Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • Jack Rocha é eleita melhor deputada federal do Espírito Santo

    Jack Rocha é eleita melhor deputada federal do Espírito Santo

    A deputada federal Jack Rocha (PT-ES) foi eleita como melhor deputada federal do Espírito Santo no Prêmio Congresso em Foco 2025, reconhecimento por sua trajetória de representatividade e defesa dos direitos sociais.

    Nascida em Colatina, em 26 de agosto de 1983, Jack Rocha é ativista e líder política. Foi a primeira mulher negra eleita deputada federal no Espírito Santo e a única mulher a representá-lo na 57ª legislatura da Câmara dos Deputados. Eleita em 2022 com 51.317 votos, ela se destacou por pautas antirracistas e feministas, além de sua atuação em representatividade institucional.

    Deputados agraciados na votação popular do Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Deputados agraciados na votação popular do Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

    Na Câmara, exerce o mandato desde fevereiro de 2023. Já foi vice-líder da Federação Brasil da Esperança e assumiu papel de destaque como coordenadora-geral da Bancada Feminina da Câmara para o biênio 2025-2027. Também vem atuando em comissões como Indústria, Comércio e Serviços, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional, Direitos Humanos e Defesa da Mulher, além de liderar a Coordenadoria dos Direitos da Mulher.

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

  • Parlamentares recebem prêmio por Incentivo à Cultura em 2025

    Parlamentares recebem prêmio por Incentivo à Cultura em 2025

    A valorização da produção artística e cultural brasileira também teve espaço no Prêmio Congresso em Foco 2025. Entre as categorias especiais da premiação, o Incentivo à Cultura reconhece parlamentares que se destacaram na defesa de políticas de fomento às artes, da diversidade cultural e da preservação do patrimônio histórico.

    Na edição deste ano, os escolhidos pelo júri técnico foram: deputada Carol Dartora (PT-PR), deputado Jadyel Alencar (Republicanos-PI) e deputado Moses Rodrigues (União-CE).

    Parlamentares destaque na área de Incentivo à Cultura por análise do júri técnico do Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Parlamentares destaque na área de Incentivo à Cultura por análise do júri técnico do Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

    A premiação reforça o papel do Congresso Nacional na criação de políticas públicas que garantam espaço e recursos para a cultura, fortalecendo sua importância na identidade e no desenvolvimento do país.

    A cerimônia de entrega acontece nesta quarta-feira (20), no Teatro Nacional Claudio Santoro – Sala Martins Pena, em Brasília, com transmissão ao vivo pelos canais oficiais do Congresso em Foco.

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

  • Malafaia chama Eduardo de “babaca” e “estúpido de marca maior”

    Malafaia chama Eduardo de “babaca” e “estúpido de marca maior”

    O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo e alvo de operação da Polícia Federal nessa quarta-feira (20), chamou o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) de “babaca” em mensagens enviadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Os áudios, extraídos do celular de Bolsonaro e enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF), mostram o religioso indignado com a atuação do parlamentar nos Estados Unidos, logo após a decisão de Donald Trump de sobretaxar produtos brasileiros em 50%.

    “A faca e o queijo estão na tua mão, cacete, e nós não podemos perder isso, pô. E vem o teu filho babaca falar merda, dando discurso nacionalista, que eu sei que você não é a favor isso. Dei um esporro, cara, mandei um áudio para ele de arrombar. E disse para ele: ‘a próxima que você fizer, eu gravo um vídeo e te arrebento’. Falei para o Eduardo.”

    Malafaia teve o celular apreendido pela Polícia Federal por suspeita de incitar ataques a instituições democráticas.

    Malafaia teve o celular apreendido pela Polícia Federal por suspeita de incitar ataques a instituições democráticas.Eduardo Anizelli/Folhapress

    Para Malafaia, Eduardo fortaleceu o discurso nacionalista da esquerda e prejudicou politicamente o pai. “Um estúpido de marca maior. (…) Só não faço um vídeo e arrebento com ele porque tenho consideração a você”, escreveu em 11 de julho.

    Elogios a Flávio Bolsonaro

    Nas mensagens, o pastor contrasta Eduardo com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a quem elogia por defender diálogo sobre anistia a investigados em atos antidemocráticos. “Dá parabéns ao Flávio, pô! Falou certo na GloboNews. A faca e o queijo estão na tua mão, cacete, e nós não podemos perder isso”, disse Malafaia ao ex-presidente.

    Ele afirma ter enviado um áudio “de arrombar” a Eduardo e o acusa de agir movido por “vaidade”.

    Eduardo contemporiza

    Horas após a divulgação, Eduardo Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais em que evita polemizar com Malafaia. O deputado atribuiu a divulgação dos áudios a uma “fishing expedition” contra o pai e disse que se tratava de uma “cortina de fumaça”.

    “Pastor Silas Malafaia, tamo junto. O senhor está sofrendo os últimos atos desse regime. () Bola para frente. O senhor, igual a mim, está preocupado com o Brasil e com os brasileiros”, declarou.

    O parlamentar ainda classificou as medidas cautelares contra o pastor como “ato de desespero” e disse que, nos Estados Unidos, decisões como as sanções impostas não podem ser revertidas por pressão política.

    Alvo de operação da PF

    Malafaia foi alvo de busca e apreensão no aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, após retornar de Lisboa. A decisão do ministro Alexandre de Moraes aponta que o pastor atuou em “vínculo subjetivo” com Jair Bolsonaro em crimes de coação no curso do processo e obstrução de investigações envolvendo organização criminosa.

    Na mesma apuração, a PF indiciou o ex-presidente e Eduardo Bolsonaro. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar por descumprir medidas cautelares. Moraes entendeu que, ao participar por telefone de manifestações de apoiadores, o ex-presidente estimulou ataques ao Supremo.

  • Lula nomeia Marluce Caldas e Carlos Brandão para o STJ

    Lula nomeia Marluce Caldas e Carlos Brandão para o STJ

    O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, oficializou, nesta quarta-feira (20), a nomeação de Maria Marluce Caldas Bezerra e Carlos Augusto Pires Brandão para cargos de ministros no Superior Tribunal de Justiça (STJ), por meio da assinatura dos respectivos decretos.

    A próxima etapa consiste na definição, por parte da Corte, da data para a solenidade de posse dos dois novos ministros. Os decretos de nomeação foram devidamente publicados no Diário Oficial da União, nesta quinta-feira (21).

    A nomeação é consequência da aprovação dos nomes pelo Senado Federal, ocorrida em 13 de agosto, após a participação de ambos em sabatina perante a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

    Cerimônia de nomeação dos ministros Carlos Augusto Pires Brandão e Maria Marluce Caldas Bezerra para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e de Verônica Abdalla Sterman para o Superior Tribunal Militar (STM).

    Cerimônia de nomeação dos ministros Carlos Augusto Pires Brandão e Maria Marluce Caldas Bezerra para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e de Verônica Abdalla Sterman para o Superior Tribunal Militar (STM).Ricardo Stuckert/PR

    Marluce Caldas, procuradora do Ministério Público de Alagoas (MPAL), e Carlos Brandão, desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), foram selecionados a partir de listas tríplices elaboradas pelo Pleno do STJ em 15 de outubro do ano anterior.

    Marluce Caldas ocupará a vaga decorrente da aposentadoria da ministra Laurita Vaz, ocorrida em outubro de 2023, enquanto Carlos Brandão assumirá a vaga deixada pela aposentadoria da ministra Assusete Magalhães, em janeiro de 2024.

    Maria Marluce Caldas Bezerra possui pós-graduação em Direito Constitucional e Processual. Ingressou no MPAL em 1986 e ascendeu ao cargo de procuradora de justiça em 2021. Sua trajetória profissional se desenvolveu nas áreas criminal e de direitos humanos, tendo participado ativamente das discussões que levaram à promulgação da “Lei Seca”.

    Carlos Augusto Pires Brandão é mestre em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco e doutor em Ciências Jurídicas pela Universidade Federal da Paraíba. Natural de Teresina, assumiu o cargo de juiz em 1997 e tornou-se desembargador do TRF1 em 2015. Atualmente, exerce a função de professor no Departamento de Ciências Jurídicas da Universidade Federal do Piauí.

