de todos os servidores, respeitando sua trajetória e seu papel institucional”, em especial as competências específicas das carreiras de técnico e analista.

    Além de transformar os cargos vagos, o projeto de lei do STJ considera a existência de concurso público vigente para o cargo de analista judiciário, o que permite o aproveitamento de candidatos aprovados, otimizando o planejamento estratégico da Corte. O texto defende que não implica criação de novos cargos nem aumento de despesas, trata-se de uma adequação da estrutura funcional.

    “Desse modo, se faz razoável o pleito da transformação dos cargos, por meio de autorização deste Congresso Nacional, de modo a contemplar as aposentadorias vindouras, aproveitando de concurso para cargos efetivos ainda vigentes, todavia com tempo determinado para tanto. Tem-se, assim, até 31 de dezembro de 2026, a possibilidade de transformar até 150 (cento e cinquenta) cargos remanescentes de provimento efetivo da carreira de Técnico Judiciário em Analista Judiciário, sem aumento de despesas”, complementa o relatório.

    No texto final, o relator ainda acolheu emenda que garante a participação do Congresso Nacional na avaliação da estrutura administrativa deste órgão. Dessa forma, não permite que o STJ faça transformação de cargos em sua estrutura funcional à revelia. 

  • Acusado por 8 de janeiro veio a Brasília para fertilização, diz defesa

    Acusado por 8 de janeiro veio a Brasília para fertilização, diz defesa

    O advogado de Fernando Souza Oliveira, delegado da Polícia Federal (PF) denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por supostamente ter participado de um esquema de tentativa de golpe do Estado, disse que o cliente só se mudou para Brasília porque queria fazer um tratamento de fertilização. A afirmação foi feita nesta terça-feira (22) em sessão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Os ministros julgam se aceitam a denúncia contra Fernando e mais cinco acusados no chamado núcleo 2 da tentativa de golpe.

    As defesas dos acusados se manifestaram durante a manhã. O advogado de Fernando, dr. Danilo David Ribeiro, o primeiro a se manifestar, traçou um perfil do cliente: disse que tem “perfil técnico, sem aspirações políticas” e ressaltou que este não tem perfis em redes sociais e que “não há uma foto de Fernando Oliveira com camisa do Brasil”.

    O advogado Danilo David Ribeiro, que defende Fernando Souza Oliveira no STF.

    O advogado Danilo David Ribeiro, que defende Fernando Souza Oliveira no STF.Gustavo Moreno/STF

    Segundo o advogado, Fernando Souza Oliveira morava em Santo Ângelo, município de pouco mais de 75 mil habitantes no Rio Grande do Sul, e veio para Brasília porque “era casado há pouco tempo”, queria ter filhos e “precisava fazer um tratamento de fertilização”. O tratamento, segundo o advogado, poderia ser realizado em São Paulo ou Brasília. Fernando teria optado pela capital, onde assumiu um cargo “de terceiro escalão” no Ministério da Justiça, segundo o dr. Danilo Ribeiro.

    O advogado disse ainda que Fernando estava “pronto para voltar para Santo Ângelo” quando recebeu o convite do ex-ministro Anderson Torres para assumir a secretaria-executiva na Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal. O tratamento havia dado certo e Oliveira já era pai. Esse aceite o colocou “no olho do furacão”, diz Ribeiro.

    Fernando é acusado de ter se omitido quando exercia a função, o que permitiu os ataques a prédios públicos em 8 de janeiro de 2023.

  • Câmara debate condições de trabalho dos entregadores de aplicativo

    Câmara debate condições de trabalho dos entregadores de aplicativo

    A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados realiza, nesta quarta-feira (23), audiência pública para discutir a situação dos entregadores de aplicativo no Brasil. O debate está previsto para às 16h.

    O deputado Guilherme Boulos (Psol-SP) foi o resiquisitor da audiência

    O deputado Guilherme Boulos (Psol-SP) foi o resiquisitor da audiênciaZeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

    A iniciativa atende a um requerimento do deputado Guilherme Boulos (Psol-SP), que propôs a discussão diante do crescimento do setor e das condições precárias enfrentadas pelos trabalhadores.

    Segundo o parlamentar, a popularização dos serviços por aplicativo transformou o mercado de trabalho, inserindo milhares de pessoas em atividades sem garantias legais. “Muitos entregadores enfrentam jornadas exaustivas, baixa remuneração e ausência de direitos trabalhistas”, afirmou.

    Boulos argumenta que, mesmo com a ampliação da demanda por entregas, os direitos e as condições de segurança e saúde dos profissionais continuam negligenciados. Para ele, é urgente promover um debate aprofundado sobre a regulamentação da atividade.

    Entre os objetivos da audiência estão identificar os principais desafios da categoria e abrir espaço para discutir propostas que assegurem direitos básicos aos entregadores.

