Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • Hospital informa que Bolsonaro realiza cirurgia intestinal

    Hospital informa que Bolsonaro realiza cirurgia intestinal

    O ex-presidente Jair Bolsonaro está sendo submetido neste domingo (13) ao procedimento cirúrgico de laparotomia exploradora em Brasília, no Hospital DF Star. A cirurgia é realizada para liberação de aderências intestinais e reconstrução da parede abdominal, conforme nota à imprensa divulgada nesta manhã.

    Jair Bolsonaro

    Jair BolsonaroJosé Aldenir/Thenews2/Folhapress

    Além disso, o ex-mandatário foi submetido a novos exames laboratoriais, os quais constataram a persistência do quadro de obstrução intestinal. Jair Bolsonaro chegou em Brasília na noite de sábado, após ser transferido de Natal, Rio Grande do Norte, em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) aérea.

    Jair Bolsonaro estava acompanhado do líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), quando sentiu as dores. Eles estavam cumprindo agenda do Partido Liberal no estado pelo projeto Rota 22, que pretende ampliar a presença da sigla na região. O ex-presidente deu entrada no Hospital Rio Grande às 11h15 da sexta-feira.

    As dores são em decorrência da facada sofrida por Bolsonaro em 2018, pouco antes de se eleger presidente. Desde então, o ex-chefe do Executivo realizou uma série de cirurgias. Desta vez, a complicação foi no intestino delgado, segundo publicação de Jair Bolsonaro.

    No sábado, o hospital de Natal divulgou boletim médico no qual afirmou que o ex-chefe do Executivo teve uma noite tranquila e decidiu junto da família se transferir para Brasília, onde pode ser acompanhado pelos médicos e pela família.

    Leia a nota à imprensa deste domingo:

    Brasília, 13 de abril de 2025 –

    O ex-Presidente Jair Bolsonaro foi transferido na noite de ontem para o Hospital DF Star. Após reavaliação clínico-cirúrgica, foi submetido a novos exames laboratoriais e de imagem que evidenciaram persistência do quadro de subobstrução intestinal, apesar das medidas iniciais adotadas. As equipes que o assistem optaram de comum acordo pelo tratamento cirúrgico. Ele está sendo submetido neste momento ao procedimento cirúrgico de laparotomia exploradora, para liberação de aderências intestinais e reconstrução da parede abdominal.

    Dr. Cláudio Birolini – Médico chefe da equipe cirúrgica

    Dr. Leandro Echenique – Médico Cardiologista

    Dr. Ricardo Camarinha – Médico Cardiologista

    Dr. Guilherme Meyer – Diretor Médico do Hospital DF Star

    Dr. Allisson Barcelos Borges – Diretor Geral do Hospital DF Star

  • Quem são os cinco candidatos à presidência nacional do PT

    Quem são os cinco candidatos à presidência nacional do PT

    A disputa pela presidência nacional do PT, marcada para 6 de julho, promete ser uma das mais acirradas da história recente da legenda. Cinco nomes já anunciaram que vão concorrer, representando diferentes correntes e visões estratégicas sobre o futuro da sigla. Estão na disputa: Valter Pomar (Articulação de Esquerda), Romênio Pereira (Movimento PT), Rui Falcão (Novo Rumo), Washington Quaquá (CNB dissidente) e Edinho Silva (CNB – Construindo um Novo Brasil), este último considerado o preferido do presidente Lula.

    Saída de Gleisi da presidência do PT para o governo acelerou discussões sobre eleição do partido, marcada para julho

    Saída de Gleisi da presidência do PT para o governo acelerou discussões sobre eleição do partido, marcada para julhoRicardo Stuckert/Presidência da REpública

    A candidatura de Edinho virou alvo de petistas que defendem um discurso de maior combatividade ao bolsonarismo e uma maior reaproximação dos quadros do partido com as bases históricas do PT. O processo sucessório esquentou no último mês com a renúncia de Gleisi Hoffmann à presidência da legenda para assumir como ministra das Relações Institucionais. O partido é presidido atualmente pelo senador Humberto Costa (PE).

    Veja quem são os cinco candidatos já declarados do PT:

    Edinho Silva – Construindo um Novo Brasil (CNB)

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    Ex-prefeito de Araraquara (SP) e ex-ministro da Secretaria de Comunicação Social do governo Dilma, Edinho Silva é o candidato oficial da corrente CNB, a maior e mais influente do partido, da qual Lula também faz parte. Aos 59 anos, ele é tido como favorito da cúpula e conta com o apoio informal do presidente da República, embora esse apoio tenha gerado divisões internas na própria corrente.

    Edinho tem viajado pelo país em campanha, o que motivou questionamentos públicos sobre o financiamento dessas atividades, como os feitos por Valter Pomar. Mesmo dentro da CNB, há resistências à sua candidatura, como revelado em um encontro com Lula e Gleisi Hoffmann. A estratégia de Edinho parece ser atrair apoio de setores mais ao centro do partido para garantir uma vitória já no primeiro turno.

    Os críticos da candidatura dele alegam que Edinho é moderado demais. Em entrevista à revista Veja, no ano passado, ele disse que o PT precisa ser mais humilde e defendeu que o partido trabalhe contra a polarização política com os bolsonaristas. Já os apoiadores do ex-prefeito ressaltam que ele é um político com boa capacidade de diálogo além das fronteiras do PT, mantendo interlocução com empresários e demonstrando habilidade para articular alianças visando as próximas eleições.

    Romênio Pereira – Movimento PT

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    Atual secretário de Relações Internacionais do PT e um dos fundadores da legenda, Romênio Pereira se apresenta como o candidato da corrente Movimento PT. Natural de Minas Gerais e com trajetória no movimento sindical, Romênio tem atuado nos bastidores da política externa petista e busca imprimir à sua candidatura um perfil conciliador e institucional.

    Sua candidatura foi lançada em Maceió e conta com o apoio de quadros históricos da legenda. Embora com menor protagonismo na disputa nacional até o momento, Romênio aposta em sua trajetória de décadas no partido e na sua articulação com lideranças estaduais para construir sua viabilidade.

    Rui Falcão – Novo Rumo

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    Presidente do PT entre 2011 e 2017 e atual deputado federal por São Paulo, o deputado Rui Falcão (SP) voltou à cena com o apoio de parte da corrente Novo Rumo, embora nem todos seus integrantes estejam unificados em torno de seu nome. Falcão também conquistou adesões de outras correntes de esquerda, como Militância Socialista, Democracia Socialista e O Trabalho.

    Sua candidatura faz oposição direta a Edinho Silva e defende uma estratégia em que o PT não se torne um braço institucional do governo. Falcão defende maior conexão com as bases e o fortalecimento dos mecanismos de participação popular. Apesar de reconhecer a importância do apoio à reeleição de Lula, o deputado insiste na necessidade de o partido manter sua identidade crítica e autônoma.

    Rui Falcão é crítico do tom moderado de Edinho Silva e defende que o partido se reconecte com suas bases e seu discurso de fundação. Para ele, é preciso enfrentar com maior dureza o bolsonarismo.

    Foi coordenador das campanhas de Lula, em 1994, e Dilma Rousseff, em 2010, à Presidência da República. Jornalista com passagem por grandes redações e pelo Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, tem 81 anos.

    Valter Pomar – Articulação de Esquerda

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    Historiador e dirigente nacional do PT, Valter Pomar registrou sua candidatura pela corrente Articulação de Esquerda, defendendo um projeto socialista e militante para o partido. Ele faz duras críticas ao processo interno de eleição, que, segundo ele, sofre com baixa participação e fraudes. Sua candidatura propõe uma descentralização interna, maior atuação de base e alinhamento com reformas estruturais para uma transformação radical do país.

    Pomar considera que o PT deve ser um instrumento real da classe trabalhadora e não poupa críticas ao que vê como distanciamento do partido em relação às suas origens populares. Entre os desafios que aponta para a nova direção estão a mobilização social, enfrentamento ao neofascismo, mudança na política econômica e protagonismo em eventos internacionais como a COP30.

    Romênio já ocupou os cargos de vice-presidente, secretário-geral, secretário de Assuntos Institucionais e secretário de Organização do PT. Nos últimos anos, tem se dedicado a representar o partido em agendas internacionais relevantes, fortalecendo o diálogo com partidos de esquerda da América Latina, Europa e Ásia

    Washington Quaquá – CNB dissidente

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    Prefeito de Maricá (RJ) pela terceira vez, Washington Quaquá rompeu com o consenso interno da corrente majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB) ao lançar sua candidatura contra Edinho Silva. Vice-presidente do PT, Quaquá critica o favoritismo construído em torno de Edinho e questiona se há, de fato, um apoio consolidado de Lula ao ex-prefeito de Araraquara.

    O lançamento oficial da candidatura está previsto para 13 de maio, no Rio de Janeiro. Quaquá promete uma revitalização do partido e diz que seu objetivo é devolver ao PT a vocação de estar ao lado do povo. Ele tem criticado abertamente o uso de suposto apoio de Lula como instrumento de imposição e afirma que Edinho não tem apoio das bases nem dos principais estados.

    Quaquá, que renunciou ao mandato de deputado federal para assumir a prefeitura de Maricá este ano, é conhecido por posições polêmicas. Uma das mais recentes foi a defesa que fez do deputado Chiquinho Brazão (RJ), preso há um ano como mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco. Brazão passou à prisão domiciliar nesse fim de semana. A declaração dele foi alvo de repúdio da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, irmã da vereadora e filiada ao PT.

  • Bolsonaro segue na UTI, estável e sem previsão de alta, diz hospital

    Bolsonaro segue na UTI, estável e sem previsão de alta, diz hospital

    O ex-presidente Jair Bolsonaro segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star e apresenta estabilidade, mas ainda não tem previsão de alta. A informação está em boletim médico divulgado pelo hospital na manhã desta terça-feira (15) e reproduzido em redes sociais pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

    Bolsonaro foi submetido no fim de semana a uma cirurgia que teve 12 horas de duração para uma desobstrução do intestino. O ex-presidente havia passado mal enquanto viajava pelo Rio Grande do Norte, acompanhado por aliados.

    De acordo com o boletim desta terça-feira, Bolsonaro segue estável no pós-operatório, sem dor ou sangramentos, e vai passar por fisioterapia motora e respiratória. Não há previsão para sair da UTI, e a recomendação ainda é de visitas limitadas.

    O ex-presidente Jair Bolsonaro segue sem previsão de saída da UTI.

    O ex-presidente Jair Bolsonaro segue sem previsão de saída da UTI.Andre Violatti/Ato Press/Folhapress

    Leia abaixo a íntegra do boletim:

    Brasília, 15 de abril de 2025 – O Hospital DF Star informa que o ex-Presidente Jair Bolsonaro permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em acompanhamento pós-operatório. Mantém estabilidade clínica, sem dor, sangramentos ou outras intercorrências. Tem previsão de fisioterapias motora (com deambulação) e respiratória. Persiste a recomendação de não receber visitas e não há previsão de alta da UTI.

    Dr. Cláudio Birolini – Médico chefe da equipe cirúrgica

    Dr. Leandro Echenique – Médico Cardiologista

    Dr. Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior – Coordenador da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital DF Star

    Dr. Brasil Caiado – Médico Cardiologista

    Dr. Guilherme Meyer – Diretor Médico do Hospital DF Star

    Dr. Allisson Barcelos Borges – Diretor Geral do Hospital DF Star”

  • Câmara aprova pena maior para injúria racial contra mulheres e idosos

    Câmara aprova pena maior para injúria racial contra mulheres e idosos

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (15), em votação simbólica, o projeto de lei 5701/2023, que prevê o aumento da pena para o crime de injúria racial quando cometido contra mulheres ou pessoas idosas. A única legenda a se manifestar contra foi o partido Novo. A proposta segue agora para análise do Senado.

    O texto aprovado altera a lei 7716/1989, que trata dos crimes resultantes de preconceito de raça ou cor, para incluir um aumento de pena nos casos de injúria racial contra mulheres ou idosos. A pena poderá ser elevada de um terço até dois terços nesses casos.

    Texto foi relatado pela deputada Daiana Santos (PCdoB-RS).

    Texto foi relatado pela deputada Daiana Santos (PCdoB-RS).Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    A proposta também estabelece que a pena será aumentada da metade quando o crime for cometido com a participação de duas ou mais pessoas.

    Justificativa da autora

    Na justificativa apresentada, a deputada Silvye Alves (União-GO), autora do projeto, argumenta que a mudança visa dar mais efetividade à proteção legal contra a injúria racial.

    Ela relembra que a injúria racial foi recentemente equiparada ao crime de racismo e passou a ser tratada como crime imprescritível e inafiançável, o que já representou um avanço. Contudo, segundo a deputada, é preciso reforçar a legislação para garantir maior proteção a grupos especialmente vulneráveis.

    “Casos de injúrias raciais são cometidos persistentemente no Brasil e, as vítimas mais frequentes dessa prática criminosa são pessoas negras, com especial foco nas mulheres e em pessoas idosas”, apontou.

    A deputada cita ainda o caso da sambista Vilma Nascimento, de 85 anos, acusada injustamente de furto em uma loja no Aeroporto de Brasília em novembro de 2023, como exemplo da exposição de pessoas idosas a esse tipo de violência. “São indivíduos mais vulneráveis perante uma sociedade preconceituosa, tanto pela condição de ser mulher como também pela idade avançada e, por conseguinte, com maiores dificuldades de reação ou defesa imediatas quando sofrem tais abordagens delituosas”.

    Parecer da relatora

    O relatório da deputada Daiana Santos (PCdoB-RS) apresentou parecer favorável à aprovação da matéria, tanto do ponto de vista jurídico quanto constitucional. A relatora destacou que, embora o reconhecimento da injúria racial como crime de racismo já represente um avanço, ainda é necessário um tratamento mais rigoroso nos casos envolvendo grupos particularmente atingidos.

    “É preciso que se avance mais, conferindo uma sanção ainda mais rigorosa nos casos em que a injúria racial for praticada contra mulher ou contra pessoa idosa”, apontou.

    Daiana Santos também citou um estudo que revela que a maioria das vítimas de injúria racial são mulheres, reforçando a pertinência do agravamento da pena. “Medidas como a ora analisada, portanto, buscam conferir a esses atos a gravidade que eles de fato possuem, razão pela qual a proposição deve ser aprovada por este parlamento”, indicou.

  • Glauber Braga completa uma semana de greve de fome: “Não vou desistir”

    Glauber Braga completa uma semana de greve de fome: “Não vou desistir”

    O deputado Glauber Braga (Psol-RJ) completa nesta quarta-feira (16) uma semana em greve de fome. A atitude do parlamentar se deu após a aprovação do parecer pela sua cassação no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados na última quarta (9). O relatório de Paulo Magalhães (PSD-BA) que recomenda a cassação foi aprovado por 13 votos a cinco.

    Deputada Sâmia Bomfim e Glauber Braga

    Deputada Sâmia Bomfim e Glauber BragaAscom/Glauber Braga

    Durante o período, o congressista fez ingestão apenas de água, soro e isotônico. Na noite dessa terça-feira (15), dormiu apenas quatro horas no Plenário 5 da Câmara dos Deputados, onde tem vivido desde a aprovação do parecer. “Essa noite senti mais o abalo emocional. Dormi pouco. Acordei, pensei bastante e me sinto forte novamente. Não vou desistir”, afirmou Glauber Braga.

    O deputado tem recebido duas visitas médicas por dia. Por ordens médicas, a presença de apoiadores está restrita, apenas permitida mediante o uso de máscara. Glauber recebeu visitas de movimentos sociais, colegas parlamentares e ministros de Estado. O deputado, inclusive, aponta que há preocupação de deputados de outros partidos com as consequências de uma eventual cassação do mandato.

    “A preocupação dos parlamentares que têm vindo me visitar, de vários partidos, é quanto à possibilidade de cassação. Se fizerem isso comigo, quem será o próximo?”, contou Glauber.

    Relembre o caso

    O psolista é acusado de quebrar o decoro parlamentar por expulsar aos empurrões um militante do Movimento Brasil Livre (MBL), em abril de 2024.

    O integrante do grupo fez ataques à mãe do parlamentar, a ex-prefeita de Nova Friburgo Saudade Braga, à época internada por problemas respiratórios. Um mês depois do episódio, a mãe de Glauber Braga faleceu.

    A defesa do deputado aponta que o processo de cassação não está objetivamente punindo pelo ato em si, sob a justificativa de defesa da honra. Para eles, trata-se de perseguição política em razão da posição combativa de Glauber diante do orçamento secreto e do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). O alagoano nega eventuais interferências no parecer aprovado na última semana.

  • PL da Anistia: maioria das mulheres na Câmara não assinou lista

    PL da Anistia: maioria das mulheres na Câmara não assinou lista

    A maioria das mulheres deputadas da Câmara não assinou a lista do pedido de urgência para o projeto de lei da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O texto foi protocolado na última segunda-feira (14), com apoio de 264 dos parlamentares, mas contou com menos da metade do apoio da bancada feminina da Casa.

    Reunião da bancada feminina da Câmara, em 12 de março, com o ministro Alexandre Padilha (Saúde).

    Reunião da bancada feminina da Câmara, em 12 de março, com o ministro Alexandre Padilha (Saúde).Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    No total, a lista teve o aval de 264 parlamentares – incluindo-se aí os deputados Zucco (PL-RS) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que foram invalidadas pela Câmara porque eles exercem cargos de liderança -, o que equivale a pouco mais de 51% da Câmara. Destes, porém, 38 são mulheres, o que equivale a menos de 42% da bancada feminina.

    Para avançar, o pedido precisa de apoio da maioria absoluta da Câmara. Em outras palavras, com os números atuais, a anistia não avançaria se dependesse só das deputadas mulheres.

    A bancada feminina, hoje, tem 89 deputadas, ou 17,35% da Câmara dos Deputados. A depender da data, o número tende a oscilar na medida em que deputados ou deputadas deixam a função – para assumir um outro cargo, por exemplo – e os suplentes assumem. O Psol é a única legenda da Casa com uma bancada majoritariamente feminina.

    O pedido de urgência para o PL da Anistia, que busca livrar de punições as pessoas condenadas por crimes relacionados ao 8 de janeiro, serve para acelerar a tramitação do texto na Casa e para indicar o apoio dos parlamentares ao texto. A votação dele, porém, depende do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), que promete levar o assunto aos líderes da Casa antes de decidir se vai votar o projeto de lei em plenário.

  • SinPatinhas: entenda o novo RG Animal lançado pelo governo federal

    SinPatinhas: entenda o novo RG Animal lançado pelo governo federal

    O governo federal lançou um sistema inédito e gratuito para o registro de cães e gatos em todo o país. O SinPatinhas, desenvolvido dentro do Programa Nacional de Proteção e Manejo Populacional Ético de Cães e Gatos (ProPatinhas), é uma iniciativa que visa promover o bem-estar animal e combater o abandono e os maus-tratos.

    Programa cria banco nacional de cães e gatos para facilitar identificação e proteção

    Programa cria banco nacional de cães e gatos para facilitar identificação e proteçãoValter Campanato/Agência Brasil

    Por meio do sistema, tutores poderão localizar seus animais em caso de desaparecimento e receber alertas sobre campanhas públicas de castração, vacinação e implantação de microchips. O registro é totalmente gratuito, voluntário e isento de qualquer encargo para tutores, organizações não governamentais, estados e municípios.

    O que é o SinPatinhas?

    • SinPatinhas é o Cadastro Nacional de Animais Domésticos, um sistema oficial para registro de cães e gatos.
    • Ao se cadastrar, o animal recebe um número de identificação único, conhecido como RG Animal, válido em todo o Brasil.
    • O sistema é voluntário, gratuito e está disponível online no site: sinpatinhas.mma.gov.br.
    • A iniciativa é coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

    Quem pode se cadastrar?

    • Tutores de cães e gatos, utilizando a conta Gov.br.
    • Prefeituras e organizações de resgate animal também podem registrar os animais sob sua responsabilidade.
    • Não é obrigatório, exceto para quem utilizar recursos públicos para castração e microchipagem.

    Quais informações são exigidas?

    Do tutor:

    • Nome completo
    • CPF
    • Endereço

    Do animal:

    • Raça, sexo e idade (real ou presumida)
    • Procedência e local onde vive
    • Características físicas
    • Vacinas aplicadas
    • Doenças existentes ou em tratamento
    • Número do microchip (se houver)

    Importante: O tutor deverá atualizar o sistema em caso de venda, doação ou morte do animal.

    O que é o microchip?

    • É um dispositivo do tamanho de um grão de arroz, implantado sob a pele do animal por um veterinário.
    • Contém um código único que pode ser lido por leitores específicos ou aplicativos compatíveis.
    • Facilita a identificação de animais perdidos e a devolução ao tutor.

    Vantagens do SinPatinhas

    • Identificação rápida: o animal pode usar um QR Code fixado na coleira, permitindo que qualquer pessoa acesse os dados básicos e localize o tutor.
    • Combate ao abandono e promoção da guarda responsável.
    • Informações úteis: os tutores receberão avisos sobre campanhas de vacinação, castração e microchipagem em suas regiões.
    • Apoio do governo: haverá mutirões e parcerias para oferecer castração e microchipagem gratuitas para famílias de baixa renda.

    Garantia de privacidade

    • Os dados dos tutores e animais estão protegidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
    • As informações serão usadas apenas para subsidiar políticas públicas, sem exposição indevida.

    Fiscalização e transparência

    • O SinPatinhas permitirá o acompanhamento da destinação de recursos federais para ações de proteção animal.
    • Estados e municípios interessados nas ações do ProPatinhas poderão aderir por meio de edital que será publicado em até 90 dias.

    O programa por trás do SinPatinhas é o ProPatinhas, criado pela Lei 15.046/2024, que trata do manejo ético da população de cães e gatos. O ProPatinhas envolve ações de:

    • Castração gratuita
    • Implantação de microchips
    • Formação de gestores e veterinários
    • Apoio à infraestrutura pública para o cuidado animal

    ?O Sinpatinhas foi lançado nessa quinta-feira (17) em cerimônia que reuniu o presidente Lula, a primeira-dama Janja da Silva e a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, responsável pela área. “É um processo voluntário. Quando cuidamos adequadamente da população de cães e gatos, a gente evita as zoonoses”, explicou Marina. “Com o ProPatinhas e o SinPatinhas, saímos da invisibilidade”, acrescentou Vanessa Negrini, diretora de Proteção e Direitos Animais do Ministério do Meio Ambiente.

    RG para cães e gatos é gratuito e voluntário

    RG para cães e gatos é gratuito e voluntárioDivulgação/Palácio do Planalto

  • Guajajara e Xakriabá denunciam violência e reivindicam direitos

    Guajajara e Xakriabá denunciam violência e reivindicam direitos

    Célia Xakriabá e Sônia Guajajara mantêm suas vestes e tradições no exercício da política

    Célia Xakriabá e Sônia Guajajara mantêm suas vestes e tradições no exercício da políticaMarcelo Camargo/Agência Brasil

    Neste 19 de abril, Dia dos Povos Indígenas, lideranças de origem indígena destacaram não apenas o significado simbólico da data, mas também os desafios estruturais e as violências cotidianas enfrentadas por seus povos. Em manifestações públicas, a ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, e a deputada federal Célia Xakriabá (Psol-MG) apontaram o caminho de resistência e reafirmação trilhado pelos povos originários.

    Sonia Guajajara

    A ministra Sonia Guajajara comemorou os avanços institucionais alcançados nos últimos dois anos, especialmente com a criação de uma pasta voltada exclusivamente às questões indígenas. “Nem sempre é fácil, mas não tenho dúvidas da necessidade e urgência do que estamos fazendo. A cada 19 de abril, reforço minha certeza de que o que estamos fazendo aqui é algo inédito”, afirmou em publicação nas redes sociais.

    Ela ressaltou que o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) é fruto de uma longa trajetória de luta e reconhecimento: “A existência de um ministério para os povos indígenas era uma coisa que poderíamos sonhar, mas era difícil pensar que seria concretizado. Fruto da nossa luta e reconhecimento do presidente Lula.

    Segundo Guajajara, o MPI tem direcionado esforços para ampliar o protagonismo indígena na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será realizada em novembro em Belém. “O MPI e a presidência da COP30 vêm criando caminhos para que as vozes indígenas sejam mais escutadas e que suas demandas possam ser incorporadas com maior celeridade nas agendas e encaminhamentos da COP. A razão é que a COP30 precisa proporcionar legados para além de apenas um evento na Amazônia”, diz nota do ministério.

    Outro foco da atuação da pasta é a busca por mecanismos financeiros internacionais, como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), destinados a apoiar organizações indígenas e políticas públicas voltadas a seus direitos.

    Célia Xakriabá

    Em tom crítico, a deputada Célia Xakriabá denunciou as violações de direitos e a criminalização dos povos originários. “Os povos indígenas continuam sendo violentados e tendo seus direitos arrancados. Resistimos desde 1500. Na história do Brasil, nós fomos vítimas, invadiram nossos territórios e, hoje, nos chamam de invasores, declarou.

    A parlamentar relembrou o assassinato de Galdino Pataxó, queimado vivo em 1997, como símbolo da persistência da violência contra os indígenas no Brasil. “Esse ano completam-se 28 anos da morte de Galdino Pataxó, ele que foi queimado vivo em Brasília, mas que continua vivo em nós, povos indígenas.”

    Ela também afirmou: “Nós não temos medo da justiça, nós temos medo da injustiça que sequestra nossos direitos e que nos coloca como ameaça. Seguimos em luta, pois o Dia dos Povos Indígenas é todos os dias. Não existe planeta se não existir floresta, e é por nós que o Brasil começa”.

    Violência durante marcha

    Célia Xakriabá passou mal na semana passada ao inalar um gás lacrimogêneo lançado pela Polícia Legislativa contra manifestantes indígenas durante a Marcha do Acampamento Terra Livre, promovida pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). Ela protocolou uma representação criminal no Supremo Tribunal Federal contra órgãos de segurança do Distrito Federal e a Polícia Legislativa após ter sido ferida por spray de pimenta e gás lacrimogêneo durante o ato.

    Segundo a deputada, a manifestação era pacífica, com cantos e rituais tradicionais. Ela relata ter sido impedida de entrar no Congresso Nacional, mesmo identificada como parlamentar: “Além de me negar a ajuda, duvidaram que eu era parlamentar”, denunciou.

    A representação no STF cita sete crimes, incluindo racismo, violência política, lesão corporal e omissão de socorro. Foram anexadas imagens, vídeos e áudios que, segundo a deputada, comprovam o desprezo institucional por sua condição de mulher indígena eleita.

    “Não é apenas sobre mim. É sobre o que significa, para o Estado, ver uma mulher indígena exercendo seu mandato ao lado de seu povo. E é sobre como esse mesmo Estado reage quando a democracia é vivida do nosso jeito: com reza, canto e resistência”, afirmou.

    “Ser indígena em SP é resistir ao apagamento”, diz Juliana Cardoso

  • Papa Francisco morre aos 88 anos: legado de humildade, inclusão e paz

    Papa Francisco morre aos 88 anos: legado de humildade, inclusão e paz

    Morreu na madrugada desta segunda-feira (21) o papa Francisco, líder da Igreja Católica e primeiro pontífice oriundo das Américas, aos 88 anos. O anúncio oficial foi feito pelo Vaticano, horas após o pontífice realizar sua última aparição pública na Basílica de São Pedro, onde, com voz enfraquecida, desejou “Boa Páscoa” aos fiéis.

    O argentino Jorge Mario Bergoglio foi o primeiro papa não europeu

    O argentino Jorge Mario Bergoglio foi o primeiro papa não europeuRoberto Filho/Eleven/Folhapress

    A confirmação do falecimento foi feita pelo cardeal Kevin Farrell, Camerlengo da Câmara Apostólica, em pronunciamento na Casa Santa Marta, residência oficial do Papa. “Toda a sua vida foi dedicada ao serviço do Senhor e da sua Igreja. Ele nos ensinou a viver os valores do Evangelho com fidelidade, coragem e amor universal, especialmente em favor dos mais pobres e marginalizados”, disse Farrell. “Encomendamos a alma do Papa Francisco ao infinito amor misericordioso do Deus Uno e Trino”.

    Um pontificado histórico

    Com a morte de Francisco, a Igreja Católica perde um de seus líderes mais populares, reformistas e carismáticos dos últimos tempos. Jorge Mario Bergoglio, argentino de Buenos Aires e filho de imigrantes italianos, foi eleito papa em março de 2013, após a renúncia de Bento XVI.

    Tornou-se o primeiro papa jesuíta e o primeiro não europeu em mais de 1.200 anos, além de adotar o nome Francisco em homenagem a São Francisco de Assis, símbolo de humildade e cuidado com os pobres. Bergoglio morreu sem voltar à Argentina depois de ter virado papa.

    Durante seu pontificado, buscou aproximar a Igreja dos mais necessitados, modernizar o discurso da instituição e atuar como um líder moral em temas globais como migração, mudança climática e desigualdade social. Teve um papel ativo em processos diplomáticos e não hesitou em lançar apelos por cessar-fogo em conflitos armados, como na guerra entre Rússia e Ucrânia e nos ataques do Hamas a Gaza. “A soberania deve ser respeitada e garantida pelo diálogo e pela paz, não pelo ódio e pela guerra”, afirmou em uma de suas declarações.

    Avanços e polêmicas

    Francisco também entrou para a história como o papa que autorizou, ainda que com restrições, a bênção a casais do mesmo sexo. A decisão, divulgada em dezembro de 2023 pelo Dicastério para a Doutrina da Fé e com sua aprovação, permitiu que padres abençoassem uniões homoafetivas, contanto que não fizessem parte de rituais litúrgicos nem fossem confundidas com o sacramento do matrimônio.

    Segundo o documento, a bênção representa um gesto de proximidade pastoral, sem implicar aprovação formal da união. A iniciativa foi celebrada por setores progressistas e criticada por alas mais conservadoras da Igreja.

    Despedida e saúde frágil

    Nos últimos anos, Francisco enfrentou uma série de problemas de saúde, que o obrigaram a reduzir compromissos e a adotar o uso frequente de cadeira de rodas e bengala. Chegou a ser internado diversas vezes, com destaque para uma operação em 2021, quando retirou parte do cólon, e para o tratamento de pneumonia no início de 2025. Sua saúde era debilitada desde jovem, quando perdeu parte de um pulmão devido a uma pleurisia.

    Apesar disso, manteve boa parte de sua rotina, inclusive reuniões e celebrações, até os últimos dias. Em 23 de março, após 38 dias internado, ao deixar o hospital, acenou para os fiéis e agradeceu: “Obrigado a todos!”. No trajeto de volta ao Vaticano, fez uma parada na Basílica de Santa Maria Maior para orar diante do ícone de Salus Populi Romani, como forma de agradecimento.

  • Galípolo fala sobre juros e política monetária no Senado

    Galípolo fala sobre juros e política monetária no Senado

    Gabriel Galípolo apresenta projeções da política monetária aos senadores

    Gabriel Galípolo apresenta projeções da política monetária aos senadoresLula Marques/Agência Brasil

    A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado realiza nesta terça-feira (22), a partir das 10h, uma audiência pública com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Ele apresenta as diretrizes, a execução e as projeções da política monetária adotada pela autoridade monetária.

    A participação regular do presidente do Banco Central nas reuniões da comissão está prevista no Regimento Interno do Senado, que determina sua presença ao menos quatro vezes por ano nos meses de fevereiro, abril, julho e outubro.