Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • TCU abre auditoria na Previ após prejuízo bilionário em 2024

    TCU abre auditoria na Previ após prejuízo bilionário em 2024

    O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu, nesta quarta-feira (9), converter em auditoria completa a apuração preliminar sobre a gestão da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ). A medida foi motivada por um déficit de R$ 17,6 bilhões registrado em 2024 no Plano 1, principal plano de previdência da entidade, e por indícios de possíveis irregularidades na política de investimentos e na atuação de membros da diretoria, especialmente o atual presidente, João Luiz Fukunaga.

    A decisão foi unânime e teve como relator o ministro Walton Alencar Rodrigues. Em seu voto, o ministro destacou a necessidade de investigar atos de gestão no mínimo suspeitos e avaliar a legalidade e legitimidade das decisões de investimento e desinvestimento realizadas pela Previ, especialmente em empresas como Vale e Vibra. A Corte determinou também o envio do caso à Polícia Federal, ao Ministério Público Federal, à Controladoria-Geral da União e ao Congresso Nacional, para acompanhamento.

    TCU abre auditoria na Previ por déficit e conflito de interesse

    TCU abre auditoria na Previ por déficit e conflito de interesseGabriela Biló/Folhapress

    Investigação sobre investimentos e remunerações

    O TCU quer apurar se a manutenção de participação relevante da Previ em empresas investidas, como a Vale, tem como objetivo assegurar assentos em seus conselhos e as respectivas remunerações a dirigentes do fundo. No caso de João Fukunaga, que ocupa cadeira no conselho da Vale, o ministro Walton Alencar questionou se a remuneração anual de aproximadamente R$ 2 milhões (ou R$ 160 mil mensais) pode comprometer a imparcialidade do gestor diante dos interesses da entidade que preside.

    Outro foco da auditoria é a compra de R$ 1,4 bilhão em ações da Vibra (antiga BR Distribuidora), realizada em momento de valorização dos papéis. A operação contraria a política interna da Previ, que desde 2021 orienta a redução da exposição à renda variável. Também foram mencionadas aquisições de ações da Petrobras, BRF e Neoenergia.

    De acordo com o relatório técnico, o resultado dos investimentos em 2024 ficou muito abaixo da meta atuarial. O desempenho da carteira de renda variável foi negativo, com perdas na ordem de R$ 11 bilhões, compensadas parcialmente por dividendos e derivativos. A renda fixa e os investimentos imobiliários também registraram queda no rendimento.

    Viagens e relação com o mercado

    A auditoria deverá examinar ainda as viagens internacionais de Fukunaga, citadas no voto do relator como realizadas em íntima confraternização com notórios negociantes do mercado. Entre os destinos apontados estão Japão e Portugal. O ministro Walton Alencar determinou que sejam apurados os custos dessas viagens e a identificação de quem arcou com as despesas.

    Segundo o ministro, os episódios revelam a proximidade da alta direção da Previ com pessoas de fora da entidade bastante conhecidas pelos métodos não ortodoxos de atuação nos vários setores da administração pública.

    Contexto e alcance da auditoria

    A auditoria abrangerá os seguintes pontos:

    • Regularidade dos investimentos e desinvestimentos;
    • Nomeação de dirigentes da Previ para conselhos de empresas investidas;
    • Eventuais conflitos de interesse na gestão de recursos;
    • Sustentabilidade do Plano 1 frente à deterioração dos resultados;
    • Conformidade dos atos da presidência, inclusive em relação a viagens.

    A decisão representa um desdobramento do levantamento iniciado em 2024, quando a Corte analisou a nomeação de João Fukunaga à presidência da Previ. Na ocasião, a representação sobre sua indicação foi julgada improcedente, mas o TCU decidiu aprofundar a análise da governança e dos investimentos do fundo, que administra mais de R$ 270 bilhões em ativos de cerca de 200 mil beneficiários.

    Durante a sessão, a defesa da Previ afirmou que os resultados negativos se devem a fatores conjunturais do mercado e alegou que não teve acesso ao relatório técnico da Corte.

    Leia a íntegra do acórdão.

  • Lula indica que aceita Pedro Lucas como novo ministro das Comunicações

    Lula indica que aceita Pedro Lucas como novo ministro das Comunicações

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou que pretende nomear o deputado Pedro Lucas Fernandes (União Brasil-MA) para o comando do Ministério das Comunicações, no lugar de Juscelino Filho, que pediu demissão após ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A indicação ainda será discutida com lideranças do partido após o retorno de Lula ao Brasil, nesta quinta-feira (10).

    O presidente Lula diz que nomeação do novo ministro é

    O presidente Lula diz que nomeação do novo ministro é “direito” do União Brasil.Paulo Pinto/Agência Brasil

    “O União Brasil tem o direito de me indicar um sucessor para o Juscelino, que é do União Brasil. Eu já tenho o nome, eu conheço o Pedro Lucas”, disse o presidente da República em entrevista a jornalistas. “Vou conversar com o União Brasil e, se for o caso, eu já discuto a nomeação dele. Vou convocar o presidente do Senado, [Davi] Alcolumbre, alguns dirigentes do União Brasil e vamos conversar”.

