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  • Davi deu “voto de Minerva” para aprovar aumento do número de deputados

    Davi deu “voto de Minerva” para aprovar aumento do número de deputados

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), deu o “voto de Minerva” para aprovar o projeto que aumenta o número de deputados da Câmara, de 513 para 531. Com isso, o projeto passou por 41 votos a favor (o mínimo necessário) e 33 contrários.

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP): sem o voto dele, projeto que aumenta número de deputado não teria avançado.

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP): sem o voto dele, projeto que aumenta número de deputado não teria avançado.Pedro Ladeira/Folhapress

    Não é usual que o presidente do Senado protocole seu voto no plenário da Casa. Nesse caso, sem o aval de Davi, o projeto não teria passado: a marca dos 41 votos é o número mínimo que representa maioria simples no Senado, que tem 81 senadores. O parlamentar deixou de presidir a sessão temporariamente para protocolar o seu voto.

    Com a aprovação, o projeto pôde retornar à Câmara, onde foi aprovado e encaminhado à sanção do presidente Lula. O aumento do número de deputados é uma forma da Câmara dos Deputados de contornar uma decisão do STF, que determinou uma redistribuição do número de vagas na Casa para representar o tamanho de cada estado – com o aumento de vagas, alguns ganham e nenhum perde.

  • Com 18 novas vagas, veja quantos deputados cada estado terá em 2027

    Com 18 novas vagas, veja quantos deputados cada estado terá em 2027

    A partir de 2027, a Câmara dos Deputados terá 531 parlamentares, um aumento de 18 cadeiras em relação aos atuais 513. A mudança foi aprovada nesta quarta-feira (26) em votações consecutivas no Senado e na Câmara. O projeto de lei complementar agora aguarda sanção do presidente Lula, que deve confirmar a decisão para dos parlamentares para não ampliar a crise com o Congresso.

    Com isso, o Congresso Nacional passará de 594 para 612 membros, mantendo as 81 cadeiras do Senado. A nova configuração, que ampliará a bancada de nove estados, valerá para a legislatura que se inicia em 2027, após as eleições gerais de 2026. Veja como é hoje e quantos deputados cada unidade federativa elegerá a partir do próximo ano.

    Mudança no número de cadeiras vale a partir da próxima eleição, em 2026.

    Mudança no número de cadeiras vale a partir da próxima eleição, em 2026.Arte Congresso em Foco

    A proposta passou no Senado com 41 votos favoráveis e 33 contrários, o número exato necessário para aprovação. O voto decisivo veio do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). Minutos depois, a Câmara confirmou a versão final do texto.

    A mudança obedece aos critérios constitucionais que vinculam o número de deputados ao tamanho da população de cada estado, com base nos dados mais recentes do IBGE. O objetivo, segundo os defensores da proposta, é corrigir distorções de representação no Legislativo federal.

    Estados que perderiam cadeiras em uma redistribuição proporcional não serão afetados, pois a Constituição assegura um mínimo de oito deputados por unidade da federação.

    O impacto financeiro estimado da medida é de R$ 95 milhões por ano, incluindo salários, verbas de gabinete, auxílio-moradia, passagens e outras despesas operacionais. Críticos do projeto apontaram que a proposta aumenta gastos públicos sem mexer na eficiência da representação parlamentar.

    Veja como cada senador votou

  • Rui Falcão diz que errou ao votar por derrubada do IOF e pede correção

    Rui Falcão diz que errou ao votar por derrubada do IOF e pede correção

    Rui Falcão diz que continua alinhado com a política do governo Lula e atribui erro no voto à instabilidade da internet durante a votação remota.

    Rui Falcão diz que continua alinhado com a política do governo Lula e atribui erro no voto à instabilidade da internet durante a votação remota.Marlene Bergamo/Folhapress

    Candidato à presidência do PT, o deputado Rui Falcão (SP) pediu à Câmara a correção de seu voto na deliberação que resultou na derrubada do aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), considerada uma das derrotas mais simbólicas do governo Lula. O parlamentar admitiu ter cometido um erro ao registrar seu posicionamento e atribuiu a falha à “instabilidade da internet” durante a votação remota. Parlamentares fora de Brasília também puderam votar remotamente. O resultado foi de 383 votos pela derrubada do decreto presidencial e 98 pela manutenção.

