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  • Senado responde ao STF que dá transparência a emendas parlamentares

    O Senado encaminhou ofício, nessa quinta-feira (3), ao Supremo Tribunal Federal, respondendo a questionamentos do Psol sobre a constitucionalidade das novas regras para as emendas parlamentares, especialmente as chamadas emendas de líderes. 

    Senado afirma ao Supremo que está cumprindo exigência de dar transparência a emendas

    Senado afirma ao Supremo que está cumprindo exigência de dar transparência a emendasRoque de Sá/Agência Senado

    Essas novas regras foram estabelecidas pela Resolução 1/2025 do Congresso Nacional, seguindo uma decisão anterior do ministro do Flávio Dino, do STF. Uma das principais mudanças é a exigência de identificar o parlamentar (“padrinho”) responsável pela indicação de recursos nas emendas de comissão.

    O Psol alega que as emendas de líderes, da forma como estão sendo implementadas, não garantem a transparência exigida pelo STF e poderiam configurar uma nova forma de “orçamento secreto”, pois permitiriam que líderes partidários indicassem emendas sem a devida identificação dos responsáveis, atribuindo-as genericamente à “bancada”.

    O Senado, por meio de sua Advocacia, afirma que a nova resolução não permite que um líder partidário decida sozinho sobre a indicação de uma emenda. De acordo com a Casa, a indicação ocorre após discussão e votação dentro da bancada do partido, e essa decisão é registrada em uma ata pública.

    O líder partidário, prossegue o Senado, apenas encaminha a indicação da bancada para a comissão responsável pela área da emenda. Cabe, em seguida, à comissão decidir se aprova ou não a indicação feita pelo líder. Com isso, sustenta o Senado, o líder não tem poder exclusivo de direcionar os recursos.

    A Advocacia do Senado também ressalta que as decisões anteriores do STF impedem que líderes tenham exclusividade na indicação de emendas, mas não proíbem a atuação deles desde que a indicação seja feita com a participação da bancada e outros membros das comissões possam também sugerir emendas. O Senado também afirma que está trabalhando em conjunto com a Câmara dos Deputados e o Poder Executivo para tornar as emendas parlamentares mais transparentes e rastreáveis.

    O documento menciona que ajustes foram feitos no Orçamento de 2024 para se adequar às novas regras e que já começou o processo de identificar os “padrinhos” das emendas. Os advogados citaram no documento os colegiados que já fizeram essa ratificação das emendas: Comissão de Desenvolvimento Regional (CDR), Comissão de Assuntos Sociais (CAS), Comissão de Infraestrutura (CI) e Comissão de Relações Exteriores (CRE).

    O Senado conclui que está cumprindo integralmente as determinações do STF em relação à transparência das emendas.

    As alegações do Psol

    • Falta de transparência das emendas de líderes: argumenta que as novas regras para emendas de líderes, mesmo após a Resolução 1/2025, não atendem aos requisitos de transparência exigidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
    • Possibilidade de novo “orçamento secreto”: o partido teme que a forma como as emendas de líderes estão sendo implementadas possa abrir caminho para novas formas de “orçamento secreto”.
    • Indicação sem identificação clara: segundo o Psol, a resolução permite que líderes partidários indiquem emendas de comissão sem a devida identificação dos responsáveis pelos repasses.
    • Atribuição genérica à “bancada”: o partido critica o fato de que as emendas de líderes podem ser atribuídas genericamente à “bancada” do partido, em vez de identificar o parlamentar específico que direcionou o recurso (“padrinho”).
    • Descumprimento dos requisitos do STF: o Psol entende que essa falta de identificação individualizada e a atribuição genérica à bancada contrariam as exigências de transparência estabelecidas pelo STF em decisões anteriores sobre emendas parlamentares.
  • CNI diz que, depois de 4 anos, Lei do Gás ainda não destravou o setor

    CNI diz que, depois de 4 anos, Lei do Gás ainda não destravou o setor

    A aprovação da Nova Lei do Gás em 2021 não serviu para concretizar a abertura do setor, segundo estudo da Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a CNI, o consumo de gás natural segue estagnado por uma década na indústria, responsável por 60% da demanda, o que contraria as previsões da época.

    Gasoduto em Itatiba, São Paulo.