  • STF rejeita preliminares de defesas e segue com julgamento do “núcleo 2”

    STF rejeita preliminares de defesas e segue com julgamento do “núcleo 2”

    A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou nesta terça-feira (22) um total de cinco questões preliminares levantadas pelas defesas de acusados no chamado “núcleo 2” da suposta tentativa de golpe de Estado denunciada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Com isso, o julgamento prossegue e a turma delibera se os seis denunciados se tornam réus.

    Primeira Turma rejeitou pedidos preliminares das defesas dos acusados em julgamento do

    Primeira Turma rejeitou pedidos preliminares das defesas dos acusados em julgamento do “núcleo 2” da tentativa de golpe de Estado.Antonio Augusto/STF

    Foram rejeitadas as seguintes preliminares:

    • Um pedido questionava a atuação dos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Cristiano Zanin, requisitando a suspeição dos ministros. Foi negada por unanimidade, pelos cinco ministros da Primeira Turma.
    • Outro afirmava que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, cometeu flagrante quebra de imparcialidade na elaboração da denúncia e, por isso, deveria ser impedido de atuar no processo. Também foi rejeitada por unanimidade.
    • Outra preliminar questionava a competência da Primeira Turma para julgar o caso. Foi rejeitada por 4 votos a 1. O voto divergente foi do ministro Luiz Fux, que já havia se manifestado nesse sentido no julgamento da Turma que tornou réu o ex-presidente Jair Bolsonaro.
    • Um outro tópico dizia respeito às condições de isonomia entre a acusação e a defesa, questionando prazos concedidos à defesa, formato do acesso às provas e excesso de documentos para a análise dos advogados. Foi negada por todos os cinco ministros.
    • O último pedido analisado pela Corte pedia a nulidade da delação premiada feita por Mauro Cid, que foi ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro. A questão também foi rejeitada por unanimidade.

    Com isso, o julgamento prossegue, com previsão de continuar até a manhã de quarta-feira (22). Leia aqui quem são os denunciados e do que eles são acusados. Após a análise das preliminares, o presidente da Turma, ministro Cristiano Zanin, interrompeu a sessão, que será retomada à tarde.

  • Galípolo defende reformas contínuas para normalização dos juros

    Galípolo defende reformas contínuas para normalização dos juros

    O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, alertou nesta terça-feira (22) que não há uma solução simples ou imediata para ampliar a efetividade da política monetária brasileira. Em audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, ele ressaltou que a normalização da política de juros depende de um conjunto de reformas estruturais e contínuas, fora do alcance exclusivo da autoridade monetária.

    Gabriel Galípolo e o presidente da CAE, Renan Calheiros

    Gabriel Galípolo e o presidente da CAE, Renan CalheirosSaulo Cruz/Agência Senado

    Durante sua fala, Galípolo comentou a recorrente perplexidade de interlocutores estrangeiros diante da combinação entre juros elevados e uma economia doméstica em franca expansão. Segundo ele, o Brasil pode estar enfrentando obstáculos na transmissão da política monetária, o que exigiria doses mais intensas para gerar os efeitos esperados.

    Veja os indicadores econômicos e projeções apresentados por Galípolo à CAE

    “Talvez, os mecanismos de transmissão da política monetária no Brasil não apresentem a mesma fluidez que a gente consegue observar em outros países. Talvez existam alguns canais entupidos de política monetária, o que acaba demandando com que as doses do remédio sejam mais elevadas para que você consiga atingir o mesmo efeito”, afirmou.

    Assista à audiência pública:

    Pressões inflacionárias

    O presidente da autoridade monetária reforçou a preocupação com a inflação, que segue acima da meta de 3%, com projeções de 5,57% para dezembro, segundo o Boletim Focus. Galípolo apontou que o índice está disseminado entre diferentes grupos de produtos e não é fruto de choques pontuais.

    “Quando olhamos para o IPCA, para os segmentos mais voláteis, administrados ou alimentação domicílio, conseguimos enxergar uma inflação que está bastante acima da meta, fora inclusive da banda superior da meta, disseminada por diversos produtos.”

    Além disso, ele destacou a importância de manter as expectativas de inflação ancoradas, o que requer atuação firme da política monetária, mesmo em cenários adversos.

    Selic elevada e papel do BC

    A taxa básica de juros foi elevada para 14,25% ao ano em março, e novas altas estão no radar do mercado. Estima-se que a Selic atinja 15% até junho, o maior patamar desde 2006. O aumento, segundo o Banco Central, visa garantir que os juros estejam em nível suficientemente restritivo para conter o aquecimento da economia.

    “O Banco Central, quanto mais ele conseguir ser objetivo, transparente, técnico nas suas decisões, melhor para a estabilidade monetária do país.”

    Economia aquecida e política anticíclica

    Galípolo apontou que o país está vivendo um momento de pleno emprego e forte crescimento, com indicadores de serviços, indústria e comércio próximos dos maiores níveis da série histórica. O PIB cresce acima de 3% há quatro anos, com destaque para a produtividade agrícola e a recuperação do mercado de trabalho.

