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  • Senado analisa projeto que torna obrigatória a educação financeira

    Senado analisa projeto que torna obrigatória a educação financeira

    O Senado analisa uma proposta que inclui educação financeira como matéria obrigatória nos currículos da educação básica. O projeto de lei 1.510/2025, apresentado pelo senador Nelsinho Trad (MSD-MS), aguarda envio para as comissões temáticas.

    O projeto determina que a disciplina seja aplicada em escolas de educação básica

    O projeto determina que a disciplina seja aplicada em escolas de educação básicaArquivo/Agência Brasil

    O parlamentar defende que a inclusão da educação financeira como disciplina obrigatória na educação básica é essencial para preparar os estudantes para os desafios econômicos da vida contemporânea. Segundo ele, o crescente endividamento das famílias e o desconhecimento de conceitos básicos de finanças comprometem a estabilidade individual e social.

    O projeto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação nº 9.394/1996. Embora a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) já reconheça a importância da educação financeira como competência geral, o senador observa que a abordagem atual é incipiente e não obrigatória.

    Mídias Sociais como arma para consumo 

    Pesquisa citada na justificativa do projeto aponta que 60% dos brasileiros acreditam que redes sociais estimulam o consumo exagerado. Dados do Sistema Único de Saúde (SUS) mostram que, desde 2020, o número de pessoas atendidas por dependência em apostas aumentou sete vezes. Entre mulheres, o crescimento foi ainda maior.

    Trad afirma que a medida fortalecerá a cidadania, promoverá a equidade social e está em consonância com recomendações internacionais, contribuindo para a formação de indivíduos mais conscientes e responsáveis.

  • Senado aprova projeto sobre percentual mínimo de cacau nos chocolates

    Senado aprova projeto sobre percentual mínimo de cacau nos chocolates

    O Senado aprovou, nesta quarta-feira (30), um projeto de lei que estabelece percentual mínimo de cacau nos chocolates e disciplina informação do percentual total de cacau nos rótulos dos produtos derivados. De autoria do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), o projeto de lei 1.769/2019 agora vai para a Câmara dos Deputados.

    Chocolate

    ChocolateReprodução/TV Brasil

    Conforme a matéria, os rótulos podem apresentar a porcentagem de cacau, referente ao percentual de sólidos totais de cacau contidos no produto. Para os produtos importados, a obrigatoriedade para a apresentação dessa informação no rótulo será do importador. O texto define os seguintes percentuais mínimos para os diferentes produtos derivados de cacau:

    • chocolate amargo ou meio amargo: mínimo de 35% de sólidos totais de cacau, dos quais ao menos 18% devem ser manteiga de cacau e 14% devem ser isentos de gordura
    • chocolate em pó: mínimo de 32% de sólidos totais de cacau
    • chocolate ao leite: mínimo de 25% de sólidos totais de cacau e o mínimo de 14% de sólidos totais de leite ou seus derivados
    • chocolate branco: mínimo de 20% de manteiga de cacau e o mínimo de 14% de sólidos totais de leite

    Caso os produtos não apresentem a quantidade mínima exigida pela legislação devem apresentar nos rótulos a denominação de venda de acordo, sendo vedada a utilização de denominação que possa induzir o consumidor a erro. Empresas que descumprirem ficam sujeitas às sanções de natureza civil e criminal.

    Para o relator, ex-senador Rodrigo Cunha (MDB-AL), o texto prima pela alta qualidade da produção nacional de cacau e da indústria nacional de chocolates e dos demais produtos originados da planta, e pela transparência e garantia de informações precisas oferecidas aos consumidores nos rótulos dos produtos.

  • Sem anistia completa, Moraes e Barroso serão presos, diz líder do PL

    Sem anistia completa, Moraes e Barroso serão presos, diz líder do PL

    O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), afirmou que os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), podem ser presos por abuso de autoridade caso não seja aprovada uma anistia “ampla, geral e irrestrita” aos envolvidos nos ataques às sedes dos três poderes em 8 de janeiro de 2023.

    A declaração foi feita durante jantar promovido pela Frente Parlamentar pelo Livre Mercado, em Brasília. Segundo o senador, a direita retornará ao poder em 2027 e, se não houver anistia completa, o Congresso poderá instaurar CPIs e apresentar pedidos de impeachment de ministros do STF.

    Declaração foi proferida enquanto Alcolumbre trabalha texto alternativo para anistia.

    Declaração foi proferida enquanto Alcolumbre trabalha texto alternativo para anistia.Andressa Anholete/Agência Senado

    A proposta defendida por Portinho é o projeto de lei apresentado pelo ex-deputado Major Vitor Hugo (PL-GO), que tramita na Câmara dos Deputados. O texto busca perdoar todos os envolvidos em manifestações ocorridas entre 30 de outubro de 2022 e a data de sanção da eventual lei.

