Categoria: SAÚDE GOV

  • Ministério da Saúde entrega 25 novas ambulâncias do SAMU 192 para a Bahia e anuncia investimento de R$ 160 milhões na Bahiafarma

    Para a renovação da frota do SAMU 192 na Bahia, o Ministério da Saúde entregou mais 25 novas ambulâncias neste sábado (26/04), em Salvador. Com mais essa leva, desde 2023, já são 256 novas unidades para ampliar e qualificar o serviço no estado. Durante agenda na capital baiana, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou também investimento de R$ 159 milhões para a modernização da Bahiafarma.

    “Estamos realizando o maior investimento da história da Bahiafarma para transformar o estado em um polo de produção de medicamentos e testes diagnósticos no Nordeste”, afirmou o ministro Alexandre Padilha. Esse recurso será destinado a três obras estruturais do laboratório público baiano e para aquisição de equipamentos. As melhorias incluem a reforma da subestação e do sistema de distribuição elétrica, além da reestruturação do Prédio Anexo I, que será destinado à produção de diagnósticos in vitro. Os equipamentos adquiridos serão utilizados na implantação da planta produtiva, fortalecendo a capacidade de produzir medicamentos e diagnósticos no estado.

    A iniciativa é parte das ações do Governo Federal para o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS), com geração de emprego e aumento da capacidade produtiva e tecnológica de saúde no país. A Bahiafarma desempenha papel fundamental na oferta de medicamentos para o Sistema Único de Saúde (SUS) e no desenvolvimento industrial do Nordeste. Os recursos são do Novo PAC Saúde.

    Renovação e expansão do SAMU 192 na Bahia

    As 25 novas ambulâncias vão beneficiar seis municípios da Bahia – Salvador será contemplado com 19 ambulâncias; Simões Filho, com duas; e os municípios de Candeias, Conde, Esplanada e Pojuca receberão uma unidade cada. A ação integra o Novo PAC Seleções e conta com um investimento de R$ 7,2 milhões, ampliando a capacidade de resposta do serviço, que já atendia mais de 91% da população baiana — cerca de 13,7 milhões de pessoas.

    Com mais essa leva, desde 2023, o Ministério da Saúde já entregou 256 novas ambulâncias para o estado da Bahia. São unidades que vão reforçar o atendimento e reduzir o tempo de resposta em casos de urgência e emergência no estado. A frota atual do estado conta com 449 unidades exclusivas para o SAMU 192. “Com a entrega, queremos garantir que o serviço chegue a 100% do território baiano, com mais agilidade e estrutura”, reforçou Alexandre Padilha.

    A meta do Ministério da Saúde é universalizar o SAMU 192 em todo o país até 2026, garantindo assistência a toda população brasileira. Ao todo, desde 2023, o Governo Federal garantiu 2.222 novas ambulâncias do SAMU 192 — volume seis vezes maior que o registrado entre 2019 e 2022, quando 366 unidades foram entregues à população. Com essa expansão, mais de 6,1 milhões de pessoas passaram a ter acesso ao atendimento de urgência. Atualmente, o SAMU 192 conta com mais de 4,3 mil veículos em circulação e chega a 188,6 milhões de brasileiros em 4.143 municípios.

    Novo PAC garante a construção da primeira Policlínica de Camaçari

    Estão em andamento as obras da primeira Policlínica Regional de Saúde de Camaçari, que dará cobertura a cerca de 644 mil pessoas da região. A unidade é a primeira a ser construída na cidade e utiliza recursos do Novo PAC Saúde. O projeto conta com investimento de mais de R$ 24,4 milhões, sendo R$ 17 milhões do Ministério da Saúde e R$ 7,4 milhões do governo estadual.

    Alexandre Padilha destacou que o presidente Lula quer garantir mais policlínicas funcionando sete dias por semana no país. “Vamos começar essa ação aqui pela Bahia. É um pedido do presidente: garantir o tempo adequado para os atendimentos especializados. Quando a pessoa precisar fazer um exame, uma mamografia, fechar um diagnóstico de câncer ou identificar problemas neurológicos ou auditivos, terá a policlínica funcionando todos os dias”, afirmou o ministro.

    A policlínica contará com 25 consultórios especializados — incluindo otorrinolaringologia e oftalmologia — e quatro salas de ultrassonografia. A unidade oferecerá exames oftalmológicos, ambulatório de estomias, tratamento de feridas complexas, serviços ortopédicos, fisioterapia e dois consultórios voltados à saúde infantil, com sala de estimulação precoce.

    Também haverá um núcleo de atendimento a vítimas de violência contra a mulher, centro de cirurgia ambulatorial com duas salas para pequenas cirurgias, serviço de endoscopia com área de recuperação exclusiva, além de raio-x, ressonância magnética e tomografia.