    Gasoduto em Itatiba, São Paulo.Luiz Carlos Murauskas/Folhapress

    O motivo, segundo a CNI, é o preço. A indústria brasileira é uma das que paga mais caro no mundo pelo uso do gás natural: o custo médio no Brasil é de US$ 20 (equivalente a R$ 110) por milhão de BTUs, o que corresponde a 10 vezes o que é pago nos Estados Unidos e o dobro do praticado na Europa. Ou seja: em comparação aos EUA, a quantidade de energia necessária para se realizar uma tarefa é 10 vezes mais cara. O estudo aponta que US$ 9 do preço do gás no Brasil estão relacionados ao escoamento e processamento, custo que poderia ser reduzido para US$ 2, conforme análise da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME).

    O gás natural desempenha um papel crucial na indústria, servindo tanto como fonte energética quanto como matéria-prima para produtos como fertilizantes.

    O estudo ainda indica travas no setor:

    • A CNI aponta atrasos na ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), que, segundo o estudo, atrasa a implementação plena da Nova Lei do Gás por conta de falta de regulamentação. Apenas três dos 15 temas relacionados ao mercado de gás natural incluídos na Agenda Regulatória da ANP para 2022-2023, apenas foram concluídos. A falta de recursos humanos na agência regulatória tem adiado o cronograma da abertura do mercado.
    • A comercialização do gás natural segue em grande parte concentrada na Petrobras, com muitos produtores dependendo da estatal para escoar sua produção. A Petrobras, por sua vez, não disponibiliza informações completas sobre a capacidade disponível e as condições contratuais nos seus sistemas de escoamento e processamento de gás, o que dificulta a entrada de novas empresas.
    • A abertura do mercado de gás depende de uma atuação coordenada entre governo, reguladores e setor privado, segundo a CNI.
  • PSDB fica sem prefeitos em Pernambuco

    PSDB fica sem prefeitos em Pernambuco

    O PSDB perdeu todas as suas prefeituras em Pernambuco após a desfiliação em massa de 32 prefeitos eleitos em 2024. A decisão ocorreu em reação à intervenção da Executiva Nacional no diretório estadual, que afastou o então presidente Fred Loyo e nomeou o deputado Álvaro Porto (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, como interventor.

    A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, saiu do PSDB em março. Agora, prefeitos eleitos pela legenda também pedem desfiliação.

    A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, saiu do PSDB em março. Agora, prefeitos eleitos pela legenda também pedem desfiliação.Leandro Chemalle/Thenews2/Folhapress

    A debandada incluiu também a vice-governadora Priscila Krause, que havia se filiado ao PSDB há menos de um mês, após sair do Cidadania. Todos os dissidentes assinaram uma carta conjunta classificando a intervenção como “injustificável” e “um episódio de violência política”. Segundo o grupo, a medida rompe com valores históricos do partido, como respeito às decisões colegiadas e ao diálogo interno.

    A crise ocorre semanas após a governadora Raquel Lyra, eleita pelo PSDB em 2022, migrar para o PSD. A intervenção foi interpretada por aliados como uma tentativa da cúpula tucana de cortar a influência política da governadora sobre o partido. Em nota, o PSDB nacional acusou os prefeitos de “extrema deslealdade”, alegando que foram eleitos com recursos do fundo partidário.

    Com a saída dos prefeitos e da vice-governadora, o PSDB deixa de ter representação municipal em Pernambuco. Apesar da perda, a nova direção afirmou que a legenda irá se reorganizar para disputar as eleições de 2026 com candidatura própria ao governo e ao Senado. A intervenção tem duração prevista de 180 dias, podendo ser prorrogada.

  • Minha Casa, Minha Vida passa a atender famílias com renda até R$12 mil

    Minha Casa, Minha Vida passa a atender famílias com renda até R$12 mil

    O governo federal ampliou o Minha Casa, Minha Vida para famílias com renda mensal de até R$ 12 mil. A mudança, oficializada por decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (3), cria uma nova faixa de financiamento habitacional voltada à classe média. Com a novidade, passa a ser possível adquirir imóveis de até R$ 500 mil, com financiamento de até 35 anos e juros projetados de 10,5% ao ano.

    Expansão do Minha Casa Minha Vida busca incluir pessoas da classe média.

