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  • Congresso instala comissão para discutir reajuste a militares

    Congresso instala comissão para discutir reajuste a militares

    MP concedeu aumento aos militares.

    MP concedeu aumento aos militares.Tânia Rêgo/Agência Brasil

    A comissão mista do Congresso Nacional instalou-se nesta terça-feira (29) para avaliar a medida provisória (MP) 1.293/25, que estabelece a nova tabela de soldos para os militares das Forças Armadas. O reajuste aprovado é de 9%, aplicado em duas etapas: 4,5% em 2025 e 4,5% em 2026.

    O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) assumiu a presidência da comissão, tendo o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) como vice-presidente. O deputado General Pazuello (PL-RJ) foi designado relator, por acordo entre as lideranças.

    Os valores dos soldos variam de acordo com a graduação e o posto dos militares. A remuneração mais alta é destinada a almirantes de esquadra, generais de Exército e tenentes-brigadeiros do ar. Com a MP, o soldo dessas patentes aumentou de R$ 13.471 para R$ 14.077, com previsão de atingir R$ 14.711 em janeiro de 2026.

    Na base da tabela, estão os marinheiros-recrutas, recrutas, soldados, soldados-recrutas, soldados de segunda classe (não engajados) e soldados-clarins ou corneteiros de terceira classe. Para este grupo, o soldo atual de R$ 1.078 subirá para R$ 1.127 em abril de 2025 e para R$ 1.177 em janeiro de 2026.

    Duas outras comissões tiveram suas instalações adiadas. A primeira analisaria a MP 1.292/25, que altera as regras do crédito consignado, permitindo operações por meio de plataformas digitais e o uso de até 10% do saldo do FGTS como garantia. A segunda comissão avaliaria a MP 1.291/25, que autoriza o uso de recursos do Fundo Social para financiar projetos de infraestrutura social, habitação popular e ações em situações de calamidade pública.

  • Emendas parlamentares: entenda os R$ 50 bilhões nas mãos do Congresso

    Emendas parlamentares: entenda os R$ 50 bilhões nas mãos do Congresso

    As emendas parlamentares são hoje um dos principais instrumentos de articulação entre o Governo Federal e o Congresso Nacional. Ocupando espaços cada vez maiores no orçamento, elas configuram a principal moeda de troca entre o Poder Executivo e os diversos partidos da Câmara e Senado para aprovar projetos de lei de seu interesse. Não por acaso, são motivo recorrente de polêmicas e disputas judiciais.

    Elas operam como uma espécie de cheque reservado pelo governo para que o parlamentar decida como será usado. Um deputado que adota a defesa da educação como principal bandeira, por exemplo, pode destinar seu “cheque”, oficialmente chamado de empenho, na construção de uma escola em seu estado de origem. Outro, que tenha como plataforma a defesa do desenvolvimento de determinada região, consegue utilizar seus empenhos na construção de portos e ferrovias naquele local.

    Para seus entusiastas, as emendas são uma forma de distribuir poder, evitando o monopólio do Executivo sobre os recursos públicos. São também um instrumento para amparar projetos locais e prefeituras que necessitam de recursos com urgência. Para os críticos, elas são uma usurpação do Orçamento Federal para atender a interesses políticos particulares.

    O funcionamento das emendas varia de ano em ano: elas são um instrumento orçamentário em constante evolução, frequentemente submetidas a novas decisões judiciais, resoluções e portarias modificando seus termos.

    Essa reserva cresce a cada governo desde 2015, quando surgiu a primeira modalidade de emendas de execução (pagamento) obrigatória. De um lado, a cada legislatura, os parlamentares precisam mais das emendas para se reeleger. Do outro, cada presidente depende mais da sua distribuição para construir uma base de apoio no Congresso. Confira a evolução:

    A destinação de emendas cresceu a cada novo governo desde 2015.

    A destinação de emendas cresceu a cada novo governo desde 2015.Arte Congresso em Foco

    O que são as emendas parlamentares?

    As emendas parlamentares são uma parcela fixada do orçamento anual da União na qual a destinação é expressamente definida pelos deputados e senadores, operando como uma reserva de dinheiro à disposição do Congresso.

    Essa reserva pode ser adotada em obras de órgãos públicos, como hospitais e estradas; em políticas públicas como programas de combate a incêndios florestais; ou mesmo para patrocinar iniciativas privadas sem fins lucrativos, como com a compra de equipamentos para hospitais filantrópicos.

    Elas existem com o objetivo de descentralizar parte do orçamento, cobrindo eventuais iniciativas que não são prioritárias para o Executivo e alcançando regiões que muitas vezes não são vistas pela União. Esses repasses são muito benéficos aos parlamentares, que conseguem impulsionar políticas públicas voltadas às suas bandeiras ou mesmo fortalecer aliados em suas bases eleitorais, patrocinando projetos de interesses de prefeitos ou de instituições sociais com quem possuem proximidade.

