Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • Comissão de Ética da CBF admite denúncias contra Ednaldo Rodrigues

    Comissão de Ética da CBF admite denúncias contra Ednaldo Rodrigues

    A Comissão de Ética do Futebol Brasileiro (CEFB) admitiu o processamento de três denúncias contra o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues. As representações, enviadas pela deputada Daniela Carneiro (União-RJ) e pelo vereador fluminense Marcos Dias Pereira (Podemos), apontam suspeitas de falsificação, má gestão e favorecimento pessoal com recursos da entidade máxima do futebol no País.

    A primeira denúncia gira em torno da possível falsificação de uma assinatura do ex-presidente da CBF, Coronel Nunes, em um acordo judicial que garantiu a continuidade de Ednaldo no cargo. Perícias médicas e grafotécnicas indicam que Nunes não teria condições cognitivas para firmar o documento.

    Processos contra Ednaldo Rodrigues foram abertos após representações da deputada Daniela Carneiro e do vereador Marcos Dias.

    Processos contra Ednaldo Rodrigues foram abertos após representações da deputada Daniela Carneiro e do vereador Marcos Dias.Pedro Ladeira/Folhapress

    Já a denúncia assinada por Marcos Dias detalha uso indevido de verbas da CBF para custear viagens, hospedagens e serviços pessoais da família de Ednaldo Rodrigues. Também aponta um possível esquema de favorecimento financeiro ao presidente da Federação Baiana de Futebol, Ricardo Lima, parente de Ednaldo, cuja remuneração teria saltado de R$ 20 mil para R$ 488 mil mensais entre 2021 e 2024.

    Nos dois ofícios enviados aos autores das denúncias, a CEFB informa que os pedidos foram recebidos e considerados admissíveis para análise de mérito. O processo seguirá tramitando em sigilo.

    As acusações se somam à crise institucional envolvendo a presidência da CBF. Além das apurações internas, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Senado já se mobilizam. No último dia 7, o ministro Gilmar Mendes determinou a reavaliação judicial do acordo que manteve Ednaldo no cargo. Além disso, a Comissão de Esporte do Senado aprovou a convocação do dirigente para prestar esclarecimentos.

  • Virgínia Fonseca pode ficar em silêncio na CPI das Bets, decide Gilmar

    Virgínia Fonseca pode ficar em silêncio na CPI das Bets, decide Gilmar

    A influenciadora digital Virgínia Fonseca pode ficar em silêncio em seu depoimento nesta terça-feira (13) à CPI das Bets, no Senado. O direito ao silêncio foi assegurado por uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), publicada na noite anterior.

    Foto publicada por Virgínia Fonseca em rede social.

    Foto publicada por Virgínia Fonseca em rede social.Reprodução/Instagram (@virginia)

    A decisão assegura que a influenciadora não será obrigada a responder perguntas que possam incriminá-la, poderá ser acompanhada por advogado durante todo o depoimento e não poderá sofrer constrangimentos físicos ou morais. A medida foi tomada após pedido da defesa, que alegou receio de abuso por parte da CPI.

    Virgínia, que tem maiss de 53 milhões de seguidores na rede social Instagram, foi convocada para esclarecer seu envolvimento na divulgação de plataformas de apostas online, prática que está no centro das investigações da CPI. A comissão apura como influenciadores têm promovido jogos de azar nas redes sociais, muitas vezes atingindo menores de idade ou pessoas vulneráveis a vício em apostas.

    A convocação de Virgínia ocorre durante os desdobramentos da Operação Game Over 2, conduzida pela Polícia Civil de Alagoas, que investiga a promoção de plataformas ilegais de apostas como crime contra a economia popular. A CPI pretende ouvir outras personalidades nos próximos dias para apurar possíveis irregularidades no setor.

  • “Ninguém aponta o dedo pra mim”, diz Dr. Hiran ao rebater Cleitinho

    “Ninguém aponta o dedo pra mim”, diz Dr. Hiran ao rebater Cleitinho

    O senador Dr. Hiran (PP-RR), presidente da CPI das Bets, rebateu as críticas feitas por outro parlamentar ao afirmar ter vergonha da “classe política” e declarar perda de tempo ao não se concentrar em outras CPIs. 

