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  • Cassandra: ferramenta desenvolvida pela Justiça Federal em Alagoas apresenta resultados significativos em toda a 5ª Região Última atualização: 19/03/2025 às 19:14:00

    A ferramenta Cassandra, desenvolvida pela Justiça Federal em Alagoas (JFAL), através do convênio com o Centro de Pesquisa em Engenharia e Sistemas (EASY) da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), ganha cada vez mais notoriedade e promove resultados expressivos e satisfatórios em toda a 5ª Região. Desde sua implementação, em fevereiro do ano passado, a solução gerou uma economia de mais de 12 mil horas trabalhadas e de R$ 1,2 milhão. Apenas neste primeiro trimestre de 2025, mais de 1.700 Requisições de Pequeno Valor (RPVs) foram elaboradas com a utilização do sistema de automatização na expedição de requisitórios. 

    O diretor de Secretaria da 1ª Vara Federal, Felipe Barbosa Martiniano, explica que as vantagens trazidas pela aplicação foram percebidas prontamente. “Cassandra iniciou em Alagoas em fevereiro de 2024 e, dois meses depois, fizemos a regionalização. De imediato, os benefícios foram visíveis, já que Cassandra integra o Pje 2.X ao sistema Jurisdição Delegada (JD), utilizado para expedir as requisições de pagamento em favor dos autores. Antes da implantação da ferramenta, o servidor precisava trazer de forma manual do Pje 2.X ao JD todos os dados, como número do processo, nome do autor e réu, CPF da parte, dados do advogado, classe e assunto da ação. Agora, este procedimento é automatizado”, esclarece Martiniano. 

    Além da celeridade na automatização, ele ainda destaca a economia de tempo proporcionada pela aplicação. “Essa atividade, além de extremamente burocrática e custosa, era passível de erros e ocupava o servidor com um trabalho que poderia ser realizado de forma automatizada pela máquina. Sem Cassandra, o tempo médio para expedição dos RPVs é de 167 dias. Com ela, o tempo médio é de 119 dias. Essa economia de tempo permite a disponibilidade do servidor para o exercício de outras atividades intelectuais”, destaca Felipe Martiniano. 

    Resultados exitosos 

    O diretor de Sistemas e Desenvolvimento do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, Laureano Montarroyos, avalia os resultados obtidos através da plataforma como exitosos. “A implementação da Cassandra na 5ª Região foi muito bem-sucedida e veio ao encontro de uma grande necessidade que o Tribunal tinha. Esta ferramenta é um exemplo de uma solução das mais bem sucedidas entre aquelas que foram produzidas pela residência universitária de Alagoas”, afirma Montarroyos. 

    Myron Lucena, de 28 anos, é formado em Ciência da Computação e mestrando em Informática. Ele participa da turma de residentes que desenvolveram a Cassandra e explica que o processo de criação do sistema parte de uma situação problema e executado por etapas. “Inicialmente, o desenvolvimento do sistema começou com a situação apresentada pela JFAL e, após isso, fizemos a prova de conceito para validação. A partir da avaliação da viabilidade, iniciamos o desenvolvimento do sistema, no qual definimos as questões técnicas, a exemplo da arquitetura e funcionamento, e implementamos de fato, de acordo com os requisitos acordados”, informa. 

    O estudante também explica que os sistemas desenvolvidos podem ser incrementados posteriormente, a depender das necessidades apresentadas. “Esses sistemas que fazemos aqui na JFAL, geralmente são incrementais. Começamos com um núcleo básico e, ao longo do tempo, adicionamos funcionalidades de acordo com a demanda”, acrescenta Myron. 

    Contribuição para a sociedade 

    Ele ainda pontuou a satisfação de poder contribuir com a sociedade. “Nós, enquanto desenvolvedores, inicialmente, não temos ideia do impacto social que causamos. No caso de Cassandra, por exemplo, somente depois entendemos o que era um RPV. Então, é muito bom saber que estamos trazendo tantos impactos positivos para a sociedade com soluções como Cassandra”, concluiu. 

