Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • Cabo Gilberto Silva recebe prêmio de melhor deputado da Paraíba

    Cabo Gilberto Silva recebe prêmio de melhor deputado da Paraíba

    Com uma trajetória marcada pela disciplina militar e pela intensa produção legislativa, o deputado federal Cabo Gilberto Silva (PL-PB) conquistou o reconhecimento como melhor deputado federal da Paraíba no Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Nascido em Santa Rita, iniciou a carreira na Polícia Militar da Paraíba em 2002 e mais tarde se formou em Direito. Em 2018, chegou à Assembleia Legislativa como deputado estadual. Em 2022, foi eleito deputado federal com mais de 126 mil votos, uma das maiores votações do Estado.

    Deputados agraciados na votação popular do Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Deputados agraciados na votação popular do Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

    Na Câmara, Gilberto Silva ganhou notoriedade pela quantidade de proposições apresentadas. Somente em 2024, figurou entre os dez deputados mais produtivos da Casa, com 63 propostas legislativas protocoladas. Além disso, tem atuado em comissões relevantes como Finanças e Tributação, Comunicação, Cultura, Defesa do Consumidor e Segurança Pública.

    O reconhecimento foi oficializado na cerimônia de entrega do Prêmio Congresso em Foco, realizada nesta quarta-feira (20), no Teatro Nacional Claudio Santoro, em Brasília, com transmissão ao vivo.

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

  • Ana Pimentel, Any Ortiz e Mauricio Carvalho são revelações de 2025

    Ana Pimentel, Any Ortiz e Mauricio Carvalho são revelações de 2025

    O Prêmio Congresso em Foco 2025 premiou, na categoria Parlamentar Revelação, três congressistas em primeiro mandato que se sobressaíram de forma positiva em suas atuações no Legislativo: deputada Ana Pimentel (PT-MG), deputada Any Ortiz (Cidadania-RS) e deputado Mauricio Carvalho (União-RO).

    A categoria tem como objetivo reconhecer novos nomes da política nacional, que já no início do mandato demonstraram capacidade de articulação, participação ativa nos debates e compromisso com o interesse público.

    Parlamentares elegidos revelação por análise do júri técnico do Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Parlamentares elegidos revelação por análise do júri técnico do Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

    A escolha foi feita pelo júri técnico, formado por representantes do terceiro setor, da academia, dos trabalhadores, do empresariado e do próprio Congresso em Foco, assegurando diversidade de visões e credibilidade ao processo.

    A cerimônia de entrega acontece nesta quarta-feira (20), no Teatro Nacional Claudio Santoro – Sala Martins Pena, em Brasília, com transmissão ao vivo pelos canais oficiais do Congresso em Foco.

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

  • Melhores senadores de 2025 são definidos pelo júri técnico

    Melhores senadores de 2025 são definidos pelo júri técnico

    Na 18ª edição do Prêmio Congresso em Foco, o júri técnico teve a missão de avaliar a atuação dos parlamentares no Senado com base em critérios como assiduidade, qualidade do debate, apresentação de propostas e capacidade de articulação.

    A partir dessa análise, foram eleitos como melhores senadores de 2025:

    • Ciro Nogueira (PP-PI)
    • Daniella Ribeiro (PP-PB)
    • Eduardo Braga (MDB-AM)
    • Prof. Dorinha (União-TO)
    • Lucas Barreto (PSD-AP)

    Melhores do Senado por análise do júri técnico do Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Melhores do Senado por análise do júri técnico do Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

    O júri deste ano reuniu especialistas de áreas diversas: Chico Mendez (publicitário), Danielle Campez (diretora de Redação do Congresso em Foco), Lucas de Aragão (cientista político e CEO da Arko Digital), Moisés Selerges (presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC) e Patrícia Blanco (presidente executiva do Instituto Palavra Aberta).

    Com representantes do terceiro setor, da academia, dos trabalhadores, do empresariado e do próprio Congresso em Foco, o grupo buscou garantir equilíbrio e credibilidade ao processo de escolha.

    A cerimônia de entrega do prêmio está sendo realizada nesta quarta-feira (20), no Teatro Nacional Claudio Santoro, em Brasília, com transmissão ao vivo pelos canais oficiais do Congresso em Foco.

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

  • Governo comprará perecíveis que seriam exportados aos EUA

    Governo comprará perecíveis que seriam exportados aos EUA

    Em entrevista à Voz do Brasil, o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, anunciou nesta quarta-feira (20) que o governo federal planeja adquirir produtos perecíveis, como frutas, peixes e carnes. O objetivo, segundo o ministro, é destinar esses alimentos à merenda escolar, à alimentação das Forças Armadas, aos hospitais, aos restaurantes universitários e aos programas de aquisição de alimentos voltados para populações em situação de insegurança alimentar.

    Teixeira enfatizou que o governo incentivará Estados e municípios a adquirirem esses produtos por meio de programas públicos de alimentação escolar, garantindo, assim, uma alimentação de melhor qualidade. Ele explicou que a medida visa regulamentar o mercado, evitando que setores redirecionem rapidamente seus produtos para outros países.

    Merenda escolar será um dos destinos desses produtos.

    Merenda escolar será um dos destinos desses produtos.Lalo de Almeida/Folhapress

    O ministro citou exemplos como a castanha, que pode ser comercializada na Europa, e o café, cuja produção brasileira é insubstituível. No caso da carne, Teixeira afirmou que o produto pode ser estocado, congelado e redirecionado. No entanto, produtos como mel, açaí, uva e peixes, por serem mais perecíveis, deverão ser absorvidos pelos programas nacionais de compras públicas.

    Teixeira garantiu que o governo incluirá em todos os seus editais de compras públicas a aquisição desses produtos, visando evitar o desperdício de alimentos. Ele ressaltou que as compras protegerão os empreendedores diretos e toda a cadeia produtiva. O ministro explicou que os exportadores venderão os produtos pelo preço praticado no mercado interno, já que o governo não pode pagar o preço de exportação em dólar.

  • Mendonça vota contra a condenação de Carla Zambelli

    Mendonça vota contra a condenação de Carla Zambelli

    O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quinta-feira (21) contra parte da condenação da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP). Ele acompanhou a divergência aberta pelo ministro Kassio Nunes Marques e defendeu a absolvição de Zambelli pelo crime de porte ilegal de arma de fogo, mas manteve a condenação por constrangimento ilegal.

    Zambelli responde no STF pelo episódio de perseguição armada contra o jornalista Luan Araújo, em São Paulo, na véspera do segundo turno das eleições de 2022. Até o momento, o julgamento tem seis votos a favor da condenação e dois pela absolvição.

    Mendonça vota contra a condeneção de Carla Zambelli.

    Mendonça vota contra a condeneção de Carla Zambelli.Fellipe Sampaio/STF

    Mendonça alegou que a deputada possuía autorização regular para o porte da pistola usada no episódio. “Ela tinha autorização legal para portar a arma”, afirmou. Por outro lado, votou pela aplicação de oito meses de detenção, em regime aberto, pela prática de constrangimento ilegal.

    Em sua manifestação, o ministro também criticou a conduta do jornalista perseguido. “O comportamento de Luan Araújo não exculpa a ação da acusada, pela qual está sendo condenada. Mas seu comportamento prévio, de provocação gratuita e contínua, também se mostrou reprovável”, disse Mendonça.

    Maioria por condenação

    Apesar da divergência, a maioria da Corte já se posicionou pela condenação de Zambelli, com pena de cinco anos e três meses de prisão, além da perda do mandato. Votaram nesse sentido os ministros Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia, Flávio Dino e Gilmar Mendes, relator da ação.

    O julgamento foi suspenso em março, após pedido de vista de Nunes Marques, e agora se encerra nesta sexta-feira (22), às 23h59, com o voto do ministro Edson Fachin.

    Histórico de condenações

    Caso confirmada, esta será a segunda condenação da parlamentar no Supremo. Em maio, Zambelli foi sentenciada a dez anos de prisão pela invasão aos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Antes de cumprir a pena, deixou o Brasil rumo à Itália, mas foi presa no fim de julho, após ser incluída na lista vermelha da Interpol.

