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  • Cruz do Espírito Santo atende MP e cria Plano de Enfrentamento às Mudanças Climáticas

    Cruz do Espírito Santo atende MP e cria Plano de Enfrentamento às Mudanças Climáticas

    Após ser instado pelo Ministério Público da Paraíba, o Município de Cruz do Espírito Santo elaborou e publicou no Diário Oficial o Plano Municipal de Enfrentamento às Mudanças Climáticas. A criação do plano é objeto de um procedimento administrativo instaurado, em 2024, pela 6ª promotora de Justiça de Santa Rita, Miriam Pereira Vasconcelos. 

    O Plano Municipal de Enfrentamento às Mudanças Climáticas foi elaborado com o objetivo de orientar ações integradas de adaptação, mitigação e educação ambiental, promovendo a sustentabilidade e o fortalecimento da resiliência climática no município.

    “O enfrentamento da crise climática exige uma mudança de paradigma, com estratégias de planejamento e gestão urbanas, além de mitigação e adaptação em confluência com preservação dos recursos naturais, de acordo com as especificidades de cada localidade e suas diferenças geológicas e hidrológicas”, explicou a promotora Miriam Vasconcelos.

    Ainda conforme a promotora, a Lei n° 14.904/2024 estabeleceu diretrizes para a elaboração de Planos de Adaptação às Mudanças do Clima, com o objetivo de implementar medidas para reduzir a vulnerabilidade e a exposição a riscos dos sistemas ambiental, social, econômico e de infraestrutura diante dos efeitos adversos atuais e esperados da mudança do clima.

    A promotora falou sobre a importância do plano municipal. “Cruz do Espírito Santo deu um passo à frente na defesa do Meio Ambiente. Para combater a crise climática é preciso planejamento, ação, execução e vontade política, o que foi demonstrado com o atendimento à requisição ministerial para criação do plano de combate às mudanças do clima, que, uma vez cumprido, reduzirá os impactos decorrentes da atual situação ambiental e garantirá um futuro mais sustentável para as atuais e futuras gerações.”.

    Plano

    O plano de Cruz do Espírito Santo foi elaborado com base em diagnósticos ambientais, socioeconômicos e territoriais provenientes de fontes como o Plano Municipal de Saneamento Básico (SIMS/UFCG), IBGE, Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) e Sudema, e identifica as principais vulnerabilidades locais, incluindo alagamentos urbanos, erosão do solo, estiagens prolongadas, baixa cobertura vegetal e deficiências em saneamento e drenagem.

    A partir do diagnóstico, foram definidas no plano medidas de adaptação, voltadas à prevenção de riscos e à melhoria da infraestrutura ambiental, e medidas de mitigação, focadas na redução de emissões de gases de efeito estufa e na promoção do uso sustentável dos recursos naturais. A implementação do plano será coordenada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em articulação com demais secretarias e órgãos parceiros.

     

  • Direitos dos Titulares 2025: como as empresas estão se adaptando ao novo patamar de exigência

    Direitos dos Titulares 2025: como as empresas estão se adaptando ao novo patamar de exigência

    Introdução 

    O ano de 2025 marca um ponto de virada na relação entre empresas e titulares de dados.
    Segundo dados recentes do Reclame AQUI, mais de 142 mil solicitações de titulares foram registradas apenas no último ano — um aumento de 39% em relação ao período anterior.

    O que antes era visto como uma obrigação legal, agora é um indicador direto de reputação e maturidade organizacional.
    Esse movimento é o centro do Guia de Direitos dos Titulares 2025, desenvolvido pelo b/luz em parceria com o Reclame AQUI, que traz um diagnóstico inédito sobre como as empresas estão respondendo ao novo patamar de exigência dos titulares.

    Um novo ciclo de maturidade em Governança de Dados

    A Governança de Dados deixou de ser uma política de compliance isolada para se tornar uma prática transversal, que conecta jurídico, tecnologia, atendimento e reputação corporativa.