    “Há um dinamismo bastante acentuado da economia brasileira”, avaliou. “Não está circunscrito a um setor, especificamente. É algo que está bastante disseminado na economia.”

    Nesse cenário, ele defendeu o papel anticíclico do Banco Central, que deve atuar para moderar o ritmo da atividade econômica e conter pressões inflacionárias.

    “Você deveria tentar segurar a economia, refrear um pouquinho a economia para que essa pressão inflacionária não virasse uma espiral e, a partir daí, não se perdesse o controle da estabilidade monetária.”

    Riscos do cenário externo

    O dirigente também comentou os impactos do ambiente internacional sobre a economia brasileira. Segundo ele, a percepção do mercado sobre o governo de Donald Trump, nos Estados Unidos, passou por três fases desde o fim de 2024 da expectativa de políticas pró-mercado à preocupação com uma eventual escalada tarifária e suas consequências recessivas.

    “Você tem dúvidas sobre o que vai ocorrer e quais são os efeitos sobre aquilo que vai ocorrer. Esse cenário foi ganhando força ao longo desse primeiro trimestre, o que sinalizou já uma ideia de um dólar mais fraco e uma atividade econômica mais fraca nos Estados Unidos.”

    Galípolo alertou que a tradicional busca por ativos seguros em momentos de aversão ao risco está em xeque, dado o papel do dólar e dos títulos americanos no atual contexto global.

  • Deputado “ex-gay” reclama de abstinência sexual da esposa

    Deputado “ex-gay” reclama de abstinência sexual da esposa

    O deputado Pastor Sargento Isidório (Avante-BA) publicou em suas redes sociais um vídeo em que reclama de sua esposa, Francisca Celestino, por falta de atividade sexual. Na gravação, o parlamentar afirma que vai ao médico perguntar se ela estaria proibida de manter relações. Francisca está há dois meses em quimioterapia, tendo sido antes submetida a um procedimento cirúrgico.

    Pastor evangélico, Isidório em diversos pronunciamentos se afirmou como um “ex-gay”. Ele adota posições constantemente contrárias a projetos voltados à garantia de direitos à comunidade Lgbtqia+. Em 2023, chegou a protagonizar uma briga com a deputada Erika Hilton (Psol-SP), uma das duas parlamentares trans, ao se referir a ela como “meu amigo”.

    Confira o vídeo do deputado:

  • “Não quero fazer opção entre Estados Unidos ou China”, diz Lula

    “Não quero fazer opção entre Estados Unidos ou China”, diz Lula

    Após se reunir em Brasília com o presidente do Chile, Gabriel Boric, o presidente Lula voltou a criticar o protecionismo e a guerra comercial instaurados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra a China e demais países vistos como concorrentes. O chefe de Estado brasileiro afirmou que não deseja escolher com quem manter parcerias e que espera preservar acordos com os dois lados.

    “Eu quero ter relações com os Estados Unidos e quero ter relações com a China. Eu não quero ter preferência por um ou outro. Quem tem que ter preferência são os meus empresários, que querem negociar com os seus empresários. Mas eu, não. Eu quero negociar com todo mundo”, disse Lula.

    Na presença de Gabriel Boric, Lula ressaltou contrariedade à

    Na presença de Gabriel Boric, Lula ressaltou contrariedade à “guerra fria” entre Estados Unidos e China.Ton Molina /Fotoarena/Folhapress

    Lula destacou que nem ele nem Boric desejam uma guerra fria entre Estados Unidos e China, e que o protecionismo adotado por Trump é “contrário a tudo o que foi falado para nós desde os anos 1980”, por romper com os valores vigentes de livre comércio e globalização.

    Pressão mútua

    O pronunciamento ocorreu em um momento de pressão mútua entre Estados Unidos e China para que seus parceiros se posicionem na guerra comercial.

    Desde antes da posse, Trump tenta deixar claro que o alinhamento comercial com a China resultará em retaliações tarifárias aos respectivos países, citando o próprio bloco dos Brics como exemplo, anunciando a implementação de barreiras caso avançassem com o projeto de moeda comum.

    Essa abordagem foi reforçada por Washington na última quinta-feira (17), quando o governo americano informou à imprensa que tentaria utilizar os acordos bilaterais com países que buscam escapar das tarifas de importação para restringir o consumo de produtos chineses.

    Em resposta, o Ministério do Comércio da China anunciou nesta segunda-feira (22) que se opõe à iniciativa de qualquer parte que “firmar acordos às custas dos interesses chineses” e que adotará contramedidas contra aqueles que assim procederem.

  • Cármen Lúcia rebate advogado de ex-chefe da PRF: “Não tem nada a ver”

    Cármen Lúcia rebate advogado de ex-chefe da PRF: “Não tem nada a ver”

    A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), rebateu nesta terça-feira (22) uma colocação do advogado Anderson Rodrigues de Almeida, que defende Silvinei Vasques, em sessão da Primeira Turma da Corte. O comentário veio em resposta aos argumentos da defesa de Silvinei amparados em números da Justiça Eleitoral.

