Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • Senado aprova projeto sobre percentual mínimo de cacau nos chocolates

    Senado aprova projeto sobre percentual mínimo de cacau nos chocolates

    O Senado aprovou, nesta quarta-feira (30), um projeto de lei que estabelece percentual mínimo de cacau nos chocolates e disciplina informação do percentual total de cacau nos rótulos dos produtos derivados. De autoria do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), o projeto de lei 1.769/2019 agora vai para a Câmara dos Deputados.

    Chocolate

    ChocolateReprodução/TV Brasil

    Conforme a matéria, os rótulos podem apresentar a porcentagem de cacau, referente ao percentual de sólidos totais de cacau contidos no produto. Para os produtos importados, a obrigatoriedade para a apresentação dessa informação no rótulo será do importador. O texto define os seguintes percentuais mínimos para os diferentes produtos derivados de cacau:

    • chocolate amargo ou meio amargo: mínimo de 35% de sólidos totais de cacau, dos quais ao menos 18% devem ser manteiga de cacau e 14% devem ser isentos de gordura
    • chocolate em pó: mínimo de 32% de sólidos totais de cacau
    • chocolate ao leite: mínimo de 25% de sólidos totais de cacau e o mínimo de 14% de sólidos totais de leite ou seus derivados
    • chocolate branco: mínimo de 20% de manteiga de cacau e o mínimo de 14% de sólidos totais de leite

    Caso os produtos não apresentem a quantidade mínima exigida pela legislação devem apresentar nos rótulos a denominação de venda de acordo, sendo vedada a utilização de denominação que possa induzir o consumidor a erro. Empresas que descumprirem ficam sujeitas às sanções de natureza civil e criminal.

    Para o relator, ex-senador Rodrigo Cunha (MDB-AL), o texto prima pela alta qualidade da produção nacional de cacau e da indústria nacional de chocolates e dos demais produtos originados da planta, e pela transparência e garantia de informações precisas oferecidas aos consumidores nos rótulos dos produtos.

  • UnB abre inscrições para Projeto Politeia na Câmara dos Deputados

    UnB abre inscrições para Projeto Politeia na Câmara dos Deputados

    As inscrições para a 19ª edição do Projeto Politeia, promovido pela Universidade de Brasília (UnB) em parceria com a Câmara dos Deputados, foram abertas nesta sexta-feira (2). Voltado a estudantes de graduação e pós-graduação, o evento simula a rotina do Parlamento e busca promover a formação política e legislativa dos participantes.

    Estudantes devem ocupar o plenário da Câmara durante simulação

    Estudantes devem ocupar o plenário da Câmara durante simulação José Cruz/Agência Brasil

    A proposta permite que os estudantes vivenciem atividades típicas do Legislativo, como a elaboração e debate de projetos de lei, participação em comissões e sessões no plenário, além da cobertura jornalística e fotográfica dos trabalhos.

    Serão oferecidas 200 vagas, distribuídas entre parlamentares, assessores, repórteres e fotógrafos. As inscrições seguem até o dia 17 de maio, por meio de formulário online. A participação é paga, com valores que variam conforme a função escolhida. O evento ocorrerá dos dias 18 a 25 de julho. 

    Valores das inscrições

    Parlamentar: R$147,00

    Assessor parlamentar: R$92,00

    Repórter: R$87,00

    Fotógrafo: R$52,00

    Sistema de cotas e isenções

    As vagas serão preenchidas por ordem de inscrição, respeitando o sistema de cotas:

    30% para gênero;

    20% para raça;

    10% para critérios socioeconômicos; e

    40% para ampla concorrência.

    Entre as 200 vagas, 20 serão gratuitas, destinadas a estudantes vinculados aos programas de assistência estudantil da UnB.

    Mais informações estão disponíveis no site do Projeto Politeia.

  • Comissão aprova demissão indenizada por sofrimento psicológico

    Comissão aprova demissão indenizada por sofrimento psicológico

    A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A mudança permite que trabalhadores que experimentem sofrimento psicológico no ambiente de trabalho solicitem demissão e recebam indenização. O texto aprovado exige a comprovação do sofrimento por meio de laudo médico, exceto para empregados com deficiência.

    Dep. Sargento Portugal, relator da proposta.

    Dep. Sargento Portugal, relator da proposta.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    O relator, deputado Sargento Portugal (Pode-RJ), defendeu a alteração, originária do projeto de lei 3.324/2024, de autoria do deputado Jonas Donizette (PSB-SP). A inserção da medida na seção da CLT que trata dos direitos dos trabalhadores visa impedir alterações por convenções ou acordos coletivos. “A alteração reforça a proteção jurídica, garantindo que esses direitos sejam preservados de maneira mais clara e objetiva”, afirmou o relator.

    A CLT já prevê a possibilidade de demissão com indenização em situações como: exigência de serviços além da capacidade do trabalhador; descumprimento de obrigações contratuais pelo empregador; tratamento rigoroso excessivo por parte do empregador ou superiores; exposição a perigo; atos que prejudiquem a reputação ou moral do trabalhador ou de sua família; ofensas físicas, exceto em legítima defesa; entre outras.

    O projeto, em caráter conclusivo, seguirá para análise das comissões de Saúde; de Trabalho; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. A aprovação na Câmara e no Senado é necessária para que a proposta se torne lei.

  • Lula retoma agenda internacional com visitas à Rússia e à China

    Lula retoma agenda internacional com visitas à Rússia e à China

    Xi Jinping e Lula durante visita do presidente brasileiro à China em abril de 2024

    Xi Jinping e Lula durante visita do presidente brasileiro à China em abril de 2024Ricardo Stuckert/PR

    O presidente Lula retoma nesta semana sua agenda internacional com compromissos de peso em dois dos principais polos geopolíticos do planeta: Rússia e China. A série de viagens, marcada entre os dias 8 e 13 de maio, ocorre em um momento sensível para a diplomacia global, em meio à guerra na Ucrânia, ao recrudescimento da disputa comercial entre Estados Unidos e China e às tentativas do Brasil de reafirmar seu protagonismo no cenário internacional.

    A primeira parada será em Moscou, onde Lula atenderá a um convite do presidente Vladimir Putin para participar das celebrações dos 80 anos da vitória soviética sobre a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. A cerimônia acontece em 9 de maio, o feriado mais importante da Rússia, com um tradicional e grandioso desfile cívico-militar na Praça Vermelha, evento carregado de simbolismo nacionalista.

    Aproximação

    Além da participação nas comemorações, Lula e Putin manterão uma reunião bilateral entre os dias 8 e 10 de maio, com temas ainda não divulgados. A presença do líder brasileiro no evento, em meio ao isolamento diplomático da Rússia por causa da guerra na Ucrânia, tem sido interpretada por analistas como um gesto político de aproximação com o governo russo.

    O Kremlin também confirmou que o presidente da China, Xi Jinping, estará em Moscou para o mesmo evento, junto com outros cerca de 20 líderes mundiais. Xi deverá manter conversas bilaterais com Putin durante a estadia, que incluem assinatura de documentos de cooperação estratégica entre os dois países.

    China-Celac

    Após a visita à Rússia, Lula seguirá para Pequim, onde terá compromissos oficiais nos dias 12 e 13 de maio, no âmbito da Cúpula entre a China e os países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). A viagem marca a segunda visita oficial de Lula à China em seu terceiro mandato a primeira foi em abril de 2023 e foi retribuída por Xi Jinping em novembro do mesmo ano, após a Cúpula do G20 no Brasil.

    O novo encontro entre Lula e Xi ocorre em meio ao acirramento da guerra comercial entre China e Estados Unidos, um cenário iniciado na era Trump com a imposição de tarifas mútuas, que perdura e influencia negativamente os mercados globais. A reunião bilateral entre os dois líderes deve abordar não apenas temas comerciais e econômicos, mas também a cooperação sul-sul e a busca por alternativas à hegemonia ocidental nos organismos multilaterais.

  • Evento reúne Pacheco e Gilmar Mendes para debater políticas e economia

    Evento reúne Pacheco e Gilmar Mendes para debater políticas e economia

    A Confederação Nacional das Instituições Financeiras (CNF) realiza no dia 19 de maio, em São Paulo, seminário para discutir como o desenvolvimento do país pode ser impulsionado por instituições fortes, tributação eficiente e políticas bem desenvolvidas. Entre os debatedores estão o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, decano da Corte.

    Senador Rodrigo Pacheco e o ministro Gilmar Mendes, do STF

    Senador Rodrigo Pacheco e o ministro Gilmar Mendes, do STFRoque de Sá/Agência Senado

    A solenidade de abertura, marcada para às 9h, ficará por conta do presidente da CNF, o ex-deputado e ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia. Além dele, também discursam os presidentes da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, e da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), Carlos André.

    O ministro Gilmar Mendes vai apresentar a conferência “Os Desafios da Jurisdição Constitucional na Promoção do Desenvolvimento Nacional”. Antes dele, o ex-presidente do Banco Central (BC) Pérsio Arida discute instituições, políticas e crescimento econômico. Presidente do BC em 1995, nomeado por Fernando Henrique Cardoso, o economista também presidiu o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na gestão de Itamar Franco.

    Já o senador Rodrigo Pacheco vai participar do encerramento ao lado de Rodrigo Maia. Entre as mesas do seminário, duas serão apresentadas por professores de Economia. O painel “Decisões Políticas e Consequências Econômicas: Pensando a Relação entre Design Institucional e Desenvolvimento Econômico” tem apresentação de professores da Universidade de Harvard e da Universidade de Columbia.

    A conferência sobre política tributária, por sua vez, reúne Rita de La Feria, professora da Universidade de Leeds, na Inglaterra, e Vanessa Canado, professora e coordenadora do Núcleo de Tributação do Insper.

  • Comissão aprova aumento de pena para crimes cometidos em escolas

    Comissão aprova aumento de pena para crimes cometidos em escolas

    A Comissão de Segurança Pública do Senado aprovou, nesta terça-feira (6), o projeto de lei 3.613/2023, que endurece as punições para crimes praticados em instituições de ensino. A proposta, de autoria do Executivo, já passou pela Câmara e segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

    O deputado Fabiano Contarato (PT-ES) é o relator do texto aprovado pela Comissão

    O deputado Fabiano Contarato (PT-ES) é o relator do texto aprovado pela ComissãoAndressa Anholete/Agência Senado

    O texto modifica o Código Penal e a Lei dos Crimes Hediondos. O objetivo é punir com mais rigor casos de homicídio e lesão corporal dolosa ocorridos em escolas, universidades e outras unidades educacionais.

    Relator do projeto, o senador Fabiano Contarato (PT-ES) defendeu a medida. “São circunstâncias absolutamente repugnantes, que realmente deixam estarrecida a sociedade brasileira e, por isso, merecem um tratamento penal mais duro”, afirmou.

    O projeto dobra a pena mínima de homicídio simples quando cometido em ambiente escolar. Hoje, a punição é de seis a 20 anos de reclusão. Com a nova regra, a pena sobe para 12 a 30 anos. O tempo pode ser ampliado em até dois terços se a vítima for pessoa com deficiência ou se o autor tiver autoridade sobre ela, como no caso de professores, funcionários, parentes ou tutores.

    Em relação à lesão corporal dolosa, cuja pena atual vai de três meses a um ano, ou até 12 anos se resultar em morte, o projeto prevê acréscimo de um a dois terços da punição. Esse aumento poderá chegar ao dobro em casos de vítimas vulneráveis ou quando o agressor exercer relação de autoridade.

    O texto ainda determina que lesões gravíssimas e lesões seguidas de morte ocorridas em instituições de ensino passem a integrar a Lei dos Crimes Hediondos. Com isso, esses delitos terão início de cumprimento da pena em regime fechado e não poderão ser pagos com fiança.

  • Senado adia votação de PL que trata de atendimento a queimados

    Senado adia votação de PL que trata de atendimento a queimados

    Projeto sobre vítimas de queimadura tem votação adiada no Senado.

    Projeto sobre vítimas de queimadura tem votação adiada no Senado.Freepik

    O projeto de lei que assegura tratamento integral a vítimas de queimaduras pelo Sistema Único de Saúde (SUS) (PL 4.558/2019) está previsto para ser votado no plenário do Senado nesta quarta-feira (7). A análise da proposta estava na pauta desta terça-feira (6), mas foi adiada.

    De autoria do deputado Marreca Filho (PRD-MA), o texto foi aprovado em abril na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) com um substitutivo apresentado pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS).

    O novo texto garante às vítimas de queimaduras “todos os meios necessários” para sua reabilitação física, estética, psíquica, educacional e profissional, visando à inclusão social por meio de assistência integral pelo SUS.

    Caso o substitutivo seja aprovado, o projeto retornará à Câmara dos Deputados para que os parlamentares analisem as modificações feitas pelo Senado.

  • STF condena Débora do “Perdeu, mané” a 14 anos de prisão

    STF condena Débora do “Perdeu, mané” a 14 anos de prisão

    A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou a cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos a 14 anos de prisão por sua participação nos ataques às sedes dos três poderes em 8 de janeiro de 2023. A sentença inclui também o pagamento de R$ 30 milhões, solidariamente com outros envolvidos, como reparação por danos morais coletivos.

    Débora ficou conhecida por pichar com batom a frase “perdeu, mané” na estátua da Justiça durante os atos. Estava presa preventivamente desde março de 2023, mas obteve prisão domiciliar este ano, após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República, por ser mãe de criança menor de 12 anos.

    Débora ficou conhecida por pichar a estátua

    Débora ficou conhecida por pichar a estátua “A Justiça” durante os ataques de 8 de janeiro.Gabriela Biló/Folhapress

    Votos dos ministros

    A condenação seguiu o voto do relator, ministro Alexandre de Moraes,que foi acompanhado por Flávio Dino e Cármen Lúcia. Cristiano Zanin apoiou o mérito da condenação, mas propôs pena menor.

    Quem divergiu foi Luiz Fux, que considerou cabível apenas a punição por deterioração de patrimônio tombado. Moraes o rebateu destacando que a ré confessou ter participado dos acampamentos em frente ao quartel-general do Exército, pedindo intervenção militar e invadido a Esplanada dos Ministérios. Ele destacou que a análise do celular da acusada mostrou lacunas que sugerem tentativa de ocultação de provas.

    O portal Migalhas, parceiro do Congresso em Foco especializado em assuntos jurídicos, detalhou o voto de cada ministro. Confira aqui.

    Sentença

    A pena total é composta por 12 anos e seis meses de reclusão, mais um ano e seis meses de detenção e pagamento de 100 dias-multa, além da indenização. O início do cumprimento será em regime fechado. Foram aplicadas condenações pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

    Ao contrário da maioria dos réus de 8 de janeiro, Débora não recebeu uma proposta de acordo de não persecução penal da Procuradoria-Geral da República. A negativa se deu graças à natureza dos crimes dos quais ela foi acusada, com pena superior a quatro anos de prisão e emprego de violência, elementos que vedam a apresentação do acordo.

  • CCJ aprova sustação da ação penal contra Ramagem

    CCJ aprova sustação da ação penal contra Ramagem

    A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (7) o parecer que determina a sustação da ação penal em curso no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o deputado Delegado Ramagem (PL-RJ), na qual é corréu junto ao ex-presidente Jair Bolsonaro e outros membros do antigo governo por tentativa de golpe de Estado e demais crimes relacionados aos ataques de 8 de janeiro de 2023.

    O parecer, relatado pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL), recebeu 44 votos favoráveis e 18 contrários. O pedido de trancamento do processo foi apresentado pela liderança do PL, com base no 3º do artigo 53 da Constituição Federal, que permite à Câmara sustar ações penais contra seus membros por crimes supostamente cometidos após a diplomação.

    Ramagem é corréu junto com Bolsonaro na ação penal por golpe de Estado.

    Ramagem é corréu junto com Bolsonaro na ação penal por golpe de Estado.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Com a aprovação na CCJ, o parecer segue agora para apreciação do plenário da Câmara dos Deputados, que terá a decisão final sobre a sustação. Caso aprovado, pode começar uma nova disputa: o relatório defende a suspensão integral da ação sem citar réus específicos, podendo entrar em atrito com o entendimento firmado no STF de que a imunidade parlamentar não se estende a corréus.

    Argumentação do relator

    No parecer aprovado, Alfredo Gaspar sustenta que os crimes imputados a Ramagem incluindo tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado teriam ocorrido após sua diplomação em dezembro de 2022, o que autoriza a sustação do processo segundo a Constituição.

    O texto contrapõe a posição do presidente da 1ª Turma do STF, ministro Cristiano Zanin. Em despacho enviado anteriormente à Mesa Diretora da Câmara, ele afirmou que eventual suspensão poderia valer apenas para o deputado e exclusivamente para os crimes cometidos após a diplomação, sem alcançar os demais réus nem os crimes anteriores. O despacho foi enviado a pedido do líder do PT, Lindbergh Farias (PT-RJ).

    Base dividida

    O relatório contou com amplo apoio de partidos que formam a base do governo: as bancadas do União Brasil, PP, Republicanos e MDB, todos com ministérios, foram unânimes no voto favorável à suspensão da ação penal. O PDT, partido recém saído da base mas que ainda detém o Ministério da Previdência, também votou “sim”. PSD ficou dividido, enquanto PT, PSB e Psol votaram “não”.

  • Aprovados no concurso unificado têm até 30 dias para tomar posse

    Aprovados no concurso unificado têm até 30 dias para tomar posse

    A ministra da Gestão, Esther Dweck

    A ministra da Gestão, Esther DweckLeandro Chemalle/Thenews2/Folhapress

    O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) convocou nesta semana 370 aprovados no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU). Os nomeados têm até 30 dias para tomar posse, conforme determina a portaria MGI nº 4.173/2025, publicada na última segunda-feira (5). Os cargos abrangem diversas áreas e estão distribuídos em Brasília e em outros sete estados.

    Os candidatos aprovados ocuparão 12 cargos diferentes no MGI. A maior parte das vagas está concentrada em Brasília, sede do ministério liderado por Esther Dweck. Entre os cargos com maior número de vagas estão:

    • Engenheiro: 68 nomeações
    • Economista: 27
    • Arquiteto: 14
    • Técnico em comunicação social: 10

    Além do Distrito Federal, também há lotações previstas nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Acre, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Rio Grande do Sul.

    Posse 100% digital

    O processo de posse será feito de forma totalmente digital por meio da plataforma SouGov.br, disponível como site e aplicativo. Voltada aos servidores públicos federais, a ferramenta agora conta com uma nova funcionalidade chamada “Ingresso de Servidor”, desenvolvida especialmente para os recém-nomeados.

    Entre os benefícios da nova tecnologia, o MGI destaca:

    • Eliminação de deslocamentos e custos com cópias;
    • Preenchimento automatizado para quem já possui vínculo com a administração pública;
    • Envio de documentos e acompanhamento do processo em tempo real e em qualquer horário.

    O processo exige o envio de documentos pessoais, como identidade, certidão de casamento ou união estável, certificado de reservista e currículo profissional. Também é necessário responder a um questionário de perfil profissiográfico, ferramenta criada para auxiliar na gestão e alocação estratégica dos novos servidores.

    O Manual do Ingressante, disponível no portal do MGI, traz o passo a passo para o processo de posse.

    Exames obrigatórios e atestados médicos

    Os candidatos também devem providenciar os exames médicos admissionais exigidos pela portaria, entre eles:

    • Hemograma completo com plaquetas
    • Tipagem sanguínea ABO e fator RH
    • Glicemia de jejum
    • Creatinina
    • Lipidograma (colesterol e triglicérides)
    • Exame de urina (EAS)
    • Enzimas hepáticas AST (TGO) e ALT (TGP)

    A aptidão física e mental deverá ser atestada por médicos do SUS, conforme exigido pela portaria. Sem esses laudos, a posse não será efetivada.