    Na manhã desta quinta, Lula está em Tegucigalpa, nas Honduras, onde participa de reunião da cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). Embarca ainda no mesmo dia para Brasília.

    Líder do União Brasil na Câmara, Pedro Lucas é próximo de Alcolumbre e tem apoio da cúpula da legenda para assumir o posto. Lula afirmou que, por tradição de seus governos, quando um ministro é denunciado, deve se afastar do cargo para preservar o funcionamento do Executivo e apresentar sua defesa.

    O presidente também negou que a substituição de Juscelino esteja inserida em uma reforma ministerial. Segundo ele, mudanças na equipe de governo seguem seu próprio ritmo e serão feitas de forma tranquila, de acordo com a conveniência política e administrativa do Planalto.

  • “Não tem estudo na Fazenda para isenção da conta de luz”, diz Haddad

    “Não tem estudo na Fazenda para isenção da conta de luz”, diz Haddad

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (10) que não há, até o momento, estudos sobre o impacto orçamentário para uma possível isenção da conta de luz. A medida foi apresentada pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, como parte da reforma do setor elétrico.

    Ministro da Fazenda, Fernando Haddad

    Ministro da Fazenda, Fernando Haddad Diogo Zacarias/MF

    Segundo Silveira, o texto deve ser enviado à Casa Civil até o fim de abril. Além de propor isenção de tarifas para consumidores de baixa renda, a matéria também trata de investimentos em infraestrutura, flexibilização em contratos de energia e redistribuição de encargos do setor. O ministro Fernando Haddad disse em entrevista coletiva que desconhece o assunto.

    Não tem nenhum estudo na Fazenda nem na Casa Civil sobre esse tema. Então, não chegou ao conhecimento nem do Palácio nem aqui da Fazenda. Eu liguei para o Rui [Costa] quando chegou a pergunta para saber se tinha alguma coisa. O Rui me confirmou que não está tramitando nenhum projeto na Casa Civil nesse sentido, disse o ministro.

    A proposta apresentada por Alexandre Silveira pode impactar até 60 milhões de brasileiros que participam de programas sociais, como o Cadastro Único (CadÚnico) e o Benefício de Prestação Continuada (BPC). O ministro afirmou que “há muita injustiça nas tarifas de energia elétrica”, a qual poderá ser reparada com a isenção para famílias de baixa renda que consumirem até 80 quilowatts-hora por mês.

  • Deputado manda emenda de R$ 1,3 milhão à noiva vereadora: “Presente”

    Deputado manda emenda de R$ 1,3 milhão à noiva vereadora: “Presente”

    O presidente da Câmara de Vereadores de Santa Cruz do Sul (RS), Nicole Weber (Podemos), revelou nas redes sociais ter recebido uma emenda parlamentar no valor de R$ 1,3 milhão, que classificou como um “presente” de seu noivo, o deputado federal Covatti Filho (PP-RS). O montante será destinado à modernização da rede elétrica da ala São Francisco do Hospital Santa Cruz, que atende a moradores do município e de cidades vizinhas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

    Nicole compartilhou um vídeo gravado em frente à Esplanada dos Ministérios, em Brasília, no qual relata que foi à capital em busca de recursos para o hospital e acabou sendo surpreendida ao conseguir o valor no próprio gabinete do noivo. “Mal eu sabia que isso podia ter sido resolvido dentro de casa”, afirmou.

    De acordo com a vereadora, a verba será usada para reformar toda a estrutura elétrica da ala e instalar novos sistemas de climatização. “É uma questão de saúde muito importante, talvez a mais latente agora em Santa Cruz”, declarou.

    Nicole Weber e Covatti Filho devem se casar no próximo mês

    Nicole Weber e Covatti Filho devem se casar no próximo mêsInstagram/Nicole Weber

    “Obrigada, deputado, pela disponibilidade de um valor alto, obrigada, Prof. Rolf, pela transparência e confiança, mas acima de tudo Obrigada, povo santa-cruzense, que confiam em mim para suas emendas e me elegeu sua vereadora! É para isso que sou vereadora!”, escreveu na legenda do vídeo publicado no Instagram.

    A prática não é considerada ilegal. O recurso foi viabilizado por meio das chamadas emendas Pix, mecanismo que tem sido alvo de preocupação do Supremo Tribunal Federal (STF) devido à falta de transparência. A Corte tem exigido critérios mais objetivos e identificação clara da autoria e dos beneficiários dessas emendas, a fim de evitar favorecimentos.