  • “Anistia tem grande relevância”, diz Filipe Martins

    “Anistia tem grande relevância”, diz Filipe Martins

    Em entrevista durante a cerimônia do Prêmio Congresso em Foco 2025, na quarta-feira (20), o deputado Filipe Martins (PL-TO) ressaltou a importância da atuação parlamentar e defendeu que o Legislativo exerça plenamente seu papel na definição dos rumos do país. Para ele, um bom deputado deve representar não apenas sua base eleitoral, mas também contribuir para o fortalecimento da República.

    “Um bom parlamentar, ele vem atuando dentro das suas bandeiras, mas não só dos seus limites, né? Quando se elege, nós somos deputados de todos, então nós estamos trabalhando. Eu creio que é isso que define o bom parlamentar, participação das comissões, plenário, votações, elaborações de projetos, relatorias. Aquele que vem representar não só a sua unidade federativa, mas também um respaldo para toda a República nossa”, afirmou.

    Martins destacou ainda que espera ver em breve a aprovação de propostas de grande impacto nacional, como os projetos envolvendo a anistia. “Eu creio que ainda virão projetos de excelência. Que a questão que está sendo muito bem debatida, a questão da anistia, não diminuindo todos os projetos que passaram, mas que o projeto da anistia seria de grande relevância para o país, porque há vários anistiados em todas as nações”, declarou.

    O parlamentar também ressaltou a necessidade de garantir independência e valorização do Congresso Nacional. “Não podemos deixar diminuir a participação do Parlamento, né? É um poder, não deixa de ser um poder, é um Poder Legislativo. Todas as esferas, Poder Executivo, Judiciário, sem interferências em cada uma das suas atribuições, mas eu venho do Legislativo, fui vereador por dois mandatos e agora deputado federal. Então eu sei da importância do que é o Parlamento e o Poder Legislativo. Isso é um poder e nós precisamos cada vez mais nos defender para que possamos dar as diretrizes para o nosso país”, completou.

    Na mesma cerimônia, o deputado foi eleito o melhor deputado de 2025 em Tocantins pelo voto popular. O reconhecimento direto dos cidadãos destaca sua atuação parlamentar como notável no estado, reforçando o vínculo entre a população tocantinense e sua representação legislativa

  • Pollon apresenta defesa contra representações na Câmara

    Pollon apresenta defesa contra representações na Câmara

    O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) apresentou defesa na Corregedoria da Câmara dos Deputados contra duas representações que o acusam de quebra de decoro. As ações se referem à ocupação da Mesa Diretora durante manifestação no Plenário pela anistia aos presos do 8 de janeiro e a um discurso feito em ato de rua no início de agosto.

    Pollon afirma que o protesto realizado na Câmara foi “legítimo, pacífico e dentro da lei”. Em sua avaliação, as representações tentam transformar “um ato de natureza eminentemente política em infração disciplinar”. Segundo o parlamentar, o objetivo seria intimidar e silenciar integrantes da oposição.

    Na manifestação entregue à Corregedoria, Pollon argumenta que a obstrução física do Plenário é uma prática já utilizada em outros momentos da história do Congresso, citando protestos de partidos de esquerda durante votações da reforma trabalhista em 2017 e atos no Senado em anos anteriores. Para ele, o episódio deve ser entendido como ato político protegido pela imunidade parlamentar prevista na Constituição.

    Deputado Marcos Pollon apresenta defesa contra representações na Câmara.

    Deputado Marcos Pollon apresenta defesa contra representações na Câmara.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    O deputado também citou o projeto de resolução (PRC) 63/2025, protocolado em agosto, que altera dispositivos do Código de Ética da Câmara. Ele afirma que a iniciativa demonstra a ausência de base legal para considerar a ocupação do plenário como infração disciplinar.

    Quanto à segunda representação, que trata de um discurso em cima de caminhão em ato pró-anistia no dia 3 de agosto, Pollon disse que se tratava de manifestação pacífica fora do ambiente institucional. Nesse caso, segundo ele, também estaria amparado pela imunidade parlamentar.

    O parlamentar apontou ainda o que considera falhas formais nas representações, como a falta de individualização das condutas atribuídas. Para ele, não foram detalhados quais atos específicos teriam sido praticados, em que circunstâncias e por que seriam considerados infrações.

  • Inflação recua pela 13ª semana e mercado financeiro projeta PIB menor

    Inflação recua pela 13ª semana e mercado financeiro projeta PIB menor

    As expectativas do mercado financeiro para os principais indicadores da economia brasileira voltaram a recuar, segundo o Relatório Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (25). O levantamento, que compila projeções de mais de cem instituições financeiras, mostrou redução nas estimativas de inflação pelo 13º boletim consecutivo, além de ajustes para baixo no crescimento do PIB em 2025.

    Veja o Relatório Focus

    Inflação em queda contínua

    A mediana das projeções para o IPCA de 2025 caiu de 4,95% para 4,86%, mantendo a tendência de baixa registrada desde maio. Para os anos seguintes, a expectativa também cedeu:

    • 2026: de 4,40% para 4,33%;
    • 2027: de 4,00% para 3,97%;
    • 2028: estável em 3,80%.

    Novo relatório confirma projeção de queda de inflação.

    Novo relatório confirma projeção de queda de inflação.Rodney Costa/Zimel Press/Folhapress

    Já os preços administrados (itens como combustíveis e energia elétrica) devem variar 4,70% em 2025, ligeiramente abaixo da projeção da semana passada (4,72%).

    O IGP-M, índice de inflação mais sensível a variações do câmbio e preços no atacado, também foi revisado para baixo: a projeção para 2025 caiu de 1,13% para 1,04%.

    PIB e câmbio ajustados

    A expectativa para o crescimento do PIB em 2025 passou de 2,21% para 2,18%. Para 2026, a mediana das projeções caiu de 1,87% para 1,86%, enquanto 2027 (1,87%) e 2028 (2%) permaneceram estáveis.

    No câmbio, a estimativa para este ano recuou de R$ 5,60 para R$ 5,59 por dólar. A trajetória é de leve apreciação do real também para os próximos anos:

    • 2026: R$ 5,64;
    • 2027: R$ 5,63;
    • 2028: R$ 5,60.

    Juros seguem estáveis

    Apesar da melhora das projeções inflacionárias, a estimativa para a taxa Selic em 2025 foi mantida em 15% ao ano, pela nona semana consecutiva. Para os anos seguintes, o mercado projeta cortes graduais:

    • 2026: 12,50%;
    • 2027: 10,50%;
    • 2028: 10%.

    Contas externas e fiscais

    O Focus também trouxe revisões em outros indicadores:

    Conta corrente: déficit maior, passando de US$ 63,7 bilhões para US$ 65,06 bilhões em 2025;

    Balança comercial: superávit estável em US$ 65 bilhões neste ano;

    Dívida líquida do setor público: previsão de 65,8% do PIB em 2025, avançando para 73,8% em 2027 e 76% em 2028.

    No campo fiscal, o resultado primário de 2025 deve ficar negativo em 0,53% do PIB, piora em relação à projeção anterior (-0,50%). Já o resultado nominal, que inclui juros, permanece em -8,40%.

  • 1ª Turma do STF começa a julgar Bolsonaro na próxima semana

    1ª Turma do STF começa a julgar Bolsonaro na próxima semana

    A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) inicia na próxima semana o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete acusados de integrar a cúpula da trama golpista que, segundo a acusação, buscava reverter os resultados das eleições de 2022. As sessões estão marcadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12 de setembro, em calendário convocado pelo ministro Cristiano Zanin, presidente da Turma.

    Bolsonaro e outros sete acusados de compor a cúpula da trama golpista terão julgamento iniciado no STF na próxima semana.

    Bolsonaro e outros sete acusados de compor a cúpula da trama golpista terão julgamento iniciado no STF na próxima semana.Arte Congresso em Foco

    Além de Bolsonaro, compõem esse grupo:

    • Augusto Heleno Ribeiro Pereira;
    • Walter Souza Braga Netto;
    • Mauro Cesar Barbosa Cid;
    • Anderson Gustavo Torres;
    • Almir Garnier Santos;
    • Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira;
    • Alexandre Ramagem Rodrigues.

