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  • Ministro da Saúde anuncia novo hospital universitário e libera R$ 170 milhões para municípios mineiros

    Ministro da Saúde anuncia novo hospital universitário e libera R$ 170 milhões para municípios mineiros

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou nesta quinta-feira (12) o Protocolo de Intenções para a construção do Hospital Universitário da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), que será erguido em Mariana (MG). Na ocasião, também foi anunciada a aprovação dos Planos de Ação em Saúde dos municípios de Mariana, Ouro Preto, Barra Longa e Rio Doce, liberando cerca de R$ 170 milhões para iniciativas de saúde.

    Essas ações fazem parte do Novo Acordo da Bacia do Rio Doce, assinado pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 6 de novembro de 2024. O acordo prevê o pagamento de R$ 12 bilhões pelas empresas Vale, Samarco e BHP Billiton para ações de saúde e pesquisa nos territórios afetados pela tragédia ambiental. Representa um avanço significativo em relação à proposta de 2016, que previa R$ 750 milhões.

    “Um programa de R$ 12 bilhões com ações imediatas e permanentes para cuidar do futuro da saúde”, definiu Padilha. O ministro da Saúde informou que serão investidos R$ 220 milhões na construção do hospital universitário da UFOP, que funcionará como um polo de referência do Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas Gerais.

    “Nosso sonho é ver pessoas que sofreram com o crime ambiental se tornarem médicos, enfermeiros e outros profissionais aqui na região. [O programa] Agora Tem Especialistas vai funcionar neste hospital que estamos anunciando hoje para cuidar da saúde do nosso povo”, afirmou Alexandre Padilha.

    A nova estrutura promoverá a integração dos serviços, suprindo a carência de atendimentos de média e alta complexidade, reduzindo o deslocamento de pacientes e o tempo de espera por serviços especializados, em alinhamento com o programa Agora Tem Especialistas.

    A nova unidade hospitalar de Mariana também contribuirá para a formação de profissionais de saúde no território afetado pelo desastre ambiental de 2015. O Ministério da Saúde investirá, ainda em 2025, mais R$ 400 milhões para a construção de pelo menos 60 unidades de atendimento, incluindo Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades Odontológicas Móveis, Policlínicas, Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e reforço das equipes do SAMU nas regiões atingidas.

    Entre as ações previstas para o hospital universitário está a criação de um Centro de Referência para Atendimento e Monitoramento da Exposição às Substâncias Químicas, que oferecerá atendimentos clínicos especializados, exames laboratoriais específicos, acompanhamento de casos de intoxicação e de doenças relacionadas a substâncias químicas. Também está prevista a criação do Biobanco do Rio Doce, que coletará e analisará amostras biológicas da população atingida, permitindo o acompanhamento contínuo dos danos à saúde ao longo dos anos.

    Aprovação dos Planos de Ação Municipais 

    Para receberem e executarem os recursos previstos no novo acordo, os municípios devem elaborar e pactuar seus Planos de Ação nas instâncias de governança locais. Com a aprovação formal desses planos, foram liberados R$ 139,8 milhões para Mariana, R$ 14,9 milhões para Ouro Preto, R$ 12,5 milhões para Barra Longa e R$ 2,4 milhões para Rio Doce, somando cerca de R$ 170 milhões em recursos para os municípios mineiros.  

    O Ministério da Saúde destinará R$ 825 milhões até o final de 2026, permitindo a ampliação da infraestrutura, o reforço das equipes e a qualificação da gestão em saúde nos municípios afetados pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana, ocorrido em 2015. 

  • Categoria fiscal aprova proposta de campanha salarial

    Categoria fiscal aprova proposta de campanha salarial

    Os filiados ao Sindifisco-PB aprovaram a proposta da campanha salarial apresentada e discutida em assembleia extraordinária, realizada nessa quarta-feira (11/6), que reuniu mais de 250 colegas, tanto presencial quanto virtualmente.

    Inicialmente, a presidente do Sindifisco-PB, Helena Medeiros, apresentou um balanço dos 40 dias da nova gestão e, entre as ações, ela destacou o trabalho de articulação que a diretoria vem fazendo junto a instituições e agentes políticos do Estado, com objetivo de fortalecer a luta.

    A presidente lamentou a falta de diálogo por parte da Sefaz-PB e do Governo, mesmo após o envio de inúmeros ofícios solicitando audiências. De acordo com Helena, a categoria desempenha um papel crucial contribuindo para que o estado alcance os mais altos índices de desenvolvimento econômico. Porém, a categoria não tem recebido o devido reconhecimento por parte do secretário da Sefaz, diferentemente de outras categorias, que tiveram suas demandas atendidas pelo Governo.

    O encaminhamento da diretoria, aprovado pela AGE, foi pela urgente necessidade de revisão do PCCR do Fisco, propondo a redução do interstício para Progressão Horizontal de 5 para 3 anos, a redução da diferença salarial entre AFTE e AFTMT e a recomposição dos vencimentos dos auditores.

    Os participantes aprovaram também o cronograma de mobilizações, que já teve início nesta quinta-feira (12/6), abrangendo diversas ações, com o objetivo de alcançar o atendimento das demandas da categoria.

    A diretoria reforça a importância das ações planejadas, e conclama toda a categoria a atender ao chamamento para estarem presentes em seus locais de trabalho nos próximos dias 17 e 25, conforme foi decidido na AGE.

    Ficou também agendada nova AGE para o dia 1º de julho, com indicativo de paralisação. A diretoria reitera que continua engajada em buscar todas as alternativas para abertura de diálogo com Sefaz e Governo, a fim de resolver os pleitos já demandados.

  • MPPB ajuíza ações para garantir pleno funcionamento de três USFs, em Cabedelo

    MPPB ajuíza ações para garantir pleno funcionamento de três USFs, em Cabedelo

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizou ações civis públicas com pedido de antecipação de tutela em face do Município de Cabedelo, para obrigá-lo a restabelecer o pleno funcionamento de duas Unidades Básicas de Saúde da Família (USF) que estão com os serviços suspensos e a reabertura da USF Centro, que está interditada desde o ano passado, em razão de problemas estruturais e sanitários, prejudicando o exercício do direito à saúde da população.

    As ações foram propostas pelo promotor de Justiça de Cabedelo, Francisco Bergson Gomes Formiga Barros, e estão fundamentadas no artigo 196 da Constituição Federal, que estabelece que a saúde é um direito de todos e um dever do Estado, que deve ser garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e outros agravos. 

    Também estão respaldadas na Lei Federal 8.080/90 (que instituiu o Sistema Único de Saúde, SUS), que impõe a universalidade e integralidade da atenção à saúde, atribuindo ao Município a competência de prestar adequadamente os serviços básicos. “A manutenção da suspensão parcial ou total dos serviços ofertados nas USFs constitui omissão estatal grave e afronta aos princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da eficiência administrativa e da proteção à saúde pública”, argumentou o promotor de Justiça.

    USF Jardins

    A Ação 0803975-70.2025.8.15.0731 é um desdobramento do inquérito civil público instaurado para apurar graves irregularidades estruturais e sanitárias na USF Jardins. Uma inspeção realizada pela Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), a pedido da Promotoria de Justiça, constatou diversos problemas no serviço, entre eles a suspensão de parte dos atendimentos odontológicos devido à interdição da sala por conta da ausência de condições higiênico-sanitárias adequadas. 

    Também foi constatado que o local apresenta ambientes em desacordo com os padrões de ventilação, iluminação e conservação exigidos, comprometendo a biossegurança e o conforto ambiental; setores com mofo, infiltrações e paredes descascadas e problemas no armazenamento de materiais e medicamentos; instalações elétricas expostas e fiação precária, representando risco iminente de acidentes, assim como a ausência de manutenção preventiva e corretiva de equipamentos e mobiliários, colocando em risco tanto os profissionais de saúde quanto os usuários.

    De acordo com o promotor de Justiça, essas deficiências levaram à suspensão de serviços de saúde essenciais, inclusive odontológicos, impactando diretamente a garantia constitucional do direito à saúde da população usuária do SUS. “Apesar da notificação e do transcurso de tempo razoável para providências, o Município não apresentou solução eficaz nem cronograma concreto de reestruturação, limitando-se a expedientes paliativos e sem respaldo técnico”, criticou. 

    Por essa razão, requereu ao Juízo da 4ª Vara Mista de Cabedelo a concessão da tutela de urgência, determinando que o Município de Cabedelo reative de forma plena os serviços suspensos, sobretudo os atendimentos odontológicos, e que promova, no prazo de 30 dias, todas as adequações estruturais, sanitárias, elétricas e funcionais necessárias para atender às normas das agências Nacional e Estadual de Vigilância Sanitária (Anvisa e Agevisa), conforme o relatório técnico constante nos autos.

    Pediu ainda que seja apresentado em juízo, no prazo de 15 dias, um cronograma físico e financeiro detalhado das reformas e providências, com prazo máximo de conclusão em 60 dias e a cominação de multa diária no valor de R$ 5 mil, em caso de descumprimento das medidas liminares, a ser revertida ao Fundo Estadual de Saúde.

    No mérito da ação, requer a condenação do Município de Cabedelo à obrigação de fazer consistente na realização das reformas e reestruturações determinadas pela Agevisa, com a reativação plena da USF Jardins, sob pena de execução forçada.

     USFs Jardim Atlântico e Centro

    Já as ações 0803972-18.2025.8.15.0731 e  0803969-63.2025.8.15.0731, que tramitam na 3ª Vara Mista de Cabedelo, versam, respectivamente, sobre as irregularidades constatadas pela Agevisa na USF Jardim Atlântico e na USF Centro.

    Na primeira, foram encontrados, no último mês de maio, problemas como infiltrações em paredes e tetos; presença de mofo e bolor em ambientes fechados; instalações elétricas expostas e precárias; ambientes insalubres para o armazenamento de medicamentos; falta de manutenção nos sanitários; equipamentos quebrados ou inadequados e irregularidades na destinação de resíduos de serviços de saúde.

    Também foi averiguado que a unidade estava com parte dos atendimentos suspensos, principalmente o odontológico, devido à ausência de condições mínimas de funcionamento. “A Agevisa concluiu que não havia condições de continuidade do atendimento à população naquelas instalações, determinando a suspensão cautelar de alguns serviços de saúde da unidade até que fossem realizadas as adequações técnicas necessárias. Desde então, os serviços continuam suspensos, sem que o Município tenha providenciado local alternativo com estrutura mínima para garantir o atendimento contínuo à população usuária do SUS naquela localidade”, criticou o promotor de Justiça. 

    A USF Centro foi interditada cautelarmente, desde janeiro do ano passado, após passar por inspeção da Agevisa. A interdição aconteceu porque o serviço não apresentava condições mínimas para funcionamento, já que tinha infiltrações e rachaduras nas paredes e teto; instalações elétricas expostas e precárias; não possuía ambientes obrigatórios (como sala de vacina adequada, sanitários adaptados e local adequado para descarte de resíduos), nem ventilação e iluminação adequadas, oferecendo risco à integridade física de profissionais e usuários. 

    Segundo o promotor de Justiça, desde então, os serviços continuam suspensos, sem que o Município tenha providenciado local alternativo com estrutura mínima para garantir o atendimento contínuo à população usuária do SUS naquela localidade. 

    Por isso, o MPPB requereu a concessão de liminar para determinar ao Município de Cabedelo o restabelecimento integral, no prazo de 10 dias, dos serviços das duas USFs, em prédio próprio ou alugado, desde que em condições sanitárias e estruturais adequadas, sob pena de multa diária no valor de R$ 5 mil, em caso de descumprimento, a ser revertida ao Fundo Estadual de Saúde.

    Ao final, requer que as ações sejam julgadas totalmente procedentes, com a confirmação das tutelas e a condenação do Município a restabelecer os serviços das USFs Jardim Atlântico e Centro em condições adequadas de funcionamento, no prédio original ou em outro com estrutura apropriada; a garantir acesso contínuo, eficiente e seguro aos serviços de atenção básica de saúde e a suportar o pagamento da multa cominatória eventualmente imposta, além das custas processuais. 

     

    Foto ilustrativa retirada do Pixabay

  • ALPB concede Medalha Epitácio Pessoa ao jortnalista Marcus Alves

    ALPB concede Medalha Epitácio Pessoa ao jortnalista Marcus Alves

    A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou, nesta quinta-feira (12), sessão solene com para entregar a Medalha Epitácio Pessoa ao secretário de Cultura do Município de João Pessoa, jornalista Antônio Marcus Alves de Souza. A homenagem foi proposta pelo deputado João Gonçalves e contou com a presença do vereador da Capital, Luís da Padaria, do secretário de Ação Governamental de João Pessoa, Rouger Guerra, além de amigos e familiares do homenageado.

    O deputado João Gonçalves destacou que à frente da Funjope Marcus Alves tem formulado e executado uma política pública de cultura contínua, plural e acessível, promovendo importantes eventos que compõem o calendário cultural da capital paraibana, a exemplo do Carnaval Tradição, da Paixão de Cristo, do São João, do Festival de Quadrilhas Juninas, da Fecha das Neves e das Festividades Natalinas.

    Segundo o parlamentar, a concessão da maior comenda da Assembleia Legislativa da Paraíba é um reconhecimento, não apenas à trajetória individual de Marcus Alves, mas também ao impacto coletivo de sua atuação à frente da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope).

    “Marcos Alves é, acima de tudo, um expoente da cultura hoje, em João Pessoa. Ele conseguiu fazer uma transformação na vida das pessoas ligadas ao nosso mundo cultural e de eventos. Ele foi extremamente feliz ao formar sua equipe para atuar na Funjope, para desenvolver a cultura na Capital paraibana. O mestre e amigo Marcus Alves é um homem que promove e faz com que o povo de João Pessoa e da Paraíba sinta-se homenageado e representado no meio artístico-cultural”, afirmou o deputado.

    Para o vereador Luís da Padaria, Marcus Alves realizou e tem realizado mudanças significativas na Cultura da Capital, através de ações que valorizam não só os artistas, mas todos aqueles envolvidos com a arte e que merecem, por parte do Poder Público, um olhar especial. “Marcus Alves é uma pessoa que desde que chegou a Funjope mudou a cultura de João Pessoa. É uma pessoa que tem um outro olhar, que conhece a necessidade da cultura de João Pessoa e vem fazendo a diferença. Eu fico muito feliz, pois essa Medalha que o deputado João vai proporcionar a Marcus é de grande valia pelo trabalho que ele faz na cidade de João Pessoa e na cultura do estado”, disse.

    Ao receber a mais alta comenda concedida pelo Poder Legislativo, o poeta e jornalista Marcus Alves disse estar feliz, pois celebra sua trajetória dedicada à cultura paraibana e sua atuação à frente da Funjope, onde promoveu importantes avanços na política cultural do município. Emocionado, o homenageado destacou o caráter coletivo da conquista.

    “Para mim, essa homenagem representa muita emoção, a certeza de que a Paraíba e João Pessoa reconheceram o meu trabalho à frente da Funjope e, principalmente, uma questão importantíssima para a minha história. Assim, mais do que ser uma coisa pessoal, é o reconhecimento de uma política de cultura que deu certo na cidade de João Pessoa. Eu dedico essa homenagem a toda a minha equipe, de verdade, de coração, e à comunidade de artistas da Capital, porque sem que essas pessoas acreditassem na gente, a gente não faria”, declarou.

    A população paraibana pode acompanhar todas as matérias apresentadas na ALPB, assim como, sessões ordinárias, visitas técnicas, reuniões de comissões, solenidades e debates através da TV Assembleia, pelo canal 8.2, e também pelo canal TV Assembleia PB no Youtube.

  • Membros das CPAMAS da 5ª Região concluem curso de capacitação Última atualização: 12/06/2025 às 11:30:00

    Os(as) membros das Comissões de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, Assédio Sexual e Discriminação (CPAMAS) da Justiça Federal da 5ª Região finalizaram, ontem (11/06), o curso de capacitação do grupo, que contou com atividades virtuais e presenciais. A ação, que teve carga horária total de 20 horas, representa um avanço significativo na qualificação dos(as) profissionais responsáveis pelo acolhimento de vítimas e pela construção de uma cultura organizacional mais respeitosa e inclusiva.

    A formação integrou conceitos fundamentais sobre vulnerabilidade no ambiente de trabalho, com atividades que abrangeram análise de casos reais; inventário sobre vulnerabilidade organizacional; reflexões sobre estilos de liderança e cultura organizacional; e a construção colaborativa de enunciados e orientações para um atendimento mais acolhedor. 

    As ações presenciais foram realizadas nos dias 8 e 9 de maio, durante o II Encontro das Comissões de Prevenção ao Assédio e à Discriminação da Justiça Federal da 5ª Região. O evento reuniu magistrados(as), servidores(as), terceirizados(as) e representantes das comissões de Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe, na subsede da Justiça Federal na Paraíba (JFPB).  Várias atividades foram realizadas durante o encontro, como uma oficina sobre escuta segura, triagem e encaminhamentos adequados aos casos de sofrimento gerados pelos relacionamentos nos ambientes de trabalho.

    A capacitação foi promovida pelo núcleo da Escola de Magistratura Federal da 5ª Região (ESMAFE) da Seção Judiciária da Paraíba e está em consonância com a Resolução nº 351/2020 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que instituiu, no âmbito do Poder Judiciário, a Política de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação.

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • CAOCrim e Gedir emitem orientação técnica sobre violência psicológica com uso de IA

    CAOCrim e Gedir emitem orientação técnica sobre violência psicológica com uso de IA

    O Centro de Apoio Operacional Criminal (CAOCrim) e o Núcleo de Gênero, Diversidade e Igualdade Racial (Gedir) emitiram a Orientação Técnica Conjunta nº 03/2025, com o objetivo de auxiliar os membros e as membras do Ministério Público da Paraíba no enfrentamento dos novos delitos digitais, sem caráter vinculativo, em especial a violência psicológica contra a mulher com uso de inteligência artificial.

    A orientação é assinada pelos promotores de Justiça Ricardo Alex Almeida Lins (coordenador do CAOCrim) e Liana Espínola Pereira de Carvalho (coordenadora do Gedir). No material, registra-se que a violência psicológica já era reconhecida na Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006) como uma forma de agressão contra a mulher. Entretanto, com a promulgação do artigo 147-B, introduzido pela Lei nº 14.188, de 2021, o Código Penal passou a tipificar expressamente essa modalidade de violência como crime. 

    Apenas quatro anos depois, tal tipo penal precisou ser atualizado, em razão do avanço da inteligência artificial generativa. “Diante desse cenário, a Lei nº 15.123, de 24 de abril de 2025, passou a adaptar o direito penal aos crimes emergentes, especialmente à manipulação psicológica viabilizada por tecnologias como as deepfakes e outras formas de mídia sintética, prevendo o aumento da pena prevista no art. 147-B em 50% nos casos em que o crime envolva o uso dessas ferramentas, para alterar imagem ou voz da vítima”, destaca o promotor Ricardo Lins.

    A promotora Liana Espínola explica como a inteligência artificial pode ser usada para provocar violência psicológica contra a mulher. “No contexto da violência psicológica, a IA pode ser utilizada para criar deepfakes que consistem em vídeos falsos em que a vítima aparece em situações humilhantes, vexatórias, constrangedoras ou de conteúdo sexual (pornografia falsa ou não consensual), além da prática de phishing. Também pode ser empregada na manipulação de voz, por meio da alteração de áudios, para simular falas comprometedoras ou ainda na geração de imagens sintéticas, ou seja, fotografias falsas que retratam a vítima em contextos completamente inexistentes”.

    A orientação técnica destaca que o tipo penal não se restringe aos âmbitos afetivo, doméstico e familiar de que trata a Lei Maria da Penha, abrangendo outras formas de violência contra a mulher ocorridas no âmbito estatal, comunitário, religioso e trabalhista, por exemplo. Além disso, a violência psicológica não exige habitualidade (reiteração de condutas), consumando-se com apenas um ato, cuja gravidade concreta já cause um dano emocional significativo. 

    Também é destacado pelo coordenadores do CAOCrim e do Gedir que a causa de aumento da pena em 50% com o uso da IA evidencia o agravamento da reprovabilidade da conduta, dada sua potencialidade de difusão em massa, dificuldade de remoção e elevado impacto emocional, inclusive com efeitos permanentes na imagem e vida social da vítima.

    A produção do documento contou com a colaboração dos assessores Maurício Acioli e Márcia Crispim e traz orientações sobre a violência psicológica contra a mulher, sobre o cabimento de medidas despenalizadoras, sobre os elementos do crime (sujeitos, resultados, conduta, voluntariedade, consumação e tentativa) e sobre a majorante da pena com o uso da IA, além de jurisprudência temática selecionada com links de acesso ao inteiro teor das decisões.

    Confira a orientação técnica AQUI.

  • Funcionamento do Judiciário estadual nesta sexta-feira será das 8h às 12h e das 13h às 17h

    Nesta sexta-feira (13), o expediente em todo o Poder Judiciário estadual será das 8h às 12h e das 13h às 17h, conforme determina o Ato Conjunto nº 05/2024, assinado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, Ministério Público estadual e Defensoria Pública.

    A mudança no horário de funcionamento das comarcas de entrância inicial e final e também do 2º Grau tem como objetivo compensar o ponto facultativo do dia 23 de junho, véspera do feriado de São João (24).

    Nos dias 20 e 23 de junho, o Judiciário estadual funcionará em regime de plantão, tanto no 1º quanto no 2º Grau de jurisdição. As unidades plantonistas podem ser consultadas no site do Tribunal de Justiça da Paraíba, por meio do banner ‘A Justiça Não Para’.

    Por Marcus Vinícius

     

  • TJPB disponibiliza vacinas contra Influenza, Difteria, Tétano, Covid, Febre Amarela, Tríplice Viral e Hepatite B

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    A Diretoria de Gestão de Pessoas (Digep), por meio da Gerência de Qualidade de Vida (Gevid) do Tribunal de Justiça da Paraíba, divulgou um calendário de vacinação de combate a vários tipos de doenças. A partir do dia 25 deste mês, o Poder Judiciário estadual vai disponibilizar vacinas contra Influenza, Difteria, Tétano, Covid (para grupos prioritários), Febre Amarela, Tríplice Viral e Hepatite B. Segundo a gerente da Gevid-TJPB, Valéria Beltrão, os imunizantes estarão disponíveis para todas as pessoas que procurarem o serviço.

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    Diretor da Digep, Einstein Roosevelt

    “Ações como essa mostram a preocupação da Presidência do Poder Judiciário estadual com a saúde da população paraibana”, comentou o diretor da Digep, Einstein Roosevelt Leite.

    Segundo a gerente da Gevid, Valéria Beltrão, além de servidores(as) magistrados(as) e colaboradores(as), o TJPB vai disponibilizar imunizantes para toda a sociedade. “A finalidade é a prevenção e promoção à saúde. Não esquecer de levar a carteirinha de vacinação”, alertou.

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    Valéria Beltrão

    A gerente disse, ainda, que todas as unidades judiciárias do Estado já têm as doses necessárias para aplicação das vacinas. “Essa ação envolve uma parceria com a Secretaria Estadual de Saúde e o apoio de cada Secretaria Municipal, para as devidas aplicações das doses. Basta o diretor de cada fórum solicitar. No caso de João Pessoa, a Diretoria de Gestão de Pessoas solicita as doses sempre no início de cada ano”, explicou Valéria Beltrão.

    Calendário Na Capital, a campanha tem início no Palácio da Justiça (25/06), depois segue para o Fórum Cível de João Pessoa, Escola Superior da Magistratura (Esma) e Corregedoria-Geral de Justiça (26/06), depois para o Fórum da Infância e da Juventude, Fórum Regional de Mangabeira e Fórum Criminal (27/06). O último dia da campanha de vacinação será no Anexo Administrativo (antigo Colégio João XXIII), no dia 30/06.

    Por Fernando Patriota

     

  • TJPB vai desenvolver projetos de enfrentamento à violência contra mulher, em unidades prisionais

    A Coordenadoria da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Tribunal de Justiça da Paraíba vai implantar dois projetos de enfrentamento à violência contra o público feminino, nas unidades prisionais de João Pessoa. Um deles será realizado no Presídio do Róger, onde ficam os presos provisórios, aguardando sentença. Nessa unidade, o Poder Judiciário estadual vai instalar ‘salas de conversa’ com homens que infringiram a Lei Maria da Penha (11.340/2006). A Iniciativa é uma parceria com a Vara de Execuções Penais (VEP) da Capital, Defensoria Pública e Secretaria de Estado da Administração Penitenciária.

    Segundo a coordenadora da Mulher do TJPB, juíza Graziela Queiroga, as rodas de conversa com presos provisórios sobre violência doméstica representam uma estratégia de intervenção social, educativa e preventiva dentro do sistema prisional. “Elas (as rodas de conversa) visam não apenas promover a conscientização sobre os impactos da violência nas relações familiares e afetivas, mas, também, criar um espaço de escuta, reflexão e responsabilização sobre comportamentos e atitudes que contribuem para ciclos de agressão”, comentou a magistrada.

    A segunda iniciativa é voltada aos homens privados de liberdade, que já foram sentenciados e estão cumprindo pena em regime fechado. A Coordenadoria da Mulher, também em conjunto com a (VEP) da Capital, Administração Penitenciária e Defensoria Pública, vai desenvolver a leitura e diálogos como remição de pena. “Por meio de uma equipe capacitada, esses homens terão acesso à leitura sobre temas ligados à violência contra a mulher. A temática é voltada a toda população carcerária da unidade prisional, independente que o preso esteja condenado por crime contra mulher”, comentou Graziela Queiroga. A previsão é que esses projetos passem a funcionar em agosto.

    A remição por leitura permite a redução do tempo de cumprimento da pena para presos em regime fechado ou semiaberto, através da leitura de livros. Cada livro lido pode representar quatro dias de remissão, com um limite de 12 livros por ano e, portanto, 48 dias remidos anualmente. Essa prática é regulamentada pela Resolução nº 391/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    Por Fernando Patriota

     

  • MP recomenda devolução de taxa de inscrição a doadores de medula em concurso de JP

    MP recomenda devolução de taxa de inscrição a doadores de medula em concurso de JP

    O Ministério Público da Paraíba recomendou à Prefeitura de João Pessoa que adote as medidas administrativas necessárias para devolução dos valores referentes ao pagamento das taxas de inscrição do Concurso Público Municipal para os cargos de Agente de Combate a Endemias e Agente Comunitário de Saúde, Edital nº 01/2024, aos candidatos comprovadamente doadores de medula óssea à rede hospitalar pública ou conveniada com o SUS no Município de João Pessoa,conforme determina a Lei Municipal nº 14.182/21.

    A recomendação foi expedida pela 46ª promotora de Justiça da Capital, Fabiana Lobo, que atua na defesa da cidadania e direitos fundamentais. A promotora explicou que a recomendação é resultado de inquérito civil público instaurado para investigar possível descumprimento da Lei Municipal nº 14.182/21/João Pessoa, no Edital do Concurso Público nº 01/2024, promovido pela banca Idecan, no tocante à não concessão de isenção da taxa de inscrição para os candidatos doadores de medula óssea.

    A Lei Municipal nº 14.182/21 determina a isenção do pagamento de taxa de inscrição, em concursos públicos nos órgãos municipais da administração direta e indireta, para pessoas doadoras de sangue ou medula óssea à rede hospitalar pública ou conveniada com o SUS no Município de João Pessoa.

    A Promotoria de Justiça notificou o Município de João Pessoa e a resposta apresentada pela banca Idecan foi de que a norma em questão havia sido revogada. Notificada pelo MPPB, a Câmara Municipal de João Pessoa encaminhou resposta da qual se infere que a Lei Municipal nº 14.182/21 se encontra em vigor.

    Ainda conforme a promotora de Justiça, como já houve a divulgação do resultado final do concurso no mês de janeiro, não seria razoável pedir a nulidade do certame. “Não obstante, por outro lado, verifica-se que houve descumprimento de lei municipal, que prevê a isenção da taxa de inscrição para o candidato que comprove ser cadastrado como doador de médula óssea nos hemocentros estaduais, desde que apresente documento expedido pela unidade coletora”, afirma promotora.

    O MP concedeu prazo de 15 dias úteis para a prefeitura manifestar acerca do atendimento espontâneo da recomendação.