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  • Marketing de emboscada e a Copa de 2026: até onde uma marca pode ir?

    Marketing de emboscada e a Copa de 2026: até onde uma marca pode ir?

    A Copa do Mundo masculina de 2026 começa no dia 11 de junho, e é comum que marcas queiram entrar nessa temática, celebrando o futebol, a torcida e os momentos de união, ou, às vezes, indo além. O ponto sensível está nesse ‘ir além’, em que celebrar o futebol pode se transformar em pegar carona no evento.

    A linha que separa uma campanha legítima de uma prática de marketing de emboscada nem sempre é clara. De forma geral, ela depende de dois fatores principais: quais ativos de propriedade intelectual estão sendo usados na peça e se o conteúdo está pegando carona na visibilidade que, em regra, deveria ser reservada aos patrocinadores oficiais do evento. A depender da prática, pode ficar configurado o que se conhece como marketing de emboscada.

    O Código do CONAR trata do tema no art. 31, que condena os proveitos publicitários indevidos e ilegítimos obtidos por meio de “carona” ou “emboscada”, considerando como tais aqueles obtidos mediante artifício ou ardil, sem amparo em contrato regular celebrado entre partes legítimas dispondo sobre objeto lícito, ou sem a prévia concordância dos veículos de comunicação e dos demais titulares dos direitos envolvidos.

    A Lei Geral do Esporte vai além e tipifica duas modalidades como crime. O marketing de emboscada por associação (art. 170) ocorre quando uma marca, produto ou serviço se associa a símbolos de titularidade da organização esportiva, como sinais distintivos, emblemas, marcas, mascotes, lemas e hinos, sem autorização, induzindo o público a acreditar que há aprovação, autorização ou endosso da organização. A mesma previsão alcança, ainda, a vinculação não autorizada de ingressos, convites ou de qualquer autorização de acesso ao evento a ações de publicidade ou a atividades comerciais. Já o marketing de emboscada por intrusão (art. 171) ocorre quando se expõe marca, produto ou serviço, ou se realiza ação promocional não autorizada, atraindo a atenção pública nos locais do evento. Em ambos os casos, a pena é de detenção de 3 meses a 1 ano, ou multa.

    Além desses enquadramentos, a depender do caso, a prática pode caracterizar publicidade enganosa, quando leva o consumidor a acreditar que a marca possui algum tipo de vínculo ou endosso oficial da FIFA, da CBF ou do próprio evento, ou ainda concorrência desleal.

    A tendência, inclusive, é que a proteção contra práticas de marketing de emboscada continue ganhando relevância em grandes eventos esportivos, como demonstra a Lei nº 15.421/2026, recentemente sancionada e editada para a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027.

    Essa preocupação não existe apenas na legislação aplicável, mas também nas regras estabelecidas pela própria FIFA para a proteção de seus ativos e de seus parceiros comerciais. O guia de propriedade intelectual da FIFA para a Copa de 2026 considera proibidas, e sujeitas a medidas legais, as atividades que criem associação comercial indevida (p. 13). Segundo o guia, em tradução livre, “essa associação comercial indevida ocorre quando uma empresa leva o público a acreditar que possui vínculo com a FIFA ou com o torneio, seja por meio do uso da Propriedade Intelectual Oficial, seja por qualquer outra conduta que gere a impressão de que é patrocinadora ou licenciada oficial do evento”.

    Por outro lado, celebrar o futebol, o esporte, a torcida e os momentos de união em si não é vedado. Um bom exemplo é o uso das cores verde e amarelo. Isoladamente, elas são as cores nacionais (art. 28 da Lei nº 5.700/1971) e podem ser usadas sem quaisquer restrições (art. 29), a princípio. O risco não está nas cores, mas no contexto. A combinação de elementos como cores, referências a futebol e o timing da publicação pode, por exemplo, criar uma associação com o torneio e configurar marketing de emboscada.

    Assim, o marketing de emboscada deve ser avaliado de forma contextual. Isso significa que o risco não depende apenas do uso direto de marcas, nomes, símbolos ou ativos oficiais, mas também do conjunto da ação e da percepção de associação com o torneio que ela pode gerar no público consumidor.

    Por isso, não existe uma fórmula única para determinar o que pode ou não pode ser feito durante a Copa do Mundo. A avaliação depende do contexto específico de cada campanha, dos elementos utilizados e da mensagem transmitida ao público. Em razão dessa análise necessariamente contextual, campanhas semelhantes podem apresentar níveis de risco distintos a depender de sua execução concreta. Por essa razão, a análise prévia da campanha assume papel relevante na identificação de potenciais riscos e na compreensão dos limites jurídicos aplicáveis a cada caso.

  • CNJ promove Seminário de Direito Ambiental nesta quinta-feira (11/06) Última atualização: 09/06/2026 às 19:04:00

    O Departamento de Pesquisas Judiciárias do Conselho Nacional de Justiça realiza, no dia 11 de junho, o Seminário Direito Ambiental. O evento ocorre das 17h às 19h, por meio da Plataforma Cisco Webex, com transmissão simultânea pelo canal do CNJ no Youtube.

    A iniciativa, voltada a integrantes dos Grupos de Pesquisas Judiciárias, magistrados(as), servidores(as) e pesquisadores(as), busca promover o debate e a disseminação de conhecimentos relacionados ao Direito Ambiental no âmbito do Poder Judiciário, fortalecendo a reflexão sobre temas atuais e relevantes. Interessados poderão realizar inscrição por meio de formulário eletrônico disponibilizado pelo CNJ.

    Para mais informações e inscrições, entre no site do CNJ, clicando aqui.

     

    Confira a íntegra da programação abaixo: 

     

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5

  • Governo do Brasil anuncia o maior investimento da história para impulsionar inovações em endometriose, dor pélvica e saúde menstrual no SUS

    Governo do Brasil anuncia o maior investimento da história para impulsionar inovações em endometriose, dor pélvica e saúde menstrual no SUS

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, juntamente com a primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, e a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, participou, nesta terça-feira (9), do anúncio de R$ 60 milhões, o maior investimento já realizado no Brasil voltado à geração de conhecimento científico, tecnologias e soluções inovadoras relacionadas à endometriose, à dor pélvica e à saúde menstrual.

    Os recursos estão previstos em uma chamada pública do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para o desenvolvimento de soluções inovadoras e a criação de uma rede nacional de pesquisa, com apoio financeiro do Instituto Alana. O objetivo é que os projetos sejam aplicados no Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para o aperfeiçoamento dos diagnósticos e tratamentos e para o fortalecimento da atenção à saúde das mulheres.

    “Esse é um tema muito importante, que afeta pelo menos 8 milhões de mulheres no nosso país, especialmente adolescentes. É fundamental que ele tenha sido contemplado em um edital específico com esse volume de recursos. Temos o compromisso de construir uma política pública robusta no SUS para enfrentar essa questão da forma como ela precisa ser enfrentada”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.

    A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que “quando uma menina falta à escola por causa da dor ou uma mulher leva anos para receber um diagnóstico, estamos diante de um problema de saúde pública que exige uma resposta do Estado. Esse investimento demonstra o compromisso do Governo do Brasil com a ciência como instrumento de cuidado, inclusão e promoção da qualidade de vida das mulheres brasileiras”.

    A primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, participou do anúncio no MCTI e chamou a atenção para o fato de que, por muito tempo, questões relacionadas à saúde da mulher foram tratadas com invisibilidade ou minimizadas. “Muitas mulheres convivem com dores intensas sem receber diagnóstico ou acolhimento adequados, e a endometriose é um exemplo dessa realidade. Por isso, essa iniciativa do MCTI é tão importante, ela direciona atenção e investimentos para pesquisas sobre uma condição que afeta milhões de brasileiras”, afirmou Janja.

    A chamada pública será aberta pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e terá cinco eixos temáticos: causa e prevenção; diagnóstico; tratamento; biorrepositório (reservatório de materiais biológicos, utilizado em pesquisas específicas); e impacto social. As pesquisas deverão contribuir para reduzir lacunas de conhecimento sobre a endometriose, doença crônica ainda subdiagnosticada, que afeta cerca de uma em cada dez meninas e mulheres e pode levar anos para ser identificada.

    Outros R$ 10 milhões serão aplicados pelo Instituto Alana e destinados à criação de uma rede nacional estruturante de pesquisa nesses temas, formada a partir dos projetos selecionados, que contarão com uma infraestrutura compartilhada de comunicação científica, implementação de ciência cidadã, apoio ao pesquisador, educação e formação.

    Tratamento no SUS

    O ministro Alexandre Padilha destacou que o primeiro protocolo clínico do SUS para o tratamento da endometriose foi instituído no ano passado, no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, alinhando diretrizes assistenciais e financiamento.

    “Foi criada a primeira tabela específica para estimular esse cuidado integrado, remunerando um conjunto de ações que envolve consulta, diagnóstico e tratamento. Isso é muito importante porque, quando o Ministério da Saúde induz uma política para o SUS, o SUS responde. Alguns estados mais do que dobraram o número de mulheres atendidas, diagnosticadas e que iniciaram tratamento para endometriose. Mas isso ainda é pouco diante da dimensão do problema”, afirmou o ministro.

    Ministério da Saúde

  • Gestão de resíduos sólidos: equipe da Corregedoria-Regional realiza visita ao Ecoparque de Jaboatão Última atualização: 09/06/2026 às 16:32:00

    Lixo também é vida. Pode parecer contraditório ou até frase feita para gerar engajamento, mas a boa gestão de resíduos sólidos tem impacto não somente na área ambiental: também permeia a inclusão social, a saúde e a geração de renda. A questão é tema da II Semana da Pauta Verde e, no Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, o assunto foi visto na prática, dentro da programação desta terça-feira (9/06). Uma equipe da Corregedoria-Regional realizou uma visita ao Ecoparque Jaboatão, localizado no bairro de Candeias, Jaboatão dos Guararapes (PE), para entender melhor a importância da gestão dos resíduos sólidos. A área, que possui 110 hectares, é administrada pela empresa Orizon.  

    A visita técnica teve início com a apresentação de todo o ciclo de gestão dos resíduos, desde a entrada no Ecoparque (com passagem pela triagem, para separação dos resíduos recicláveis e produção do combustível derivado de resíduo (CDRU) urbano), até o destino final, no aterro sanitário. No local, também é realizada a captação do biogás, para a valorização através de geração de energia e produção de biometano (biocombustível renovável e limpo, semelhante ao gás natural). 

    Depois, o grupo foi conduzido até um mirante, para ver de perto o funcionamento do aterro sanitário, passando, também, pela Unidade de Triagem Mecanizada (UTM), onde parte dos resíduos são separados tanto de forma automatizada quanto manualmente, e pela estação de biogás. 

    De acordo com Maiques Santos, gerente de operações do Ecoparque, são recebidos, diariamente, quatro toneladas de resíduos, sendo 93% provenientes da coleta pública das cidades de Recife, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Vitória de Santo Antão e Moreno. Ainda segundo o gerente de operações, cerca de 600 caminhões de lixo transitam diariamente no local, para transporte dos materiais. 

    O corregedor-regional do TRF5, desembargador federal Leonardo Resende, reforçou que a gestão de resíduos sólidos é a temática da II Semana da Pauta Verde, com foco, sobretudo, na problemática de lixões e na responsabilidade de municípios de instruírem aterros sanitários que cumpram a legislação ambiental. “A visita visa a conhecer um aterro que funciona com altos índices de qualidade e eficiência, para compreender melhor os processos, os benefícios, o modelo de negócio. Vale salientar, também, que chegam à Justiça Federal ações judiciais em que o Ministério Público busca impor aos municípios a obrigação de instituir esses aterros sanitários”, destacou. 

    O magistrado defendeu, ainda, a importância de se aprofundar no tema para conduzir os julgamentos da forma mais prudente possível. “Para que uma ação desse tipo seja bem julgada, é importante a gente compreender bem como é o funcionamento de um aterro e no que ele se distingue de um lixão descontrolado. Através da visita a este ecoparque, conseguimos identificar muitas formas de aproveitamento dos materiais que chegam, sejam dos recicláveis, seja da matéria orgânica que produz o biogás, que produz energia dentro de um modelo de sustentabilidade”, concluiu.  

    Também participaram da visitação a juíza federal Danielli Rodrigues, da Justiça Federal em Pernambuco (JFPE), o juiz federal Caio Diniz Fonseca, da Justiça Federal no Rio Grande do Norte (JFRN), e o auditor do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) Pedro Coelho Teixeira Cavalcanti, além de servidoras e servidor do TRF5 e da JFRN.  