    Para o ano de 2025, a parcela separada para as emendas parlamentares é de R$ 50,4 bilhões. Paralelamente, o Governo Federal tem R$ 170,7 bilhões para suas próprias iniciativas. Veja a comparação:

    Emendas em 2025 equivalem a quase 30% do orçamento discricionário do governo.

    Emendas em 2025 equivalem a quase 30% do orçamento discricionário do governo.Arte Congresso em Foco

    Tipos de emendas

    Existem quatro tipos de emendas parlamentares, definidos conforme a sua forma de distribuição. Cada categoria tem um teto predeterminado no Orçamento. Algumas são impositivas, ou seja: o governo é obrigado a aplicar o recurso solicitado. Outras são discricionárias, modalidade na qual a solicitação é feita ao Executivo e este decide se vai ou não enviar o valor.

    São elas:

    -Emendas individuais: são distribuídas diretamente pelos parlamentares conforme seus próprios critérios, igualmente distribuídas para cada deputado ou senador. Para o ano de 2025, cada deputado tem direito a pouco mais de R$ 37 milhões, e cada senador R$ 68,3 milhões, totalizando R$ 24,6 bilhões para as duas Casas. Elas são de natureza impositiva, e cada deputado é obrigado a aplicar metade da sua parcela em iniciativas voltadas à saúde. Elas podem ser identificadas no orçamento pela rubrica RP 6.

    -Emendas de bancada: são distribuídas igualmente entre os estados, cabendo a cada bancada deliberar em conjunto sobre sua aplicação. Elas passam por análise bicameral, devendo haver voto favorável de três quintos dos deputados daquele estado e dois terços de seus senadores para que sejam aprovadas. Para 2025, o Congresso tem direito a R$ 14,3 bilhões desse tipo, ou pouco mais de R$ 529 milhões por estado. Elas são de natureza impositiva. Elas podem ser identificadas no orçamento pela rubrica RP 7.

    -Emendas de comissão: são distribuídas pelas comissões temáticas permanentes da Câmara dos Deputados e do Senado, que deliberam em conjunto sobre sua aplicação. Ao contrário das demais, elas são de natureza discricionária: as propostas aprovadas são enviadas ao governo, que decide quais serão ou não acatadas. Em 2025, elas poderão chegar a R$ 11,5 bilhões. Elas são motivo de disputa judicial diante da falta de critérios bem definidos sobre como deve ser feita a indicação. Na última sexta (25), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu ao Congresso o prazo de 10 dias para que deem uma explicação precisa sobre suas indicações. Elas podem ser identificadas no orçamento pela rubrica RP 8.

    -Emendas de relator: são destinadas pelo relator do orçamento do respectivo ano, servindo para fazer ajustes ao longo da tramitação da peça orçamentária. Elas estão bloqueadas por sentença do STF desde 2022, no que ficou conhecido como esquema do Orçamento Secreto: deputados recorriam aos relatores para fazer indicações às suas bases eleitorais sem que elas ficassem vinculadas aos seus nomes, abrindo margem para repasses obscuros. Elas eram identificadas no orçamento pela rubrica RP 9.

    Emendas individuais configuram a maior parte das destinações de 2025.

    Emendas individuais configuram a maior parte das destinações de 2025.Arte Congresso em Foco

    Polêmica

    O funcionamento das emendas parlamentares constantemente ocupa os noticiários e as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) diante da falta de regramentos bem definidos, bem como a dificuldade para assegurar sua transparência. A principal crise se deu a partir de 2020, com a criação do Orçamento Secreto, quando as emendas de relator passaram a ocupar espaços cada vez maiores nas contas públicas, com sinais de uso como moeda de troca obscura pelo governo do então presidente Jair Bolsonaro. Em 2022, foram declaradas inconstitucionais.

    Em 2024, a polêmica retornou: com o fim das emendas de relator houve um aumento na utilização das emendas individuais e de comissão para manter o controle sobre o orçamento público, levantando novas preocupações sobre a falta de transparência. Em agosto de 2024, o ministro do STF Flávio Dino suspendeu as chamadas “emendas Pix”, modalidade de emenda individual que permitia transferências diretas para estados e municípios sem a vinculação a projetos específicos.

    As emendas de comissão também foram submetidas a bloqueios graças a falta de parâmetros claros sobre como devem ser definidas e indicadas, bem como seus sistemas de fiscalização. Desde então, os dois poderes estão em constante queda de braço: o Judiciário apontando as falhas no modelo vigente, e o Congresso aprovando novas resoluções e regulamentações para regrar o tema.

    As polêmicas em torno das emendas parlamentares não se restringem ao seu funcionamento. Na atual legislatura, dois deputados: Pastor Gil (PL-MA) e Josimar Maranhãozinho (PL-MA), respondem ao STF por cobrança de propina em troca de destinação de emendas a prefeitos. No governo, as emendas já foram motivo da queda de um ministro: Juscelino Filho (União-MA) responde na Justiça sob acusação de utilização de emendas para o benefício de familiares. A polêmica resultou no seu pedido de exoneração.

