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  • Parada programada: manutenção no Datacenter do TRF5 pode causar indisponibilidade de sistemas Última atualização: 13/03/2026 às 14:51:00

    O Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 realizará, nos dias 21 e 22 de março, uma parada programada em seu Datacenter. A interrupção, que ocorrerá durante todo o final de semana, tem como objetivo promover a modernização dos equipamentos de rede que compõem a infraestrutura principal de tecnologia da informação do Tribunal. 

    De acordo com a Divisão de Governança da Tecnologia da Informação do TRF5, ficarão temporariamente indisponíveis os seguintes serviços: 

    PJe (Processo Judicial Eletrônico) 

    SEI (Sistema Eletrônico de Informações) 

    Portal Institucional 

    Sistemas administrativos e judiciais internos 

    Relatórios processuais e administrativos do BI 

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • Com investimento de R$ 607 milhões, presidente Lula e ministro Padilha inauguram setor de trauma e clínica médica no novo Hospital Federal do Andaraí

    O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inauguram, nesta sexta-feira (13), o Setor de Trauma do novo Hospital Federal do Andaraí (HFA), referência de assistência na região da Grande Tijuca, no Rio de Janeiro, e a clínica médica da unidade. As entregas fazem parte do Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais, do Programa Agora Tem Especialistas, com investimento de R$ 607 milhões do Governo do Brasil para a retomada dos serviços, qualificação da assistência e redução de filas nas unidades.

    Com esse recurso, foi realizado o incremento do teto financeiro (Teto MAC) para ampliar o acesso a serviços de média e alta complexidade, como transplantes, tratamentos oncológicos e demais cirurgias; reabertura de leitos e dos atendimentos de emergência para aumentar a capacidade assistencial em toda a rede.

    “Antes, os pacientes diagnosticados com câncer recebiam o diagnóstico e tinham que aguardar meses até uma consulta de retorno. Com o Agora Tem Especialistas e a reestruturação dos hospitais federais, o povo tem não só um acesso mais rápido ao tratamento, como também a qualidade que ele encontra é de ponta, igual a de hospitais privados de outros países. Esse é um direito que garantimos à população brasileira”, afirmou o presidente Lula.

    Para o Setor de Trauma do novo HFA, foram destinados R$ 8 milhões, garantindo o aumento em 44% da capacidade de atendimento diário da unidade, chegando a 650 pacientes. Já a clínica médica foi totalmente reformada para melhorias estruturais e readequação dos ambientes. Atualmente, o espaço conta com 36 leitos, entre eles de enfermaria e Unidade de Cuidados Intermediários (UCI).

    A modernização e qualificação dos serviços garantem que os pacientes do novo hospital, que passou a ser administrado pela Prefeitura do Rio de Janeiro a partir de 2024, tenham um atendimento mais próximo e eficiente, além de melhorar o fluxo assistencial, com capacidade para a realização de intervenções complexas já no pronto-atendimento e no transporte entre a emergência e a internação.

    Para o ministro Padilha, a rede federal dos hospitais do Rio de Janeiro voltou a respirar. “Essa reestruturação dos hospitais federais aqui no Rio, em parceria com a prefeitura, com o Grupo Hospitalar Conceição, a Ebserh e a Fiocruz, dá ânimo aos profissionais dessas unidades, garante a qualidade do trabalho que será realizado e o acesso aos melhores cuidados aos usuários. Esses hospitais pertencem ao SUS e à população e nós seguiremos empenhados em garantir o acesso ao atendimento seguro, rápido e de mais alta qualidade para os brasileiros”, reforçou.

    Desde o início da reestruturação dos hospitais e institutos federais, o Ministério da Saúde já investiu mais de R$ 1,4 bilhão na readequação das unidades do Rio de Janeiro. Nos últimos dois anos, o novo Hospital Federal do Andaraí inaugurou mais de 140 novos leitos na unidade, representando quase o dobro de atendimentos anuais, saindo de 84 mil para 167 mil. A força de trabalho também cresceu, de 2,5 mil colaboradores para 4,2 mil.

    Outros avanços promovidos pela reestruturação

    O setor de Emergência do novo Hospital Federal do Andaraí é mais uma conquista da reestruturação realizada pelo Ministério da Saúde. A ala foi reaberta em fevereiro de 2025, após permanecer dez anos fechada devido ao sucateamento da rede federal pelo governo anterior. Antes da reestruturação, o cuidado aos pacientes em estado grave, vítimas de acidentes de trânsito, quedas e ferimentos por arma de fogo, era realizado em um hospital do centro da cidade, com deslocamento de quase 9 km para ter acesso ao serviço.

    Em maio de 2025, o HFA recebeu um acelerador linear com investimentos na ordem de R$ 13,4 milhões do Plano de Expansão da Radioterapia no SUS. A instituição, que ainda não possuía equipamento de radioterapia, agora tem capacidade para atender até 600 novos casos de câncer por ano. O ministro da Saúde também inaugurou as novas instalações do restaurante do hospital, que ficou fechado por 12 anos, com capacidade para produzir 2,4 mil refeições diárias.

    Entre outras entregas estão o Centro de Terapia Intensiva (CTI), o ambulatório e o centro cirúrgico. O centro de imagem segue com obras em andamento. A expectativa é que todo o hospital esteja reestruturado ainda no primeiro semestre de 2026.

    Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais

    Nos últimos dois anos, o Ministério da Saúde investiu R$ 1,4 bilhão, incluindo incrementos pelo Programa Agora Tem Especialistas e aumento do Teto MAC, para a readequação das unidades da rede federal do Rio de Janeiro para o enfrentamento de problemas estruturais históricos, como emergências fechadas, leitos bloqueados, déficit de profissionais e falhas de abastecimento. Ao todo, foram reabertos 335 leitos nos hospitais federais e reativadas 16 salas cirúrgicas. Como resultado, houve um aumento de 30% no número de cirurgias realizadas em um ano: foram 16.803 procedimentos em 2024 e 21.869 no ano seguinte.

    Em fevereiro de 2026, o presidente Lula e o ministro Padilha inauguraram o Centro de Emergência 24h para crianças e adultos no Novo Hospital Federal Cardoso Fontes, que, assim como o novo Hospital Federal do Andaraí, também está sob gestão municipal. O centro contou com investimento federal de R$ 100 milhões para a modernização das alas. A reestruturação do hospital ampliou em mais 70% as cirurgias e internações, reduzindo o tempo de espera para assistência à população.

    Após o primeiro ano de reabertura, a unidade realizou mais de 17 mil atendimentos, retomou o funcionamento 24 horas, ampliou a enfermaria clínica de 27 para 60 leitos, recebeu e instalou dois tomógrafos, sendo um deles adaptado para pacientes obesos, e reforçou sua força de trabalho, que atualmente conta com 2.241 profissionais.

    Ana Freitas
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde acolhe novos residentes em saúde para formação em todo o país

    Cerca de 35 mil profissionais de saúde iniciam, neste mês de março, sua formação em programas de residência médica e de residência na área profissional da saúde (uniprofissional e multiprofissional). Os novos residentes estão sendo acolhidos por instituições formadoras em todo o país. A iniciativa integra as ações do governo federal para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da ampliação da formação de especialistas em todo o território nacional. Atualmente, os programas abrangem 44 especialidades e 29 áreas de concentração, incluindo campos estratégicos como atenção à saúde da mulher e oncologia. 

    O Ministério da Saúde desempenha papel central nesse processo. Hoje, a pasta financia aproximadamente 60% das bolsas de residência médica e cerca de 90% das bolsas de residência na área profissional da saúde, evidenciando seu papel estratégico no fortalecimento dessa modalidade de formação no país.   

    Nos últimos anos, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), também houve expansão significativa dos programas e vagas, especialmente na Amazônia Legal. Na residência médica, o número de programas cresceu 27%, enquanto na residência na área profissional da saúde o aumento foi de 123%. 

    Esse avanço possibilitou a criação de 323 novas vagas de residência médica e 594 vagas na área profissional da saúde, ampliando a formação em áreas prioritárias para o SUS, como anestesiologia, cardiologia, neurologia pediátrica, pediatria, psiquiatria e medicina de família e comunidade, além de áreas como atenção em oncologia e saúde da criança, entre outras. 

    Segundo o Secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), Felipe Proenço, “a ampliação das residências em saúde é parte fundamental da estratégia do governo federal para qualificar o atendimento à população. A formação de especialistas, especialmente em regiões que historicamente apresentam a menor oferta de profissionais, é essencial para fortalecer o SUS e ampliar o acesso da população a serviços especializados de saúde e a capacidade formativa do país e responder à demanda por profissionais especialistas no SUS”.   

    O médico Luís Gustavo Soares Rodrigues, que inicia a residência em medicina paliativa no Hospital da Baleia, em Minas Gerais, tem o sonho de fazer residência desde a sua graduação o que, segundo ele, é fundamental para melhora a qualidade do seu trabalho como médico de família e comunidade e para proporcionar conforto para os pacientes em momentos difíceis. “Desde antes da graduação, eu sempre sonhei em atenuar o sofrimento de quem estava com câncer, então inicialmente eu fui para a área da Medicina de Família, onde eu me encontrei e hoje tenho a oportunidade de realizar um sonho antigo, no Hospital da Baleia, uma instituição que é uma referência para o tratamento ontológico no país”. 

    A expansão das residências integra a política de qualificação da formação em saúde e está alinhada ao programa Agora Tem Especialistas (ATE), do governo federal, que busca reduzir o tempo de espera por atendimento especializado e ampliar o acesso da população a esses serviços. A estratégia tem impulsionado a ampliação da oferta de vagas de residência em saúde em todo o país, fortalecendo a capacidade formativa do SUS e contribuindo para a redução das desigualdades regionais na distribuição de especialistas. 

    De acordo com o diretor de Programa da SGTES, Rodrigo Cariri, a expansão de residências no país é a concretização do sonho do presidente Lula em levar mais saúde e mais especialistas para cuidar da população.   

    “Quando a gente lançou o programa, Agora Tem Especialista, no Palácio do Planalto, o presidente Lula sempre foi seu sonho qualificar a atenção especializada no país, a ponto de as pessoas que precisem de uma cirurgia de tratamento de câncer, de uma hemodiálise, de um tratamento por uma condição especial, tenham acesso a um serviço de qualidade. Dessa forma, a ampliação das vagas e das bolsas de residências são, em parte, realização desse sonho”, pontuou o diretor, durante evento de acolhimento realizado nesta quinta-feira, 12/3, em Minas Gerais.   

