Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • Fim da reeleição com aumento de mandatos volta à pauta na CCJ

    Fim da reeleição com aumento de mandatos volta à pauta na CCJ

    A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado deve votar, na próxima quarta-feira (21), a proposta de emenda à Constituição (PEC 12/2022) que acaba com a reeleição para presidente, governador e prefeito. A PEC também prevê eleições unificadas a partir de 2034 e amplia os mandatos de parlamentares e chefes do Executivo nos três níveis.

    Relator da proposta, Marcelo Castro considera que o instrumento da reeleição para o Executivo fracassou no Brasil.

    Relator da proposta, Marcelo Castro considera que o instrumento da reeleição para o Executivo fracassou no Brasil.Roque de Sá/Agência Senado

    A proposta uniformiza a duração dos mandatos em cinco anos para todos os cargos do Executivo e do Legislativo. No caso do Senado, os mandatos passam a ser de dez anos, com renovação alternada a cada cinco anos. Atualmente, os senadores são eleitos para mandatos de oito anos, com eleições parciais a cada quatro anos.

    A medida também amplia os mandatos de deputados federais, estaduais e distritais, bem como de vereadores, atualmente fixados em quatro anos. O relator defende que a mudança assegura mais tempo para o planejamento e a execução de políticas públicas, além de reduzir a frequência de disputas eleitorais.

    Argumentos do relator

    Segundo o relator, senador Marcelo Castro (MDB-PI), a proposta trará economia aos cofres públicos, maior previsibilidade política e fortalecimento do processo democrático. Se aprovada pela CCJ, a PEC será analisada pelo plenário do Senado.

    O texto proíbe expressamente a reeleição para presidente, governadores e prefeitos. A vedação também se estende a quem tiver exercido o cargo nos seis meses anteriores ao pleito, mesmo que como substituto. Para o relator, a experiência de quase três décadas com a reeleição permitida desde 1997 não correspondeu às expectativas de aprimorar a qualidade da gestão pública.

    Segundo o parecer, a possibilidade de recondução ao cargo estimulou práticas de curto prazo, com foco em agendas eleitoreiras, em detrimento de políticas estruturantes e de longo alcance. Marcelo Castro argumenta que a mudança busca renovar o quadro político e reduzir o uso da máquina pública para fins eleitorais.

    Transição gradual

    Para viabilizar a unificação eleitoral sem atropelar os direitos políticos adquiridos, a proposta estabelece um cronograma de transição. Prefeitos e vereadores eleitos em 2028 terão mandatos de seis anos, e os eleitos em 2034, de cinco. O mesmo vale para deputados e senadores, cujos mandatos serão ampliados gradualmente até a implementação completa do novo sistema.

    A transição também preserva o direito à reeleição dos ocupantes de cargos executivos eleitos em 2024 e 2026, desde que não tenham exercido o mandato no período imediatamente anterior.

    Economia e previsibilidade

    Um dos principais argumentos a favor da unificação é a redução de gastos. A realização de eleições a cada dois anos exige mobilização constante de recursos logísticos, financeiros e humanos. De acordo com o relator, com todas as votações concentradas em um único pleito, a expectativa é de economia significativa para os cofres públicos tanto na organização das eleições quanto no financiamento das campanhas.

    O texto também destaca o ganho em previsibilidade institucional. Segundo Marcelo Castro, um calendário eleitoral fixo, com mandatos definidos em cinco anos, trará maior estabilidade para governantes, opositores, eleitores, movimentos sociais e agentes econômicos, permitindo planejamentos mais sólidos e avaliações mais consistentes.

    Críticas e contrapontos

    Entre as objeções levantadas, está o receio de que os eleitores misturem temas nacionais com questões locais na hora do voto por exemplo, confundindo decisões sobre políticas macroeconômicas com obras de pavimentação. O relator rebate esse argumento, afirmando que o eleitor brasileiro é plenamente capaz de distinguir as diferentes esferas do poder público e tomar decisões conscientes.

    Como se trata de uma proposta de emenda à Constituição, a PEC precisa ser aprovada em dois turnos no plenário do Senado e, em seguida, enviada à Câmara dos Deputados, onde também deverá passar por dois turnos de votação. Em todas as etapas, é necessário o apoio de, no mínimo, três quintos dos parlamentares (49 senadores e 308 deputados).

  • Lula assina decreto que proíbe cursos EaD de Medicina e Direito

    Lula assina decreto que proíbe cursos EaD de Medicina e Direito

    O presidente Lula assinou nesta segunda-feira (19) o decreto que oficializa a Nova Política de Educação à Distância (EaD). O objetivo da regulamentação da modalidade de ensino é garantir maior qualidade e coibir que cursos com atividades práticas sejam realizados 100% online. Dessa forma, são vedados cursos EaD de Medicina, Direito, Enfermagem, Odontologia e Psicologia. Tais áreas só podem ser cursadas em modalidade presencial.

    Presidente Lula assina decreto da Nova Política de Educação à Distância

    Presidente Lula assina decreto da Nova Política de Educação à DistânciaRicardo Stuckert/Presidência da República

    Outros cursos da área da Saúde, porém, juntamente das licenciaturas, poderão ser realizados na modalidade semipresencial. Criada no decreto, a nova modalidade é composta obrigatoriamente por carga horária de atividades presenciais físicas (estágio, extensão, práticas laboratoriais) e síncronas mediadas, além de carga horária a distância.

    O ministro da Educação, Camilo Santana, defendeu que a educação à distância pode ser tão efetiva quanto à presencial, desde que exista compromisso de ambas as partes, além da presente regulamentação. “Acreditamos que a EaD pode proporcionar ao estudante uma experiência tão rica quanto a dos demais cursos, desde que haja um efetivo compromisso de todos com o processo de ensino e aprendizagem”.

    “O foco é o estudante e a valorização dos professores: a garantia de infraestrutura nos polos, a qualificação do corpo docente, a valorização da interação e a mediação para uma formação rica e integral, independentemente da distância física”, acrescentou o ministro.

    Principais mudanças

    Além de criar a modalidade semipresencial, o decreto também estabelece as características dos modelos presencial e EaD. Conforme a Nova Política de Educação à Distância, será considerado curso presencial aquele “caracterizado pela oferta majoritária de carga horária presencial física, com até 30% no formato EaD”. Já os cursos EaD são aqueles com limite mínimo de 20% atividades presenciais e/ou síncronas mediadas, com provas presenciais.

    As atividades síncronas mediadas correspondem a aulas interativas a distância em tempo real. Outras definições trazidas pelo decreto são as atividades assíncronas, nas quais estudante e professor estão em lugares e tempos diferentes, como uma aula gravada, e a atividade síncrona, em que estudantes e professores estão em lugares diferentes mas em contato ao mesmo tempo, um exemplo são as transmissões ao vivo.

    Além disso, o decreto prevê a criação da figura do mediador pedagógico, “que deve ter função exclusivamente pedagógica e formação acadêmica compatível com o curso, distinta das atribuições administrativas dos tutores”. A regulamentação também traz a exigência de pelo menos uma avaliação presencial por unidade curricular, com peso majoritário na composição da nota final, inclusive em cursos EaD.

    A nova política também estabelece novas exigências para os polos EaD, que deverão ter infraestrutura física e tecnológica adequada aos cursos. O prazo adaptação gradual dos cursos e garantia do direito dos estudantes já matriculados é de dois anos de transição. 

  • STF retoma julgamento do núcleo militar da trama golpista; acompanhe

    STF retoma julgamento do núcleo militar da trama golpista; acompanhe

    A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma na tarde desta terça-feira (20) o julgamento da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra 12 acusados de envolvimento na suposta tentativa de golpe de Estado orquestrada por membros do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro em 2022. A audiência havia começado pela manhã.

    Os acusados formam o chamado “Núcleo 3” da denúncia, composto por militares da ativa e da reserva do Exército, além de um agente da Polícia Federal que teriam tentado impedir a posse do presidente Lula. A decisão do colegiado não será de mérito, mas sim de provimento ou não da ação penal.

    Acompanhe o julgamento:

    Pela manhã, a PGR havia reiterado sua acusação, seguida pelo contraponto dos defensores. Os advogados, em resposta, concentraram suas estratégias em desmontar a acusação de tentativa de golpe, afirmando que a reunião de novembro de 2022, na qual a procuradoria afirma ter sido orquestrado o assassinato do presidente Lula e do vice Geraldo Alckmin, não teve caráter conspiratório, mas sim informal e sem propósito subversivo.

    Argumentaram também que não houve pressão sobre o Alto Comando do Exército, pois seria incoerente hierarquicamente que coronéis influenciassem generais. Também atacaram a legalidade da delação do tenente-coronel Mauro Cid, considerada peça-chave da acusação, e questionaram a jurisdição do STF no caso, já que os réus não possuem foro privilegiado.

    Os denunciados respondem por cinco crimes: tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

    Os 12 denunciados são:

    -Bernardo Romão Correa Netto, coronel

    -Cleverson Ney Magalhães, coronel da reserva

    -Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, general da reserva

    -Fabrício Moreira de Bastos, coronel

    -Hélio Ferreira Lima, tenente-coronel

    -Márcio Nunes de Resende Júnior, coronel

    -Nilton Diniz Rodrigues, general

    -Rafael Martins de Oliveira, tenente-coronel

    -Rodrigo Bezerra de Azevedo, tenente-coronel

    -Ronald Ferreira de Araújo Júnior, tenente-coronel

    -Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros, tenente-coronel

    -Wladimir Matos Soares, agente da Polícia Federal

  • Cleitinho se desculpa por tirar foto com Virgínia durante CPI das Bets

    Cleitinho se desculpa por tirar foto com Virgínia durante CPI das Bets

    O senador Cleitinho (Republicanos-MG) fez pronunciamento nesta terça-feira (20), durante sessão plenária do Senado, se desculpando por ter tirado foto com a influenciadora digital Virgínia Fonseca durante a CPI das Bets. Ele ainda sustentou sua crítica à regulamentação das apostas online.

    “Eu venho aqui pedir desculpa à população brasileira que não gostou daquela atitude minha. Eu quero só explicar o que aconteceu. Na hora que eu sinto para poder interrogar a Virgínia, a minha filha me manda mensagem: Papai, consegue um vídeo da Virgínia para mim? [..] Eu fui muito ausente na vida da minha filha. Toda vez que ela me pede alguma coisa, eu tento fazer na hora. Então, eu agi na hora da emoção”, disse Cleitinho.

    Assista ao vídeo: 

    Na última terça-feira (13), o congressista pediu uma foto com a influenciadora Virgínia Fonseca durante sessão da CPI das Bets. Além disso, também pediu que a apresentadora mandasse um abraço para sua esposa e filha. A influenciadora afirmou já conhecer o senador e ter assistido aos vídeos dele nas redes sociais.

    Em sua fala na CPI, Cleitinho também fez um apelo à influenciadora e disse que ela não precisa assinar contratos para a divulgação de jogos de azar – que, segundo ele, deveriam ser banidos no país. O parlamentar também disse que a influenciadora é “geradora de riqueza” e “gera emprego”, e que sua intenção não é “apontar o dedo” para ela.

  • Câmara aprova urgência para o fim dos descontos associativos no INSS

    Câmara aprova urgência para o fim dos descontos associativos no INSS

    A Câmara dos Deputados aprovou de forma unânime o requerimento de urgência para a votação do projeto de lei 1846/2025, que propõe o fim dos descontos automáticos de mensalidades de associações nos benefícios pagos pelo INSS. Com isso, o texto poderá ser votado diretamente em Plenário, sem precisar passar pelas comissões.

    Requerimento de urgência foi aprovado de forma unânime.

    Requerimento de urgência foi aprovado de forma unânime.Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    O texto, de autoria do deputado Sidney Leite (PSD-AM), exclui da norma que define os descontos automáticos de aposentadorias a possibilidade de inclusão das entidades de aposentados legalmente reconhecidas, mesmo que com consentimento do beneficiário. Na justificativa do projeto, ele deixa claro que se trata de uma resposta ao escândalo de corrupção na autarquia.

    “Recentes investigações conduzidas pela Polícia Federal revelaram esquemas criminosos envolvendo a realização de descontos indevidos em aposentadorias e pensões, com prejuízos que ultrapassam R$ 6 bilhões”, escreveu Leite. Com o projeto, ele busca “resguardar os direitos dos segurados e garantir maior transparência e controle sobre os valores recebidos”.

    Mesmo com a urgência aprovada, o projeto ainda não pode ser imediatamente votado: a pauta da Câmara está trancada pelo o projeto de lei 1466/2025, do Poder Executivo, que prevê criação de novas carreiras e a reestruturação remuneratória de servidores federais. Ele está previsto para ser votado na quarta-feira (21).

  • Damares diz ter encontrado carros de luxo do “careca do INSS”

    Damares diz ter encontrado carros de luxo do “careca do INSS”

    Em pronunciamento no Senado Federal na terça-feira (20), a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) declarou possuir imagens de veículos de luxo pertencentes a Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS”, na garagem do edifício onde mantém seu escritório. O material, composto por fotografias e vídeos, foi entregue à Polícia Federal, conforme relatado pela senadora.

    A senadora explicou que os funcionários do prédio notaram a presença incomum dos veículos de luxo e alertaram a senadora sobre a possibilidade de ligação com atividades ilícitas. “Senadora, esses carros de luxo podem ser objeto de crime, podem ser do careca”, teriam dito os funcionários, segundo a senadora.

    Diante da suspeita, Damares Alves documentou as placas dos veículos e, com o auxílio de sua equipe, consultou os registros no Detran. A verificação confirmou que alguns veículos pertenciam a Antunes, enquanto outros estavam registrados em nome de empresas das quais ele era sócio. “Portanto, ele tentou esconder o objeto de crime, fruto do crime, justamente no prédio onde eu tenho escritório”, afirmou a senadora.

    Damares Alves ressaltou a preocupação generalizada entre os parlamentares com o caso. “A indignação é de todo mundo, é de direita, é de esquerda. Não há nenhum senador nesta Casa que não esteja incomodado com o que aconteceu”, declarou. A senadora reforçou o desejo de reparação aos prejudicados: “A indignação é de todos nós, e nós queremos ver os aposentados, os cidadãos brasileiros que foram lesados, ressarcidos”.

    Por fim, a senadora informou que o número de assinaturas para a instauração de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar as fraudes contra o INSS chegou a 41.

  • Proposta aprovada isenta pessoas com deficiência de multa por barulho

    Proposta aprovada isenta pessoas com deficiência de multa por barulho

    A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou projeto que proíbe a aplicação de multas por perturbação do sossego a moradores com deficiência, quando os ruídos estiverem ligados à sua condição.

    A proposta altera o Estatuto da Pessoa com Deficiência e obriga os condomínios a assegurarem tratamento adequado às necessidades dos moradores, equilibrando o direito à moradia e à convivência harmônica.

    O deputado Duarte Jr. (PSB-MA) é o relator da proposta.

    O deputado Duarte Jr. (PSB-MA) é o relator da proposta.Renato Araújo/Câmara dos Deputados

    O relator do texto, deputado Duarte Jr (PSB-MA), ampliou o alcance do projeto de lei 5576/2023, originalmente apresentado por Romero Rodrigues (Podemos-PB). A proposta, que tratava apenas de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), foi estendida a outras deficiências com características semelhantes.

    Segundo Duarte Jr, o projeto contempla também casos de paralisia cerebral, distúrbios neurológicos, síndromes com comportamentos atípicos e condições relacionadas à inquietação, impulsividade e dificuldade de atenção.

    O texto aprovado incorpora ainda sugestão da Comissão de Desenvolvimento Urbano, que reforça no Código Civil a proibição da aplicação de penalidades por comportamento antissocial em casos semelhantes ao TEA.

    A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Se aprovada, seguirá para o Senado.

  • Servidora é ferida por bala perdida no TRE em Curitiba

    Servidora é ferida por bala perdida no TRE em Curitiba

    Fachada da sede do TRE/PR.

    Fachada da sede do TRE/PR.Reprodução/Flicker TRE/PR

    Uma servidora terceirizada da equipe de limpeza do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), em Curitiba, foi atingida por uma bala perdida enquanto trabalhava, na manhã de quarta-feira (21). O disparo ocorreu durante um confronto entre criminosos no bairro Parolin, nas proximidades da sede do Tribunal. As informações foram publicadas pelo Portal Migalhas.

    Segundo informações da Polícia Militar do Paraná, os tiros atingiram o prédio do TRE, e ao menos um dos disparos perfurou o telhado, alcançando a funcionária que estava na sala de uma desembargadora. Apesar do impacto, a servidora não sofreu ferimentos graves.

    Em nota, o TRE confirmou que os disparos chegaram a atingir a estrutura da sede e que a colaboradora foi atingida, mas passa bem.

    A Polícia Civil do Paraná instaurou investigação para apurar a origem dos disparos. Os projéteis recolhidos no local foram encaminhados à Polícia Científica, que realizará exame balístico para identificar a trajetória e possível arma utilizada.

    Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre a região do corpo da vítima que foi atingida.

  • Moraes rejeita pedido do comandante da Marinha e confirma depoimento

    Moraes rejeita pedido do comandante da Marinha e confirma depoimento

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), manteve para esta sexta-feira (23) o depoimento do comandante da Marinha, almirante Marcos Sampaio Olsen. Moraes negou, nessa quinta, pedido da defesa do comandante para dispensá-lo de depor como testemunha de defesa de seu antecessor no cargo, o almirante Almir Garnier Santos. Garnier é um dos réus na ação penal (AP 2.668) que apura a tentativa de golpe de Estado envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e membros de seu governo.

    Comandante da Marinha, almirante Olsen não queria depor como testemunha de defesa de Garnier, seu antecessor no caso.

    Comandante da Marinha, almirante Olsen não queria depor como testemunha de defesa de Garnier, seu antecessor no caso.Pedro Ladeira/Folhapress

    No requerimento enviado ao STF, Olsen alegou não ter conhecimento sobre os fatos em investigação e afirmou que não poderia contribuir de forma relevante com o processo. Ainda assim, Moraes considerou os argumentos da defesa de Garnier, que sustentou a necessidade da oitiva.

    A audiência com o almirante Olsen está marcada para esta tarde, às 14h.

    A defesa de Almir Garnier argumentou que, embora o atual comandante da Marinha alegue desconhecimento, seu depoimento é essencial para esclarecer pontos considerados cruciais, especialmente a respeito da nota à imprensa divulgada pela Marinha do Brasil em 27 de novembro de 2024. Segundo os advogados, o conteúdo dessa nota estaria diretamente relacionado aos fatos investigados na denúncia.

    Além da nota institucional, a defesa de Garnier apontou que, à época dos fatos narrados na denúncia, Olsen ocupava o cargo de Comandante de Operações Navais (CON) da Marinha. Por isso, ele poderia contribuir com informações sobre eventuais movimentações ou preparativos militares que pudessem ter ocorrido durante o período em que se teria articulado o plano golpista.

  • INSS: Hauly propõe suspender descontos sem autorização prévia

    INSS: Hauly propõe suspender descontos sem autorização prévia

    O deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) apresentou o projeto de decreto legislativo 211/2025 para suspender uma instrução normativa do INSS que autoriza o desconto automático de contribuições associativas nos proventos de aposentados e pensionistas, mesmo sem autorização expressa.

    A proposta susta os efeitos da norma administrativa por considerar que ela fere princípios constitucionais como a liberdade de associação e a legalidade. Para o parlamentar, os descontos são realizados sem o devido consentimento dos beneficiários e comprometem a renda de pessoas que, muitas vezes, já enfrentam dificuldades financeiras.

    “Não podemos permitir que aposentados e pensionistas, que muitas vezes já enfrentam dificuldades financeiras, tenham seus rendimentos reduzidos por descontos arbitrários. Contribuir com uma entidade deve ser uma decisão livre, voluntária e consciente”, afirmou Hauly.

    Deputado quer barrar cobrança associativa sem aval de aposentado

    Deputado quer barrar cobrança associativa sem aval de aposentadoKayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    A instrução normativa alvo do projeto foi editada pela Presidência do INSS e permite que entidades associativas façam os descontos diretamente na folha de pagamento, sem exigência de manifestação formal dos aposentados.

    O projeto de decreto legislativo será analisado pelas comissões da Câmara dos Deputados. Caso aprovado, poderá anular os efeitos da instrução normativa e impedir a continuidade dos descontos compulsórios sobre aposentadorias e pensões no âmbito federal.