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  • Confirmada condenação de servidora do INSS acusada de peculato digital e corrupção passiva Última atualização: 29/04/2025 às 10:37:00

    A Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 manteve, por unanimidade, a condenação de uma servidora do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informações da Administração Pública e corrupção passiva, previstos nos artigos 313-A e 317 do Código Penal, respectivamente. A decisão confirmou a sentença da 2ª Vara da Justiça Federal no Rio Grande do Norte, que fixou a pena em seis anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial semiaberto, além de multa, e ressarcimento aos cofres públicos no valor de R$ 500 mil.

    De acordo com a denúncia, M. E. S. recebeu vantagem indevida de beneficiários(as) do INSS para prorrogação de auxílio-doença. A acusada também teria inserido dados falsos, por 48 vezes, no sistema de perícia médica, nos processos de beneficiários(as) da Previdência Social, prorrogando, indevidamente, os benefícios por incapacidade laborativa, sem submissão à necessária perícia médica, causando prejuízo de, aproximadamente, R$ 1 milhão.

    Com relação ao crime de corrupção passiva, a defesa sustentou que seria necessária a identificação de supostas pessoas eventualmente favorecidas. Quanto ao crime de inserção de dados falsos, alegou que não ficou comprovada a existência do delito.

    Para o relator do processo, desembargador federal Edvaldo Batista, no entanto, a servidora pública tinha total consciência da ilicitude dos seus atos, e a acusação reuniu importantes provas de ordem documental e técnica, que demonstram os crimes. Ainda segundo o magistrado, a intenção da ré ficou comprovada, inclusive pelo recebimento de valores de beneficiários da Previdência, devidamente identificados.

    “Tem-se, portanto, como juridicamente justificada a responsabilização penal da apelante, visto que robustamente lastreada em hígidas provas de que as condutas da ré foram indiscutivelmente animadas pelo elemento subjetivo (dolo), visto que firme e deliberadamente direcionadas a promover, irregularmente, na então condição de servidora pública federal do INSS, a indevida prorrogação de vários benefícios de incapacidade laborativa, sem a realização das respectivas periciais médicas, causando prejuízo à autarquia previdenciária”, concluiu o relator.

    PROCESSO Nº: 0811154-54.2022.4.05.8400

     

    Por: Divisão de Comunicação Social TFR5


  • Alienação parental é forma grave de abuso e pode levar à suspensão do poder familiar

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    Alienação parental prejudica desenvolvimento dos filhos

    A alienação parental é uma forma grave de abuso emocional em que um dos genitores, ou alguém que tenha a criança sob sua autoridade, influencia negativamente o filho contra o outro genitor, causando prejuízos severos ao seu desenvolvimento psicológico e afetivo. Esse fenômeno, embora às vezes sutil, é profundamente destrutivo, pois compromete a construção da identidade da criança e o seu direito de conviver livremente com ambos os pais.

    No Brasil, a Lei nº 12.318/2010 reconheceu formalmente a alienação parental como prática prejudicial e estabeleceu medidas para sua prevenção e punição. Entre essas medidas, destacam-se a advertência, a alteração da guarda e até a suspensão do poder familiar em casos extremos. Na sexta-feira (25), foi comemorado o Dia Internacional de Combate à Alienação Parental, com o propósito de conter o avanço dessa prática e exige uma ação firme por parte das famílias, profissionais de saúde, educação e do sistema de Justiça.

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    Juiz Adhailton Lacet – 1ª Vara da Infância e Juventude de JP

    De acordo o juiz titular da 1ª Vara da Infância e Juventude de João Pessoa, Adhailton Lacet Correia Porto, a alienação parental é um dos temas mais delicados tratados pelo Direito da Infância e Juventude, considerando os efeitos psicológicos e emocionais negativos que pode provocar nas relações entre pais e filhos. “A prática caracteriza-se como toda interferência na formação psicológica da criança ou do adolescente promovida ou induzida por um dos pais, pelos avós ou por qualquer adulto que tenha a criança ou o adolescente sob a sua autoridade, guarda ou vigilância”, disse o magistrado.

    Ainda segundo o juiz, o objetivo da conduta, na maior parte dos casos, é prejudicar o vínculo da criança ou do adolescente com o(a) genitor(a). “A alienação parental fere, portanto, o direito fundamental da criança à convivência familiar saudável, sendo, ainda, um descumprimento dos deveres relacionados à autoridade dos pais ou decorrentes de tutela ou guarda”, destacou Lacet.

