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  • Brasileiros veem menos risco na crise climática, diz Datafolha

    Brasileiros veem menos risco na crise climática, diz Datafolha

    Uma pesquisa Datafolha divulgada na noite de quinta-feira (1º) mostra uma tendência de alta na taxa de brasileiros que as mudanças climáticas não representam risco algum. Essa parcela, que era de 5% em junho de 2024 e de 7% em outubro do mesmo ano, agora está em 9%.

    Do outro lado, hoje 53% consideram que as mudanças climáticas são um risco imediato para a população do planeta. Há seis meses, essa taxa era de 60%.

    O resultado da pesquisa vem a cerca de seis meses antes da realização da COP30 no Brasil. O evento, marcado para 10 a 21 de novembro deste ano em Belém (PA), reunirá lideranças internacionais, ONGs e cientistas no debate de ações para combater as mudanças do clima na capital paraense.

    A pesquisa Datafolha entrevistou 2002 pessoas presencialmente em 113 cidades no período de 8 a 11 de abril de 2025. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

    Vista aérea do Rio Negro, na Amazônia.

    Vista aérea do Rio Negro, na Amazônia.Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

  • Ajuste no Imposto de Renda para isentar até 2 salários entra em vigor

    Ajuste no Imposto de Renda para isentar até 2 salários entra em vigor

    A correção feita pelo governo da tabela do Imposto de Renda para isentar os que recebem até R$ 3.036 mensais entrou em vigor em 1º de maio. O valor equivale a dois salários mínimos atuais.

    Atualização na tabela vai valer para o Imposto de Renda de 2026.

    Atualização na tabela vai valer para o Imposto de Renda de 2026.Rodney Costa/Zimel Press/Folhapress

    A medida foi instituída via medida provisória em 14 de abril. A isenção do IR para dois salários mínimos foi uma promessa de campanha do presidente Lula.

    Os contribuintes perceberão a nova atualização no próximo ano, durante o período de entrega da declaração do IRPF 2026, que considera os rendimentos de 2025. Assim como no ano anterior, as mudanças afetam somente as duas primeiras faixas de cobrança. As demais faixas da tabela progressiva permanecem inalteradas desde 2015.

    Quem recebeu acima de dois salários mínimos (R$ 3.036) mensais, a partir de maio de 2025, deverá pagar imposto de renda sobre seus rendimentos conforme as seguintes faixas:

    • até R$ 3.036 – alíquota zero.
    • de R$ 3.036 a R$ 3.533,31 – base de cálculo fica em R$ 2.428,81 a R$ 2.826,65; alíquota de  7,5%;
    • R$ 3.533.31 a R$ 4.688,85 – base de cálculo fica em R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05; alíquota de 15%;
    • R$ 4.688,85 a R$ 5.830,85 – base de cálculo fica em R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68; alíquota de 22,5%
    • acima de R$ 5.830,85 – base de cálculo fica acima de R$ 4.664,68; alíquota de 27,5%.

    O salário mínimo de 2025 foi fixado em R$ 1.518, por decreto, a partir de 1º de janeiro.

    Atualmente, tramita no Congresso Nacional um projeto de lei que propõe uma reforma abrangente na tabela do Imposto de Renda, com isenção para quem ganha até R$ 5 mil. O projeto foi encaminhado pelo governo em março e ainda aguarda análise. A proposta sugere compensar a perda de arrecadação com contribuintes de menor renda através da cobrança de alíquotas fixas adicionais para quem recebe acima de R$ 600 mil, de forma progressiva. Se aprovado ainda este ano, as novas regras poderão ser aplicadas a partir de 2026.

  • Senado aprova financiamento de R$ 1,4 bilhão para pequenas empresas

    Senado aprova financiamento de R$ 1,4 bilhão para pequenas empresas

    O Senado Federal aprovou, na terça-feira (29), o projeto de resolução (PRS) 15/2025, que autoriza o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a realizar uma operação de crédito externo, com a garantia da União, no montante de até US$ 250 milhões, aproximadamente R$ 1,4 bilhão, junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O projeto segue agora para promulgação.