    Na oportunidade, Cariri enfatizou a importância do estado na formação de especialistas para o país. “Minas Gerais é um estado comprometido, por isso é um dos estados que mais exporta especialistas para o Brasil”.  

    Entre os avanços mais recentes está a criação de programas inéditos na Amazônia Legal, como o primeiro programa de Oncologia Pediátrica da região, em Rondônia, e o primeiro programa regional em Atenção à Saúde da Pessoa com Deficiência, implantado no Pará e no Tocantins. Também foram abertas vagas voltadas para Saúde Indígena e Saúde do Campo, da Floresta e das Águas, ampliando a formação de profissionais preparados para atuar nas diferentes realidades e especificidades dos territórios brasileiros. 

    O representante do Ministério da Educação, Aristóteles dos Santos, ressaltou a importância da chegada dos novos residentes e afirmou que o esforço coletivo é uma prioridade do governo federal. “A conquista os residentes é uma conquista individual importante, cada um aqui sabe o quanto passou, o quanto sofreu para conseguir passar estar aqui hoje, como residente. Mas é importante a gente também ressaltar que conquistas individuais são também por conta de nossos esforços coletivos feitos para termos tantas vagas de residência no país e aqui em Minas Gerais.  

    A residência em saúde é uma modalidade de especialização baseada na integração entre ensino e serviço, realizada diretamente nos serviços de saúde, e representa um dos principais instrumentos de qualificação da força de trabalho no Sistema Único de Saúde. 

    Nádia Conceição
    Ministério da Saúde 

  • Roberto Machado recebe vista do ministro da Previdência Social Última atualização: 13/03/2026 às 11:41:00

    O presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, desembargador federal Roberto Machado, recebeu, nesta sexta-feira (13/03), a visita institucional do ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz. O objetivo foi estreitar o diálogo entre as instituições, considerando as demandas referentes à matéria previdenciária que tramitam na Justiça Federal. 

    O ministro apresentou ações que estão sendo implementadas, entre elas a teleperícia (perícias realizadas por videoconferência) e a realização de concurso público para perito médico federal. A melhoria dos processos administrativos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), as fraudes relacionadas a empréstimos consignados, as altas demandas que envolvem benefício por incapacidade no Judiciário federal e a quantidade de processos relacionados à demora no atendimento do INSS também estiveram na pauta da reunião.  

    Também participaram do encontro a vice-presidente do TRF5, Joana Carolina, o desembargador federal Leonardo Coutinho, a consultora jurídica do Ministério da Previdência Social, Isadora Camargo Laitano, a assessora especial de Controle Interno, Isadora Jinkings Melo Silva, e o assessor especial do ministro, Izac Oliveira de Menezes Júnior.  

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • Ministério da Saúde e Wellhub firmam acordo para estimular atividade física e prevenção de doenças

    O Ministério da Saúde e o Wellhub assinaram nesta quinta-feira (12) um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para ampliar iniciativas de promoção da atividade física, combate ao sedentarismo e prevenção de doenças crônicas no Brasil. A iniciativa integra a estratégia Viva Mais Brasil, que busca incentivar hábitos saudáveis e melhorar a qualidade de vida da população. 

    A parceria busca ampliar o acesso da população a informações e práticas de bem-estar por meio de ações digitais e conteúdos confiáveis sobre a temática. “O Brasil enfrenta desafios importantes relacionados ao avanço das doenças crônicas e ao envelhecimento da população. Fortalecer a prevenção e estimular hábitos saudáveis é fundamental para melhorar a qualidade de vida das pessoas e para garantir a sustentabilidade dos sistemas de saúde”, afirmou o ministro Alexandre Padilha. 

     Nesta primeira etapa, o acordo prevê três frentes principais de cooperação entre o Ministério da Saúde e o Wellhub: a criação de um módulo digital gratuito, aberto à população, com uma biblioteca de exercícios e práticas corporais adaptadas a diferentes níveis de condicionamento; a produção de conteúdos educativos baseados em evidências científicas para apoiar a divulgação da estratégia Viva Mais Brasil e das ações de promoção da saúde do SUS; e o compartilhamento periódico de relatórios com dados agregados sobre padrões de atividade física no país, fornecidos sem custos ao governo para apoiar a formulação e o aprimoramento de políticas públicas de prevenção. 

     Além das ações públicas, o governo busca fortalecer parcerias com empresas, locais de trabalho e instituições para ampliar o alcance das iniciativas. A estratégia inclui o compartilhamento de protocolos técnicos, campanhas de comunicação e estudos que possam gerar evidências sobre os benefícios da atividade física para a saúde da população. 

     Para Padilha, a mobilização de diferentes setores é fundamental para transformar hábitos e reduzir o impacto das doenças crônicas no país. “Não vamos chegar ao coração e à mente de mais de 200 milhões de brasileiros sem o envolvimento da iniciativa privada, das escolas e dos locais de trabalho”, afirmou. 

     A expectativa do Ministério da Saúde é que ações como essa contribuam para uma população mais ativa, com menor incidência de doenças crônicas e melhor qualidade de vida ao longo dos anos. 