  • Zé Trovão ameaça “acabar com a vida” de Moraes e depois recua

    Zé Trovão ameaça “acabar com a vida” de Moraes e depois recua

    O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) afirmou, durante discurso no plenário da Câmara dos Deputados na noite de quarta-feira (20), que iria “acabar com a vida” do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita em meio à defesa do pastor Silas Malafaia, alvo de operação da Polícia Federal no mesmo dia, por ordem do magistrado.

    A fala do parlamentar ocorreu horas após Moraes determinar busca e apreensão contra Malafaia, cumprida no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro. O ministro também proibiu o líder religioso de deixar o país, sob suspeita de envolvimento em ações de coação no curso de processo e de obstrução de investigações relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

    No discurso, Zé Trovão disse que o país estaria em risco e se dirigiu diretamente ao ministro do STF: “Alexandre de Moraes, presta atenção: o seu dia, o seu fim está próximo e nós vamos acabar com a sua vida”. A fala gerou reação imediata no plenário.

    Poucos minutos depois, o deputado voltou à tribuna para tentar reformular sua declaração. Ele alegou que utilizou “palavras mal colocadas” e buscou alterar o tom da crítica. “Eu disse ‘destruir a sua vida e isso não é verdade de maneira nenhuma. Nós não estamos aqui para destruir vidas, e sim as ações erradas que ele tem tomado. Nós iremos acabar com a injustiça que ele comete”, afirmou.

  • Flávio Bolsonaro relata assalto na residência de seus avós no RJ

    Flávio Bolsonaro relata assalto na residência de seus avós no RJ

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou neste domingo (24) que sua mãe, Rogéria Bolsonaro, e os pais dela, ambos na faixa dos 80 anos, foram feitos reféns durante um assalto à residência da família em Resende, município no sul do Rio de Janeiro. O trio foi mantido sob mira de armas por mais de uma hora, conforme relatado pelo parlamentar.

    Em nota, ele classificou o episódio como mais do que um roubo comum. “Graças a Deus estão todos bem, mas foi mais de uma hora de terror, com arma na cabeça e boca tampada com fita adesiva”. Os invasores, segundo ele, identificaram sua mãe e perguntaram sobre “o dinheiro que o Bolsonaro mandava para meus avós”.

    Sem encontrar valores em dinheiro, criminosos levaram pertences da família de Flávio Bolsonaro.

    Sem encontrar valores em dinheiro, criminosos levaram pertences da família de Flávio Bolsonaro.Edilson Rodrigues/Agência Senado

    Sem localizar valores em espécie, os assaltantes fugiram levando anéis e o carro do avô do senador. A Polícia Civil informou que o caso foi registrado como roubo com privação de liberdade e que as investigações já estão em andamento.

    Veja a íntegra do relato publicado pelo parlamentar:

    Acabaram de fazer minha mãe e meus octogenários avós de reféns, na casa deles em Resende/RJ. E não foi um simples assalto. Graças a Deus estão todos bem, mas foi mais de uma hora de terror, com arma na cabeça e boca tampada com fita adesiva.

    Os marginais chegaram abordando minha mãe, dizendo que sabiam quem ela era e querendo saber onde estava o “dinheiro que o Bolsonaro mandava para meus avós”.

    Reviraram a casa inteira. Como não havia dinheiro, levaram alguns anéis e fugiram roubando o carro do meu avô. Já tomamos as providências e, se Deus quiser, em breve esses marginais covardes serão encontrados!

  • Eleitores de centro avaliam melhor o Congresso que direita e esquerda

    Eleitores de centro avaliam melhor o Congresso que direita e esquerda

    A forma como os brasileiros enxergam o Congresso Nacional varia de acordo com sua posição no espectro político. É o que revela pesquisa realizada pelo Congresso em Foco, que avaliou a percepção de leitores de centro, direita e esquerda sobre o desempenho do Legislativo. Foram consultados 3.565 leitores.