    A proposta conta com um requerimento de urgência assinado por 264 deputados, aguardando aprovação. No entanto, o Colégio de Líderes optou na última semana pelo adiamento da sua análise para buscar uma alternativa de consenso com o Senado, o governo e o Supremo.

    Projeto alternativo

    O discurso de Portinho foi proferido enquanto o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), articula um texto alternativo à anistia, com previsão de apresentação em maio. A proposta busca individualizar as penas impostas a condenados, beneficiando apenas aqueles que cometeram infrações de menor gravidade, preservando a punição aos autores intelectuais.

    A iniciativa conta com apoio de parte do governo por assegurar a continuidade das ações penais contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados, motivo pela qual a oposição se manifesta de forma contrária, cobrando uma anistia “ampla, geral e irrestrita”.

  • Senado aprova projeto que prevê critérios de acessibilidade nas praias

    Senado aprova projeto que prevê critérios de acessibilidade nas praias

    O plenário do Senado aprovou o projeto de lei 2.875/2019, da ex-deputada Tereza Nelma, que dispõe sobre requisitos mínimos de acessibilidade em praias. A matéria altera o Estatuto da Pessoa com Deficiência e o Estatuto da Cidade e agora retorna à Câmara dos Deputados.

    Cadeira adaptada para praia

    Cadeira adaptada para praiaReprodução/Mobraz

    O texto define como adaptações de acessibilidade: o acesso a pé com piso tátil até a praia, estacionamento preferencial próximo à entrada acessível da praia e rampas com corrimãos em áreas de desnível. As praias que seguirem essas e outras adaptações, tal qual a instalação de pelo menos um banheiro acessível, quando houver banheiros, estarão aptas a receber o Selo Praia Acessível.

    O reconhecimento dessas praias será de responsabilidade do Poder Executivo, que publicará na internet a lista atualizada de praias possuidoras do Selo Praia Acessível. As adaptações obedecerão às normas técnicas vigentes de acessibilidade e serão implantadas a critério do poder local, identificadas as necessidades, e em harmonia com o planejamento urbano em vigor.

    Para o relator, Romário (PL-RJ), o projeto insere-se na necessidade de expansão legislativa que assegure crescentemente o direito à acessibilidade em qualquer ambiente urbano, especificamente acesso às praias. O senador ainda reforçou que o direito à acessibilidade é constitucional em razão da aprovação da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.

    Não se pode perder de vista que o direito à acessibilidade é norma constitucional. Assim é porque a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência foi aprovada com hierarquia de emenda constitucional. Dessa maneira, é norma com força constitucional a obrigação de os Estados-Partes tomarem as medidas apropriadas para assegurar às pessoas com deficiência o acesso, em igualdade de oportunidades com as demais pessoas, ao meio físico, o que inclui a eliminação de obstáculos e barreiras à acessibilidade, escreveu.

  • Lula nomeia procurador federal para ser o novo presidente do INSS

    Lula nomeia procurador federal para ser o novo presidente do INSS

    O presidente Lula nomeou, nesta quarta-feira (30), o procurador federal Gilberto Waller Júnior para o cargo de presidente do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Servidor de carreira na iniciativa pública desde 1998, Gilberto teve sua nomeação publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

    Gilberto Waller Júnior

    Gilberto Waller JúniorDivulgação/CGU

    Conforme nota oficial do Planalto, a nomeação foi feita pela ministra-chefe substituta da Casa Civil, Miriam Belchior, por determinação de Lula. A troca no comando acontece uma semana após a demissão do antigo presidente Alessandro Stefanutto. O chefe do Executivo ordenou a exoneração devido à deflagração da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU).

    As investigações identificaram a existência de descontos não autorizados em benefícios previdenciários, os valores da fraude constatada no INSS podem chegar a R$ 6,3 bilhões, conforme as organizações. O valor era debitado diretamente dos benefícios sem a devida autorização dos titulares.

    De acordo com a apuração da PF e CGU, as entidades sindicais e associativas cobraram cerca de R$ 6,3 bilhões de aposentados e pensionistas entre 2019 e 2024. A CGU identificou que muitas entidades investigadas não tinham capacidade de entregar os serviços que diziam oferecer, como convênios com academias, planos de saúde e assistência jurídica. Nove organizações já tiveram seus descontos suspensos.

    Após a operação, o governo federal anunciou a suspensão de todos os Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) que autorizavam entidades da sociedade civil a realizarem descontos diretamente nos benefícios do INSS. A medida foi oficializada na terça-feira (29) e visa reorganizar o sistema e proteger os beneficiários de novas irregularidades.

    Quem é Gilberto Waller Júnior?

    Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais com pós-graduação em Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro, o novo presidente do INSS ingressou no Poder Público justamente como procurador do INSS em 1998. No instituto, também ocupou os cargos de corregedor-geral, de 2001 a 2004, e subprocurador-geral, de 2007 a 2008.

    Na Controladoria-Geral da União, Gilberto Waller Júnior ocupou a função de ouvidor-geral da União, de março de 2016 a janeiro de 2019, e de corregedor-geral da União, de 2019 a 2023. Atualmente, ocupa o cargo de corregedor da Procuradoria-Geral Federal, órgão da Advocacia-Geral da União (AGU).

  • Congresso instala comissão para discutir reajuste a militares

    Congresso instala comissão para discutir reajuste a militares

    MP concedeu aumento aos militares.

    MP concedeu aumento aos militares.Tânia Rêgo/Agência Brasil

    A comissão mista do Congresso Nacional instalou-se nesta terça-feira (29) para avaliar a medida provisória (MP) 1.293/25, que estabelece a nova tabela de soldos para os militares das Forças Armadas. O reajuste aprovado é de 9%, aplicado em duas etapas: 4,5% em 2025 e 4,5% em 2026.

    O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) assumiu a presidência da comissão, tendo o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) como vice-presidente. O deputado General Pazuello (PL-RJ) foi designado relator, por acordo entre as lideranças.

    Os valores dos soldos variam de acordo com a graduação e o posto dos militares. A remuneração mais alta é destinada a almirantes de esquadra, generais de Exército e tenentes-brigadeiros do ar. Com a MP, o soldo dessas patentes aumentou de R$ 13.471 para R$ 14.077, com previsão de atingir R$ 14.711 em janeiro de 2026.

    Na base da tabela, estão os marinheiros-recrutas, recrutas, soldados, soldados-recrutas, soldados de segunda classe (não engajados) e soldados-clarins ou corneteiros de terceira classe. Para este grupo, o soldo atual de R$ 1.078 subirá para R$ 1.127 em abril de 2025 e para R$ 1.177 em janeiro de 2026.

    Duas outras comissões tiveram suas instalações adiadas. A primeira analisaria a MP 1.292/25, que altera as regras do crédito consignado, permitindo operações por meio de plataformas digitais e o uso de até 10% do saldo do FGTS como garantia. A segunda comissão avaliaria a MP 1.291/25, que autoriza o uso de recursos do Fundo Social para financiar projetos de infraestrutura social, habitação popular e ações em situações de calamidade pública.

  • Emendas parlamentares: entenda os R$ 50 bilhões nas mãos do Congresso

    Emendas parlamentares: entenda os R$ 50 bilhões nas mãos do Congresso

    As emendas parlamentares são hoje um dos principais instrumentos de articulação entre o Governo Federal e o Congresso Nacional. Ocupando espaços cada vez maiores no orçamento, elas configuram a principal moeda de troca entre o Poder Executivo e os diversos partidos da Câmara e Senado para aprovar projetos de lei de seu interesse. Não por acaso, são motivo recorrente de polêmicas e disputas judiciais.

    Elas operam como uma espécie de cheque reservado pelo governo para que o parlamentar decida como será usado. Um deputado que adota a defesa da educação como principal bandeira, por exemplo, pode destinar seu “cheque”, oficialmente chamado de empenho, na construção de uma escola em seu estado de origem. Outro, que tenha como plataforma a defesa do desenvolvimento de determinada região, consegue utilizar seus empenhos na construção de portos e ferrovias naquele local.

    Para seus entusiastas, as emendas são uma forma de distribuir poder, evitando o monopólio do Executivo sobre os recursos públicos. São também um instrumento para amparar projetos locais e prefeituras que necessitam de recursos com urgência. Para os críticos, elas são uma usurpação do Orçamento Federal para atender a interesses políticos particulares.

    O funcionamento das emendas varia de ano em ano: elas são um instrumento orçamentário em constante evolução, frequentemente submetidas a novas decisões judiciais, resoluções e portarias modificando seus termos.

    Essa reserva cresce a cada governo desde 2015, quando surgiu a primeira modalidade de emendas de execução (pagamento) obrigatória. De um lado, a cada legislatura, os parlamentares precisam mais das emendas para se reeleger. Do outro, cada presidente depende mais da sua distribuição para construir uma base de apoio no Congresso. Confira a evolução:

    A destinação de emendas cresceu a cada novo governo desde 2015.

    A destinação de emendas cresceu a cada novo governo desde 2015.Arte Congresso em Foco

    O que são as emendas parlamentares?

    As emendas parlamentares são uma parcela fixada do orçamento anual da União na qual a destinação é expressamente definida pelos deputados e senadores, operando como uma reserva de dinheiro à disposição do Congresso.