    Plenário do Senado

    Plenário do SenadoWaldemir Barreto/Agência Senado

    Os recursos obtidos serão direcionados ao Programa BID-BNDES de Financiamento à Recuperação Sustentável e Produtiva das Micro, Pequenas e Médias Empresas. A proposta visa aumentar a oferta de crédito de médio e longo prazo para as pequenas empresas brasileiras, especialmente em decorrência dos impactos econômicos gerados pela pandemia de covid-19.

    Os fundos serão utilizados para financiar investimentos em áreas vulneráveis, com ênfase em iniciativas lideradas por mulheres e voltadas para a sustentabilidade, incluindo projetos relacionados às mudanças climáticas. A proposta foi aprovada anteriormente na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), sob a relatoria da senadora Leila Barros (PDT-DF), que defendeu o projeto no Plenário.

    “O objetivo é ampliar o acesso ao crédito, a juros baixos, que é um elemento essencial para fomentar o empreendedorismo, a geração de emprego e o crescimento econômico sustentável do nosso país. Eu gostaria ainda de destacar um recorte social muito importante, porque o programa [em] foco beneficia de forma essencial os negócios liderados por mulheres, promovendo maior equidade de gênero no ambiente empresarial”, enfatizou Leila.

    A operação envolve dois contratos: um de até US$ 240 milhões provenientes do capital ordinário do BID e outro de até US$ 10 milhões do Clean Technology Fund, destinados especialmente a projetos de armazenamento de energia em bateria. De acordo com informações do Executivo, além de promover a recuperação econômica, o programa contribuirá para a modernização tecnológica das empresas e o incentivo a práticas sustentáveis.

    O financiamento busca fortalecer a competitividade das empresas, estimular a geração de empregos e fomentar investimentos em inovação e eficiência energética. Cada operação de empréstimo a ser concedida no âmbito do programa não poderá ultrapassar o montante de US$ 500 mil ou seu equivalente em reais. Os prazos serão de no mínimo 18 meses, a serem determinados pelos agentes financeiros com base nas características específicas da operação e na capacidade de pagamento do mutuário.

  • Câmara pede suspensão de Gilvan da Federal por ataque a Gleisi

    Câmara pede suspensão de Gilvan da Federal por ataque a Gleisi

    A Mesa Diretora da Câmara dos Deputados solicitou a suspensão cautelar do mandato de Gilvan da Federal (PL-ES) por seis meses, após declarações ofensivas à ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT). O parlamentar usou a tribuna para associá-la ao apelido “Amante”, presente em planilhas da Odebrecht, e afirmou que a pessoa com esse codinome deveria ser “uma prostituta do caramba”.

    O deputado Gilvan da Federal (PL-ES), acusado de quebra de decoro parlamentar.

    O deputado Gilvan da Federal (PL-ES), acusado de quebra de decoro parlamentar.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    A declaração foi feita durante audiência da Comissão de Segurança Pública com o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Na ocasião, Gilvan também mencionou o apelido “Lindinho”, ligado ao deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), companheiro de Gleisi.

    A Corregedoria da Câmara considerou que as falas ultrapassam os limites da liberdade de expressão e violam o decoro parlamentar. Com base nesse entendimento, enviou de ofício um relatório à Mesa Diretora, que protocolou representação ao Conselho de Ética. O colegiado tem até três dias úteis para decidir se abre processo contra o deputado. Se não houver deliberação, o pedido pode ser levado ao plenário.

    Assinada pelo presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e por outros quatro integrantes da direção da Casa, a representação afirma que Gilvan fez insinuações abertamente ultrajantes, desonrosas e depreciativas. O texto ressalta que é a primeira vez que a Casa recorre a um mecanismo criado na gestão de Arthur Lira (PP-AL) para acelerar a punição de deputados.

    Além do episódio envolvendo Gleisi, Gilvan foi alvo de críticas recentes ao dizer que queria que Lula morresse durante discussão sobre projeto que desarma a segurança pessoal do presidente. Ele acabou se retratando após reação da Advocacia-Geral da União.