    Entre os eleitores de centro, 56,4% avaliam o Congresso como regular, bom ou ótimo. O índice positivo cai para 37% entre os eleitores de direita e para 34,7% entre os de esquerda.

    Por outro lado, a insatisfação é mais expressiva justamente entre os segmentos da ponta ideológica. A pesquisa mostra que 65,2% dos eleitores de esquerda consideram o Congresso ruim ou péssimo, seguidos por 62% dos eleitores de direita. Já entre os eleitores de centro, esse índice é menor, mas ainda relevante: 43,5%.

    Os números revelam que o centro político tende a ser mais tolerante com o Legislativo, apresentando tanto a maior taxa de avaliação positiva quanto a menor proporção de rejeição. A esquerda, por sua vez, concentra a percepção mais crítica, enquanto a direita também mostra forte reprovação, mas um pouco menos intensa.

    Eleitores de centro avaliam melhor o Congresso que direita e esquerda

    Eleitores de centro avaliam melhor o Congresso que direita e esquerdaCongresso em Foco

    Retrato da polarização

    O levantamento confirma que a polarização política atravessa a forma como os brasileiros percebem o Congresso. Enquanto direita e esquerda tendem a críticas duras, o centro se mostra menos radical e mais disposto a reconhecer avanços. Essa clivagem é relevante porque o centro político, embora menos numeroso que os extremos, costuma ser decisivo na formação de maiorias parlamentares e na governabilidade.

    Gênero e região

    Embora o recorte principal seja ideológico, o levantamento também mostra nuances em outros aspectos:

    • Gênero: não houve diferenças significativas entre homens e mulheres na avaliação do Congresso, mas homens tendem a concentrar mais rejeição extrema (“péssimo”).
    • Região: os dados de São Paulo e Minas Gerais, que concentram boa parte dos respondentes, refletem a média nacional. Já no Sul, os números são mais fragmentados, com parte do eleitorado reproduzindo a rejeição da direita e outra parte adotando visão mais próxima da média nacional.

    Comparativo com outras pesquisas

    Ao dialogar com levantamentos nacionais como o Datafolha, que frequentemente indicam altos níveis de rejeição ao Congresso, a pesquisa do Congresso em Foco traz um elemento adicional: mostra como o eleitorado mais engajado em política lê o trabalho parlamentar de maneira segmentada por tendência ideológica. Enquanto os extremos acentuam críticas, o centro aparece como grupo mais ponderado. Esse retrato ajuda a compreender por que o Congresso ainda preserva legitimidade em certos segmentos e evidencia o papel estratégico do eleitorado de centro.

    Leia também:

    Tarifaço é rejeitado e só 44% o ligam a Bolsonaro, diz pesquisa

  • STF marca interrogatório de deputados réus por desvios de emendas

    STF marca interrogatório de deputados réus por desvios de emendas

    O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), agendou para quinta-feira (28), às 9h, o interrogatório de parlamentares do PL que se tornaram réus pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa em caso relacionado ao desvio de emendas parlamentares. A audiência ocorrerá na sala da 1ª Turma do STF e contará com a presença dos deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA), além do suplente Bosco Costa (PL-SE).

    A 1ª Turma do STF recebeu, em abril, denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que acusa os parlamentares de solicitar propina para liberar recursos de emendas parlamentares. Segundo a PGR, entre janeiro e agosto de 2020, os réus teriam pedido R$ 1,6 milhão em vantagem indevida para viabilizar R$ 6,6 milhões destinados ao município de São José de Ribamar (MA). Mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) integram o conjunto de provas.

    O caso teve início com denúncia feita pelo então prefeito Eudes Ribeiro, que relatou ter sido ameaçado a integrar o esquema e alvo de campanha de difamação.

    O interrogatório foi marcado pelo ministro Cristiano Zanin, do STF.

    O interrogatório foi marcado pelo ministro Cristiano Zanin, do STF.Rosinei Coutinho/STF

    Contexto do caso

    A investigação integra um conjunto de inquéritos abertos no STF a pedido da PGR sobre suspeitas de desvios de recursos oriundos de emendas parlamentares sem transparência, prática associada ao chamado “orçamento secreto”.