    Essa reserva pode ser adotada em obras de órgãos públicos, como hospitais e estradas; em políticas públicas como programas de combate a incêndios florestais; ou mesmo para patrocinar iniciativas privadas sem fins lucrativos, como com a compra de equipamentos para hospitais filantrópicos.

    Elas existem com o objetivo de descentralizar parte do orçamento, cobrindo eventuais iniciativas que não são prioritárias para o Executivo e alcançando regiões que muitas vezes não são vistas pela União. Esses repasses são muito benéficos aos parlamentares, que conseguem impulsionar políticas públicas voltadas às suas bandeiras ou mesmo fortalecer aliados em suas bases eleitorais, patrocinando projetos de interesses de prefeitos ou de instituições sociais com quem possuem proximidade.

    Para o ano de 2025, a parcela separada para as emendas parlamentares é de R$ 50,4 bilhões. Paralelamente, o Governo Federal tem R$ 170,7 bilhões para suas próprias iniciativas. Veja a comparação:

    Emendas em 2025 equivalem a quase 30% do orçamento discricionário do governo.

    Emendas em 2025 equivalem a quase 30% do orçamento discricionário do governo.Arte Congresso em Foco

    Tipos de emendas

    Existem quatro tipos de emendas parlamentares, definidos conforme a sua forma de distribuição. Cada categoria tem um teto predeterminado no Orçamento. Algumas são impositivas, ou seja: o governo é obrigado a aplicar o recurso solicitado. Outras são discricionárias, modalidade na qual a solicitação é feita ao Executivo e este decide se vai ou não enviar o valor.

    São elas:

    -Emendas individuais: são distribuídas diretamente pelos parlamentares conforme seus próprios critérios, igualmente distribuídas para cada deputado ou senador. Para o ano de 2025, cada deputado tem direito a pouco mais de R$ 37 milhões, e cada senador R$ 68,3 milhões, totalizando R$ 24,6 bilhões para as duas Casas. Elas são de natureza impositiva, e cada deputado é obrigado a aplicar metade da sua parcela em iniciativas voltadas à saúde. Elas podem ser identificadas no orçamento pela rubrica RP 6.

    -Emendas de bancada: são distribuídas igualmente entre os estados, cabendo a cada bancada deliberar em conjunto sobre sua aplicação. Elas passam por análise bicameral, devendo haver voto favorável de três quintos dos deputados daquele estado e dois terços de seus senadores para que sejam aprovadas. Para 2025, o Congresso tem direito a R$ 14,3 bilhões desse tipo, ou pouco mais de R$ 529 milhões por estado. Elas são de natureza impositiva. Elas podem ser identificadas no orçamento pela rubrica RP 7.

    -Emendas de comissão: são distribuídas pelas comissões temáticas permanentes da Câmara dos Deputados e do Senado, que deliberam em conjunto sobre sua aplicação. Ao contrário das demais, elas são de natureza discricionária: as propostas aprovadas são enviadas ao governo, que decide quais serão ou não acatadas. Em 2025, elas poderão chegar a R$ 11,5 bilhões. Elas são motivo de disputa judicial diante da falta de critérios bem definidos sobre como deve ser feita a indicação. Na última sexta (25), o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu ao Congresso o prazo de 10 dias para que deem uma explicação precisa sobre suas indicações. Elas podem ser identificadas no orçamento pela rubrica RP 8.

    -Emendas de relator: são destinadas pelo relator do orçamento do respectivo ano, servindo para fazer ajustes ao longo da tramitação da peça orçamentária. Elas estão bloqueadas por sentença do STF desde 2022, no que ficou conhecido como esquema do Orçamento Secreto: deputados recorriam aos relatores para fazer indicações às suas bases eleitorais sem que elas ficassem vinculadas aos seus nomes, abrindo margem para repasses obscuros. Elas eram identificadas no orçamento pela rubrica RP 9.

    Emendas individuais configuram a maior parte das destinações de 2025.

    Emendas individuais configuram a maior parte das destinações de 2025.Arte Congresso em Foco

    Polêmica

    O funcionamento das emendas parlamentares constantemente ocupa os noticiários e as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) diante da falta de regramentos bem definidos, bem como a dificuldade para assegurar sua transparência. A principal crise se deu a partir de 2020, com a criação do Orçamento Secreto, quando as emendas de relator passaram a ocupar espaços cada vez maiores nas contas públicas, com sinais de uso como moeda de troca obscura pelo governo do então presidente Jair Bolsonaro. Em 2022, foram declaradas inconstitucionais.

