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  • Ato bolsonarista no Rio juntou 18,3 mil pessoas, segundo pesquisadores

    Ato bolsonarista no Rio juntou 18,3 mil pessoas, segundo pesquisadores

    Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) estimam que o ato realizado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro neste domingo (16) em Copacabana, no Rio de Janeiro, reuniu 18,3 mil pessoas no momento de maior concentração. A manifestação teve como principal pauta a anistia para os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

    O levantamento foi realizado pelo Monitor do Debate Político no Meio Digital, que analisou fotos aéreas captadas às 12h. As imagens foram processadas por um software de inteligência artificial, utilizando a metodologia Point to Point Network (P2PNet), com margem de erro de 12% para mais ou para menos.

    • O número de 18,3 mil pessoas fica abaixo do que Bolsonaro já conseguiu reunir antes. Em 7 de setembro de 2022, quando era presidente, Bolsonaro convocou um ato que juntou 64,6 mil pessoas no mesmo local, também segundo o Monitor do Debate Político no Meio Digital. Em abril de 2024, outra manifestação em seu favor reuniu 32,7 mil apoiadores.
    • O próprio Bolsonaro chegou a falar em reunir um público de um milhão de pessoas na manifestação deste 16 de abril.

    Vista de cima do ató pró-Bolsonaro na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro

    Vista de cima do ató pró-Bolsonaro na orla de Copacabana, no Rio de JaneiroEduardo Anizelli/Folhapress

    O protesto interditou um trecho da Avenida Atlântica, entre as ruas Barão de Ipanema e Xavier da Silveira. O ato ocorreu uma semana antes do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que pode tornar Bolsonaro réu em uma denúncia da Procuradoria-Geral da República.

  • Janela com faixa “Sem anistia” em ato de Bolsonaro viraliza nas redes

    Janela com faixa “Sem anistia” em ato de Bolsonaro viraliza nas redes

    Mensagem

    Mensagem “Sem anistia” em prédio de Copacabana, no Rio de JaneiroSaulo Angelo/Folhapress

    O ato com o ex-presidente Jair Bolsonaro realizado neste domingo (16) na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, passou logo à frente de uma faixa com a frase “Sem anistia”, exibida em uma sequência de janelas no prédio acima da manifestação. A imagem se propagou nas redes sociais. 

    O PL da Anistia, projeto que busca perdoar os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, é um dos motes da manifestação deste domingo.

  • Senado homenageia José Sarney pelos 40 anos de redemocratização

    Senado homenageia José Sarney pelos 40 anos de redemocratização

    Posse do presidente José Sarney e seu substituto legal Ulysses Guimarães em 15 de março de 1985, em sessão conjunta do Congresso Nacional, presidida pelo senador José Fragelli.

    Posse do presidente José Sarney e seu substituto legal Ulysses Guimarães em 15 de março de 1985, em sessão conjunta do Congresso Nacional, presidida pelo senador José Fragelli.Arquivo Senado Federal

    O Senado Federal realizará uma sessão especial na próxima terça-feira (18), às 10h, em homenagem ao ex-presidente José Sarney pelos 40 anos da redemocratização brasileira. A iniciativa, proposta pelo senador Jorge Kajuru (PSB-GO) e aprovada pelo plenário em 11 de março, reconhece o papel de Sarney na transição democrática após duas décadas de ditadura militar.

    O requerimento (RQS 36/2025) destaca a importância da “mobilização popular” e da atuação de “lideranças políticas” como Sarney, “primeiro presidente civil após o período autoritário”, para o retorno do “Estado democrático de direito”.

    Kajuru ressalta que, ao assumir a presidência em um momento delicado, Sarney assegurou a estabilidade política necessária para a convocação da Assembleia Nacional Constituinte, que culminou na promulgação da Constituição de 1988.

    “Sob a liderança de Sarney, as eleições diretas para os postos executivos foram retomadas, garantindo o voto para os analfabetos e estabelecendo garantias essenciais para a sociedade brasileira”, afirma o senador.

    José Sarney, que governou o Brasil entre 1985 e 1990 e completará 95 anos em 24 de abril, teve uma longa trajetória política, ocupando cargos como deputado, governador do Maranhão e senador, inclusive presidindo o Senado em quatro ocasiões. Em 2020, em entrevista à Agência Senado, Sarney declarou que seus legados para o país são “a redemocratização e os direitos sociais”.

    Durante a sessão especial, será relançado o livro “Explode um novo Brasil”, do jornalista Ricardo Kotscho, agora publicado pela Livraria do Senado. A obra apresenta um relato detalhado da campanha pelas Diretas Já, em 1984, documentando comícios, articulações políticas e o papel de figuras como Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Leonel Brizola e Lula. Kotscho retrata o entusiasmo popular e as manifestações que culminaram na votação da Emenda Dante de Oliveira.

    Apesar da emenda não ter sido aprovada, a campanha Diretas Já impulsionou o processo de redemocratização, resultando na eleição indireta de Tancredo Neves e José Sarney, e influenciando a Constituição de 1988, promulgada durante o governo Sarney.

    A redemocratização também será tema de outros eventos no Senado. O Programa Jovem Senador promoverá, em 17 de abril, às 19h, uma roda de conversa transmitida ao vivo pelo YouTube da TV Senado, intitulada “40 anos da redemocratização brasileira: caminhos percorridos”, com a participação do historiador João Carlos Nara.

    O evento abordará o período democrático mais longo da história do Brasil, incluindo a eleição de Tancredo Neves, a posse de José Sarney, a Constituição de 1988, os impeachments presidenciais e as ameaças à democracia. A mediação será de Tadeu Sposito, gestor do Núcleo de Mídias Sociais da Secretaria da Comunicação Social do Senado. O evento contará com perguntas do público e vídeos de Ricardo Kotscho e do senador Paulo Paim (PT/RS), que participou da Assembleia Nacional Constituinte.

    A Agência Senado lançará, em 14 de abril, um hotsite dedicado aos 40 anos da redemocratização, reunindo conteúdos do Portal Senado Notícias e novas reportagens da Agência, Rádio e TV Senado. Entre os materiais, haverá uma matéria especial sobre a posse de José Sarney em 1985, uma web story com discursos da época, uma linha do tempo com os marcos da redemocratização e um Arquivo S sobre a anistia.

  • Governo quer mudar Lei do Esporte para combater racismo

    Governo quer mudar Lei do Esporte para combater racismo

    A equipe técnica do Ministério do Esporte desenvolveu uma proposta de mudança na Lei Geral do Esporte para obrigar clubes, federações e confederações esportivas a implementarem medidas práticas para combater o racismo. Pela proposta, as entidades que não seguirem estas regras estarão impedidas de receber verbas públicas federais.

    A ideia vem em resposta ao crescente número de incidentes racistas em eventos esportivos, especialmente no futebol. “Racismo não combina com a sociedade democrática, justa e diversa que estamos construindo”, comentou o ministro dos Esportes, André Fufuca. 

    O ministro dos Esportes, André Fufuca

    O ministro dos Esportes, André FufucaFabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

    A proposta também vale para entidades que buscam certificações para acessar recursos públicos destinados a projetos esportivos. No momento, os especialistas do ministério estão finalizando a redação do texto com a proposta de mudança, que depois será encaminhado à Casa Civil para análise técnica. Depois, a proposta segue para o Congresso Nacional.

    “Toda vez que um novo caso de racismo acontece, repudiamos com veemência exigindo a apuração dos fatos e punição rigorosa para os racistas. Mas não dá pra ficar apenas produzindo notas de repúdio. É preciso fazer mais. Por isso, estamos sugerindo ao presidente Lula essa mudança na Lei Geral do Esporte. Racismo não combina com a sociedade democrática, justa e diversa que estamos construindo”, diz André Fufuca.

  • Projeto cria programa para urbanização de áreas vulneráveis

    Projeto cria programa para urbanização de áreas vulneráveis

    O deputado Marcos Tavares (PDT-RJ) apresentou à Câmara o projeto de lei 4248/2024, que institui o Programa Comunidade Viva. A proposta busca promover o desenvolvimento social, econômico e ambiental em áreas de vulnerabilidade urbana por meio de políticas públicas voltadas à inclusão social, sustentabilidade e erradicação da pobreza.

    O texto prevê a parceria entre governos estaduais e municipais, o terceiro setor e a iniciativa privada para implementar ações em locais com alta incidência de pobreza, falta de infraestrutura e risco ambiental. Entre as medidas, estão urbanização e regularização fundiária, instalação de redes de saneamento, energia limpa e iluminação pública sustentável. O projeto também propõe a criação de espaços comunitários de lazer e esporte, além da provisão de moradias seguras.

    Iniciativa propõe parceria entre governos e setor privado para financiar ações.

    Iniciativa propõe parceria entre governos e setor privado para financiar ações.Tânia Rêgo/Agência Brasil

    Na área econômica, o programa prevê capacitação profissional e incentivo ao empreendedorismo local. “Estudos da Organização Internacional do Trabalho demonstram que programas de qualificação e estímulo ao empreendedorismo em favelas contribuem diretamente para a redução da pobreza”, aponta o congressista na justificativa do projeto.

    A sustentabilidade também é um dos princípios do programa. A proposta inclui a implantação de ecopontos, coleta seletiva, reflorestamento de áreas degradadas e incentivo ao uso de materiais de construção sustentáveis. Outra iniciativa prevista é a oferta de acesso gratuito à internet e serviços de telemedicina, visando inclusão digital e melhoria na prestação de serviços de saúde.

    O programa contará com um comitê gestor composto por representantes do governo e da sociedade civil para supervisionar e monitorar sua execução. O financiamento das ações virá do orçamento federal, além de doações e parcerias público-privadas.

    O projeto tramita em caráter conclusivo, devendo passar pelas comissões de Trabalho, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Desenvolvimento Urbano, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovado sem alterações, seguirá direto para o Senado.

  • Voepass: Comissão de Infraestrutura ouve Anac na terça-feira (18)

    Voepass: Comissão de Infraestrutura ouve Anac na terça-feira (18)

    Anac suspendeu as operações da Voepass.

    Anac suspendeu as operações da Voepass.Renato S. Cerqueira/Ato Press/Folhapress

    A Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado Federal realizará uma audiência pública na terça-feira (18) para discutir a suspensão das operações da empresa aérea Voepass e as mudanças nas tarifas de cargas aéreas destinadas ao Terminal Aéreo de Joinville. A sessão terá início após a reunião deliberativa da CI, marcada para as 9h.

    A audiência acerca da Voepass foi solicitada pelo senador Sergio Moro (União-PR) por meio do requerimento REQ 8/2025-CI. A Anac anunciou a suspensão das atividades da Voepass na terça-feira (11).

    Em agosto do ano passado, uma aeronave da empresa caiu em Vinhedo (SP), resultando em 62 óbitos. O senador Moro busca esclarecimentos da agência sobre a motivação e o momento da decisão, bem como as medidas tomadas para assegurar a segurança no setor aéreo.

    A discussão sobre as tarifas em Joinville foi requerida pelo senador Esperidião Amin (PP-SC) através do REQ 7/2025-CI. O senador solicita que representantes da Anac e do Ministério de Portos e Aeroportos expliquem as novas regras implementadas nos aeroportos de Viracopos e Guarulhos.

    Segundo o senador, os administradores desses aeroportos “modificaram o enquadramento jurídico da cobrança de tarifas de remoção e capatazia sobre cargas importadas e as destinadas a exportação em trânsito, restringindo o acesso do transporte de cargas para a cidade de Joinville”. Essa alteração, argumenta o senador, teria aumentado os custos de armazenagem de cargas com destino a Joinville.

    Para o senador Amin, a medida impacta diretamente o comércio local e requer revisão. “A mudança ocorreu de forma unilateral, à revelia, para não falar omissão, da agência reguladora, causando prejuízos diretos ao ente de direito público interno municipal e à economia regional do norte de Santa Catarina (…). O conflito atinge diretamente 430 empresas que têm utilizado o Terminal de Cargas de Joinville, gerando efeitos em cascata imensos”, afirma em seu requerimento.

    Confirmaram presença na audiência três representantes da Anac: Roberto José Silveira Honorato, diretor-presidente substituto; Bruno Diniz Del Bel, superintendente de Padrões Operacionais; e Renan Essucy Gomes Brandão, superintendente de Regulação Econômica de Aeroportos.

    A audiência será interativa, permitindo a participação dos cidadãos por meio de perguntas e comentários via telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e-Cidadania. As questões podem ser lidas e respondidas pelos senadores e debatedores durante a sessão. O Senado emitirá declaração de participação, válida como atividade complementar em cursos universitários. O Portal e-Cidadania também recebe opiniões sobre projetos em tramitação e sugestões para novas leis.

  • CPI sugere indiciamentos e nova lei contra manipulação de apostas

    CPI sugere indiciamentos e nova lei contra manipulação de apostas

    À mesa, relator da CPIMJAE, senador Romário (PL-RJ), em pronunciamento.

    À mesa, relator da CPIMJAE, senador Romário (PL-RJ), em pronunciamento.Marcos Oliveira/Agência Senado

    O relatório conclusivo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas será apresentado e submetido à votação na quarta-feira (19), em sessão agendada para as 14h30.

    O documento, elaborado pelo senador Romário (PL-RJ), relator da CPI, solicita o indiciamento de Bruno Tolentino, tio do jogador Lucas Paquetá, que atua no futebol inglês, por manipulação de resultados.

    O relatório também requer o indiciamento dos empresários William Pereira Rogatto e Thiago Chambó Andrade, sob a mesma acusação.

    O empresário Bruno Lopez, que admitiu envolvimento na manipulação de partidas, não será indiciado pela CPI devido a um acordo firmado com o Ministério Público.

    “Esta CPI evidenciou que praticamente todos os recentes escândalos de manipulação de competições estavam relacionados com apostas em eventos isolados, especialmente aqueles casos envolvendo atletas consagrados”, afirma o senador Romário em seu relatório.

    O relator destaca que apostas em lances específicos facilitam a manipulação por apostadores e organizações criminosas, sem necessariamente interferir no resultado final da partida. Diante disso, Romário defende a limitação desse tipo de aposta e recomenda que as entidades esportivas orientem os atletas sobre a legislação vigente e as possíveis sanções.

    O relatório final propõe uma emenda constitucional e três projetos de lei para combater a manipulação de jogos. A emenda constitucional visa obrigar o comparecimento de qualquer cidadão às CPIs, inclusive com o uso de força policial, se necessário. Essa proposta surge após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de dispensar o depoimento da influenciadora Deolane Bezerra na CPI das Apostas Esportivas.

    O primeiro projeto de lei aumenta a pena para o crime de fraude em eventos esportivos, estabelecendo de quatro a dez anos de prisão e multa. O projeto também criminaliza a fraude no mercado de apostas, prevê sanções para atletas que forneçam informações privilegiadas para obter vantagem nesse mercado e tipifica como crime a divulgação de ganhos irreais em apostas.

    O segundo projeto de lei obriga os operadores de apostas a exibir mensagens de desestímulo ao jogo e alertas sobre seus riscos. O terceiro projeto de lei visa restringir as apostas em lances isolados durante eventos esportivos.

    Toda a documentação gerada pela CPI será encaminhada à Polícia Federal e ao Ministério Público da União para dar continuidade às investigações. As informações também serão compartilhadas com outras instituições, como a Casa Civil e os ministérios da Fazenda, da Justiça, do Esporte e da Saúde, para que cada órgão adote as medidas cabíveis em suas respectivas áreas.

  • Presidente da CMO nega adiamento e diz que vota Orçamento nesta semana

    Presidente da CMO nega adiamento e diz que vota Orçamento nesta semana

    O presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), deputado Júlio Arcoverde (PP-PI), negou neste sábado (15) que a votação do Orçamento de 2025 tenha sido adiada para abril. Em declaração feita ao jornal Estado de São Paulo, o parlamentar disse que o cronograma segue inalterado, com votação prevista para os dias 18 e 19 de março.

    O deputado Júlio Arcoverde (PP-PI), presidente da Comissão Mista de Orçamento, afirma que o cronograma está mantido

    O deputado Júlio Arcoverde (PP-PI), presidente da Comissão Mista de Orçamento, afirma que o cronograma está mantidoMario Agra/Câmara dos Deputados

    A declaração contraria um comunicado que circulou em grupos de WhatsApp da Câmara dos Deputados, informando que a análise do Orçamento seria postergada por conta da viagem dos presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ao Japão, onde acompanharão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Arcoverde classificou a informação como absurda e disse que o relator, senador Angelo Coronel (PSD-BA), enviará o parecer final aos parlamentares até a noite deste domingo (16).

  • Projeto propõe levar energia elétrica a todas as escolas públicas

    Projeto propõe levar energia elétrica a todas as escolas públicas

    O projeto de lei 4574/24 propõe a criação do Programa Luz na Escola, com o objetivo de garantir energia elétrica a todas as instituições de ensino da educação básica da rede pública. A medida pretende atender, sobretudo, escolas situadas em regiões isoladas e sem ligação à rede elétrica tradicional, como aquelas localizadas na Amazônia Legal.

    Projeto busca fornecer energia elétrica em locais remotos

    Projeto busca fornecer energia elétrica em locais remotosArquivo/Agência Brasil

    Atualmente em análise na Câmara dos Deputados, o projeto prevê que os recursos para sua execução venham do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), além de outras fontes de financiamento, tanto públicas quanto privadas. O Fust, estabelecido em 2000, tem como finalidade principal ampliar a infraestrutura de telecomunicações no Brasil e é sustentado por uma contribuição de 1% sobre a receita operacional bruta das empresas do setor.

    O programa Luz na Escola tem dois pilares principais: implementar sistemas de geração de energia elétrica nas instituições de ensino, com ênfase em fontes renováveis, e apoiar unidades escolares em locais de difícil acesso ou vulneráveis, priorizando a instalação de painéis solares.

    A gestão da iniciativa ficará sob responsabilidade do governo federal, com colaboração dos estados, municípios e do setor privado.

    Falta de eletricidade afeta educação

    De acordo com o deputado Pedro Uczai (PT-SC), autor da proposta, o Censo Escolar de 2022 apontou que cerca de 3,4 mil escolas no Brasil não possuem acesso à eletricidade. O parlamentar considera esse cenário preocupante, uma vez que a falta de energia impede a adoção de tecnologias fundamentais para a educação, como a conexão à internet de alta velocidade e o uso de ferramentas pedagógicas digitais.

    O projeto tramita em caráter conclusivo e será avaliado pelas comissões de Comunicação; Minas e Energia; Educação; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania.

    Para entrar em vigor, a proposta precisa ser aprovada tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado Federal.

  • Aula magna debate desafios de parlamentos sem maioria governista

    Aula magna debate desafios de parlamentos sem maioria governista

    A Câmara dos Deputados realizará, em parceria com a Embaixada da França, a aula magna “Parlamentos divididos: as experiências francesa e brasileira”. O evento acontece na próxima segunda-feira (17), das 15h às 17h30, no Plenário 1 do Anexo II, e contará com transmissão pelo canal da Câmara no YouTube. As inscrições para participação presencial estão abertas no sistema Eduleg.

    Evento será transmitido ao vivo

    Evento será transmitido ao vivoJosé Cruz/Agência Brasil

    O debate reunirá os professores Dominique Rousseau e José Levi Amaral, que discutirão os desafios dos sistemas legislativos dos dois países diante da ausência de maiorias consolidadas no parlamento e seus impactos na governabilidade.

    A aula magna marca o início do ano letivo do Centro de Formação, Treinamento e Aperfeiçoamento (Cefor) e propõe uma reflexão sobre o funcionamento dos parlamentos modernos e suas consequências para a democracia.

    Palestrantes e moderadores

    Dominique Rousseau é professor emérito da Universidade de Direito Público Paris 1 Panthéon-Sorbonne e ex-presidente da Association Française de Constitutionnalistes (AFDC). Também integra o conselho científico da Académie Internationale de Droit Constitutionnel.

    José Levi Amaral atua no Conselho Administrativo de Defesa Econômica e leciona Direito Constitucional na USP. Já exerceu os cargos de advogado-geral da União, procurador-geral da Fazenda Nacional e ministro interino da Justiça.

    A mediação ficará a cargo dos consultores legislativos da Câmara, David Carneiro, doutor em Teoria e Filosofia do Direito pela UERJ e Newton Tavares Filho, doutor pela Université Paris 1 Panthéon-Sorbonne.

    Informações

    Data: 17 de março (segunda-feira)

    Horário: 15h às 17h30

    Local: Plenário 1, Anexo II da Câmara dos Deputados

    Inscrições: Eduleg

    Transmissão: YouTube da Câmara dos Deputados