     Viva Mais Brasil  

    A estratégia Viva Mais Brasil é uma mobilização nacional voltada à promoção da saúde, prevenção de doenças crônicas e melhoria da qualidade de vida da população. A iniciativa integra e fortalece políticas já existentes do SUS, incentivando hábitos saudáveis por meio de ações relacionadas à alimentação adequada, prática de atividade física, cuidado integral e acesso à informação de qualidade, tanto nas unidades de saúde quanto em outros espaços da sociedade.  

    O Viva Mais Brasil conta com 10 compromissos para viver mais e melhor: mais movimento e vida ativa; mais alimentação saudável; menos tabaco e álcool; mais saúde nas escolas; menos doenças crônicas; mais vacinação em todo o Brasil; mais protagonismo e autonomia; mais saúde digital; mais cultura da paz e menos violências; e mais práticas integrativas e complementares.

    Entre as ações previstas, estão investimentos de R$ 340 milhões em políticas de promoção da atividade física, incluindo a retomada e ampliação do programa Academia da Saúde, com recursos para equipamentos, profissionais e novos serviços vinculados às unidades básicas de saúde. A estratégia também busca ampliar o alcance das políticas de promoção da saúde por meio de parcerias, como a firmada com o Wellhub, e apoio a iniciativas locais, garantindo continuidade e efetividade das ações nos territórios. 

    Anna Elisa Iung 
    Ministério da Saúde 

  • Ministério da Saúde adota tecnologia brasileira para garantir mais cuidados a prematuros por meio de análise da pele dos pés de bebês

    Os primeiros momentos de vida de um bebê prematuro agora contam com uma inovação desenvolvida por pesquisadores brasileiros que garante um melhor diagnóstico de atenção à saúde, principalmente em áreas remotas e de difícil acesso. Em um movimento que une ciência de ponta e cuidado humanizado, o Ministério da Saúde incorpora ao Sistema Único de Saúde (SUS), a partir da validação pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), um leitor óptico desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) capaz de avaliar a idade gestacional e a maturidade a pulmonar de recém-nascidos a partir da pele neonatal.

    A portaria que oficializa a incorporação foi publicada nesta quinta-feira (12) e o Ministério da Saúde tem 180 dias para começar a entregar os primeiros dispositivos à rede de atendimento. O equipamento não substitui o acompanhamento profissional, da assistência em unidades de saúde e de acompanhamento pré-natal.

    O dispositivo denominado PreemieTest é utilizado logo após o nascimento e funciona por meio de uma pequena sonda colocada no pé do bebê, que analisa as propriedades da pele. Em poucos segundos, o exame que não causa dor e nem utiliza radiação, fornece informações que apoiam decisões clínicas precoces, como a necessidade de suporte respiratório, internação em terapia neonatal e, em casos mais graves, o encaminhamento imediato para uma unidade hospitalar com maior capacidade assistencial. Entre 2024 e 2025, o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) registrou mais de 487 mil nascimentos de prematuros no Brasil, o que representa 12,3% do total de nascidos vivos no mesmo período.

    “Ao investir em tecnologias 100% nacionais, o SUS não apenas fortalece a soberania científica do país, mas garante que, do grande centro urbano às comunidades indígenas, os pequenos brasileiros recebam mais cuidados à vida com agilidade, logo no nascimento. É importante destacar que o aparelho é uma ferramenta, mas o que garante uma gestação segura, um bom parto e a prevenção de situações que levam ao nascimento prematuro é um pré-natal bem realizado. Investir em ciência e inovação no Brasil é garantir que o conhecimento produzido se traduza em soluções reais para a população. Essa tecnologia mostra como o investimento público pode completar o ciclo da inovação, da pesquisa ao cuidado no SUS, qualificando a assistência aos recém-nascidos e apoiando as equipes de saúde”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Com o teste é possível antecipar os cuidados mais adequados ao prematuro, especialmente nos casos em que não foi realizado ultrassom no início da gestação ou quando a data da última menstruação da gestante é desconhecida ou pouco confiável — situações que ocorrem sobretudo em áreas mais remotas.

    Essa triagem rápida é especialmente importante em áreas de difícil acesso, onde há nascimentos fora do ambiente hospitalar, incluindo partos domiciliares acompanhados por parteiras, e onde as equipes de saúde precisam decidir, de forma ágil e segura, a melhor conduta para o recém-nascido, orientando o cuidado oportuno para a prevenção e redução de complicações.

    Além da estimativa da idade gestacional, o PreemieTest oferece indicação mais assertiva sobre a necessidade de internação em UTI neonatal, de uso de suporte ventilatório e a de ocorrência da síndrome do desconforto respiratório (SDR). Essas informações qualificam a tomada de decisão em um momento crucial, quando intervenções precoces podem ser determinantes para a sobrevivência e a redução de complicações. O desenvolvimento do dispositivo pelos pesquisadores da UFMG contou com investimento estratégico do Ministério da Saúde, por meio do Programa de Desenvolvimento do Complexo Industrial da Saúde (PROCIS), política voltada a transformar inovação científica em soluções concretas para necessidades prioritárias do SUS.