  • Trabalho, luta e ficção: leituras para o 1º de Maio

    Trabalho, luta e ficção: leituras para o 1º de Maio

    Comemorado em 1º de maio, o Dia do Trabalhador é um marco das lutas por direitos trabalhistas no Brasil e no mundo. A origem da data remonta a 1886, quando milhares de operários tomaram as ruas de Chicago, nos Estados Unidos, exigindo a redução da jornada exaustiva de trabalho, que podia ultrapassar 14 horas por dia. A repressão foi violenta e resultou em mortes e prisões, mas o episódio entrou para a história como símbolo da resistência operária. No Brasil, o feriado foi oficializado em 1925 e se tornou, ao longo do tempo, palco de anúncios governamentais e mobilizações populares.

    Em homenagem à data, o Congresso em Foco selecionou livros que ajudam a compreender como o trabalho moldou, e ainda molda, as relações sociais, econômicas e políticas e as barreiras enfrentadas por quem vive essa realidade. São obras que revelam, por meio da ficção ou de relatos reais, as jornadas exaustivas e condições degradantes do trabalhador ao longo da história.

    Livros que retratam a luta árdua do trabalhador pelo direito de melhores condições de vida

    Livros que retratam a luta árdua do trabalhador pelo direito de melhores condições de vidaMontagem: Congresso em Foco

    Confira a lista completa:

    1- O Cortiço – Aluísio Azevedo

    Classificação indicativa: 14 anos

    Gênero: Romance

    Clássico da literatura brasileira, O Cortiço expõe a vida em uma habitação coletiva no Rio de Janeiro do século XIX. A rotina dos moradores, composta por operários, lavadeiras, comerciantes e empregadas, revela a dureza do trabalho urbano e a ascensão social às custas da exploração. O livro traça um retrato cru das relações de classe e poder.

    2- A Fábrica – Hiroko Oyamada

    Classificação indicativa: 14 anos

    Gênero: Romance/Ficção

    Em narrativa breve e perturbadora, a autora japonesa retrata três personagens que trabalham em uma fábrica sem saber exatamente o propósito de suas funções. Com tom burocrático, o livro critica a alienação e o vazio da rotina corporativa moderna, onde o trabalho se torna um ciclo sem sentido. Um espelho do trabalho fragmentado na sociedade atual.

    3- Capitães da Areia – Jorge Amado

    Classificação indicativa: 14 anos

    Gênero: Romance

    Publicado em 1937, o livro acompanha um grupo de meninos de rua que vive em Salvador. Desde muito jovens, eles enfrentam a exclusão, a violência policial e a falta de oportunidades, sendo obrigados a trabalhar desde cedo em atividades marginais. A obra denuncia o abandono do Estado e a realidade de um Brasil dividido por classes.

    4- Quarto de Despejo – Carolina Maria de Jesus

    Classificação indicativa: 14 anos

    Gênero: Diário/Literatura autobiográfica

    Publicado em 1960, o livro reúne anotações reais do cotidiano de Carolina, catadora de papel e moradora da favela do Canindé, em São Paulo. Com linguagem simples e direta, ela narra a luta pela sobrevivência em meio à fome, à pobreza e ao trabalho informal. A obra escancara a invisibilidade do trabalho marginalizado e a força de uma mulher negra diante da exclusão social.

    5- A Revolução dos Bichos – George Orwell

    Classificação indicativa: 12 anos

    Gênero: Fábula política/Romance

    Na sátira escrita por Orwell em 1945, os animais de uma fazenda se rebelam contra os humanos para construir uma sociedade mais justa. A princípio, todos trabalham por igualdade, mas o poder logo corrompe os líderes. A fábula denuncia estruturas de exploração e manipulação no trabalho coletivo, com paralelos claros à lógica autoritária e à desigualdade nas relações laborais.

    6- A Cor Púrpura – Alice Walker

    Classificação indicativa: 16 anos

    Gênero: Romance/Drama

    Vencedora do Pulitzer, a obra narra a trajetória de Celie, mulher negra e pobre do sul dos Estados Unidos, submetida a abusos e trabalhos forçados. Aos poucos, ela conquista autonomia e voz própria. O trabalho aparece como instrumento de opressão e, mais tarde, como meio de emancipação e dignidade. Um relato comovente de resiliência.

