Autor: admin

  • Compromisso com a infância: audiências concentradas em Guarabira ocorrem até o dia 3

    Compromisso com a infância: audiências concentradas em Guarabira ocorrem até o dia 3

    -
    A juíza Andressa Torquato com integrantes do Napem e MP

    A Comarca de Guarabira iniciou mais um ciclo de audiências concentradas com o objetivo de avaliar as situações de crianças e adolescentes em acolhimento institucional. As atividades prosseguem até o dia 3 de novembro, com a participação de todo o Sistema de Garantia de Direitos, das equipes municipais, do Poder Judiciário, por meio do Núcleo de Apoio das Equipes Multidisciplinares (Napem), Cartório e Assessoria do Juízo, além do Ministério Público e da Defensoria Pública. As avaliações ocorrem na sede da Associação Menores com Cristo (AMECC). Ao todo, serão analisadas as situações de 19 crianças e adolescentes atualmente em medida protetiva de acolhimento na comarca.

    De acordo com a juíza da 2ª Vara Mista de Guarabira, Andressa Torquato Silva, essas audiências são realizadas periodicamente e exigem intenso trabalho conjunto entre os órgãos envolvidos. “A preparação desses momentos é essencial para saber se cada peça da engrenagem está funcionando”, disse.

    A magistrada explicou que o planejamento das audiências é cuidadoso e pode se estender por meses, exigindo que cada instituição cumpra seu papel dentro do Sistema de Garantia de Direitos. “É um trabalho que, às vezes, se mostra lento, com idas e vindas, mas, na maioria das vezes, resulta em sucesso, especialmente quando conseguimos assegurar a reinserção familiar”, afirmou.

    Andressa Torquato também enfatizou um dos principais avanços proporcionados pelas audiências concentradas, que é o direito à participação das próprias crianças e adolescentes, dentro de sua capacidade de compreensão. “Esse momento faz toda a diferença, pois eles participam ativamente de um processo que, muitas vezes, definirá o rumo de suas vidas. Muitos aguardam ansiosamente por esse instante. Algumas escutas de hoje foram decisivas para compreender melhor suas perspectivas, pois eles não são apenas titulares de direitos, mas sujeitos de direito, com voz e poder de influenciar as decisões que moldam seus futuros”, ressaltou a juíza Andressa Torquato.

    Para aprimorar as discussões e garantir um acompanhamento mais eficaz, as equipes técnicas apresentam relatórios atualizados, enquanto a instituição de acolhimento compartilha os Planos Individuais de Atendimento (PIA) de cada criança e adolescente.

    Por Marcus Vinícius
     

  • TJPB funciona em regime de plantão durante o feriado do Dia do Servidor Público

    Para compensar o ponto facultativo de segunda-feira (27), véspera do feriado do Dia do Servidor Público, comemorado em 28 de outubro, as atividades no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e nas comarcas, de entrância inicial e final, serão realizadas nesta sexta-feira (24), das 8h às 12h e das 13h às 17h.

    No entanto, o Poder Judiciário estadual funcionará em regime de plantão de sábado (25) até terça-feira (28), conforme estabelece o Ato Conjunto nº 05/2024, firmado pelo TJPB, Ministério Público estadual e Defensoria Pública.

    As unidades responsáveis pelo plantão podem ser consultadas no site do TJPB, por meio do banner ‘A Justiça Não Para’. O regime de plantão no 1º Grau tem a finalidade, exclusiva, de atender às demandas revestidas de caráter de urgência, fora do expediente forense normal, em todas as comarcas do Estado. 

    No 2º Grau de Jurisdição, o plantão também tem o objetivo exclusivo de atendimento às ações distribuídas durante o plantão, revestidas de caráter de urgência, de natureza Cível ou Criminal, cuja demora na apreciação possa causar prejuízos irreparáveis ou de difícil reparação.

    Por Marcus Vinícius
     

  • Servidores do TJPB participam do Seminário Preparatório de Equipes Técnicas no CNJ  

    Seminário_Equipes de Trabalho
    Participantes do evento em oficina de trabalho

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizou o Encontro Preparatório de Equipes Técnicas do Poder Judiciário, primeira iniciativa voltada a escuta, ao diálogo e à construção coletiva de propostas com foco no fortalecimento das equipes técnicas multidisciplinares que atuam no Poder Judiciário. O evento aconteceu nos dias 16 e 17 de outubro de 2025, na sede do CNJ, em Brasília.

    Os(as) participantes do encontro foram indicados(as) pelas Presidências dos Tribunais de Justiça Estaduais, a partir de convite encaminhado pelo CNJ. 
     