    Expansão do Minha Casa Minha Vida busca incluir pessoas da classe média.Ricardo Stuckert/Palácio do Planalto

    Segundo o Ministério das Cidades, a nova faixa, que amplia o teto anterior de R$ 8 mil, deve beneficiar 120 mil famílias já em 2025. O governo ainda não informou a data de início dos novos contratos nem se a ampliação valerá para áreas rurais ou para famílias que já possuem imóvel registrado.

    Para viabilizar a medida, o Executivo destinou verbas do Fundo Social do Pré-Sal para custear as faixas 1 e 2 do programa, que atendem famílias de menor renda. Com isso, recursos originalmente reservados para essas faixas poderão ser remanejados para as linhas superiores, incluindo a nova faixa voltada à classe média.

    Criado em 2009, o Minha Casa, Minha Vida foi relançado no atual governo com a meta de contratar 2 milhões de moradias até o fim de 2026. Desde a retomada, mais de 1,2 milhão de unidades já foram contratadas. A expectativa do governo é que a nova modalidade estimule ainda mais o setor imobiliário e contribua para reduzir o déficit habitacional no país.

  • Tarifaço de Trump pode acelerar acordo UE-Mercosul, diz presidente da Apex

    Tarifaço de Trump pode acelerar acordo UE-Mercosul, diz presidente da Apex

    O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, declarou que o “tarifaço” anunciado pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode acelerar o processo de acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE). “Se os Estados Unidos conseguirem implementar essas medidas, pode ter como consequência, por exemplo, acelerar o processo do acordo Mercosul-União Europeia”, afirmou Viana, complementando que já registrou manifestações de líderes europeus dizendo que vão acelerar o processo de validação do trato.

    O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.

    O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana.Robson Moura/TV Brasil

    Para o presidente da Apex, “antes das possibilidades, vão vir as dificuldades. E é um risco grande. É algo que pode construir uma nova era. Tem alguns analistas que já falam que pode ser que os Estados Unidos podem estar abrindo agora a era da China”. Jorge diz ainda que não consegue enxergar “vantagem nenhuma quando o mundo pode piorar a sua relação comercial”.

    As tarifas impostas por Trump foram, em média, de 10% para países da América Latina, 20% para a Europa e 30% para a Ásia, indicando que o governo americano considerava os países orientais como a maior ameaça.

    Viana ponderou que o Brasil pode vir a receber mais investimentos, mas que o novo cenário será “ruim para todos”. “Acho que, na incerteza, o Brasil pode ter mais investimento do que tem, mas eu não estou querendo trabalhar a tese do tirar proveito ou tirar benefício, porque um mundo inseguro, um mundo em conflito, é ruim para todo mundo, inclusive o Brasil. A tese minha é essa, vai ser ruim para todos, independente de você ganhar mais aqui ou perder ali”.

  • Felipe Neto anuncia pré-candidatura à Presidência da República

    Felipe Neto anuncia pré-candidatura à Presidência da República

    O influenciador digital e empresário Felipe Neto anunciou, nesta quinta-feira (3), sua pré-candidatura à Presidência da República. O comunicado foi feito por meio de um vídeo publicado em seu perfil oficial no Instagram.

    Segundo o empresário, a decisão foi tomada após um período de silêncio político e reflexão pessoal. “Eu evitei posicionamentos políticos porque eu precisava ter um olhar de fora, afirmou. Ele disse que seu objetivo é se tornar um representante popular e que sua candidatura não é motivada por vaidade. “Eu construí um legado financeiro e na comunicação que já me alimenta o estômago e o ego pro resto da vida”, declarou.

    Felipe Neto é a segunda celebridade a lançar uma pré-candidatura oficial para 2026.

    Felipe Neto é a segunda celebridade a lançar uma pré-candidatura oficial para 2026.Rafaela Araújo/Folhapress

    Felipe Neto se apresenta como um nome fora da política tradicional, mas destaca sua experiência na comunicação digital como um diferencial. “Embora seja um homem de fora da política, eu tenho ao meu lado a maior arma do nosso tempo: o uso das redes”, afirmou.

