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  • Lula recebe presidente do Equador e vai à cúpula da Amazônia

    Lula recebe presidente do Equador e vai à cúpula da Amazônia

    O presidente Lula recebe nesta segunda-feira (18) o presidente do Equador, Daniel Noboa, em visita de Estado a Brasília. É a primeira de uma série de agendas diplomáticas articuladas no contexto do tarifaço norte-americano.

    A programação oficial começa às 11h, com cerimônia no Palácio do Planalto, seguida de reunião restrita entre os dois presidentes (11h20). Às 12h está prevista a assinatura de atos bilaterais, e às 12h30 os líderes farão uma declaração conjunta à imprensa. O encontro será encerrado com almoço oferecido por Lula ao presidente equatoriano, às 13h.

    Na terça-feira (19), Lula assina o decreto que regulamenta a TV 3.0 no Brasil, em cerimônia que contará com a participação do ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira.

    Presidente dedicará parte da sua agenda esta semana a reuniões com líderes da América do Sul.

    Presidente dedicará parte da sua agenda esta semana a reuniões com líderes da América do Sul.Rafael Vieira/AGIF/Folhapress

    Cooperação amazônica

    Já na quinta-feira (21), o presidente viaja para a Colômbia. Ele participará na sexta (22), em Bogotá, da reunião da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA). No encontro, líderes dos oito países que compartilham o bioma amazônico (Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela) vão discutir temas ambientais e integração regional.

    Criada em 1995 a partir do Tratado de Cooperação Amazônica, a organização tem sede em Brasília e atua pela preservação ambiental, uso sustentável dos recursos naturais e integração regional.

    A cúpula deve focar em três pontos principais: definição de prioridades regionais (desenvolvimento sustentável, preservação e enfrentamento das mudanças climáticas); coordenação de posições para a COP 30, em novembro, em Belém; e fortalecimento da cooperação técnica e financeira, com projetos de bioeconomia, monitoramento ambiental e apoio científico. A reunião é vista como um espaço estratégico para consolidar a atuação conjunta dos países amazônicos e reforçar o protagonismo regional na agenda ambiental global.

  • Fiesp mantém projeção de crescimento do PIB em 2,4%

    Fiesp mantém projeção de crescimento do PIB em 2,4%

    A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou uma atualização de seu boletim de estatísticas e expectativas sobre os principais índices econômicos. A entidade confirmou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,4% para o ano de 2025.

    Inicialmente, a Fiesp considerou elevar a estimativa para 2,6%, porém, a expectativa anterior foi mantida. Essa decisão foi influenciada por um cenário internacional menos favorável, especialmente devido ao início da implementação de tarifas pelo governo dos Estados Unidos.

    O mercado financeiro também revisou suas projeções de crescimento econômico para baixo, estimando um PIB de 2,21% para o final de 2025.

    Fiesp mantém projeção de crescimento do PIB em 2,4% para 2025.

    Fiesp mantém projeção de crescimento do PIB em 2,4% para 2025.Pablo De Luca /Fotoarena/Folhapress

    Apesar da perspectiva geral ainda ser positiva, a análise da Federação aponta para uma retração em alguns setores específicos. A agropecuária deve apresentar um recuo de 0,6%, enquanto a indústria de transformação pode sofrer uma queda de 0,7%. Além disso, espera-se uma diminuição moderada no consumo governamental, com uma redução de 0,4%, e nos investimentos, com um recuo de 0,7% nos recursos mobilizados.

    Essa restrição financeira internacional é um fator determinante para a queda nos investimentos, somada à incerteza em anos eleitorais, com a aproximação das eleições presidenciais e estaduais em 2026, e ao aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos a diversos parceiros comerciais, incluindo o Brasil. As importações também devem apresentar uma queda, refletindo a desaceleração da atividade econômica, com um recuo de 1,5%.

    Em contrapartida, o monitoramento da Fiesp indica uma tendência de crescimento moderado de 0,4% para o setor industrial como um todo e de 0,3% para o setor de serviços. O consumo das famílias também deve aumentar, com uma expansão da demanda de 0,6%. Mesmo diante da incerteza no cenário internacional, a entidade mantém a expectativa de crescimento das exportações, com um avanço discreto de 0,2%.

