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  • CNJ cria Observatório da Transparência e Integridade no Poder Judiciário Última atualização: 14/10/2025 às 14:03:00

    Para fortalecer a integridade, a ética pública, a governança e a transparência no Judiciário brasileiro e subsidiar ações pela consolidação da confiança da sociedade nas instituições, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contará agora com o Observatório Nacional da Integridade e Transparência do Poder Judiciário. O colegiado atuará por meio da produção de indicadores, gestão de riscos, formulação de políticas baseadas em evidências, difusão de dados e promoção de cooperação nacional e internacional.

    “É oportuna a criação de um Observatório de Integridade e Transparência, que possa dar conta de reunir, analisar e agir com presteza em favor da legitimidade do Poder Judiciário brasileiro”, disse o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin.

    Em paralelo à criação do Observatório, foi instituído o Comitê Diretivo (CD-ONIT), composto por cinco representantes da sociedade civil, um integrante da magistratura estadual, um da Justiça Federal e um da Justiça do Trabalho, além de um representante indicado pela Corregedoria Nacional de Justiça. A participação de membros da sociedade civil no comitê tem o objetivo de aproximar, cada vez mais, o Judiciário da população brasileira.

    Caberá ao Comitê monitorar e avaliar a integridade, a transparência e a governança do Poder Judiciário, produzindo diagnósticos, indicadores e relatórios periódicos baseados em padrões internacionais.

    Esse grupo também poderá utilizar mecanismos de alerta precoce, fazer análises de vulnerabilidade e acompanhamento de tendências de confiança social, para identificar e prevenir riscos de corrupção, conflitos de interesse e captura institucional, além de outras ameaças à independência e à imparcialidade da Justiça.

    O colegiado ainda se debruçará sobre dados e painéis de monitoramento e os difundirá, com o intuito de assegurar a transparência ativa, o acesso à informação e a participação social, além de promover cooperação, intercâmbio e capacitação com órgãos do sistema de justiça, entidades acadêmicas e organismos internacionais, compartilhando metodologias, boas práticas e resultados comparativos.

    As ações desenvolvidas no observatório buscarão estimular a cultura de integridade no Poder Judiciário, por meio de campanhas, eventos, publicações e programas de formação que fortaleçam valores éticos e de responsabilidade institucional, inclusive estimulando boas práticas.

    Indicação dos integrantes

    O ministro Edson Fachin indicou os integrantes do Observatório Nacional da Integridade e Transparência do Poder Judiciário que atuarão em seu Comitê Diretivo na última segunda-feira (13/10).

    As indicações estão na Portaria nº 355/2025. Além dos integrantes do Comitê, são membros natos do Observatório os conselheiros do Conselho Nacional de Justiça, os presidentes de Tribunais Superiores, a secretária-geral do CNJ e o secretário de Estratégia e Projetos do Conselho.

    De acordo com a portaria, o presidente do CNJ preside o Comitê Diretivo do órgão e a secretária-geral do conselho, juíza Clara Mota, atuará como a sua Secretária Executiva.

    O presidente do CNJ ratificou a Portaria nº 352/2025, que instituiu o Órgão, para ampliar de cinco para oito o número de integrantes da sociedade civil e, também, para incluir a possibilidade de a Presidência do CNJ designar membros consultivos ao Comitê Diretivo. A Ouvidoria do Conselho Nacional de Justiça e as Ouvidorias dos Tribunais, a critério da Presidência, poderão participar das atividades do Observatório ou prestar consultoria ao Órgão para aprimorar a sua atuação.

    Veja abaixo a lista dos indicados para o Comitê Diretivo do Observatório da Transparência:

    – Marco Adriano Ramos Fonseca, juiz do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA);

    – Fernando Quadros da Silva, desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4);

    – Francisca Brenna Vieira Nepomuceno, juíza do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10);

    Lizandro Garcia Gomes Filho, juiz do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT);

    – Eunice Aparecida de Jesus Prudente;

    – Gabriela Spanghero Lotta;

    Loiane Prado Verbicaro;

    – Luciano Da Ros;

    – Maria Paula Dallari Bucci;

    – Marco Aurélio Borges de Paula;

    Menelick de Carvalho Netto; e

    – Oscar Vilhena Vieira.

    O ministro Fachin também designou como membro consultivo do Comitê Diretivo do Observatório o desembargador Francisco Rodrigues de Oliveira Neto, presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC). 

    Por: Agência CNJ de Notícias


  • CNJ lança 2ª edição da Pesquisa sobre Percepção e Avaliação do Poder Judiciário Brasileiro Última atualização: 14/10/2025 às 14:57:00

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) acaba de disponibilizar os formulários para que pessoas que acessaram a Justiça nos últimos cinco anos e integrantes da Defensoria Pública, do Ministério Público e da Advocacia participem da 2ª edição da Pesquisa sobre Percepção e Avaliação do Poder Judiciário Brasileiro. A participação é online, voluntária e poderá ser feita até o dia 14/11.