    Desde 2022, o Supremo tem fixado regras para disciplinar a aplicação desses recursos, diante da dificuldade de rastrear a autoria das indicações e os beneficiários finais. Nesta segunda-feira (25), em outro procedimento, o ministro Flávio Dino determinou a abertura de inquérito pela PF para apurar 964 emendas aprovadas entre 2020 e 2024 que não tiveram plano de trabalho registrado.

    Posições das defesas

    Na ocasião do recebimento da denúncia, a defesa de Josimar Maranhãozinho afirmou ao STF que as acusações da PGR se “mostram frágeis e desfundamentadas”. Já a defesa de Bosco Costa pediu a rejeição da denúncia alegando que as provas se limitam a “diálogos de terceiros e anotações manuscritas desconhecidas de Bosco”.

    A defesa de Pastor Gil, por sua vez, argumentou que as provas são ilegais, pois a investigação teria começado na Justiça Federal do Maranhão, e não no STF. Além disso, sustentou que a denúncia estaria baseada apenas em “hipóteses e conjecturas”.

  • Relator do PL do trabalho por app espera votar texto em novembro

    Relator do PL do trabalho por app espera votar texto em novembro

    O deputado Augusto Coutinho (Republicanos-PE), relator do projeto de lei complementar 152/2025, que regulamenta o trabalho em aplicativos de transporte e entregas, apresentou nesta terça-feira (26) o plano de trabalho da comissão especial que analisa a proposta. As audiências públicas ocorrerão às terças-feiras, sempre às 15 horas, até o dia 7 de novembro. O relatório deve ser votado até o dia 15 do mesmo mês.

    As reuniões devem contar com a participação de representantes do Judiciário, do Executivo, de trabalhadores e de empresas. A expectativa é de votação em plenário ainda em 2025. “Acho que é uma matéria importante, que a gente precisava, ao final desse ano, entregar ao Brasil uma legislação sobre essa matéria”, afirmou o relator.

    Relator busca apresentar texto equilibrado entre necessidades de entregadores e empresas.

    Relator busca apresentar texto equilibrado entre necessidades de entregadores e empresas.Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Ordem dos debates

    A comissão ouvirá primeiro representantes institucionais, como representantes do Tribunal Superior do Trabalho e do Ministério do Trabalho. Depois, será a vez dos trabalhadores vinculados a plataformas digitais. Em seguida, as audiências terão participação das empresas operadoras de aplicativos. Por fim, o colegiado receberá representantes da área de previdência e seguros.

    Coutinho explicou que os nomes de especialistas sugeridos pela equipe técnica já foram listados, mas poderão ser ampliados por indicação dos deputados. “Naturalmente, nós vamos chamar, de acordo com os senhores deputados que fizerem requerimento”, disse.

    Além das audiências, a comissão adotará o modelo implementado na elaboração da Reforma Tributária, na qual eram agendados encontros fechados do colegiado com representantes de entidades, sindicatos e empresas, buscando evitar ruídos em meio à articulação. “Nós vamos estar à disposição, mediante agendamento, para atender a todos de uma forma transparente”, disse o relator.

    Objetivos

    Coutinho disse que busca um texto que equilibre direitos trabalhistas com previsibilidade para as empresas. “Hoje a relação do trabalhador com as plataformas é uma relação injusta, é uma relação que o trabalhador não tem nenhuma segurança em nada”, afirmou. “É preciso dar às próprias plataformas também segurança jurídica para que eles saibam exatamente quais as obrigações deles”.

    Ele também alertou que o debate sobre a regulamentação das plataformas acontecerá com ou sem a atuação do Congresso, implicando na urgência para o enfrentamento do debate. “É um tema que a gente precisa fazer e oferecer ao Brasil uma legislação, senão a gente vai ter o desprazer de algum tribunal superior legislar por nós, como a gente tem visto isso frequentemente”, apontou.