  • CCJ vota PEC das agências com apoio de frentes parlamentares

    CCJ vota PEC das agências com apoio de frentes parlamentares

    A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados deve votar nesta terça-feira (19) a PEC 42/2024, conhecida como a PEC das agências reguladoras. A proposta ganhou nesta segunda-feira (18) um manifesto de apoio assinado pela Coalizão das Frentes Parlamentares Produtivas, que reúne deputados e senadores ligados à defesa de diversos setores econômicos no Congresso.

    Apresentada em novembro de 2024 pelo deputado Danilo Forte (União-CE), a PEC pretende alterar a Constituição para dar à Câmara dos Deputados a competência privativa de acompanhar e fiscalizar as atividades das agências reguladoras por meio de suas comissões temáticas.

    Fachada da Agência Nacional de Telecomunicações em Brasília.

    Fachada da Agência Nacional de Telecomunicações em Brasília. André Luís Pires de Carvalho/Divulgação

    Na prática, a medida permitiria que essas comissões:

    • estabeleçam prazos para que as agências cumpram a lei;
    • encaminhem condutas ilícitas ao Ministério Público, à Advocacia-Geral da União (AGU) e ao Tribunal de Contas da União (TCU);
    • acompanhem atos normativos, reforçando o controle externo sobre as autarquias.

    O objetivo, segundo os defensores da proposta, é evitar o acúmulo de funções pelas agências, que hoje normatizam, fiscalizam e julgam, e garantir maior transparência e equilíbrio entre Legislativo e Executivo.

    Hoje, o Senado já detém a responsabilidade exclusiva de aprovar os nomes dos dirigentes das agências reguladoras. Já a PEC pretende equilibrar essa atuação legislativa, dando à Câmara uma função clara e constitucional de fiscalização. Autores e apoiadores argumentam que isso aumentará a transparência, evitará a cooptação das autarquias por interesses privados e reforçará a representação dos consumidores. Críticos, no entanto, apontam que pode haver interferência excessiva da política sobre decisões técnicas.

    Apoio parlamentar

    No manifesto divulgado nesta segunda, as frentes parlamentares afirmam que, embora as agências tenham desempenhado papel decisivo na estabilidade econômica desde a sua criação nos anos 1990, passaram a enfrentar interferências políticas, disputas de poder e fragilidade orçamentária. A coalizão defende que a PEC dará mais segurança jurídica, além de fortalecer a defesa do consumidor.

    Assinam o documento frentes ligadas a áreas como comércio e serviços, saúde, turismo, aviação, mineração sustentável, cooperativismo, cultura, indústria de máquinas e equipamentos, logística e infraestrutura.

    A PEC já recebeu parecer favorável do relator na CCJ, deputado Victor Linhalis (Podemos-ES), e teve tentativa de retirada de pauta rejeitada na semana passada. Se aprovada nesta terça, será criada uma comissão especial para analisar o mérito da proposta. Depois, seguirá ao Plenário da Câmara, onde precisará de aprovação em dois turnos antes de ir ao Senado.

  • Mercado projeta inflação abaixo de 5% pela 1ª vez desde janeiro

    Mercado projeta inflação abaixo de 5% pela 1ª vez desde janeiro

    O Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (18) mostrou que o mercado financeiro reduziu, pela 12ª semana seguida, a expectativa para a inflação de 2025. A projeção do IPCA caiu de 5,05% para 4,95%, voltando à casa dos 4% pela primeira vez desde janeiro. Apesar da melhora, a projeção para 2025 ainda está acima do teto da meta oficial de 4,5% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

    Veja o Boletim Focus da semana

    O que explica a queda

    Segundo analistas, o recuo reflete a desaceleração da economia causada pelos juros elevados e o efeito deflacionário do tarifaço norte-americano sobre produtos brasileiros. A combinação desses fatores tem arrefecido a atividade econômica e ajudado a conter as pressões inflacionárias.

    Projeções futuras

    O boletim também mostrou que a expectativa de inflação para 2026 passou de 4,41% para 4,40%, enquanto para 2027 permaneceu em 4% e, para 2028, em 3,8%.

    Mercado financeiro projeto inflação menor com a desaceleração da economia provocada pelo tarifaço dos EUA e pelos juros altos.

    Mercado financeiro projeto inflação menor com a desaceleração da economia provocada pelo tarifaço dos EUA e pelos juros altos.Adriano Vizoni/Folhapress

    PIB e juros

    A projeção do mercado para o crescimento do PIB em 2025 ficou estável em 2,21%, mesma taxa esperada para 2026 (1,87%). Já a estimativa para a taxa básica de juros, a Selic, segue em 15% ao ano em 2025, caindo para 12,5% em 2026 e 10,5% em 2027.

    Por que importa

    A inflação acumulada em 12 meses até junho havia estourado o teto da meta por seis meses consecutivos, obrigando o presidente do BC, Gabriel Galípolo, a enviar carta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicando os motivos. A queda agora indica alívio nas expectativas, mas ainda há preocupação porque os preços continuam rodando acima do intervalo de tolerância.

    O que é o Boletim Focus

    O Boletim Focus é uma publicação semanal do Banco Central (BC) que reúne as projeções do mercado financeiro para os principais indicadores da economia brasileira. Ele é elaborado a partir de uma pesquisa feita com mais de 100 instituições financeiras, como bancos, corretoras e consultorias, que informam suas estimativas para variáveis como:

    • Inflação (IPCA, IGP-M e preços administrados)
    • Taxa básica de juros (Selic)
    • Crescimento do PIB
    • Taxa de câmbio (dólar/real)
    • Balança comercial e contas externas
    • Investimentos estrangeiros diretos
    • Dívida e resultado fiscal do setor público

    Para que serve

    O boletim é uma espécie de “termômetro” das expectativas do mercado. Como a política monetária tem efeito defasado – a taxa Selic, por exemplo, demora meses para impactar de fato a inflação e a atividade econômica -, o Banco Central precisa olhar para a frente. Assim, acompanhar as projeções do Focus ajuda a ajustar decisões de juros e política monetária.

  • Lula sobre China: “Maior parceiro comercial do país”

    Lula sobre China: “Maior parceiro comercial do país”

    Na sexta-feira (15), durante cerimônia de inauguração de uma fábrica da montadora chinesa GWM, situada em Iracemápolis (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva proferiu elogios à China, referindo-se a ela como o “maior parceiro comercial do país”, e reiterou suas críticas ao governo dos Estados Unidos.

    O presidente declarou: “Não dá para a gente aceitar a criação de uma imagem mentirosa contra um país como o Brasil, que não tem contencioso no mundo”.

    Lula exalta China em evento:

    Lula exalta China em evento: “Maior parceiro comercial do país”.Zanone Fraissat/Folhapress

    Lula também enfatizou que a China é o principal parceiro comercial do Brasil. “A China é o nosso principal parceiro comercial. A gente vai tentar brigar para que o comércio mundial seja equilibrado. A gente quer que volte o multilateralismo”. O presidente também ressaltou que o Brasil tem se posicionado como aliado da China na busca por um mundo mais justo e um planeta mais sustentável.

    “É importante que as pessoas saibam que o comércio do Brasil com a China hoje é de US$160 bilhões contra US$80 bilhões com os Estados Unidos”, comparou Lula. Ele ainda mencionou que, devido a declarações de Trump, o Brasil enfrenta uma “turbulência desnecessária”.

    “A ideia de passar para o mundo que o Brasil é um país horrível para negociar não é verdade. Eu não posso admitir que um presidente de um país do tamanho dos Estados Unidos possa criar a quantidade de inverdades que ele tem contado sobre o Brasil”. O presidente incentivou outras empresas chinesas a investirem no Brasil, visando a criação de mais postos de trabalho.

    Lula recordou que, ao final de seu mandato em 2010, o comércio de veículos alcançava 3,6 milhões de unidades, enquanto atualmente as vendas giram em torno de 1,6 milhão. “É por isso que nós estamos recuperando a indústria com política de créditos”, afirmou.

    O presidente expressou sua discordância com a prática de países desenvolvidos subjugarem nações em desenvolvimento. “Isso não é comércio justo. O comércio justo é aquele em que as regras são estabelecidas em igualdade de condições para todo mundo”. Lula lamentou o fechamento de fábricas da Ford no Brasil em 2021 e celebrou a chegada da empresa chinesa.

    “Essa visão que os chineses têm de que eles podem ocupar uma parte do mundo vendendo e produzindo e ensinando, que nós vamos aproveitar”. Lula solicitou aos executivos da empresa chinesa que utilizem o Brasil como plataforma de vendas na América Latina. “Para quem quiser vir, nós estaremos de braços e coração abertos”.

  • Prêmio Congresso em Foco aproxima Parlamento e sociedade, afirma iFood

    Prêmio Congresso em Foco aproxima Parlamento e sociedade, afirma iFood

    O Prêmio Congresso em Foco chega à sua 18ª edição com a missão de reconhecer os parlamentares que mais se destacam na política brasileira. Para João Sabino, diretor sênior de políticas públicas do iFood, a importância da premiação está justamente no olhar amplo para o trabalho legislativo. Segundo ele, a boa política não se resume à apresentação de projetos de lei ou relatórios, mas também às articulações e discussões que dão forma ao debate público.

    “Um bom parlamentar é aquele que pauta temas relevantes, organiza a agenda da Casa e articula politicamente de maneira consistente. Muitas vezes esse trabalho não aparece no noticiário do dia a dia, mas tem enorme impacto. O Prêmio valoriza justamente essas atividades que são menos visíveis, mas fundamentais para o funcionamento da democracia”, afirmou.

    Relações governamentais e sociedade conectadas

    Patrocinador da premiação neste ano, o iFood vê no Prêmio Congresso em Foco uma oportunidade de fortalecer a ponte entre relações governamentais e sociedade civil. “O trabalho de relações governamentais não é apenas dialogar com parlamentares. É também informar e comunicar bem com a sociedade. E o Congresso em Foco é um portal respeitado, de grande alcance, que conecta essas duas esferas. O Prêmio reflete esse espírito ao dar visibilidade a parlamentares comprometidos com a boa política”, explica Sabino.

    Outro aspecto destacado pelo diretor é a amplitude temática da premiação, que contempla categorias ligadas a educação, impacto social, desenvolvimento econômico e trabalho, diversidade que dialoga diretamente com o próprio ecossistema do iFood.

    “Assim como o iFood conecta consumidores, estabelecimentos, indústria e entregadores, o Prêmio também enxerga a política como algo que atravessa todas as dimensões da sociedade. Hoje, só a nossa plataforma já representa 0,64% do PIB brasileiro. Mas mais do que isso, geramos impacto em áreas como educação, sustentabilidade e inclusão social. O Prêmio compartilha dessa visão abrangente”, disse Sabino.

    Além de reconhecer o trabalho parlamentar, o diretor afirma que a premiação também cumpre o papel de valorizar a informação como pilar da política. Segundo ele, o diálogo entre empresas e Congresso, feito de forma transparente, ajuda a qualificar o processo de tomada de decisão.


    Ter acesso aos parlamentares e levar a eles estudos, dados e notas técnicas é fundamental. Isso ajuda a esclarecer como funcionam operações complexas, como a do iFood, e qual é o impacto disso na vida das pessoas. O parlamentar bem informado tem mais segurança para decidir. O Prêmio, nesse sentido, dá visibilidade a essa atuação plural, em que diferentes setores contribuem para enriquecer o debate democrático“.

    João Sabino

    Diretor sênior de políticas públicas do iFood


    Óscar da política

    A 18ª edição do Prêmio Congresso em Foco será realizada no dia 20 de agosto, no Teatro Nacional Claudio Santoro, em Brasília, com transmissão ao vivo pelo canal do YouTube e pelo Instagram do Congresso em Foco.

    A iniciativa reconhece os parlamentares mais atuantes do Congresso Nacional a partir de três critérios: voto popular, júri especializado e jornalistas que cobrem o Congresso. Neste ano, a votação inovou ao permitir também a participação via WhatsApp, o que ampliou o alcance e resultou em quase 3 milhões de votos.