    Eles respondem por crimes como organização criminosa armada, tentativa de golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado.

    Os núcleos

    A ação penal foi dividida em quatro núcleos, de acordo com o papel atribuído a cada grupo. O primeiro concentra a cúpula política e militar acusada de arquitetar o plano; os demais reúnem suspeitos ligados à logística dos atos, ao financiamento das mobilizações e à invasão e depredação das sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023. Para organizar a análise, o STF optou por julgar cada núcleo separadamente, e o calendário divulgado agora abrange apenas o Núcleo 1, avaliado como o mais relevante.

  • Eduardo Bolsonaro acusa Lula de criar “narrativa para seu extermínio”

    Eduardo Bolsonaro acusa Lula de criar “narrativa para seu extermínio”

    O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de tentar construir “uma narrativa que permita o seu extermínio”. A declaração foi feita nesta terça-feira (26), em publicação nas redes sociais, em resposta a críticas feitas por Lula durante evento no Palácio do Planalto.

    Horas antes, o presidente havia afirmado que Eduardo “já deveria ter sido expulso da Câmara”, classificando a atuação do parlamentar nos Estados Unidos, onde pede sanções contra autoridades brasileiras, como “uma das maiores traições que uma pátria sofre de filhos seus”. O deputado está no exterior desde março, quando se licenciou do mandato por 122 dias.

    Publicação feita por Eduardo Bolsonaro no X.

    Publicação feita por Eduardo Bolsonaro no X.Reprodução/X

    Em sua reação, Eduardo afirmou que a acusação de traição é usada por regimes autoritários para legitimar a perseguição a opositores. “O que Lula está tentando fazer é construir uma narrativa que permita o meu extermínio. Não é coincidência que, um dia antes, um aloprado do partido dele estivesse defendendo o fuzilamento de ‘traidores”, escreveu.

    O parlamentar acrescentou que o governo busca, segundo ele, normalizar a eliminação de adversários políticos. “Toda a construção narrativa do atual regime visa normalizar o extermínio de opositores políticos. O próximo passo de uma tirania, quando denunciada internacionalmente, é promover a política de extermínio público dos dissidentes”, declarou.

    Eduardo ainda mencionou casos recentes envolvendo condenações de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Você pode achar exagero – eu sei que parece. Mas, há dez anos, também pareceria exagerado supor que senhorinhas de 70 anos seriam condenadas a 17 anos de prisão por ‘golpe de Estado”, completou.

  • Entenda a PEC que blinda parlamentares de prisão e operação policial

    Na pauta desta quarta-feira (27) da Câmara, a proposta de emenda à Constituição (PEC) 3/21 altera o artigo da Constituição que trata da imunidade parlamentar e restringe a prisão em flagrante de congressistas. Pelo texto original, só será possível prender deputados e senadores em flagrante nos casos de crimes inafiançáveis, como racismo, crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e ações de grupos armados contra a ordem constitucional e o Estado Democrático.

    O relator, deputado Lafayette de Andrada (Republicanos-MG), deve apresentar sua versão final ainda nesta quarta. A PEC foi apresentada em 2021 pelo deputado Celso Sabino (PA), atual ministro do Turismo. O texto altera os artigos 14, 27, 53, 102 e 105 da Carta Magna, com foco em imunidade parlamentar, inelegibilidade e limites às decisões judiciais.

    Os defensores da medida chamam a proposta de PEC das Prerrogativas; já os críticos a apelidaram de PEC da Blindagem.

    Agentes da PF cumprem mandado de busca e apreensão no gabinete do deputado Delegado Alexandre Ramagem, em fevereiro de 2024. Proposta dificulta esse tipo de ação.

    Agentes da PF cumprem mandado de busca e apreensão no gabinete do deputado Delegado Alexandre Ramagem, em fevereiro de 2024. Proposta dificulta esse tipo de ação.Gabriela Biló/Folhapress

    Principais mudanças propostas

    Inelegibilidade com duplo grau de jurisdição

    As restrições previstas na Lei da Ficha Limpa só produziriam efeitos após confirmação por duas instâncias judiciais, garantindo revisão das decisões antes de retirar direitos políticos.

    Imunidade material ampliada

    Deputados e senadores ficariam invioláveis civil e penalmente por opiniões, palavras e votos. Eventuais abusos seriam tratados apenas no âmbito ético-disciplinar, dentro da própria Casa legislativa.

    Prisão de parlamentares restrita

    Só poderia ocorrer em flagrante por crimes inafiançáveis previstos na Constituição. Mesmo nesses casos, o parlamentar deveria ser entregue imediatamente ao Congresso, que decidiria sobre a manutenção da prisão.

    Vedação ao afastamento judicial

    A proposta proíbe o afastamento cautelar de parlamentares por decisão judicial. A perda do mandato só seria possível nas hipóteses já previstas no art. 55 da Constituição, como quebra de decoro ou condenação criminal definitiva.

    Controle do STF sobre medidas cautelares

    Decisões que interfiram no mandato, como busca e apreensão ou restrições ao exercício da função, só teriam validade após confirmação do plenário do Supremo e não poderiam ser tomadas em regime de plantão.

    Busca e apreensão com limites

    Só poderiam ser autorizadas pelo STF e, caso realizadas nas dependências do Congresso ou nas residências dos parlamentares, teriam de ser acompanhadas pela Polícia Legislativa. Provas obtidas só poderiam ser analisadas após ratificação do plenário da Corte.

    Direito ao duplo grau de jurisdição

    A PEC prevê que ações penais julgadas em instância única por STF, tribunais superiores, TRFs ou tribunais estaduais possam ser objeto de recurso ordinário, reforçando a possibilidade de revisão das decisões.

    Argumentos dos autores

    Os defensores da proposta afirmam que as imunidades parlamentares não são privilégios pessoais, mas sim garantias institucionais para assegurar o funcionamento independente do Legislativo. Segundo a justificativa, permitir que decisões judiciais afastem ou restrinjam o mandato de um parlamentar eleito equivale a desrespeitar a soberania popular.

    O texto cita juristas como Rui Barbosa e Pedro Aleixo, e até mesmo uma obra acadêmica do ministro Alexandre de Moraes, para sustentar que sem imunidades robustas o Legislativo fica vulnerável a pressões externas, em prejuízo da democracia.

    Daniel Silveira

    A apresentação da PEC ocorreu dias após a prisão do então deputado Daniel Silveira (RJ), em fevereiro de 2021. Silveira foi detido por ordem do ministro Alexandre de Moraes após divulgar vídeo com ataques ao STF e a seus ministros.

    Embora a prisão tenha sido confirmada pelo plenário do Supremo e mantida pelo próprio Congresso, o episódio foi usado pelos autores como exemplo da necessidade de reforçar limites ao Judiciário. Para eles, a medida buscaria evitar que decisões individuais de magistrados comprometam o exercício de mandatos legitimados pelo voto popular.

    Fim do foro

    Também está na pauta desta quarta-feira da Câmara a PEC do fim do foro, que reduz a prerrogativa de parlamentares de serem julgados exclusivamente pelo Supremo, transferindo para a primeira instância processos de crimes como roubo, corrupção e lavagem de dinheiro. O governo resiste à proposta, que, por outro lado, é defendida pela oposição. Líderes partidários admitem incerteza sobre a existência de votos suficientes para aprová-la.

    A análise dessas proposições era uma das reivindicações, juntamente com a anistia para os acusados de participação em tentativa de golpe de Estado, do grupo oposicionista que ocupou a Mesa Diretora da Câmara por dois dias, em resposta à prisão domiciliar de Jair Bolsonaro.

    As votações ocorrem em meio a novos atritos entre Congresso e Supremo. No último domingo (24), o ministro Flávio Dino determinou investigação da Polícia Federal sobre o uso de R$ 694 milhões em emendas Pix sem plano de trabalho, o que acentuou a tensão entre os dois Poderes. Para que qualquer emenda à Constituição seja aprovada, são necessários pelo menos 308 votos favoráveis em dois turnos.