    Empresas que respondem rapidamente, com clareza e consistência, ganham vantagem competitiva.
    As que demoram, comprometem a confiança e o valor de marca.

    O Guia 2025 revela que muitas organizações ainda enfrentam dificuldades em estruturar fluxos internos de resposta, mapear titulares e mensurar resultados. Isso demonstra que o desafio não é mais entender a norma — é operacionalizá-la com eficiência e transparência.

    O que mudou no comportamento dos titulares

    Os titulares de dados amadureceram.
    Eles sabem o que podem solicitar, entendem o valor de suas informações e esperam respostas rápidas e personalizadas.

    Além disso, passaram a associar experiência digital e confiança: se uma empresa responde bem a um pedido de acesso, ela é percebida como mais confiável em toda a jornada.

    Esse novo comportamento pressiona as empresas a criarem modelos de resposta centrados no titular — com processos claros, linguagem acessível e canais integrados.

    Impactos diretos para empresas e lideranças

    As lideranças empresariais precisam entender que responder titulares é uma decisão estratégica, não apenas jurídica. O tempo de resposta e a qualidade da interação refletem diretamente na percepção de transparência e na confiança do público.

    O b/luz tem observado, na assessoria a grandes companhias, que a Governança de Dados passou a impactar indicadores de marca, valuation e até retenção de clientes.
    A fronteira entre reputação e regulação nunca foi tão fina.

    O que o Guia de Direitos dos Titulares 2025 revela

    O estudo b/luz + Reclame AQUI mostra:

    • Crescimento expressivo nas solicitações de titulares;
    • Avanço das empresas na estruturação de fluxos de atendimento;
    • Dificuldades na mensuração de maturidade;
    • Adoção gradual de automação e IA;
    • Conexão direta entre governança e reputação digital.

    O Guia foi desenvolvido como uma ferramenta prática e estratégica — que ajuda empresas a avaliar sua maturidade, identificar gargalos e planejar ações.

    Baixe gratuitamente o Guia de Direitos dos Titulares 2025 para entender onde sua organização está e quais passos seguir.

    Próximos passos para as empresas

    1. Mapeie fluxos internos
    Entenda quem responde e em quanto tempo. 

     2. Crie indicadores claros
    Tempo médio de resposta, volume de solicitações, reincidência. 

     3. Automatize o que for possível
    IA pode agilizar sem comprometer transparência. 

    4. Integre áreas
    Jurídico, atendimento e tecnologia devem operar juntos. 

     5. Comunique-se com clareza
    Titulares valorizam respostas compreensíveis. 

    A jornada de Governança de Dados é contínua — e 2025 será lembrado como o ano em que a experiência do titular se tornou o novo termômetro de confiança corporativa.

    Conclusão 

    A Governança de Dados deixou de ser apenas sobre conformidade.
    Hoje, é sobre relacionamento, confiança e valor.  Empresas que tratam o titular como parceiro — e não como obrigação — constroem vantagem competitiva sustentável.

    O Guia de Direitos dos Titulares 2025 é o ponto de partida para essa transformação.

    Em Resumo 

    O Guia de Direitos dos Titulares 2025, desenvolvido pelo b/luz em parceria com o Reclame AQUI, revela um novo patamar de maturidade corporativa na gestão da privacidade.
    As solicitações de titulares cresceram 39% em um ano, exigindo respostas mais ágeis, transparentes e integradas.
    Empresas que estruturam fluxos internos e integram jurídico, tecnologia e reputação constroem confiança duradoura e vantagem competitiva.
    A Governança de Dados é agora um indicador estratégico de confiança — e não apenas de conformidade legal.

     

  • MPPB ministra palestra em encontro sobre Sistema Nacional de Análise Balística

    MPPB ministra palestra em encontro sobre Sistema Nacional de Análise Balística

    O Ministério Público da Paraíba, por meio do coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal, promotor de Justiça Uirassu Medeiros, participou, na última sexta-feira (24/10), do encontro técnico para debater os avanços do Sistema Nacional de Análise Balística (Sinab) e do Banco Nacional de Perfis Balísticos (BNPB). O evento foi promovido pela Superintendência Regional da Polícia Federal na Paraíba (SR-PB). 