    O senador Dr. Hiran (PP-RR) é o presidente da Comissão que investiga os jogos de apostas

    O senador Dr. Hiran (PP-RR) é o presidente da Comissão que investiga os jogos de apostasPedro França/Agência Senado

    Após críticas do senador Cleitinho (Republicanos-MG), o presidente da CPI declarou ter muito respeito ao parlamentar e a todos. Em seguida, enfatizou que seu papel na Comissão é resguardar os direitos da influenciadora Virgínia Fonseca enquanto testemunha. “Eu estou aqui para salvaguardar os direitos dela como pressupõe o Estado Democrático de Direito que nós vivemos”, afirmou Dr. Hiran.

    Ainda ressaltou que no fim de suas atividades terá a segurança de que seu trabalho foi feito com dedicação, seriedade e respeito às pessoas. “Eu não deixo que ninguém falte com respeito a ninguém aqui, a quem quer que seja.”, finalizou.

    Veja o vídeo:

  • Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai, morre aos 89 anos

    Pepe Mujica, ex-presidente do Uruguai, morre aos 89 anos

    O ex-presidente do Uruguai José Alberto Mujica Cordano, mais conhecido como Pepe Mujica, faleceu nesta terça-feira (13) em Montevidéu, aos 89 anos, em decorrência de um câncer de esôfago. Um dos mais proeminentes nomes da esquerda na América Latina, o ex-mandatário foi presidente do Uruguai de 2010 a 2015.

    Ex-presidente do Uruguai Pepe Mujica

    Ex-presidente do Uruguai Pepe MujicaJosé Cruz/Agência Brasil

    O atual presidente do país, Yamandú Orsi, confirmou a morte de Pepe Mujica nas redes sociais. “É com profundo pesar que anunciamos o falecimento do nosso colega Pepe Mujica. Presidente, ativista, líder e líder. Sentiremos muita falta de você, querido velho. Obrigado por tudo o que você nos deu e pelo seu profundo amor pelo seu povo”, escreveu o chefe do Executivo.

    Nascido em 1935, em Montevidéu, Pepe Mujica veio de uma família de agricultores. Durante a juventude nos anos 1960 fez parte do Movimento de Libertação Nacional, guerrilha de esquerda inspirada nos moldes da Revolução Cubana. A atuação no grupo antecedeu o surgimento da ditadura civil-militar no Uruguai, instalada em 1973.

    Os tempos de guerrilha de Mujica renderam seis tiros e duas prisões. A última prisão do ex-presidente do Uruguai durou 13 anos, de 1972 a 1985, sendo tomado como refém pela ditadura militar uruguaia.

    Em 1989 foi eleito deputado federal pela Frente Ampla, pelo mesmo partido também foi eleito senador. Antes de ser eleito presidente do Uruguai, Pepe Mujica foi ministro da Agricultura de 2005 a 2008.

    A chegada ao Executivo se deu nas eleições de 2009, quando recebeu 52,6% dos votos. Com um legado de progressismo, o governo de Pepe Mujica foi responsável pela descriminalização da maconha no país, legalização do aborto e a lei do matrimônio igualitário, que permitiu a casais homossexuais adotarem filhos.

    Além desses avanços sociais no Uruguai, a gestão de Mujica também representou desenvolvimento econômico. A taxa de desemprego, no período, caiu de 13% para 7%, a taxa de pobreza nacional de 40% para 11% e o salário-mínimo foi aumentado em 250%.

  • Senado analisa regras contra venda de produto ilegal na internet

    Senado analisa regras contra venda de produto ilegal na internet

    O projeto de lei 1.332/2025, de autoria do senador Rogério Carvalho (PT-SE), que obriga plataformas de comércio eletrônico a adotar regras mais rígidas contra a comercialização de itens de origem ilícita está em tramitação no Senado. O texto determina que as lojas virtuais mantenham uma política de integridade, que será regulamentada pelo Poder Executivo.