    O fato é que as emendas são parte do jogo democrático – não apenas no Brasil, como no mundo. Cabe à sociedade acompanhar como os parlamentares usam esse instrumento, e cabe às instituições públicas responsabilizar aqueles que abusam de seu uso. Afinal, é dinheiro público em jogo.

  • Oposição protocola pedido de CPI do INSS; Veja quem assinou

    Oposição protocola pedido de CPI do INSS; Veja quem assinou

    A oposição formalizou, nesta quarta-feira (30), o requerimento para instituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os descontos não autorizados de R$ 6,3 bilhões no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). O requerimento de iniciativa do Coronel Chrisóstomo (PL-RO) recebeu 185 assinaturas. Na Câmara, o necessário para se apresentar o pedido de abertura de CPI são 171 assinaturas, equivalente a um terço da Casa. Agora xabe ao presidente da Casa decidir se será instalada ou não. (Veja abaixo quem são os deputados que apoiam a CPI).

    Deputado Coronel Chrisóstomo

    Deputado Coronel ChrisóstomoKayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    “A criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) intitulada ‘CPI da Fraude no INSS’ é imprescindível diante das graves denúncias de irregularidades envolvendo o Sindnapi/FS (Sindicato Nacional dos Aposentados) e outras entidades sindicais”, argumentou o parlamentar no pedido. “A gravidade das acusações exige uma investigação parlamentar aprofundada para esclarecer a extensão das fraudes, identificar os responsáveis e avaliar o impacto sobre aposentados e pensionistas”.

    A Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU) na última quinta-feira, revelou um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. A investigação culminou na demissão do presidente do instituto, Alessandro Stefanutto. As ações ocorreram no Distrito Federal e em 13 estados.

    Segundo os investigadores, entidades que representavam aposentados e pensionistas teriam realizado cobranças associativas não autorizadas, diretamente descontadas da folha de pagamento de aposentadorias e pensões. O montante desviado é estimado em impressionantes R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

    A justificativa das entidades para os descontos incluía a oferta de benefícios como planos de saúde, seguros e auxílio-funeral, mas os valores eram cobrados sem autorização prévia dos beneficiários, que só perceberam os descontos ao consultarem seus extratos e, em muitos casos, recorreram à Justiça.

    No pedido de abertura da CPI, o deputado ainda menciona José Ferreira da Silva, irmão do presidente Lula. Conhecido como Frei Chico, José é vice-presidente do Sindnapi, sindicato que recebeu R$ 77,1 milhões em contribuições, em 2024, sendo alvo de suspensão administrativa pela CGU e de investigações criminais.

    A Comissão Parlamentar de Inquérito tem poder de investigação próprio das autoridades judiciais, com a convocação de testemunhas, requisição de documentos aos órgãos públicos, entre outros. A CPI, porém, não tem o poder de julgar e sentenciar os suspeitos, apenas pode recomendar ao Ministério Público essas ações. O colegiado também pode incluir no relatório final novos projetos de lei para combater os problemas investigados.

    Veja quem assinou o requerimento:

    1. Coronel Chrisóstomo – PL/RO
    2. Bibo Nunes – PL/RS
    3. Zé Trovão – PL/SC
    4. Zucco – PL/RS
    5. Delegado Paulo Bilynskyj – PL/SP
    6. Silvia Waiãpi – PL/AP
    7. Messias Donato – REPUBLIC/ES
    8. Mauricio do Vôlei – PL/MG
    9. Mario Frias – PL/SP
    10. Capitão Alberto Neto – PL/AM
    11. Coronel Meira – PL/PE
    12. Pastor Eurico – PL/PE
    13. Carlos Jordy – PL/RJ
    14. Dr. Fernando Máximo – UNIÃO/RO
    15. Coronel Fernanda – PL/MT
    16. Rosana Valle – PL/SP
    17. Jefferson Campos – PL/SP
    18. Sargento Fahur – PSD/PR
    19. Capitão Alden – PL/BA
    20. Pr. Marco Feliciano – PL/SP
    21. Roberta Roma – PL/BA
    22. Delegado Caveira – PL/PA
    23. Luiz Philippe de Orleans e Bragança – PL/SP
    24. Mauricio Marcon – PODE/RS
    25. Sanderson – PL/RS
    26. Marcelo Moraes – PL/RS
    27. Delegado Palumbo – MDB/SP
    28. Coronel Assis – UNIÃO/MT
    29. Osmar Terra – MDB/RS
    30. Sargento Portugal – PODE/RJ
    31. Dr. Luiz Ovando – PP/MS
    32. Lincoln Portela – PL/MG
    33. Cabo Gilberto Silva – PL/PB
    34. Rodrigo Valadares – UNIÃO/SE
    35. Junio Amaral – PL/MG
    36. Helio Lopes – PL/RJ
    37. Rodrigo da Zaeli – PL/MT
    38. Felipe Francischini – UNIÃO/PR
    39. Mendonça Filho – UNIÃO/PE
    40. Wellington Roberto – PL/PB
    41. Rodolfo Nogueira – PL/MS
    42. Delegado Ramagem – PL/RJ
    43. Carlos Sampaio – PSD/SP
    44. Adilson Barroso – PL/SP
    45. Coronel Ulysses – UNIÃO/AC
    46. Gustavo Gayer – PL/GO
    47. Filipe Martins – PL/TO
    48. Joaquim Passarinho – PL/PA
    49. Pezenti – MDB/SC
    50. Reinhold Stephanes – PSD/PR
    51. Sóstenes Cavalcante – PL/RJ
    52. Clarissa Tércio – PP/PE
    53. Ricardo Guidi – PL/SC
    54. General Girão – PL/RN
    55. José Medeiros – PL/MT
    56. Vicentinho Júnior – PP/TO
    57. Paulinho da Força – SOLIDARI/SP
    58. Capitão Augusto – PL/SP
    59. Kim Kataguiri – UNIÃO/SP
    60. Luiz Carlos Hauly – PODE/PR
    61. Zé Silva – SOLIDARI/MG
    62. Silvye Alves – UNIÃO/GO
    63. Altineu Côrtes – PL/RJ
    64. Gisela Simona – UNIÃO/MT
    65. David Soares – UNIÃO/SP
    66. Alberto Fraga – PL/DF
    67. Gilvan da Federal – PL/ES
    68. Diego Garcia – REPUBLIC/PR
    69. Luiz Lima – NOVO/RJ
    70. Luiz Carlos Busato – UNIÃO/RS
    71. Pedro Lupion – PP/PR
    72. Nelson Barbudo – PL/MT
    73. Nicoletti – UNIÃO/RR
    74. Nikolas Ferreira – PL/MG
    75. Any Ortiz – CIDADANIA/RS
    76. Julia Zanatta – PL/SC
    77. Daniela Reinehr – PL/SC
    78. Sargento Gonçalves – PL/RN
    79. Marcel van Hattem – NOVO/RS
    80. Carla Dickson – UNIÃO/RN
    81. Dr. Frederico – PRD/MG
    82. Rosangela Moro – UNIÃO/SP
    83. Luiz Fernando Vampiro – MDB/SC
    84. Evair Vieira de Melo – PP/ES
    85. Fred Linhares – REPUBLIC/DF
    86. Adriana Ventura – NOVO/SP
    87. Missionário José Olimpio – PL/SP
    88. André Fernandes – PL/CE
    89. Carla Zambelli – PL/SP
    90. Dr. Jaziel – PL/CE
    91. Dayany Bittencourt – UNIÃO/CE
    92. Cristiane Lopes – UNIÃO/RO
    93. Rodrigo Estacho – PSD/PR
    94. Amaro Neto – REPUBLIC/ES
    95. Zé Haroldo Cathedral – PSD/RR
    96. Roberto Monteiro Pai – PL/RJ
    97. Alfredo Gaspar – UNIÃO/AL
    98. Fernando Rodolfo – PL/PE
    99. Raimundo Santos – PSD/PA
    100. Giovani Cherini – PL/RS
    101. Eros Biondini – PL/MG
    102. Daniel Agrobom – PL/GO
    103. Franciane Bayer – REPUBLIC/RS
    104. Giacobo – PL/PR
    105. Ossesio Silva – REPUBLIC/PE
    106. Marcio Alvino – PL/SP
    107. Soraya Santos – PL/RJ
    108. Marcelo Álvaro Antônio – PL/MG
    109. Miguel Lombardi – PL/SP
    110. Zé Vitor – PL/MG
    111. Chris Tonietto – PL/RJ
    112. Dr. Zacharias Calil – UNIÃO/GO
    113. Luiz Carlos Motta – PL/SP
    114. Silas Câmara – REPUBLIC/AM
    115. Tião Medeiros – PP/PR
    116. Marcos Pereira – REPUBLIC/SP
    117. Daniel Freitas – PL/SC
    118. Weliton Prado – SOLIDARI/MG
    119. Fausto Santos Jr. – UNIÃO/AM
    120. Pedro Westphalen – PP/RS
    121. Silvia Cristina – PP/RO
    122. Ricardo Salles – NOVO/SP
    123. Thiago Flores – REPUBLIC/RO
    124. Allan Garcês – PP/MA
    125. Magda Mofatto – PRD/GO
    126. Pastor Diniz – UNIÃO/RR
    127. Afonso Hamm – PP/RS
    128. Marcelo Crivella – REPUBLIC/RJ
    129. Domingos Sávio – PL/MG
    130. Alexandre Guimarães – MDB/TO
    131. Bia Kicis – PL/DF
    132. Maurício Carvalho – UNIÃO/RO
    133. Caroline de Toni – PL/SC
    134. General Pazuello – PL/RJ
    135. Gilson Marques – NOVO/SC
    136. Delegado Éder Mauro – PL/PA
    137. Aluisio Mendes – REPUBLIC/MA
    138. Marcos Pollon – PL/MS
    139. Roberto Duarte – REPUBLIC/AC
    140. Saulo Pedroso – PSD/SP
    141. Delegado Matheus Laiola – UNIÃO/PR
    142. Professor Alcides – PL/GO
    143. Matheus Noronha – PL/CE
    144. Daniel Trzeciak – PSDB/RS
    145. Emidinho Madeira – PL/MG
    146. Paulo Freire Costa – PL/SP
    147. Stefano Aguiar – PSD/MG
    148. Thiago de Joaldo – PP/SE
    149. Rosângela Reis – PL/MG
    150. Eli Borges – PL/TO
    151. Mauricio Neves – PP/SP
    152. Delegado Bruno Lima – PP/SP
    153. Lafayette de Andrada – REPUBLIC/MG
    154. Greyce Elias – AVANTE/MG
    155. Coronel Armando – PL/SC
    156. Ronaldo Nogueira – REPUBLIC/RS
    157. Lucas Redecker – PSDB/RS
    158. Fausto Pinato – PP/SP
    159. Paulo Alexandre Barbosa – PSDB/SP
    160. Ana Paula Leão – PP/MG
    161. Simone Marquetto – MDB/SP
    162. Celso Russomanno – REPUBLIC/SP
    163. Filipe Barros – PL/PR
    164. Eduardo Velloso – UNIÃO/AC
    165. Gustinho Ribeiro – REPUBLIC/SE
    166. André Ferreira – PL/PE
    167. Geovania de Sá – PSDB/SC
    168. Delegado Fabio Costa – PP/AL
    169. Icaro de Valmir – PL/SE
    170. Neto Carletto – AVANTE/BA
    171. Vitor Lippi – PSDB/SP
    172. Renilce Nicodemos – MDB/PA
    173. Ismael – PSD/SC
    174. Pauderney Avelino – UNIÃO/AM
    175. Rafael Simoes – UNIÃO/MG
    176. Otoni de Paula – MDB/RJ
    177. Maria Rosas – REPUBLIC/SP
    178. Alex Manente – CIDADANIA/SP
    179. Sergio Souza – MDB/PR
    180. Da Vitoria – PP/ES
    181. Ricardo Maia – MDB/BA
    182. Beto Pereira – PSDB/MS
    183. Alceu Moreira – MDB/RS
    184. Ely Santos – REPUBLIC/SP
    185. Covatti Filho – PP/RS
  • STF: Dino suspende pagamento de 1,2 mil emendas da saúde

    STF: Dino suspende pagamento de 1,2 mil emendas da saúde

    Ministro Flávio Dino, do STF.

    Ministro Flávio Dino, do STF.Rosinei Coutinho/STF

    O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (30) o bloqueio de 1.283 emendas parlamentares destinadas à área da saúde, em razão da ausência de abertura de contas bancárias específicas para o recebimento dos recursos.

    A exigência de contas individualizadas por emenda já havia sido fixada por determinação do próprio ministro em agosto do ano passado. No entanto, de acordo com informações da Advocacia-Geral da União (AGU), a medida ainda não foi integralmente cumprida. Das 7.322 propostas de emendas destinadas à saúde, 6.040 estão com contas regularizadas, enquanto as demais 1.283 permanecem em situação irregular.

    “Em razão da ausência da abertura e/ou regularização de contas específicas, individualizadas por emenda, não resta alternativa a não ser o bloqueio das emendas parlamentares da saúde relativas às 1.283 contas não regularizadas”, afirmou Flávio Dino na decisão.

    A controvérsia em torno das emendas parlamentares se intensificou em dezembro de 2022, quando o STF declarou a inconstitucionalidade das chamadas emendas do relator, conhecidas como RP9. Em resposta, o Congresso Nacional aprovou uma resolução para modificar as regras de distribuição desses recursos, com o objetivo de atender à decisão da Corte. Ainda assim, irregularidades persistem na execução orçamentária.

    Além do bloqueio das emendas irregulares, na segunda-feira (25), o ministro Flávio Dino estabeleceu prazo de dez dias para que a Câmara dos Deputados e o Senado informem como será feito o registro dos parlamentares responsáveis pelas emendas de comissão e de bancada ao Orçamento da União.

    Leia a íntegra da decisão.

  • Novo apresenta no Congresso pacote anticorrupção no INSS

    Novo apresenta no Congresso pacote anticorrupção no INSS

    Parlamentares do partido Novo na Câmara dos Deputados e no Senado apresentaram nesta semana um pacote de medidas anticorrupção no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Com projetos de lei, representação no Tribunal de Contas da União (TCU) e requerimento de informação, os congressistas reagem às denúncias da Operação Sem Desconto que revelou descontos indevidos em aposentadorias que podem chegar a R$ 6,3 bilhões.

    Deputado Marcel Van Hattem

    Deputado Marcel Van Hattem Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Ao TCU, o Novo protocolou nesta quarta-feira (30) representação para apurar o caso do Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnapi), uma das associações investigadas pela Polícia Federal (PF) por suspeita de fraude no INSS.

    Conforme relatório da Controladoria Geral da União (CGU), a entidade teve um aumento expressivo nos valores dos descontos em folha de seus associados e um crescimento súbito em sua receita nos últimos anos. O vice-presidente do sindicato é José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, um dos irmãos do presidente Lula.

    “Os valores recebidos pelo SINDNAPI/FS são representativos quando comparamos com o valor total recebido pelos sindicatos. O valor recebido pelo SINDNAPI/FS entre 2014 e 2024 representa mais de 6% do valor total, atingindo o pico de quase 10% do valor total no ano de 2023 (149 milhões em 1,5 bi)”, apontaram os signatários da representação no TCU.

    Grande crítico do governo de Lula, o novo líder do partido na Câmara, deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), criticou a situação e definiu as fraudes e descontos indevidos como “corrupção institucionalizada, típica do projeto de poder petista”.

    “São fraudes bilionárias, prejuízo para quem mais precisa e proteção para os aliados do poder. Enquanto aposentados e pensionistas têm seus benefícios roubados, o governo Lula trabalha para isentar o INSS de responsabilidade e blindar sindicatos ligados ao próprio irmão do presidente. Não é descaso. É corrupção institucionalizada, típica do projeto de poder petista. Por isso, queremos respostas e estamos buscando fechar o cerco contra a corrupção”, disse o deputado.

    Ainda sobre Frei Chico, o Novo protocolou requerimento de informação para esclarecer a afirmação do diretor da PF, Andrei Augusto Passos Rodrigues, de que o irmão de Lula não é alvo das investigações, em entrevista ao portal ICL.

    Na Câmara, os cinco deputados do partido Marcel van Hattem, Adriana Ventura (Novo-SP), Gilson Marques (Novo-SC), Ricardo Salles (Novo-SP) e Luiz Lima (Novo-RJ), recém filiado, apresentaram o projeto que susta a norma que exime INSS de responsabilidade. Outra proposta estabelece a responsabilidade objetiva do INSS na reparação dos danos. A bancada ainda apresentou projeto para exigir a revalidação periódica da autorização dos descontos referentes a mensalidades de associações e demais entidades de aposentados.

    No Senado, o único representante do partido, Eduardo Girão (Novo-CE), está colhendo assinaturas para instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS para apurar as fraudes. Na Câmara, a oposição já apresentou pedido para instituir CPI.

    “Com a CPI, podemos nos aprofundar no escândalo de corrupção no INSS, que retira dinheiro dos hospitais, das estradas e da infraestrutura, prejudicando diretamente o povo brasileirol. Precisamos apurar os fatos para que os responsáveis sejam punidos e os brasileiros lesados sejam devidamente ressarcidos”, argumentou o senador.

  • “Mulher branca, bonita e rica incomoda”, diz vereadora em SP

    “Mulher branca, bonita e rica incomoda”, diz vereadora em SP

    Uma fala da vereadora Cris Monteiro (Novo) durante sessão da Câmara Municipal de São Paulo, nesta terça-feira (29), provocou protestos de manifestantes, acusações de racismo e a suspensão dos trabalhos por mais de 20 minutos. A discussão ocorreu no contexto da votação do projeto de lei que trata do reajuste salarial dos servidores públicos municipais.

    Enquanto sindicalistas protestavam nas galerias contra o reajuste proposto, considerado insuficiente pela categoria, Cris Monteiro respondeu às manifestações com a seguinte declaração: “Agora, quando veio uma mulher branca aqui falar a verdade para vocês, vocês ficam todos nervosos. Por quê? Porque uma mulher branca, bonita e rica incomoda muito vocês”. A fala foi recebida com vaias e gritos de racista por parte do público.

    Logo antes, a vereadora já havia reclamado da reação nas galerias: “Eu escutei todos vocês calados. Enquanto vocês falaram ali, ninguém se manifestou. […] Mas eu tô aqui representando uma parte importante da população que me elegeu, porque eu faço o que é certo. Eu não vou defender essas pessoas que deixam as nossas crianças na sala de aula fazendo greve”. A declaração ocorreu em meio à paralisação de professores e servidores municipais, que protestavam em frente à Câmara e acompanhavam a sessão no plenário.

    Ainda no mesmo discurso, Cris Monteiro repetiu por diversas vezes que “incomoda” e disse que “estava ali para fazer o que é certo”. A presidência da sessão decidiu suspender os trabalhos após os ânimos se acirrarem.

    Na retomada da sessão, Cris Monteiro voltou à tribuna e pediu desculpas: “Gostaria de lamentar profundamente as minhas falas. Não foi a minha intenção, como parlamentar. Lamento profundamente e espero que as pessoas que se sentiram ofendidas entendam que não foi a minha intenção ofender ninguém nem na galeria, nem meus colegas parlamentares.”

    Em nota divulgada posteriormente, a vereadora reiterou o pedido de desculpas e afirmou que “lamenta a repercussão de sua fala e reforça que em nenhum momento teve a intenção de ofender qualquer pessoa”. A nota também destacou que sua trajetória parlamentar é marcada pelo respeito e pelo diálogo.

    A vereadora Luana Alves (PSOL) anunciou, ainda durante a sessão, que levará o caso à Corregedoria da Câmara Municipal nesta quarta-feira (30).

    Esta não é a primeira vez que Cris Monteiro se envolve em um episódio de conflito dentro da Casa. Em 2021, ela e outra vereadora trocaram acusações de agressão mútua após um desentendimento no banheiro do plenário. O caso também foi remetido à Corregedoria na ocasião.

  • Governo assina decreto que organiza execução do orçamento 2025

    Governo assina decreto que organiza execução do orçamento 2025

    O presidente Lula assinou, nesta quarta-feira (30), o Decreto nº 12.448 que define a programação orçamentária e financeira para o exercício de 2025. Além disso, o texto também estabelece o cronograma de execução mensal do orçamento, orientando a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025.

    Esplanada dos Ministérios

    Esplanada dos MinistériosAgência Brasil

    A LOA foi sancionada em 10 de abril, após o Congresso Nacional aprovar o projeto em março. O atraso de três meses foi motivado pela negociação das emendas parlamentares e da votação do pacote fiscal em dezembro de 2024.

    Em relação ao texto, houve apenas dois vetos. Um bloqueando R$ 40,2 milhões em emendas parlamentares que direcionavam recursos para localidades específicas. E outro impedindo a liberação de R$ 2,97 bilhões em empréstimos a partir do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

    O decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), nesta quarta, não propôs cortes orçamentários, bloqueios ou congelamentos. Essas medidas, no entanto, podem ser tomadas posteriormente pelo Ministério do Planejamento e Orçamento e Ministério da Fazenda após o dia 22 de maio com a divulgação do relatório de projeção de receitas e despesas.

    Conforme o texto, a pasta chefiada por Simone Tebet poder “adotar as providências necessárias à devida apuração de dotações orçamentárias não empenhadas, inclusive por meio de bloqueio de dotações; e autorizar o empenho de dotações orçamentárias com prazo posterior ao estabelecido no inciso I do caput, para o atendimento de despesas nele previstas”.

    Até maio, os ministérios e as agências reguladoras têm limite de gastos de R$ 121 bilhões. O texto ainda aponta que as despesas discricionárias, aquelas que o órgão tem maior liberdade para destinar os recursos, só poderão ser empenhadas até 2 de dezembro deste ano. Para as demais despesas o limite para empenho é 31 de dezembro de 2025.

  • Bolsonaro deixa UTI depois de 17 dias da cirurgia

    Bolsonaro deixa UTI depois de 17 dias da cirurgia

    O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) deixou a Unidade de Terapia Intensiva do hospital DF Star, em Brasília, nesta quarta-feira (30). Internado desde o dia 11 de abril, ele passou por uma cirurgia no dia 13 para tratar uma obstrução intestinal e segue agora em uma unidade semi-intensiva.

    Médicos relatam melhora intestinal e envio à unidade semi-intensiva.

    Médicos relatam melhora intestinal e envio à unidade semi-intensiva.Divulgação/Jair Bolsonaro/Twitter

    A equipe médica informou que Bolsonaro apresentou melhora clínica nos últimos dias. Começou a ingerir líquidos, sem apresentar febre ou dor, e retirou a sonda nasogástrica. A pressão arterial também está controlada. Ele permanecerá sob vigilância clínica.

    O procedimento cirúrgico serviu para remover aderências no intestino decorrentes das operações realizadas após a facada sofrida na campanha eleitoral de 2018. Segundo os médicos, a evolução é positiva, mas o paciente ainda requer monitoramento contínuo e recebe nutrição intravenosa, além de sessões de fisioterapia.

  • Senado aprova prorrogação de incentivos ao audiovisual até 2029

    Senado aprova prorrogação de incentivos ao audiovisual até 2029

    O Senado aprovou nesta quarta-feira (30) o projeto de lei 363/2025, que renova até o ano de 2029 os incentivos fiscais para quem investe em produções audiovisuais brasileiras. A proposta também torna definitiva a Política Nacional Aldir Blanc, que garante o repasse de verbas da União para ações culturais em Estados e municípios. O projeto é de autoria do líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE).

    Com a mudança, pessoas físicas e empresas poderão continuar abatendo do Imposto de Renda valores aplicados na produção ou patrocínio de filmes, séries e documentários brasileiros, desde que os projetos tenham o aval da Agência Nacional do Cinema (Ancine). A proposta aumenta os limites de dedução, que não eram atualizados desde 2006.

    Deduções do IR para produções cinematográficas deverão ter aval da Agência Nacional do Cinema.

    Deduções do IR para produções cinematográficas deverão ter aval da Agência Nacional do Cinema.Pixabay

    O relatório aprovado destaca que esses mecanismos foram responsáveis, apenas em 2023, por mais de R$ 250 milhões em investimentos no setor. “Desde 2006, os quatro dispositivos somados mobilizaram mais de R$ 3 bilhões”, registrou o relator, Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso.

    Além dos incentivos, o texto transforma a Política Nacional Aldir Blanc em política de Estado. Criada após a pandemia, a medida garante repasses anuais da União, no total de R$ 15 bilhões. Para continuar recebendo os valores, os governos locais terão de comprovar que utilizaram pelo menos 60% dos recursos anteriores e criar fundos específicos para a cultura até 2027.

    “O projeto confere efetividade aos direitos culturais, verdadeiros direitos fundamentais dos cidadãos, que não podem ser cerceados pela inércia legislativa”, afirmou Randolfe.

    A lei também estabelece que a Ancine poderá fixar metas para acompanhar a aplicação dos benefícios fiscais, que terão custo máximo de R$ 300 milhões em 2025., além de sessões de fisioterapia.

    O relatório do Senado manteve o texto aprovado originalmente na Câmara, dispensando a necessidade de retorno. Com isso, o projeto segue diretamente à sanção presidencial.

  • Oposição diz ter alcançado assinaturas necessárias para a CPI do INSS

    Oposição diz ter alcançado assinaturas necessárias para a CPI do INSS

    A bancada de oposição da Câmara dos Deputados anunciou que alcançou, na noite dessa terça-feira (29), o número mínimo de 171 assinaturas para protocolar o pedido de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) destinada a investigar um esquema bilionário de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.

    Coronel Chrisóstomo foi o responsável pela colega das assinaturas para a comissão parlamentar de inquérito

    Coronel Chrisóstomo foi o responsável pela colega das assinaturas para a comissão parlamentar de inquéritoBruno Spada/Agência Câmara

    O pedido é de autoria do deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO), que agradeceu no plenário o apoio dos líderes da Minoria, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), da Oposição, Zucco (PL-RS), e do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), na coleta das assinaturas. “A CPI do Roubo dos Aposentados vai acontecer”, afirmou o deputado em suas redes.

    A criação da CPI depende do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). A movimentação dos oposicionistas é uma resposta à Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que revelou um esquema de descontos indevidos aplicados por entidades sindicais e associativas, com possível falsificação de assinaturas e uso indevido de dados pessoais de segurados. Segundo as investigações, entre 2019 e 2024, o esquema pode ter movimentado ilegalmente cerca de R$ 6,3 bilhões.

    Cobrança de mensalidade indevida

    O mecanismo da fraude consistia na cobrança de mensalidades associativas sem autorização dos aposentados e pensionistas, descontando diretamente valores dos benefícios pagos pelo INSS. Em muitos casos, os segurados sequer tinham conhecimento das entidades que realizavam as cobranças. Segundo a CGU, há indícios de que assinaturas eletrônicas foram fraudadas, inclusive de analfabetos e pessoas com doenças incapacitantes.

    A legislação brasileira permite o desconto em folha para associações e sindicatos, desde que haja autorização expressa do beneficiário. No entanto, o sistema foi sendo enfraquecido por brechas legais uma medida de 2019 que exigia a revalidação periódica da autorização foi revogada em 2022, abrindo caminho para abusos.

    Investigação em andamento

    O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, afirmou durante audiência na Comissão de Segurança Pública da Câmara que o governo federal está totalmente empenhado em apurar a fraude e responsabilizar os envolvidos. “Estamos mobilizando toda a Polícia Federal e todos os recursos que temos para colocar na prisão todos aqueles responsáveis por esses crimes hediondos”, declarou o ministro.

    Lewandowski revelou que mais de 300 operações de busca e apreensão já foram realizadas contra os dirigentes das entidades suspeitas. O chefe do INSS à época, Alessandro Stefanutto, foi afastado do cargo por decisão judicial e posteriormente demitido pelo presidente Lula.

    Dados do próprio INSS indicam que, somente em dezembro de 2024, 41 entidades conveniadas receberam juntas R$ 290,8 milhões em contribuições, provenientes de cerca de 7,2 milhões de filiados. Onze dessas entidades estão sob investigação da Operação Sem Desconto.

    Após a operação, o governo determinou a suspensão de todos os convênios com entidades que previam descontos em folha de pagamento, até que os mecanismos de controle sejam reformulados.

    Suspensão provisória de descontos

    Em cinco horas de audiência na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família, nessa terça, o ministro Carlos Lupi confirmou a suspensão provisória de todos os descontos associativos e a expectativa de ressarcimento às vítimas.

    “Nós descredenciamos a partir de hoje todas as entidades (associações). Como a folha [de pagamentos] já estava rodada, está bloqueada a transferência desse recurso de quem tem desconto para a associação e, no mês que vem, será devolvido”, garantiu. “A partir do mês que vem, ninguém mais vai ter desconto nenhum, mesmo quem tem autorizado, porque tem um processo em curso.”

    O ministro disse ainda que os bens de todas as associações indiciadas já estão bloqueados para pagar parte das restituições.