    “Nova Fala”

    Durante o mesmo vídeo, Felipe Neto também anunciou seu plano de lançamento de uma nova plataforma digital chamada Nova Fala. Segundo ele, a rede social funcionará como um “laboratório”, no qual os usuários fornecerão voluntariamente informações sobre suas preferências e interesses ao interagir com conteúdos.

    A proposta da plataforma é, segundo Felipe Neto, captar de forma transparente e contínua a opinião da maioria da população. “Na melhor das hipóteses, a rede Nova Fala permitiria criar uma plataforma de governo neutra. Sem qualquer ideologia. Mas, uma posição definitiva e direta do povo”, explicou. Ele afirmou que a ferramenta poderia funcionar como uma espécie de ministério voltado à escuta pública.

    Histórico político

    Felipe Neto tem uma trajetória marcada por mudanças de posicionamento político. No início da carreira como youtuber, fez oposição ao governo Dilma Rousseff. Posteriormente, tornou-se crítico do governo de Jair Bolsonaro, em especial diante da recusa em sua gestão de adotar medidas de enfrentamento à pandemia, e passou a apoiar pautas progressistas.

    Durante as eleições de 2022, apoiou a candidatura do presidente Lula e integrou sua rede de aliados em assuntos de comunicação. Felipe Neto acabou sendo um dos escolhidos para compor o Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável do novo governo. Em 2024, publicou o livro Como enfrentar o ódio: A internet e a luta pela democracia, em que relata sua guinada política e defende a regulação das plataformas digitais.

    Celebridades em campanha

    Felipe Neto é a segunda celebridade a anunciar oficialmente uma pré-candidatura à Presidência para 2026. Em janeiro, o cantor sertanejo Gusttavo Lima também lançou seu nome como pré-candidato e chegou a conversar com o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), para formação de chapa. O projeto foi abandonado em março.

    Referências orwellianas

    Durante seu pronunciamento, Felipe Neto fez o uso recorrente de termos presentes na obra “1984”, do escritor britânico George Orwell. A obra, escrita na década de 1940, retrata um futuro em que o Império Britânico seria dominado por uma ditadura que adota a comunicação e a vigilância como principais instrumentos de poder.

    A rede social “Nova Fala” leva o mesmo nome do idioma que substitui a língua inglesa no universo de Orwell. Ele afirma que seu plano seria vincular a rede a algum ministério, “talvez o da Verdade”, nome de uma das principais pastas governamentais no regime descrito em 1984.

    O influenciador também afirma seu desejo de ser “um pai tão generoso quanto vigilante. Ou, se eu for jovem demais, ao menos pra isso, eu quero ser como um irmão mais velho”, em alusão ao termo Big Brother, adotado na obra como apelido do chefe de Estado do respectivo regime.

  • Projeto que proíbe bloqueio do WhatsApp avança na Câmara

    Projeto que proíbe bloqueio do WhatsApp avança na Câmara

    A Comissão de Ciência, Tecnologia e Inovação da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (2) o Projeto de Lei 6236/2016, que proíbe o bloqueio de aplicativos de mensagens instantâneas de uso público geral, como WhatsApp e Telegram. A proposta, de autoria da deputada Renata Abreu (Podemos-SP), altera o Marco Civil da Internet para incluir o direito dos usuários à continuidade desses serviços, mesmo em casos de decisões judiciais.

    A deputada Renata Abreu (Podemos-SP) é a autora da proposta.

    A deputada Renata Abreu (Podemos-SP) é a autora da proposta.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    O texto foi aprovado na forma de um substitutivo apresentado pela relatora, deputada Nely Aquino (Podemos-MG), que reforça a impossibilidade de banimentos integrais e propõe a adoção de mecanismos de opt-out. Pela proposta, usuários poderão gerenciar individualmente as comunicações que desejam receber e serão informados quando destinatários optarem por não receber mensagens.

    O relatório também argumenta que bloqueios amplos e automáticos de contas por parte dos aplicativos ferem princípios da liberdade de expressão e da proporcionalidade. A relatora citou ainda decisões do Supremo Tribunal Federal que consideraram inconstitucional o bloqueio de plataformas como forma de punir infrações isoladas.

    O projeto ainda precisa ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Se aprovado na Câmara, ainda seguirá para o Senado. O texto havia sido desapensado de outra proposta em março e voltou a tramitar de forma independente.

  • Deputado propõe equiparar propaganda de bets às de álcool e cigarro

    Deputado propõe equiparar propaganda de bets às de álcool e cigarro

    O deputado Luciano Ducci (PSB-PR) iniciou a coleta de assinaturas para apresentar uma PEC que insere os jogos lotéricos no rol de produtos com propaganda comercial sujeita a restrições legais. A medida modifica o 4º do artigo 220 da Constituição, que já impõe limites a anúncios de tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos e medicamentos.

    O texto prevê que campanhas publicitárias sobre modalidades lotéricas deverão conter, quando necessário, advertências sobre os malefícios de seu uso. São necessárias 171 adesões de parlamentares para que seja protocolada formalmente na Câmara dos Deputados.

    Luciano Ducci diz que medida visa conter promessas enganosas e proteger consumidores vulneráveis.

    Luciano Ducci diz que medida visa conter promessas enganosas e proteger consumidores vulneráveis.Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

    Argumentos do autor

    Segundo Ducci, a proposta nasce da preocupação com a forma como essas apostas são divulgadas. “Assistir a um vídeo, navegar pelas redes sociais ou a qualquer momento online, estamos sujeitos a anúncios de todos os tipos. E, ultimamente, as bets estão no topo da lista dessas publicidades. Elas invadem nossas telas, com promessas de ganhos financeiros fáceis, muitas vezes se valendo da credibilidade de celebridades”, afirma o parlamentar.

    Na justificativa oficial da PEC, o parlamentar argumenta que as campanhas atuais frequentemente “mascaram os riscos envolvidos” e promovem “uma falsa sensação de fácil enriquecimento”. O texto aponta que operadores de apostas utilizam influenciadores digitais para estimular a prática sem esclarecer os perigos relacionados.

    Impacto sobre o consumidor

    O deputado destaca que a propaganda agressiva tem afetado especialmente os públicos mais vulneráveis. “É um problemão, pois quando o consumidor é uma criança ou alguém com menos familiaridade com a tecnologia, os danos podem ser ainda mais graves”, disse Ducci.

    Um estudo da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) aponta que 63% dos brasileiros que apostam online ficam com parte de sua renda comprometida pela prática. A prática tem impactado até mesmo despesas essenciais, como alimentação e medicamentos. “Os números demonstram uma realidade alarmante e a necessidade mais do que evidente de colocar regras na forma como esses jogos se apresentam”, apontou.

    Para o parlamentar, a PEC é um passo essencial para evitar abusos nas campanhas de marketing voltadas ao setor. “As campanhas devem refletir a realidade dos riscos, sem criar falsas expectativas nos consumidores (…) A proteção ao consumidor é prioridade. Devemos agir para evitar que mais brasileiros sejam prejudicados por essa avalanche de promessas de dinheiro fácil”.

  • Câmara: Comissões permanentes ratificam emendas ao Orçamento de 2024

    Câmara: Comissões permanentes ratificam emendas ao Orçamento de 2024

    Comissões permanentes da Câmara ratificam emendas ao Orçamento de 2024.

    Comissões permanentes da Câmara ratificam emendas ao Orçamento de 2024.Sérgio Lima/Folhapress

    As comissões permanentes da Câmara dos Deputados iniciaram o processo de ratificação das emendas orçamentárias de 2024, suspensas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, devido à ausência de informações detalhadas sobre as indicações e os beneficiários. No final de 2024, o ministro suspendeu aproximadamente R$ 4 bilhões em emendas de comissões.

    Conforme previsto no Plano de Trabalho estabelecido entre o Judiciário e o Legislativo neste ano, bem como na resolução 1/25, que regulamenta a elaboração e execução das emendas parlamentares ao Orçamento, as comissões realizaram reuniões para ratificar as emendas. Segundo a Secretaria Legislativa do Congresso Nacional, as comissões do Senado já promoveram encontros para aprovar as planilhas contendo os apoiadores e beneficiários das emendas em execução.

    Na Câmara, 12 comissões precisam realizar essas reuniões e encaminhar as atas para a Comissão Mista de Orçamento. A Comissão de Saúde detém o maior volume de emendas. Durante a reunião da comissão, a deputada Adriana Ventura (Novo-SP) questionou o início da sessão sem a disponibilização das planilhas para análise.

    “Que a gente está aprovando hoje aqui algo que a gente não debateu, não discutiu, a gente só está chancelando o que foi feito. E por esta razão eu também já quero registrar, como eu não vi essas listas, não sei o que veio, eu já quero registrar aqui de antemão meu voto contra”, disse.

    O deputado Zé Vitor (PL-MG), presidente da comissão, informou que foram reunidas mais de 7.500 indicações de emendas e solicitou a suspensão da reunião até que todos os registros fossem efetuados. Ele expressou concordância com o deputado Osmar Terra (MDB-RS), que criticou a intervenção do STF no processo de elaboração do Orçamento.

    “Nenhum de nós aqui tem dificuldade em tratar de transparência, nenhum de nós tem dificuldade em tratar de execução orçamentária. O que nós não podemos, de fato, é ficarmos aqui sendo colocados frequentemente como alguém que descumpre preceitos constitucionais. Nós não fazemos isso aqui”, disse Terra.

    O deputado Filipe Barros (PL-PR), presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, mencionou que a comissão possuía duas emendas aprovadas, uma destinada à Aeronáutica e outra à Marinha. Com a execução da emenda da Aeronáutica, restou a ratificação da emenda da Marinha, voltada para a construção de navios-patrulha.

    A deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) criticou a indicação de emendas de comissão por líderes partidários. Barros, no entanto, afirmou que a comissão se diferencia das demais.

    “Talvez a CREDN seja a única comissão que atende a projetos específicos das nossas Forças Armadas e não a pleitos individuais de deputados, que também são legítimos. Mas, em decorrência da temática da CREDN, as duas emendas que nós temos são as mesmas que já foram aprovadas no ano passado e que cabe a nós agora ratificar mais uma vez”, afirmou.

    Na reunião da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, a presidente, deputada Célia Xakriabá (Psol-MG), leu os nomes das deputadas que apoiaram as emendas destinadas a programas de combate à violência contra a mulher e a pesquisas relacionadas à atuação do Observatório da Mulher na Política.

    Após a sanção do Orçamento de 2025, as comissões precisarão se reunir novamente para indicar os novos recursos aprovados.

  • Isenção do IR terá relatório “consistente e preciso”, diz Lira

    Isenção do IR terá relatório “consistente e preciso”, diz Lira

    Relator do projeto de lei 1087/2025, que prevê isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais, o deputado e ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirmou em nota nesta quinta-feira (3) que buscará um relatório “consistente e preciso”. A proposta, que é prioridade do governo para este semestre, será discutida em comissão especial antes de ser enviada ao Plenário.

    “Vamos trabalhar de modo republicano e colaborativo, dialogando com nossos pares na Câmara, com o governo, com a sociedade e com representantes de segmentos econômicos, uma vez que o tema é plural e envolve setores diversos”, declarou. “No ritmo de discussões sobre este PL, vamos colher contribuições rumo a um relatório consistente e preciso. O PP, por exemplo, vai apresentar sugestões à relatoria. Outros partidos devem fazer o mesmo”, acrescentou.

    Arthur Lira protagonizou a aprovação da Reforma Tributária quando presidiu a Câmara.

    Arthur Lira protagonizou a aprovação da Reforma Tributária quando presidiu a Câmara.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    A principal sugestão do PP, seu partido, é de aumento da faixa do imposto mínimo real de 10% sobre a renda: o governo propõe que esta comece para quem recebe a partir de R$ 50 mil ao mês. A sigla sugere a faixa de R$ 150 mil, de modo a poupar contribuintes do Simples Nacional.

    O deputado relembrou seu papel de liderança na tramitação da Reforma Tributária como sinal de compromisso com o resultado. “Meu histórico de defesa da Reforma Tributária mostra a seriedade com a qual abordamos o tema da arrecadação de impostos no Brasil. Com o PL da isenção do IR não será diferente”.

    Ele reforçou que o objetivo é alcançar justiça fiscal sem sobrecarregar o contribuinte. “Queremos legar uma legislação justa ao país e aos contribuintes, sempre com base no compromisso de não aumentar a carga tributária, primando pela justiça fiscal e pelo equilíbrio das contas públicas”.