    Proposta obriga sites de venda a informar procedência e número de série de produtos eletrônicos, como celulares e peças de veículos.

    Proposta obriga sites de venda a informar procedência e número de série de produtos eletrônicos, como celulares e peças de veículos.Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

    A exigência inclui verificação das licenças dos vendedores, bloqueio de perfis falsos, monitoramento de preços muito abaixo da média, estímulo a denúncias de receptação e orientação ao consumidor sobre ofertas suspeitas.

    Anúncios de componentes eletrônicos deverão informar o número de série e a procedência dos produtos. Já a venda de peças automotivas deverá seguir a lei 12.977/2014, que regula a desmontagem de veículos.

    Ao defender o projeto, o senador cita 373.225 casos de subtração de veículos registrados em 2002 e alerta para os “níveis alarmantes” de roubos de celulares e dispositivos eletrônicos. “É um mercado ilícito que começa com o furto ou roubo e se completa com a revenda e reinserção dos produtos na sociedade. Os mercados digitais favorecem isso, pois permitem transações com pouco ou nenhum controle de procedência”, afirma.

    Apresentada em 31 de março, a proposta está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), à espera de relator. Depois, seguirá para as comissões de Transparência, Fiscalização e Controle (CTFC) e de Comunicação e Direito Digital (CCDD).

  • Após decisão judicial, Bolsonaro perde título de cidadão de Natal

    Após decisão judicial, Bolsonaro perde título de cidadão de Natal

    A Câmara Municipal de Natal (RN) anulou o título de cidadão natalense concedido ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A oficialização da medida foi publicada no Diário Oficial do Município nesta quarta-feira (14). A anulação atende à decisão judicial da 5ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal, que identificou irregularidades na tramitação do projeto.

    Ex-presidente Jair Bolsonaro

    Ex-presidente Jair BolsonaroPedro Ladeira/Folhapress

    Segundo a Justiça, houve falhas no andamento da proposta na Comissão de Educação, Cultura, Tecnologia e Inovação da Câmara de Natal. A vereadora Samanda Alves (PT) foi autora da ação, ingressando com mandado de segurança sob alegação de não ter tido acesso às vistas, isto é o tempo extra para análise de um projeto, do texto antes da votação.

    O ato de anulação foi assinado pelo presidente da Casa Legislativa, vereador Ériko Jácome, com base no regimento interno da câmara municipal, que prevê respeito ao processo legal. O documento ressalta a necessidade de atender à decisão judicial e assegurar a atuação legislativa plena.

    Dessa forma, o decreto de 14 de abril deste ano, que oficializava a homenagem ao ex-presidente Jair Bolsonaro foi revogado. Ainda assim, o ex-mandatário poderá futuramente recuperar o título de cidadão natalense, uma vez que o projeto voltou à Câmara de Natal para seguir o devido processo legal.

  • Projeto quer implantar cultura de gestão de riscos no setor público

    Projeto quer implantar cultura de gestão de riscos no setor público

    O projeto de lei 384/25, de autoria do deputado Duda Ramos (MDB-RR), estabelece a obrigatoriedade do planejamento e da gestão de riscos para a Administração Pública Federal e estadual. O objetivo principal é aprimorar a eficiência, a transparência e a governança nessas instâncias governamentais. Os municípios terão a possibilidade de aderir às diretrizes da proposta por meio de instrumentos de cooperação e legislação específica. Atualmente, o texto encontra-se em análise na Câmara dos Deputados.

    A proposta também inclui modificações em leis vigentes, definindo princípios e diretrizes para a implementação de uma cultura de gestão de riscos.

    Segundo o deputado Duda Ramos, “a falta de um planejamento estruturado e de metodologias formais para avaliação de riscos tem implicado um histórico de descontinuidade na execução de políticas públicas, frequentemente frustradas por contingências previsíveis”.

    Ele complementa afirmando que “ao instituir um sistema de gestão de riscos integrado ao planejamento estratégico e orçamentário, a proposição confere maior racionalidade à tomada de decisão governamental”.

    Duda Ramos, autor da proposta.