    Em 2024, a polêmica retornou: com o fim das emendas de relator houve um aumento na utilização das emendas individuais e de comissão para manter o controle sobre o orçamento público, levantando novas preocupações sobre a falta de transparência. Em agosto de 2024, o ministro do STF Flávio Dino suspendeu as chamadas “emendas Pix”, modalidade de emenda individual que permitia transferências diretas para estados e municípios sem a vinculação a projetos específicos.

    As emendas de comissão também foram submetidas a bloqueios graças a falta de parâmetros claros sobre como devem ser definidas e indicadas, bem como seus sistemas de fiscalização. Desde então, os dois poderes estão em constante queda de braço: o Judiciário apontando as falhas no modelo vigente, e o Congresso aprovando novas resoluções e regulamentações para regrar o tema.

    As polêmicas em torno das emendas parlamentares não se restringem ao seu funcionamento. Na atual legislatura, dois deputados: Pastor Gil (PL-MA) e Josimar Maranhãozinho (PL-MA), respondem ao STF por cobrança de propina em troca de destinação de emendas a prefeitos. No governo, as emendas já foram motivo da queda de um ministro: Juscelino Filho (União-MA) responde na Justiça sob acusação de utilização de emendas para o benefício de familiares. A polêmica resultou no seu pedido de exoneração.

    O fato é que as emendas são parte do jogo democrático – não apenas no Brasil, como no mundo. Cabe à sociedade acompanhar como os parlamentares usam esse instrumento, e cabe às instituições públicas responsabilizar aqueles que abusam de seu uso. Afinal, é dinheiro público em jogo.

  • Oposição protocola pedido de CPI do INSS; Veja quem assinou

    Oposição protocola pedido de CPI do INSS; Veja quem assinou

    A oposição formalizou, nesta quarta-feira (30), o requerimento para instituição de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar os descontos não autorizados de R$ 6,3 bilhões no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). O requerimento de iniciativa do Coronel Chrisóstomo (PL-RO) recebeu 185 assinaturas. Na Câmara, o necessário para se apresentar o pedido de abertura de CPI são 171 assinaturas, equivalente a um terço da Casa. Agora xabe ao presidente da Casa decidir se será instalada ou não. (Veja abaixo quem são os deputados que apoiam a CPI).

    Deputado Coronel Chrisóstomo

    Deputado Coronel ChrisóstomoKayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    “A criação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) intitulada ‘CPI da Fraude no INSS’ é imprescindível diante das graves denúncias de irregularidades envolvendo o Sindnapi/FS (Sindicato Nacional dos Aposentados) e outras entidades sindicais”, argumentou o parlamentar no pedido. “A gravidade das acusações exige uma investigação parlamentar aprofundada para esclarecer a extensão das fraudes, identificar os responsáveis e avaliar o impacto sobre aposentados e pensionistas”.

    A Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF) e Controladoria-Geral da União (CGU) na última quinta-feira, revelou um esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões. A investigação culminou na demissão do presidente do instituto, Alessandro Stefanutto. As ações ocorreram no Distrito Federal e em 13 estados.

    Segundo os investigadores, entidades que representavam aposentados e pensionistas teriam realizado cobranças associativas não autorizadas, diretamente descontadas da folha de pagamento de aposentadorias e pensões. O montante desviado é estimado em impressionantes R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

    A justificativa das entidades para os descontos incluía a oferta de benefícios como planos de saúde, seguros e auxílio-funeral, mas os valores eram cobrados sem autorização prévia dos beneficiários, que só perceberam os descontos ao consultarem seus extratos e, em muitos casos, recorreram à Justiça.

    No pedido de abertura da CPI, o deputado ainda menciona José Ferreira da Silva, irmão do presidente Lula. Conhecido como Frei Chico, José é vice-presidente do Sindnapi, sindicato que recebeu R$ 77,1 milhões em contribuições, em 2024, sendo alvo de suspensão administrativa pela CGU e de investigações criminais.

    A Comissão Parlamentar de Inquérito tem poder de investigação próprio das autoridades judiciais, com a convocação de testemunhas, requisição de documentos aos órgãos públicos, entre outros. A CPI, porém, não tem o poder de julgar e sentenciar os suspeitos, apenas pode recomendar ao Ministério Público essas ações. O colegiado também pode incluir no relatório final novos projetos de lei para combater os problemas investigados.

