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  • ALPB debate golpe do falso advogado durante audiência pública

    Notícias

    Publicado em 8 de setembro de 2025

    A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou audiência pública, na tarde desta segunda-feira (8), proposta pelo deputado Michel Henrique, para discutir o golpe do falso advogado. De acordo com o deputado, a ação vem chamando a atenção no estado, envolvendo criminosos que se passam por advogados para enganar clientes e escritórios de advocacia.

    A discussão teve o objetivo de alertar a sociedade, compartilhar experiências e buscar soluções para enfrentar essa prática criminosa que já fez diversas vítimas no estado.

    No último mês de março, a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Paraíba (OAB-PB), iniciou uma campanha para alertar a sociedade paraibana sobre a tentativa de golpe que está sendo realizada por estelionatários contra clientes e escritórios de advocacia. De acordo com relatos recebidos pela OAB-PB, clientes estão sendo vítimas de mensagens e ligações telefônicas fraudulentas. Os golpistas entram em contato por meio de ligação telefônica ou aplicativos de mensagem, como o WhatsApp, passando-se por advogado ou advogada ou funcionário do escritório e solicitam que se faça depósitos de valores para pagamentos de custas ou despesas processuais. As mensagens falsas têm a finalidade de roubar valores das vítimas.

    O deputado Michel Henrique destacou a necessidade de unir forças para combater esse tipo de crime. “Esses falsários pedem pagamento de taxas, trazendo informações muitas vezes verossímeis, com logomarca do Tribunal ou de escritórios. Infelizmente, as pessoas caem nesse golpe, com prejuízos astronômicos. Precisamos unir todos os protagonistas — Ministério Público, OAB, Assembleia, PROCON — para buscar soluções, responsabilizar culpados e trabalhar de forma preventiva”, afirmou Michel Henrique.

    O vereador Odon Bezerra também reforçou a necessidades de medidas urgentes mais firmes para combater os estelionatários. Ele lembrou que o problema não é isolado, mas tem se repetido em diversos escritórios, com graves prejuízos para os clientes. “O escritório está sendo vítima sistematicamente. Apesar de todas as informações que estamos dando nas redes sociais, os estelionatários seguem mandando mensagens. Conheço um cliente que foi prejudicado em quase R$ 100 mil. É um clamor público e a Assembleia, em boa hora, chama para essa discussão. É preciso dar conhecimento ao Tribunal de Justiça, ao Ministério Público e à Secretaria de Segurança Pública para uma investigação mais acurada e a prisão desses estelionatários”, defendeu.

    A audiência foi marcada por relatos de prejuízos significativos e por um apelo coletivo para que os órgãos competentes atuem de forma integrada no enfrentamento ao problema.

    “É fundamental que a sociedade esteja atenta a essas práticas criminosas. A OAB-PB tem trabalhado incansavelmente para coibir o exercício ilegal da advocacia, e audiências como essa, propostas pelo deputado Michel Henrique, são essenciais para conscientizar a população e fortalecer a nossa atuação em defesa da justiça e da ética profissional”, destacou Marcelo Roberto Duarte, presidente da Comissão Especial de Fiscalização do Exercício Ilegal e Irregular da Advocacia da OAB-PB.

    O procurador-geral da OAB-PB, Francisco Fidelis, ratificou que a OAB-PB já está em ação. “Quero registrar que a OAB da Paraíba já tem um grupo estruturado e permanente de combate a essas fraudes, atuando de forma integrada com o Tribunal de Justiça da Paraíba, a Polícia Civil e o Ministério Público. Temos compartilhado informações, articulado medidas preventivas e repressivas, e avançado na responsabilização dos criminosos. Essa união de forças garante investigação, punição e, sobretudo, proteção à sociedade e à advocacia”, ressaltou.

    Já o advogado André Patrick explicou como os golpes têm sido aplicados e chamou atenção para o nível de sofisticação usado pelos criminosos, que criam perfis falsos com informações reais para enganar os clientes. “Infelizmente esse golpe vem sendo aplicado de maneira recorrente. Golpistas utilizam falsos perfis, clonam fotos de advogados, baixam peças de processos reais e se apresentam como se fossem profissionais legítimos. Tudo é feito de forma virtual, e o cliente não tem acesso ao advogado de verdade. Já fui vítima e outros colegas também. Por isso recomendamos que as pessoas procurem sempre o contato real com seu advogado e, em caso de dúvida, acionem a Ordem dos Advogados. É preciso ter atenção a promessas de benefícios excessivos, porque isso costuma ser um alerta para golpes”, explicou.

     

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  • MPPB consegue condenação de réus por homicídio de adolescente, em Patos

    MPPB consegue condenação de réus por homicídio de adolescente, em Patos

    O Ministério Público da Paraíba conseguiu a condenação de Anderson Bonifácio de Assis a 17 anos de reclusão e de Daniel Mendes de Lima a 15 anos de reclusão por homicídio duplamente qualificado do adolescente Matheus Rodrigues Sousa, ocorrido em Patos. O julgamento foi realizado na última sexta-feira (05/09), pelo Tribunal do Júri de Patos e o MPPB foi representado pelo promotor de Justiça Ernani Lucas Menezes.

    Conforme a denúncia do MPPB, noi dia 26 de dezembro de 2023, os acusados, por volta das 20h, no Bairro das Placas (hoje São Sebastião), em Patos, mataram o adolescente por motivo torpe, empregando recurso que impossibilitou a defesa do ofendido (surpresa), através da realização de disparos de arma de fogo.

    Ainda de acordo com a denúncia, a vítima estava com sua companheira, lanchando na calçada de sua residência, ocasião em que Anderson Bonifácio de Assis chegou no local a pé e efetuou quatro disparos de arma de fogo contra ele. Consumado o delito, o acusado se retirou do local, juntamente com Daniel Mendes, que tinha ficado a uma certa distância, aguardando a finalização.

    Segundo a investigação, o adolescente foi assassinado por vingança, por uma discussão anterior com o acusado. A vítima foi socorrida e encaminhada para o Hospital Regional de Patos e, posteriormente, para o Hospital de Trauma, em Campina Grande/PB, vindo a óbito no dia 2 de janeiro de 2024, em decorrência dos ferimentos sofridos.

    O Conselho de Sentença, por maioria, reconheceu que os réus cometeram homicídio qualificado (cometeu o crime por motivo torpe e utilizando recurso que impossibilitou a defesa da vítima). A magistrada Isabella Joseanne Assunção Lopes Andrade de Souza definiu o cumprimento inicial da pena em regime fechado e manteve a prisão preventiva dos dois acusados. 

  • CPJ aprova projeto de lei que cria CAO da Mulher e proposta orçamentária 2026

    CPJ aprova projeto de lei que cria CAO da Mulher e proposta orçamentária 2026

    Um projeto de lei complementar que, entre outros, cria o Centro de Apoio Operacional de Defesa das Mulheres, e a proposta orçamentária do Ministério Público da Paraíba para o exercício 2026 foram aprovados, na manhã desta segunda-feira (08-09), pelo Colégio de Procuradores de Justiça, durante a 14ª sessão ordinária.

    Esta foi a primeira sessão presidida pelo novo procurador-geral de Justiça, Leonardo Quintans Coutinho. Participaram ainda o corregedor-geral Antônio Sarmento, e dos procuradores Alcides Jansen, Álvaro Gadelha Campos, Francisco Sagres Macedo Vieira, Marilene Carvalho, Luciano Maracajá, Herbert Targino, Joaci Juvino da Costa Silva, Aristóteles Santana, Vitor Manoel Magalhães Granadeiro Rio, João Geraldo Carneiro Barbosa, Francisco Lavor, José Guilherme Soares Lemos (ouvidor), Sônia Maia, Maria Ferreira Roseno, José Farias de Souza Filho, Glauberto Bezerra e Luís Nicomedes de Figueiredo Neto, e os promotores convocados Vanina Feitosa e Amadeus Lopes.

    Projeto de lei

    O CPJ aprovou projeto de lei complementar que modifica dispositivos da Lei Orgânica do Ministério Público da Paraíba (Lomp). O relator foi o procurador-geral que explicou as duas alterações. A primeira modifica pressupostos para assunção de cargos na Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e à Improbidade Administrativa (Ccrimp) e nos Centros de Apoio Operacional para adequar à Lei Orgânica Nacional e às recentes mudanças na carreira do MPPB. O pressuposto para ocupar esses cargos será a vitaliciedade.

    Ainda conforme o PGJ, a segunda alteração na Lomp tem por objeto a criação do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça de Defesa das Mulheres (CAO-Defesa das Mulheres), com o objetivo de fortalecer a atuação ministerial na tutela dos direitos fundamentais das mulheres, especialmente no enfrentamento da violência de gênero. A criação desse Centro de Apoio se dá mediante a transformação do Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça Cíveis e de Família. As matérias atinentes ao CAO extinto serão incorporadas ao Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça da Cidadania e dos Direitos Fundamentais.

    Proposta orçamentária 

    Ainda na sessão, foi aprovada a proposta orçamentária para o exercício 2026 no total de R$ 450.703.226,00, sendo R$ 433.237.380,00 referente ao orçamento do MPPB aprovado pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), R$ 15.772.813,00 relativo ao Fundo Especial do Ministério Público (Femp) e R$ 1.693.033,00 do Fundo Especial dos Direitos do Consumidor (FEDC). A proposta será encaminhada ao Poder Executivo Estadual.

    O CPJ também aprovou a indicação dos procuradores Marilene Carvalho e José Farias como membros titular e suplente, respectivamente, da Junta Recursal do MP-Procon.

    Comunicações e Votos

    O PGJ falou da honra de estar presidindo sua primeira sessão do Colégio e agradeceu a acolhida dos procuradores. “Receber de vossas excelências as palavras que recebi, o carinho de cada um e de cada uma, tenho certeza que nos fortalece. A missão não é minha, a missão é coletiva, é de todos nós. É uma grande honra e satisfação estar hoje aqui nesse colegiado superior, que reúne procuradores e procuradores da mais alta estirpe. Como disse na sexta-feira, as grandes decisões que precisam passar por nossas mãos serão partilhadas com o Colégio de Procuradores, serão decisões nossas, serão decisões de toda a instituição”, disse.

    Todos os procuradores deram as boas-vindas ao novo PGJ e desejaram sucesso, sabedoria e equilíbrio na sua gestão, destacando suas qualidades bem como dos membros e servidores escolhidos para fazerem parte de sua equipe de gestão. 

    Leonardo Quintans também informou que, na próxima quinta-feira (11/09), o MPPB vai assinar a adesão ao Programa antes que aconteça, coordenado pela senadora Daniela Ribeiro e voltado ao fortalecimento da rede de apoio às mulheres em situação de violência doméstica.

    O corregedor-geral comunicou que não pretende pleitear a recondução ao cargo em 2026 e que, nos meses que ainda restam de sua gestão, ele e sua equipe vão continuar cumprindo integralmente a missão da Corregedoria, aperfeiçoando os procedimentos.

    O ouvidor José Guilherme Lemos informou que houve um salto no número de manifestações registradas pelo sistema da Ouvidoria do MPPB. no segundo semestre de 2024, foram 3.779 manifestações registradas contra 5.350 do primeiro semestre de 2025 e reforçando a necessidade de mais estrutura no setor.

    O procurador Luciano Maracajá propôs voto de agradecimento ao coronel Werton Leite pelo trabalho realizado enquanto esteve no cargo de assessor militar. O voto foi subscrito e aprovado por todos os integrantes do CPJ.

  • Saúde Bucal: palestra tratará sobre prevenção e fatores de risco do câncer de boca

    Banner da palestra

    A Diretoria de Gestão de Pessoa do Tribunal de Justiça da Paraíba, por meio da Gerência de Qualidade de Vida (Gevid), em parceria com a Uniodonto, está promovendo uma palestra para alertar magistrados(as), servidores(as) e colaboradores(ras) sobre a importância da ‘Saúde Bucal’, prevenção e identificação precoce dos fatores de risco e sintomatologia inicial. 

    O evento acontecerá no próximo dia 17 de setembro, às 10h, no Fórum Cível da Comarca de João Pessoa (sala de reunião, 3º andar), e será ministrado pela professora doutora em Odontologia, Daliana Queiroga.

    O câncer da boca e orofaringe é um tumor maligno que afeta os lábios e as estruturas da boca, como gengivas, bochechas, céu da boca (palato), língua (principalmente as bordas) e a região embaixo da língua (assoalho da boca).

    Segundo explicou a gerente da Gevid, Valéria Beltrão, o câncer de boca, tipo mais comum de câncer de cabeça e pescoço, é tratável e curável quando detectado precocemente. No entanto, o diagnóstico tardio é comum, resultando em maior probabilidade de óbito ou, em casos de cura, em tratamentos mutiladores.

    “O objetivo desta palestra é apresentar estratégias para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de boca, com foco na importância da identificação dos seus fatores de risco e da sintomatologia inicial. Além de enfatizar a relevância da higiene bucal para a saúde oral e geral do paciente”, justificou Valéria Beltrão. 