  • Prêmio Congresso em Foco celebra a política em noite plural

    Prêmio Congresso em Foco celebra a política em noite plural

    O Teatro Nacional Claudio Santoro, em Brasília, será palco, nesta quarta-feira (20), da 18ª edição do Prêmio Congresso em Foco. O evento, que já se tornou tradição no calendário político nacional, vai muito além de uma entrega de troféus: é uma celebração pública da boa política, um tributo ao trabalho sério e à importância do Legislativo para o país.

    Neste ano, a festa será ainda mais plural. Pela primeira vez, todos os parlamentares estão convidados para a cerimônia; não apenas os vencedores. Afinal, ganhar ou perder faz parte da circunstância do momento. O mais importante é celebrar a política, reconhecer e valorizar a atuação de deputados e senadores.

    A proposta é transformar a noite em um encontro amplo, capaz de reunir, no mesmo espaço, diferentes vozes e perspectivas políticas, independentemente de partido ou ideologia. A inspiração vem de grandes premiações como o Oscar, que celebra não só quem leva o prêmio para casa, mas todos que contribuem para a excelência de uma área.

    Além dos congressistas, a plateia reunirá ministros, representantes do Judiciário, governadores, lideranças de movimentos sociais, acadêmicos, empresários e representantes da sociedade civil. É a política em seu sentido mais amplo, com debate, diversidade e construção coletiva, ocupando o centro do palco.

    Prêmio estimula a população a reconhecer os melhores parlamentares do ano desde 2006.

    Prêmio estimula a população a reconhecer os melhores parlamentares do ano desde 2006.Arte Congresso em Foco

    Três olhares para escolher os melhores

    O reconhecimento aos destaques do ano resulta de um processo que considera diferentes pontos de vista:

    • Voto popular – aberto a toda a população pela internet, permitindo que eleitores de todo o país indiquem quem, na sua opinião, mais se destacou no Congresso. A votação este ano se estendeu de 23 de junho a 30 de julho, sob forte processo de fiscalização interna e externa.
    • Jornalistas que cobrem o Congresso – profissionais que acompanham de perto a rotina parlamentar e têm sensibilidade para identificar quem trabalha com seriedade e compromisso.
    • Júri especializado – formado por cinco integrantes de setores variados. Eles avaliam critérios técnicos como presença nas sessões, participação nos debates, qualidade das propostas e capacidade de articulação.

    Categorias e abrangência

    Além das categorias Melhores da Câmara, Melhores do Senado e Parlamentar Revelação, o Prêmio contempla áreas temáticas que refletem desafios centrais para o Brasil:

    • Direitos Humanos e Cidadania
    • Inovação e Tecnologia
    • Agricultura e Desenvolvimento Rural
    • Desenvolvimento Sustentável e Clima
    • Regulação e Acesso à Saúde
    • Diplomacia Cidadã
    • Incentivo à Cultura
    • Apoio ao Comércio, Indústria e Serviços
    • Acesso à Justiça

    Os premiados nessas categorias especiais são definidos pelo júri técnico.

    Em todas elas, o objetivo é destacar atuações que, pela relevância e impacto, representam um serviço efetivo à sociedade.

    Mais que um prêmio, um gesto político

    O Prêmio Congresso em Foco nasceu para valorizar o desempenho de parlamentares que exercem o mandato com competência, compromisso democrático e atenção ao interesse público. Mas, diante do atual cenário político, em que o Legislativo é alvo constante de críticas generalizadas e, muitas vezes, injustas, o evento assume um papel ainda mais relevante: reafirmar a importância da política como instrumento de transformação e do Parlamento como pilar da República.

    Ao abrir as portas para todos os deputados e senadores, a edição de 2025 reforça que a grande homenageada da noite não é apenas a lista de vencedores, mas a própria política – aquela feita com diálogo, respeito às diferenças e compromisso com o país.

    O simbolismo da celebração

    Em tempos de descrença nas instituições, o Prêmio se propõe a virar a página: mostrar que há parlamentares empenhados em legislar com seriedade e que o Legislativo pode, sim, ser espaço de construção de soluções para os desafios nacionais. Reconhecer esses exemplos é também estimular o acompanhamento crítico, aproximar cidadãos de seus representantes e promover a ideia de que democracia se fortalece com participação ativa.

    A cerimônia, transmitida ao vivo pelos canais oficiais do Congresso em Foco, será uma oportunidade para que a sociedade veja, em um só palco, o encontro de diferentes forças políticas que, apesar das divergências, compartilham a responsabilidade de representar a população brasileira.

    No fim das contas, o Prêmio Congresso em Foco não é sobre quem sobe ao palco para receber o troféu. É sobre lembrar que, quando exercida com seriedade e compromisso, a política é digna de celebração. Porque sem um Parlamento forte, plural e democrático, não há país que avance. Não há democracia, nem soberania.

    Leia ainda:

    Saiba mais sobre o Prêmio Congresso em Foco

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco

    Quem apoia o Prêmio Congresso em FocoArte Congresso em Foco

  • Marcelo Castro busca consenso para votar Código Eleitoral na CCJ

    Marcelo Castro busca consenso para votar Código Eleitoral na CCJ

    O senador Marcelo Castro (MDB-PI), relator do Projeto de Lei Complementar (PLP) 12/2021, que institui o novo Código Eleitoral, informou que pretende submeter o texto à votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na próxima quarta-feira (20), a partir das 9h.

    “Conversei esta semana com parlamentares para buscarmos um entendimento e votar o Código Eleitoral na próxima semana. Esse tema é muito importante para o Brasil. Queremos garantir a aprovação no Congresso até o fim setembro para que ele possa viger nas próximas eleições. Para isso, o Código precisa ser aprovado no Senado com tempo suficiente para ser novamente analisado pela Câmara”, declarou o senador à Agência Senado.

    Para valer nas eleições majoritárias de 2026, a proposta precisa ser sancionada e estar em vigor até 3 de outubro de 2024. O texto reúne quase 900 artigos que consolidam sete leis, jurisprudências e introduzem mudanças nas legislações eleitoral e partidária. O primeiro relatório foi protocolado em março deste ano e, desde então, seis versões foram apresentadas à CCJ, além de complementações. Apesar do avanço, persistem impasses em temas centrais, refletidos nas quase 400 emendas apresentadas. O último debate, em 9 de julho, não resultou em deliberação por falta de acordo.

    Senador Marcelo Castro (MDB-PI).

    Senador Marcelo Castro (MDB-PI).Saulo Cruz/Agência Senado

    Quarentena

    Um dos pontos de maior resistência envolve as novas regras de quarentena para integrantes de carreiras de Estado, como juízes, membros do Ministério Público, policiais e militares. A proposta original previa quatro anos de afastamento antes de disputar eleições, prazo posteriormente reduzido para dois anos após audiências públicas e reuniões com parlamentares.

    Alguns senadores, como Alessandro Vieira (MDB-SE), Fabiano Contarato (PT-ES), Sergio Moro (União-PR) e Hamilton Mourão (Republicanos-RS), manifestaram oposição à quarentena. “Estão obrigando um cidadão a abrir mão do sustento por dois anos para poder participar de um pleito. Isso não é razoável”, argumentou Contarato.

    Apesar das críticas, Marcelo Castro sustenta que essas carreiras são incompatíveis com a atuação político-partidária.

    Participação feminina

    Outro ponto controverso é a reserva de vagas para mulheres. O texto mantém a exigência de 30% de candidaturas femininas nas chapas, mas elimina a punição aos partidos que não atingirem o percentual, permitindo que as vagas não preenchidas fiquem vazias, sem possibilidade de substituição por outro gênero. Isso contrasta com a proposta de reserva de 20% das cadeiras parlamentares para mulheres.

    Em seu relatório, Castro afirma que permanece obrigatória a reserva de candidaturas, mas, durante os 20 anos de vigência da nova regra, não haverá indeferimento da chapa se a meta não for atingida – desde que as vagas remanescentes não sejam preenchidas por homens. As senadoras Zenaide Maia (PSD-RN), Professora Dorinha Seabra (União-TO) e Leila Barros (PDT-DF) se posicionaram contra a mudança. “Nós não vamos ceder nenhuma concessão: candidaturas, recursos e cadeiras”, afirmou Professora Dorinha.

    Fake news

    O combate à desinformação também gerou críticas. Alguns parlamentares consideraram que os dispositivos propostos criminalizam críticas e comprometem a liberdade de expressão. O senador Rogério Marinho (PL-RN) apontou que o texto amplia a responsabilização por manifestações que possam ser interpretadas como ilegítimas.

    Pelo projeto, é permitida a propaganda eleitoral negativa, desde que não contenha ofensas, incitação à violência ou informações falsas que desequilibrem a disputa. Ainda assim, senadores como Jorge Seif (PL-SC) alegam que termos como “discurso de ódio” ou “informações inverídicas” são subjetivos e comprometem a livre manifestação.

    Voto impresso

    Há também divergências quanto ao sistema de votação. Senadores como Esperidião Amin (PP-SC), Eduardo Girão (Novo-CE) e Mecias de Jesus (Republicanos-RR) defendem a implementação de comprovantes impressos de voto. Para Amin, “por mais confiáveis que sejam os softwares, eles sempre possuirão possíveis vulnerabilidades” e precisam parecer seguros para o eleitor comum.

    Leia o adendo ao relatório.

  • Senado pode votar PEC dos precatórios e polícias científicas

    Senado pode votar PEC dos precatórios e polícias científicas

    O Senado inicia nesta segunda-feira (18) uma semana de votações com pautas de forte impacto fiscal e institucional. O principal destaque é a PEC 66/2023, que muda as regras de pagamento de precatórios e reabre o parcelamento de dívidas previdenciárias de estados e municípios. Outra proposta relevante é a PEC 76/2019, que inclui as polícias científicas no sistema de segurança pública.

    A PEC 66/2023, relatada pelo senador Jaques Wagner (PT-BA), é considerada essencial para dar previsibilidade às contas públicas. Ela cria um novo regime de pagamento de precatórios (dívidas judiciais definitivas da União, estados e municípios) e evita que, a partir de 2027, toda a despesa seja incorporada de uma só vez ao orçamento, o que poderia provocar um colapso fiscal.

    Plenário do Senado.Semana tem duas propostas de emenda constitucional em pauta.

    Plenário do Senado.Semana tem duas propostas de emenda constitucional em pauta.Jefferson Rudy/Agência Senado

    O texto já foi aprovado em primeiro turno no Senado, por 62 votos a 4. Caso seja aprovado em segundo turno, com o apoio de pelo menos 49 senadores, seguirá para promulgação.

    O que muda no pagamento

    Os precatórios ficam de fora do teto de gastos da União a partir de 2026.

    A reincorporação dessas despesas nas metas fiscais será gradual: em 2027 apenas 10% entram na conta, subindo até 100% em 2036.

    Estados e municípios terão limites escalonados de pagamento, definidos pela receita corrente líquida.

    Parcelamento das dívidas previdenciárias

    Débitos com o INSS e com regimes próprios de previdência (RPPS) poderão ser parcelados em até 300 meses (25 anos), prorrogáveis para 360 meses se a parcela ultrapassar 1% da receita corrente líquida.

    Os juros serão mais baixos, entre IPCA + 0% e IPCA + 4% ao ano.

    Prefeituras poderão regularizar o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP), necessário para receber transferências federais e contratar empréstimos.

    Flexibilização orçamentária

    Em 2026, estados e municípios poderão usar até 50% das receitas vinculadas livremente; de 2027 a 2032, esse percentual cai para 30%.

    Entre 2025 e 2030, até 25% do superávit financeiro da União poderá ser destinado a projetos estratégicos.

    Recursos de regimes previdenciários deixam de compor a base de cálculo do Pasep.

    Impacto esperado

    A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) estima que a medida aliviará os cofres municipais em cerca de R$ 700 bilhões ao longo de três décadas. Governadores e prefeitos veem na PEC uma forma de destravar investimentos em áreas sociais. Já críticos argumentam que a proposta apenas empurra o problema para o futuro e pode atrasar ainda mais o pagamento aos credores.

    PEC das polícias científicas

    Na terça-feira (19), os senadores devem votar em primeiro turno a PEC 76/2019, de autoria do ex-senador Antonio Anastasia. O texto busca dar status constitucional às polícias científicas, responsáveis por perícias criminais e investigações técnicas, incluindo-as formalmente no rol de órgãos de segurança pública.

    A proposta chega à sua quinta e última sessão de discussão antes da votação. A expectativa é de ampla aprovação.

    Outros projetos em pauta

    Além das duas PECs, o plenário também pode analisar outras matérias de caráter social e internacional:

    • PL 3148/2023 (Célia Xakriabá, Psol-MG): define regras para a denominação de escolas indígenas, quilombolas e do campo.
    • PL 5178/2023 (Laura Carneiro, PSD-RJ): altera oficialmente a ementa da Lei Maria da Penha.
    • PLP 58/2025 (Mauro Benevides Filho, PDT-CE): prorroga prazos para estados e municípios utilizarem saldos de fundos de saúde.
    • PL 2549/2024 (Nely Aquino, PSD-MG): cria o Selo Cidade Mulher, reconhecimento a municípios que se destacarem em políticas públicas para o bem-estar feminino.
    • PDL 722/2024: aprova protocolo que altera a convenção Brasil-Chile sobre tributação e evasão fiscal.
    • PDL 479/2023: aprova acordo entre Brasil e União Europeia que modifica regras de isenção de vistos de curta duração.

    Sessões solenes e programa jovem

    Além das votações, a agenda inclui momentos comemorativos. Na quinta-feira (21), o Congresso Nacional promove sessão solene em homenagem aos 100 anos do Grupo Globo e aos 60 anos da Rede Globo. À tarde, o Senado realiza sessão especial dedicada à Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla.

    A semana se encerra na sexta-feira (22) com a sessão do Programa Jovem Senador 2025, quando os participantes apresentam e votam projetos próprios no plenário.

  • Propaganda de bets pode ser barrada em locais públicos

    Propaganda de bets pode ser barrada em locais públicos

    Campanhas publicitárias de sites e aplicativos de apostas poderão ser proibidas em equipamentos públicos, mesmo quando operados pela iniciativa privada, caso o projeto de lei apresentado pela deputada Professora Luciene Cavalcante (PSOL-SP) seja aprovado. A proposta veta a divulgação, exibição ou patrocínio dessas empresas nesses locais, independentemente do formato: anúncios pagos, impulsionados, patrocinados ou promocionais.

    Segundo o texto, a proibição deverá constar obrigatoriamente nos contratos de concessão ou permissão de uso firmados pela administração pública direta e indireta. Isso significa que concessionárias de serviços como transporte, arenas esportivas ou equipamentos culturais terão de impedir a presença de publicidade relacionada a apostas em suas áreas de atuação.

    Luciene afirma que a medida busca proteger a população dos riscos associados a esse mercado, que vem crescendo de forma acelerada no país. “É inadmissível que o Estado seja conivente e permissivo de que tais publicidades façam uso dos espaços e equipamentos públicos para promoção ou patrocínio de modalidades que induzam e causem vício, endividamento financeiro e prejudiquem […] a qualidade de vida e a saúde mental dos usuários”, diz a deputada na justificativa.

    Luciene Cavalcante quer impedir uso de bens públicos para anúncios de apostas.

    Luciene Cavalcante quer impedir uso de bens públicos para anúncios de apostas.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    A parlamentar também argumenta que, embora as plataformas de apostas estejam legalizadas em âmbito federal, o setor representa “um risco constante” devido à ampla disseminação e ao apelo em espaços sociais e públicos. Para ela, afastar o Estado dessas empresas significa reduzir a promoção da “lógica do lucro fácil e da recompensa imediata” que, segundo sua avaliação, alimenta o ciclo de vício e endividamento.

    O projeto não altera a legislação sobre o funcionamento das casas de apostas, mas atua sobre a forma como elas se relacionam com o espaço público, impedindo o uso de bens estatais como meios de promoção. Se aprovada, a medida terá impacto direto em eventos esportivos e culturais realizados em locais públicos, onde hoje é comum a presença de marcas do setor.

    A proposta será analisada pelas comissões da Câmara antes de seguir ao Plenário.