    Duda Ramos, autor da proposta.Mário Agra/Câmara dos Deputados

    O projeto define como princípios a integração da gestão de riscos aos processos decisórios, a transparência e a prestação de contas, além da capacitação contínua dos servidores para o gerenciamento de riscos.

    Para fortalecer a cultura de gestão de riscos, as diretrizes incluem o fortalecimento dos mecanismos de governança para tomada de decisão fundamentada, a articulação entre os órgãos de controle interno e externo e a avaliação periódica da eficácia dos processos de gestão de riscos.

    Serão elaborados relatórios semestrais sobre a gestão dos órgãos, com a identificação dos riscos enfrentados, as medidas de mitigação implementadas e seus respectivos impactos, recomendações para aprimoramento e indicadores de desempenho para monitoramento contínuo.

    No âmbito das contratações públicas, a proposta prevê a utilização de inteligência artificial e automação para monitoramento, detecção de irregularidades e otimização da eficiência nos controles.

    A proposta legislativa será analisada em caráter conclusivo pelas Comissões de Administração e Serviço Público; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para sua promulgação como lei, é necessária a aprovação tanto pela Câmara dos Deputados quanto pelo Senado Federal.

  • Polícia Federal recebe R$ 20 milhões para fiscalizar CACs

    Polícia Federal recebe R$ 20 milhões para fiscalizar CACs

    A Polícia Federal se prepara para assumir, a partir de julho, a fiscalização de armas e munições de portadores do registro de Caçador, Atirador desportivo e Colecionador (CAC). O governo federal liberou R$ 20 milhões para estruturar o novo modelo, que substituirá de forma definitiva a atuação do Exército nessa área.

    De acordo com o Ministério da Justiça, 600 agentes já foram treinados, e 123 unidades especializadas devem começar a funcionar nas capitais e em cidades do interior. A supervisão será centralizada na Coordenação Geral de Controle de Armas.

    PF terá 123 delegacias e núcleos voltados ao controle de CACs

    PF terá 123 delegacias e núcleos voltados ao controle de CACsMarcelo Camargo/Agência Brasil

    Apesar do reforço, o valor repassado é inferior aos R$ 30 milhões estimados pela própria corporação. Mesmo assim, a PF optou por avançar com a transição, prevista inicialmente para janeiro de 2025, e agora confirmada para 1º de julho.

    A troca de comando integra a política federal de controle de armamentos, instituída em julho de 2023. Desde então, os limites de armas por portador foram reduzidos: CACs passaram a poder registrar até oito armas, e civis, no máximo duas desde que comprovem necessidade.

    Também voltaram a ser de uso restrito as pistolas 9mm, .40 e .45 ACP, que haviam sido liberadas anteriormente. O governo busca retomar o controle sobre o acervo civil de armas, conter abusos e padronizar procedimentos em nível nacional.

  • Projeto prevê ampliação de secretarias de políticas para mulheres

    Projeto prevê ampliação de secretarias de políticas para mulheres

    O projeto de lei 929/25, em tramitação na Câmara dos Deputados, visa incentivar a criação e implementação de secretarias de políticas para as mulheres nos estados e municípios brasileiros. O projeto prevê que o governo federal ofereça apoio financeiro, logístico, técnico e capacitação para os gestores responsáveis por essas secretarias.

    Unidade de secretaria de políticas para mulheres.

    Unidade de secretaria de políticas para mulheres.Ascom/Prefeitura de Vitória da Conquista

    Adicionalmente, o governo federal deverá desenvolver uma plataforma digital para aprimorar a comunicação, compartilhamento de práticas recomendadas e coordenação entre as secretarias em todo o país. Essa plataforma visa integrar ações e otimizar o uso dos recursos disponíveis.

    Os entes federativos que aderirem ao programa deverão criar ou fortalecer suas Secretarias de Políticas para as Mulheres, além de elaborar e executar um plano de ação com metas, indicadores e recursos específicos. Também deverão alocar recursos orçamentários próprios para financiar as políticas para mulheres e estabelecer mecanismos de monitoramento e avaliação, visando à transparência e eficácia na execução dessas políticas.

    O Ministério das Mulheres, em colaboração com outros órgãos federais, definirá critérios para a distribuição dos incentivos financeiros, priorizando municípios e estados com menor cobertura de políticas para mulheres e maiores índices de violência de gênero e desigualdade de direitos. O Ministério também coordenará e apoiará os estados e municípios na formulação de estratégias locais, respeitando as características regionais e culturais de cada localidade, além de promover campanhas de conscientização sobre a importância dessas secretarias.

    A cada seis meses, o Ministério das Mulheres apresentará um relatório de acompanhamento e avaliação do programa, incluindo o número de secretarias criadas ou fortalecidas, os recursos financeiros transferidos e a efetividade das ações e serviços oferecidos.

    O deputado Amom Mandel (Cidadania-AM), autor do projeto, destaca que, em 2024, havia 1.045 secretarias de políticas para as mulheres em municípios brasileiros, um aumento expressivo em comparação às 258 secretarias existentes em 2023.

    “A realidade é que apenas uma pequena parte dos mais de 5.500 municípios do Brasil possui uma secretaria de políticas para as mulheres, evidenciando a enorme lacuna existente na implementação de políticas públicas voltadas para o público feminino em muitas localidades”, aponta Mandel.

    Segundo o deputado, a falta dessa estrutura administrativa nos municípios prejudica o atendimento às necessidades das mulheres, principalmente em áreas remotas ou nas regiões Norte e Nordeste.

    “Uma estrutura administrativa própria para as mulheres pode garantir a defesa contínua de seus direitos, o fortalecimento da rede de acolhimento e atendimento especializado para vítimas de violência, o acesso à informação e serviços de saúde e educação, e a implementação de políticas de igualdade salarial, entre outras medidas essenciais para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa”, argumenta o deputado.

    O projeto será analisado pelas comissões de Defesa dos Direitos da Mulher; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

  • Frente da Saúde Mental prioriza PEC da Transparência Algorítmica

    Frente da Saúde Mental prioriza PEC da Transparência Algorítmica

    A Frente Parlamentar da Saúde Mental escolheu a PEC 29/2023 como prioridade legislativa para 2025. O texto, de autoria do senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), líder do governo no Congresso, propõe a inclusão da transparência algorítmica e da proteção à integridade mental entre os direitos e garantias fundamentais da Constituição.

    A proposta determina que o artigo 5º da Constituição passe a contar com um novo inciso: “o desenvolvimento científico e tecnológico assegurará a integridade mental e a transparência algorítmica, nos termos da lei”.

    Texto está na CCJ do Senado, ainda sem relator definido.

    Texto está na CCJ do Senado, ainda sem relator definido.Pixabay

    Segundo o autor, o objetivo é garantir que a evolução tecnológica se dê com base em valores como liberdade, igualdade e proteção da integridade psíquica. “Trata-se de evoluções tecnológicas e científicas que vão além da proteção de dados pessoais já inserida dentre os direitos fundamentais de nossa Constituição, pois dizem respeito à própria integridade psíquica e física do ser humano.”

    Para ele, os algoritmos que regem plataformas digitais precisam estar sujeitos a normas claras, que garantam o respeito à dignidade humana. “A sociedade carece da necessária transparência sobre a conformação, a construção e a efetivação prática de tal base de dados”, escreve na justificativa da proposta.

    Randolfe defende que os avanços da inteligência artificial e da neurotecnologia impõem desafios jurídicos urgentes. “O desenvolvimento da ciência e da tecnologia impacta a vida em sociedade e o sujeito humano de maneiras por vezes pouco visíveis e previsíveis”, argumenta o senador.

    Ele cita os indícios de discriminação e manipulação decorrentes de decisões automatizadas. Randolfe cita o documentário Coded Bias, que relata falhas em sistemas de reconhecimento facial, como exemplo das consequências sociais do chamado “viés algorítmico”.

    A PEC 29/2023 está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado desde junho de 2023, sem um relator definido.

    Além da defesa da proposta, a Frente Parlamentar da Saúde Mental fará o lançamento da agenda legislativa de 2025 no dia 22.