    Veja quem assinou o requerimento:

    1. Coronel Chrisóstomo – PL/RO
    2. Bibo Nunes – PL/RS
    3. Zé Trovão – PL/SC
    4. Zucco – PL/RS
    5. Delegado Paulo Bilynskyj – PL/SP
    6. Silvia Waiãpi – PL/AP
    7. Messias Donato – REPUBLIC/ES
    8. Mauricio do Vôlei – PL/MG
    9. Mario Frias – PL/SP
    10. Capitão Alberto Neto – PL/AM
    11. Coronel Meira – PL/PE
    12. Pastor Eurico – PL/PE
    13. Carlos Jordy – PL/RJ
    14. Dr. Fernando Máximo – UNIÃO/RO
    15. Coronel Fernanda – PL/MT
    16. Rosana Valle – PL/SP
    17. Jefferson Campos – PL/SP
    18. Sargento Fahur – PSD/PR
    19. Capitão Alden – PL/BA
    20. Pr. Marco Feliciano – PL/SP
    21. Roberta Roma – PL/BA
    22. Delegado Caveira – PL/PA
    23. Luiz Philippe de Orleans e Bragança – PL/SP
    24. Mauricio Marcon – PODE/RS
    25. Sanderson – PL/RS
    26. Marcelo Moraes – PL/RS
    27. Delegado Palumbo – MDB/SP
    28. Coronel Assis – UNIÃO/MT
    29. Osmar Terra – MDB/RS
    30. Sargento Portugal – PODE/RJ
    31. Dr. Luiz Ovando – PP/MS
    32. Lincoln Portela – PL/MG
    33. Cabo Gilberto Silva – PL/PB
    34. Rodrigo Valadares – UNIÃO/SE
    35. Junio Amaral – PL/MG
    36. Helio Lopes – PL/RJ
    37. Rodrigo da Zaeli – PL/MT
    38. Felipe Francischini – UNIÃO/PR
    39. Mendonça Filho – UNIÃO/PE
    40. Wellington Roberto – PL/PB
    41. Rodolfo Nogueira – PL/MS
    42. Delegado Ramagem – PL/RJ
    43. Carlos Sampaio – PSD/SP
    44. Adilson Barroso – PL/SP
    45. Coronel Ulysses – UNIÃO/AC
    46. Gustavo Gayer – PL/GO
    47. Filipe Martins – PL/TO
    48. Joaquim Passarinho – PL/PA
    49. Pezenti – MDB/SC
    50. Reinhold Stephanes – PSD/PR
    51. Sóstenes Cavalcante – PL/RJ
    52. Clarissa Tércio – PP/PE
    53. Ricardo Guidi – PL/SC
    54. General Girão – PL/RN
    55. José Medeiros – PL/MT
    56. Vicentinho Júnior – PP/TO
    57. Paulinho da Força – SOLIDARI/SP
    58. Capitão Augusto – PL/SP
    59. Kim Kataguiri – UNIÃO/SP
    60. Luiz Carlos Hauly – PODE/PR
    61. Zé Silva – SOLIDARI/MG
    62. Silvye Alves – UNIÃO/GO
    63. Altineu Côrtes – PL/RJ
    64. Gisela Simona – UNIÃO/MT
    65. David Soares – UNIÃO/SP
    66. Alberto Fraga – PL/DF
    67. Gilvan da Federal – PL/ES
    68. Diego Garcia – REPUBLIC/PR
    69. Luiz Lima – NOVO/RJ
    70. Luiz Carlos Busato – UNIÃO/RS
    71. Pedro Lupion – PP/PR
    72. Nelson Barbudo – PL/MT
    73. Nicoletti – UNIÃO/RR
    74. Nikolas Ferreira – PL/MG
    75. Any Ortiz – CIDADANIA/RS
    76. Julia Zanatta – PL/SC
    77. Daniela Reinehr – PL/SC
    78. Sargento Gonçalves – PL/RN
    79. Marcel van Hattem – NOVO/RS
    80. Carla Dickson – UNIÃO/RN
    81. Dr. Frederico – PRD/MG
    82. Rosangela Moro – UNIÃO/SP
    83. Luiz Fernando Vampiro – MDB/SC
    84. Evair Vieira de Melo – PP/ES
    85. Fred Linhares – REPUBLIC/DF
    86. Adriana Ventura – NOVO/SP
    87. Missionário José Olimpio – PL/SP
    88. André Fernandes – PL/CE
    89. Carla Zambelli – PL/SP
    90. Dr. Jaziel – PL/CE
    91. Dayany Bittencourt – UNIÃO/CE
    92. Cristiane Lopes – UNIÃO/RO
    93. Rodrigo Estacho – PSD/PR
    94. Amaro Neto – REPUBLIC/ES
    95. Zé Haroldo Cathedral – PSD/RR