    Em nota, a vereadora afirmou que as críticas feitas à sua declaração e ao repasse direcionado pelo noivo deputado embutem uma questão de gênero. “Será que ainda precisamos ouvir que a conquista de uma emenda parlamentar não se dá pela minha capacidade, mas apenas por ser noiva de um deputado federal? A minha votação histórica ainda não é suficiente para atestar minha competência? Como pesquisadora de questões de gênero, isso me entristece. Ainda mais tratando-se de política, onde já somos tão poucas. Já garanti diversos recursos para o município e vou continuar fazendo isso pelo meu povo com seriedade, dedicação e muita competência”, afirmou.

    Nicole Weber está em seu segundo mandato como vereadora e conquistou 3.749 votos na última eleição, sendo a segunda mais votada da cidade. Ativa nas redes sociais, apresenta-se como defensora dos direitos das mulheres e já é apontada como possível candidata a deputada estadual em 2026.

    Covatti Filho, que cumpre seu terceiro mandato como deputado federal desde 2015, nunca havia destinado recursos a Santa Cruz do Sul. Em 2022, teve apenas 221 votos no município, de um total de mais de 112 mil obtidos em todo o estado, número suficiente para garantir a reeleição. O deputado ainda não se manifestou sobre o assunto.

    Os dois planejam oficializar a união em maio deste ano.

  • Bolsonaro será transferido para Brasília em UTI aérea

    Bolsonaro será transferido para Brasília em UTI aérea

    O ex-presidente Jair Bolsonaro deve ser transferido neste sábado (12) para Brasília em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea. O ex-mandatário está internado no Hospital Rio Grande, em Natal, Rio Grande do Norte, desde sexta-feira (11), em razão de dores abdominais.

    Ex-presidente Jair Bolsonaro hospitalizado

    Ex-presidente Jair Bolsonaro hospitalizadoReprodução/Instagram@jairbolsonaro

    Jair Bolsonaro estava acompanhado do líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), quando sentiu as dores. Eles estavam cumprindo agenda do Partido Liberal no estado pelo projeto Rota 22, que pretende ampliar a presença da sigla na região. O ex-presidente deu entrada no hospital às 11h15 da sexta-feira.

    Conforme nota oficial do partido, as dores são em decorrência da facada sofrida por Bolsonaro em 2018, pouco antes de se eleger presidente. Desde então, o ex-chefe do Executivo realizou uma série de cirurgias. Desta vez, a complicação foi no intestino delgado, segundo publicação de Jair Bolsonaro.

    A transferência foi confirmada neste sábado por Rogério Marinho. Em entrevista, o senador afirmou que o médico responsável pelo acompanhamento do ex-presidente “constatou a necessidade de transferi-lo para Brasília”. Na capital brasileira, Jair Bolsonaro ficará no Hospital DF Star.

    “Estive com o presidente ontem, durante a madrugada, e de manhã agora há pouco. O presidente está bem, tirou fotos, está brincalhão, super bem disposto. Mas ele tem sequelas fruto do ataque que sofreu em 2018”, disse o senador. “Um avião deve estar chegando aqui nas próximas horas, 13h30, 14h, uma UTI móvel que deverá levá-lo para Brasília. Lá, se tomará a decisão qual será o procedimento a seguir”.

    De acordo com o boletim médico do Hospital Rio Grande, Jair Bolsonaro “teve uma noite tranquila, com mais de oito horas de sono, sem necessidade de suporte com aminas vasoativas”. O documento também aponta que a transferência se deu por decisão pessoal do ex-presidente, em conjunto com a família, a fim de “dar continuidade ao tratamento com o suporte e proximidade de seus entes queridos”.

  • Mercado ajusta previsão de crescimento do PIB em 2025 para cima: 1,98%

    Mercado ajusta previsão de crescimento do PIB em 2025 para cima: 1,98%

    O mercado financeiro ajustou para cima a previsão de crescimento do PIB em 2025, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (14): de 1,97%, na semana passada, para 1,98%. Embora o número ainda seja um indicativo de forte desaceleração da economia neste ano, esta é a primeira vez no ano que o relatório semanal publicado pelo Banco Central (BC) indica uma melhora nas expectativas de analistas do mercado para o desempenho da economia brasileira.

    É a primeira vez em 2025 que o mercado ajusta a previsão do PIB para cima.

    É a primeira vez em 2025 que o mercado ajusta a previsão do PIB para cima.lkzmiranda (via Pixabay)

    O Focus é um relatório semanal, publicado pelo BC, coletando as expectativas de analistas do mercado financeiro para os principais índices da economia. Como ele é atualizado a cada semana, as oscilações são de pequena escala.

    No relatório desta semana, o mercado manteve as previsões que já tinha na semana anterior para inflação, câmbio e taxa de juros: a projeção é que o Brasil feche 2025 com o IPCA (índice do IBGE que mede a inflação oficial) em 5,65%, com o dólar a R$ 5,90 e a Selic em 15 pontos percentuais ao ano. 

  • Veja quem assinou requerimento de urgência para o PL da anistia

    Veja quem assinou requerimento de urgência para o PL da anistia

    O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), protocolou nesta segunda-feira o requerimento de urgência para o projeto que concede anistia aos presos do 8 de janeiro. Ao todo, foram 264 assinaturas, sendo 90 do PL, 40 do União Brasil, 36 do PP, 28 do Republicanos, 23 do PSD e 20 do MDB.

    Atos antidemocráticos de 8 de janeiro

    Atos antidemocráticos de 8 de janeiroMarcelo Camargo/Agência Brasil

    Com a quantidade de assinaturas, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem a prerrogativa de pautar ou não o requerimento de urgência para ser votado no plenário. A urgência permite que uma matéria seja votada diretamente no plenário sem precisar passar pelas comissões.

    Veja a lista dos deputados que assinaram:

    1. Sóstenes Cavalcante – PL/RJ
    2. Raimundo Santos – PSD/PA
    3. Maurício Carvalho – UNIÃO/RO
    4. Carla Dickson – UNIÃO/RN
    5. Reinhold Stephanes – PSD/PR
    6. Adriana Ventura – NOVO/SP
    7. Capitão Alden – PL/BA
    8. Pastor Eurico – PL/PE
    9. Greyce Elias – AVANTE/MG
    10. Coronel Fernanda – PL/MT
    11. Ricardo Salles – NOVO/SP
    12. Osmar Terra – MDB/RS
    13. Roberta Roma – PL/BA
    14. Ismael – PSD/SC
    15. Missionário José Olimpio – PL/SP
    16. Roberto Monteiro Pai – PL/RJ
    17. General Girão – PL/RN
    18. Gilson Marques – NOVO/SC
    19. General Pazuello – PL/RJ
    20. Coronel Ulysses – UNIÃO/AC
    21. Joaquim Passarinho – PL/PA
    22. Dr. Ismael Alexandrino – PSD/GO
    23. Glaustin da Fokus – PODE/GO
    24. Pr. Marco Feliciano – PL/SP
    25. Sargento Fahur – PSD/PR
    26. Franciane Bayer – REPUBLIC/RS
    27. Gustavo Gayer – PL/GO
    28. Simone Marquetto – MDB/SP
    29. Marcelo Álvaro Antônio – PL/MG
    30. Carlos Jordy – PL/RJ
    31. Zé Trovão – PL/SC
    32. Daniel Agrobom – PL/GO
    33. Pastor Diniz – UNIÃO/RR
    34. Delegado Palumbo – MDB/SP
    35. Bia Kicis – PL/DF
    36. Luiz Lima – PL/RJ
    37. Delegado Paulo Bilynskyj – PL/SP
    38. Jefferson Campos – PL/SP
    39. Gutemberg Reis – MDB/RJ
    40. Mauricio Marcon – PODE/RS
    41. Rosana Valle – PL/SP
    42. Dr. Frederico – PRD/MG
    43. Delegado Caveira – PL/PA
    44. Gilberto Nascimento – PSD/SP
    45. Helio Lopes – PL/RJ
    46. Chris Tonietto – PL/RJ
    47. Diego Garcia – REPUBLIC/PR
    48. Lafayette de Andrada – REPUBLIC/MG
    49. Felipe Francischini – UNIÃO/PR
    50. Coronel Assis – UNIÃO/MT
    51. Ricardo Barros – PP/PR
    52. Magda Mofatto – PRD/GO
    53. Pedro Lupion – PP/PR
    54. Marcel van Hattem – NOVO/RS
    55. André Ferreira – PL/PE
    56. Marcelo Moraes – PL/RS
    57. Coronel Meira – PL/PE
    58. Eros Biondini – PL/MG
    59. Sanderson – PL/RS
    60. Filipe Martins – PL/TO
    61. Alfredo Gaspar – UNIÃO/AL
    62. Sargento Gonçalves – PL/RN
    63. Capitão Augusto – PL/SP
    64. Cabo Gilberto Silva – PL/PB
    65. Gisela Simona – UNIÃO/MT
    66. Giacobo – PL/PR
    67. Nelson Barbudo – PL/MT
    68. Rodolfo Nogueira – PL/MS
    69. Soraya Santos – PL/RJ
    70. Silvia Waiãpi – PL/AP
    71. Bibo Nunes – PL/RS
    72. Dr. Zacharias Calil – UNIÃO/GO
    73. Rodrigo da Zaeli – PL/MT