    7- Germinal – Émile Zola

    Classificação indicativa: 16 anos

    Gênero: Romance

    Considerado um dos maiores romances do século XIX, Germinal retrata o sofrimento de mineiros no norte da França durante uma greve. Zola mergulha nos detalhes da vida nas minas, nas jornadas exaustivas, na fome e na revolta coletiva. O livro é um manifesto literário sobre exploração, desigualdade e resistência da classe trabalhadora.

  • Alexandre de Moraes concede prisão domiciliar a Fernando Collor

    Alexandre de Moraes concede prisão domiciliar a Fernando Collor

    O Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu, nesta quarta-feira (1º), prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente da República Fernando Collor de Mello, de 75 anos.

    A decisão é do ministro Alexandre de Moraes, relator da execução penal, que considerou a idade avançada e o quadro clínico do condenado para autorizar o cumprimento da pena em casa. Collor havia iniciado a execução da pena na penitenciária Baldomero Cavalcanti, em Maceió, no último dia 25.

    O ex-presidente Fernando Collor foi condenado a oito anos e dez meses de prisão.

    O ex-presidente Fernando Collor foi condenado a oito anos e dez meses de prisão.Charles Sholl/Brazil Photo Press/Folhapress

    Condenado em 2023 a 8 anos e 10 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Collor estava preso em cela individual na ala especial da unidade, em razão da condição de ex-presidente.

    Problemas de saúde

    A defesa do ex-presidente apresentou laudos médicos que comprovam que o político é portador da Doença de Parkinson, apneia do sono grave e transtorno afetivo bipolar, doenças que, segundo os médicos, exigem tratamento contínuo, uso de medicação controlada, equipamento CPAP e acompanhamento especializado.

    A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favoravelmente ao pedido de prisão domiciliar, destacando a necessidade de compatibilização com o direito à saúde e a dignidade da pessoa humana. Moraes acolheu o argumento. O ministro também afastou a tese de prescrição da pena, já rejeitada anteriormente pelo Plenário do STF.

    A medida imposta a Collor vem acompanhada de restrições. Ele deverá usar tornozeleira eletrônica, terá o passaporte suspenso e está proibido de receber visitas, salvo de familiares, advogados e profissionais de saúde. O descumprimento de qualquer condição poderá acarretar a revogação do benefício e retorno ao regime fechado. O endereço da prisão domiciliar será informado no momento da soltura.

  • Lula cita fim da escala 6×1 e fraude no INSS em discurso do 1º de Maio

    Lula cita fim da escala 6×1 e fraude no INSS em discurso do 1º de Maio

    O presidente Lula deu destaque ao debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1 em seu tradicional pronunciamento anual na TV e no rádio sobre o Dia do Trabalho. Em vídeo transmitido em rede nacional na noite desta quarta-feira (30), véspera do feriado, o presidente colocou o debate sobre o assunto com uma de “duas medidas muito importantes” de seu governo, ao lado da reforma do imposto de renda que foi enviada ao Congresso.

    “Nós vamos aprofundar o debate sobre a redução da jornada de trabalho de gente no país em que o trabalhador e a trabalhadora passam seis dias no serviço e têm apenas um dia de descanso, a chamada jornada 6×1”, anunciou Lula. “Está na hora do Brasil dar esse passo, ouvindo todos os setores da sociedade, para permitir um equilíbrio entre a vida profissional e o bem-estar de trabalhadores e trabalhadoras”.

    Assista ao vídeo abaixo.

    O debate sobre o fim da escala 6×1 ganhou tração a partir da deputada Érika Hilton (Psol-SP), que protocolou uma proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre o assunto que, se aprovada, acabaria com esse tipo de trabalho. O pronunciamento de Lula indica que o governo se propõe a dar um apoio mais firme à aprovação do projeto. De acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o debate sobre o assunto deve avançar nos próximos dias.