    “Houve um equívoco no momento da confirmação do voto. Sendo assim, mantendo a coerência com os votos anteriores e alinhado à orientação do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados, reafirmo o voto NÃO ao texto do Substitutivo oferecido ao PDL 214/2025”, justificou no ofício encaminhado à Câmara. De acordo com o Radar do Congresso, ferramenta de monitoramento legislativo do Congresso em Foco, ele votou em 95% das vezes conforme a orientação do líder do governo desde o início do atual mandato.

    O alinhamento com o presidente Lula também foi reforçado por Falcão em nota à imprensa:

    “O deputado federal Rui Falcão reconhece que cometeu um erro ao votar favoravelmente à derrubada do decreto do governo Lula que previa o aumento do IOF.

    A proposta, que busca promover maior justiça tributária no país, conta com o apoio do parlamentar e do Partido dos Trabalhadores, por representar uma medida de correção de desigualdades históricas no sistema tributário brasileiro.

    Rui Falcão reafirma seu compromisso com o projeto liderado pelo presidente Lula, com a classe trabalhadora e com a necessidade de que os mais ricos contribuam com sua justa parcela.

    O parlamentar já solicitou a correção de seu voto nos registros oficiais e segue atuando firmemente pela construção de um sistema tributário mais justo, progressivo e solidário.”

    Derrota grande

    A derrota foi significativa para o Planalto, que estimava arrecadar até R$ 7 bilhões com o aumento do IOF. A inclusão do projeto na pauta da Câmara e, depois, no Senado, pegou o presidente Lula e a base aliada de surpresa. O último decreto do governo sobre o tema (Decreto 12.499/25) havia atenuado os dois anteriores (Decretos 12.466/25 e 12.467/25), mas ainda mantinha o aumento.

    O texto aprovado em Plenário nesta quartafeira (25) foi um substitutivo apresentado pelo relator, deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO), ao Projeto de Decreto Legislativo 314/25, de autoria do deputado Zucco (PL-RS). A versão original sustava apenas o último dos decretos presidenciais sobre o imposto.

    Quem é Rui Falcão

    Presidente nacional do PT entre 2011 e 2017, Rui Falcão voltou ao centro do debate partidário com o apoio de parte da corrente Novo Rumo, embora sem consenso total dentro do grupo. Ele também angariou respaldo de outras correntes de esquerda, como Militância Socialista, Democracia Socialista e O Trabalho.

    Sua candidatura se contrapõe diretamente à de Edinho Silva, apoiado por Lula, e defende que o PT não se torne um mero braço institucional do governo. Falcão prega maior conexão com as bases e o fortalecimento dos mecanismos de participação popular. Apesar de apoiar a reeleição de Lula, insiste na importância de o partido manter uma postura crítica e autônoma.

    Crítico do tom moderado de Edinho, defende que o PT recupere seu discurso original e enfrente com mais firmeza o bolsonarismo. Foi coordenador das campanhas presidenciais de Lula (1994) e Dilma Rousseff (2010). Jornalista de formação, atuou em grandes redações e no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. Tem 81 anos.

    Leia ainda:

    Quem são os candidatos a presidente do PT

  • Da direita à centro-esquerda: como cada partido votou na queda do IOF

    Da direita à centro-esquerda: como cada partido votou na queda do IOF

    O projeto que derrubou a alta do IOF (imposto sobre operações financeiras) teve o apoio de um amplo leque ideológico na Câmara dos Deputados: da direita à centro-esquerda. Desta vez, a derrota do governo Lula foi avalizada inclusive por partidos que têm afinidade ideológica com o Planalto, como o PDT e o PSB.

    Apenas os partidos de duas federações votaram para manter a medida da governo: o grupo PT-PV-PC do B, que é liderado pelo partido de Lula, e a federação Psol-Rede, que reúne os parlamentares considerados mais à esquerda. Leia abaixo como cada partido votou.

    No PSB, partido do vice-presidente Geraldo Alckmin, 60% dos deputados votaram a favor do projeto. No PDT, sigla que se afastou do governo após a demissão do ministro Carlos Lupi, a taxa beirou a unanimidade: 94% dos deputados votaram para derrubar o projeto.

    A amplitude da rejeição dá a dimensão da derrota para o Planalto. O texto depois passou pelo Senado, onde foi aprovado de forma simbólica (sem registro dos votos individuais).

    O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), com a mão na cabeça, ao lado do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB): derrota do governo teve o carimbo de partidos na centro-esquerda.

    O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), com a mão na cabeça, ao lado do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB): derrota do governo teve o carimbo de partidos na centro-esquerda.Pedro Ladeira/Folhapress

  • Prévia da inflação desacelera para 0,26% em junho

    Prévia da inflação desacelera para 0,26% em junho

    O IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, ficou em 0,26% em junho, abaixo dos 0,36% registrados em maio, segundo o IBGE. No acumulado de 12 meses, o índice está em 5,27%, também inferior aos 5,40% do período anterior.

    Energia elétrica foi o maior impacto

    Entre os nove grupos analisados, Habitação teve a maior alta (1,08%), puxada pela energia elétrica residencial (3,29%), após volta da bandeira tarifária vermelha. Em seguida, vieram Vestuário (0,51%) e Saúde (0,29%).

    Alimentação e bebidas caíram 0,02%, com recuos no tomate, ovos, arroz e frutas. A alimentação fora de casa (0,55%) teve desaceleração.

    Prévia da inflação captou alta no preço da energia elétrica.

    Prévia da inflação captou alta no preço da energia elétrica.Pablo De Luca/Fotoarena/Folhapress

    Região Sul teve a menor variação

    Recife registrou o maior avanço regional (0,66%), influenciado pela energia e gasolina. Já Porto Alegre teve deflação de 0,10%, com destaque para a queda no preço do tomate e da gasolina.

  • Comissão da Câmara aprova política de incentivo a educação para idosos

    Comissão da Câmara aprova política de incentivo a educação para idosos

    A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara aprovou projeto que cria a Política Nacional de Incentivo à Educação Continuada 60+. A proposta garante acesso gratuito de idosos a cursos técnicos e superiores, com flexibilidade de horários e opções presenciais e a distância.

    O deputado Luiz Couto (PT-PB) foi o relator da proposta na comissão.

    O deputado Luiz Couto (PT-PB) foi o relator da proposta na comissão.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Projeto prevê incentivos fiscais

    O texto prevê que instituições públicas e privadas possam aderir ao programa, e autoriza incentivos fiscais e apoio financeiro do governo federal. A capacitação de professores também será incentivada.

    O relator Luiz Couto (PT-PB) acatou sugestões e adaptou o texto ao Estatuto da Pessoa Idosa. A proposta segue para análise conclusiva das comissões de Educação, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça.

  • Fitch mantém nota da dívida do Brasil abaixo do grau de investimento

    Fitch mantém nota da dívida do Brasil abaixo do grau de investimento

    A agência Fitch reafirmou a nota de crédito do Brasil dois níveis abaixo do grau de investimento. A decisão, divulgada nesta quarta (25), mantém a perspectiva estável para a dívida brasileira, o que significa que a agência não prevê mudança no curto prazo.

    Com a decisão, Brasil não vai obter o selo de bom pagador até o fim do governo.

    Com a decisão, Brasil não vai obter o selo de bom pagador até o fim do governo.Gabriel Cabral/Folhapress

    A manutenção indica que o Brasil ainda está distante de recuperar o selo de bom pagador. Esse grau é importante para atrair investimentos internacionais e reduzir o custo da dívida pública.

    A Fitch elencou quatro motivos para manter a classificação atual: nível alto e crescente da dívida pública, dificuldade para ajustar o Orçamento, baixa governança e crescimento econômico limitado. Também alertou que as eleições de 2026 podem adiar reformas fiscais para 2027.

    Outro ponto citado foi a relação conturbada entre o governo federal e o Congresso Nacional, o que, segundo a agência, dificulta avanços em medidas de consolidação fiscal.

    Desde 2023, o Brasil ocupa essa posição na avaliação da Fitch. Outras agências também mantêm o país abaixo do grau de investimento. A Moodys, por exemplo, reduziu recentemente a perspectiva da nota de positiva para estável.

  • Comissão aprova tarifa social para famílias com pessoa com deficiência

    Comissão aprova tarifa social para famílias com pessoa com deficiência

    A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que amplia o acesso à Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE). A proposta garante o benefício a famílias de baixa renda que tenham membros com deficiência, mesmo que estes não sejam os titulares da conta de energia.

    Projeto amplia alcance de benefício na conta de luz para famílias com pessoas com deficiência.

    Projeto amplia alcance de benefício na conta de luz para famílias com pessoas com deficiência.Paulo Pinto/Agência Brasil

    O relator, deputado Duarte Jr. (PSB-MA), destacou que a mudança corrige uma limitação da legislação atual, que exige que o titular da conta seja a própria pessoa com deficiência. “Isso exclui domicílios onde a pessoa com deficiência reside, mas não é formalmente responsável pelo contrato de energia”, explicou.

    Além disso, o texto prevê um desconto de 50% na tarifa de energia elétrica para consumidores com deficiência que não se enquadrem nos critérios da TSEE, desde que a renda familiar mensal não ultrapasse dez salários mínimos.

    Os deputados aprovaram um substitutivo apresentado por Duarte Jr., que reúne os projetos de lei 4169/23 e 1859/24. Segundo o relator, a nova versão consolida as propostas “de forma técnica, socialmente sensível e juridicamente adequada”, promovendo justiça tarifária e inclusão social.

    A TSEE é um programa federal que concede descontos de 10% a 65% na conta de luz, com limite de consumo de até 220 kWh por mês, destinado a famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único ou beneficiárias do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

    A proposta modifica a Lei da Tarifa Social de Energia Elétrica, a Lei do Setor Elétrico e o Estatuto da Pessoa com Deficiência. Os custos dos descontos continuarão sendo cobertos pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo que financia políticas públicas como a própria TSEE e o programa Luz para Todos.

    O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Minas e Energia, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado e ser sancionada pelo presidente Lula.

  • Câmara aprova MP do crédito consignado para o setor privado

    Câmara aprova MP do crédito consignado para o setor privado

    A Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade, nesta terça-feira (24), a medida provisória 1291/2025, que muda as regras para empréstimos com desconto em folha de pagamento no setor privado. O texto, relatado na comissão especial pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE) e no plenário pelo deputado José Priante (MDB-PA) segue agora para o Senado.

    Sistema digital centraliza ofertas e amplia concorrência entre bancos.

    Sistema digital centraliza ofertas e amplia concorrência entre bancos.
    Lula Marques/Agência Brasil

    A proposta cria uma plataforma digital única para facilitar a contratação do chamado crédito consignado. Trabalhadores com carteira assinada, empregados domésticos, rurais, motoristas e entregadores de aplicativo poderão comparar ofertas de diferentes bancos e escolher as mais vantajosas, com menos burocracia e taxas menores.

    O sistema começou a funcionar em março. Nas duas primeiras semanas, foram liberados R$ 3,3 bilhões em 533 mil contratos. Segundo o Ministério do Trabalho, o objetivo principal foi permitir a troca de dívidas antigas, mais caras, por novas com juros menores. O valor médio por empréstimo ficou em R$ 6,2 mil.

    O texto também determina que os novos contratos só poderão ser fechados se oferecerem condições melhores que as dívidas anteriores. Além disso, garante o uso de assinaturas digitais e reconhecimento biométrico nas operações, para aumentar a segurança e proteger os dados dos trabalhadores.

  • Derrubada do IOF: veja como cada deputado votou

    Derrubada do IOF: veja como cada deputado votou

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25) o projeto de decreto legislativo 214/2025, que anula os decretos do governo federal sobre o aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Com 349 votos a favor e 104 contrários, a proposta representa uma derrota relevante para o Planalto, que esperava arrecadar até R$ 7 bilhões com a medida. O texto ainda será analisado pelo Senado.

    PT e federação Psol-Rede foram os únicos a orientar de forma contrária ao PDL.

    PT e federação Psol-Rede foram os únicos a orientar de forma contrária ao PDL.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    O relator, deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO), criticou o uso do IOF como fonte permanente de receita, classificando a prática como inconstitucional. O projeto teve apoio de siglas da oposição e de partidos da base ampliada, como PSD, MDB, Republicanos e União Brasil. Somente o PT e a federação Psol-Rede orientaram contra. Parlamentares do PT tentaram adiar a votação com questões de ordem.

    O PSB, partido do núcleo duro do governo, liberou a bancada. O mesmo gesto foi feito pelo PDT, sigla ideologicamente alinhada ao PT, mas que rompeu com o Planalto em maio após a exoneração de seu presidente, Carlos Lupi, do Ministério da Previdência.

    Confira como votou cada deputado no PDL 214/2025: