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  • SUS contará com 600 profissionais aprovados em concurso da Fiocruz

    SUS contará com 600 profissionais aprovados em concurso da Fiocruz

    O Sistema Único de Saúde (SUS) será fortalecido com a integração de mais 225 novos profissionais provenientes do cadastro de excedentes do último concurso público da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), conforme previsto na Portaria MGI nº 2.849, de 16 de junho de 2023. Com essa nova medida, o governo amplia para 600 o total de vagas autorizadas para o concurso 2023/2024, somando o novo contingente às vagas originais e adicionais já previstas anteriormente. 

    O documento de autorização foi assinado nesta quarta-feira (7), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e do presidente da Fiocruz, Mario Moreira. A formalização foi publicada no DOU por meio do Decreto nº 12.810. 

    “Esse reforço no quadro de servidores é essencial para que a Fiocruz e o SUS mantenham sua capacidade de resposta frente às emergências sanitárias e na produção, disseminação e compartilhamento de conhecimentos e tecnologias no âmbito nacional e global”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

    A autorização contempla exclusivamente a recomposição de quadros de nível superior, distribuídos estrategicamente em três carreiras: 75 vagas para Analista de Gestão em Saúde, 75 para Pesquisador em Saúde Pública e 75 para Tecnologista em Saúde Pública. 

    “Este é um avanço significativo na consolidação do nosso quadro sob o Regime Jurídico Único, que precisa ser fortalecido e ampliado”, destacou o presidente da Fiocruz, Mario Moreira. “Agradeço, em nome da Fundação, o apoio do presidente Lula, da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cuja atuação foi fundamental para a concretização desta conquista, que reafirma o compromisso do governo federal com a valorização do serviço público, da Fiocruz e do SUS”, concluiu. 

    A recomposição e o fortalecimento da força de trabalho da Fiocruz são fundamentais para assegurar a capacidade institucional de responder às crescentes demandas da sociedade. Nesse contexto, o provimento excepcional de vagas busca ampliar e qualificar a atuação da Fundação, contribuindo de forma direta para o fortalecimento e a consolidação do SUS. 

    Ministério da Saúde

  • Governo federal inicia pagamento de bônus permanência aos profissionais do  Mais Médicos

    Governo federal inicia pagamento de bônus permanência aos profissionais do Mais Médicos

    Os profissionais que atuam no programa Mais Médicos por 48 meses ininterruptos, desde a retomada da iniciativa em 2023, já podem receber parte da indenização pelo tempo de permanência em áreas de maior vulnerabilidade. A concessão do benefício foi regulamentada pelo Ministério da Saúde por meio de portarias, com base na Lei nº 14.621/2023, que estabeleceu novos incentivos e regras para o programa. O bônus de permanência reconhece o empenho dos médicos que se fixam em localidades remotas e de difícil provimento.

    Em 2026, serão até R$ 288 milhões pagos pelo Ministério da Saúde em bônus de permanência, que podem beneficiar até 12 mil profissionais. A indenização será paga a todos os profissionais que atuam no Mais Médicos à medida que completem quatro anos consecutivos em áreas de maior vulnerabilidade. Dessa forma, um médico poderá receber adicional de 10% a 20% do valor atual da bolsa – R$ 12.426 por mês – acumulado ao longo de 48 meses. Já médicos que se formaram por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) receberão até 80% do valor da bolsa para o mesmo período de quatro anos de permanência, caso atuem nos territórios previstos em Portaria.

    A bonificação tem o intuito de incentivar a permanência continuada de profissionais no Mais Médicos, reduzir a rotatividade em áreas de difícil fixação, promover equidade regional na distribuição de médicos, além de alinhar o programa às recomendações da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre retenção de profissionais em áreas vulneráveis.

    Tal medida assegura a continuidade da assistência e a garantia do direito constitucional ao acesso universal à saúde. “A regulamentação publicada ao final de 2025 estabelece regras nacionais claras para a concessão de indenizações previstas em lei, reforçando a previsibilidade, a transparência e o compromisso do Ministério da Saúde com a permanência qualificada na Atenção Primária à Saúde do SUS”, destaca o secretário adjunto de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Jérzey Timóteo.