    No pronunciamento, Lula listou uma série de medidas e marcos de sua terceira gestão na Presidência da República, como o crescimento anual do PIB acima de 3%, o retorno do país ao ranking das 10 maiores economias do mundo e programas como o Acredita e o Contrata+. O presidente citou ainda, como conquista de seu governo, o desmonte do esquema de fraudes no INSS que resultou na queda do presidente do instituto, Alessandro Stefanutto: “Na última semana, o nosso governo, por meio da Controladoria-Geral da União e da Polícia Federal, desmontou um esquema criminoso de cobrança indevida contra aposentados e pensionistas que vinha operando desde 2019”.

    O esquema de desvios na Previdência Social vem sendo citado por parlamentares de oposição para criticar o governo petista. A operação ilegal começou em 2019, mas os desvios chegaram a R$ 2,8 bilhões, seu patamar mais alto, em 2024, com Lula presidente. Na última quarta-feira, foi protocolado na Câmara um requerimento do deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigue os desvios.

    Lula em pronunciamento do 1º de Maio.

    Lula em pronunciamento do 1º de Maio.Reprodução/YouTube (@canalgov)

  • Eliziane Gama leva proposta de fim da jornada 6×1 ao Senado

    Eliziane Gama leva proposta de fim da jornada 6×1 ao Senado

    A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) está colhendo assinaturas para protocolar no Senado uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que elimina a escala de trabalho 6×1, onde o funcionário trabalha seis dias em uma semana e tem um de descanso. Leia aqui a íntegra do projeto.

    A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) busca levar a discussão do fim da escala 6x1 ao Senado.

    A senadora Eliziane Gama (PSD-MA) busca levar a discussão do fim da escala 6×1 ao Senado.Edilson Rodrigues/Agência Senado

    O texto de autoria de Eliziane é semelhante ao protocolado pela deputada Érika Hilton no Senado, estabelecendo uma escala de trabalho normal de 4×3 (quatro dias de trabalho, três de descanso) e uma jornada não superior a 36 horas semanais. O tema, até o momento, teve sua discussão concentrada na Câmara dos Deputados; com a proposta de Eliziane, a tramitação pode ser feita paralelamente no Senado.

    O presidente Lula, em seu pronunciamento do Dia do Trabalho que foi ao ar na noite de quarta-feira (30), citou a discussão do fim da escala 6×1 como uma medida importante. Está na hora do Brasil dar esse passo, ouvindo todos os setores da sociedade, disse o presidente da República.

    A PEC de Eliziane precisa das assinaturas de um terço dos senadores para avançar – ou seja, de 27 parlamentares.

  • Reforma do IR pode tirar R$ 2,9 bi de estados e municípios, diz Conof

    Reforma do IR pode tirar R$ 2,9 bi de estados e municípios, diz Conof

    A proposta do governo de ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para salários de até R$ 5 mil, pode provocar perdas de R$ 2,9 bilhões para estados e municípios, segundo estudo da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara (Conof).

    A principal fonte do prejuízo seria a queda na arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre salários de servidores públicos. A estimativa é de perda total de R$ 11,2 bilhões, sendo R$ 5,7 bilhões nos estados e R$ 5,5 bilhões nos municípios. Por outro lado, a isenção pode resultar no aumento de R$ 8,2 bilhões nas transferências da União aos fundos de participação dos estados (FPE) e dos municípios (FPM), reduzindo o prejuízo total aos entes federados.

    Perda estimada pela Conof é menor do que a estimada pelo governo.

    Perda estimada pela Conof é menor do que a estimada pelo governo.Joédson Alves/Agência Brasil

    Outras estimativas divergem quanto ao impacto total. O Comsefaz (Comitê Nacional dos Secretários Estaduais de Fazenda) projeta perda de quase R$ 12 bilhões, concentrada nas grandes cidades. O governo federal calcula um prejuízo menor, próximo de R$ 5 bilhões.

    Para conter os efeitos negativos, o deputado Pauderney Avelino (União-AM) apresentou emenda ao projeto propondo que a União compense financeiramente os entes federativos. Segundo o parlamentar, a mudança é necessária para garantir autonomia financeira dos governos locais e preservar serviços públicos.

    A isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil é a principal proposta legislativa do governo na área econômica para 2025. Ela tramita sob relatoria do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), em uma comissão especial prevista para instalação na terça-feira (6).

  • Moraes autoriza testemunhas de defesa do Núcleo 1; veja lista

    Moraes autoriza testemunhas de defesa do Núcleo 1; veja lista

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (30) a oitiva das testemunhas de defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seus aliados enquadrados como membros do chamado Núcleo 1 da ação penal que trata das acusações de golpe de Estado ao longo do período eleitoral de 2022 e da incitação aos ataques de 8 de janeiro de 2023.

    A decisão dá início à fase de instrução do processo, que ocorre após o recebimento integral da denúncia pela Primeira Turma do STF. Moraes rejeitou os pedidos de absolvição sumária apresentados por nas defesas prévias e afastou alegações de nulidades, como cerceamento de defesa e suspeição do relator. A Primeira Turma já havia considerado válidos todos os atos do processo e reconhecido a existência de provas mínimas para justificar a ação penal.

    Réus deverão apresentar as testemunhas no momento das audiências, sem necessidade de intimação.

    Réus deverão apresentar as testemunhas no momento das audiências, sem necessidade de intimação.
    Carlos Moura/SCO/STF

    Os réus são acusados de crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

    De acordo com a decisão, caberá aos próprios réus apresentar essas pessoas no momento das audiências, sem necessidade de intimação judicial. Testemunhas com objetivo “meramente abonatório” (as que são chamadas não para falar dos fatos em si, mas de características dos acusados) não serão ouvidas e devem ser substituídas por declarações escritas.

    O ministro também negou o pedido para que o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal, Silvinei Vasques, fosse ouvido como testemunha, por ser corréu em outro processo relacionado à mesma investigação. A oitiva de corréus é proibida pela jurisprudência do Supremo.

    Veja a lista de testemunhas autorizadas para as defesas do Núcleo 1:

    Jair Bolsonaro

    -Marco Antônio Freire Gomes

    -Carlos de A. Batista Junior

    -Hamilton Mourão

    -Ciro Nogueira

    -Amauri Feres Saad

    -Rogério Marinho

    -Julio Cesar de Arruda

    -Wagner de Oliveira

    -Renato de Lima França

    -Tarcísio Gomes de Freitas

    -Gilson Machado

    -Jonathas Assunção Salvador Nery

    -Ricardo Peixto Camarinha

    -Giuseppe Dutra Janino

    -Eduardo Pazuello

    Mauro Cid

    -Marcos Antônio Freire Gomes

    -Flávio Alvarenga Filho

    -João Batista Bezerra

    -Edson Dieh Ripoli

    -Fernando Linhares Dreus

    -Julio Cesar de Arruda

    -Raphael Maciel Monteiro

    -Luis Marcos dos Reis

    -Adriano Alves Teperino

    Alexandre Ramagem

    -Carlos Afonso Gonçalves Gomes Coelho

    -Frank Márcio de Oliveira

    -Rolando Alexandre de Souza

    -Alexandre de Oliveira Pasiani

    Almir Garnier

    -Marco Antonio Freire Gomes

    -Carlos de A. Batista Junior

    -Marcos Sampaio Olsen

    -Antonio Capistrano de Freitas Filho

    -José Aldo Rebelo Figueiredo

    -Marcelo Francisco Campos

    Augusto Heleno

    -Hamilton Mourão

    -Ricardo Ibsen Pennaforte de Campos

    -Marcelo Antonio Cartaxo Queiroga

    -Antonio Carls de Oliveira Freitas

    -Amilton Coutinho Ramos

    -Ivan Gonçalves

    -Valmor Falkemberg Boelhouwer

    -Adrubal Rocha Saraiva

    -Christian Perillier Schneider

    -Carlos José Russo Penteado

    -Osmar Lootens Machado

    -Alex D Alosso Minussi

    -Gustavo Suarez da Silva

    Paulo Sérgio Nogueira

    -Marco Antônio Freire Gomes

    -Carlos de A. Batista Junior

    -Hamilton Mourão

    -Ciro Nogueira

    Braga Netto

    -Eder Lindsay Magalhães Balbino

    -Hamilton Mourão

    -Waldo Manuel de Oliveira Aires

    -Marcelo Antonio Cartaxo Queiroga

    -Rogério Marinho

    Confira também a íntegra do despacho: