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  • Senado vota cota de 30% para mulheres em conselhos de estatais

    Senado vota cota de 30% para mulheres em conselhos de estatais

    Presidente da Petrobras, Magda Chambriard é uma das duas mulheres dentre os 11 integrantes do Conselho de Administração da estatal.

    Presidente da Petrobras, Magda Chambriard é uma das duas mulheres dentre os 11 integrantes do Conselho de Administração da estatal.Tania Rêgo/Agência Brasil

    O plenário do Senado deve votar nesta terça-feira (24) o projeto de lei que estabelece uma cota mínima de 30% de mulheres nos conselhos de administração de empresas estatais. A proposta, de autoria da deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), já foi aprovada na Câmara dos Deputados e recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado ainda no ano passado.

    O texto altera a Lei das Sociedades por Ações (Lei 6.404/1976) e a Lei das Estatais (Lei 13.303/2016) e tem como objetivo aumentar a participação feminina nas instâncias de comando das empresas controladas pelo poder público.

    A proposta também autoriza o Poder Executivo federal a criar programas de incentivo para que companhias de capital aberto optem voluntariamente por adotar a mesma política de reserva de vagas.

    Carta pública

    Uma carta pública (leia a íntegra), organizada pelo Movimento Pessoas à Frente e pelo Grupo Mulheres do Brasil, reuniu mais de 600 assinaturas de líderes empresariais, executivas e representantes da sociedade civil e do setor público em apoio à proposta. Entre as signatárias estão nomes como Luiza Helena Trajano (Magazine Luiza), Janete Vaz (Grupo Sabin), Maria Elizabeth Rocha (ministra do STM) e conselheiras de grandes empresas como Eletrobras, Shell, Casas Bahia e Renner.

    O documento destaca a urgência de enfrentar a sub-representação feminina em cargos de decisão estratégica. Atualmente, apenas 15,2% dos conselhos executivos das 100 maiores empresas da bolsa são ocupados por mulheres, segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). Nas estatais, o cenário é igualmente desigual.

    Na Petrobras, por exemplo, elas representam apenas 18% do Conselho. Dos 11 integrantes, apenas a presidente da estatal, Magda Chambriard, e a representante dos funcionários, Rosangela Buzanelli Torres, participam do colegiado que define os rumos da companhia.

    A carta reforça que “equidade não é só justiça, é inteligência estratégica” e lembra exemplos internacionais de sucesso, como França e Noruega, onde leis semelhantes ajudaram a ampliar rapidamente a presença feminina em conselhos.

    O que prevê o projeto

    Se aprovado, o projeto exigirá que ao menos 30% das cadeiras de membros titulares dos conselhos de administração de estatais sejam ocupadas por mulheres. O percentual será aplicado a empresas públicas, sociedades de economia mista e suas subsidiárias de todos os níveis da federação, União, estados, Distrito Federal e municípios.

    Além disso, dentro dessa cota mínima, o projeto estabelece que 30% das vagas reservadas para mulheres sejam preenchidas por mulheres negras ou com deficiência. O reconhecimento como mulher negra será feito por autodeclaração.

    Implementação gradual e fiscalização

    O texto prevê que a nova composição dos conselhos seja feita de forma gradual, ao longo das três primeiras eleições para o colegiado após a sanção da lei: 10% no primeiro ano; 10% no segundo; e 10% no terceiro.

    Para garantir o cumprimento da medida, o projeto determina que os conselhos de administração ficarão impedidos de deliberar qualquer assunto enquanto a cota não for observada. A fiscalização será responsabilidade dos órgãos de controle interno e externo de cada empresa.

    Outro ponto da proposta é a exigência de relatórios anuais sobre políticas de equidade de gênero nas empresas estatais, que deverão ser publicados como parte das obrigações de transparência.

    Constituição e ações afirmativas

    O relatório da CCJ, assinado pela senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) e pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), defende a constitucionalidade da proposta. O parecer cita decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF) que reconhecem a validade de ações afirmativas voltadas para garantir igualdade de gênero na administração pública e em empresas estatais.

    Segundo o texto aprovado na comissão, a iniciativa atende aos princípios constitucionais da isonomia, da igualdade material e da não discriminação, e busca corrigir o atual desequilíbrio de gênero nos espaços de liderança das estatais.

    Se for aprovado nesta terça-feira sem modificações, o projeto seguirá para sanção presidencial. Caso o Senado faça alterações no texto, a matéria precisará voltar à Câmara dos Deputados para nova análise.

  • Câmara discute pós-graduação no novo Plano Nacional de Educação

    Câmara discute pós-graduação no novo Plano Nacional de Educação

    A comissão especial da Câmara realiza nesta terça-feira (24) uma audiência sobre o papel da pós-graduação no novo Plano Nacional de Educação (PNE), que valerá até 2034. O foco será a formação de mestres e doutores com mais equidade e impacto social.

    O debate foi pedido por deputados de diferentes partidos e faz parte do ciclo de discussões para aprimorar o Projeto de Lei 2614/24. A reunião ocorre às 14h, no plenário 9 da Câmara.

    Comissão da Câmara responsável pelo PNE.

    Comissão da Câmara responsável pelo PNE.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Qualidade e inovação na pauta

    Entre os temas discutidos estão:

    • critérios internacionais para medir a qualidade da ciência brasileira;
    • incentivo à pesquisa aplicada e à inovação tecnológica;
    • combate às desigualdades regionais na pós-graduação;
    • conexão entre academia e problemas reais da sociedade.

    A audiência busca orientar os parlamentares na formulação de políticas públicas mais eficazes para o setor.

  • Senador Romário lamenta morte de Juliana Marins em trilha na Indonésia

    Senador Romário lamenta morte de Juliana Marins em trilha na Indonésia

    O senador Romário (PL-RJ) divulgou nota de pesar pela morte de Juliana Marins, jovem niteroiense que desapareceu durante trilha no Monte Rinjani, na Indonésia. O corpo da brasileira foi encontrado nesta terça-feira (24).

    O senador Romário (PL-RJ) chegou a cobrar o Itamaraty pelo resgate da jovem.

    O senador Romário (PL-RJ) chegou a cobrar o Itamaraty pelo resgate da jovem.Waldemir Barreto/Agência Senado

    “Recebi com muita tristeza a notícia da morte da Juliana Marins”, escreveu o senador. Ele destacou os sonhos da jovem e disse que ela será lembrada pela coragem e amor à vida. Romário também se colocou à disposição da família.

    Na segunda (23), o senador havia enviado um ofício ao Ministerio das Relações Exteriores cobrando providências do governo brasileiro. Naquele momento, sabia-se que a jovem estava presa em um paredão, a cerca de 600 metros abaixo da trilha original, em área de difícil acesso e sob condições climáticas severas.

    Família vê falhas no resgate

    Juliana, de 26 anos, caiu em um penhasco após ser deixada para trás por um guia turístico. Ela fazia um mochilão pela Ásia desde fevereiro. A família denunciou falhas no resgate e informações falsas durante os dias de busca.

    Nota de pesar

    Leia abaixo a nota divulgada pelo senador:

    “NOTA DE PESAR

    Recebi com muita tristeza a notícia da morte da Juliana Marins. Uma jovem cheia de sonhos, que partiu cedo demais. Meus sentimentos à família e aos amigos. Que ela descanse em paz e seja sempre lembrada por sua coragem e amor pela vida.

    Seguimos à disposição para o que a família precisar.

    Senador Romário (PL-RJ)”

  • CAE do Senado passa a monitorar dívidas dos estados e municípios

    CAE do Senado passa a monitorar dívidas dos estados e municípios

    O Congresso Nacional promulgou uma nova regra que reforça a fiscalização política sobre os empréstimos feitos por Estados, Distrito Federal e Municípios. De acordo com resolução publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (24), o Ministério da Fazenda vai passar a apresentar à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado todas as decisões sobre operações de crédito interno desses entes.

    A CAE do Senado, hoje, é presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL).

    A CAE do Senado, hoje, é presidida pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL).Carlos Moura/Agência Senado

    O texto não impede que os empréstimos sejam realizados, mas amplia a transparência e o poder político da comissão sobre o tema. A nova exigência é que as informações sejam discutidas em reunião deliberativa da CAE, mesmo que a operação já tenha sido contratada. O colegiado e o Plenário também poderão abrir diligências.

    Nova atribuição

    Com a mudança, o Senado passa a ter papel mais ativo no acompanhamento das dívidas subnacionais. A medida não cria uma nova etapa de aprovação, mas obriga o Ministério da Fazenda a justificar suas decisões diante da comissão.

    Na prática, o novo rito aumenta o escrutínio público e político sobre empréstimos estaduais e municipais, o que pode inibir práticas abusivas ou pouco transparentes. Parlamentares da CAE também passam a ter mais base para influenciar decisões futuras sobre autorizações de crédito.

  • Oposição representa contra Erika por contratar maquiadores na Câmara

    Oposição representa contra Erika por contratar maquiadores na Câmara

    A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi alvo de uma representação protocolada no Ministério Público Federal (MPF) por suposto ato de improbidade administrativa. A peça foi assinada pelos deputados Luciano Zucco (PL-RS), líder da oposição na Câmara, e Paulo Bilynskyj (PL-SP), presidente da Comissão de Segurança Pública, e questiona a nomeação de dois assessores do gabinete da parlamentar, Ronaldo Camargo Hass e Indy Montiel da Cunha Rocha.

    Segundo a representação, os dois assessores seriam profissionais da área de maquiagem e estariam prestando serviços estéticos à deputada em eventos públicos e privados. “As informações veiculadas demonstram evidente desvio de finalidade no uso da estrutura administrativa da Câmara, com nomeações que teriam por fim atender exclusivamente a interesses privados da parlamentar, em detrimento da destinação pública do cargo comissionado e dos recursos públicos envolvidos”, acusam.

    Representação ao MPF cita desvio de finalidade e cobra investigação contra Erika Hilton.

    Representação ao MPF cita desvio de finalidade e cobra investigação contra Erika Hilton. Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

    Erika Hilton nega as acusações, e afirma que os dois assessores exercem papéis típicos do exercício do gabinete, sendo coincidência o fato de também serem profissionais de estética.

    Justificativa dos autores

    O documento aponta que os servidores, nomeados desde o final de 2024, estariam atuando “de forma contínua e ostensiva” como maquiadores de Erika Hilton, inclusive durante viagens internacionais, como na Europride em Portugal e na França. “A utilização de cargo público para prestação de serviços particulares como maquiagem e produção de imagem pessoal representa afronta direta à legalidade administrativa e à moralidade no trato da coisa pública”, diz a peça.

    Ainda de acordo com o texto, as atividades exercidas pelos assessores não estariam previstas nos atos normativos que regulamentam os cargos comissionados na Câmara dos Deputados. Os parlamentares pedem que o MPF apure eventual dano ao erário e também sugerem o envio de cópia da representação ao Tribunal de Contas da União (TCU), a fim de verificar a regularidade do uso de recursos públicos nas viagens e demais atividades dos servidores nomeados.

    Além da representação já apresentada ao MPF, os autores informaram que uma denúncia semelhante está sendo preparada para o Conselho de Ética da Casa.

    Resposta da deputada

    Em nota publicada nas redes sociais, Erika Hilton negou qualquer irregularidade e afirmou que as alegações são falsas. “Eu não contrato maquiador com verba de gabinete. Isso é simplesmente uma invenção.” A deputada explicou que seus assessores “ajudam a fazer relatórios, preparam meus briefings, dialogam diretamente com a população e prestam um serviço incrível me acompanhando nas minhas agendas em São Paulo, em Brasília, nos interiores e no exterior”.

    Ela acrescentou que os conheceu como maquiadores, mas os contratou por outras qualificações. “Quando podem, fazem minha maquiagem e eu os credito por isso. Mas se não fizessem, continuariam sendo meus secretários parlamentares”. Segundo a deputada, os dois realizam “um trabalho melhor do que equipes inteiras”.

    Para Erika, a denúncia tem motivação política e é resultado de uma tentativa de desmoralização de seu mandato. “Isso são sintomas de uma revanche, daqueles eternos derrotados no debate público, que ainda não digeriram de tal PL que foi barrado, ou então porque tive sucesso em uma proposta ou denúncia que não queriam que avançasse”.

    Veja a fala da deputada:

    Veja aqui a íntegra da representação ao MPF.

  • Câmara aprova envio de dados de compradores de ingressos à polícia

    Câmara aprova envio de dados de compradores de ingressos à polícia

    A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que obriga empresas organizadoras de eventos, como feiras e shows, a repassar eletronicamente à polícia os dados pessoais de compradores de ingressos.

    Se for identificado mandado de prisão em aberto contra algum comprador, a polícia deverá alertar a organização do evento, que deverá adotar medidas para facilitar a identificação da pessoa na entrada, possibilitando sua prisão.

    A deputada Silva Waiãpi (PL-AP) é relatora do projeto de lei.

    A deputada Silva Waiãpi (PL-AP) é relatora do projeto de lei.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    O texto aprovado foi um substitutivo apresentado pela relatora, deputada Delegada Ione (Avante-MG), ao projeto de lei 3.253/2023, da deputada Silvia Waiãpi (PL-AP). A nova versão altera a Lei Geral do Turismo e é mais concisa que a proposta original.

    Segundo a relatora, a medida fortalece o combate a foragidos da Justiça. “Criar mecanismos que possibilitem a detenção de criminosos com mandado de prisão em aberto é essencial para a segurança pública”, afirmou.

    O projeto será analisado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Se aprovado, seguirá para o Senado.

  • Votar no Prêmio Congresso em Foco está mais fácil e rápido; veja

    Votar no Prêmio Congresso em Foco está mais fácil e rápido; veja

    A votação popular do Prêmio Congresso em Foco 2025 já começou e, este ano, está ainda mais fácil e rápida! Até 20 de julho, qualquer cidadão pode acessar o site oficial do prêmio e escolher os melhores parlamentares do ano. O sistema foi simplificado, mas a segurança segue garantida por auditorias interna e externa, com mecanismos de proteção digital.

    Votações do Prêmio Congresso em Foco vão até 20 de julho.

    Votações do Prêmio Congresso em Foco vão até 20 de julho.Arte Congresso em Foco

    Para dirimir dúvidas, o Congresso em Foco também preparou um passo a passo da votação. Confira:

    Entre aqui para votar

    Na votação popular, é possível escolher até dez deputados e cinco senadores. Além do voto na internet, os vencedores serão definidos por outros dois grupos: um júri técnico, formado por representantes de diferentes setores da sociedade e do Congresso em Foco, e um júri de jornalistas especializados na cobertura da Câmara e do Senado.

    Conheça o regulamento

    Durante o período de votação, a organização divulgará dois boletins parciais, nos dias 1º e 8 de julho, com os nomes mais votados até cada data. Depois disso, a apuração seguirá em sigilo até a divulgação dos finalistas da votação popular, prevista para 1º de agosto. O resultado final só será conhecido em 20 de agosto.

    A lista dos parlamentares aptos foi divulgada em 19 de junho. Inclui todos os deputados e senadores que exerceram o mandato por pelo menos 60 dias até 31 de maio de 2025. Estão fora da disputa os que têm condenações criminais definitivas, condenações por improbidade administrativa ou respondem a processos por violência doméstica, crimes contra o Estado Democrático de Direito, racismo ou homofobia. Também foram excluídos os que tenham feito apologia à tortura ou a práticas contrárias aos princípios democráticos.

    Veja quais são as categorias e quantos parlamentares serão premiados em cada:

    Votação Popular

    • Melhores na Câmara: dez deputados e cinco senadores mais votados nacionalmente
    • Melhores no Senado: cinco deputados e três senadores mais votados em cada região do país.

    Júri Técnico

    • Melhores na Câmara: dez deputados
    • Melhores no Senado: cinco senadores

    Três parlamentares que se destacaram em cada uma das seguintes categorias temáticas:

    • Parlamentar Revelação (em primeiro mandato)
    • Direitos Humanos e Cidadania
    • Inovação e Tecnologia
    • Agricultura e Desenvolvimento Rural
    • Desenvolvimento Sustentável e Clima
    • Regulação e Acesso à Saúde
    • Diplomacia Cidadã
    • Incentivo à Cultura
    • Apoio ao Comércio, Indústria e Serviços
    • Acesso à Justiça

    Júri de Jornalistas

    • Melhores na Câmara: três deputados
    • Melhores no Senado: três senadores

    Cerimônia de premiação

    A entrega dos troféus será no dia 20 de agosto, no Teatro Nacional Claudio Santoro, em Brasília, com transmissão ao vivo pelos canais oficiais do Congresso em Foco.

    Além dos troféus, os vencedores receberão certificado de reconhecimento e um selo digital, que poderá ser usado para divulgar a conquista.

    Por que participar?

    Na sua 18ª edição, o Prêmio Congresso em Foco reafirma-se como uma das principais iniciativas de valorização da boa política no Brasil. Ao votar, o cidadão ajuda a destacar os parlamentares mais comprometidos com a democracia, a transparência e a defesa do interesse público.

    Não perca tempo: acesse o site e vote! Sua participação fortalece a democracia e valoriza os bons exemplos na política brasileira.

    Leia ainda:

    Confira o regulamento do Prêmio Congresso em Foco 2025

    Saiba quem apoia o Prêmio Congresso em Foco.

    Saiba quem apoia o Prêmio Congresso em Foco.Arte Congresso em Foco

  • Câmara: Comissão aprova vacinação domiciliar para idosos e PCDs

    Câmara: Comissão aprova vacinação domiciliar para idosos e PCDs

    A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei que institui, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), o programa “Vacina em Casa”. Tal programa tem como objetivo proporcionar a vacinação em domicílio para indivíduos idosos ou com deficiência que apresentem dificuldades de locomoção.

    A iniciativa visa expandir a cobertura vacinal e mitigar os riscos de exposição a doenças transmissíveis. A proposta se inspira no programa “Vacinação em Casa”, implementado no Distrito Federal, o qual é reconhecido como referência nesse tipo de serviço. Em 2023, o programa distrital atendeu a 70 mil residências, alcançando um público que, de outra forma, poderia ter sido excluído das campanhas de imunização.

    O texto aprovado corresponde ao substitutivo apresentado pelo relator, o deputado Geraldo Resende (PSDB-MS), ao projeto de lei 4.663/24, de autoria do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS). Resende argumenta que a pandemia de Covid-19 evidenciou a relevância do serviço de vacinação domiciliar para imunizar populações de risco, incluindo idosos, evitando deslocamentos desnecessários e protegendo vidas.

    A proposta segue em análise na Câmara.

    A proposta segue em análise na Câmara.Freepik

    “A vacinação em casa também representa uma economia de tempo e recursos para os beneficiários e seus familiares, especialmente para aqueles que precisam organizar transporte especializado ou dispõem de rotina limitada para se deslocar até os postos de saúde”, afirmou o deputado. A proposta estabelece que Estados, Distrito Federal e municípios serão responsáveis por organizar equipes e capacitar profissionais de saúde para atender a essa população em domicílio.

    O texto aprovado define as seguintes obrigações para os entes federados:

    • identificar e cadastrar o endereço das pessoas idosas e com deficiência que possuam dificuldade de locomoção e que serão priorizadas pelos serviços de vacinação domiciliar;
    • organizar e ampliar o número de equipes de saúde para a realização da vacinação nos domicílios dessas pessoas, garantindo a capacitação adequada dos profissionais envolvidos;
    • divulgar o programa, informando a população sobre os critérios de elegibilidade e os procedimentos para acesso ao serviço;
    • inserir nos seus orçamentos a previsão financeira das despesas necessárias para a implantação do programa.

    Conforme a proposta, o programa será financiado por meio de orçamento próprio, podendo ser complementado com recursos da União.

    A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; da Saúde; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, o texto necessita ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

  • Debate sobre feminicídio no Brasil é remarcado para 26 de agosto

    Debate sobre feminicídio no Brasil é remarcado para 26 de agosto

    Senadora Leila Barros (PDT-DF).

    Senadora Leila Barros (PDT-DF).Geraldo Magela/Agência Senado

    Foi remarcada para o dia 26 de agosto, às 10h, a sessão de debates temáticos para discutir as causas do aumento dos crimes de feminicídio no Brasil e apontar soluções para o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher.

    A senadora Leila Barros (PDT-DF), líder da Bancada Feminina e proponente do debate, justificou o adiamento em virtude do regime semipresencial adotado no Senado durante a semana. Tal regime impossibilitaria a presença de todos os senadores em Brasília, o que motivou a decisão de adiar a sessão, considerando a importância da participação das parlamentares no debate.

    A proposta de Leila Barros recebeu o apoio formal de outros 28 senadores. Em seu requerimento, a senadora enfatiza que, não obstante os progressos legislativos alcançados, o número de mulheres vítimas de violência letal mantém-se “alarmante”.

  • Meta liga e-mail de Mauro Cid a perfil que postou críticas à delação

    Meta liga e-mail de Mauro Cid a perfil que postou críticas à delação

    Mauro Cid nega ligação com perfil no Instagram e violação de cláusulas da delação premiada.