    As portarias que estabelecem prazo e critérios para requerimento e concessão das indenizações são: SGTES/MS nº 172/2026 e SGTES/MS nº 169/2025.

    Valorização por permanência

    O reconhecimento financeiro está vinculado ao tempo de atuação contínua no programa e ao perfil do território onde o médico iniciou suas atividades. Os percentuais variam conforme critérios objetivos definidos em norma nacional e consideram municípios e regiões com maior vulnerabilidade social ou histórico de dificuldade de fixação de profissionais.

    O valor de referência atual da bolsa do Mais Médicos é de R$ 12.426 por mês. Em áreas de maior vulnerabilidade nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, os médicos receberão até 119 mil – o equivalente a 20% do valor da bolsa multiplicado por quatro anos (48 meses). Em outras áreas de difícil fixação, o valor estimado é de aproximadamente R$ 60 mil no mesmo período – 10% do valor da bolsa. Há ainda uma modalidade específica voltada a médicos que cursaram graduação com financiamento estudantil, com valores que podem chegar a R$ 477 mil ao final de quatro anos, conforme o território de atuação.

    Em todos os casos, são valores indenizatórios pagos diretamente ao profissional, sem efeitos trabalhistas ou previdenciários.

    Processo digital, transparente e rastreável

    O pedido de indenização deve ser feito obrigatoriamente na página do Mais Médicos, a partir de fevereiro. Para dar entrada na solicitação, é necessário apresentar documentos como o extrato de benefícios da Previdência Social e, no caso de indenização relacionada ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o contrato e o demonstrativo de evolução contratual.

    Após o envio, o prazo para análise e resposta do requerimento é de até 90 dias corridos. Caso o pedido seja indeferido, o profissional poderá apresentar recurso no prazo de até cinco dias úteis. Dúvidas podem ser encaminhadas para o e-mail: maismedicos@saude.gov.br.

    Ações para valorizar os profissionais dos Mais Médicos

    O Mais Médicos reúne um conjunto de medidas para valorizar os médicos que permanecem nos territórios e mantêm atuação contínua junto às comunidades e aos usuários do SUS. As ações combinam proteção social, estímulo à permanência, valorização profissional e ampliação das oportunidades de formação, com regras claras e acompanhamento institucional.

    Entre os avanços estão a manutenção da bolsa durante licenças maternidade e paternidade, a criação de incentivos vinculados ao tempo de permanência em áreas de difícil fixação e mecanismos específicos para médicos com graduação financiada por crédito estudantil. O ciclo de participação passa a ser de quatro anos, favorecendo maior continuidade do cuidado.

    O programa também amplia a oferta educacional integrada ao serviço, com a possibilidade de especialização em medicina de família e comunidade pela Universidade Aberta do SUS, além de Mestrado e Doutorado Profissional.

    As medidas oferecem condições para que o médico permaneça no território, organize sua trajetória profissional no SUS e mantenha o acompanhamento contínuo das pessoas e das comunidades ao longo do tempo, com maior previsibilidade, segurança institucional e integração entre trabalho e formação.

    Victor Almeida
    Ministério da Saúde

  • SEFAZ-PB libera emissão do boleto de IPVA 2026 da placa de veículos com final 1

    SEFAZ-PB libera emissão do boleto de IPVA 2026 da placa de veículos com final 1

    A Secretaria de Estado da Fazenda (SEFAZ-PB) já liberou a emissão do boleto da placa com final 1 do IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) para efetuar o pagamento do exercício de 2026. Os proprietários de veículos no Estado da Paraíba com placa final 1 já podem emitir o boleto do IPVA no portal da Sefaz-PB, por meio do link https://www.sefaz.pb.gov.br/servirtual/ipva/emitir-dar

    OPÇÃO COM 10% À VISTA – Os contribuintes paraibanos têm três opções para pagamento do tributo. Na primeira opção, os donos de veículos com placa final 1 garantem o desconto de 10% se efetuarem o pagamento em cota única, de forma à vista, até o dia 30 de janeiro.