    O estudo colherá percepções sobre aspectos como o acesso à Justiça, tramitação processual, efetividade dos serviços jurisdicionais, comunicação, tecnologia, acessibilidade e garantia de direitos. Os dados obtidos embasarão o planejamento de ações e melhorias no Sistema Judiciário, alinhando-se aos objetivos estratégicos do Poder Judiciário. 

    O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, afirmou que o objetivo é “compreender, sob a perspectiva do público, como o Judiciário está atuando no que diz respeito ao acesso à Justiça, à tramitação dos processos e à qualidade dos serviços judiciais”. “Tais informações irão subsidiar o planejamento de ações e desenvolvimento de melhorias que fortaleçam a atuação do sistema de Justiça em todo o país”, afirmou.

    A iniciativa atende ao disposto na Resolução 325/2020, que estabelece a Estratégia Nacional do Poder Judiciário 2021-2026 e é realizada pelo Departamento de Pesquisas Judiciárias (DPJ), em parceria com o Departamento de Gestão Estratégica do CNJ.

    A metodologia é a mesma utilizada na primeira edição, realizada em 2022, o que garantirá comparações entre os dados. Na edição anterior, mais de 11 mil pessoas participaram e os dados resultaram em recomendações para aprimorar a prestação jurisdicional no país.

    Na edição deste ano, os formulários têm novas perguntas sobre serviços recentemente implementados, como a consulta unificada de processos por meio do Jus.Br. Além disso, essa edição traz perguntas abertas, que permitem aos participantes expressar suas opiniões de forma mais detalhada, ampliando a compreensão sobre as percepções do público em relação ao Judiciário.

    Clique aqui e acesse os formulários.

    Por: Agência CNJ de Notícias


  • MP instaura procedimento para apurar denúncia em Serra Branca

    MP instaura procedimento para apurar denúncia em Serra Branca

    O Ministério Público da Paraíba, por meio do promotor de Justiça de Serra Branca Aílton Nunes Melo Filho, instaurou procedimento para apurar o possível uso indevido de bem público e desvio de finalidade de equipamento cedido pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). 

    A Notícia de Fato nº 054.2025.000854 foi registrada nesta terça-feira (14), após denúncia que circulou em redes sociais. Segundo a publicação, um caminhão-pipa, originalmente destinado a ser um instrumento de apoio à população em tempos de seca e para o abastecimento emergencial de comunidades rurais, e que integraria a frota oficial da prefeitura de Serra Branca, foi flagrado prestando serviço em uma propriedade privada de alto padrão às margens da BR-230, em Gurinhém.

    Para o promotor de Justiça Aílton Nunes, “os fatos narrados reacendem o alerta sobre desvio de finalidade de equipamentos públicos e falta de fiscalização na aplicação de recursos públicos, sugerindo a necessidade de apuração de possíveis atos de improbidade administrativa”. 

    O Ministério Público solicita à prefeitura de Serra Branca cópias do termo de cessão, doação ou convênio que comprove o repasse do caminhão-pipa; do registro do veículo flagrado na propriedade particular; e do registro de uso do caminhão referente aos últimos três meses, além da manifestação formal do gestor sobre o assunto, justificando legalmente uma autorização para serviço em local não destinado ao abastecimento emergencial de comunidades rurais do município. Da Codevasf, o MP quer informações detalhadas sobre a cessão do veículo à prefeitura, incluindo a finalidade específica e condições de uso do equipamento, e se há previsão contratual que autorize o empréstimo ou aluguel a terceiros.

    A Notícia de Fato tem prazo de 30 dias, podendo ser prorrogada uma vez, por até 90 dias. Ao fim do período, o promotor de Justiça vai analisar os documentos e provas reunidos e decidir se tem elementos para converter o procedimento em Inquérito Civil Público.

  • PGJ e procurador regional reforçam parceria institucional na área eleitoral

    PGJ e procurador regional reforçam parceria institucional na área eleitoral

    O procurador-geral de Justiça, Leonardo Quintans Coutinho, se reuniu nesta terça-feira (14/10), com o procurador regional eleitoral da Paraíba, Renan Paes Félix, visando fortalecer a atuação conjunta das instituições e o aprimoramento da comunicação entre a Procuradoria Regional e os promotores eleitorais.

    Participaram da reunião a 2ª subprocurador-geral, Ana Lúcia Torres; o secretário-geral do MPPB, João Benjamim Delgado Neto; o coordenador da Assessoria Técnica, Carlos Davi Lopes; o coordenador do Centro de Apoio Operacional do Patrimônio Público, Arthur Magnus Dantas; o secretário da Procuradoria Regional Eleitoral, Ayrton da Silva Neto; e a assessora Anna Tereza Mendonça Gonçalves.

    O procurador-geral, Leonardo Quintans, falou sobre o estreitamento das relações entre o MPPB e o MP Eleitoral. “Temos uma ligação muito forte no trabalho eleitoral que é realizado, no segundo grau, pelo procurador regional eleitoral e, no primeiro grau em todo o Estado, pelos promotores eleitorais. A reunião teve como objetivo aprimorar essa aproximação, essa comunicação entre o Ministério Público Estadual e a PRE”.

    O PGJ informou que várias ações conjuntas foram discutidas para fortalecer essa comunicação. “A finalidade é que possamos estar cada vez mais juntos a fim de alcançar o nosso objetivo, que é trabalhar para que o processo eleitoral ocorra de forma legítima, afastado do abuso do poder econômico, do poder político e da criminalidade, principalmente da criminalidade organizada e das facções criminosas”.

    O procurador regional eleitoral, Renan Félix, também ressaltou a importância do apoio dos promotores eleitorais. “Trouxemos uma proposta de estrutura a fim de otimizar a assessoria e o apoio aos promotores eleitorais de primeira instância na questão do banco de peças, do cadastro de acesso ao PJE, ao juiz das garantias, porque hoje a gente está vivendo um aumento da competência criminal da justiça eleitoral e é uma necessidade de um olhar específico para a atuação do Ministério Público eleitoral em primeira instância

    Renan Félix reforçou a parceria entre as instituições. “Somos órgãos parceiros, atuamos tanto no Tribunal Regional Eleitoral como na primeira instância na seara eleitoral e temos que atuar sempre em sintonia, de forma integrada. Então, essa conversa, essa reunião é fundamental para isso”.

  • TJPB receberá Selo ‘Tribunal Amigo da Pessoa Idosa’ em cerimônia no CNJ 

    Na próxima terça-feira (21), às 14h30, o Tribunal de Justiça da Paraíba será homenageado com o Selo ‘Tribunal Amigo da Pessoa Idosa’, durante cerimônia que acontecerá na sede do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília. A honraria reconhece iniciativas de destaque voltadas à promoção e garantia dos direitos da pessoa idosa no âmbito do Poder Judiciário.

    O TJPB está entre os mais de 20 tribunais brasileiros contemplados com o selo e será representado no evento pelo desembargador João Batista Barbosa, vice-presidente do Tribunal e presidente do Comitê de Atenção à Pessoa Idosa do Judiciário paraibano.

    Apesar do pouco tempo de atuação, o Comitê tem se destacado por suas ações efetivas e inovadoras, que já vêm apresentando resultados expressivos. O reconhecimento do CNJ evidencia o compromisso do Tribunal de Justiça da Paraíba com a proteção e valorização da população idosa, por meio de políticas judiciárias inclusivas e sensíveis às necessidades desse público.

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    Foto do desembargador João Batista Barbosa

    Desembargador João Batista Barbosa

    Segundo pontuou o desembargador João Batista, “o Tribunal de Justiça da Paraíba, por meio do Comitê, tem desenvolvido ações de aperfeiçoamento, como os webinários realizados”. 

    O magistrado lembrou, ainda, das ferramentas tecnológicas, como o painel de prioridades implementado no Processo Judicial eletrônico (PJe), o qual objetiva dar celeridade na tramitação dos processos judiciais que envolvam pessoas idosas como partes ou interessados.

    O Selo é destinado, exclusivamente, aos tribunais brasileiros que comprovem ações concretas como julgamento prioritário de processos que envolvam pessoas com 60 anos ou mais (com atenção especial aos maiores de 80), realização de oficinas educativas e criação de comitês interinstitucionais voltados à política pública para idosos.

    O Selo ‘Tribunal Amigo da Pessoa Idosa’ foi instituído pela Portaria CNJ 400/2024 e nasceu da necessidade de fortalecer o compromisso da proteção e promoção dos direitos das pessoas idosas no Poder Judiciário, conforme previsto na Resolução CNJ n. 520/2023. A norma criou a Política Judiciária sobre Pessoas Idosas e Suas Interseccionalidades e está alinhada ao Estatuto da Pessoa Idosa e à Constituição Federal.

     

    Por Lila Santos

     

  • SUS recebe doação de 11,5 mil frascos de etanol farmacêutico para reforçar combate a intoxicações por metanol

    SUS recebe doação de 11,5 mil frascos de etanol farmacêutico para reforçar combate a intoxicações por metanol

    O Ministério da Saúde recebeu, nessa segunda-feira (13), 11.556 mil unidades de etanol farmacêutico para tratamento de pacientes intoxicados por metanol após o consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. Com o lote doado pela empresa brasileira Cristália Produtos Químicos e Farmacêuticos, todos os 26 estados e o Distrito Federal passam a contar com estoques do antídoto, garantindo mais acesso ao tratamento adequado e em tempo oportuno. A distribuição de 10,3 mil unidades começa hoje (14) para todo o país 

    Outras 408 unidades dessa remessa ficarão no estoque estratégico do Ministério da Saúde e serão encaminhadas aos estados conforme a demanda apresentada. A fabricação do antídoto normalmente utiliza ampolas de 10 ml, mas a Cristália produziu e doou frascos de 30 ml. O volume equivale a 11.556 ampolas padrão de etanol farmacêutico. Abaixo, confira a distribuição por estado.  

    A produção foi autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que também fiscalizou a qualidade do produto antes da liberação para uso pela população. 

    A doação reforça o estoque estratégico do Ministério, garantindo apoio aos estados e atendimento a todas as pessoas que necessitam de cuidado. A nossa atuação segue a ciência e as orientações dos especialistas”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.  

    As unidades de etanol farmacêutico doadas se somam às 4,3 mil entregues pelos hospitais universitários federais, em parceria com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), que já estão disponíveis nas unidades de referência dos estados. 

    O etanol farmacêutico pode ser utilizado já na suspeita de intoxicação, e o profissional de saúde não precisa aguardar a confirmação laboratorial. A administração ocorre exclusivamente sob prescrição e monitoramento médico, em ambiente de saúde. A população não deve adquiri-lo por conta própria. 

    Foto: divulgação/MS
    Foto: divulgação/MS

    Fomepizol: doação de Portugual  

    Na última sexta-feira (10), o Brasil recebeu a doação de 36 ampolas do antídoto fomepizol do governo de Portugal. O quantitativo foi incorporado ao estoque estratégico do SUS, que agora conta com 1.036 frascos. O medicamento, com produção e oferta limitada no mundo, é uma alternativa utilizada no tratamento de intoxicações por metanol e apresenta alta eficácia e segurança. 

    “Felizmente, tínhamos algumas unidades em estoque. Quando recebemos o pedido do Brasil, acionamos nossos Ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Saúde, o Instituto Camões e o Infarmed, e decidimos doar de forma emergencial, como um gesto de solidariedade ao país irmão. Esperamos contribuir para salvar vidas e enfrentar este momento de emergência em saúde”, afirmou o embaixador de Portugal no Brasil, Luis Faro Ramos. 

    Fomepizol: compra de 2,5 mil unidades  

    Como estratégia emergencial, o Ministério da Saúde realizou a compra de 2,5 mil unidades do fomepizol. O processo, inédito no Brasil, foi conduzido com a subsidiária de uma empresa japonesa e ocorreu apenas oito dias após o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acionar o Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Os estados já receberam 1,5 mil frascos e o restante ficou no estoque do Ministério da Saúde. 

    Atualização de casos  

    Até essa segunda-feira (13), o Brasil registrava 213 notificações de intoxicação por metanol após o consumo de bebidas alcoólicas. Dessas, 32 casos foram confirmados e 181 permanecem em investigação. Outras 320 suspeitas foram descartadas. 

    Os casos de intoxicação confirmados foram em São Paulo (28), Paraná (3) e Rio Grande do Sul (1). Quanto aos óbitos, 5 foram confirmados em SP e outros 9 seguem em investigação: 3 em SP, 3 em PE, 1 no MS, 1 em MG e 1 no CE.  

    Em relação aos casos suspeitos, São Paulo é o estado com maior concentração, contabilizando 100 casos em investigação. Em seguida, aparecem Pernambuco com 43 suspeitas, Espírito Santo (9), Rio Grande do Sul (6), Rio de Janeiro (5), Mato Grosso do Sul (4), Piauí (4), Goiás (3), Maranhão (2), Alagoas (2), Minas Gerais (1), Paraná (1) e Rondônia (1). 

    A atualização das notificações de intoxicação por metanol, decorrentes do consumo de bebidas alcoólicas, será realizada nos dias de funcionamento da Sala de Situação — segundas, quartas e sextas-feiras —, após às 17h. 

    Danielly Schulthais 
    Ministério da Saúde

  • Portugal doa 36 ampolas do antídoto fomepizol ao Brasil

    Portugal doa 36 ampolas do antídoto fomepizol ao Brasil

    O governo de Portugal doou 36 ampolas do antídoto fomepizol ao Brasil, atendendo a uma solicitação emergencial do Ministério da Saúde diante do aumento de casos de intoxicação por metanol associados ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas. O medicamento, indicado para conter os efeitos tóxicos do metanol no organismo, foi incorporado ao estoque estratégico do SUS. A entrega foi realizada na sexta-feira (10), em São Paulo, pelo cônsul geral de Portugal em São Paulo, Antônio Pedro Rodrigues da Silva. 

    Por ser um antídoto de alto custo e baixa demanda, o fomepizol tem produção e oferta limitadas no mundo. “Felizmente tínhamos algumas unidades em estoque. Quando recebemos o pedido do Brasil, acionamos nossos Ministérios dos Negócios Estrangeiros e da Saúde, o Instituto Camões e o Infarmed, e decidimos doar de forma emergencial, como um gesto de solidariedade ao país irmão. Esperamos contribuir para salvar vidas e enfrentar este momento de emergência em saúde”, afirmou o embaixador de Portugal no Brasil, Luis Faro Ramos.  

    Com a doação portuguesa, o estoque estratégico nacional passa a contar com 1.036 ampolas de fomepizol. Na semana passada, o Ministério da Saúde distribuiu 1,5 mil ampolas para todos os estados do país.   

    O secretário-adjunto da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde do Ministério da Saúde, Eduardo Jorge Oliveira, destacou o gesto de cooperação internacional. “Agradecemos ao governo português por se somar aos esforços do Brasil e de organismos internacionais para garantir o acesso rápido a um medicamento essencial, cuja disponibilidade global é extremamente restrita.” 

    Para ampliar o acesso, o Ministério da Saúde enviou ofícios a fabricantes internacionais e a Anvisa lançou uma chamada pública internacional para identificar fornecedores do medicamento, que ainda não está disponível comercialmente no Brasil.  

    O fomepizol é uma alternativa utilizada no tratamento de intoxicações por metanol e apresenta alta eficácia e segurança. O medicamento atua bloqueando a transformação do metanol em ácido fórmico — substância responsável pelos efeitos tóxicos, como acidose metabólica e risco de morte. 

    Atualização 

    A atualização das notificações de intoxicação por metanol, decorrentes do consumo de bebidas alcoólicas, será realizada nos dias de funcionamento da Sala de Situação — segundas, quartas e sextas-feiras —, após às 17h. 

    Ministério da Saúde

  • Ministro da Saúde conhece hospital inteligente de Beijing, na China

    Ministro da Saúde conhece hospital inteligente de Beijing, na China

    Em missão oficial à China, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, conheceu de perto o hospital inteligente universitário Tiantan, localizado em Beijing. A agenda realizada nessa segunda-feira (13) busca contribuir para a criação do primeiro hospital público inteligente do Brasil.

    “Um dos motivos da nossa visita à China é avançar na construção de hospitais tecnológicos no Brasil e queremos estabelecer acordos bilaterais neste sentido”, disse Padilha. “Este é o futuro da saúde. Um hospital que acompanha o paciente não só quando está internado ou passando por consultas, mas também depois com assistência e uso integrado de tecnologias avançadas. O paciente volta para casa, o hospital registra todas as suas informações, os médicos debatem os casos e ele espera a consulta. Isso reduz gastos e melhora a qualidade do atendimento. É isso que a universidade de Beijing nos mostrou hoje com detalhes”, complementou o ministro.

    A proposta em discussão do Instituto Tecnológico de Medicina Inteligente (ITMI-Brasil), que terá o primeiro hospital público inteligente do Brasil, prevê 800 leitos dedicados à emergência de adultos e crianças nas áreas de neurologia, neurocirurgia, cardiologia, terapia intensiva e outras urgências. A unidade deverá ser instalada em São Paulo e o início das atividades está previsto para o final de 2027.

    “É um projeto que fortalece o Sistema Único de Saúde e melhora a vida dos brasileiros. O hospital inteligente permitirá integração com a rede de atenção em todas as etapas – da atenção primária ou serviços de urgência e emergência até alta complexidade -, garantindo cuidado mais rápido, eficaz e humano. É a tecnologia a serviço do SUS, do médico ao paciente, da formação profissional à assistência”, detalhou Padilha.

    Além da troca de conhecimento com a China, o Ministério da Saúde solicitou ao Banco de Desenvolvimento dos Brics financiamento para a construção do hospital inteligente inspirado nos modelos desenvolvidos na China e Índia. Após se encontrar com a presidente do Banco, Dilma Rousseff, o ministro afirmou que a expectativa é ter a resposta da instituição até dezembro.

    “Estamos aproveitando a missão para darmos andamento do projeto junto ao Banco dos BRICS. A visita da missão do Banco ao Brasil já ocorreu e o detalhamento dos documentos técnicos do projeto também foi recebido com muita satisfação. A expectativa é termos a resposta em dezembro. Será um grande salto na organização dos serviços hospitalares no Brasil e uma incorporação tecnológica que vai contribuir com a revolução digital que estamos fazendo no SUS”, enfatizou Padilha.

    Parcerias bilaterais

    Ainda nesta segunda-feira, ao se encontrar com o ministro da Comissão Nacional de Saúde da China, Lei Haichao, Alexandre Padilha lembrou os acordos bilaterais firmados com o país asiático durante agenda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em maio deste ano. Na oportunidade, o ministro acompanhou a assinatura de três acordos bilaterais para a produção de vacinas de última geração, transferência de tecnologia na área de equipamentos de imagem e para a construção de uma plataforma industrial de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) no Brasil. 

    “A visita à China com o presidente Lula tem permitido que o Ministério da Saúde consolide essas parcerias que vão levar muita tecnologia, conhecimento e renda para o Brasil”, pontuou Padilha. O ministro também tratou de temas como: união do Brasil e da China na defesa da Organização Mundial da Saúde (OMS); fortalecimento da colisão da saúde no G20; parcerias em ⁠saúde digital e biotecnologia; reforço à medicina tradicional de ambos os países, enfrentamento a pandemias com troca de tecnologias, além da criação de um grupo binacional permanente que se reúna com regularidade para tratar de interesses comuns.

    O ministro chinês ressaltou que os países têm uma relação de confiança mútua. “Agradecemos ao Brasil por manter esse princípio. Temos parceria estreita na saúde e queremos aprofundar a cooperação estabelecida”, disse. No cenário internacional, Lei Haichao afirmou que “a atual decisão dos EUA de se retirar da OMS trouxe incertezas para a saúde. O desenvolvimento da saúde da China apoia a saúde mundial e estamos dispostos a cooperar para a construção conjunta de uma comunidade em saúde para todos”, concluiu.

    Doenças socialmente determinadas e grupo binacional

    Ainda na reunião com o ministro Lei Haichao, Padilha destacou acordo inédito firmado no âmbito dos BRICS para que os países do bloco se unam para eliminar doenças socialmente determinadas. No dia 7 de julho de 2025, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante a reunião da Cúpula de Líderes do BRICS, chancelou a parceria, considerada um marco na agenda global de equidade em saúde.

    O acordo havia sido recomendado pelos ministros da Saúde dos BRICS em reunião realizada em dia 17 de junho deste ano, em Brasília. O tema foi uma das prioridades escolhidas pela presidência brasileira do BRICS na área da saúde e teve como inspiração o Programa Brasil Saudável, que visa enfrentar problemas sociais e ambientais que afetam a saúde de pessoas em maior vulnerabilidade social.

    Atração de investimentos

    No primeiro dia da missão, o ministro Padilha também encontrou o ministro da Administração Nacional de Produtos Médicos da China (NMPA), Li Li. A NMPA é a correspondente chinesa para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) do Brasil.

    Na oportunidade, Alexandre Padilha destacou a importância de aproximar ambas as agências para atrair investimentos em temas como incorporação de insumos e medicamentos e estudos clínicos. “Queremos avançar em estudos de informação para que a NMPA possa acelerar os registros das empresas chinesas no brasil, bem como fluxos mais rápido na Anvisa para que as empresas chinesas possam integrar o mercado brasileiro”, disse Padilha.

     “O complexo econômico, de indústria e serviços da saúde é muito importante estar no centro da estratégia de futuro compartilhado para um mundo mais justo e sustentável.   Então, nós temos que ter uma grande corporação tecnológica, grande presença de trabalho qualificado para impulsionar a economia. E combinar produção de tecnologia a produtos da saúde com acesso da população a esses produtos é muito importante para a redução da desigualdade e construção de um mundo mais justo. O Ministério da Saúde do Brasil coordena toda essa relação do complexo econômico e industrial da saúde”, destacou o ministro brasileiro.

    O ministro lembrou que o governo brasileiro regulamentou, recentemente, a Lei de Pesquisa Clínica que contribuirá para atrair investimentos em inovação na área da saúde. “O Brasil ganhou definitivamente um novo o marco regulatório para pesquisa clínica, uma lei que vai reduzir os prazos para aprovação de projetos de pesquisa clínica no país. A lei terá um peso para acelerar a integração do Brasil em pesquisas clínicas mundiais, além de proteger os povos originários e encurtar prazo para registro das novas terapias, estimulando empresas e instituições chinesas a fazer parcerias com instituições e empresas do Brasil”, disse Padilha.     

    Como exemplo, o ministro citou a Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), firmada este ano, voltada à produção nacional de insulina glargina. O projeto reúne Bio-Manguinhos (Fiocruz), Biomm e a farmacêutica chinesa Gan & Lee.

    A NMPA firmou, em 2024, memorando de cooperação com Anvisa para produtos e insumos médicos, destacou o ministro chinês, Li Li. “China e Brasil compartilham a mesma inspiração e caminham de mãos dadas. Nossos países estão no melhor momento da história de sua parceria. Espero que esse encontro possa promover mais benefícios para essa cooperação. Queremos contribuir nos mecanismos bilaterais entre os países com conquistas maiores que possam beneficiar o nosso povo”, disse.

    Rafael Ely e Mariana Bertolo
    Ministério da Saúde

  • MPPB expede recomendação para instalação de abrigos nas paradas de ônibus de Santa Rita

    MPPB expede recomendação para instalação de abrigos nas paradas de ônibus de Santa Rita

    O Ministério Público da Paraíba recomendou à Prefeitura Municipal de Santa Rita, por meio da Superintendência de Mobilidade Urbana (Semob), que adote medidas de melhoria da infraestrutura de transporte público coletivo, notadamente a instalação e reforma de abrigos em pontos de ônibus, visando a segurança, acessibilidade e o fomento à mobilidade urbana sustentável. A recomendação foi expedida pela 6ª promotora de Justiça de Santa Rita, Miriam Pereira Vasconcelos.

    A prefeitura deverá elaborar, no prazo de até 30 dias úteis, um plano de ação e cronograma para a instalação e reforma dos abrigos em todos os pontos de parada de ônibus do Município, priorizando as áreas de maior fluxo de usuários e as rotas de transporte escolar.

    Ainda foi recomendado que a prefeitura garanta que todos os novos abrigos e os reformados estejam em estrita conformidade com as normas de acessibilidade (ABNT NBR 9050). O plano de ação deve incluir a origem dos recursos e a previsão orçamentária para a execução do cronograma, que não deverá ultrapassar o prazo de 12 meses para a conclusão das instalações e reformas prioritárias.

    A recomendação integra o Procedimento Administrativo no 001.2024.044841, instaurado a partir de reclamação relatando a inexistência de abrigos em pontos de ônibus de Santa Rita, o que expõe os usuários, sobretudo, idosos, crianças, mulheres gestantes e pessoas com deficiência a condições inadequadas de espera, visto que não têm como se proteger, seja da chuva, seja da incidência solar em dias de temperatura mais elevada.

    De acordo com a promotora, em 2024, a Semob de Santa Rita informou ter iniciado um processo licitatório para novos abrigos de ônibus, com previsão de execução em 2025. Em 2025, foi informada a necessidade de um estudo técnico prévio, que foi concluído em junho. Contudo, no início de outubro, a Semob comunicou que o projeto não consta no Plano de Contratações Anual de 2025, sendo reprogramado para 2026, o que, conforme a promotora de Justiça, evidencia sucessivos adiamentos e falta de concretização.

    “A falta de abrigos adequados nos pontos de parada do transporte público repercute negativamente na mobilidade urbana e na qualidade de vida da população, sendo imprescindível que as futuras estruturas observem integralmente as normas de acessibilidade e segurança da ABNT, promovendo, assim, o bem-estar, a inclusão social e o direito fundamental a um transporte público digno, seguro e eficiente”, diz a promotora.

  • Assembleia discute cumprimento da Lei do Gabarito em audiência pública

    Notícias

    Publicado em 14 de outubro de 2025

    A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou, nesta terça-feira (14), audiência pública para discutir os recentes casos de descumprimento à Lei do Gabarito, especialmente na orla de João Pessoa. O debate proposto pelo deputado Chió contou com a participação dos parlamentares Anderson Monteiro, Cida Ramos, George Moraes, Hervázio Bezerra, Wallber Virgolino, dos vereadores de João Pessoa Marcos Henrique e Raoni Mendes, da promotora do MPPB Cláudia Cabral, além de representantes do Conselhor Regional de Engenharia e Arquitetura da Paraíba (CREA-PB), do Sindicato da Indústria da Construção Civil da Paraíba (Sinduscon-PB) e ambientalistas.

    A Lei do Gabarito regula as construções, na faixa dos 500m da orla de João Pessoa. O escalonamento de altura começa com 12.90m na 1ª faixa até 35 metros no limite da última faixa. A área que fica protegida pelo escalonamento é considerada “patrimônio ambiental, cultural, paisagístico, histórico e ecológico” do estado.

    “Está na nossa Constituição, tem um artigo todo só sobre a Lei do Gabarito, e a gente tem visto empresas burlando essa norma, inclusive com o apoio de uma lei municipal sancionada pelo prefeito da capital, que altera o que já estava definido”, afirmou o parlamentar. Chió destacou que o objetivo do encontro é fortalecer a fiscalização e reafirmar o compromisso do Estado com a preservação da orla paraibana. “Lei ambiental não pode ter concessões. Tem que ser cumprida à risca. Se a gente abre uma concessão de centímetros, depois passa boiada — e isso nós não queremos aqui na Paraíba”, alertou.

    O deputado também rebateu críticas de que a audiência teria o propósito de influenciar o julgamento que ocorre nesta semana no Tribunal de Justiça. Segundo ele, o momento é de mobilização e conscientização. “Eu não vejo como uma forma de pressionar, mas de alertar a sociedade. O Ministério Público tem sido praticamente uma voz solitária nessa luta, enquanto os órgãos ambientais e a própria Câmara Municipal permanecem calados. A orla da Paraíba é um patrimônio imaterial do povo, e nós não podemos permitir que ela seja violada”, concluiu.

    O deputado George Moraes destacou a relevância da audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa da Paraíba como um espaço de escuta e equilíbrio entre os diferentes interesses envolvidos no debate sobre a Lei do Gabarito. “A Assembleia traz aqui para Casa um importante debate. Essa é uma oportunidade para que possamos ouvir os diferentes argumentos — dos ambientalistas, dos construtores e também do poder público —, cada um com sua contribuição técnica e jurídica”, afirmou.

    Para o parlamentar, o diálogo aberto é essencial para que se alcance uma decisão justa e ponderada. “Não podemos criminalizar atitudes de maneira antecipada, nem sair liberando construções que possam ferir a lei, que é importante e deve ser respeitada. O nosso papel é equilibrar, considerando também as repercussões econômicas, porque sabemos da relevância da construção civil na geração de empregos e no fortalecimento de setores como o hoteleiro e o de serviços”, completou George Moraes.

    “O entendimento nosso do CREA é que tenhamos diálogo com toda a sociedade, com todas as entidades, para que possamos construir essa orla. Essa valorização é devido realmente à nossa preservação”, defendeu Silvio Albuquerque Figueirêdo, representante do CREA-PB. Ele acrescentou ainda que a instituição está inteiramente disposta a colaborar com todos aqueles que desejam com a preservação e o bem comum da Capital.

    Já o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado da Paraíba (Sinduscon), Ozaes Mangueira ratificou o compromisso histórico da instituição na defesa da Lei do Gabarito “Nunca fizemos nenhum movimento contrário a Lei [do Gabarito] e nem vamos fazer. Falo por todos que me antecederam: nenhum presidente do Sinduscon nunca trabalhou contra a Lei do Gabarito. E ouso até falar para todos os que venham a me suceder, porque é algo que nós gostamos, nós defendemos a nossa legislação de gabarito. É um grande diferencial da nossa cidade e é mais que uma lei ambiental, é um patrimônio da nossa cidade”, ressaltou o presidente.

    Para o sindicalista, o debate promovido pelo Parlamento Estadual é fundamental para esclarecer equívocos e fortalecer o diálogo entre os diversos setores envolvidos. “Eu acho absolutamente oportuno, porque foi aqui que nasceu a Constituição Estadual que regra esse ordenamento da nossa orla. Estamos, portanto, no lugar correto para fazer um debate de ideias, esclarecendo pontos que às vezes ficam na imaginação das pessoas de que a construção civil é contra a Lei do Gabarito, o que não é verdade”, concluiu Ozaes Mangueira.

    O líder do Movimento Esgotei, Marco Túlio, participou da audiência pública realizada na Assembleia Legislativa da Paraíba para discutir os recentes casos de descumprimento da Lei do Gabarito na orla de João Pessoa. O ambientalista destacou a importância do debate e reforçou que todos os setores devem ser ouvidos, mas defendeu o cumprimento rigoroso da legislação urbanística como forma de preservar o meio ambiente e a qualidade de vida na capital.

    “O Movimento Esgotei defende que se deve seguir a lei. O que está na lei é para ser cumprido. A nossa preocupação é com o meio ambiente, com a questão do esgotamento sanitário. E falo que não é apenas tantos centímetros — mas nossa preocupação como ambientalistas é que esses centímetros aumentem mais um metro, dois metros, três metros, e daqui a pouco tenhamos espigões na praia. Isso nos preocupa bastante, porque cada centímetro já interfere na ventilação, no sombreamento e em vários aspectos que podem prejudicar o nosso meio ambiente. Então, seguimos firmes: nenhum centímetro a mais”, afirmou Marco Túlio.

    A promotora de Justiça do Ministério Público da Paraíba (MPPB), Cláudia Cabral, destacou que os debates são essenciais para reafirmar a validade da Lei do Gabarito, que, segundo ela, é uma norma de competência exclusiva do Estado e está prevista na Constituição paraibana. “Hoje é um dia importante, uma audiência que trata de uma lei 100% do Estado da Paraíba, e nós estamos lutando para que ela não seja minimizada”, afirmou. Cláudia ressaltou que a legislação estadual estabelece limites de altura nas edificações justamente para garantir o equilíbrio urbanístico, a ventilação, a insolação e a preservação da paisagem natural, sobretudo nas áreas litorâneas.

    Ela chamou atenção para o conflito existente entre a Lei do Gabarito e a recente Lei de Uso e Ocupação do Solo aprovada pelo município de João Pessoa, que, em sua avaliação, ultrapassa os limites constitucionais. “Estamos diante de uma lei municipal que traz medidas que superam as autorizadas pela Constituição do Estado da Paraíba. E é sobre isso que o Ministério Público está lutando. Já impetramos uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra essa lei municipal, contestando os dispositivos que permitem edificações com alturas maiores do que o previsto na legislação estadual”, explicou.

    De acordo com a promotora, o MPPB tem atuado de forma firme para garantir o cumprimento da norma e responsabilizar quem desrespeita a legislação. “Na Promotoria de Justiça, já temos três ações civis públicas contra empresas que descumpriram a Lei do Gabarito, além de cerca de 17 inquéritos civis em andamento investigando novas irregularidades. Algumas construções são antigas, mas outras foram erguidas já sob a vigência da nova lei municipal, o que agrava a situação. O nosso objetivo é fazer valer a norma mais restritiva e mais protetiva, em defesa do meio ambiente urbano e do direito coletivo à cidade sustentável”, completou.

    Encaminhamentos

    O deputado Chió, em conjunto com os demais parlamentares presentes defenderam a criação de um grupo de discussão com o objetivo de ampliar o debate incluindo ainda os órgãos ambientais da Prefeitura Municipal de João Pessoa e do Estado. O deputado sugeriu ainda a elaboração, apresentação e apreciação de uma nova legislação que possa proteger ainda mais as diretrizes estabelecidas pela Lei do Gabarito.

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