    Silvinei é ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e, na denúncia em julgamento, é acusado de, no segundo turno das eleições de 2022, usar a estrutura da corporação para bloquear estradas em lugares escolhidos para dificultar o trânsito de eleitores em locais onde o atual presidente Lula teria melhor votação e o ex-presidente Jair Bolsonaro estaria em desvantagem. Na defesa do seu cliente, Anderson Rodrigues recorreu a dois dados da Justiça eleitoral: a baixa taxa de abstenção no segundo turno e o dado que nenhum dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) teria reportado reclamações relacionadas aos bloqueios.

    “O fato é que absolutamente nenhum, nenhum eleitor deixou de votar no dia do segundo turno das eleições presidenciais de 2022. A prova disso é que os 27 TREs afirmaram que nunca chegou qualquer tipo de reclamação de qualquer cidadão que tenha tido o seu direito constitucional de voto suprimido por conta de alguma ação ilegítima ou arbitrária da Polícia Rodoviária Federal, sob o comando de Silvinei Vasques”, disse Anderson. “Tanto é, senhores ministros, que a imprensa, amplamente divulgou que o índice de abstenção no segundo turno foi o menor da história. O canal G1, um dos maiores do Brasil no dia 30 de outubro de 2022, publicou uma matéria dizendo o seguinte: a abstenção no segundo turno é a menor desde 2006. E cai pela primeira vez em relação ao primeiro turno.”

    A ministra Cármen Lúcia, do STF: taxa de abstenção nas eleições

    A ministra Cármen Lúcia, do STF: taxa de abstenção nas eleições “não tem nada a ver com a atuação de quem quer que seja”.Rosinei Coutinho/STF

    Depois da exposição, a ministra Cármen pediu permissão ao presidente da Turma, ministro Cristiano Zanin, para fazer perguntas ao advogado. Seguiu-se a seguinte troca:

    Carmen Lúcia: Dr. Anderson, cumprimentando Vossa Senhoria, eu entendi bem da expressa afirmativa de Vossa Senhoria de que a abstenção ou o nível de abstenção veiculado em algumas notícias teria a ver com a atuação do sr. Silvinei?

    Anderson de Almeida: Não, Excelência. A abstenção diz respeito a um dado estatístico.

    Carmen Lúcia: Não tem nada a ver com a atuação de quem quer que seja, certo?

    Anderson de Almeida: Sim.

    Carmen Lúcia: Em cada eleição, se tem a avaliação a partir de dados estatísticos do Tribunal Superior Eleitoral do número de votantes que comparecem em cada sessão eleitoral deste país e em cada zona eleitoral. Não tem nada a ver. Então apenas afastar qualquer interpretação de que o maior ou menor índica de abstenção num ou noutro lugar tem a ver com essa circunstância que poderia, sim, ter sido impedido ou aumentado por uma atuação. Agora, tomar-se no todo e imaginar-se que isso daqui leva a uma desconfiguração… o que se está alegando é que houve tentativa de impedimento e busca de impedimento de eleitores. O nobre advogado afirma que não teria havido também nenhuma reclamação sobre a impossibilidade de comparecimento às urnas…

    Anderson de Almeida: Sim. De acordo com dados publicados pelos 27 TREs…

    Carmen Lúcia: Vossa Senhoria ou o cliente de Vossa Senhoria tem notícia de que ele foi chamado no meio do dia ao Tribunal Superior Eleitoral exatamente por causa do excesso de reclamação, que recebemos lá, e que foi chamado para que imediatamente desfizesse qualquer uma dessas circunstâncias que estavam sendo reclamadas formalmente, inclusive por eleitores que eram senadores da República e que não conseguiam chegar? Vossa Senhoria tem consciência disso, notícia disso? Porque foi amplamente veiculado.

    Anderson de Almeida: Sim, foi comparecido, e as situações foram esclarecidas.

    Carmen Lúcia: Não. Ele foi chamado. Quanto a esclarecimento, será feito nesses autos.

    A ministra Cármen Lúcia, hoje, é a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na época das eleições de 2022, o comandante da Corte eleitoral era o ministro Alexandre de Moraes.

  • Quem são os 135 cardeais que vão eleger (e podem ser) o novo papa

    Quem são os 135 cardeais que vão eleger (e podem ser) o novo papa

    Com a morte do papa Francisco, aos 88 anos, nesta segunda-feira (21), cardeais de todo o mundo se preparam para eleger seu sucessor no Conclave, tradição milenar da Igreja Católica. Um deles será o novo líder de mais de 1,3 bilhão de católicos. O chamado Colégio Cardinalício reúne hoje 252 cardeais. Desses, 135 estão aptos a votar e a serem eleitos, por ainda não terem completado 80 anos. Ou seja, qualquer um deles pode ser o sucessor do argentino Jorge Mario Bergoglio, morto em decorrência de um acidente vascular cerebral (AVC).

    Cardeais no anúncio da escolha do papa Francisco no Vaticano em 13 de março de 2013. Na ocasião, ele assumiu o posto deixado por Bento XVI, que abdicou do papado

    Cardeais no anúncio da escolha do papa Francisco no Vaticano em 13 de março de 2013. Na ocasião, ele assumiu o posto deixado por Bento XVI, que abdicou do papadoMastrangelo Reino/Frame/Folhapress

    A palavra “conclave” vem do latim cum clave (com chave) e remete ao ritual de votação fechado, que desde o século 13 escolhe o papa. O processo acontece na Capela Sistina, no Vaticano, onde os cardeais eleitores se reúnem sob regras rígidas de isolamento e segredo. A fumaça preta indica que nenhum nome foi escolhido. A branca, que há um novo papa.

    Com o anúncio oficial da morte do papa, o Vaticano entra no período da Sé Vacante os nove dias de luto e organização para o Conclave. A expectativa é de que a assembleia seja realizada dentre 15 ou 20 dias. 

    Veja abaixo a lista completa dos cardeais eleitores e entenda como funciona esse processo histórico e secreto:

    Adalberto Martínez Flores – Arcebispo de Assunção – Paraguai – 73 anos

    Albert Malcolm Ranjith Patabendige – Don Arcebispo de Colombo – Sri Lanka – 77 anos

    Álvaro Leonel Ramazzini Imeri – Bispo de Huehuetenango – Guatemala – 77 anos

    Américo Manuel Alves Aguiar – Bispo de Setúbal – Portugal – 51

    Anders Arborelius – Bispo de Estocolmo – Suécia – 75 (Suíça)

    Ángel Fernández Artime – Pró-Prefeito do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica – 64 (Espanha)

    Ángel Sixto Rossi – Arcebispo de Córdoba – Argentina – 66

    Angelo de Donatis – Penitenciário-mor da Penitenciária Apostólica – 71 (Itália)

    Antoine Cardinal Kambanda – Arcebispo de Kigali – Ruanda – 66

    António Augusto dos Santos Marto – Bispo Emérito de Leiria-Fátima – Portugal – 77

    Antonio Cañizares Llovera – Arcebispo Emérito de Valência – Espanha – 79

    Arthur Roche – Prefeito do Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos – 75 (Inglaterra)

    Baldassare Reina – Vigário Geral de Roma – Itália – 54

    Baselios Cleemis (Isaac) Thottunkal – Arcebispo Maior de Trivandrum (Siro-Malankara) – Índia – 65

    Berhaneyesus Demerew Souraphiel – Arcebispo de Addis Abeba – Etiópia – 76

    Blase Joseph Cupich – Arcebispo de Chicago – Illinois – EUA – 76

    Anthony Poola – Arcebispo de Hyderabad – Índia – 63

    Arlindo Gomes Furtado – Bispo de Santiago de Cabo Verde – Cabo Verde – 75

    Augusto Paulo Lojudice – Arcebispo de Siena-Colle di Val d’Elsa-Montalcino – Itália – 60

    Cláudio Gugerotti – Prefeito do Dicastério para as Igrejas Orientais – 69 (Itália)

    Cristóbal López Romero – Arcebispo de Rabat – Marrocos – 72 (Espanha)

    Domenico Battaglia – Arcebispo de Nápoles – Itália – 62

    Francesco Montenegro – Arcebispo Emérito de Agrigento – Itália – 78

    François-Xavier Bustillo – Conv. Bispo de Ajaccio – França – 56

    Fridolin Ambongo Besungu – Cap. Arcebispo de Kinshasa – República Democrática do Congo – 65

    Ignace Bessi Dogbo – Arcebispo de Abidjan – Costa do Marfim – 63

    Inácio Suharyo Hardjoatmodjo – Arcebispo de Jacarta – Indonésia – 74

    Jean-Paul Vesco – Arcebispo de Argel – Argélia – 63 (França)

    João Ribat – Arcebispo de Port Moresby – Papua Nova Guiné – 68

    John Njue – Arcebispo Emérito de Nairóbi – Quênia – 79

    Josip Bozanic – Arcebispo Emérito de Zagreb – Croácia – 76

    Lazzaro You Heung-sik – Prefeito do Dicastério para o Clero – 73

    Mário Aurélio Poli – Arcebispo Emérito de Buenos Aires – Argentina – 77

    Mykola Bychok , C.Ss.R. Bispo dos Santos Pedro e Paulo de Melbourne – Austrália – 45 (Ucrânia)