    Mauro Cid nega ligação com perfil no Instagram e violação de cláusulas da delação premiada.Pedro Ladeira/Folhapress

    A Meta, empresa responsável pelo Instagram, informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que o perfil @GabrielaR702, investigado por mensagens relacionadas à delação premiada de Mauro Cid, foi criado com um e-mail vinculado ao nome do próprio tenente-coronel. Além disso, a conta foi associada a um número de telefone registrado em nome de Gabriela Cid, esposa do ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Os detalhes constam de documentos que tiveram o sigilo retirado nesta segunda-feira (23) por decisão do ministro Alexandre de Moraes. Segundo os registros da Meta, a conta foi criada em 19 de janeiro de 2024, utilizando um endereço de e-mail aberto em 2005. A data de nascimento informada no cadastro é a mesma de Cid: 17 de maio de 1979.

    O perfil, de acordo com os dados fornecidos, foi acessado a partir de múltiplos endereços de IP entre maio de 2023 e junho de 2025. As informações foram repassadas ao STF em atendimento a uma determinação de Moraes, que havia solicitado à Meta e ao Google os dados cadastrais e de acesso à conta.

    O pedido do ministro veio após reportagem da revista Veja revelar o teor de mensagens supostamente enviadas por Cid por meio da conta. Nos áudios atribuídos ao militar, ele critica os termos de sua colaboração premiada, demonstra insatisfação com a situação jurídica e expressa receio de voltar à prisão.

    Depoimento ao STF trouxe contradições

    Durante interrogatório na semana passada, Mauro Cid negou qualquer relação com o perfil @GabrielaR702. Questionado diretamente sobre a conta pelo advogado Celso Vilardi, que representa Bolsonaro, o militar afirmou apenas que Gabriela é o nome de sua esposa, mas disse desconhecer se aquele era um perfil dela. Também negou ter discutido os termos de sua delação com terceiros via Instagram.

    As respostas de Cid entraram em contradição com os indícios apresentados pela Meta e pelo Google, que identificaram o vínculo direto entre o perfil e os dados pessoais do tenente-coronel.

    O ex-ajudante de ordens de Bolsonaro participará de acareação nesta terça-feira (24) com o ex-ministro Braga Netto, preso acusado de tentar atrapalhar as investigações sobre a trama golpista.

    Advogado admite ser interlocutor

    A investigação ganhou um novo capítulo quando o advogado Eduardo Kuntz, defensor do coronel Marcelo Câmara, informou ao Supremo ter sido ele o interlocutor nas conversas realizadas por meio do perfil. Kuntz entregou ao STF as mensagens como forma de comprovação.

    Os registros enviados pela Meta também revelam que, além de Kuntz, o perfil manteve contato com o advogado Paulo Amador Cunha Bueno, integrante da equipe de defesa de Bolsonaro.

    Prisão e novas apurações

    A revelação das mensagens motivou o ministro Alexandre de Moraes a decretar a prisão de Marcelo Câmara, acusado de descumprir medidas cautelares. Câmara estava proibido de manter contato com outros investigados, ainda que por intermédio de terceiros.

    Além disso, Moraes determinou a abertura de um inquérito para apurar possível obstrução de Justiça por parte de Kuntz, dada sua participação nas conversas com Cid.

    Antes da divulgação oficial dos dados pela Meta, a defesa de Cid negava de forma veemente qualquer ligação do militar com o perfil. Os advogados chegaram a classificar as acusações como uma “falsidade grotesca” e pediram ao Supremo uma investigação para identificar a autoria das mensagens. Agora, com os dados em mãos, o cenário jurídico do ex-ajudante de ordens se complica.

    Repercussão nas investigações

    As conversas atribuídas a Mauro Cid passaram a ser um dos principais focos das investigações sobre a tentativa de golpe e os desdobramentos de sua delação à Procuradoria-Geral da República (PGR). O STF busca esclarecer se o tenente-coronel violou as cláusulas do acordo de colaboração ao manter contatos não autorizados com outros envolvidos e se mentiu durante seu depoimento ao tribunal.

    As informações sobre o perfil @GabrielaR702 devem reforçar os próximos passos das investigações que apuram os atos golpistas de 2022 e 2023.