    A observação de comportamentos, tanto dos pais, avós ou outros responsáveis, quanto dos filhos pode indicar a ocorrência da prática. No caso das crianças e dos adolescentes submetidos à alienação parental, sinais de ansiedade, nervosismo, agressividade e depressão, entre outros, podem ser indicativos de que a situação está ocorrendo. No caso dos pais, avós ou outros responsáveis, a legislação aponta algumas condutas que caracterizam a alienação parental.

    A alienação parental é considerada uma prática criminosa no Brasil, definida como a interferência na formação psicológica de uma criança ou adolescente para que ela repudie o outro genitor ou prejudique a relação com ele. A Lei nº 12.318/2010 estabelece as sanções para quem pratica esse ato, que pode incluir advertência, ampliação do regime de convivência, multa, acompanhamento psicológico, alteração da guarda ou suspensão da autoridade parental.

    Dentre as práticas capazes de configurar a alienação parental, a legislação prevê as seguintes: realizar campanha de desqualificação da conduta do genitor no exercício da paternidade ou maternidade; dificultar o exercício da autoridade parental, o contato da criança ou do adolescente com o genitor e o exercício do direito regulamentado à convivência familiar; omitir deliberadamente ao genitor informações pessoais relevantes sobre a criança ou o adolescente, inclusive escolares, médicas e alterações de endereço; e apresentar falsa denúncia contra o genitor, contra familiares deste ou contra os avós, para obstar ou dificultar a convivência deles com a criança ou o adolescente.

    Também configura alienação parental mudar o domicílio para local distante, sem justificativa, visando dificultar a convivência da criança ou do adolescente com o outro genitor, com familiares deste ou com os avós. “Casos de alienação parental são frequentes nas Varas de Infância e Juventude, bem como nas varas de família, principalmente em processos litigiosos de dissolução matrimonial, onde se discute a guarda dos filhos, o que ocasiona consequências emocionais, psicológicas e comportamentais negativas a todos os envolvidos”, informou Adhailton Lacet.

    Por Fernando Patriota

     

  • Esma abre inscrições para mais um curso no mês de maio

    Estão abertas as inscrições para mais um curso que será realizado na Escola Superior da Magistratura (Esma) no mês de maio, destinado a magistrados(as) e  servidores(as) do Tribunal de Justiça da Paraíba. Os interessados podem fazer suas inscrições até o dia 9 de maio e as aulas serão ministradas de 13 de maio a 9 de junho.

    Com o tema “Prevenção e enfrentamento à discriminação: as perspectivas de gênero e raça no julgamento e atendimento ao jurisdicionado”, o curso terá como tutoras a juíza Ana Christina Soares Penazzi Coelho e Edith Ramalho Ferreira de Lima.

    A Esma já havia anunciado oito cursos que serão realizados no mês de maio: “Direitos Indígenas e Interculturalidade”, “Legislação e atendimento aplicado à pessoa com deficiência”, “Incidentes em audiências criminais”, “A diversidade sexual e de gênero e o direito antidiscriminatório”, “Formação de facilitadores de grupos reflexivos para homens autores de violência”, “Planejamento das contratações públicas e uso da inteligência artificial na elaboração de artefatos (Turma II)”, “Formação Peritos no protocolo brasileiro de entrevista forense para uso em depoimento especial” e “Antropologia jurídica”.

    Por Walquiria Maria

  • TJPB e comarcas funcionarão em regime de plantão nos dias 1º e 2 de maio

    Nesta quinta-feira, 1º de maio (Dia do Trabalhador), feriado nacional, e na sexta-feira (2), ponto facultativo, o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e 55 comarcas do Estado funcionarão em regime de plantão. A definição do expediente está prevista no Ato Conjunto nº 05/2024, assinado pelo TJPB, Ministério Público e Defensoria Pública.

    As atividades normais do Poder Judiciário estadual serão retomadas na segunda-feira (5), a partir das 7h. Para compensar o ponto facultativo do dia 2 de maio, o expediente foi antecipado para o dia 25 deste mês, em ambos os turnos.

    No 2º Grau de Jurisdição, o plantão será exercido pelo desembargador Horácio Ferreira de Melo Júnior na quinta-feira, e pelo juiz convocado José Ferreira Ramos Júnior, na sexta. As unidades responsáveis pelo plantão podem ser consultadas no site do TJPB, por meio do banner ‘A Justiça não para’.

    Por Marcus Vinícius

     

  • Saúde amplia ações na Ilha do Marajó com entrega de Caps, Telessaúde e promoção da segurança alimentar

    Saúde amplia ações na Ilha do Marajó com entrega de Caps, Telessaúde e promoção da segurança alimentar

    O Ministério da Saúde integrou a comitiva interministerial que participou das atividades do Programa Cidadania Marajó, no Pará, coordenado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), entre os dias 13 e 17 de abril. A pasta realizou uma série de entregas estratégicas no arquipélago do Marajó. Entre as ações estão a instalação de uma unidade Salta-Z para garantir água potável no Hospital Municipal de Melgaço, a implantação de oito novos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), a adesão integral dos municípios ao Programa Saúde na Escola e a inclusão de toda a região no Programa Nacional Telessaúde.

    “São ações estruturantes para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) nos municípios marajoaras, com foco em saúde mental, acesso à água, atenção à infância e ampliação da assistência digital em saúde. A atuação do Ministério da Saúde reflete o compromisso do governo Lula com a redução das iniquidades territoriais e a garantia do direito à saúde para todas as populações”, afirma o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda. A articulação foi liderada pela Secretaria Executiva da pasta.

    O Programa Cidadania Marajó envolve diversos ministérios em ações voltadas à promoção da cidadania, garantia de direitos sociais e enfrentamento das vulnerabilidades históricas que marcam o arquipélago do Marajó – uma das regiões mais desafiadoras do país do ponto de vista socioeconômico e sanitário.

    • Implantação de oito novos Caps

    O arquipélago será contemplado com oito novos Caps, fortalecendo a rede de cuidado em saúde mental. A medida amplia o acesso à atenção psicossocial em territórios isolados, com forte presença de comunidades tradicionais e ribeirinhas;

    • 100% dos municípios do Marajó no Programa Saúde na Escola

    Pela primeira vez, todos os municípios do arquipélago aderiram ao Programa Saúde na Escola, promovendo ações de prevenção, promoção e cuidado em saúde em 724 escolas;

    • 100% dos municípios do Arquipélago estão contemplados com o Telessaúde

    Todos os municípios do Marajó passarão a integrar o Programa Nacional Telessaúde, ampliando o acesso à assistência especializada, à educação permanente de profissionais e ao suporte remoto à rede de atenção;

    • 100% dos municípios com recursos para promoção da segurança alimentar

    Todos os 17 municípios do Marajó receberam recursos do Ministério da Saúde para a execução ações de promoção da segurança alimentar e nutricional. Com isso, a região vai fortalecer o acesso a alimentos de qualidade, com respeito a cultura alimentar local;

    • Mais acesso à saúde reprodutiva

    Com foco na ampliação da atenção à saúde da mulher, a pasta realizou a capacitação de enfermeiras do SUS para a oferta do Dispositivo Intrauterino (DIU). É uma ação que amplia o cuidado integral à saúde sexual e reprodutiva e o acesso a métodos contraceptivos;

    • Acesso à água segura para uso hospitalar

    A Fundação Nacional de Saúde (Funasa) realizou a entrega de uma nova unidade Salta-Z no Hospital Municipal de Melgaço. O equipamento garante acesso à água potável para o consumo humano e procedimentos hospitalares básicos, contribuindo para a segurança sanitária e o controle de doenças;

    • 5ª Reunião do Fórum Permanente do Marajó

    A 5ª Reunião do Fórum Permanente do Marajó foi um dos marcos da missão e contou com a presença de representantes do Ministério da Saúde, da Secretaria de Saúde do Estado do Pará, gestores municipais e sociedade civil. Também participaram Ministério da Educação, Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, além do MDHC.

    O Ministério da Saúde foi representado por integrantes da assessoria de Equidade da Secretaria Executiva, das Secretarias de Informação e Saúde Digital (Seidigi); Atenção Especializada à Saúde (Saes); Atenção Primária à Saúde (Saps); Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES) e da Funasa.

    Ministério da Saúde

  • ALPB debate descentralização de laudos e demanda por tratamentos de pessoas com TEA

    ALPB debate descentralização de laudos e demanda por tratamentos de pessoas com TEA

    Notícias

    Publicado em 28 de abril de 2025

    A Frente Parlamentar em Defesa da Saúde Mental e da Pessoa Neurodivergente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) promoveu uma audiência pública, nesta segunda-feira (28), para abordar questões relacionadas à descentralização dos laudos pela Fundação para o Desenvolvimento da Criança e do Adolescente (Funad) para pessoas autistas, a redução das filas de espera para consultas e diagnósticos, além da cobertura de tratamentos por planos de saúde.

    A audiência reuniu representantes da Funad e outros órgãos envolvidos na questão da saúde mental, visando encontrar maneiras efetivas de melhorar o acesso aos serviços necessários para as pessoas neurodivergentes e suas famílias.

    O debate foi proposto pelo presidente da Frente Parlamentar, deputado Michel Henrique, que destacou o aumento significativo na incidência de autismo e a crescente demanda por serviços especializados. “Hoje, para se ter ideia, a cada 36 pessoas, uma tem autismo. Esses números estão crescendo e isso, consequentemente, gera uma demanda que está ficando reprimida”, afirmou o parlamentar.

    Durante a audiência, foi debatida a importância de encontrar soluções para desafogar essa demanda reprimida. Michel Henrique ressaltou as diversas associações do terceiro setor que oferecem serviços relevantes, tanto no tratamento, quanto no diagnóstico de pessoas neurodivergentes. Além disso, destacou que os Centros de Reabilitação nos municípios também têm a capacidade de diagnosticar e tratar essas condições. “Hoje, nosso foco é como desafogar essa demanda. Existem filas quilométricas para conseguir tanto diagnóstico quanto tratamento”, alertou.

    A presidente da Funad, Simone Jordão, ressaltou o trabalho da fundação e do Governo do Estado na assistência às pessoas com autismo. “Eu me sinto muito honrada, enquanto uma pessoa que atua nessa área. A Funad e o Governo do Estado têm tido um papel importante”, afirmou. Ela destacou que momentos como esse são fundamentais para fortalecer o diálogo sobre a saúde mental, enfatizando que audiências públicas permitem a apresentação de propostas valiosas, tanto da sociedade civil, quanto dos órgãos públicos.

    A advogada e mãe de uma criança neurodivergente, Giovana Mayer, relatou a realidade enfrentada por muitas famílias que aguardam por diagnósticos. “Nós passamos aproximadamente um ano na fila devido à quantidade de pessoas que precisam ter acesso a um laudo para garantir direitos mínimos”, destacou Giovana. Ela mencionou que, na Paraíba, quase 10% da população tem alguma deficiência, conforme dados oficiais de uma pesquisa domiciliar divulgada pelo Governo Federal em 2022. “Isso não é uma parcela mínima; é uma boa parcela da população. A crescente incidência de autismo indica que temos ainda mais pessoas precisando ser diagnosticadas e receber tratamento”, afirmou.

    A ex-deputada federal, Edna Henrique, participou da audiência e parabenizou o compromisso da ALPB em garantir que todos tenham acesso à saúde mental adequada, promovendo a inclusão e o suporte necessário para aqueles que enfrentam desafios relacionados ao autismo e outras condições neurodivergentes.

    Também participaram do debate o vereador de Itabaiana, Vinicius Pacheco; a Conselheira Estadual da OAB-PB, Patrícia Danielle Melo; a secretária de Saúde de Monteiro, Fabiana Souza; e o administrador da ONG Papel Machê, Valdênio Dias.

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  • TRFs das 1ª, 3ª e 5ª Regiões se reúnem para debater fluxos de sistemas entre os tribunais Última atualização: 28/04/2025 às 16:12:00

    Teve início, nesta segunda-feira (28/04), o 1º Encontro Sobre Fluxo de Sistemas entre os Tribunais Regionais Federais das 1ª, 3ª e 5ª Regiões, que visa a debater a ferramenta de fluxos utilizada no PJe 2.X. O evento,  promovido pela Comissão de Informática do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, acontece no município de Marechal Deodoro (AL), até a próxima quarta-feira (30/04), e conta com o apoio logístico da Seção Judiciária de Alagoas (SJAL) e da Secretaria Municipal de Cultura daquele município. 

    Entre os temas debatidos no encontro estão: “Fluxo de Execuções Fiscais”; “Automações e Boas Práticas”; e “ Colaboração em Fluxos”.

    Participam do evento presidente da Comissão de Informática e organizador do encontro, desembargador federal Rubens Canuto;  desembargador federal  Leonardo Coutinho, que também integra a Comissão de Informática; as desembargadoras federais do Cibele Benevides e Daldice Maria Santana de Almeida (TRF3); o juiz federal auxiliar do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Adriano da Silva Araújo; o juiz federal auxiliar da Corregedoria-Regional Justiça Federal da 5ª Região, Thiago Mesquita (TRF5); os juízes federais Náiber Pontes de almeida (TRF1), Caio Moysés de Lima (TRF3) e Bruno Teixeira (JFPB); além do chefe da Divisão de Gestão do Processo Judicial Eletrônico do CNJ, Paulo Porto, da diretora-geral do TRF5, Telma Mota, e do diretor de Sistemas e Desenvolvimento do TRF5, Laureano Montarroyos. 

    Os TRFs da 1ª, 3ª e 5ª Regiões são os tribunais federais que compartilham o uso do sistema PJe 2.X. Em junho do ano passado, esses tribunais se reuniram, na Justiça Federal de São Paulo (JFSP), para o 1º Encontro PJe, que tratou de assuntos relativos ao Processo Judicial eletrônico. O evento resultou na Carta do 1º Encontro PJe, documento que declara os pontos consensuais, princípios e propósitos que são comuns aos três tribunais. 

    Por: Divisão de Comunicação Social TRF5


  • Comitê de Atenção às Pessoas Idosas do TJPB define ações para 2025

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    Reunião foi conduzida pelo desembargador João Batista Barbosa

    O Comitê de Atenção às Pessoas Idosas do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) realizou, na manhã desta segunda-feira (28), uma importante reunião para definir as ações a serem implementadas ao longo de 2025. A reunião foi conduzida pelo desembargador João Batista Barbosa, vice-presidente do TJPB e coordenador do Comitê.

    Durante o encontro, foram planejadas diversas atividades, como oficinas, cursos e webinários voltados para a promoção e defesa dos direitos das pessoas idosas. Segundo o desembargador, as ações seguem a diretriz da Resolução nº 520 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que determina que os tribunais desenvolvam políticas públicas voltadas a essa população. “Estamos cumprindo nossa obrigação, atentos à Resolução do CNJ, ao Estatuto do Idoso e à Lei Estadual nº 12.027. Levantamos essa bandeira em defesa dos direitos dos idosos”, afirmou João Batista Barbosa.

    O desembargador também destacou a estruturação e a atuação do Comitê dentro do Tribunal, ressaltando a qualidade dos seus membros. De acordo com ele, o grupo é formado por pessoas com grande afinidade e sensibilidade para lidar com questões que envolvem idosos. “É um comitê muito bem estruturado para tratarmos do tema com o maior cuidado possível e buscarmos os melhores resultados”, completou.

    Participaram da reunião a juíza auxiliar da Vice-presidência e coordenadora adjunta do Comitê, Silmary Alves de Queiroga Vita, o diretor de Governança e Gestão Estratégica, Bruno Emmanuel Medeiros de Oliveira, a chefe de Gabinete da Vice-presidência, Kelly Cristina, a representante da ouvidoria Francis Figueiredo, a representante da Gevid Andrea Lopes e a servidora Surama Monalisa Costa Sobreira.

    Por Lenilson Guedes

     

     

  • Homem é condenado a mais de 21 anos por feminicídio em João Pessoa

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    Fórum Criminal de João Pessoa

    Em julgamento realizado nesta segunda-feira (28) pelo 1º Tribunal do Júri da Capital, o réu João da Cruz Neto foi condenado a 21 anos, 7 meses e 25 dias de reclusão em regime fechado, pela prática de feminicídio qualificado. Ele foi considerado culpado pela morte de sua companheira, crime ocorrido em contexto de violência doméstica.

    Segundo a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu na madrugada de 7 de outubro de 2023, por volta das 4h, na Granja Maranata, no bairro de Mangabeira, em João Pessoa. Na ocasião, João da Cruz Neto, após ingerir bebidas alcoólicas e fazer uso da substância entorpecente cocaína, iniciou uma discussão com a sua então companheira Marineide Alves de Oliveira, que afirmou que iria embora de casa. De forma súbita, o acusado pegou uma faca tipo peixeira e golpeou a vítima no tórax, na região do esterno (osso do peito), surpreendendo-a e impossibilitando sua defesa.

    A Polícia Militar foi acionada e prendeu João da Cruz Neto em flagrante, apreendendo a arma do crime. Durante o interrogatório, o réu confessou a autoria do homicídio. O crime, segundo o Ministério Público, foi cometido de forma cruel, dificultando qualquer possibilidade de defesa da vítima.

    O Conselho de Sentença rejeitou a tese da defesa de desclassificação do crime para homicídio simples e acolheu integralmente a denúncia, que apontava as qualificadoras de motivo fútil, meio que dificultou a defesa da vítima e a condição de violência doméstica em razão do sexo feminino.

    Na sentença, o juiz Antônio Gonçalves Ribeiro Júnior destacou que o réu possui antecedentes criminais e uma conduta social negativa, associada ao uso de substâncias entorpecentes e envolvimento em diversos delitos.

    Por determinação do juiz, João da Cruz Neto não poderá recorrer da sentença em liberdade. A decisão baseou-se no artigo 492 do Código de Processo Penal e em precedente do Supremo Tribunal Federal (RE 1.235.340, Tema 1068), que mantém a obrigatoriedade de prisão para condenados com penas superiores a 15 anos.

    O réu permanecerá custodiado no Presídio Sílvio Porto, em João Pessoa, salvo decisão diversa do Juízo das Execuções Penais. O juiz também determinou a destruição da arma utilizada no crime e a comunicação do resultado do julgamento às autoridades eleitorais para a suspensão dos direitos políticos do condenado.

    Por Lenilson Guedes

  • TJPB realiza primeiro registro de decisão sobre gênero da Paraíba no Banco de Sentenças e Decisões do CNJ

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    Tribunal de Justiça da Paraíba

    A desembargadora Fátima Maranhão, presidente do Comitê de Participação Institucional Feminina do Tribunal de Justiça da Paraíba, realizou o primeiro registro do TJPB de decisão, com julgamento sob perspectiva de gênero, no Banco de Sentenças e Decisões, plataforma criada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para monitorar julgados que aplicam o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero, estabelecido pela Resolução CNJ nº 492/2023.

    O Banco de Sentenças e Decisões é gerido pelo Comitê para Acompanhamento e Capacitação sobre Julgamento com Perspectiva de Gênero, formado por representantes de todos os ramos da Justiça, das Escolas Nacionais de Formação de Magistrados (Enfam e Enamat), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da academia e da sociedade civil. A ferramenta funciona como um repositório nacional de julgados que contemplam a perspectiva de gênero e permite acompanhar a atuação dos tribunais e segmentos de Justiça nessa temática.

    Segundo dados divulgados pelo CNJ, em dois anos de vigência do Protocolo, mais de 8 mil decisões foram proferidas com base nessa diretriz, sendo a maioria oriunda da Justiça Estadual.

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    Desembargadora Fátima Maranhão – Presidente do Comitê

    A decisão registrada pela desembargadora refere-se a uma Apelação em processo de Divórcio Litigioso, julgada pela Primeira Câmara Especializada Cível do TJPB. Em decisão unânime, o colegiado manteve a sentença da 5ª Vara de Família da Comarca de João Pessoa, que decretou o divórcio e determinou a partilha igualitária dos bens adquiridos durante o casamento, com exceção de um imóvel herdado pela esposa, que permaneceu fora da divisão patrimonial.

    Na fundamentação, a relatora enfatizou a importância da aplicação do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero. “A edição do Protocolo representa um avanço e um reconhecimento de que a influência do patriarcado, do machismo, do sexismo e do racismo, enraizados em toda a sociedade, devem ser considerados como um problema estrutural e de grande influência na resolução das demandas judiciais”, destacou a desembargadora.

    O registro da decisão foi efetivado no Banco de Sentenças e Decisões em 4 de abril, marcando o início da contribuição do TJPB ao repositório nacional e reforçando o compromisso com a promoção da igualdade de gênero no âmbito do Poder Judiciário da Paraíba.

    A desembargadora Maria de Fátima ressaltou a relevância da alimentação contínua do Banco de Dados do CNJ. “É dever do Poder Judiciário atuar de maneira comprometida com a igualdade substancial de acordo com as vulnerabilidades de cada um e, assim, se tornar um verdadeiro mecanismo de transformação e garantia de emancipação social”, afirmou.

    Por Lenilson Guedes