    Peter Kodwo Appiah Turkson – Chanceler da Cúria Romana – Gana – 76

    Pierbattista Pizzaballa – Patriarca de Jerusalém (italiano) – 60

    Sebastião Francisco – Bispo de Penang – Malásia – 73

    Stanislaw Rylko – Arcipreste da Basílica de Santa Maria Maggiore – 79

    Stephen Chow Sau-yan – Bispo de Hong Kong [Xianggang] – China – 65

    Vinko Puljic – Arcebispo Emérito de Vrhbosna Sarajevo – Bósnia e Herzegovina – 79

    Virgílio do Carmo da Silva – Arcebispo de Díli – Timor-Leste – 57

    Carlos Aguiar Retes – Arcebispo da Cidade do México – México – 75

    Carlos Osoro Sierra – Arcebispo Emérito de Madrid – Espanha – 79

    Carlos Gustavo Castillo Mattasoglio – Arcebispo de Lima – Peru – 75

    Charles Maung Bo – Arcebispo de Yangon – Mianmar – 76

    Chibly Langlois – Bispo de Les Cayes – Haiti – 66

    Christophe Louis Yves Georges Pierre – Núncio Apostólico nos Estados Unidos da América – EUA – 79

    Daniel Fernando Sturla Berhouet – Arcebispo de Montevidéu – Uruguai – 65

    Daniel Nicholas DiNardo – Arcebispo Emérito de Galveston-Houston – Texas – EUA – 75

    Désiré Tsarahazana – Arcebispo de Toamasina – Madagascar – 70

    Dieudonné Nzapalainga – Arcebispo de Bangui – República Centro-Africana – 58

    Dominique François Joseph Mamberti – Prefeito da Assinatura Apostólica – 73

    Dominique Joseph Mathieu – Arcebispo de Teerã-Ispahan – Irã – 61

    Emil Paul Tscherrig – Núncio Apostólico – 78

    Fabio Cardinal Baggio – Subsecretário do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral – 60

    Fernando Filoni Grão-Mestre da Ordem Equestre do Santo Sepulcro de Jerusalém – 79

    Fernando Natalio Chomalí Garib – Arcebispo de Santiago do Chile – 68

    Filipe Neri António Sebastião do Rosário Ferrão – Arcebispo de Goa e Damão – Índia – 72

    Francis Xavier Kriengsak Kovithavanij – Arcebispo Emérito de Bangkok – Tailândia – 75

    Frank Leo Arcebispo de Toronto – Ontário – Canadá – 53

    George Jacob Koovakad – Prefeito do Dicastério para o Diálogo Inter-religioso – 51

    Gérald Cyprien Lacroix – Arcebispo de Québec , Canadá 67

    Gerhard Ludwig Müller – Prefeito Emérito da Congregação para a Doutrina da Fé – 77

    Giorgio Marengo – Prefeito de Ulaanbaatar – Mongólia – 50

    Giuseppe Betori – Arcebispo Emérito de Florença – Itália – 78

    Giuseppe Petrocchi – Arcebispo Emérito de L’Aquila – Itália – 76

    Grzegorz Wojciech Rys – Arcebispo de Lódz – Polônia – 61

    Jaime Spengler – Arcebispo de Porto Alegre – Brasil – 64

    James Michael Harvey – Arcipreste da Basílica de San Paolo fuori le Mura {Basílica de São Paulo Fora dos Muros} – 75

    Jean-Claude Hollerich – Arcebispo de Luxemburgo – Luxemburgo – 66

    Jean-Marc Noël Aveline – Arcebispo de Marselha – França – 66

    Jean-Pierre Kutwa – Arcebispo Emérito de Abidjan – Costa do Marfim – 79

    João Bráz de Aviz – Prefeito Emérito do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica (Brasileiro) – 77

    John Atcherley Dew – Arcebispo Emérito de Wellington – Nova Zelândia – 76

    José Cobo Cano – Arcebispo de Madrid – Espanha – 59

    José Francisco Robles Ortega – Arcebispo de Guadalajara – México – 76

    José Lázaro Fuerte Advíncula Jr. – Arcebispo de Manila – Filipinas – 73

    José Tolentino Calaça de Mendonça – Prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação – 59

    Joseph Coutts – Arcebispo Emérito de Karachi – Paquistão – 79

    Joseph William Tobin -. Arcebispo de Newark – Nova Jersey – EUA – 72

    Jozef De Kesel Arcebispo Emérito de Mechelen-Bruxelas – Bélgica 77

    Juan de la Caridad García Rodríguez – Arcebispo de San Cristóbal de la Habana – Cuba – 76

    Juan José Omella Omella – Arcebispo de Barcelona – Espanha – 79

    Kazimierz Nycz Arcebispo Emérito de Varsóvia – Polônia – 75

    Kevin Joseph Farrell – Prefeito do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida – 77 (Irlanda)

    Konrad Krajewski – Prefeito do Dicastério para o Serviço da Caridade – 61 (Polônia)

    Kurt Koch – Prefeito do Dicastério para a Promoção da Unidade dos Cristãos – 75 (Suíça)

    Ladislav Nemet – Arcebispo de Belgrado – Sérvia – 68

    Leonardo Ulrich Steiner – Arcebispo de Manaus – Brasil – 74

    Leopoldo José Brenes Solórzano – Arcebispo de Manágua – Nicarágua – 76

    Luis Antonio Gokim Tagle – Pró-Prefeito do Dicastério para a Evangelização – 67 (Filipinas)

    Luis Gerardo Cabrera Herrera – Arcebispo de Guayaquil – Equador – 69

    Luis José Rueda Aparicio – Arcebispo de Bogotá – Colômbia – 63

    Louis Raphaël I Sako – Patriarca de Bagdá (Caldeu) – Iraque – 75

    Manuel José Macário do Nascimento Clemente – Patriarca Emérito de Lisboa – Portugal – 76

    Marcello Semeraro – Prefeito do Dicastério para as Causas dos Santos – 77

    Mário Grech – Secretário Geral do Sínodo dos Bispos (Malta) – 68

    Mário Zenari – Núncio Apostólico na Síria – Síria – 79 (Itália)

    Matteo Maria Zuppi – Arcebispo de Bolonha – Itália – 69

    Mauro Maria Gambetti – Conv. Presidente da Fábrica de São Pedro – 59

    Michael F. Czerny – Prefeito do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral – 78 (Canadá e Tchéquia)

    Odilo Pedro Scherer -Arcebispo de São Paulo – Brasil – 75

    Orani João Tempesta – Arcebispo de São Sebastião do Rio de Janeiro – Brasil – 74

    Oscar Cantoni – Bispo de Como – Itália – 74

    Pablo Virgilio Siongco David – Bispo de Kalookan – Filipinas – 66

    Paulo Cezar Costa – Arcebispo de Brasília – Distrito Federal – Brasil – 57

    Péter Erdo – Arcebispo de Esztergom-Budapeste – Hungria – 72

    Peter Ebere Okpaleke – Bispo de Ekwulobia – Nigéria – 62

    Philippe Nakellentuba Ouédraogo – Arcebispo Emérito de Ouagadougou – Burkina Faso – 79

    Philippe Xavier Christian Ignace Marie Barbarin – Arcebispo Emérito de Lyon – França – 74

    Pietro Parolin – Secretário de Estado – 70 (Itália)

    Protase Cardinal Rugambwa – Arcebispo de Tabora – Tanzânia – 64

    Rainer Maria Woelki – Arcebispo de Colônia – Alemanha – 68

    Raymond Leo Burke – Prefeito Emérito da Assinatura Apostólica – 76 (EUA)

    Reinhard Marx – Arcebispo de München und Freising {Munique} – Alemanha – 71

    Robert Sarah – Prefeito Emérito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos – 79 (Guiné)

    Robert Francis Prevost – Prefeito do Dicastério para os Bispos – 69 (EUA)

    Robert Walter McElroy – Arcebispo de Washington – EUA – 71

    Roberto Repole – Arcebispo de Torino – Itália – 58

    Rolandas Makrickas – Arcipreste Coadjutor da Basílica de Santa Maria Maggiore {Basílica de Santa Maria Maior} – 53 (Lituânia)

    Sérgio da Rocha Arcebispo de São Salvador da Bahia – Brasil – 65

    Soane Patita Paini Mafi – Bispo de Tonga, Pacífico (Oceania) – 63

    Stephen Ameyu Martin Mulla – Arcebispo de Juba – Sudão do Sul – 61

    Stephen Brislin – Arcebispo de Joanesburgo – África do Sul – 68

    Tarcísio Isao Kikuchi – Arcebispo de Tóquio – Japão – 66

    Thomas Aquino Manyo Maeda – Arcebispo de Osaka-Takamatsu – Japão – 76

    Thomas Christopher Collins – Arcebispo Emérito de Toronto – Canadá – 78

    Timothy Michael Dolan – Arcebispo de Nova York – EUA – 75

    Timothy Peter Joseph Radcliffe – Cardeal-Diácono de Santissimi Nomi di Gesù e Maria na Via Lata – 79 (Inglaterra)

    Vicente Bokalic Iglic – Arcebispo de Santiago del Estero – Argentina – 72

    Victor Manuel Fernández – Prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé – 62

    Vincent Gerard Nichols – Arcebispo de Westminster – Inglaterra – 79

    Willem Jacobus Eijk – Arcebispo de Utrecht – Holanda – 71

    William Goh Seng Chye – Arcebispo de Singapura – 67

    Wilton Daniel Gregory – Arcebispo Emérito de Washington – EUA – 77

    Fumaça branca

    A sucessão papal é regida pela Constituição Apostólica Universi Dominici gregis, de 1996. Ela determina que apenas cardeais com menos de 80 anos na data em que a Sé Apostólica fica vacante podem votar. Embora essa mesma norma estabeleça o limite de 120 eleitores, esse número pode ser ultrapassado por decisão do cardeal camerlengo que assume provisoriamente a administração do Vaticano até a escolha do novo pontífice. O cargo é ocupado atualmente pelo irlandês Kevin Farrell.

    Para ser eleito, o novo papa precisa obter pelo menos dois terços dos votos ou seja, 90 votos dos 135 possíveis, caso todos participem. País com a maior população católica do mundo, o Brasil tem o terceiro maior número de cardeais aptos ao conclave, sete, atrás dos Estados Unidos, com dez, e da Itália, com 17.

    Entre os clérigos brasileiros com direito a voto estão nomes influentes na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e nas arquidioceses de grandes centros urbanos. Há ainda um oitavo cardeal brasileiro, Dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo emérito de Aparecida, que aos 88 anos já não pode mais participar da votação.

    Cúpula da Igreja

    Embora tecnicamente qualquer homem batizado e católico possa ser eleito papa, na prática o escolhido costuma ser um dos cardeais presentes no Conclave. Por isso, todos os 135 cardeais eleitores são considerados possíveis sucessores de Francisco.

    Entre os nomes mais mencionados nos bastidores e nas apostas internacionais estão Robert Sarah (Guiné), Péter Erdo (Hungria), Matteo Maria Zuppi (Itália), Pietro Parolin (Itália), Jean-Marc Aveline (França) e Luis Antonio Tagle (Filipinas).

    Em geral, os cardeais são bispos de dioceses importantes ou ocupam cargos de destaque na Cúria Romana (a administração central da Igreja). Embora raramente aconteça hoje em dia, padres e diáconos também podem ser nomeados cardeais. Para ser cardeal, o religioso é escolhido diretamente pelo papa, em uma cerimônia chamada consistório.

    Principais atribuições dos cardeais

    Eleger o papa

    • A principal e mais conhecida função do Colégio dos Cardeais é eleger o novo papa durante o Conclave, quando a Sé de Pedro fica vaga.

    Aconselhar o papa

    • Eles formam uma espécie de conselho consultivo que pode ser convocado pelo pontífice para tratar de assuntos importantes da Igreja.

    Administrar a Igreja

    • Muitos cardeais atuam em cargos de governo e administração da Santa Sé, como presidentes de dicastérios (equivalentes a ministérios), ou como arcebispos em grandes arquidioceses pelo mundo.

    Ordem e vestimentas

    Os cardeais são divididos em três ordens (um resquício histórico): cardeais-bispos; cardeais-presbíteros e cardeais-diáconos

    Todos usam a tradicional batina vermelha, que simboliza a disposição para derramar o sangue pela fé, se necessário.

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  • Lula viajará para acompanhar funeral do Papa Francisco no Vaticano

    Lula viajará para acompanhar funeral do Papa Francisco no Vaticano

    O presidente Lula e a primeira-dama Janja da Silva viajarão para Roma até o fim da semana para acompanhar o sepultamento do Papa Francisco, falecido nessa segunda-feira (21). As cerimônias devem começar no próximo sábado. O corpo do papa será trasladado à Basílica de São Pedro na quarta-feira (23). A Missa das Exéquias será celebrada em 26 de abril, seguida do sepultamento na Basílica de Santa Maria Maior.

    Lula recebeu mensagem de apoio do Papa Francisco quando estava preso e visitou o pontífice no Vaticano

    Lula recebeu mensagem de apoio do Papa Francisco quando estava preso e visitou o pontífice no VaticanoRicardo Stuckert/PR

    Luto de sete dias

    Lula divulgou ontem pela manhã uma mensagem de pesar pela morte de Francisco e decretou sete dias de luto nacional. À noite, voltou a homenagear o sumo pontífice, em vídeo. “Francisco foi o papa do acolhimento, e por isso acordamos hoje um pouco órfãos do seu afeto, um afeto que era livre de preconceitos e julgamentos num mundo que sofre com a discriminação e a intolerância”, declarou o presidente.

    “Embora o dia de hoje seja de muita tristeza, vamos nos lembrar para sempre da alegria do Papa Francisco, do sorriso que iluminava tudo e todos, do entusiasmo pela vida, do bom humor, do otimismo, da paixão pelo futebol qualidade que fazia dele o mais brasileiro dos argentinos”, ressaltou Lula.

    Na primeira mensagem, o presidente desejou consolo a todos que sofrem com a perda do líder religioso: “O Santo Padre se vai, mas suas mensagens seguirão gravadas em nossos corações”. “Francisco foi o Papa da esperança. Em sua despedida, renovou a crença nos seres humanos e previu um futuro melhor para a humanidade”, acrescentou.

    A data da viagem ainda não foi confirmada pelo Palácio do Planalto, que aguarda o protocolo do Vaticano. A lista da comitiva presidencial deve ser divulgada nesta terça-feira (22). O presidente esteve três vezes com o papa e recebeu uma mensagem de apoio em 2019, quando estava preso.