    Seminário_Equipes de Trabalho
    Juiz Hugo Zaher (na mesa)

    O Tribunal de Justiça da Paraíba contribuiu para a organização do evento (fase preparatória) e, em seguida, um grupo de servidores do Judiciário estadual paraibano participou do evento. 

    O Seminário resultou do Grupo de Trabalho (GT) de construção da proposta de Resolução para o referido Conselho, que normatizará a atuação das Equipes Multidisciplinares dos Tribunais de Justiça em todo o país. 

    Participaram do Grupo de Trabalho das equipes que iniciaram trabalhos em maio de 2025, o então juiz titular da Vara da Infância e Juventude de Campina Grande, atualmente juiz auxiliar da Presidência do CNJ, Hugo Zaher, e a assistente social da VIJ de Campina Grande, Viviane Rodrigues Ferreira. 

    O GT construiu um relatório com o diagnóstico das condições de trabalho das Equipes e contribuiu para a organização e realização do I Seminário Preparatório, que contou com a participação de mais de 50 profissionais das três categorias que compõem as Equipes do Judiciário (Pedagogia, Psicologia e Serviço Social). 

    Representação – O TJPB foi representado pelas profissionais Letícia Melo Hampel (Pedagoga da Equipe de João Pessoa), Fernanda Sattva Brandão (Psicóloga da equipe de João Pessoa), e Viviane Rodrigues (integrante do GT).

    Gecom-TJPB
     

  • ALPB realiza Censo Previdenciário para servidores ativos e inativos

    ALPB realiza Censo Previdenciário para servidores ativos e inativos

    Notícias

    Publicado em 23 de outubro de 2025

    A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) deu início ao cadastramento do Censo Previdenciário promovido pela Paraíba Previdência (PBPREV), voltado aos servidores ativos e inativos do órgão. A ação, que cumpre o Memorando nº 852/2025, tem como objetivo garantir a regularidade cadastral dos beneficiários junto ao sistema previdenciário estadual.

    De acordo com o Diretor do Departamento de Recursos Humanos da ALPB, Evandro José da Silva, o agendamento pode ser feito pelo site https://nuvem.agendacenso.com.br/paraiba, onde também está disponível a lista de documentos exigidos para a atualização cadastral. “O servidor inativo pode comparecer sem agendamento e será atendido por livre demanda”, destacou o diretor.

    Na Assembleia Legislativa, o posto de atendimento do Censo funcionará no auditório João Eudes, das 8h às 17h, entre os dias 22 e 31 de outubro de 2025, com exceção das datas 27 e 28 de outubro, em razão do feriado do Dia do Servidor Público. O recadastramento é obrigatório e deve ser concluído até dezembro, abrangendo servidores civis, militares, ativos, inativos e pensionistas vinculados ao Regime Próprio de Previdência Social do Estado da Paraíba (RPPS/PB) e ao Sistema de Proteção Social dos Militares (SPSM/PB). Servidores comissionados e contratados não estão incluídos no censo.

    A Direção de RH da ALPB orienta que os servidores se organizem com antecedência, reunindo toda a documentação necessária para evitar transtornos no atendimento. A atualização cadastral é considerada fundamental para garantir a precisão das informações funcionais e previdenciárias, promovendo maior eficiência na gestão pública e assegurando os direitos dos beneficiários. A medida também contribui para o planejamento financeiro do Estado, permitindo definir com mais precisão o volume de recursos necessários para o pagamento de aposentadorias e pensões.

    O Censo Cadastral Previdenciário abrange, além da ALPB, os servidores do Poder Judiciário, Tribunal de Contas do Estado (TCE), Ministério Público da Paraíba (MPPB), Defensoria Pública, autarquias, fundações estaduais e instituições de ensino superior.

    A entidade alerta ainda que o servidor que não participar do censo poderá ter seu benefício suspenso ou até mesmo cancelado.

    Multimídia

    Imagens em alta resolução

    b9b3a431-f272-4eb9-9b42-1d5c497eaa60

    ≪ Voltar para a Agência de Notícias

  • Justiça atende pedido do MP e garante depoimento especial a vítima de violência

    Justiça atende pedido do MP e garante depoimento especial a vítima de violência

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB) requereu e o Juízo da Vara Única de Pedras de Fogo deferiu a aplicação do artigo 3º, parágrafo único, da Lei 13.431/2017, determinando que uma mulher de 20 anos de idade, vítima de violência sexual, seja contemplada com o depoimento especial, um procedimento de oitiva humanizado e tecnicamente orientado, para a escuta de crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência, com a finalidade de coibir novos traumas e novos efeitos colaterais às vítimas.