    Em janeiro, a aplicação recebeu novas funcionalidades de otimização processual. A Residência em Sistemas e Inteligência Artificial da JFAL, em parceria com o Centro de Pesquisa em Engenharia e Sistemas da Ufal, já desenvolveu mais de dez soluções inteligentes. O resultado é um impacto econômico positivo de mais de R$ 12 milhões em toda a 5ª Região. 

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • Literatura e polarização são temas de palestra de Flávia Suassuna no TRF5 Última atualização: 19/03/2025 às 19:17:00

    A literatura como ponto de partida para a abordagem a diversos assuntos atuais e necessários, como igualdade entre homens e mulheres e os perigos da polarização. Foi assim que a professora e imortal da Academia Pernambucana de Letras (APL) Flávia Suassuna conduziu a palestra “Mulheres na literatura”, promovida pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 para celebrar mês da mulher. O evento foi realizado nesta quarta-feira (19/03), no edifício-sede da Corte. 

    A professora iniciou a palestra a partir de um texto de sua autoria, intitulado “O perigo da ortodoxia polarizada”, destacando a importância da palavra e do diálogo, para que haja um equilíbrio de pontos de vista e a fim de evitar a criação de estereótipos que podem levar à discriminação e à desumanização. 

    Citando autoras africanas como Chimamanda Adichie e Scholastique Mukasonga  e o israelense Amos Oz, Flávia também tocou em pontos como racismo, intolerâncias e genocídio. A escritora encerrou a palestra declamando dois poemas autorais.  

    A desembargadora federal Joana Carolina, uma das organizadoras do evento, agradeceu a presença da professora e falou sobre a importância da literatura. “Também estamos aqui para lembrar o quão a literatura, a leitura é importante para todos nós; o quão os livros abrem nossos horizontes e nos tornam cidadãos críticos, cidadãos com opinião”, pontuou a magistrada.  

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • CNJ promove webinário “Construindo Equidade: Protocolos para Julgamento com Perspectiva de Gênero e Racial no Atendimento às Mulheres” Última atualização: 19/03/2025 às 21:01:00

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) irá promover, na próxima quinta-feira (20/03), das 9h às 19h, o webinário “Construindo Equidade: Protocolos para Julgamento com Perspectiva de Gênero e Racial no Atendimento às Mulheres”. O evento acontece em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), por meio do Programa Justiça Plural e do Comitê de Acompanhamento e Capacitação sobre Julgamento com Perspectiva de Gênero.

    A iniciativa ocorre no contexto do Dia Internacional da Mulher e visa a debater a aplicação dos Protocolos para Julgamento com Perspectiva de Gênero e Racial no Sistema de Justiça, além de destacar a importância da abordagem interseccional para a promoção da equidade e inclusão.

    A programação completa e o link para inscrições estão disponíveis napágina do webinário Construindo Equidade.

     

    Por: Divisão de Comunicação Social TFR5


  • TRF5 determina reparação e compensação por danos ambientais à Praia de Toquinho em PE Última atualização: 19/03/2025 às 16:33:00

    A Quinta Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 condenou três réus a indenizarem, no valor de R$ 500 mil, cada um, danos morais coletivos causados por obras e intervenções irregulares em dois trechos da Praia de Toquinho, município de Ipojuca (PE).

    A Corte determinou, ainda, a elaboração e a execução de um Projeto de Recuperação de Área Degradada (PRAD), com medidas de mitigação e compensação dos danos ambientais, além da retirada de um muro de arrimo, numa área aterrada conhecida como Pontal de Toquinho, que cerca apenas a edificação pertencente ao réu que o construiu, e de parte de obras rígidas (muretas) localizadas às margens de canais que dão acesso ao Rio Sirinhaém. A decisão confirma, parcialmente, a sentença da 35ª Vara da Justiça Federal em Pernambuco (JFPE).