    Experiência em territórios indígenas

    O leitor óptico foi testado em diferentes regiões do país, incluindo territórios indígenas da Amazônia, onde já foi utilizado em estudos conduzidos em parceria com a Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI). A experiência em Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) demonstrou a viabilidade operacional, a aceitação pelas equipes de saúde e o potencial do dispositivo para apoiar decisões clínicas em contextos de difícil acesso, contribuindo para a ampliação do diagnóstico oportuno da prematuridade.

    No SUS, atualmente, a principal forma de estimar a idade gestacional durante a gravidez é o ultrassom realizado no primeiro trimestre. Quando há risco de parto prematuro, são utilizados corticoides para acelerar o amadurecimento dos pulmões do bebê. Após o nascimento, o manejo do recém-nascido prematuro envolve avaliação clínica, uso de medicamentos, suporte respiratório e internação em UTI, quando necessário.

    Ana Freitas e Vicente Ramos
    Ministério da Saúde

  • Municípios sem casos de hanseníase em menores de 15 anos chegam a 80,6% no Brasil

    Municípios sem casos de hanseníase em menores de 15 anos chegam a 80,6% no Brasil

    O Brasil ampliou o número de municípios sem registro de casos novos de hanseníase em menores de 15 anos, principal indicador de interrupção da transmissão da doença. O percentual passou de 73,1% (4.296 municípios) em 2019 para 80,6% (cerca de 4,4 mil) em 2024. Esse avanço é resultado do fortalecimento das ações de vigilância, diagnóstico precoce e tratamento oportuno, conduzidas em parceria entre o Ministério da Saúde, estados e municípios, e dos investimentos realizados pela atual gestão. Nesse período, o Ministério da Saúde destinou mais de R$ 21,3 milhões a pesquisas e projetos de ciência e tecnologia voltados ao enfrentamento da Hanseníase no país.

    Os dados foram apresentados nesta quinta-feira (12), durante a Conferência Nacional de Alto Nível em Hanseníase, no Rio de Janeiro, que reúne gestores, especialistas e representantes da sociedade civil para discutir estratégias de eliminação da doença.

    “Retomamos a busca ativa de casos de hanseníase no Brasil, um esforço que foi interrompido durante a pandemia. Também ampliamos a oferta de diagnóstico e hoje realizamos muito mais testes do que nos últimos anos. Isso permite identificar os casos mais cedo e iniciar o tratamento de forma oportuna. Ao mesmo tempo, estamos fortalecendo o acesso ao tratamento e trabalhando para facilitar a adesão da população”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Segundo o ministro, manter a visibilidade sobre a doença é essencial para avançar na eliminação da hanseníase no país. “Precisamos continuar enfrentando o estigma e o preconceito. O maior desafio ainda é o estigma, porque ele afasta as pessoas dos serviços de saúde e dificulta que procurem diagnóstico e tratamento”.

    De acordo com a Estratégia Nacional para Enfrentamento da Hanseníase 2024–2030, a meta é alcançar a interrupção da transmissão em 4,8 mil municípios até 2030, o equivalente a 87,5% do país. O indicador considera a ausência de casos novos em menores de 15 anos por cinco anos consecutivos. A presença da doença em crianças indica transmissão recente, já que a infecção ocorre após contato prolongado com a bactéria e aponta que o microrganismo ainda circula na comunidade.

    Realizada em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro e a Fundação Nippon – Projeto Sasakawa, a conferência segue até 14 de março. A programação reúne cerca de 350 participantes, entre autoridades, pesquisadores, organismos internacionais e representantes da sociedade civil.

    O diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Jarbas Barbosa, reforçou o reconhecimento internacional aos avanços do Brasil no enfrentamento de doenças transmissíveis e destacou que os resultados alcançados pelo país indicam caminhos promissores também para a eliminação da hanseníase.

    “Tive a honra, junto com o ministro Alexandre Padilha, de entregar ao Brasil, em dezembro, a certificação da eliminação da transmissão vertical do HIV, da mãe para o filho. Foi o primeiro país continental a alcançar esse resultado. Isso nos enche de esperança de que, com a mesma firmeza com que tem atuado em outras doenças, o Brasil também possa alcançar, no futuro, a eliminação da hanseníase.”

    O enfrentamento da hanseníase no país é um trabalho realizado entre Ministério da Saúde, estados e municípios, com foco em vigilância epidemiológica, diagnóstico precoce, tratamento oportuno e interrupção da transmissão. Nesta gestão, o Ministério da Saúde destinou mais de R$ 21,3 milhões a pesquisas e projetos de ciência e tecnologia voltados à doença.

    Principais avanços no enfrentamento à hanseníase

    Nos últimos anos, o Brasil ampliou as ações de vigilância, diagnóstico e tratamento. Entre 2022 e 2024, o número de diagnósticos da doença aumentou 42%: a proporção de casos novos identificados por meio do exame de contatos, estratégia central para a detecção precoce, passou de 9,6% para 13,3%.

    Para ampliar a capacidade de diagnóstico, o Ministério da Saúde distribuiu mais de 325 mil testes rápidos para hanseníase nesta gestão. Também foram capacitados 4,7 mil profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e agentes comunitários, em ações voltadas ao diagnóstico e ao manejo clínico da doença.

    O fortalecimento da rede assistencial também reflete o aumento dos atendimentos. Os atendimentos relacionados à hanseníase passaram de 140 mil em 2022 para mais de 194 mil em 2024, crescimento de 38%. As ações de prevenção de incapacidades físicas também avançaram, passando de 12,5 mil para mais de 16 mil atendimentos no mesmo período.

    O número de pacientes em tratamento subiu de 22,3 mil para 27,4 mil, indicando maior acesso ao cuidado e continuidade do tratamento. Em 2025, o Ministério da Saúde distribuiu 3,4 milhões de medicamentos, incluindo mais de 390 mil esquemas de poliquimioterapia (PQT), tratamento padrão e altamente eficaz contra a doença.

    O que é a hanseníase?

    A hanseníase é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo provocar manchas, dormência e fraqueza muscular. Apesar do estigma histórico, a doença tem cura, especialmente quando diagnosticada e tratada precocemente. A transmissão ocorre pelo contato próximo e prolongado com uma pessoa doente sem tratamento, geralmente por secreções nasais.

    O tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por meio da poliquimioterapia, disponível nas unidades de saúde de todo o país. Com o início do tratamento, a pessoa deixa de transmitir a doença. O Ministério da Saúde mantém ações de vigilância, diagnóstico precoce e busca ativa de contatos, além de iniciativas para reduzir o estigma e ampliar o acesso ao cuidado, com o objetivo de interromper a transmissão e avançar na eliminação da hanseníase como problema de saúde pública no Brasil.

    Amanda Milan
    Ministério da Saúde

    Saiba mais sobre a hanseníase na página Saúde de A a Z

  • Carretas do Agora Tem Especialistas já levaram exames diagnósticos, cirurgias e prevenção contra câncer para mais de 130 regiões de saúde

    Carretas do Agora Tem Especialistas já levaram exames diagnósticos, cirurgias e prevenção contra câncer para mais de 130 regiões de saúde

    Brasileiros de todo o país já foram atendidos, em menor tempo de espera e mais perto de casa, pelas carretas de saúde do programa Agora Tem Especialistas, do Governo do Brasil. Nesta sexta-feira (13), as unidades móveis completam a marca de 138 regiões de saúde atendidas. Isso significa que, embora tenha ficado posicionadas em uma cidade, também atenderam os pacientes do SUS de municípios próximos, garantindo a ampliação dos serviços especializados para regiões de difícil acesso, com alta demanda e pouca estrutura de saúde e cidades-polo.

    A marca foi celebrada hoje pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao inaugurar uma carreta de saúde da mulher em Planaltina, região administrativa do Distrito Federal. Antes de chegar no município, a unidade móvel realizou 6 mil atendimentos em Ceilândia e Taguatinga, trazendo para mulheres desses municípios o serviço especializado.

    “Aqui, no Distrito Federal, já passamos por Ceilândia e zeramos a fila de ultrassonografia e mamografia; em Taguatinga, zeramos a fila de mamografia; e, agora, chegamos com a carreta do Governo do Brasil em Planaltina, essa área rural onde temos cerca de 600 mulheres esperando por mamografia. Trouxemos a carreta para cá para evitar que essas mulheres gastem para se deslocar e fazer esse exame, e porque as mulheres, que são a maioria usando o SUS, são uma prioridade absoluta nossa”, afirmou o ministro.

    A partir desta sexta-feira, também receberam carretas de saúde da mulher e de exames de imagem outros 17 municípios brasileiros localizados nestes estados: Amapá, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima, Sergipe, São Paulo e Tocantins.  A chegada das unidades reforça o compromisso do Governo do Brasil em reduzir o tempo de espera no SUS, com o reforço na oferta de exames fundamentais para a prevenção de doenças, como câncer de mama e do colo do útero.

    Sala de mamografia
    Foto: João Risi/MS

    “Contando com Planaltina, a gente já ultrapassou mais de 130 regiões em todo o Brasil. Só no mês de março vamos chegar a 150 regiões com as carretas de saúde da mulher; as específicas para o problema de visão, de oftalmologia; e a carreta para tomografia. Por onde ela passa vai zerando a fila, vai atendendo esses locais na parceria com as secretarias municipais, estaduais, hospitais filantrópicos e Santas Casas”, acrescentou o ministro Padilha.

    Além de desafogar a demanda reprimida da rede pública local, as carretas do Governo do Brasil já zeraram a fila de espera em 23 cidades. É o que aconteceu em Arapongas (PR), Japeri (RJ), Patos (PB), Humaitá (AM), Ceilândia (DF), Morro do Alemão (RJ), Garanhuns (PE), Urucânia/Santa Cruz (RJ), Brasiléia (AC), Tauá (CE), Mauriti (CE), Cariacica (ES), Taiobeiras (MG), Princesa Isabel (PB), Parnamirim (RN), Palmas (TO) e em Canoinhas (SC), em que todos que precisavam fazer diagnóstico de câncer de mama e exames ginecológicos receberam o atendimento.

    O mesmo aconteceu em Ribeirão Preto (SP) e Ariquemes (RO) para aqueles que esperavam por cirurgia de catarata. Com os procedimentos cirúrgicos realizados em todas as carretas oftalmológicas do programa, mais de 2,5 mil pessoas voltaram a enxergar. Essas unidades móveis ofertam, também, outros procedimentos como mapeamento de retina e ultrassom ocular. 

    Já em Santana do Ipanema (AL), todos os pacientes do município e de outros 13 da região que precisavam de tomografia se submeteram ao procedimento, garantindo maior agilidade para descobrir condições graves de saúde ou descartar hipóteses, contribuindo para levar o paciente para o diagnóstico correto. O mesmo ocorreu em Crato (CE), Patos (PB), Sepetiba (RJ) e Paracambi (RJ), que também receberam carretas especializadas em exames de imagem.

    18 municípios com mais atendimento pelo Agora Tem Especialistas

    A partir desta sexta, recebem carretas de saúde da mulher, os municípios de Serra (ES), Planaltina (DF), Paramoti (CE), Viana (MA), Itajubá (MG), Corumbá (MS), Igarapé-Miri (PA), Pombal (PB), São Bento (PB), Colombo (PR), Maricá (RJ), Vilhena (RO), Rorainópolis (RR) e Araguaína (TO). 

    Já as cidades de Milagres (CE), Santana (AP), Sousa (PB) e São José dos Campos (SP) recebem carretas especializadas em exames de imagem, com tomografias, essenciais para o diagnóstico de doenças graves e definição de conduta médica. 

    Ao todo, 52 carretas estão em operação, 35 são de saúde da mulher, 10 de exames de imagem e sete especializadas em oftalmologia. Até o fim deste ano, um total de 150 unidades móveis estará em funcionamento no país.

    Mais atendimento especializado para os usuários do SUS

    Além das carretas, o Agora Tem Especialistas também mobiliza outras estruturas de saúde da rede pública e privada para ampliar a oferta de atendimento especializado e desafogar a rede local, realizando mutirões, ampliando o horário de atendimento em unidades do SUS, garantindo provimento de médicos especialistas e atendimento de pacientes do SUS em hospitais privados, entre outras estratégias voltadas ao fortalecimento da assistência especializada no país.

    Erika Mavignier
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde debate projetos para acelerar pesquisas e inovações tecnológicas no SUS

    A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde (SCTIE/MS), Fernanda De Negri, visitou três hospitais de excelência nacionais em São Paulo na última segunda e terça-feira (9 e 10/03). A agenda teve como objetivo fortalecer o diálogo com as instituições e identificar projetos que possam ampliar a oferta de serviços cada vez mais qualificados à população. 

    Na ocasião, a secretária se reuniu com representantes do Hospital Sírio-Libanês, Hospital do Coração (Hcor) e Beneficência Portuguesa. As unidades integram o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), iniciativa que conecta a expertise desses centros às demandas do sistema público de saúde. 

    A parceria entre os hospitais de excelência e o Governo do Brasil tem sido fundamental para impulsionar a realização de pesquisas e o desenvolvimento de novas tecnologias, medicamentos e tratamentos, ressaltou Fernanda De Negri. “Essas instituições desempenham um papel estratégico na construção de projetos capazes de acelerar a pesquisa científica e a inovação tecnológica para transformar o cuidado com a saúde dos brasileiros de modo mais célere e eficiente”, destacou. 

    O encontro foi a primeiro de uma série de conversas que será realizada pela SCTIE com as instituições participantes do Proadi-SUS. O programa abrange ainda o Hospital Israelita Albert Einstein, o Hospital Moinhos de Vento, o Hospital Samaritano e o Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Um workshop deverá ser realizado com os pesquisadores dessas unidades para avançar com a construção das propostas com potencial para incrementar a inovação no SUS. 

    Criado em 2009, o Proadi-SUS tem como prioridade o fortalecimento da saúde pública. A ação possui um modelo de financiamento baseado na imunidade tributária, benefício constitucional que isenta entidades de saúde de reconhecida excelência, do pagamento de impostos como COFINS, PIS e a parte patronal do INSS. 

    Com isso, parte significativa dos valores que seriam recolhidos é direcionada para projetos estratégicos. Além de apoiar pesquisas e o desenvolvimento de novas tecnologias, medicamentos e tratamentos, o programa atua também na qualificação de profissionais, na ampliação do acesso e na melhoria da gestão de hospitais. 

    As ações estão alinhadas ao Plano Nacional de Saúde (2024-2027) e potencializam as iniciativas do programa Agora tem Especialistas

    Parceria com o setor farmacêutico

    Ainda em São Paulo, a secretária participou na segunda-feira da cerimônia de ampliação da fábrica da Daiichi Sankyo Brasil, companhia farmacêutica originária do Japão, situada em Barueri (SP). Em sua fala, Fernanda De Negri salientou a importância da indústria farmacêutica para garantir o acesso da população a tratamentos e ampliar a capacidade de resposta do país diante de emergências sanitárias. 

    “O setor farmacêutico é muito importante para o Ministério da Saúde, não apenas por produzir medicamentos para a população brasileira, mas também porque gera emprego, renda e novas tecnologias. Além disso, consolida a soberania nacional e a capacidade de resposta do país em situações de crises sanitárias”, afirmou. 

    Como exemplo, Fernanda De Negri citou a atuação da empresa durante o episódio recente de intoxicação por metanol no país, quando foi necessário disponibilizar rapidamente o medicamento fomepizol para o tratamento dos pacientes. 

    “Quando identificamos que os casos poderiam se tornar um problema de saúde pública, consultamos diversas empresas e a Daiichi Sankyo foi a primeira a responder e se colocar à disposição para atender a demanda do Ministério da Saúde. Em poucos dias conseguimos disponibilizar o medicamento para os pacientes”, destacou. 

    Segundo a secretária, iniciativas como essa demonstram como a parceria entre o governo federal e o setor produtivo contribui para soluções rápidas e eficazes em situações críticas. “Iniciativas como essa contribuem para fortalecer a capacidade do país de atender às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS) e ampliar o acesso da população a tratamentos e inovações em saúde”, concluiu. 

    Roberta Paola e Rodrigo Eneas
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde celebra 25 anos da Política Nacional de Sangue e reforça fortalecimento da hemorrede no SUS

    Ministério da Saúde celebra 25 anos da Política Nacional de Sangue e reforça fortalecimento da hemorrede no SUS

    O Ministério da Saúde realizou, nesta quinta-feira (12), em Brasília, a solenidade que marca os 25 anos da Política Nacional de Sangue, Componentes e Hemoderivados, instituída pela Lei nº 10.205/2001. O evento reuniu gestores, especialistas e representantes da Hemorrede Pública Nacional.

    A política estruturou o Sistema Nacional de Sangue, Componentes e Derivados (SINASAN) e organizou, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), um modelo público, universal e baseado na doação voluntária e não remunerada de sangue.

    Marco para o SUS

    Durante a cerimônia, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a criação da política do sangue representa uma conquista histórica ligada ao processo de construção do SUS e à defesa da saúde pública no país.

    “Celebrar os 25 anos da política do sangue também é lembrar o debate que marcou a Constituinte e mostrou a importância de o Brasil ter um sistema público capaz de regular, controlar e garantir segurança sanitária. Antes disso, havia comercialização de sangue e muitas pessoas foram infectadas por falta de controle adequado”, afirmou o ministro.

    Padilha também ressaltou o papel estruturante do SUS na organização da rede de saúde em um país de dimensões continentais. “O Brasil assumiu um desafio único ao construir um sistema público universal de saúde para mais de 200 milhões de habitantes. Hoje temos a maior rede pública de saúde do mundo, com capacidade de estruturar políticas nacionais e garantir acesso à população em todo o território”, disse.

    Segundo o ministro, o fortalecimento da hemorrede e o avanço na produção nacional de hemoderivados fazem parte desse esforço. “Assumimos também o desafio de avançar na autossuficiência na produção de hemoderivados. Esse é um passo fundamental para fortalecer o SUS e garantir segurança e autonomia para o país”, completou.

    “A política do sangue precisa acompanhar as transformações tecnológicas e os desafios atuais da saúde. Nos últimos anos avançamos em áreas como os fatores recombinantes e na organização da produção de hemoderivados. Nosso compromisso é fortalecer a hemorrede e garantir cada vez mais autonomia e segurança para o SUS”, afirmou o secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales.

    A cerimônia contou com a participação do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, do secretário de Atenção Especializada à Saúde, Mozart Sales, da coordenadora-geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Luciana Maria de Barros Carlos, do diretor do Departamento de Atenção Especializada e Temática (DAET), Arthur Mello, do diretor do Fundo Nacional de Saúde, Dárcio Guedes, do representante da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Antônio Ferreira, da representante da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), Elisa Prieto, e de João Batista da Silva Jr., representante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

    Política estratégica para o SUS

    Ao longo de 25 anos, a Política Nacional de Sangue organizou a hemorrede pública, estabeleceu normas de segurança transfusional e garantiu suporte essencial para áreas como urgência e emergência, oncologia, doenças hematológicas e atenção materno-infantil.

    “O SINASAN é um exemplo de política construída de forma federativa. Ao longo desses 25 anos, conseguimos estruturar uma rede nacional que conecta hemocentros, serviços e gestores para garantir atendimento seguro e contínuo à população.  O papel do Ministério da Saúde é garantir que essa rede funcione de forma integrada, com qualidade e capacidade de atender a população em todo o país ”, destacou o diretor do Departamento de Atenção Especializada e Temática (DAET), Arthur Mello.

    A coordenadora-geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Luciana Carlos, destacou a importância do modelo brasileiro baseado na doação voluntária e celebrou os 25 anos do SINASAN. “Ao longo de 25 anos, a Política Nacional de Sangue estruturou a hemorrede pública brasileira e consolidou um sistema baseado em segurança transfusional, organização nacional e acesso universal no SUS. É uma política muitas vezes silenciosa, mas absolutamente essencial para o funcionamento da rede de saúde e para o cuidado de milhares de pacientes em todo o país”, afirmou.

    Além da coleta e processamento de sangue, os hemocentros desempenham papel estratégico no diagnóstico e no acompanhamento de doenças hematológicas no SUS.

    “Os hemocentros cumprem um papel essencial no SUS, não apenas na coleta e processamento do sangue, mas também no diagnóstico e no acompanhamento de doenças hematológicas. Fortalecer essa rede é fortalecer o cuidado especializado oferecido à população”, afirmou o secretário Mozart Sales.

    Kathlen Amado
    Ministério da Saúde