    O pedido foi feito pela promotora de Justiça, Fabiana Alves Mueller, em um processo que tramita sob sigilo, para garantir o tratamento humanizado à jovem e evitar a sua revitimização. Conforme explicou Mueller, a lei federal que instituiu o sistema de garantia de direitos da criança e do adolescente vítima ou testemunha de violência faculta aos juízes a sua aplicação às pessoas com idades entre 18 e 21 anos, quando as circunstâncias do caso assim recomendarem.

    “Em uma instrução criminal comum, a vítima é ouvida e ela pode pedir para que o acusado saía da sala presencial ou virtual enquanto presta seu depoimento, ficando apenas o juiz, o promotor de Justiça e os advogados. No depoimento especial, o procedimento de oitiva é feito perante um profissional qualificado, em sala especial e separada, e é esse profissional que vai mediar e fazer, de forma humanizada, as perguntas que o juiz, promotor e advogados farão à vítima. O objetivo é garantir a proteção e evitar a revitimização. Em se tratando de crimes graves, como são os que atentam contra a dignidade sexual, essa medida é de extrema importância”, defendeu Mueller.

    Segundo a promotora de Justiça, em outras unidades do Ministério Público brasileiro, como o Ministério Público do Estado de Goiás, os promotores de Justiça têm requerido a aplicação do artigo 3º, parágrafo único, da Lei 13.431/2017, nos casos que envolvem crimes de violência doméstica contra a mulher e crimes sexuais, contra vítimas com idades entre 18 a 21 anos. 

    Ainda de acordo com ela, esses pedidos ministeriais têm sido atendidos pelo Poder Judiciário. “É importante que todos os promotores de Justiça saibam que a lei faculta ao juiz essa possibilidade. Em casos envolvendo jovens de 18 a 21 anos, vítimas de crimes sexuais, por exemplo, a utilização do depoimento especial mostra-se plenamente legítima, além de ser medida necessária para preservar o estado de saúde mental e psicoemocional da vítima, evitar maiores traumas diante da gravidade e a natureza da violência sofrida. A medida concilia os interesses envolvidos: de um lado, a dignidade da vítima em situação de vulnerabilidade; de outro, a elucidação dos graves fatos noticiados. A técnica do depoimento especial visa justamente impedir a revitimização, evitando que a vítima seja obrigada a repetir, em diversas oportunidades, a dolorosa narrativa dos fatos, o que implicaria reviver a experiência traumática do ilícito”, argumentou.

  • Servidor do TJPB participa de capacitação no Maranhão sobre a Plataforma Socioeducativa

    -
    Servidor do TJ André Monteiro Xavier

    O Técnico Judiciário André Monteiro Xavier, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), e a servidora Simone Barbosa Militão Tomasi, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), atuarão como instrutores na capacitação de magistrados e servidores do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), voltada à implantação da Plataforma Socioeducativa (PSE) naquele estado. As formações acontecem entre os dias 22 e 24 de outubro, em São Luís (MA), com o objetivo de preparar as equipes locais para o uso da ferramenta desenvolvida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    Com ampla experiência no tema, André Monteiro integrou a equipe responsável pela implantação do projeto piloto da PSE no TJRN — o primeiro tribunal do país a adotar oficialmente o sistema. Atualmente, ele atua na implantação da Plataforma Socioeducativa no TJPB, coordenando uma equipe especializada formada por técnicos judiciários das varas da Infância e Juventude de João Pessoa, Campina Grande e Sousa. O grupo é responsável pelo saneamento das medidas socioeducativas e pelo atendimento aos chamados relacionados ao uso da plataforma.

    A capacitação no TJMA faz parte da estratégia nacional de expansão da Plataforma Socioeducativa, que tem transformado a gestão das medidas socioeducativas, promovendo maior integração entre o Poder Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública e os órgãos de execução das medidas. Durante os três dias de atividades, o servidor paraibano compartilhará a experiência acumulada na implantação da PSE em outros tribunais, contribuindo para que o Maranhão avance na modernização do acompanhamento das medidas socioeducativas.

    Para André Monteiro Xavier, a iniciativa representa um passo importante na consolidação de uma política nacional integrada. “A Plataforma Socioeducativa representa um avanço significativo na forma como o Judiciário acompanha e gerencia as medidas socioeducativas em todo o país. É uma grande satisfação poder contribuir com o Tribunal de Justiça do Maranhão, compartilhando o aprendizado que tivemos na Paraíba e no Rio Grande do Norte, e colaborando para que o sistema alcance cada vez mais estados, fortalecendo a política nacional de atendimento socioeducativo”, destacou.

    Desenvolvida pelo CNJ em parceria com os tribunais estaduais, a Plataforma Socioeducativa busca promover maior eficiência, transparência e integração de dados na execução das medidas socioeducativas, beneficiando adolescentes, famílias e instituições envolvidas no processo.

    Gecom-TJPB

     

  • Órgão Especial do TJPB aprova remoções de magistrados 

    -

    O Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) aprovou, durante sessão administrativa realizada nesta quarta-feira (22), pedidos de remoção de magistrados para unidades judiciais do interior do Estado, conforme os critérios de merecimento e antiguidade.

    Pelo critério de merecimento, o juiz Odilson de Moraes foi removido para a Vara Única da Comarca de Sumé. Para a 1ª Vara Mista de Catolé do Rocha foi removido o magistrado Sávio José de Amorim Santos. 

    Também por merecimento, a juíza Adriana Maranhão Silva ocupará a 5ª Vara Mista da Comarca de Patos, e a juíza Juliana Duarte Maroja foi designada para o Núcleo de Justiça 4.0.

    Já pelo critério de antiguidade, foi aprovada a remoção do juiz Diego Garcia de Oliveira para a 1ª Vara Mista da Comarca de Araruna.

    Por Lenilson Guedes
    Fotos: Ednaldo Araújo
     

  • Governo Federal concede auxílio e oferta de moradia para residentes

    Governo Federal concede auxílio e oferta de moradia para residentes

    Após 44 anos, o Governo Federal, por meio do Decreto nº 12.681/2025, publicado nesta terça-feira (21), regulamentou a concessão de moradia e o pagamento do auxílio-moradia para médicos residentes com matrícula e vínculo ativo em programas de residência médica de especialidade, área de atuação ou ano adicional. A iniciativa oficializa a Lei nº 6.932/1981 e estabelece regras claras para garantir o benefício em todo o território nacional, fortalecendo a formação médica no país.

    O investimento previsto para o pagamento do auxílio-moradia nos meses de novembro e dezembro deste ano é de R$ 24 milhões. Para 2026 e 2027, o valor será de R$ 151,6 milhões anuais. O pagamento de auxílio-moradia somente ocorrerá quando a instituição ofertante da residência médica não dispuser de estrutura habitacional destinada à concessão de moradia. Caso o médico-residente optar por não utilizar a moradia disponibilizada, não terá direito ao recebimento de auxílio-moradia. 

    A concessão de moradia ou o pagamento do auxílio terá o mesmo tempo de duração da residência médica e poderá ser usufruído ainda que o médico-residente esteja afastado por motivo de licença-médica, licença-maternidade ou extensão de licença-maternidade. Caso o médico-residente seja desligado do programa, a instituição poderá cancelar o benefício. 

    “A moradia para o residente é um direito previsto na Lei da Residência Médica de 1981, mas, desde então, nunca havia sido regulamentada. Essa lacuna gerava dificuldades tanto para os residentes quanto para os programas de residência, inclusive com a judicialização do tema. Por isso, a regulamentação dessa questão se tornou uma necessidade em âmbito federal”, destacou o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço. 

    O texto prevê ainda que o Ministério da Educação (MEC) e o Ministério da Saúde poderão custear o pagamento do auxílio-moradia por meio das bolsas em que um deles for o órgão financiador junto à instituição que oferece o programa de residência médica.

    REGRAS DO AUXÍLIO-MORADIA 

    1. Moradia ofertada pela instituição 

    • Estrutura mínima: espaços para sono, descanso, higiene, preparo e consumo de alimentos e limpeza, com infraestrutura e serviços essenciais (água, esgoto, energia). 
    • Pode ser em quarto individual ou compartilhado. 
    • Prioridade para residentes do CadÚnico e ações afirmativas. 
    • Custos de propriedade, tributos, taxas e manutenção, pagas pela instituição. 
    • Despesas de consumo: água, energia, internet, telefonia, será de responsabilidade do residente. 

    2. Auxílio-moradia em dinheiro 

    • Pago quando a instituição não oferecer moradia. 
    • O valor corresponde a 10% da bolsa de residência médica e é pago mensalmente, a partir do mês seguinte à aprovação do pedido. 
    • O benefício é pessoal e não pode ser transferido. 
    • Pode ser custeado pelo Ministério da Saúde, Ministério da Educação ou pela própria instituição que oferece o programa de residência. 

    Nádia Conceição  
    Ministério da Saúde  

  • Ministério da Saúde inicia capacitação nacional para a oferta do Implanon no SUS

    Ministério da Saúde inicia capacitação nacional para a oferta do Implanon no SUS

    Como parte da estratégia para ofertar no SUS o implante subdérmico contraceptivo de etonogestrel, conhecido como Implanon, o Ministério da Saúde iniciou, nesta quarta-feira (22), a capacitação de profissionais que atuarão na orientação, na inserção e no acompanhamento das pacientes que optarem pelo método. A primeira oficina aconteceu em Salvador (BA). Até o final de 2025, todas as unidades da federação, incluindo o Distrito Federal, receberão formações sobre o implante, que é considerado vantajoso para prevenir a gravidez não planejada por sua longa duração e alta eficácia, podendo atuar no organismo por até três anos. 

    A capacitação é destinada a gestores, médicas(os) e enfermeiras(os) indicados pelos municípios. Ao todo, mais de 2 mil profissionais serão qualificados. Também participam representantes dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), universidades, secretarias estaduais e municipais de saúde e dos Conselhos Estaduais de Secretários Municipais de Saúde (Cosems), a fim de fortalecer a implementação do método em todo o país.  

    Com carga horária de oito horas, as oficinas são presenciais e combinam teoria e prática com o uso de simuladores anatômicos. A formação aborda as indicações, contraindicações e as técnicas de inserção e retirada do Implanon. Além disso, contempla temas sobre outros métodos contraceptivos disponíveis no SUS e sobre o aconselhamento em planejamento reprodutivo. Vinte e três profissionais foram contratadas para apoiar os estados e municípios nas formações.  

    O Ministério da Saúde também enviou kits de simulação, com aplicadores, placebos, braços anatômicos e peles artificiais, além de materiais técnicos padronizados para orientar profissionais e gestores sobre o uso do Implanon e o cuidado integral às mulheres. 

    Distribuição 

    Começou neste mês a distribuição aos estados das primeiras 200 mil unidades do implante recebidas pelo Ministério da Saúde. As regiões com maiores índices de vulnerabilidade social e gravidez na adolescência terão prioridade no recebimento. Até 2026, está prevista a entrega de 1,8 milhão de dispositivos, sendo 500 mil ainda neste ano. 

    A incorporação do Implanon ao SUS foi publicada em julho de 2025, após recomendação favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). O método é indicado para mulheres em idade fértil entre 14 e 49 anos. 

    O Implanon se soma aos métodos contraceptivos já disponíveis gratuitamente no SUS, como preservativos externos e internos, DIU de cobre, anticoncepcionais orais combinados e de progestagênio, pílulas de emergência, laqueadura tubária bilateral e vasectomia, entre outros. 

    O Ministério da Saúde reforça que apenas os preservativos oferecem proteção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). A distribuição é gratuita pelo SUS. 

    Priscila Viana 
    Ministério da Saúde 

  • Câncer de mama: mamógrafo móvel chega ao TRF5 para realização de exames gratuitos Última atualização: 22/10/2025 às 17:05:00

    A frase “prevenir é melhor do que remediar” é antiga, mas nunca sai de moda. Ela é o ponto central de diversas campanhas de saúde e, com o Outubro Rosa, não poderia ser diferente. Na busca por incentivar a população a realizar o exame preventivo do câncer de mama, o Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, em parceria com a Prefeitura do Recife, disponibilizou um mamógrafo móvel e realizou mamografias gratuitas. A ação foi realizada nesta quarta-feira (22/10) e beneficiou 64 pessoas.

    Uma delas foi a historiadora e produtora cultural Karine Raquel Ferreira da Silva, de 70 anos. Ela revelou que não realizava exames de mamografia desde a pandemia da covid-19, mas viu na ação do TRF5 a oportunidade voltar a cuidar da saúde. “Acho importante se prevenir, porque a doença é indolor. Caso se manifeste, pode ser que a pessoa já esteja no final da vida”. 

    Quem também aproveitou o mamógrafo móvel no TRF5 foi Lúcia Queiroz, de 64 anos. Ela é familiar de uma servidora do Tribunal, que a inscreveu na lista de interessadas em realizar o exame. “É um exame chato, mas passa. O importante é o resultado”, avaliou.

    Para o médico Thiago Araújo Oliveira, do Núcleo de Assistência à Saúde (NAS) do TRF5, a ação alcançou um resultado bastante positivo. “Esta é uma ação importante não apenas para o Tribunal, mas para a sociedade como um todo. A mensagem que queremos passar para todas as mulheres é que câncer de mama tem prevenção, procure seu médico. A mamografia é realmente indicada e salva vidas”, pontuou.  

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5