    74. Vermelho – PL/PR
    75. Filipe Barros – PL/PR
    76. Stefano Aguiar – PSD/MG
    77. Delegado Éder Mauro – PL/PA
    78. Mendonça Filho – UNIÃO/PE
    79. Wellington Roberto – PL/PB
    80. Altineu Côrtes – PL/RJ
    81. Nicoletti – UNIÃO/RR
    82. Zucco – PL/RS
    83. Any Ortiz – CIDADANIA/RS
    84. Carla Zambelli – PL/SP
    85. Fernando Rodolfo – PL/PE
    86. Luiz Gastão – PSD/CE
    87. Rosangela Moro – UNIÃO/SP
    88. Ricardo Guidi – PL/SC
    89. Amaro Neto – REPUBLIC/ES
    90. Thiago Flores – REPUBLIC/RO
    91. Rodrigo Valadares – UNIÃO/SE
    92. Cristiane Lopes – UNIÃO/RO
    93. Pedro Westphalen – PP/RS
    94. Otoni de Paula – MDB/RJ
    95. Dayany Bittencourt – UNIÃO/CE
    96. Vinicius Carvalho – REPUBLIC/SP
    97. Luciano Alves – PSD/PR
    98. Lincoln Portela – PL/MG
    99. Pezenti – MDB/SC
    100. Clarissa Tércio – PP/PE
    101. Geovania de Sá – PSDB/SC
    102. Daniela Reinehr – PL/SC
    103. Zé Vitor – PL/MG
    104. André Fernandes – PL/CE
    105. Mario Frias – PL/SP
    106. Silas Câmara – REPUBLIC/AM
    107. Capitão Alberto Neto – PL/AM
    108. Domingos Sávio – PL/MG
    109. Caroline de Toni – PL/SC
    110. Mauricio do Vôlei – PL/MG
    111. Paulo Freire Costa – PL/SP
    112. Julio Cesar Ribeiro – REPUBLIC/DF
    113. Luiz Philippe de Orleans e Bragança – PL/SP
    114. Delegado Ramagem – PL/RJ
    115. Emidinho Madeira – PL/MG
    116. Marcio Alvino – PL/SP
    117. Hugo Leal – PSD/RJ
    118. Olival Marques – MDB/PA
    119. Evair Vieira de Melo – PP/ES
    120. Luis Carlos Gomes – REPUBLIC/RJ
    121. Dr. Jaziel – PL/CE
    122. Miguel Lombardi – PL/SP
    123. Dr. Fernando Máximo – UNIÃO/RO
    124. Ossesio Silva – REPUBLIC/PE
    125. Maria Rosas – REPUBLIC/SP
    126. Gilvan da Federal – PL/ES
    127. Coronel Chrisóstomo – PL/RO
    128. Allan Garcês – PP/MA
    129. José Medeiros – PL/MT
    130. Junio Amaral – PL/MG
    131. Messias Donato – REPUBLIC/ES
    132. Sargento Portugal – PODE/RJ
    133. Eli Borges – PL/TO
    134. Adilson Barroso – PL/SP
    135. Dr. Luiz Ovando – PP/MS
    136. Marcos Pollon – PL/MS
    137. Nikolas Ferreira – PL/MG
    138. Alberto Fraga – PL/DF
    139. Julia Zanatta – PL/SC
    140. Dilceu Sperafico – PP/PR
    141. Professor Alcides – PL/GO
    142. Rosângela Reis – PL/MG
    143. Icaro de Valmir – PL/SE
    144. Silvia Cristina – PP/RO
    145. Daniel Freitas – PL/SC
    146. Giovani Cherini – PL/RS
    147. Rodrigo Estacho – PSD/PR
    148. Delegada Ione – AVANTE/MG
    149. Junior Lourenço – PL/MA
    150. Rafael Simoes – UNIÃO/MG
    151. Delegado Marcelo Freitas – UNIÃO/MG
    152. Kim Kataguiri – UNIÃO/SP
    153. David Soares – UNIÃO/SP
    154. Dani Cunha – UNIÃO/RJ
    155. Padovani – UNIÃO/PR
    156. Alceu Moreira – MDB/RS
    157. Marussa Boldrin – MDB/GO
    158. Luiz Carlos Motta – PL/SP
    159. Danilo Forte – UNIÃO/CE
    160. Luiz Fernando Vampiro – MDB/SC
    161. Célio Silveira – MDB/GO
    162. José Nelto – UNIÃO/GO
    163. Átila Lira – PP/PI
    164. Jeferson Rodrigues – REPUBLIC/GO
    165. Cobalchini – MDB/SC
    166. Luisa Canziani – PSD/PR
    167. Afonso Hamm – PP/RS
    168. Julio Arcoverde – PP/PI
    169. Tião Medeiros – PP/PR
    170. Da Vitoria – PP/ES
    171. Lucio Mosquini – MDB/RO
    172. Doutor Luizinho – PP/RJ
    173. Julio Lopes – PP/RJ
    174. Pinheirinho – PP/MG
    175. Ana Paula Leão – PP/MG
    176. Delegado Fabio Costa – PP/AL
    177. Claudio Cajado – PP/BA
    178. Matheus Noronha – PL/CE
    179. Vicentinho Júnior – PP/TO
    180. Cezinha de Madureira – PSD/SP
    181. Vinicius Gurgel – PL/AP
    182. Delegado Bruno Lima – PP/SP
    183. Mauricio Neves – PP/SP
    184. Fred Linhares – REPUBLIC/DF
    185. Covatti Filho – PP/RS
    186. Thiago de Joaldo – PP/SE
    187. Sonize Barbosa – PL/AP
    188. Daniel Trzeciak – PSDB/RS
    189. Delegado da Cunha – PP/SP
    190. Silvye Alves – UNIÃO/GO
    191. Tiririca – PL/SP
    192. Moses Rodrigues – UNIÃO/CE
    193. Lula da Fonte – PP/PE
    194. Eduardo da Fonte – PP/PE
    195. Carlos Henrique Gaguim – UNIÃO/TO
    196. Ronaldo Nogueira – REPUBLIC/RS
    197. Alex Santana – REPUBLIC/BA
    198. Dr. Victor Linhalis – PODE/ES
    199. Ribamar Silva – PSD/SP
    200. Sergio Souza – MDB/PR
    201. Beto Pereira – PSDB/MS
    202. Diego Andrade – PSD/MG
    203. Lucas Redecker – PSDB/RS
    204. Josivaldo Jp – PSD/MA
    205. Leur Lomanto Júnior – UNIÃO/BA
    206. Eduardo Velloso – UNIÃO/AC
    207. Rafael Prudente – MDB/DF
    208. Luiz Carlos Hauly – PODE/PR
    209. AJ Albuquerque – PP/CE
    210. Pedro Aihara – PRD/MG
    211. Marcelo Crivella – REPUBLIC/RJ
    212. Roberto Duarte – REPUBLIC/AC
    213. João Leão – PP/BA
    214. Duda Ramos – MDB/RR
    215. Hercílio Coelho Diniz – MDB/MG
    216. Gabriel Mota – REPUBLIC/RR
    217. Defensor Stélio Dener – REPUBLIC/RR
    218. Albuquerque – REPUBLIC/RR
    219. Igor Timo – PSD/MG
    220. Pastor Gil – PL/MA
    221. Lebrão – UNIÃO/RO
    222. Zé Haroldo Cathedral – PSD/RR
    223. Marangoni – UNIÃO/SP
    224. Alexandre Guimarães – MDB/TO
    225. Juarez Costa – MDB/MT
    226. Jorge Goetten – REPUBLIC/SC
    227. Mersinho Lucena – PP/PB
    228. Bebeto – PP/RJ
    229. Danrlei de Deus Hinterholz – PSD/RS
    230. Detinha – PL/MA
    231. Fausto Santos Jr. – UNIÃO/AM
    232. Paulo Litro – PSD/PR
    233. Geraldo Mendes – UNIÃO/PR
    234. Nely Aquino – PODE/MG
    235. Zezinho Barbary – PP/AC
    236. Luiz Nishimori – PSD/PR
    237. Nitinho – PSD/SE
    238. Luiz Carlos Busato – UNIÃO/RS
    239. Fabio Schiochet – UNIÃO/SC
    240. Renata Abreu – PODE/SP
    241. Pastor Sargento Isidório – AVANTE/BA
    242. Adriano do Baldy – PP/GO
    243. Murillo Gouvea – UNIÃO/RJ
    244. Misael Varella – PSD/MG
    245. Fábio Teruel – MDB/SP
    246. Aluisio Mendes – REPUBLIC/MA
    247. José Rocha – UNIÃO/BA
    248. Celso Russomanno – REPUBLIC/SP
    249. Benes Leocádio – UNIÃO/RN
    250. Bruno Ganem – PODE/SP
    251. Ely Santos – REPUBLIC/SP
    252. Arnaldo Jardim – CIDADANIA/SP
    253. Antonio Andrade – REPUBLIC/TO
    254. Alex Manente – CIDADANIA/SP
    255. Paulo Azi – UNIÃO/BA
    256. Josimar Maranhãozinho – PL/MA
    257. Bruno Farias – AVANTE/MG
    258. Zé Adriano – PP/AC
    259. Márcio Marinho – REPUBLIC/BA
    260. Katia Dias – REPUBLIC/MG
    261. João Carlos Bacelar – PL/BA
    262. Gilson Daniel – PODE/ES
    263. Douglas Viegas – UNIÃO/SP
    264. Beto Richa – PSDB/PR
  • Governo estuda aumentar teto do MEI e adotar tabela progressiva