    A Ação foi ajuizada, em 2004, pelo Ministério Público Federal (MPF), após a instauração de procedimento administrativo na Procuradoria da República, no qual foram reunidos vários autos de infração lavrados contra os réus, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH), autarquia do estado de Pernambuco. Posteriormente, a União Federal e a CPRH também se habilitaram no polo ativo do processo. Após a prolação da sentença de primeira instância, MPF, CPRH e réus apelaram da decisão ao TRF5.

    No recurso de Apelação, o MPF e a CPRH pediram a condenação dos réus nos pedidos não acolhidos na sentença de primeiro grau: medidas de mitigação e compensação por danos ambientais e obrigação de indenizar.

    Os réus, por sua vez, alegaram não serem responsáveis pelas obras impugnadas e não ter sido comprovado dano ambiental. Segundo eles, tratar-se de loteamento aprovado por lei em 1977, quando não existia procedimento de licenciamento ambiental ou exigência de Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (RIMA) em área de zona urbana transformada pela ação humana. Argumentam, também, não se tratar de Área de Preservação Permanente (APP) ou empreendimento inserido em Áreas de Proteção Ambiental (APA) estadual. Ainda, de acordo com a defesa, a remoção das construções poderia promover implicações socioeconômicas e causar danos ao próprio meio ambiente.

    De acordo com a relatora do processo, desembargadora federal Joana Carolina, entretanto, as intervenções extrapolaram a área aprovada por lei, e o próprio município de Ipojuca, posteriormente, revogou a autorização para uma parte da área em questão. “Além disso, o que o município confere é uma autorização do ponto de vista administrativo. Isso não quer dizer que os réus estivessem desobrigados de observar a legislação ambiental vigente à época em que iniciadas as intervenções”, explicou.    

    PROCESSO Nº: 0000880-06.2004.4.05.8300

    Por: Divisão de Comunicação Social TRF5


  • MPPB investiga poluição e eventual prática de crime ambiental, no Rio Jaguaribe

    MPPB investiga poluição e eventual prática de crime ambiental, no Rio Jaguaribe

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB) instaurou procedimento para apurar eventual poluição ambiental no Rio Jaguaribe, no município de João Pessoa, assim como a ocorrência de crime ambiental e/ou dano ao meio ambiente. Órgãos ambientais e governamentais já foram oficiados para apresentar informações sobre o assunto.

    A Notícia de Fato 002.2025.012588 foi instaurada pelo 42º promotor de Justiça de João Pessoa, Edmilson de Campos Leite Filho, que atua na defesa do meio ambiente e patrimônio social, após informações veiculadas na imprensa local sobre a formação de espuma branca no rio que corta toda a capital paraibana. “Medidas administrativas estão sendo tomadas no âmbito do Ministério Público, que eventualmente poderá adotar medidas legais para que seja debelada a poluição e responsabilizadas as pessoas e empresas que eventualmente estejam causando isso”, disse.

    Diligências

    O promotor de Justiça já determinou a expedição de ofício à Superintendência de Administração do Meio Ambiente da Paraíba (Sudema), solicitando que informe se possui registros de fiscalização ambiental na área mencionada na reportagem, encaminhando cópia dos eventuais autos de infração, relatórios de vistoria ou outros documentos relacionados. 

    Também foram oficiadas a Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam-JP) – para que informe sobre a existência de medidas administrativas adotadas para controle da poluição na região do rio afetada pela espuma – e a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), para que informe sobre os eventuais lançamentos irregulares de efluentes na área e sobre a operação da rede de esgoto nas proximidades do Rio Jaguaribe. 

    Outro órgão oficiado foi o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ao qual foram solicitadas informações sobre eventuais ações fiscalizatórias promovidas na área e sobre as providências adotadas diante de possíveis danos ambientais.

  • TJPB disponibiliza informes de rendimentos suplementares para IR 2025

    A Diretoria de Economia e Finanças do Tribunal de Justiça da Paraíba, por meio da Gerência de Finanças e Contabilidade, está disponibilizando informes de rendimentos para os(as) magistrados(as) e os(as) servidores(as) que receberam rendimentos suplementares à folha de pagamento, como, por exemplo, parcela autônoma de equivalência, gratificação de produtividade, progressão funcional, verbas rescisórias e abonos previdenciários, dentre outros, no ano de 2024, por meio do link: https://www.tjpb.jus.br/servicos/imposto-de-renda.

    “Recomenda-se que todos os magistrados e servidores realizem a consulta e verifiquem se estão enquadrados na situação de recebimento de rendimentos suplementares à folha, para que não caiam na malha fina”, informou a diretora de Economia e Finanças, Izabel Izidoro.

    Izabel Izidoro
    Diretora Izabel Izidoro

    Segundo a diretora, os Cartórios de Registro de Pessoas Naturais, que receberam a compensação do Fundo de Apoio ao Registro de Pessoas Naturais (Farpen), também devem acessar o mesmo link para obter o informe de rendimentos do Ano Calendário de 2024. Já os credores de precatórios, Izabel Izidro informa que devem procurar a rede de atendimento do Banco do Brasil (atendimento digital “Fale Com”, “Central de Atendimento” e/ou atendimento presencial) para obter os informes que já se encontram disponíveis.

    Izabel esclareceu ainda que na Declaração Anual de Ajuste do Imposto de Renda, os credores de precatórios devem informar como fonte pagadora: Banco do Brasil S/A, CNPJ nº. 00.000.000/0001-91.

    Para os(as) servidores(as) ativos, a Diretoria de Gestão de Pessoas disponibilizou os informes de rendimento no sistema recursos humanos:

    Ronald Cavalcanti, gerente de Finanças, afirma que deve ser informado o CNPJ 07.312.912/0001-48 da Secretaria de Estado das Finanças, haja vista que a folha de pagamento dos(as) servidores(as) e magistrados(as) ativos é gerada pelo Poder Executivo estadual.

    A Declaração Anual de Ajuste do Imposto de Renda poderá ser entregue e transmitida no período do dia 17 de março até o dia 30 de maio.

    Gecom/TJPB

     

     

  • TJPB recompõe Comitês de Proteção de Dados e Segurança da Informação

    Dois atos assinados pelo presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), desembargador Fred Coutinho, foram publicados no Diário da Justiça eletrônico desta quarta-feira (19). Os documentos tratam da recomposição do Comitê Executivo de Proteção de Dados Pessoais e do Comitê de Segurança da Informação do Poder Judiciário paraibano para o biênio 2025-2026.

    O Comitê Executivo de Proteção de Dados Pessoais contará com os seguintes membros: juiz Jeremias de Cássio Carneiro de Melo (coordenador), juiz Max Nunes de França (juiz auxiliar da Vice-presidência), juiz Gustavo Pessoa Tavares de Lyra (juiz-corregedor auxiliar), Daniel Ayres de Melo (diretor de Tecnologia da Informação), Firmino Ayres Leite Neto (encarregado de proteção de dados pessoais), Thiago Bruno Nogueira Alves (diretor jurídico), Ana Caroline Leal de Vasconcelos (gerente de Planejamento) e Daniel de Vasconcelos Lopes (gerente de infraestrutura de Tecnologia da Informação).

    Já o Comitê de Segurança da Informação terá a seguinte composição: desembargador Ricardo Vital de Almeida (presidente), juiz Max Nunes de França (juiz auxiliar da Vice-presidência), juiz Gustavo Pessoa Tavares de Lyra (juiz-corregedor auxiliar), Daniel Ayres de Melo (diretor de Tecnologia da Informação), Francisco dos Santos Magalhães (coordenador de Segurança da Informação), Gilberto Moura Santos (gerente de Segurança Institucional e Militar) e Firmino Ayres Leite Neto (encarregado de proteção de dados pessoais).

    O Comitê de Segurança da Informação tem entre suas atribuições revisar periodicamente a Política de Segurança da Informação e propor normas e procedimentos internos para garantir a segurança das informações, sempre em conformidade com a legislação vigente.

    Por sua vez, o Comitê Executivo de Proteção de Dados Pessoais tem como um dos objetivos implantar o programa de proteção de dados pessoais no Poder Judiciário do Estado da Paraíba, conforme previsto na Lei Federal nº 13.709/2018, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

    Por Fernando Patriota

     

     

     

  • Ministério da Saúde apresenta resultados de pesquisa de avaliação do Proadi-SUS

    O Ministério da Saúde está realizando, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a primeira pesquisa de avaliação do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), com foco nos 169 projetos desenvolvidos durante o 5º triênio (2021-2023). Os resultados da 1ª etapa do estudo foram apresentados em evento realizado na sexta-feira (14), em Brasília   

    O objetivo principal foi avaliar o Proadi-SUS, identificando as melhores práticas, os desafios e as oportunidades de aprimoramento do programa.  “Queremos tornar o Proadi-SUS ainda mais potente, garantindo que os projetos desenvolvidos no âmbito do programa estejam alinhados com as prioridades do SUS e as necessidades de saúde da população”, afirmou o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, durante a mesa de abertura do evento. 

    Também participaram da mesa, a coordenadora do projeto e professora da UFMG, Telma Maria Gonçalves Menicucci; o coordenador do núcleo de acompanhamento de projetos estratégicos do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), Nilo Bretas; e o diretor de Cuidado Público e Responsabilidade Social do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), Guilherme de Paula Pinto Schettino.  

    Resultados gerais 

    A pesquisa avaliou processos, entregas e potenciais efeitos no desenvolvimento institucional do SUS. De acordo com as análises, 70% do total de projetos é focado na área de gestão e pesquisa. A maioria das ações tem abrangência nacional, com concentração nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste. A vigência média dos projetos foi de 25,2 meses, com valor médio executado de R$ 13,2 milhões. 

    As áreas temáticas mais presentes foram doenças crônicas, gestão em saúde e formação de profissionais. Já os objetivos do Plano Nacional de Saúde mais contemplados foram qualificação da força de trabalho, melhoria da gestão e ampliação do acesso. Outro destaque é para os níveis de atenção em saúde mais frequentes, como a atenção especializada e atenção primária.   

    Os projetos do Proadi-SUS apresentaram 890 entregas que foram organizadas em nove categorias de análise: ações relacionadas à infraestrutura; assessoria; atendimento ou procedimento em saúde; monitoramento e avaliação; coleta, processamento e análise de dados; desenvolvimento de produtos; divulgação e publicação; gestão do projeto e da pesquisa; e treinamento e capacitação.  

    Também foram percebidos melhora da qualidade do cuidado, como o fortalecimento às linhas de atenção do SUS, a ampliação da qualificação de gestores e profissionais de saúde que atuam no SUS, fomento à pesquisa e inovação, a criação de protocolos clínicos; e redução de custos ao sistema, uma vez que contribuiu para a diminuição do número de internações e de atendimentos de emergência.  

    Recomendações 

    O relatório apresenta um conjunto de recomendações para o aprimoramento contínuo do Proadi-SUS, considerando desafios e oportunidades, e ampliação do seu impacto no SUS:  

    • Utilização de Novas Tecnologias;  
    • Fortalecimento da Articulação do Programa com as demais políticas do SUS;  
    • Ampliação do alcance dos projetos;  
    • Sustentabilidade das Ações;  
    • Monitoramento e avaliação contínuos;  
    • Transparência e Prestação de Contas;  
    • Inovação e Criatividade;  
    • Resultados e Impacto mensuráveis;  
    • Comunicação e Disseminação;  
    • Foco no Usuário do SUS;  
    • Avaliação de Impacto a Longo Prazo;  
    • Incorporação do conhecimento e das tecnologias para o SUS.  

    Próximas etapas

    A pesquisa de avaliação terá mais duas etapas que envolverá trabalho de campo com os autores envolvidos na execução e acompanhamentos dos projetos (hospitais de excelência e secretarias do Ministério da Saúde), e seus beneficiados (serviços de saúde do SUS), além de uma proposta estruturada de monitoramento e avaliação do programa. 

    O relatório da primeira etapa da pesquisa com os ajustes finais será disponibilizado na página do Ministério da Saúde. 

    Sobre o programa 

    O Proadi-SUS é uma iniciativa do Ministério da Saúde que visa fortalecer o SUS por meio de parcerias com hospitais de excelência.   

    Criado em 2009, o programa financia projetos de capacitação, pesquisa, inovação e gestão em saúde, utilizando recursos provenientes da imunidade tributária concedida atualmente a seis hospitais filantrópicos, sendo: Hospital Alemão Oswaldo Cruz; BP-Beneficência Portuguesa de São Paulo; HCor-Hospital do Coração; Hospital Israelita Albert Einstein; Hospital Moinhos de Vento; e Hospital Sírio Libanês.  

    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde e Ebserh reforçam parceria para reduzir tempo de espera no SUS

    Durante reunião com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, propôs que os hospitais universitários de todo o país ampliem os horários de atendimento para realizar diagnósticos e cirurgias eletivas. A medida faz parte das ações para redução do tempo de espera no Sistema Único de Saúde (SUS) para procedimentos de média e alta complexidade. O encontro, que aconteceu nesta terça (10), em Brasília, contou com a presença do presidente da Ebserh, Arthur Chioro, e do secretário-executivo do Ministério da Educação, Leonardo Barchini.

    A proposta é que os estabelecimentos de saúde da Ebserh aumentem o horário de atendimento para essas demandas não apenas em dias da semana, mas também passem a diagnosticar e fazer cirurgias eletivas aos sábados. Para executar essa ideia, o ministro sugeriu o mapeamento das unidades que já contam com o terceiro turno – período de trabalho noturno, geralmente entre 22h e 8h – e quais têm capacidade para implementar esse modelo.

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    Arthur Chioro, presidente da Ebserh, e o ministro Alexandre Padilha (Foto: Jerônimo Gonzalez/MS)

    Para o ministro, essa integração entre a empresa e o SUS é muito importante para cumprir com o objetivo da redução do tempo de espera na saúde pública. “Com a capilaridade dos hospitais universitários, o atendimento pode acontecer num tempo mais adequado à nossa população”, afirmou.

    Ainda na ocasião, Padilha convidou a Ebserh para colaborar com as salas de situação em saúde permanentes da nova gestão, anunciadas nesta segunda (17), para que os brasileiros tenham mais acesso aos serviços disponíveis na rede pública. As salas trabalharão pela redução do tempo de espera para atendimento especializado, tratamento de câncer, saúde da mulher, imunização e produção de medicamentos.

    O presidente da Ebserh, Arthur Chioro, agradeceu a oportunidade e colocou a instituição à disposição do Ministério da Saúde não apenas nos atendimentos hospitalares, mas também nos serviços de vigilância com o apoio das universidades federais e centros de pesquisa.

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    Foto: Jerônimo Gonzalez/MS

    “Precisamos ressignificar a importância dos hospitais universitários para o SUS. Contem com o nosso irrestrito apoio para o fortalecimento do SUS. Nós temos uma vocação de sermos hospitais do SUS, no SUS e para o SUS. E essa parceria com o Ministério da Saúde é essencial para que a gente possa cumprir essa missão”, declarou.

    Ana Freire
    Ministério da Saúde

  • No Ceará, Governo Federal implanta pacote de ações para reduzir o tempo de espera no SUS

    No Ceará, Governo Federal implanta pacote de ações para reduzir o tempo de espera no SUS

    Com o objetivo de reduzir o tempo de espera no Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde anuncia um pacote de medidas para o estado do Ceará. A iniciativa prevê a inauguração do primeiro modelo de cuidado integral ginecológico, onde consultas, exames, diagnósticos e cirurgias serão realizados de forma conjunta, além da expansão desta lógica de atendimento para outras especialidades em todo o estado. Também será anunciado um mutirão de cirurgias ortopédicas e a integração dos sistemas de dados regionais com a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS).

    O pacote de ações beneficiará hospitais regionais, além dos três principais hospitais em Fortaleza: Hospital Universitário do Ceará (HUC), Hospital da Mulher e Instituto Dr. José Frota Central (IJF). 

    As medidas serão anunciadas durante a cerimônia de inauguração do Hospital Universitário do Ceará (HUC) pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, nesta quarta-feira (19), em Fortaleza. A unidade será referência para todo o estado, atendendo 8,7 milhões de pessoas.

    O Hospital da Mulher e o Instituto Dr. José Frota Central, que receberão investimentos do Ministério da Saúde para ampliar o atendimento e reduzir o tempo de espera, cobrem 44 municípios do estado, beneficiando 4,5 milhões de pessoas. 

    Primeiro Modelo Integrado de Cuidado Ginecológico no Brasil

    A saúde da mulher é uma prioridade do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e como parte desse compromisso, o Ministério apresenta, de forma inédita, o primeiro modelo de cuidado integral ginecológico. Agora, as pacientes do Hospital da Mulher de Fortaleza terão acesso a consultas, exames e diagnósticos no mesmo local, agilizando o início dos tratamentos e cirurgias eletivas. O investimento total nesta iniciativa é de R$ 1,8 milhão. 

    Além do Hospital da Mulher, o modelo de cuidado integrado também será implementado no HUC e no Instituto José Frota Central. Este último recebeu habilitação para alta complexidade em trauma, além da expansão de 30 novos leitos de enfermaria de ortopedia e da ampliação da hemodinâmica. Com esse investimento, o Instituto passará a realizar mensalmente mais 500 cirurgias por mês de ortopedia, 500 exames por mês de ressonância magnética e 250 mensais de exames de Hemodinâmica. Pelo ambulatório deverão passar 8.960 pessoas por mês. 

    Inauguração do Hospital Universitário do Ceará (HUC)

    O presidente Lula, juntamente com o ministro Alexandre Padilha, inaugura o novo Hospital Universitário do Ceará. A unidade oferecerá atendimento em mais de 30 especialidades médicas, cobrindo uma área de 78,6 mil m², distribuída em três torres (clínica, cirúrgica e materno-infantil) e sete pavimentos. Também contará com 652 leitos, além de 180 leitos complementares.

    O hospital atuará como centro de assistência terciária, atendendo casos de alta complexidade e apoiando outros hospitais públicos de Fortaleza e do estado. Ele será referência para todo o estado, atendendo 8,7 milhões de pessoas. 

    Um diferencial será seu perfil voltado ao ensino e pesquisa em saúde pública, formando novos profissionais especializados para o SUS. Na Fase 2, será inaugurada a emergência obstétrica, com atendimento 24h para casos de alta complexidade. Já na Fase 3, o hospital passará a realizar cirurgias cardíacas pediátricas. 

    Nos próximos 90 dias, o Ministério da Saúde oferecerá apoio técnico para a implantação de novos serviços, incluindo transplante pediátrico de fígado com doador vivo, inédito no estado, transplante renal pediátrico, atualmente realizado apenas na rede privada, e transplante autólogo de medula óssea em adultos, hoje realizado apenas no Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Ceará.

    Mutirão de Cirurgias Ortopédicas

    O Ministério da Saúde também está promovendo um mutirão para acelerar cirurgias ortopédicas eletivas nos hospitais regionais. Com o objetivo de reduzir o tempo de espera, garantir maior acesso aos serviços de saúde e expandir a oferta de cirurgias, o Ministério da Saúde investirá R$ 4 milhões para realização de 9.612 cirurgias em Fortaleza. A iniciativa conta com a parceria de hospitais no Sertão Central, Fortaleza e Litoral Leste.

    Integração dos Sistemas de Saúde

    Para aprimorar a gestão e o atendimento ao paciente, o Ministério da Saúde está promovendo a integração dos sistemas de regulação estaduais e municipais com a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). Essa iniciativa facilitará o compartilhamento de informações, proporcionando um atendimento mais ágil e eficiente, uma redução do tempo de espera, diagnóstico mais rápido e seguro e melhor comunicação entre especialistas.

    Vanessa Rodrigues
    Ministério da Saúde