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • CPAMAS do TRF5 promove curso sobre assédio e discriminação Última atualização: 09/06/2026 às 17:27:00

    O que você faria se fosse vítima de assédio sexual, no ambiente de trabalho? Ou como agiria se algum(a) colega lhe relatasse um episódio como esse? Preocupada com o crescente número de casos de assédios e violências no país, a Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e à Discriminação (CPAMAS) do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 promoveu, nos dias 08 e 09 de junho, o curso virtual “Assédio: Prevenção e Enfrentamento no Âmbito do Poder Judiciário”. 

    Voltado a magistrados e magistradas, membros das comissões de prevenção ao assédio e à discriminação e gestores(as) da Justiça Federal da 5ª Região (JF5), a capacitação também nasce como uma resposta institucional aos resultados da Pesquisa Nacional de Clima Organizacional e Qualidade de Vida no Trabalho 2025, promovida pelo Conselho da Justiça Federal, em âmbito nacional. 

    Além disso, está em consonância com a Resolução nº 351/2020 do Conselho Nacional de Justiça, que estabelece a Política de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação no Poder Judiciário.

    Cerca de 50 pessoas participaram da iniciativa, ministrada pela psicóloga Vilma Cabral, servidora da Justiça Federal em Alagoas (JFAL), cujo objetivo foi desenvolver competências específicas para o acolhimento empático de vítimas de assédio moral, sexual, discriminação e outros eventos causadores de sofrimento, bem como a escuta reflexiva. 

    Para Vilma, a escolha dessa temática evidencia a responsabilidade institucional e o cuidado ético da CPAMAS do TRF5 com os impactos psicológicos do assédio sexual. “Qualificar pessoas para uma escuta acolhedora e não revitimizadora contribui para a redução do sofrimento emocional das vítimas, diminui o risco de adoecimento mental e representa um passo importante na construção de uma rede de acolhedores em toda a 5ª Região”, avaliou. 

    De acordo com Max Wallace, servidor da Justiça Federal em Pernambuco e participante do curso, a experiência foi tão positiva que deveria integrar planos anuais de capacitação. “Muito importante fazer trocas e partilhas para consolidar redes de apoio a vítimas de assédio e discriminação. Engrandece o trabalho e contribui para tornar o ambiente institucional mais saudável e amigável”. 

     

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • Fenafisco acompanha articulações em torno da PEC 6/2024

    Fenafisco acompanha articulações em torno da PEC 6/2024

    Após encontro no Planalto, federação aguarda sinalização do governo para destravar a tramitação da proposta.

    O diretor de Aposentados e Pensionistas da Fenafisco, Wanderci Polaquini, conversou com o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, sobre os desdobramentos da agenda em defesa da PEC 6/2024.

    O ministro afirmou estar plenamente informado sobre os temas debatidos na reunião realizada com as entidades e demonstrou conhecimento da reivindicação pelo fim gradual da contribuição previdenciária de aposentados e pensionistas.

    Questionado sobre a possibilidade de um novo encontro, Boulos indicou que o Governo Federal busca, neste momento, definir um posicionamento e avaliar os encaminhamentos relacionados a um eventual apoio à proposta, antes da realização de novas agendas sobre o tema.

     

    Fenafisco

  • RFB e CGIBS prorrogam prazo para envio de sugestões ao Regulamento do IBS até dia 15 de junho de 2026

    RFB e CGIBS prorrogam prazo para envio de sugestões ao Regulamento do IBS até dia 15 de junho de 2026

    Portal de Serviços recebe contribuições para melhorias do texto originalmente publicado

    O Comitê Gestor do IBS (CGIBS) e a Receita Federal do Brasil (RFB) informam que o prazo para envio de sugestões ao Regulamento do IBS foi prorrogado até o dia 15 de junho, às 18h.

    Essa é uma oportunidade importante para que entidades representativas participantes do Fórum “Diálogos da Regulamentação” contribuam com o aprimoramento das normas que irão orientar a implementação da Reforma Tributária sobre o consumo.

    As contribuições serão analisadas pelas equipes técnicas e poderão integrar futuras versões do Regulamento.