    96. Roberto Monteiro Pai – PL/RJ
    97. Alfredo Gaspar – UNIÃO/AL
    98. Fernando Rodolfo – PL/PE
    99. Raimundo Santos – PSD/PA
    100. Giovani Cherini – PL/RS
    101. Eros Biondini – PL/MG
    102. Daniel Agrobom – PL/GO
    103. Franciane Bayer – REPUBLIC/RS
    104. Giacobo – PL/PR
    105. Ossesio Silva – REPUBLIC/PE
    106. Marcio Alvino – PL/SP
    107. Soraya Santos – PL/RJ
    108. Marcelo Álvaro Antônio – PL/MG
    109. Miguel Lombardi – PL/SP
    110. Zé Vitor – PL/MG
    111. Chris Tonietto – PL/RJ
    112. Dr. Zacharias Calil – UNIÃO/GO
    113. Luiz Carlos Motta – PL/SP
    114. Silas Câmara – REPUBLIC/AM
    115. Tião Medeiros – PP/PR
    116. Marcos Pereira – REPUBLIC/SP
    117. Daniel Freitas – PL/SC
    118. Weliton Prado – SOLIDARI/MG
    119. Fausto Santos Jr. – UNIÃO/AM
    120. Pedro Westphalen – PP/RS
    121. Silvia Cristina – PP/RO
    122. Ricardo Salles – NOVO/SP
    123. Thiago Flores – REPUBLIC/RO
    124. Allan Garcês – PP/MA
    125. Magda Mofatto – PRD/GO
    126. Pastor Diniz – UNIÃO/RR
    127. Afonso Hamm – PP/RS
    128. Marcelo Crivella – REPUBLIC/RJ
    129. Domingos Sávio – PL/MG
    130. Alexandre Guimarães – MDB/TO
    131. Bia Kicis – PL/DF
    132. Maurício Carvalho – UNIÃO/RO
    133. Caroline de Toni – PL/SC
    134. General Pazuello – PL/RJ
    135. Gilson Marques – NOVO/SC
    136. Delegado Éder Mauro – PL/PA
    137. Aluisio Mendes – REPUBLIC/MA
    138. Marcos Pollon – PL/MS
    139. Roberto Duarte – REPUBLIC/AC
    140. Saulo Pedroso – PSD/SP
    141. Delegado Matheus Laiola – UNIÃO/PR
    142. Professor Alcides – PL/GO
    143. Matheus Noronha – PL/CE
    144. Daniel Trzeciak – PSDB/RS
    145. Emidinho Madeira – PL/MG
    146. Paulo Freire Costa – PL/SP
    147. Stefano Aguiar – PSD/MG
    148. Thiago de Joaldo – PP/SE
    149. Rosângela Reis – PL/MG
    150. Eli Borges – PL/TO
    151. Mauricio Neves – PP/SP
    152. Delegado Bruno Lima – PP/SP
    153. Lafayette de Andrada – REPUBLIC/MG
    154. Greyce Elias – AVANTE/MG
    155. Coronel Armando – PL/SC
    156. Ronaldo Nogueira – REPUBLIC/RS
    157. Lucas Redecker – PSDB/RS
    158. Fausto Pinato – PP/SP
    159. Paulo Alexandre Barbosa – PSDB/SP
    160. Ana Paula Leão – PP/MG
    161. Simone Marquetto – MDB/SP
    162. Celso Russomanno – REPUBLIC/SP
    163. Filipe Barros – PL/PR
    164. Eduardo Velloso – UNIÃO/AC
    165. Gustinho Ribeiro – REPUBLIC/SE
    166. André Ferreira – PL/PE
    167. Geovania de Sá – PSDB/SC
    168. Delegado Fabio Costa – PP/AL
    169. Icaro de Valmir – PL/SE
    170. Neto Carletto – AVANTE/BA
    171. Vitor Lippi – PSDB/SP
    172. Renilce Nicodemos – MDB/PA
    173. Ismael – PSD/SC
    174. Pauderney Avelino – UNIÃO/AM
    175. Rafael Simoes – UNIÃO/MG
    176. Otoni de Paula – MDB/RJ
    177. Maria Rosas – REPUBLIC/SP
    178. Alex Manente – CIDADANIA/SP
    179. Sergio Souza – MDB/PR
    180. Da Vitoria – PP/ES
    181. Ricardo Maia – MDB/BA
    182. Beto Pereira – PSDB/MS
    183. Alceu Moreira – MDB/RS
    184. Ely Santos – REPUBLIC/SP
    185. Covatti Filho – PP/RS
  • STF: Dino suspende pagamento de 1,2 mil emendas da saúde

    STF: Dino suspende pagamento de 1,2 mil emendas da saúde

    Ministro Flávio Dino, do STF.

    Ministro Flávio Dino, do STF.Rosinei Coutinho/STF

    O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (30) o bloqueio de 1.283 emendas parlamentares destinadas à área da saúde, em razão da ausência de abertura de contas bancárias específicas para o recebimento dos recursos.

    A exigência de contas individualizadas por emenda já havia sido fixada por determinação do próprio ministro em agosto do ano passado. No entanto, de acordo com informações da Advocacia-Geral da União (AGU), a medida ainda não foi integralmente cumprida. Das 7.322 propostas de emendas destinadas à saúde, 6.040 estão com contas regularizadas, enquanto as demais 1.283 permanecem em situação irregular.

    “Em razão da ausência da abertura e/ou regularização de contas específicas, individualizadas por emenda, não resta alternativa a não ser o bloqueio das emendas parlamentares da saúde relativas às 1.283 contas não regularizadas”, afirmou Flávio Dino na decisão.

    A controvérsia em torno das emendas parlamentares se intensificou em dezembro de 2022, quando o STF declarou a inconstitucionalidade das chamadas emendas do relator, conhecidas como RP9. Em resposta, o Congresso Nacional aprovou uma resolução para modificar as regras de distribuição desses recursos, com o objetivo de atender à decisão da Corte. Ainda assim, irregularidades persistem na execução orçamentária.

    Além do bloqueio das emendas irregulares, na segunda-feira (25), o ministro Flávio Dino estabeleceu prazo de dez dias para que a Câmara dos Deputados e o Senado informem como será feito o registro dos parlamentares responsáveis pelas emendas de comissão e de bancada ao Orçamento da União.

    Leia a íntegra da decisão.

  • Novo apresenta no Congresso pacote anticorrupção no INSS

    Novo apresenta no Congresso pacote anticorrupção no INSS

    Parlamentares do partido Novo na Câmara dos Deputados e no Senado apresentaram nesta semana um pacote de medidas anticorrupção no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Com projetos de lei, representação no Tribunal de Contas da União (TCU) e requerimento de informação, os congressistas reagem às denúncias da Operação Sem Desconto que revelou descontos indevidos em aposentadorias que podem chegar a R$ 6,3 bilhões.

    Deputado Marcel Van Hattem

    Deputado Marcel Van Hattem Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Ao TCU, o Novo protocolou nesta quarta-feira (30) representação para apurar o caso do Sindicato Nacional dos Aposentados (Sindnapi), uma das associações investigadas pela Polícia Federal (PF) por suspeita de fraude no INSS.

    Conforme relatório da Controladoria Geral da União (CGU), a entidade teve um aumento expressivo nos valores dos descontos em folha de seus associados e um crescimento súbito em sua receita nos últimos anos. O vice-presidente do sindicato é José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, um dos irmãos do presidente Lula.

    “Os valores recebidos pelo SINDNAPI/FS são representativos quando comparamos com o valor total recebido pelos sindicatos. O valor recebido pelo SINDNAPI/FS entre 2014 e 2024 representa mais de 6% do valor total, atingindo o pico de quase 10% do valor total no ano de 2023 (149 milhões em 1,5 bi)”, apontaram os signatários da representação no TCU.

    Grande crítico do governo de Lula, o novo líder do partido na Câmara, deputado Marcel van Hattem (Novo-RS), criticou a situação e definiu as fraudes e descontos indevidos como “corrupção institucionalizada, típica do projeto de poder petista”.

    “São fraudes bilionárias, prejuízo para quem mais precisa e proteção para os aliados do poder. Enquanto aposentados e pensionistas têm seus benefícios roubados, o governo Lula trabalha para isentar o INSS de responsabilidade e blindar sindicatos ligados ao próprio irmão do presidente. Não é descaso. É corrupção institucionalizada, típica do projeto de poder petista. Por isso, queremos respostas e estamos buscando fechar o cerco contra a corrupção”, disse o deputado.

    Ainda sobre Frei Chico, o Novo protocolou requerimento de informação para esclarecer a afirmação do diretor da PF, Andrei Augusto Passos Rodrigues, de que o irmão de Lula não é alvo das investigações, em entrevista ao portal ICL.

    Na Câmara, os cinco deputados do partido Marcel van Hattem, Adriana Ventura (Novo-SP), Gilson Marques (Novo-SC), Ricardo Salles (Novo-SP) e Luiz Lima (Novo-RJ), recém filiado, apresentaram o projeto que susta a norma que exime INSS de responsabilidade. Outra proposta estabelece a responsabilidade objetiva do INSS na reparação dos danos. A bancada ainda apresentou projeto para exigir a revalidação periódica da autorização dos descontos referentes a mensalidades de associações e demais entidades de aposentados.

    No Senado, o único representante do partido, Eduardo Girão (Novo-CE), está colhendo assinaturas para instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do INSS para apurar as fraudes. Na Câmara, a oposição já apresentou pedido para instituir CPI.

    “Com a CPI, podemos nos aprofundar no escândalo de corrupção no INSS, que retira dinheiro dos hospitais, das estradas e da infraestrutura, prejudicando diretamente o povo brasileirol. Precisamos apurar os fatos para que os responsáveis sejam punidos e os brasileiros lesados sejam devidamente ressarcidos”, argumentou o senador.