    O coordenador do CAO Criminal ministrou palestra sobre a importância da prova pericial balística para a aplicação da lei penal, destacando o papel da prova técnica na sustentação da acusação e na formação da convicção do julgador no âmbito do Tribunal do Júri.

    De acordo com promotor Uirassu Medeiros, o propósito do evento foi a troca de experiências de atores que atuam na persecução penal, especificamente relacionado à prova técnica produzida, tanto pela própria Polícia Federal, quanto pelo Instituto de Polícia Científica da Paraíba, e que guarda relação com análise de elementos balísticos identificados em locais de crimes, a partir da verificação de armas de fogo e de munições.

    “Enfim, de que modo esses elementos balísticos contribuem na formação do convencimento  de integrantes do Poder Judiciário, ou seja, de juízes togados, quanto também de juízes leigos no Tribunal do Júri, em que medida esse tipo de elemento probatório colabora na obtenção de resultados práticos da atuação do Ministério Público como titular da ação penal. Então, basicamente, o evento teve esse propósito de apresentar os avanços já alcançados pelos órgãos responsáveis pela realização dessa atividade pericial e como isso tem repercutindo no trabalho de outras instituições, a exemplo do Ministério Público como titular da ação penal”.

    Conforme informações da PF, o encontro teve como objetivo expor as características operacionais do Sinab e do BNPB, apresentar os resultados obtidos desde a implantação no país e no estado da Paraíba, além de aprimorar a integração operacional e pericial para padronizar os procedimentos de encaminhamento de vestígios e padrões para cadastro no banco.

    Além da importância da prova pericial balística para a aplicação da lei penal, foram debatidos no evento temas como as características e resultados do Sinab e do Banco Nacional de Perfis Balísticos, as aplicações práticas e correlações realizadas no âmbito da Paraíba, além da análise de casos de integração dos sistemas em investigações de homicídios.

    O Sinab foi instituído pelo Decreto nº 10.711/2021 e integra todas as unidades da Federação e a Polícia Federal, permitindo a comparação automática de projéteis e estojos coletados em cenas de crime ou apreendidos de armas, para identificar se foram disparados pela mesma arma de fogo. Já o BNPB é o banco de dados onde esses perfis são armazenados e comparados, possibilitando correlacionar crimes, elucidar a autoria e auxiliar no planejamento de políticas públicas de segurança.

    Com Ascom/APCF

  • “Tribunal do Júri e Eficiência Acusatória”: MPPB é palestrante em Encontro Nacional

    “Tribunal do Júri e Eficiência Acusatória”: MPPB é palestrante em Encontro Nacional

    Promotores e promotoras de Justiça de todo o país se reuniram na sede do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), em Brasília, nos dias 23 e 24 de outubro (quinta e sexta-feiras passadas), para discutir os desafios e o futuro da atuação no júri. O VIII Encontro Nacional do Ministério Público no Tribunal do Júri foi promovido pela Unidade Nacional de Capacitação do Ministério Público (UNCMP).

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB) se fez presente, por meio do promotor Márcio Gondim do Nascimento, um dos palestrantes. Ele foi expositor no painel “Tribunal do Júri e Eficiência Acusatória”, que contou também com os promotores João Malato Neto, do Piauí, e Eugênio Paes Amorim, do Rio Grande do Sul. O mediador foi o promotor Sávio Fraga e Greco, de Goiás.

    “Falar no CNMP sobre eficiência acusatória no Tribunal do Júri para todos os colegas do Ministério Público brasileiro foi, acima de tudo, reafirmar a responsabilidade institucional de atuar com preparo técnico e clareza estratégica. Defendo que o plenário é um espaço em que não basta conhecer a lei — é necessário compreender a dinâmica humana da comunicação, saber construir narrativas sólidas e, sobretudo, garantir que a verdade jurídica seja apresentada com firmeza. Quando o promotor se prepara com rigor, conhece o ambiente e domina as ferramentas jurídicas e cognitivas disponíveis, ele contribui diretamente para a credibilidade do sistema de Justiça e para a efetivação dos direitos da sociedade com a condenação do culpado”, destacou o promotor do MPPB.

    Na abertura do encontro, o presidente da UNCMP, conselheiro Paulo Cezar dos Passos, destacou os desafios e as especificidades da atuação no Tribunal do Júri. “Este encontro é fundamental para debatermos estratégias e reafirmarmos a relevância da atuação no Tribunal do Júri na construção de um país melhor”, afirmou.

    O presidente da Conamp, Tarcísio Bonfim, destacou o caráter essencial da atuação no Tribunal do Júri. “É no júri que temos a oportunidade de defender o bem jurídico mais importante: o direito à vida. Também reafirmamos a importância do olhar do Ministério Público para as vítimas”, afirmou. Bonfim ressaltou ainda a relevância da proposta de resolução conjunta aprovada pelo CNMP e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que, segundo ele, “traz segurança jurídica, tranquilidade e demonstra que os promotores e promotoras que saem de casa para defender o sagrado direito à vida não estão sozinhos”.

    Aprovada durante a 4ª Sessão Ordinária de 2025, a proposta de resolução conjunta disciplina a captação e o registro audiovisual em procedimentos extrajudiciais conduzidos pelo Ministério Público, bem como em audiências, sessões de julgamento e plenários do júri. A norma, que será apresentada ao Plenário para homologação, define limites para o uso de imagens e vozes dos participantes, em conformidade com o direito fundamental à proteção de dados pessoais e com os princípios da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).

    A programação do VIII Encontro Nacional do Ministério Público no Tribunal do Júri incluiu uma aula magna e sete painéis temáticos. Nos dois dias do evento, foram debatidos temas como a ampla defesa das vítimas no Tribunal do Júri, a atuação dos centros e núcleos de apoio às promotorias, os novos modelos de defesa, os desafios probatórios em casos que envolvem organizações criminosas, além da preparação da acusação em plenário, a retórica e a persuasão, e a eficiência acusatória no Tribunal do Júri.

    Com Secom do CNMP

  • Saúde mental no âmbito do Judiciário será tema de debate em videocast durante o 3º Cidesma

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    A saúde mental tornou-se um assunto preocupante em todos os segmentos da sociedade nos últimos anos. As cobranças por produtividade no trabalho, harmonia nas relações humanas, lidar com os desafios do dia a dia e ainda conseguir equilíbrio emocional, psicológico e social são uma equação quase que impossível. Daí, a importância de se cuidar da saúde mental e buscar ajuda quando perceber que não dá conta sozinho. Dada a importância do assunto, este será um dos temas debatidos durante o 3° Cidesma – Congresso Internacional de Direito da Esma (Escola Superior da Magistratura).

    Com o tema ‘Saúde mental no âmbito do Judiciário: políticas e ações para garantir o bem-estar dos servidores e magistrados’, será realizado um videocast com a participação da juíza auxiliar da Vice-presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba, Silmary Alves Queiroga Vita, do mestre em Psicologia da Saúde e doutorando em Psicologia do Trabalho, Éverton  Procópio de Souza, e do coordenador do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Saúde da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), professor Francinaldo do Monte PInto.

    “O tema da saúde mental no âmbito do Judiciário é indispensável, pois, nos termos  da Resolução CNJ 207/2015, a saúde compreende o estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças, de modo que a garantia desse estado completo da saúde constitui um importante desafio que se alinha ao tema do 3⁰ Cidesma, merecendo reflexão e implementação de ações concretas para efetivação desse direito”, observou a juíza Silmary Alves Queiroga Vita.

    O psicólogo Éverton Procópio considerou muito importante falar sobre saúde mental no Judiciário, especialmente em um evento como o III Cidesma. “Cuidar da saúde mental é essencial para que servidores e magistrados tenham bem-estar, qualidade de vida e possam trabalhar de forma mais leve e produtiva. Quando olhamos para isso com atenção, estamos também melhorando a qualidade do serviço prestado à sociedade. Ao debater a saúde mental no ambiente do Judiciário em um espaço como o 3º Cidesma, isso demonstra o compromisso institucional com a construção de um judiciário mais saudável, eficiente e humano”, ressaltou.

    O 3º Cidesma será realizado de 12 a 14 de novembro no auditório Ariano Suassuna, na sede do Tribunal de Contas do Estado. As inscrições podem ser feitas pelo link https://congressodireitoesma.com.br/inscricoes

    Por Walquiria Maria

     

  • Protocolo de perspectiva de gênero é aplicado em caso de pensão alimentícia

    Magistrados e magistradas do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) estão fortalecendo o olhar atento e cuidadoso ao Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero. O resultado é que tem aumentado o número de sentenças aplicadas sob essa ótica registradas no Banco de Sentenças do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Um dos casos recentes é relativo à pensão alimentícia e foi analisado pela desembargadora Anna Carla Lopes.

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    Desembargadora Anna Carla Lopes

    “Em meu gabinete, tenho buscado aplicar essa perspectiva não como um favor ou um gesto de benevolência, mas como um imperativo de justiça e equidade. Julgar com perspectiva de gênero é reconhecer que o trabalho das mulheres, tantas vezes silencioso e não remunerado, sustenta lares, comunidades e até mesmo o funcionamento de estruturas públicas e privadas — sem que, muitas vezes, isso se traduza em valorização ou proteção jurídica”, informou a magistrada acrescentando que o caso referente ao Direito da Família não foi o único julgado por ela sob a ótica da perspectiva de gênero.

    No caso em questão, a desembargadora reconheceu o dever do pai em aumentar o percentual do valor da pensão alimentícia para seus filhos. “O Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, do Conselho Nacional de Justiça, tem sido uma bússola nesse caminho. Ele nos convida a reeducar o olhar, a revisar conceitos e a interpretar a lei sob a luz da realidade concreta — uma realidade em que mulheres ainda enfrentam sobrecarga doméstica, desigualdade salarial, violência e invisibilidade institucional”, ressaltou.

    A desembargadora Anna Carla Lopes acrescenta que, ao adotar a perspectiva de gênero, a Justiça restaura o equilíbrio em um julgamento. “Estamos reconhecendo que a neutralidade absoluta é uma ficção quando a desigualdade estrutural é um fato. Julgar com perspectiva de gênero, portanto, é um ato de coragem e de compromisso com os direitos humanos. É afirmar que o direito não pode ser instrumento de perpetuação de injustiças, mas ferramenta de transformação social”, concluiu.

    Banco de Sentenças – O Tribunal de Justiça da Paraíba tem orientado magistradas e magistrados: no julgamento de processos, observem a aplicação do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero. É importante que essa decisão seja registrada no Banco de Sentenças e Decisões – plataforma criada pelo CNJ para difundir conhecimento sobre a equidade de gênero e o combate à violência contra as mulheres, e acompanhar as atividades dos tribunais a respeito do tema.

    Por Nice Almeida

    Foto Ednaldo Araújo

    Arte Jandi Soares
     

  • TJPB publica editais de vacância para Comarcas de Coremas e Patos

    O Diário da Justiça eletrônico (DJe) da sexta-feira (24) trouxe a publicação de dois editais de vacância referentes às Comarcas de Coremas e Patos, ambas localizadas no Sertão do Estado. Os atos foram assinados pelo presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador Fred Coutinho.

    De acordo com o Edital de Vacância nº 102/2025, o provimento da Vara Única da Comarca de Coremas, de entrância inicial, ocorrerá pelo critério de merecimento. Já o Edital nº 103/2025 refere-se à 5ª Vara Regional das Garantias da Comarca de Patos, de entrância final, cuja vaga será preenchida segundo o critério de antiguidade.

    Devem os(as) interessados(as), no prazo de cinco dias contínuos, a contar da data da publicação dos editais, efetuar suas inscrições através do Sistema SEI, encaminhando o respectivo processo para a Gerência de Primeiro Grau.

    Por Marcus Vinícius
     

  • Projeto ‘Elas por Elas’ chega às Comarcas de Campina Grande e Pocinhos

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    Após as instalações realizadas nas Comarcas de Patos e Santa Luzia, no mês de setembro, o projeto ‘Elas por Elas’ será implantado, nesta quinta-feira (30), nas unidades judiciárias de Campina Grande e Pocinhos. As solenidades ocorrerão, respectivamente, no Fórum Affonso Campos, a partir das 8h30, e no Fórum de Pocinhos Desembargador Luiz Silvio Ramalho Júnior, às 15h30.

    Os eventos contarão com a presença do presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador Fred Coutinho, e da presidente do Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina, desembargadora Maria de Fátima Moraes Bezerra Cavalcanti Maranhão.

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    Juíza Isa Monia

    A juíza Isa Mônia Vanessa de Freitas Paiva, coordenadora do Comitê, ressaltou que a instalação do ‘Elas por Elas’ em Campina Grande e em Pocinhos mostra que o compromisso com a equidade de gênero está chegando a todas as regiões da Paraíba. “Depois de Patos e Santa Luzia, trazemos o projeto agora para o Agreste, levando diálogo, acolhimento e oportunidades para mulheres de diferentes realidades”, disse.

    A magistrada destacou que Campina Grande é um polo importante de formação e influência, e Pocinhos simboliza a aproximação com as comarcas menores. “Cada nova cidade fortalece essa rede de mulheres do Judiciário que acredita na mudança, na união e na construção de um ambiente mais igualitário e humano”, enfatizou.

    Na Comarca de Campina Grande, as atividades ocorrerão na Sala do Tribunal do Júri e incluirão acolhimento aos participantes, com momento musical, café da manhã, palestra sobre ‘A equidade de gênero que vivenciamos em cada função’, e de ações alusivas ao Outubro Rosa – Superação. Ainda consta o descerramento da placa da Sala de Amamentação.

    Paralelamente, na unidade da Escola Superior da Magistratura da Paraíba (Esma-PB), também em Campina Grande, ocorrerão atividades com a abertura do espaço de bem-estar; aferição de pressão arterial, glicemia capilar e orientações de saúde; e de terapias alternativas e relaxamento. No período da tarde, a programação será realizada no Fórum de Pocinhos.

    Ação – O projeto ‘Elas por Elas’ é uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que se refere a várias ações voltadas para a igualdade de gênero e o combate à violência contra a mulher no Poder Judiciário e na sociedade.

    Por Marcus Vinícius
     

  • Juiz Judson Kildere recebe comenda por atuação em projeto de conciliação

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    A Academia homenageou o juiz Judson Kildere e indígenas

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    O juiz Judson Kildere com o desembargador Marcos Cavalcanti

    O juiz Judson Kildere, titular da Comarca de Rio Tinto e coordenador do Cejusc Indígena, foi agraciado com a Comenda Indígena Potiguara Pedro Poty, concedida pela Academia de Letras, Ciências e Artes do Vale do Mamanguape. A honraria reconhece pessoas e instituições que valorizam e contribuem para a preservação da cultura, memória e história do povo Potiguara.

    A homenagem foi motivada pelo destaque nacional alcançado pelo magistrado ao vencer, em maio deste ano, a XV edição do Prêmio Conciliar é Legal, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ele foi premiado na modalidade Boas Práticas, categoria Juiz Individual, com o projeto “Integração de Conciliadores Extrajudiciais Indígenas como Voluntários – Semana Nacional da Conciliação”.

    A iniciativa, implementada em agosto de 2024, capacitou indígenas Potiguara para atuarem como agentes de diálogo e conciliação extrajudicial em 32 aldeias distribuídas nos municípios de Rio Tinto, Marcação e Baía da Traição. O projeto busca fortalecer a cultura de paz e ampliar o acesso à Justiça por meio do protagonismo das próprias comunidades indígenas.

    Ao receber a comenda, o juiz Judson Kildere destacou o significado da homenagem e reafirmou o compromisso com a valorização da cultura Potiguara. “Essa comenda representa o reconhecimento de um trabalho construído de forma coletiva, com respeito à identidade e à autonomia do povo Potiguara. A conciliação é um instrumento de paz, e quando é conduzida pelos próprios indígenas, ela ganha ainda mais força e legitimidade”, afirmou o magistrado. O desembargador Marcos Cavalcanti, integrante da Academia, participou do evento

    A Comenda Indígena Potiguara Pedro Poty leva o nome de uma das lideranças históricas do povo Potiguara e é destinada a pessoas que, por meio de suas ações, contribuem para a difusão e o fortalecimento das tradições e saberes indígenas.

    Por Lenilson Guedes
     

  • TJPB mantém suspensão de lei que proíbe academias de cobrar por uso de instalações

    Após um longo debate, o Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) decidiu, por maioria de votos, referendar, na manhã desta quarta-feira (29), a liminar concedida pela desembargadora Túlia Neves que suspende os efeitos da Lei Estadual nº 13.694/2025, na parte que proíbe academias e demais entidades públicas ou privadas, filantrópicas ou não, de cobrar valores de profissionais de saúde e de educação física pelo uso de suas instalações para o exercício profissional.

    A decisão foi proferida nos autos da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 0810712-51.2025.8.15.0000, ajuizada pelo Sindicato das Academias e demais Empresas de Prática Esportiva da Paraíba (SADEPE-PB). A entidade argumentou que a norma invade a competência privativa da União para legislar sobre direito civil e condições para o exercício profissional, além de violar os princípios constitucionais da propriedade privada, da livre concorrência e da livre iniciativa.

    Segundo o sindicato, a relação jurídica entre academias e profissionais de saúde ou educação física é de natureza civil-contratual, e não de consumo, motivo pelo qual o Estado não poderia impor proibições que interferissem nessa dinâmica. A proibição, sustenta a parte autora, estaria sendo interpretada de forma extensiva por órgãos de fiscalização, como o Procon-JP, que vêm impedindo as academias de cobrar pelo uso de suas instalações.

    Ao analisar o pedido, a desembargadora relatora Túlia Neves reconheceu a presença dos requisitos para a concessão da liminar: o fumus boni iuris (fumaça do bom direito) e o periculum in mora (risco na demora da decisão).

    A magistrada destacou que a Lei Estadual nº 13.694/2025, ao tratar de temas ligados ao direito civil e à prestação de serviços, aparenta extrapolar a competência legislativa do Estado, que não pode interferir em relações contratuais entre particulares. “A tentativa de regulamentar essa relação sob o pretexto de proteção ao consumidor aparenta invadir a esfera de competência legislativa da União”, afirmou.

    A relatora também ressaltou que a norma pode afrontar princípios constitucionais fundamentais da ordem econômica, como os da propriedade privada, da livre iniciativa e da livre concorrência, previstos nos artigos 5º e 170 da Constituição Federal. Além disso, apontou que a imposição do uso gratuito das instalações poderia gerar prejuízos financeiros significativos às empresas e comprometer sua sustentabilidade.

    “Diante da densidade dos argumentos apresentados e do risco de lesão grave e de difícil reparação aos estabelecimentos representados pelo Sindicato Autor, a concessão da medida liminar é medida que se impõe”, concluiu.

    Com a decisão, referendada pelo Órgão Especial, permanecem suspensos os efeitos da Lei Estadual nº 13.694/2025, até o julgamento final do mérito da ação.

    Por Lenilson Guedes