    Fortaleça a construção de um sistema tributário mais eficiente e alinhado às realidades dos setores econômicos. Acesse o endereço:  https://www.servicos.cgibs.gov.br/, selecione a opção “Sugestões Regulamento IBS” e clique no botão “Acessar”.

     

    https://www.cgibs.gov.br/cgibs

  • Começa a II Semana da Pauta Verde no TRF5 Última atualização: 08/06/2026 às 19:21:00

    A palestra “Da sustentabilidade hiperforte à harmonia com a natureza”, ministrada pela coordenadora do Grupo de Trabalho do Meio Ambiente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, desembargadora federal Germana de Oliveira Moraes, abriu a II Semana da Pauta Verde (SPV), que acontece junto à Semana do Meio Ambiente, no TRF5. O evento de abertura contou, ainda, com painéis, palestras, roda de conversa, plantio de árvore, distribuição de mudas e exposição do artista plástico Francisco Mesquita, no hall do edifício-sede. 

    A SPV é uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e acontece em todo o País. Este ano, o tema escolhido foi o descarte de resíduos sólidos. 

    Compuseram a mesa de honra a vice-presidente do TRF5, desembargadora federal Joana Carolina; a desembargadora federal Germana Moraes; e a profa. Dra. Flavianne Fernanda Bitencourt Nobrega, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). 

    O encontro teve início com a exibição de um vídeo com a palavra do conselheiro do Conselho Nacional de Justiça, juiz federal Ilan Presser, que declarou oficialmente aberta a SPV. 

    Em seguida, Joana Carolina fez uso da palavra e destacou o trabalho realizado pelo Grupo de Trabalho do Meio Ambiente do TRF5, em parceria com a Corregedoria-Regional, na realização da SPV. A vice-presidente do TRF5 reforçou o integral apoio do Tribunal ao evento, bem como a todas as medidas implementadas a partir dele. 

    Era do Lixo 

    Germana Moraes foi a primeira a palestrar, a partir da seguinte pergunta: por que repensar a sustentabilidade? Segundo ela, os avanços e as ideias da modernidade não impediram que chegássemos, hoje, ao que ela chamou de a “Era do Lixo”. “O lixo é o produto da excessiva interferência do ser humano no sistema vida, na Terra e tem como causa remota o esquecimento de que também somos natureza”, afirmou. 

    A desembargadora federal também destacou que não há como resolver as questões relativas ao meio ambiente sem a colaboração de países como China e EUA, que são os principais emissores de gases de efeito estufa. De acordo com a magistrada, 90 empresas, a grande maioria de petróleo e localizada nesses países, respondem por 63% da emissão desses gases. 

    Moraes abordou, ainda, os novos paradigmas jurídicos relativos aos direitos da natureza. Entre outros exemplos, ela apresentou a Opinião Consultiva 23/17, da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, como um marco que reconhece a indissociável relação entre direitos humanos e meio ambiente. 

    Painéis 

    Em seguida, a profa. Dra. Flavianne Fernanda Bitencourt Nobrega (UFPE) ficou responsável pela coordenação de dois os painéis. 

    O primeiro painel contou com a palestra “Da cultura do descarte à cultura do cuidado: resíduos sólidos, cidadania ecológica e o futuro da sustentabilidade”, proferida da prof. Dra. Germana Parente Neiva Belchior (FNDE), e o relato “Ações da Comissão Gestora Regional do Plano de Logística Sustentável (PLS) da Justiça Federal da 5ª Região (JF5)”, com a juíza federal Danielli Farias Rabelo Leitão Rodrigues (JFPE). 

    Germana Belchior fez uma análise sobre a forma como enxergamos a natureza, o Direito e os resíduos sólidos e suas repercussões, seja usando um pensamento mais simplista ou um pensamento mais complexo. Ela também falou sobre os impactos da grande quantidade de produção de resíduos sobre comunidades vulneráveis e futuras gerações. A professora abordou, ainda, o arcabouço jurídico envolvendo a temática ambiental. 

    Danielli Rodrigues fez um balanço dos resultados da implementação do PLS na JF5, em 2025, as ações da SPV 2026 e outras ações da JF5 em Rede pela Sustentabilidade. 

    A palestrante apresentou dados que mostram avanços alcançados pela JF5 nos quesitos redução de consumo, eficiência administrativa e governança e ações de engajamento. De acordo com o levantamento, houve redução de 62% no consumo de resmas de papel; 48%, no número de impressões; e 13%, de copos descartáveis. O consumo de energia elétrica também ficou abaixo da meta fixada no PLS, sendo reduzido para 28,32 kWh/m². Além disso, houve economia nos contratos de limpeza (-45%), telefonia (-22%) e vigilância(-23%). 

    O painel “Desafios da Gestão Sustentável de Resíduos Sólidos Urbanos no Brasil”, com o professor José Fernando Thomé Jucá (UFPE), fechou o ciclo de palestras da manhã. Entre os pontos abordados estão:  sustentabilidade e descarbonização;  mercado de carbono; desafios urbanos na redução das emissões; desafios tecnológicos; e desafios da gestão sustentável de resíduos sólidos urbanos. 

    Antes do intervalo para as atividades da tarde, houve distribuição de mudas, no hall do TRF5, e o plantio de uma muda da árvore Algodão da Praia, no estacionamento do Tribunal, com participação do corregedor-regional da JF5, desembargador federal Leonardo Resende; da desembargadora Germana Moraes, da juíza Danielli Rodrigues e das professoras Germana Belchior e Flavianne Nobrega. 

    Roda de conversa 

    À tarde, o corregedor-regional da JF5 conduziu a roda de conversa que abordou o tema “Resíduos que Transformam: Meio Ambiente, Trabalho e Cidadania”. O debate contou com a participação de Maria Isabel Nascimento (Love Trash), Domingos Sávio de França (REEECicle) e Luiz Mauro Paulino da Silva (Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis de Olinda). Muito além das questões ambientais, a conversa mostrou que a reciclagem caminha lado a lado com a questão social. 

    O magistrado pontuou a importância do tema escolhido para a II Semana da Pauta Verde. “O Conselho Nacional de Justiça deliberou que o ponto principal de discussão da Semana da Pauta Verde deveria ser a questão dos resíduos sólidos. Então, achamos por bem discutir todo o potencial que envolve os resíduos sólidos; de como transformá-los de problema, de algo que gera poluição, de algo que gera transtorno à comunidade, em algo positivo, que gera renda e que, sobretudo, transforma vidas”.  

    Isabel Nascimento falou sobre como iniciou o projeto Love Trash, que foca em trabalhos com resíduos têxteis, transformando a vida de muitas mulheres através da costura. Dados apresentados por Isabel apontam que o Brasil produziu, em 2025, 81 milhões de toneladas de lixo, sendo que apenas 4,5% dessa quantidade foi reciclada. Além disso, se não houver ações para um melhor tratamento dos resíduos, a previsão é que, em 2050, os gastos com lixos cheguem a R$ 130 bilhões. 

    Ela também refletiu sobre o impacto das ações de cada pessoa no dia a dia. “Todo bem que você faz de forma organizada e profissional retorna de forma estruturada. Na minha casa não tem mau cheiro, porque não tem lixo. Na minha casa, temos uma cultura de separação. É fundamental diminuirmos a distância entre o que a gente diz e o que a gente faz, de tal forma de que, em um dado momento, a sua fala seja a sua prática”.   

    Já Sávio falou sobre os riscos e oportunidades do descarte do lixo eletrônico. Segundo ele, o Brasil é o 5º maior gerador de resíduo eletroeletrônico do planeta, descartando 2,7 milhões de toneladas do material. Além disso, o índice de reciclagem do país não chega a 13%. “É um desafio imenso que temos hoje, que é cuidar da nossa grande casa. A responsabilidade é nossa, não podemos transferir isso apenas para o ente público. Cada um dos que aqui estão tem a sua parcela de geração de resíduo”.  

    Por fim, Mauro falou sobre a rotina de catadores de resíduos e de como a atividade da cooperativa contribui para a renda de mais de 130 famílias. Além disso, o trabalho também serve como caminho para a reinserção social, uma vez que acolhe várias pessoas, como ex-presidiários e moradores de rua. De acordo com ele, a cooperativa contabiliza, considerando Recife, Olinda e algumas outras cidades, de 150 a 200 toneladas de materiais separados por mês. “Se não cuidarmos do meio ambiente hoje, o que será dos filhos, dos nossos netos? Daqui a 50 anos, como estará o mundo?” refletiu.  

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • Oito pessoas tomam posse no TRF5 nos cargos de técnico e analista judiciário  
		Última atualização:  08/06/2026 às 19:30:00

    Oito pessoas tomam posse no TRF5 nos cargos de técnico e analista judiciário Última atualização: 08/06/2026 às 19:30:00

    A vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, desembargadora federal Joana Carolina, deu posse, na tarde desta segunda-feira (8/06), a oito novos(as) integrantes da Corte. Os servidores e servidoras foram empossados tanto no cargo de técnico quanto de analista judiciário. 

    Pedro Jorge Emiliano Guedes Alcoforado, Maria Carolina Cruz Angelim Rameh e Luciana Othon Lacerda de Andrade foram investidos no cargo de Técnico Judiciário – Área Administrativa. Já Aline Rafaelle Barbosa Leal tomou posse no cargo de Técnico Judiciário – Especialidade Agente da Polícia Judicial e João Tercio Cabral Lima ocupará o cargo de Técnico Judiciário – Especialidade Contabilidade. André Luiz Machado de Souza foi empossado no cargo de Técnico – Especialidade Desenvolvimento de Sistema de Informação. 

    Os servidores investidos nos cargos de Analista Administrativo – Especialidade Engenharia Civil e Analista Judiciário – Especialidade Engenharia Elétrica foram, respectivamente, Joanderson Silva de Oliveira e Diego Alves Carvalho Lins.  

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • Parteiras e parteiros indígenas de todo o Brasil se reúnem em encontro nacional

    Parteiras e parteiros indígenas de todo o Brasil se reúnem em encontro nacional

    Entre os dias 08 e 11 de junho, a capital de Rondônia será palco de um movimento histórico: o primeiro Encontro Nacional de Parteiras e Parteiros Indígenas. Organizado pela Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde, o evento não é apenas uma reunião técnica, mas um gesto de reconhecimento ao protagonismo de mulheres e homens que, há gerações, protegem os ciclos da vida e a sobrevivência física e cultural de seus povos.

    O encontro responde a um chamado das próprias comunidades e busca reconhecer as “tecnologias da floresta”, à luz do Sistema Único de Saúde (SUS). Durante três dias, representantes dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), além de especialistas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), mergulharão em uma jornada de escuta sensível e troca de experiências.

    Reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como figuras cruciais para a saúde materna, as parteiras tradicionais desenvolvem um saber construído na prática e na transmissão oral. Esse conhecimento acumulado será o centro das atenções em Porto Velho. A programação prevê diálogos sobre o preparo do corpo para a gestação, o uso de ervas medicinais e o cuidado com as adolescentes desde a primeira menstruação.

    “Este encontro representa um passo importante no reconhecimento das parteiras e parteiros indígenas como guardiões de conhecimentos ancestrais”, destaca a secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé. Segundo ela, a iniciativa visa construir caminhos para que esses saberes sejam respeitados e integrados às políticas públicas de saúde.

    Tecendo o futuro da saúde indígena

    A metodologia do evento foi desenhada para ser tão profunda quanto os temas tratados. Atividades como a dinâmica “Tecendo Conhecimentos” e a construção da “Árvore do Conhecimento” permitirão que os participantes sistematizem suas práticas de forma coletiva.

    O encontro ainda prevê a elaboração de dois documentos orientadores: o Guia de Parteira para Parteira, focado em boas práticas, rituais e o uso de kits de cuidado; e o Guia para Profissionais de Saúde, uma bússola para que as equipes de saúde saibam como acolher e articular as práticas tradicionais com a medicina biomédica de forma culturalmente sensível.

     Ao promover esse diálogo intercultural, o Ministério da Saúde reafirma que a equidade e a integralidade do SUS só são plenamente alcançadas quando a espiritualidade e a autonomia dos povos indígenas são levadas em conta no ato de cuidar. O evento que se inicia em 9 de junho promete ser um marco onde a tradição e a modernidade se encontram para garantir que o nascimento em territórios indígenas continue sendo um ato de celebração da vida.

    Leidiane Souza
    Ministério da Saúde