    Ela enfatizou, ainda, ser possível prevenir e diagnosticar precocemente o câncer bucal por meio da identificação e eliminação dos fatores de risco, assim como da detecção precoce dos sinais e sintomas da doença. 

    Foto da palestrante Daliana Queiroga
    Professora Daliana Queiroga

    Sobre a palestrante – Daliana Queiroga é professora Associada de Estomatologia da e colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Odontologia da Universidade Estadual da (UEPB); professora da International Academy of Lasers in Dentistry (IALD); coordenadora da Habilitação em Laserterapia na Odontologia – LLOC; doutora em Estomatologia (UFPB/UFBA); mestra em Diagnóstico Bucal (UFPB), dentre outras qualificações.

    Prevenção – O Instituto Nacional de Câncer – INCA alerta que o câncer de boca é o quinto tumor mais frequente em homens no Brasil. A maioria dos casos é diagnosticada em estágios avançados.

    O  tabaco e o álcool são os principais fatores de risco para o câncer de boca e orofaringe. Outros fatores como a dieta pobre em frutas e vegetais, a infecção pelo vírus HPV e a exposição dos lábios ao sol sem proteção também aumentam o risco de câncer de boca e orofaringe.

     

    Por Lila Santos

     

  • Poder Judiciário da Paraíba abre inscrições para evento sobre acessibilidade e inclusão à Justiça

    Na imagens estão três duas mulheres e um homem no escritório, ele em uma cadeira de rodas
    Evento vai discutir acessibilidade e inclusão no Poder Judiciário

    “Visibilidade da Pessoa com Deficiência e o Acesso à Justiça” é o tema do evento que será realizado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), por meio da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão, na Escola Superior da Magistratura (Esma), na segunda-feira (22). As inscrições estão abertas e podem ser feitas até o dia 18 de setembro, por meio do link: https://forms.gle/b8ps67TEsvbWG7rRA.

    Podem participar do encontro servidores(as), magistrados(as) e demais pessoas da sociedade interessadas na temática. A programação contará com a presença de nomes de destaque nacional na área da inclusão, como o juiz Márcio Aparecido da Cruz Germano da Silva, magistrado com deficiência visual do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR). Também participarão juízes(as) do TJPB, advogados, professores, membros do Ministério Público, da Defensoria Pública e servidores do Poder Judiciário que atuam na pauta da inclusão e da acessibilidade.

    Imagem do selo do evento com prédio do TJPB ao fundo e marcas das gráficas dos cadeirantes, cegos, do TJPB, mudos e de deficiência intelectual

    O evento está previsto para iniciar às 7h, com atendimento promovido pela equipe da Gerência de Qualidade de Vida do TJPB (Gevid), incluindo aferição de pressão arterial e glicemia, auriculoterapia, entre outros serviços. O credenciamento terá início às 8h da manhã e o encerramento está programado para as 18h.

    A Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão é presidida pela desembargadora Anna Carla Lopes Correia Lima de Freitas. “O evento só reafirma o compromisso do Judiciário paraibano com a promoção da acessibilidade, da diversidade e da inclusão social”, destacou a magistrada.

    De acordo com Sumara Sobreira, coordenadora de Apoio aos Comitês e Comissões do TJPB, a programação foi planejada com atenção e cuidado. “Estamos preparando alguns momentos que vão além das discussões da temática, como: cartilha em cordel, com linguagem acessível e foco na inclusão; exposição de arte de artista PCD e apresentação musical. As atividades estão sendo revisadas e ajustadas como parte da programação do evento”, afirmou.

    Por Roberta Matias

    Arte: Maria Luiza Veras 

     

  • Semana Nacional de Sustentabilidade do Poder Judiciário ocorre em outubro na Paraíba

    Logo do evento

    Estão abertas as inscrições para a I Semana Nacional de Sustentabilidade do Poder Judiciário – Região Nordeste, que ocorrerá nos dias 16 e 17 de outubro em João Pessoa. O evento é uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e reúne os principais tribunais do Estado em organização conjunta: o TRT da Paraíba (13ª Região), sede do evento; o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB); o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) e a Justiça Federal.

    Durante os dois dias, serão debatidas as ações do Judiciário voltadas à cultura da sustentabilidade. O objetivo é integrar práticas sustentáveis à rotina institucional, promovendo a troca de experiências entre os tribunais nordestinos, fortalecendo a cooperação regional.

    A programação envolve a Audiência Pública sobre boas práticas Ambientais, Sociais e de Governança (ESG), que acontecerá no dia 16 de outubro, das 19h às 20h30. Para participar, é necessário realizar inscrição, clicando neste FORMULÁRIO

    Empresas, ONGs, universidades, movimentos sociais, representantes de empresa e 3º setor estão convidados a participar e contribuir com experiências e soluções inovadoras que conectem o setor privado, público e o terceiro setor à agenda da sustentabilidade.

    Além da audiência pública, a programação contará com cerimônia simbólica de plantio de árvores; palestra da professora e pesquisadora Magda Helena de Araújo Maia e painéis temáticos com apresentações dos tribunais sobre os pilares ESG.

    Sustentabilidade pelo exemplo

    A iniciativa está alinhada à Agenda 2030 da ONU e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), reforçando o papel do Judiciário como agente de transformação social. A Semana também cumpre as diretrizes da Resolução CNJ n.º 400/2021 e da Portaria n.º 134/2025, que instituem a Rede de Sustentabilidade do Poder Judiciário.

    O evento será inventariado quanto às emissões de gases de efeito estufa, ou seja, serão computadas todas as emissões provocadas pelo uso de gasolina, álcool, diesel, gás de cozinha, gás de ar condicionado e gás de extintores de incêndio (caso use), além da energia elétrica utilizada na Semana e os deslocamentos aéreos. 

    Uma inovação que vai demonstrar o alinhamento do Poder Judiciário com a Sustentabilidade Ambiental, com foco na Mudança do Clima na Terra (ODS 13). Os Tribunais farão a compensação das emissões nos respectivos inventários de 2025. Pretende-se divulgar o resultado das emissões de gases de efeito estufa (tCO2e) do evento até 30 dias após a conclusão. 

    Por Gabriela Parente
    (com informações da Assessoria de Comunicação Social do TRT-PB)

  • TJPB participa da segunda reunião da Rede Conecta Sustentabilidade no TCE-PB

    Foto dos participantes do evento
    Foto da reunião da Rede Conecta Sustentabilidade

    O Tribunal de Justiça da Paraíba, por meio do Núcleo de Gestão Socioambiental (NGSA), participou da segunda reunião da Rede Conecta Sustentabilidade – iniciativa de cooperação técnica entre órgãos do sistema de Justiça da Paraíba, voltada à promoção de ações conjuntas de sustentabilidade nos eixos ambiental, social, econômico e cultural. 

    O evento ocorreu na última sexta-feira (5) no Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) e reuniu representantes do TJPB, do Tribunal Regional do Trabalho da Paraíba (TRT-PB), do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), da Justiça Federal na Paraíba (JFPB) e da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). 

    As instituições apresentaram avanços alcançados, compartilharam boas práticas e discutiram os próximos desafios relacionados à política de sustentabilidade em cada uma. Foram tratados temas como a emissão de gases de efeito estufa, a política de descarte de documentos, entre outros.

    Também foi disponibilizado aos integrantes da rede um levantamento de referências sobre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) criados pela ONU para serem cumpridos até 2030.

    Pelo TJPB, estiveram presentes as integrantes do NGSA, Viviane Sousa e Silvia Gabinio. “O TJPB destacou as ações em andamento no âmbito do Plano de Descarbonização, como a aquisição de veículos elétricos, o aprimoramento do descarte de resíduos e as tratativas de cooperação técnica com órgãos ambientais para o plantio de mudas”, informou Viviane.

    A próxima reunião da Rede está prevista para novembro, no TJPB, em data a ser confirmada.

     

    Por Gabriela Parente

    (com informações da Ascom / TCE-PB)

     

  • Setembro Amarelo: palestra abordará cuidados com a Saúde Mental nesta quinta 

    Folder alusivo ao evento

    Dentro da programação do ‘Setembro Amarelo: Caminhos para o bem-estar’, acontecerá, nesta quinta-feira (11), às 10h, na sede do Fórum Cível da Capital, palestra com abordagem sobre Saúde Mental. O evento terá como palestrante o doutorando em Psicologia, Everton Procópio. 

    A iniciativa é fruto de parceria da Associação das Esposas dos Magistrados e das Magistradas da Paraíba (Aemp) com o Tribunal de Justiça da Paraíba, por meio da Gerência de Qualidade de Vida (Gevid).   

    O objetivo é conscientizar, acolher e incentivar o diálogo sobre saúde mental. A ação é alusiva, ainda, à campanha nacional do Setembro Amarelo, que chama a atenção aos cuidados preventivos no enfrentamento ao suicídio, tema delicado e importante, como explicou a gerente de Qualidade de Vida, Valéria Beltrão. 

    Durante o evento, profissionais de Gevid estarão atendendo, com aferição de pressão arterial,  batimentos cardíacos,  teste de glicose, fisioterapia (aplicação de tapes, auriculoterapia) distribuição de folders, dentre outros.

    Como surgiu A cor amarela foi escolhida em homenagem a Mike Emme, jovem americano que, em 1994, faleceu por suicídio e tinha um carro Mustang amarelo, que virou símbolo da campanha.

    Comportamentos que se deve ter atenção – Falta de esperança e de autoestima, visão negativa do futuro, culpa excessiva; isolamento e tristeza excessiva por um longo tempo.

    Como procurar ajuda

    Por meio do 188 – Centro de Valorização da Vida, da PASM (Pronto Atendimento de Saúde Mental), localizado na rua Cel. Benevenuto Gonçalves da Costa, s/n – Mangabeira, e no CAPS – Centro de Atenção Psicossocial. Na Gevid há, também, o setor de Psicologia (83) 3219-9369), ligações ou Whatsapp.

    Por Lila Santos

     

  • Insulinas: como aplicar corretamente com a caneta reutilizável

    Insulinas: como aplicar corretamente com a caneta reutilizável

    A caneta reutilizável para aplicação de insulina proporciona mais conforto ao paciente durante o tratamento da diabetes. Com menor impacto ambiental, o dispositivo oferece precisão na dosagem, facilidade na aplicação, agulhas finas e tubetes removíveis. O novo modelo é disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para os tipos NPH e regular, com validade de três anos após o primeiro uso.

    A enfermeira do Centro Especializado em Diabetes, Obesidade e Hipertensão do Distrito Federal, Sâmela Souza, explica que o modelo reutilizável permite o armazenamento prático do medicamento, que pode ser mantido em temperatura ambiente por até quatro semanas após o primeiro uso.

    “Com a caneta reutilizável, o paciente consegue aplicar o medicamento com mais exatidão e tranquilidade, além de manter o cuidado regular. O dispositivo funciona por encaixe, e o refil do medicamento pode permanecer acoplado até a utilização da última dose, além de exibir o quantitativo de insulina que deve ser administrado”, destacou.

    Oferta no SUS

    Desde março de 2025, as canetas reutilizáveis para aplicação de insulina são ofertadas no SUS para pessoas com diabetes tipo 1 e tipo 2, conforme prescrição médica. Até agosto deste ano, mais de 2,1 milhões de canetas reutilizáveis foram encaminhadas à rede pública de saúde. Outras 540 mil estão previstas para serem entregues até o final de setembro. Além disso, o Ministério da Saúde receberá mais de 1,9 milhão de canetas para atender a atual demanda da população e garantir o estoque.

    Para assegurar o manuseio correto das canetas, a pasta, em parceria com a empresa fornecedora do produto, promoveu treinamentos virtuais e produziu cartilhas de orientação. O material é voltado tanto para profissionais de saúde e equipes de assistência farmacêutica quanto para pacientes, com foco na logística e no uso adequado, garantindo acesso contínuo e seguro à insulina no SUS.

    Confira a cartilha completa de orientações sobre o uso das canetas

    Danielly Schulthais
    Ministério da Saúde

  • MPPB, MPF e MPC promovem evento sobre liberdade e diversidade religiosas 

    MPPB, MPF e MPC promovem evento sobre liberdade e diversidade religiosas 

    Encontro marca entrega do pedido de registro da Jurema Sagrada como patrimônio imaterial do Brasil e reforça importância da preservação da diversidade religiosa

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB), o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público de Contas, em parceria com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Plataforma Pedro Américo de Defesa do Patrimônio Cultural, realizaram um evento voltado à liberdade religiosa e à proteção do culto da Jurema Sagrada. O encontro ocorreu no auditório do Ministério Público, localizado no município de Alhandra, cidade reconhecida como berço da tradição juremeira.

    A iniciativa aconteceu na última sexta-feira (5/09) e contou com a presença de representantes dos ramos do Ministério Público, do Iphan, da Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana, além de lideranças políticas, religiosas, agentes culturais, professores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) com atuação no curso de ciência das religiões, membros da sociedade civil e dirigentes, fiéis da Jurema Sagrada na Paraíba e representante da Arquidiocese da Paraíba. Os participantes debateram a liberdade religiosa enquanto ação necessária para efetivação de direitos humanos e reforçaram a importância do reconhecimento e da salvaguarda de religiões de matriz afro-indígena.

    O encontro marcou também a entrega oficial do pedido de registro da Jurema Sagrada como patrimônio imaterial do Brasil junto ao Iphan. A solenidade abriu espaço para a escuta das comunidades de terreiro e incluiu a exibição do curta-metragem “Axé, Meu Amor”, dirigido por Thiago Costa.

    O encontro foi considerado um marco na defesa da liberdade religiosa e no processo de valorização e preservação da Jurema Sagrada. A iniciativa fortalece a preservação da memória, da identidade e da fé dos povos de terreiro, garantindo respeito e proteção às diversas práticas religiosas, além de ser um passo importante na defesa da diversidade cultural e no enfrentamento à intolerância.

    Combate à intolerância

    A  coordenadora do Centro de  Apoio Operacional em matéria da Cidadania e Direitos Fundamentais do MPPB, a promotora de Justiça Anne Emanuelle Costa, disse que “eventos como este são de suma importância para fortalecer a atuação do Ministério Público no combate à intolerância religiosa e reforçar o nosso compromisso, enquanto instituição, com a liberdade de expressão em todos as suas nuances.

    Já a promotora de Justiça de Alhandra, Érika Bueno Muzzi, o encontro representa um marco significativo para o fortalecimento da tradição juremeira. “É um evento muito importante, que reforça a identidade e a cultura da Jurema e é um passo muito importante para o seu reconhecimento, finalmente, como patrimônio histórico nacional”.

    A 46ª promotora de Justiça de João Pessoa, Fabiana Maria Lobo da Silva, por sua vez, destacou que foi instaurado procedimento para acompanhar as medidas necessárias para o tombamento administrativo da religião da Jurema Sagrada, dada a extrema relevância histórica e cultural para a Paraíba. “Nosso Estado é reconhecido internacionalmente como berço dessa religião afro-indígena, símbolo de aliança entre a espiritualidade e a natureza. A proteção da Jurema por ato administrativo, visto que já tombada legislativamente, também é meio de combate à intolerância religiosa, ao racismo religioso, ainda tão presente nos dias atuais”, argumentou a representante do MPPB.

    Racismo religioso

    A procuradora regional dos Direitos do Cidadão, Janaína Andrade de Sousa, ressaltou que o evento de escuta coletiva reforça o papel da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC) na proteção e promoção da diversidade cultural e religiosa, garantindo que os povos de terreiro não sofram racismo religioso ou intolerância, assegurando o direito à liberdade de culto e à preservação das suas tradições.

    “Na Paraíba, a Jurema foi oficialmente registrada como patrimônio imaterial do estado, por meio da Lei 13.760, sancionada no dia 16 de julho de 2025. Há também o tombamento de bens materiais como a propriedade do Acais, que abriga a capela de São João Batista e o túmulo do Mestre Flósculo. Esses locais, junto ao sítio Estivas, foram tombados em 2015 como patrimônio material da Paraíba pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep), contudo, os espaços foram alvos de intolerância religiosa, com cortes de árvores sagradas para os juremeiros. Apesar do reconhecimento oficial, os praticantes ainda enfrentam discriminação, racismo religioso e violência simbólica, sendo necessária ainda atuação constante do poder publico. O registro do culto da Jurema Sagrada como patrimônio imaterial nacional se constitui em medida relevantíssima para salvaguardar e dar mais visibilidade e respeito a essa expressão cultural e religiosa que faz parte da história e formação social do Brasil”, explicou.

    O procurador-geral do MP de Contas, Marcílio Franca, destacou que o Estado brasileiro tem a obrigação constitucional de assegurar o livre exercício dos cultos religiosos e garantir a proteção dos locais de culto e suas liturgias, sem favorecer ou perseguir qualquer manifestação religiosa. “A nossa Constituição, além do mais, assegura o direito de todas as pessoas ao pleno exercício dos direitos culturais e determina que o Estado apoie e incentive a valorização e difusão das manifestações culturais. A presença do Ministério Público de Contas no evento desta tarde representa o nosso firme compromisso para que esses comandos constitucionais se convertam em políticas públicas e investimentos que fortaleçam o diálogo multicultural, o respeito mútuo e a tolerância”, defendeu.

    Reconhecimento histórico

    O superintendente do Iphan na Paraíba, Emanuel Barros, lembrou a longa trajetória da luta pelo reconhecimento.“Estamos muito felizes aqui na Promotoria de Justiça de Alhandra, um espaço muito simbólico para receber a documentação necessária para a abertura do registro dos lugares sagrados da Jurema como patrimônio cultural do Brasil. Essa é uma articulação de muitos anos, quase uma década, envolvendo os terreiros mais antigos de Alhandra, junto com associações de juremeiros, do candomblé e da umbanda. Esse é um dos bens culturais que mais mereciam esse reconhecimento, até porque se trata de uma luta grande contra a intolerância religiosa e contra uma violência que, muitas vezes, vem até do próprio Estado e da sociedade. A Jurema é anterior aos contatos coloniais, é a nossa ancestralidade desse território paraibano”, disse.

    A gerente executiva de Equidade Racial, Jadiele Cristina Berto da Silva, representante da Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana, também reforçou o caráter de resistência e de contribuição social da Jurema Sagrada. “A Jurema Sagrada está compreendida dentro de uma categoria do governo federal enquanto comunidade tradicional. A partir disso, já se reconhece a potência dessa expressão religiosa, dessa coletividade, na sua produção material e imaterial. Caminhando nesse sentido, oficializar a Jurema Sagrada enquanto patrimônio imaterial da sociedade é deixar registrada a resistência dessa expressão religiosa frente aos diversos tipos de apagamento, silenciamento e opressão histórica sofrida”, defendeu.

    Já o professor da UFPB, Stênio Costa, que na ocasião também representou o Ministério da Cultura, ressaltou a dimensão cultural mais ampla do pedido de registro da Jurema Sagrada como patrimônio imaterial. “Hoje é um dia muito especial para a cultura paraibana e para as comunidades dos povos de terreiro. O movimento social que entrega o pedido de registro da Jurema Sagrada como patrimônio cultural é uma demanda antiga, que não se restringe à manifestação religiosa em si, mas abrange outras práticas culturais relacionadas, como cocos de roda, cirandas, modos de preparar alimentos, proteção ao meio ambiente e justiça climática. O registro é, portanto, um reconhecimento de uma cultura religiosa que é fundamental para a preservação do meio ambiente, das tradições e da posteridade daquilo que a gente tem pra apresentar às próximas gerações”.

    A ialorixá Mãe Renilda destacou a importância da união entre Estado e comunidade. “Esse evento vem trazer uma reafirmação da nossa luta, da nossa importância nesse espaço, de poder da nossa Jurema Sagrada. A maior importância é termos justamente o poder público junto conosco, para nos acolher e fortalecer essa luta que é tão grande com respeito à nossa Jurema Sagrada”.

    Curta-metragem

    Durante a solenidade, o cineasta e praticante da Jurema, Thiago Costa, apresentou seu filme que retrata o cotidiano da Jurema Sagrada e explicou que a obra foi uma forma de contribuir artisticamente e dar visibilidade sobre a importância do culto no contexto nacional. “O evento de hoje tem uma importância fundamental na legitimação e na luta dos povos de terreiro e, sobretudo, da Jurema Sagrada, na contribuição de nossos direitos e nossas necessidades para levar adiante a fundamentação da Jurema como patrimônio imaterial, que é uma religião indígena muito importante para o povo paraibano”.

    O representante da Arquidiocese da Paraíba, Pe. Euclides Franklin Marinho Rodrigues, destacou que a fé professada por cada um deve unir e não dividir.

    Alhandra: guardiã da tradição da Jurema Sagrada 

    O município do Litoral sul da Paraíba consolidou-se como o “berço da Jurema Sagrada”. A Jurema Sagrada, uma das mais antigas expressões religiosas de matriz indígena do Brasil, é uma tradição religiosa do Nordeste brasileiro. O culto surgiu como uma forma de religiosidade própria, ligada aos povos indígenas como os Tabajara, Canindé, Xucurú e Kariri. Baseia-se no uso ritual da jurema-preta (Mimosa tenuiflora), árvore nativa que dá origem à bebida considerada meio de contato com os Encantados, entidades espirituais da tradição. Presente em rituais com cânticos, danças e tambores, a Jurema Sagrada é reconhecida como expressão de resistência, ancestralidade e identidade cultural nordestina.