    OUTRAS DUAS OPÇÕES – Os proprietários têm ainda outras duas opções para pagamento do tributo, mas desta vez sem o desconto. O parcelamento em três vezes, sendo a primeira com vencimento também até o dia 30 de janeiro. A outra opção é o pagamento total do IPVA, sem desconto, que deve ser pago até o dia 31 de março. Dúvidas na emissão do IPVA podem ser resolvidas por e-mail: gerencia.itcd.ipva@sefaz.pb.gov.br

    COMO EMITIR O BOLETO – Para emitir o boleto do IPVA, o proprietário precisa ter dados como CPF ou CNPJ (Pessoa Jurídica); número da placa do veículo e do Renavam e acessar o link https://www.sefaz.pb.gov.br/servirtual/ipva/emitir-dar

    IPVA PODE SER PAGO NO PIX – O contribuinte paraibano tem a opção de pagamento do sistema Pix para o recolhimento dos tributos estaduais, entre eles o IPVA. Para pagar no Pix, basta o contribuinte, no ato de emitir a guia, fazer a escolha pela modalidade no lado superior da guia à direita.

    A Sefaz-PB permanece disponibilizando a opção de pagamento via DAR (Documento de Arrecadação). As agências bancárias oficiais do pagamento do DAR para o IPVA são cinco: Banco do Brasil, Bradesco, Itaú, Santander e a Caixa Econômica Federal.

    ISENÇÕES AUTOMÁTICAS – Além dos veículos acima de 15 anos (fabricação até o ano de 2010), além dos proprietários de motocicletas de até 170 cilindradas têm isenção automática, por meio da Lei 12.489/2022. Essas duas categorias não precisarão requerer a isenção, pois o sistema da Sefaz-PB libera automaticamente a isenção. Outra categoria isenta de IPVA são os carros 100% elétricos.

    COMPROVAR ISENÇÃO DA PLACA FINAL 1 – As categorias dispensadas de pagar IPVA com placa final 1 e que requereram a isenção do tributo no ano passado deverão precisar comprovar a isenção até o dia 30 de janeiro. Conforme legislação do IPVA, as categorias como portadores de deficiência física, com base no novo decreto 40.959/2020 da Portaria n° 176/2020, além da visual, mental ou autista, taxistas, veículos cadastrados no Ministério do Turismo na qualidade de transporte turístico têm isenção. Essas categorias terão de enviar por e-mail ou então entregar a documentação em uma repartição fiscal, comprovando a isenção até o dia 30 de janeiro, como critério para gozar do benefício em 2026. Neste mesmo dia, essas categorias já podem requerer a isenção de 2027.

    COMO ENVIAR POR E-MAIL – Para o cidadão realizar a comprovação via e-mail, basta anexar os documentos solicitados, em formato de PDF, e enviar para o e-mail: gerencia.itcd.ipva@sefaz.pb.gov.br. Os documentos que precisam ser enviados em formato PDF são os constantes na Portaria 308/2017, conforme disciplina o art. 55 do RIPVA (Regulamento do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores).

    É importante lembrar que esses veículos isentos deverão pagar as demais taxas que envolvem o emplacamento, como o licenciamento do Detran-PB e a Taxa de Bombeiro.

     

     

    Sefaz-PB

  • A Proposta de Lei Geral da Gestão Pública e a disputa pelo sentido da reforma administrativa no Brasil

    A Proposta de Lei Geral da Gestão Pública e a disputa pelo sentido da reforma administrativa no Brasil

    A divulgação, em dezembro de 2025, da minuta do Anteprojeto da Lei Geral da Gestão Pública (LGestP) marca um novo e relevante capítulo no longo e inconcluso debate sobre a modernização do Estado brasileiro. Elaborada por uma Comissão de Especialistas instituída no âmbito da Advocacia-Geral da União (AGU), a proposta pretende substituir o Decreto-Lei nº 200, de 1967, estabelecendo um novo marco normativo para a organização e o funcionamento da Administração Pública, com foco declarado na efetividade das políticas públicas e na centralidade do cidadão.

    A iniciativa, contudo, não se resume a uma simples atualização técnica de um diploma legal anacrônico. Ela revela tensões institucionais, escolhas conceituais e disputas políticas que ajudam a compreender os rumos da reforma administrativa no Brasil, especialmente quando analisada em conjunto com propostas paralelas em tramitação no Congresso Nacional, como a PEC nº 38/2025.

    O Decreto-Lei nº 200/1967, editado em contexto autoritário, mas cuja elaboração se iniciou ainda no Governo João Goulart, com resultado dos esforços para uma “reforma administrativa”, representou um avanço significativo à época, ao introduzir princípios como planejamento, descentralização, delegação de competências e controle racionalizado da máquina administrativa federal. Seu impacto foi tão profundo que influenciou diretamente o desenho constitucional de 1988, especialmente no que se refere à distinção entre Administração Direta e Indireta. Ainda assim, sua lógica permanece centrada na organização interna do Estado, na hierarquia e no controle formal da legalidade, mostrando-se insuficiente diante da complexidade do Estado democrático contemporâneo.

    A LGestP propõe uma mudança de paradigma. Em vez de uma administração voltada para si mesma, a nova lei reposiciona as políticas públicas como a razão de ser da atuação administrativa. A Administração Pública passa a ser concebida como instrumento de geração de valor público, orientada à solução de problemas concretos da sociedade, à promoção de direitos fundamentais e à redução de desigualdades territoriais e sociais. Trata-se de um deslocamento conceitual relevante, que aproxima o direito administrativo das abordagens contemporâneas da governança pública.

    Nesse aspecto, a proposta dialoga com tentativas anteriores de reforma. Desde os estudos do IPEA em 1978, passando pelo anteprojeto de Lei Orgânica da Administração Federal de 1989 e pela proposta elaborada em 2009 por comissão de juristas instituída pelo então Ministério do Planejamento, há uma linha de continuidade que valoriza planejamento, coordenação, autonomia responsável e orientação a resultados. A LGestP não rompe com essa trajetória; ao contrário, representa seu amadurecimento, incorporando agendas como governança colaborativa, gestão por evidências, inovação e transformação digital.

    Um dos eixos centrais da proposta é o tratamento sistemático das políticas públicas. A LGestP define-as como ações estatais legítimas destinadas a enfrentar problemas públicos e realizar objetivos de interesse coletivo, envolvendo atores estatais e não estatais. Introduz o ciclo de políticas públicas — formulação, implementação, monitoramento e avaliação — como elemento estruturante da ação administrativa, além de criar instrumentos como o catálogo unificado anual de políticas públicas, voltado à integração entre planejamento, orçamento, execução e transparência.

    O fortalecimento do monitoramento e da avaliação representa outro avanço relevante. Diferentemente do modelo tradicional, centrado no controle formal e financeiro, a LGestP orienta o controle para resultados, impactos e riscos, associando autonomia administrativa à responsabilização proporcional. Essa mudança tem potencial para aprimorar a efetividade das políticas públicas, desde que acompanhada de capacidades institucionais adequadas e de uma cultura administrativa orientada à aprendizagem.

    A governança pública colaborativa é outro pilar da proposta. A LGestP adota um conceito amplo de governança, que engloba estruturas, processos, mecanismos e estratégias, enfatizando a articulação entre órgãos, entes federativos, sociedade civil e setor privado. A cooperação federativa deixa de ser acessória e passa a constituir condição essencial para a efetividade das políticas públicas, com reconhecimento explícito das assimetrias de capacidades entre os entes e atribuição à União de papel indutor e coordenador, sem prejuízo da autonomia subnacional.

    As relações com organizações da sociedade civil e com o setor privado são tratadas sob uma lógica de proporcionalidade, respeito à autonomia e foco em resultados. O anteprojeto busca afastar modelos excessivamente procedimentais, deslocando o eixo do controle para o cumprimento do objeto e o impacto social das parcerias. Ao mesmo tempo, preserva a impessoalidade, a transparência e a responsabilidade pública, delimitando claramente o alcance dessas disposições em relação aos regimes jurídicos específicos de licitações e contratos administrativos.

    Apesar de seus méritos, a LGestP não está isenta de problemas. Do ponto de vista institucional, chama atenção o protagonismo conferido à AGU na condução do processo, em detrimento do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), a quem a legislação vigente atribui competências centrais em matéria de organização administrativa e gestão pública. Essa sobreposição institucional fragiliza a governança do processo de reforma e levanta questionamentos sobre a coerência do arranjo adotado.

    Há, também, questões jurídico-normativas relevantes. O anteprojeto apresenta pretensão de “lei nacional”, aplicável de forma facultativa a Estados e Municípios, sem que haja previsão constitucional clara para tanto, mas, dada a tradição de mimetismo institucional, os entes subnacionais tenderão a acatar as suas concepções. Ademais, em diversos pontos, disciplina matérias já reguladas por leis específicas — como empresas estatais, parcerias e contratos de desempenho — sem observar expressamente as exigências da Lei Complementar nº 95/1998, o que pode gerar conflitos normativos e insegurança jurídica.

    Outro ponto sensível reside na classificação das entidades da Administração Indireta, especialmente no tratamento conferido às “fundações estatais”, termo que vem para substituir as “fundações públicas”, de forma a que todas as que venham a ser instituídas o sejam como entes de direito privado. A proposta adota terminologia e soluções que não eliminam controvérsias históricas sobre o regime jurídico dessas entidades e, em alguns casos, podem tensionar dispositivos constitucionais que exigem lei complementar para definição de suas áreas de atuação.

    Por fim, a LGestP deve ser analisada em conjunto com a PEC nº 38/2025, que propõe alterações constitucionais profundas em temas como organização administrativa, governo digital e gestão de pessoas. A eventual aprovação dessa PEC exigirá revisão substancial do anteprojeto, sob pena de incompatibilidades normativas.

    Em síntese, a Lei Geral da Gestão Pública representa uma proposta ambiciosa e necessária para a modernização do Estado brasileiro. Seu mérito principal está em recolocar as políticas públicas, a cooperação federativa e a governança colaborativa no centro do direito administrativo.

    Contudo, sua viabilidade política e jurídica dependerá da capacidade do governo e do Congresso de harmonizar agendas, corrigir inconsistências e assegurar que a reforma administrativa fortaleça — e não fragilize — o Estado Democrático de Direito e a capacidade estatal de promover desenvolvimento, inclusão e direitos. O texto agora passa por análise interna no governo, com expectativa de envio ao Congresso no primeiro trimestre de 2026.

    A proposta é oportuna para atualizar a administração ao século XXI, alinhando-a à CF/1988 e desafios como desigualdades e digitalização. Contudo, exige depuração cuidadosa para corrigir vícios constitucionais, reduzir detalhamento excessivo e equilibrar inovação com fortalecimento estatal. Sob liderança da Casa Civil, o governo deve desafiar o texto, promovendo aperfeiçoamentos que garantam um Estado efetivo, democrático e equitativo. A revogação simbólica do DL 200 marca uma transição, mas seu sucesso dependerá do refinamento legislativo.

     

    LUIZ ALBERTO DOS SANTOS

     

    Advogado – OAB RS 26.485 e OAB DF 49.777

    Consultor

    Sócio da Diálogo Institucional Assessoria e Análise de Políticas Públicas

  • Tribunal de Justiça da Paraíba retomou atividades na quarta-feira (7)

    O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) retomou o funcionamento normal de suas atividades na quarta-feira (7), após o recesso de fim de ano. O expediente voltou à normalidade em todo o Poder Judiciário estadual, abrangendo tanto a sede do Tribunal quanto as comarcas de entrância inicial e final.

    Durante o período de 20 de dezembro a 6 de janeiro, o TJPB e as unidades judiciais funcionaram exclusivamente em regime de Plantão Judiciário. Esse regime excepcional tem como finalidade atender apenas às demandas de caráter urgente, sejam elas de natureza cível ou criminal, nos casos em que a demora na apreciação possa gerar prejuízos irreparáveis ou de difícil reparação.

    Apesar da retomada do expediente regular, os prazos processuais permanecem suspensos até o dia 20 de janeiro, em razão do recesso forense. 

    A normalização do funcionamento marca o início do calendário judicial de 2026, garantindo o atendimento integral ao público e a retomada plena das atividades administrativas e jurisdicionais do Tribunal de Justiça da Paraíba.

    Por Lenilson Guedes

  • Ministério da Saúde lança Chamadas Públicas para fortalecer pesquisa inovadoras e estratégicas para o SUS

    Ministério da Saúde lança Chamadas Públicas para fortalecer pesquisa inovadoras e estratégicas para o SUS

    O Ministério da Saúde lançou três Chamadas Públicas para apoiar pesquisas estratégicas para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a produção científica nacional. Com o investimento de R$ 57 milhões, serão avaliadas propostas de pesquisa com temas em terapias avançadas e baseadas em ácidos nucleicos, inovação em vacinas e pesquisas inovadoras para a Saúde das Mulheres. 

    O processo é realizado em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), sendo destinadas para pesquisadores com título de doutor e vinculados a uma Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação. A submissão das propostas pode ser encaminhada até o dia 23 de fevereiro no site do CNPq 

    A iniciativa faz parte dos princípios que orientam a política de ciência, tecnologia e inovação do Ministério da Saúde, incentivando atividades que fortalecem a equidade, inclusão de recortes étnico-raciais e de gênero, territorialização, participação de recém-doutores e estímulo à cooperação em redes nacionais e internacionais. 

    Para a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, as Chamadas Públicas estimulam o desenvolvimento de novas tecnologias na área da Saúde, ampliando o acesso da população a tratamentos inovadores e a assistência qualificada no SUS.  

    Investir em pesquisa, inovação e no fortalecimento do SUS é um compromisso permanente do Ministério da Saúde. Com isso, avançamos na promoção de novos tratamentos, no fortalecimento da ciência nacional e na ampliação do acesso à saúde para toda a população do país”, destacou a secretária.  

    Para essa nova seleção de projetosos proponentes deverão apresentar, desde o início, estratégias de tradução do conhecimento, entendidas como ações transversais de educação, divulgação e popularização científica. Essas ações devem ser adequadas a diferentes públicos, incluindo a comunidade científica, gestores das três esferas de governo, profissionais de saúde, comunidades locais, e instituições envolvidas com a educação formal e não formal. 

    “O objetivo é garantir que a pesquisa produza impacto concreto no SUS, seja desenvolvendo terapias e vacinas inovadoras, seja ampliando o acesso ao diagnóstico e reduzindo mortes evitáveis entre mulheres. Queremos que o conhecimento gerado chegue à ponta, apoiando gestores, profissionais de saúde e usuários”, ressaltaMeiruze Freitas, diretora de Ciência e Tecnologia (Decit).  

    Investimento de R$ 12 milhões na produção de vacinas  

    Para o desenvolvimento de vacinas inovadoras e plataformas tecnológicas voltadas para doenças emergentes e endêmicas, como dengue, Zika,chikungunya e oropouche, serão investidos R$ 12 milhões por parte do governo federal. O recursapoiará pesquisas em estágios pré-clínicos e clínicos iniciais, com foco em estimular a produção científica nacional e fortalecer a autonomia brasileira na área de imunizantes.  

    O edital contribui para preparar o país para desafios futuros, apoiando estudos que buscam novas tecnologias, soluções de alto impacto e parcerias estratégicas, reduzindo a dependência externa na produção de vacinas e outros insumos de saúde.  

    Terapias avançadas e saúde de precisão   

    A Chamada voltada às terapias avançadas conta com investimento total de R$ 30 milhões e prevê o desenvolvimento de soluções inovadoras, como terapias gênicas e celulares, engenharia tecidual, vetores virais e tecnologias de saúde de precisão. A iniciativa integra as ações do Programa Nacional de Genômica e Saúde Pública de Precisão é fundamental para ampliar o acesso da população a tratamentos avançados e contribuir para a sustentabilidade do SUS.  

    O edital apoiará pesquisas aplicadas, projetos de recém-doutores e ações de capacitação, abrangendo desde a pesquisa básica até o escalonamento tecnológico.  

    Pesquisas na área de saúde das mulheres  

    A Chamada direcionada às pesquisas na área de saúde das mulheres possui foco em doenças como câncer de mama, colo do útero, colorretal e mortalidade materna evitável. Ao todo serão destinados R$ 15 milhões para soluções que contribuam com diagnóstico precoce, qualificação da assistência, ampliação da cobertura vacinal contra HPV e organização das redes de atenção. 

    Serão contemplados temas como algoritmos e modelos preditivos, telepatologia, telecolposcopia, inteligência artificial aplicada à detecção precoce de lesões, estratégias para acelerar o início do tratamento e soluções para a prevenção de mortes maternas, sendo que 92% delas consideradas evitáveis. 

    Links para inscrições nas Chamadas Públicas:  

    Vicente Ramos   
    Ministério da Saúde   

  • TRF5 disciplina uso de seus espaços por órgãos externos Última atualização: 07/01/2026 às 16:39:00

    Diante do aumento de pedidos para utilização de seus espaços físicos por órgãos e entidades que não integram a Justiça Federal, a Presidência do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 publicou, em 22/12 do ano passado, a Portaria nº 410/2025. O normativo estabelece regras para a cessão onerosa e, de forma excepcional, gratuita, de espaços do Tribunal a órgãos externos.

    A medida considera os custos adicionais gerados para o TRF5 e não previstos no planejamento orçamentário anual da Corte, como despesas com segurança, energia elétrica, climatização, sonorização, apoio técnico e logística.

    A Portaria define os locais que podem ser cedidos, entre eles o hall de entrada do edifício-sede, o auditório do Plenário, a Sala Capibaribe, o auditório, as salas de aula, o laboratório de TI e a Sala de Inovação da Escola da Magistratura Federal (Esmafe), além da Esplanada e das salas das Turmas.

    O documento também apresenta as regras para solicitação de cessão, os serviços disponibilizados, os valores e a forma de pagamento, bem como as obrigações das partes, o tratamento de dados pessoais e o apoio interno.

    Confira abaixo a íntegra da Portaria nº 410/2025:

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5

  • Nejure vai realizar ‘Dia Restaurativo’ e ‘Jornada Pedagógica’ no Município de Algodão de Jandaíra

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    Juíza Ivna Mozart na reunião com prefeito Humberto Santos

    A Coordenadoria do Núcleo Estadual de Justiça Restaurativa (Nejure) do Tribunal de Justiça da Paraíba, em parceria com a Prefeitura Municipal de Algodão de Jandaíra, vai instituir o 1º Dia Restaurativo naquele Município. Na manhã desta segunda-feira (7), a coordenadora adjunta do Nejure, juíza Ivna Mozart, se reuniu com o prefeito de Algodão de Jandaíra, Humberto Santos, para tratar sobre o tema.

    Ficou decidido  que o evento será realizado no dia 10 de abril. O objetivo do Dia Restaurativo é difundir a cultura de paz, por meio do diálogo, da escuta e da responsabilidade compartilhada. 

    “Uma equipe da Secretaria da Educação de Algodão também participou do encontro de trabalho. Além do Dia Restaurativo, também vamos promover a Jornada Pedagógica, que terá início no final deste mês (janeiro). Na Jornada, vamos promover algumas palestras com conteúdo restaurativo”, comentou Ivna Mozart, que também é coordenadora do Centro Judiciário de Justiça Restaurativa de Campina Grande (Cejure-CG) e juíza titular da 3ª Vara Regional do Juízo das Garantias da Comarca de Campina.

    O coordenador do Nejure-TJPB, desembargador Oswaldo Trigueiro do Valle Filho, lembrou que a Justiça Restaurativa é um conjunto ordenado e sistêmico de princípios, métodos, técnicas e atividades próprias, que visa à conscientização sobre os fatores relacionais, institucionais e sociais motivadores de conflitos e violência que geram dano, concreto ou abstrato são solucionados de modo estruturado.

    Por Fernando Patriota
     

  • Cejusc Indígena de Rio Tinto conquista Selo Excelência do CNJ

    Foto do juiz Judson Kildere com a equipe do Cejusc Indígena
    Juiz Judson Kildere com a equipe do Cejusc Indígena

    O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania Indígena (Cejusc Indígena) de Rio Tinto conquistou o Selo Excelência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) – uma certificação concedida a tribunais e unidades judiciárias que se destacam pela adoção de boas práticas, eficiência na gestão, qualidade dos serviços prestados e compromisso com o acesso à Justiça. 

    A comarca também foi reconhecida com o Selo Ouro pelo trabalho realizado no Cejusc Cível – a mais alta classificação concedida pelo CNJ. O Cejusc Indígena alcançou o percentual de 50,45% de acordos realizados nas demandas que foram apresentadas, em 2025. Já o Cível, teve um índice de 45,33%. 

    O juiz Judson Kildere Faheina, coordenador dos Cejuscs de Rio Tinto, destacou as capacitações realizadas com os conciliadores, o que contribuiu para os resultados. “Os dois Cejuscs que aqui estão instalados conseguiram premiação na produtividade do ano. Isso é muito gratificante porque representa o reconhecimento de um trabalho que foi gerido durante todo o ano de 2025, principalmente com a capacitação de indígenas potiguaras como conciliadores extrajudiciais. A Comarca fica muito feliz e com o propósito de assumir uma nova postura para 2026 e alcançar índices ainda maiores”, ressaltou.

    Em 2025, 42 indígenas participaram do segundo curso de aperfeiçoamento em conciliação extrajudicial  para povos indígenas potiguaras e servidores do Cejusc Indígena  da Comarca de Rio Tinto, realizado no ano passado. As capacitações promovem a melhoria de suas atuações, com mais transparência, resultando em uma conciliação mais positiva.

    História do Cejusc Indígena – Em 6 de dezembro de 2021, o Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba (TJPB), atendendo a demanda do Povo Indígena Potiguara residente na Comarca de Rio Tinto instalou o primeiro Cejusc Indígena no Nordeste Brasileiro e o segundo do Brasil, momento em que a Comarca de Rio Tinto passou a contar com dois Cejuscs, um Cível e um Indígena.

    O Cejusc Indígena de Rio Tinto representa um marco histórico na promoção do acesso à Justiça para os povos originários da Paraíba. Sua criação está diretamente ligada à necessidade de garantir que as comunidades indígenas tivessem um espaço próprio, sensível às suas tradições, valores culturais e formas de organização social, onde conflitos pudessem ser resolvidos de maneira dialogada, respeitosa e pacífica.

    Ao longo de sua trajetória, o Cejusc Indígena de Rio Tinto consolidou-se como um espaço de escuta qualificada, acolhendo demandas relacionadas a questões familiares, comunitárias, territoriais e de cidadania. Mais do que resolver conflitos, o Centro cumpre um papel educativo, fortalecendo a autonomia das comunidades indígenas e promovendo a cultura da paz. 

    Por Nice Almeida
    Foto: Assessoria