    Governo estuda aumentar teto do MEI e adotar tabela progressiva

    Limite do MEI, fixado desde 2011 em R$ 81 mil, deveria ser de R$ 179 mil se fosse aplicada a inflação acumulada no período

    O governo Lula estuda mudar o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI), atualmente fixado em R$ 81 mil. Segundo o ministro Márcio França, da pasta do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, ainda não há uma proposta fechada, mas há consenso no Executivo de que o valor está defasado e precisa ser atualizado.

    “A gente sabe que, passados dez anos, evidentemente, o valor ficou desatualizado”, afirmou o ministro em entrevista à Folha de S.Paulo após evento na sede da União Geral dos Trabalhadores (UGT), em São Paulo.

    Desde o último reajuste, em 2011, a inflação acumulada foi de 122%, segundo o Banco Central. Com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), o limite do MEI deveria estar em torno de R$ 179,8 mil atualmente.

    Tabela progressiva de contribuição

    A proposta que mais agrada ao Palácio do Planalto, especialmente ao Ministério da Fazenda, é a criação de uma tabela progressiva baseada na contribuição ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O modelo permitiria que apenas a diferença do faturamento que ultrapassasse o limite atual fosse tributada por uma alíquota maior, nos moldes do Imposto de Renda.

    “O problema [reajuste anual do MEI] é que isso implica na Previdência. Então nós temos tentado argumentar de fazer uma escada, aonde, por exemplo, aquilo que ultrapassar os R$ 81 mil, só a diferença, você remuneraria por outra alíquota, como acontece no Imposto de Renda”, explicou o ministro.

    Márcio França acredita que a mudança poderá ser efetivada ainda em 2025, em decorrência da necessidade de regulamentar a reforma tributária promulgada no final de 2023, que unificará impostos e simplificará o sistema de arrecadação, inclusive com impactos diretos sobre o regime do MEI.

    Reforma tributária e impacto sobre o MEI

    Com a reforma tributária, haverá a criação de uma guia única de pagamento de tributos, incluindo o Imposto sobre Serviços (ISS) e outras contribuições. Embora o MEI já possua um modelo simplificado, a unificação exigirá ajustes em números que hoje são fixos, conforme destacou o ministro. “Vamos ter que ter alguma medida. Alguma alteração nesses números que hoje são fixos tem que acontecer”, afirmou ainda na entrevista à Folha.

    Atualmente, o MEI contribui com 5% sobre o salário mínimo, o que equivale a R$ 75,90 em 2025 além de taxas específicas conforme a atividade. Caminhoneiros, por exemplo, têm um regime próprio, com contribuição de R$ 182,16 mensais.

    Projetos no Congresso preveem aumento maior

    No Congresso, há iniciativas para elevar o teto do faturamento anual do MEI para valores superiores. O deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), presidente da Frente Parlamentar Mista das Micro e Pequenas Empresas, pretende retomar o debate em 2025. Ele apoia o PLP 108/2021, de autoria do senador Jayme Campos (União-MT), que propõe elevar o teto para R$ 130 mil e permitir a contratação de até dois empregados por MEI.

    Há ainda propostas alternativas, como o Super MEI, que elevaria o teto para R$ 140 mil, e outras que propõem reajustes para R$ 108 mil, em tentativa de recuperar parte da defasagem provocada pela inflação.

    Perfil do MEI e desigualdade de gênero

    O Brasil possui cerca de 16,5 milhões de microempreendedores individuais registrados. A maioria é composta por mulheres que representam até 70% dos MEIs em alguns estados do Nordeste e em setores específicos. Apesar disso, elas ainda ganham, em média, 32% menos do que os homens.

    O ministro Márcio França também abordou o tema em debate com sindicalistas sobre as novas formas de trabalho no Brasil. Ele destacou que muitos microempreendedores atuam sozinhos e desempenham funções tanto de patrões quanto de empregados em seus negócios. “O Planalto está de olho no microempreendedor, que tem visto qualquer governo como inimigo”, disse.

  • Governo Trump altera gênero de Erika Hilton para masculino em visto

    Governo Trump altera gênero de Erika Hilton para masculino em visto

    O governo dos Estados Unidos emitiu um visto à deputada Erika Hilton (Psol-SP) identificando-a como do sexo masculino, contrariando sua identidade de gênero e a documentação oficial brasileira. A parlamentar, que é uma das duas primeiras mulheres trans eleitas à Câmara dos Deputados, classificou a medida como transfobia de Estado e decidiu não participar da missão oficial que cumpriria no país.

    A deputada Erika Hilton (Psol-SP) diz que os EUA estão alterando documentos oficiais

    A deputada Erika Hilton (Psol-SP) diz que os EUA estão alterando documentos oficiais “conforme a narrativa e os desejos de retirada de direitos do Presidente da vez”.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    O documento foi emitido no dia 3 de abril, às vésperas da Brazil Conference at Harvard & MIT, para a qual Erika havia sido convidada. Embora um visto semelhante tenha sido concedido em 2023 com a designação correta de gênero, desta vez a equipe da deputada enfrentou dificuldades desde o início do processo, sob novas diretrizes impostas pela administração de Donald Trump.

    Apesar de a viagem ter sido autorizada pela Câmara e o visto posteriormente validado como missão oficial, a designação incorreta de gênero levou Erika a recusar o uso do documento. Segundo a deputada, o erro configura desrespeito à sua identidade e ao Estado brasileiro, já que viola registros civis reconhecidos por lei.

    A parlamentar também comentou o caso em seu perfil no Instagram. Na mensagem, diz não se surpreender com “nível do ódio e a fixação dessa gente com pessoas trans” e lembra que o visto contraria os documentos oficiais brasileiros. “O que me preocupa é um país estar ignorando documentos oficiais acerca da existência dos próprios cidadãos, e alterando-os conforme a narrativa e os desejos de retirada de direitos do Presidente da vez”, diz.

    Leia abaixo a íntegra da mensagem de Erika Hilton na rede social:

    “Sim, é verdade. Fui classificada como do sexo masculino pelo governo dos EUA quando fui tirar meu visto para ir à Brazil Conference, na Universidade de Harvard e no MIT.

    Não me surpreende. Isso já está acontecendo nos documentos de pessoas trans dos EUA faz algumas semanas.

    Não me surpreende também o nível do ódio e a fixação dessa gente com pessoas trans. Afinal, os documentos que apresentei são retificados, e sou registrada como mulher inclusive na certidão de nascimento.

    Ou seja, estão ignorando documentos oficiais de outras nações soberanas, até mesmo de uma representante diplomática, para ir atrás de descobrir se a pessoa, em algum momento, teve um registro diferente.

    Mas, no fim do dia, sou uma cidadã brasileira, e tenho meus direitos garantidos e minha existência respeitada pela nossa própria constituição, legislação e jurisprudência.

    E, se a embaixada dos EUA tem algo a falar sobre mim, que falem baixo, dentro do prédio deles. Cercado, de todos os lados, pelo nosso Estado Democrático de Direito.

    O que me preocupa é um país estar ignorando documentos oficiais acerca da existência dos próprios cidadãos, e alterando-os conforme a narrativa e os desejos de retirada de direitos do Presidente da vez.

    Porque isso não vai parar em nós ou atingir apenas as pessoas trans, a lista de alvos dessa gente é imensa.

    Ela já estava sendo escrita quando o primeiro escravizado foi liberto, quando a primeira mulher votou, quando os trabalhadores exigiram o primeiro aumento de salário, quando os indígenas reivindicaram o direito ao próprio território, quando um latino tentou ter de volta um pouco do que lhe foi roubado.

    E essa lista de alvos continua crescendo, e faz parte de uma agenda política de ódio global, que também não para nos EUA.

    Mas, aqui no Brasil, é uma agenda política de ódio que já derrotamos uma vez. E derrotaremos quantas vezes forem necessárias.”

  • STJ: Policial ferido por defeito da arma é equiparado a consumidor

    STJ: Policial ferido por defeito da arma é equiparado a consumidor

    A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) entendeu que policiais feridos por pane ou disparo acidental por defeito de fabricação da arma de fogo deve ser equiparado a um consumidor, podendo assim aplicar as normas de proteção do Código de Defesa do Consumidor (CDC). O entendimento do colegiado baseia-se no fato de o policial ser o destinatário final do produto e aquele que sofreu diretamente as consequências do defeito, independente se a aquisição foi feita pessoalmente ou pela corporação.

    “Essa inclusão garante que todos os afetados por acidentes de consumo possam buscar reparação, ampliando assim a responsabilidade dos fornecedores e promovendo uma maior segurança nas relações de consumo”, disse o ministro relator, Antonio Carlos Ferreira.

    Policial ferido por disparo acidental exigiu aplicação do Código de Defesa do Consumidor.

    Policial ferido por disparo acidental exigiu aplicação do Código de Defesa do Consumidor.Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Caso concreto

    O autor, policial militar, ingressou com uma ação indenizatória por danos morais e materiais contra a fabricante da arma, a Taurus, após sofrer um ferimento grave no fêmur causado por um disparo acidental. Segundo o policial, o disparo foi consequência de um defeito na pistola que portava na cintura. O juízo de primeira instância reconheceu que a aquisição da arma pela Polícia Militar não descaracteriza a relação de consumo entre o policial e o fabricante, entendimento mantido pela segunda instância.

    Em seu recurso ao STJ, a Taurus argumentou que a arma não se enquadra como particular, visto que foi adquirida pelo Estado para fins de segurança pública. A fabricante pleiteou a inaplicabilidade do CDC e a aplicação do prazo prescricional de três anos previsto no Código Civil, o que levaria ao reconhecimento da prescrição da ação.

    Argumentos do relator

    O relator destacou que o CDC estabelece a responsabilidade objetiva do fornecedor, que deve indenizar sempre que comprovado o nexo causal entre o defeito do produto e o acidente de consumo.

    O ministro ressaltou que o conceito de consumidor abrange não apenas o adquirente do produto, mas também aquele que o utiliza. Para o magistrado, a responsabilidade da empresa deve ser analisada considerando o defeito de fábrica que resultou no disparo acidental, independentemente da natureza jurídica da relação contratual com o adquirente do produto. Antonio Carlos Ferreira enfatizou que é o policial quem utiliza a arma e está exposto aos riscos relacionados ao seu funcionamento.