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  • TJPB abre inscrições para lista tríplice de jurista suplente do TRE-PB

    O Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba (TJPB), por meio do Edital nº 04/2025, informa a abertura de inscrições para a formação de lista tríplice destinada ao preenchimento de uma vaga de membro suplente, na categoria de jurista, do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). A seleção ocorre em razão do término do biênio do juiz Saulo Medeiros da Costa Silva, encerrado em 18 de agosto de 2024.

    Os advogados interessados em concorrer à vaga devem enviar seus requerimentos exclusivamente por meio do e-mail institucional astple@tjpb.jus.br, no prazo de cinco dias contínuos a contar da publicação do edital. Os candidatos devem observar rigorosamente os critérios estabelecidos na Resolução nº 23.517/2017 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e na Resolução nº 36/2021 do TJPB.

    As referidas normas tratam da formação de listas tríplices para composição dos Tribunais Regionais Eleitorais por advogados, tanto como titulares quanto suplentes, regulamentando requisitos, procedimentos e prazos.

    A vaga em disputa será ocupada por um novo jurista suplente em substituição ao indicado George Salomão Leite.

    O edital foi assinado pelo Diretor Especial do TJPB, Robson de Lima Cananéa.

    Por Lenilson Guedes

     

  • Mais Médicos abre três mil vagas para ampliar atendimento e reduzir tempo de espera no SUS

    O Ministério da Saúde lança nesta sexta-feira (2/05) um novo edital do Programa Mais Médicos para ampliar o acesso à atenção primária no Sistema Único de Saúde (SUS). Com um total de 3.174 vagas, 3.066 serão distribuídas entre 1.620 municípios e 108 destinadas a 26 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), fortalecendo a assistência nas regiões remotas e de maior vulnerabilidade social. Os médicos interessados poderão se inscrever a partir da próxima segunda-feira (5) até o dia 8 de maio.

    “Existe uma importante conexão entre o Mais Médicos, o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, e o nosso esforço contínuo em acelerar o atendimento especializado no SUS, que é uma das principais preocupações da nossa gestão. A atuação integrada desses profissionais, pelo prontuário eletrônico e os fluxos que vão reduzir o tempo de espera do paciente, vai facilitar o acesso à média e alta complexidade para todos os cidadãos”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha

    Os profissionais do programa integram as equipes de Saúde da Família, que oferecem atendimento e acompanhamento mais próximos da população. Quando necessário, encaminham os pacientes para consultas com especialistas. As informações são registradas no Prontuário Eletrônico (e-SUS APS), o que permite a integração dos dados do paciente entre a atenção primária e a especializada, incluindo consultas e exames.

    Mais Médicos levará assistência médica onde mais precisa

    Neste edital, a oferta das vagas do programa considerou o cenário atual de distribuição de profissionais no país, segundo Demografia Médica 2025. Lançado na última quarta-feira (30/04), o estudo aponta a proporção de médicos por habitante nas diferentes regiões do país. A prioridade do Mais Médicos é atender aquelas de maior vulnerabilidade social e com menor número de profissionais. As vagas do edital contemplam, em sua maioria, regiões vulneráveis de municípios de pequeno porte (75,1%), médio porte (11,1%) e grande porte (13,8%).

    “Mais uma vez, o Mais Médicos está cumprindo seu papel de prover profissionais para as áreas mais remotas e de maior vulnerabilidade, ao mesmo tempo em que possibilita ofertas de formação para os médicos, que vão desde a especialização em Medicina de Família e Comunidade até o mestrado e doutorado em Saúde da Família. Isso significa um melhor cuidado para a população e profissionais mais qualificados para a atenção primária à saúde”, destacou o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço.

    As oportunidades estão distribuídas entre três perfis: médicos formados no Brasil com registro no CRM, médicos brasileiros formados no exterior e médicos estrangeiros habilitados. Para os dois últimos perfis, é obrigatória a aprovação no Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv), um treinamento específico para atuação em situações de urgência, emergência e no enfrentamento de doenças prevalentes nas regiões de trabalho.

    O Programa Mais Médicos garante assistência a mais de 63 milhões de brasileiros em todo o país. Com a meta de alcançar 28 mil profissionais, atualmente conta com cerca de 24,9 mil médicos atuando em 4,2 mil municípios — o que representa 77% do território nacional. Dentre essas localidades, 1,7 mil apresentam altos índices de vulnerabilidade social. Em dezembro de 2024, o programa alcançou um marco histórico ao registrar o maior número de médicos em atividade nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), com 601 profissionais atuando nessas regiões.

    Cadastro Reserva: agilidade na reposição de vagas

    Em março deste ano, o Ministério da Saúde lançou um novo chamamento público para adesão e renovação de vagas por parte dos municípios e do Distrito Federal no programa, com uma importante novidade: a possibilidade de cadastro reserva.

    Ao todo, 2.450 municípios e 8 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) que já haviam preenchido vagas por meio de editais anteriores puderam ingressar no cadastro reserva.

    Esse mecanismo oferece flexibilidade e agilidade na reposição de profissionais, permitindo que municípios e DSEIs atendam rapidamente à demanda por médicos assim que a necessidade for identificada.

    Acesse o chamamento público

    Simone Sampaio
    Ministério da Saúde

  • TRFMED altera regras de adesão e cancelamento Última atualização: 02/05/2025 às 10:47:00

    O TRFMED anunciou importantes mudanças em suas políticas de adesão e cancelamento, visando otimizar os processos operacionais da Autogestão.

    Com a publicação da Instrução Normativa nº 03/2025, a partir de maio/2025, a cobertura assistencial para novos ingressos terá início sempre no primeiro dia de cada mês. Para garantir a efetivação da adesão nesta data, o pedido completo, com todos os dados e documentos requeridos, deverá ser enviado até o dia 20 do mês anterior. Para aderir os novos titulares utilizam o Sistema Adesão On Line. Já para inclusão de dependentes e agregados, o titular deve utilizar o Portal do Beneficiário.

    Caso deseje cancelar o plano ou excluir algum dependente ou agregado, o titular deve requerer, por meio do Portal do Beneficiário, até o dia 20 do mês para que o desligamento seja efetivado no primeiro dia do mês seguinte.

    A diretoria do TRFMED ressalta a importância de os beneficiários estarem atentos aos novos prazos para evitar transtornos e garantir o acesso aos serviços de saúde oferecidos pelo plano.

    Consulte o conteúdo completo da Instrução Normativa no site do TRFMED/Normativos.

     

    Por: Comunicação TRFMED


  • Ministério da Saúde amplia vacinação contra hepatite A para usuários de PrEP

    O Ministério da Saúde vai ampliar a oferta de vacinação contra hepatite A. A partir de agora, as doses serão indicadas também para usuários da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), que é a profilaxia medicamentosa utilizada para prevenção de HIV. A iniciativa visa conter surtos na população adulta e atende a uma mudança no perfil epidemiológico da doença. A ampla vacinação de crianças no país levou a uma redução de mais de 95% dos casos nesse público.

    “A partir do momento que garantimos no SUS, em 2014, a ampla vacinação do público infantil, que era o público com maior risco de ter Hepatite A, a doença passou a ter uma concentração no público adulto. Os surtos descritos no país, com características semelhantes, apontam para a importância de expandir a vacinação para o público que utiliza a PrEP”, explica o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “Isso também tem um impacto na gravidade da doença, pois os casos graves acontecem, em geral, em adultos. Com esta ampliação, vamos conseguir reduzir os riscos de internação, casos graves e óbitos por Hepatite A no SUS, protegendo a população”, acrescenta.

    A meta é vacinar 80% de todas as pessoas que utilizam a PrEP, que somam atualmente mais de 120,7 mil usuários no Sistema Único de Saúde (SUS). A imunização será realizada com duas doses, com intervalo de seis meses, garantindo proteção duradoura. Para receber as doses, é necessário apresentar a receita da PrEP. O local para a vacinação será informado pelos serviços de referência onde cada um é atendido para receber os medicamentos.

    A hepatite A é uma inflamação no fígado causada por uma infecção viral, que pode resultar em complicações. A doença tende a ter mais gravidade em adultos do que em crianças. Embora a principal transmissão do vírus seja fecal-oral, a Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou, em 2016, um aumento no número de casos, mesmo em países com baixa endemicidade da doença, relacionado a práticas sexuais. A OMS indica a vacina como estratégia de prevenção.

    No Brasil, o aumento de casos de hepatite A por potencial transmissão por sexo foi identificado, pela primeira vez, em 2017 no município de São Paulo.  Na época, foram 786 diagnósticos com 2 óbitos confirmados. Outros surtos foram registrados posteriormente, com predominância na população de homens que fazem sexo com homens. Atualmente, cerca de 80% dos usuários da PrEP têm esse perfil. Os surtos foram controlados com ajuda de ações específicas de vacinação.

    Com a vacinação, casos de Hepatite A em crianças caiu mais de 95%

    Com a inclusão da vacina contra hepatite A no SUS em 2014, o número de casos da doença teve uma queda contínua no país todo, passando 6.261 casos em 2013 para 437, em 2021 – ou seja, 93% a menos considerando todas as faixas etárias.

    Com a aplicação de doses em meninos e meninas a partir de 12 meses de idade e menores de 5 anos, a incidência da doença caiu bastante entre as crianças. No comparativo de 2013 a 2023, os registros diminuíram 97,3%, entre menores de 5 anos, e 99,1%, na faixa etária de 5 a 9 anos.

    Os registros voltaram a subir em 2023 por conta dos casos em adultos – dos 2.080 casos registrados naquele ano, 1.877 foram de pessoas acima de 20 anos. Entre os adultos, os homens foram os principais afetados, representando 69,5% dos infectados.

    Ministério da Saúde

  • TJPB prorroga atividades do Gabinete Virtual nas Varas Regionais das Garantias

    O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) prorrogou por 30 dias as atividades do Gabinete Virtual de 1º Grau no processamento de procedimentos pré-processuais em trâmite nas Varas Regionais das Garantias do Estado da Paraíba, conforme estabelecido no Ato da Presidência nº 64/2025. O Ato da Presidência nº 77/2025, assinado pelo presidente da Corte, desembargador Fred Coutinho, foi publicado no Diário da Justiça eletrônico de quarta-feira (30). 

    Durante o período de prorrogação, a equipe atuante será composta por até 10 servidores, designados pelos juízes coordenadores do Gabinete Virtual. Além disso, os(as) servidores(as) poderão elaborar minutas de baixa complexidade, que serão submetidas à análise e validação pelos assessores e magistrados integrantes do Gabinete Virtual, bem como será priorizado o cumprimento dos processos que envolvam depoimento especial de menores.

    As atividades continuarão a ser realizadas no regime de teletrabalho ou nas unidades de origem dos servidores, mediante utilização do sistema Processo Judicial eletrônico (PJe), sem deslocamento físico. Os servidores designados farão jus ao pagamento de até duas horas extras diárias, condicionadas à frequência e produtividade, conforme controle a ser realizado pelos juízes coordenadores. 

    Por Marcus Vinícius

     

  • CNJ publica diagnóstico inédito sobre devolução de crianças e adolescentes adotados

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou um diagnóstico inédito sobre a devolução de crianças e adolescentes em estágio de convivência ou já adotados no Brasil, resultado de parceria com a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e apoio técnico da Associação Brasileira de Jurimetria (ABJ). O estudo lança luz sobre uma temática ainda pouco documentada e que envolve grande sensibilidade: as rupturas nos vínculos estabelecidos por meio da adoção.

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    Estudo inédito divulgado pelo CNJ sobre devolução de crianças

    Entre as conclusões do diagnóstico, constata-se a ausência de mecanismos padronizados de registro das devoluções nos sistemas judiciais, o que contribui para a subnotificação desses casos. Embora a maioria das devoluções ocorra ainda durante o estágio de convivência, o estudo alerta para a necessidade de atuação preventiva mais robusta, especialmente no apoio às famílias adotantes. Outro ponto crítico evidenciado é a carência de acompanhamento posterior à sentença de adoção, situação que pode dificultar a identificação precoce de riscos e o encaminhamento de medidas de apoio antes da ruptura definitiva.

    O documento destaca também a importância de fortalecer as equipes técnicas do Judiciário e das redes de proteção, bem como de padronizar os fluxos de escuta e monitoramento, com especial atenção ao papel das audiências concentradas como instrumento preventivo.

    Juiz Hugo Zaher
    Juiz Hugo Zaher ressalta a importância do diagnóstico

    O juiz Hugo Gomes Zaher, Coordenador da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça da Paraíba, ressaltou a relevância do diagnóstico como referência para qualificação das práticas adotivas no país. “Este levantamento evidencia o quanto precisamos fortalecer o acompanhamento das famílias, desde o curso de preparação até o pós-adoção. O Tribunal de Justiça da Paraíba está atento a essas diretrizes e já vem articulando medidas para qualificar ainda mais as etapas da adoção, evitando a revitimização de crianças e adolescentes que já sofreram outras rupturas anteriores”, afirmou o magistrado.

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    Juiz Adhailton Lacet, da 1ª Vara da Infância e Juventude da Capital

    Como titular da 1ª Vara da Infância e Juventude da Capital, o juiz Adhailton Lacert informou que semestralmente são realizadas audiências concentradas, além do acompanhamento trimestral de todos os casos de crianças e adolescentes acolhidos. “Aqui os casos de devolução foram poucos e, mesmo assim, com a devida informação junto ao Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) do CNJ. Há casos, inclusive, que a parte responsável pela devolução teve sua habilitação suspensa porque devolveu a criança por mais de uma vez sem justificativa plausível”, pontuou.

    A assistente social Aline Cristina Vieira da Cunha, da equipe da 1ª Vara da Infância e Juventude da Capital, destaca a crescente realidade das devoluções de crianças e adolescentes durante o estágio de convivência na adoção. Ela reconhece avanços tecnológicos no Sistema Nacional de Adoção, como a vinculação automática e a busca ativa, mas destaca a defasagem desses avanços frente à precariedade do Sistema de Justiça e das políticas públicas de garantia de direitos. Segundo ela, a falta de concursos, o acúmulo de funções e a precarização das equipes técnicas comprometem a efetividade do processo adotivo. Ela defende a criação de uma política pública de incentivo à adoção, com atendimentos integrados, protocolos de acompanhamento do estágio de convivência, apoio psicológico, educação, saúde e incentivos financeiros. Também propõe uma preparação mais rigorosa dos pretendentes à adoção, feita por equipes especializadas. “Não podemos romantizar a adoção. Importante que os requerentes, que busquem o Judiciário e se habilitam ao processo, compreendam que a criança e adolescente aptas a adoção têm suas marcas da vida, não devendo objetificar sua realidade”.

    A psicóloga Miúcha Cabral, da equipe do Napem, destaca que as devoluções de crianças e adolescentes em processos adotivos revelam questões profundas sobre a formação de vínculos familiares que vão além do aspecto jurídico, alcançando dimensões simbólicas e afetivas. Ela ressalta que a adoção deve se fundamentar no afeto e no reconhecimento mútuo das funções parentais. A devolução gera perdas para todos os envolvidos, mas os maiores impactos recaem sobre a criança ou adolescente, cujo sofrimento emocional, intensificado por experiências anteriores de abandono, pode afetar duramente sua autoestima e capacidade de estabelecer novos vínculos. Miúcha também enfatiza a importância do uso adequado do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) para padronizar procedimentos e registrar desistências, além da necessidade de capacitação contínua tanto das equipes técnicas quanto dos pretendentes à adoção, dada a complexidade do tema.

    Thomaz Rocha, psicólogo do Napem de João Pessoa,  destaca a importância do diagnóstico do CNJ, considerando-o uma ferramenta essencial para refletir sobre um tema sensível e pouco discutido. Ele ressalta que essa preocupação já vinha sendo apontada por pesquisas acadêmicas na área da psicologia e por documentos como o elaborado pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco. Rocha enfatiza a grande diversidade nas formas de preparação e avaliação dos postulantes à adoção, especialmente no formato dos cursos preparatórios e nos critérios usados pelas equipes interdisciplinares. O diagnóstico do CNJ, segundo ele, reforça a necessidade de critérios mínimos padronizados e destaca pontos cruciais como a análise das motivações, expectativas e preparo emocional dos adotantes para lidar com os desafios do processo de adoção.

    O Tribunal de Justiça da Paraíba acompanhará atentamente as conclusões do diagnóstico e estuda a adoção de medidas alinhadas às recomendações do CNJ, com foco no aprimoramento dos fluxos de acompanhamento das adoções, fortalecimento das equipes técnicas das comarcas e estruturação de ações de prevenção à devolução, especialmente nos períodos de estágio de convivência e pós-adoção.

    O diagnóstico completo está disponível no site do Conselho Nacional de Justiça e representa um passo importante para a consolidação de políticas judiciárias que assegurem o direito à convivência familiar de forma segura, duradoura e humanizada.

    Gecom-TJPB

     

  • Nupemec conclui etapa teórica da Formação de Mediadores e Conciliadores Judiciais

    “O curso, não apenas ensina técnicas: ele molda agentes de paz, pessoas capazes de oferecer à sociedade alternativas humanas e eficazes para a resolução de conflitos”. Esta foi a avaliação da servidora Naiara Fraccaro, que participa da Formação de Mediadores e Conciliadores Judiciais Voluntários do Poder Judiciário estadual.

    A etapa teórica do curso foi concluída com a simulação de caso de mediação familiar. O curso conta com a participação dos candidatos convocados por meio do processo seletivo realizado em fevereiro (Edital nº 01/2025). Além da Fundamentação Teórica, com carga horária de 40 horas, a formação seguirá com o estágio supervisionado (60 horas) nos Cejuscs do estado.

    A formação é promovida pelo Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec) do TJPB (coordenado pelo desembargador Horácio Melo), em parceria com a Escola Superior da Magistratura (Esma). A medida faz parte da Política Nacional de Incentivo aos Métodos Autocompositivos, estabelecida pela Resolução Conselho Nacional de Justiça (CNJ) nº 125/2010.

    Juíza Ana Amélia Alecrim Câmara

    De acordo com a juíza Ana Amélia Alecrim Câmara, que também atua como  instrutora do curso, a formação contribui para o aprimoramento da missão do Judiciário, por meio da prestação de serviços de qualidade social, técnica e ética.

    “No primeiro ciclo do curso, formamos 20 cursistas e adotamos treinamento baseado em competências, proporcionando-lhes uma visão holística do ser humano. Temas como a cultura da paz, a comunicação não-violenta, a inteligência emocional, a escuta ativa, o código de ética do mediador e conciliador foram abordados, além de todo conteúdo programático do anexo III da Res. 125/2010”, explicou a magistrada.

    Ana Amélia acrescentou que a formação é resultado das ações concretas do Nupemec e do TJPB na busca por uma justiça humanizada e humanizadora, que dá voz ao cidadão, através do incentivo aos métodos autocompositivos.

    As demais instrutoras enalteceram a formação, conforme opinou Silvana Vasconcelos: “Acredito profundamente no poder dos métodos autocompositivos para construir pontes e promover a cultura da paz, dentro ou fora do Judiciário”.

    Para a instrutora Ilma Polman, a formação de um  mediador “faz nascer um novo indivíduo, que passa a ter condição de acessar o conflito, sabendo conduzir o processo com as ferramentas  apropriadas”. 

    Também a instrutora Tatianne Lacerda ressaltou a relevância da iniciativa do TJPB. “As formações continuadas são fundamentais para o desenvolvimento técnico e humano dos novos mediadores, garantindo uma atuação ética, qualificada e sensível às realidades dos envolvidos”, disse.

    Por Gabriela Parente

     

  • Ministério da Saúde recebe 1,3 milhão de doses da vacina contra a Covid-19 nesta quinta (1º)

    O compromisso do Ministério da Saúde com a retomada da cobertura vacinal no Brasil ganhou mais um reforço. Nesta quinta (1º), mais de 1,3 milhão de doses da vacina contra a Covid-19 para a população adulta foram recebidas pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Guarulhos (SP). A entrega faz parte da primeira remessa, que tem 7,4 milhões de doses previstas.  

    “Essa entrega aconteceu em 14 dias. Foi um recorde, mais rápido até mesmo que no período da pandemia. Isso mostra a garantia e a segurança da empresa que está fornecendo para o Ministério da Saúde”, declarou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Durante a agenda, Padilha destacou que o contrato firmado assegura a oferta das vacinas mais atualizadas contra a Covid-19 pelos próximos dois anos. Com isso, todos os públicos recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) terão acesso à imunização. A previsão é que, já na próxima semana, os estados comecem a receber as novas doses atualizadas.

    Esse quantitativo é o primeiro a ser entregue de uma compra total de 57 milhões de doses fechada em abril deste ano. As vacinas serão enviadas à pasta de forma parcelada, conforme a adesão da população no país, para garantir a oferta da versão mais atualizada aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A distribuição para os municípios fica sob responsabilidade dos estados, que receberão as vacinas pelo Ministério da Saúde. 

    A previsão para 2025 é aplicar mais de 15 milhões de doses. A vacina contra Covid-19 é recomendada para crianças menores de 5 anos, idosos, gestantes e grupos especiais, como imunocomprometidos, ribeirinhos, quilombolas e pessoas com comorbidades. A população adulta que ainda não tomou nenhuma dose também deve se vacinar.

    vacina covid19
    Foto: Walterson Rosa/MS

    Cobertura vacinal 

    Desde o início da imunização contra a Covid-19, em 2021, mais de 568,8 milhões de doses da vacina foram aplicadas na população geral brasileira. Somente no ano passado, foram mais de 12,3 milhões.

    Vacina garantida 

    A compra das 57 milhões de doses faz parte de uma ata de registro de preços finalizada no final de 2024, com previsão de execução em até dois anos. Todas as aquisições previstas seguirão critérios de atualização tecnológica, com a entrega das versões mais recentes disponíveis, desde que licenciadas pela Anvisa e solicitadas pelo Ministério da Saúde.  

    A medida garante que o fornecimento seja feito de forma gradual e com os produtos mais atualizados do mercado. Apesar da validade de dois anos, os valores previstos no contrato podem ser integralmente utilizados antes do prazo, caso haja necessidade e disponibilidade orçamentária. 

    Ana Freire
    Ministério da Saúde

  • TJPB participa do 1º FestLabs Nordeste e reforça compromisso com a inovação no Judiciário

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    1º FestLabs Nordeste 2025, realizado em São Luís

    “Resgatando a inovação, conectando o futuro”. Este foi o tema do 1º FestLabs Nordeste 2025, realizado em São Luís (MA), nos dias  24 e 25/04. Dentro da Política de Gestão da Inovação no Poder Judiciário estadual, uma comitiva do Tribunal de Justiça da Paraíba participou do evento, que objetivou fomentar o intercâmbio de boas práticas, incentivar a criação de soluções inovadoras e fortalecer a modernização do Judiciário, com foco nos desafios e nas oportunidades específicas da região Nordeste.

    “A participação da equipe do TJPB no FestLabs Nordeste simboliza um novo momento para o judiciário paraibano, que passou recentemente por uma reestruturação estratégica”, ressaltou o coordenador do Centro de

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    Juiz Jeremias de Cassio Carneiro de Melo

    Inteligência, Inovação e Governança (CEIInGov), juiz Jeremias de Cassio Carneiro de Melo, que integrou a comitiva do Tribunal, junto com a coordenadora de Inovação, Tatyanna Nadabia de Souza Lima Paes, e a servidora Aline Fernandes da Nóbrega.

    Segundo pontuou o magistrado, a criação da Coordenação de Inovação, subordinada à nova Gerência de Planejamento do Tribunal de Justiça, integra as ações da gestão do presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, voltadas à modernização dos serviços prestados à sociedade, com ênfase em metodologias ágeis, escuta ativa e soluções colaborativas. 

    “Além de reafirmar o compromisso institucional com a Política de Gestão da Inovação no Poder Judiciário, destacando a inovação tecnológica como vetor estratégico na transformação institucional e no aprimoramento dos serviços públicos”, enfatizou o juiz Jeremias Melo. 

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    Participação do TJPB no evento

    Para Tatyanna Nadabia de Souza: “É uma oportunidade importante para reforçar o papel da inovação como ferramenta de melhoria contínua dos serviços do Judiciário”. Ao participar de painéis, oficinas e dinâmicas interativas, a equipe do TJPB buscou novas práticas e experiências que irão fortalecer o ecossistema de inovação do Tribunal.

    Por sua vez, a servidora Aline Fernandes salientou que a experiência adquirida será fundamental para a implementação de novas iniciativas, ampliação de parcerias e desenvolvimento de soluções que aproximem ainda mais a Justiça da sociedade. “Com essa iniciativa, o TJPB avança na construção de um judiciário mais acessível, eficiente e conectado às reais necessidades da população”, realçou. 

    A programação do 1º FestLabs Nordeste 2025 incluiu discussões sobre a importância da inovação com propósito, apresentação da plataforma Jus.Br, oficinas colaborativas, a experiência da Rede de Inovação pelo Maranhão (RIMA) e um bate-papo entre coordenadores de laboratórios de inovação da região.

    Por Lila Santos e fotos do TJMA

     

  • GMF e VEP realizam inspeção técnica no Presídio Júlia Maranhão dentro do Programa Pena Justa

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    Equipes do GMF e VEP durante visita ao presídio

    Dentro do Programa Pena Justa, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF), do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Carlos Martins Beltrão Filho, e a juíza auxiliar da Vara de Execuções Penais da Comarca de João Pessoa, Andréa Arcoverde Cavalcanti Vaz, realizaram uma inspeção técnica no Presídio Feminino Júlia Maranhão, localizado no Bairro de Mangabeira, Região Sul de João Pessoa. A atividade aconteceu na tarde desta quarta-feira (30).

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    Mulheres privadas de liberdade

    O Presídio Júlia Maranhão é considerado uma unidade modelo, dentro do sistema prisional do Estado. Atualmente, conta com 216 mulheres privadas de liberdade, distribuídas em dois pavilhões, sendo um deles para as reeducandas em regime fechado. Do total, uma reeducanda está com um bebê e seis estão grávidas. Por lei, a mãe pode amamentar seu filho por seis meses. Durante a inspeção, todos os setores da unidade foram visitados: celas, cozinha, berçário, parlatório, auditório, ambiente de convivência e consultório médico.

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    Direção do presídio apontou melhorias

    “A Direção do Júlia Maranhão trabalha muito bem e tem todo o apoio da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária. Somado a isso, todos os pedidos que chegam à Justiça são devidamente analisados, A convivência com todas e também os pedidos que são apresentados à justiça, eles são devidamente examinados, no prazo legal e razoável”, comentou Carlos Beltrão. O desembargador ressaltou que, com base no que foi visto, um relatório da visita será encaminhado à Secretaria da Administração Penitenciária e ao CNJ.

    “Neste documento, vamos apontar eventuais deficiências e o que precisa ser corrigido, inclusive com base na nova política de encarceramento do Conselho Nacional de Justiça e do Programa Pena Justa”, adiantou o supervisor do GMF-TJPB.

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    Equipe do GMF durante a inspeção

    Para a juíza da VEP, o Presídio Júlia Maranhão funciona de forma regular, com todas as assistências previstas na lei da Execução Penal. “Estamos muito felizes com a visita do GMF, para conhecer nossa rotina e buscar sempre melhorias para o sistema penitenciário. Mensalmente, realizamos visitas ao Júlia Maranhão, sempre com entrevistas com reeducandas, para tirar as dúvidas, analisar as questões jurídicas e também com a diretora da penitenciária, para ver as questões de funcionamento das assistências que ocorrem na penitenciária”, informou Andrea Arcoverde.

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    Autoridades durante inspeção no Presídio Júlia Maranhão

    A magistrada lembrou que as inspeções são feitas em conjunto com a Corregedoria-Geral de Justiça do TJPB, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Gerência Executiva do Sistema Prisional (Gesip) e Gerência de Ressocialização. Quem também participou da inspeção foi a gerente do GMF-TJPB, Carmen Lúcia Fonseca.

    Segundo o secretário estadual de Administração Penitenciária, João Alves, a visita do GMF é fundamental, com base nas medidas que o CNJ está adotando, em âmbito nacional. Nessa visita gera-se um diagnóstico sobre a situação do presídio, que na nossa visão está dentro da normalidade. Nós temos mais de 200 reeducandas e não temos nenhum incidente. Iremos continuar cumprindo a legislação penal e as orientações do Poder Judiciário estadual”, comentou.

    Por Fernando Patriota

    Fotos: Ednaldo Araújo