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    Foto: Walterson Rosa/MS

    Centro Especializado em Reabilitação das Obras Sociais Irmã Dulce

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também visitou o Centro Especializado em Reabilitação das Obras Sociais Irmã Dulce, que tem o Ministério da Saúde como um dos principais parceiros institucionais e é referência no atendimento a pessoas com deficiência nas áreas auditiva, física, intelectual e visual.

    Habilitada pelo Ministério da Saúde desde 2013, a unidade atende mensalmente cerca de 700 pessoas, de todas as faixas etárias. São 14 consultórios e capacidade para realizar até 7 mil procedimentos por mês.

    “Visitar o centro de pesquisa aqui nas Obras Sociais Irmã Dulce reforça a importância de acelerar a pesquisa clínica no país. Queremos contar com essa instituição como parceira na construção do novo marco regulatório, garantindo mais acesso a tratamentos modernos e fortalecendo o SUS”, destacou o ministro Alexandre Padilha.

    O centro oferece cuidado integral e individualizado, com uma equipe multiprofissional composta por médicos, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos, psicólogos, assistentes sociais, pedagogos e educadores físicos.

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    Foto: Walterson Rosa/MS 

    Simone Sampaio
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde lança Mês de Vacinação dos Povos Indígenas para proteção de 72 mil indígenas em todo o país

    Ministério da Saúde lança Mês de Vacinação dos Povos Indígenas para proteção de 72 mil indígenas em todo o país

    O Ministério da Saúde dá início ao Mês de Vacinação dos Povos Indígenas (MVPI) para intensificar as coberturas vacinais em territórios de todo o Brasil. As ações vão até o dia 24 de maio, com previsão de que mais de 72 mil indígenas sejam vacinados. O lançamento foi realizado no DSEI Bahia, no município de Banzaê, com a presença do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Durante o evento, foram anunciados R$ 8,8 milhões para reforçar assistência aos indígenas no estado.  

    O MVPI faz parte da Semana de Vacinação das Américas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), e tem como meta intensificar a vacinação em áreas indígenas. Como um gesto simbólico de incentivo à vacinação, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha vacinou membros da comunidade indígena contra a influenza. As ações do MVPI vão até o dia 24 de maio em todo o Brasil. 

    “O dia de hoje marca o lançamento do Mês de Vacinação nas Américas e, em abril, iniciamos a imunização de toda a população incluída no público prioritário. Anunciamos também que, no próximo dia 10 de maio, um sábado, o Ministério da Saúde voltará a realizar o Dia D Nacional de Vacinação em todo o país. Infelizmente, o governo anterior acabou com o Dia D da vacina por ser contrário à vacinação. Nós somos a favor da vida”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

    Na ocasião, o ministro também ressaltou a redução dos casos e óbitos por malária e anunciou a retomada integral do orçamento da saúde indígena, com foco na qualificação e equipagem das unidades de atendimento. 

    O MVPI acontece em todos os 34 DSEIs situados nas cinco regiões do país. São mais de 2,5 mil trabalhadores e trabalhadoras da saúde envolvidos nessa ação. A vacinação deste público exige grande esforço, pois residem em áreas de difícil acesso terrestre, acesso fluvial limitado em períodos de estiagem e áreas com acesso estritamente aéreo. Para o MVPI 2025, a previsão é de que mais de 72 mil indígenas sejam vacinados, com a aplicação de cerca de 96 mil doses de imunizantes, que integram o Calendário Nacional de Vacinação. Ao todo, 962 aldeias serão contempladas. 

    Confira as vacinas disponibilizadas  

    • Hepatite A e B;  
    • Penta (DTP/Hib/Hep B);  
    • Pneumocócica 10 valente;  
    • VIP (Vacina Inativada Poliomielite);  
    • VRH (Vacina Rotavírus Humano);  
    • Meningocócica C (conjugada);  
    • Febre amarela;  
    • Tríplice viral (Sarampo, Rubéola, Caxumba);  
    • Tetraviral (Sarampo, Rubéola, Caxumba, Varicela);  
    • DTP (tríplice bacteriana);  
    • BCG;  
    • HPV quadrivalente (Papilomavírus Humano);  
    • Influenza; e  
    • Covid-19;   
    • Varicela (monovalente)   
    • Meningocócica ACWY (MenACWY – Conjugada); e  
    • Pneumocócica 23-valente (Pneumo 23)  

    Fortalecimento da assistência aos povos indígenas na Bahia 

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, assinaram, nesta sexta-feira (25), um protocolo de intenções e parecer técnico para a construção de 38 novas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSIs), entrega de cerca de 70 sistemas de abastecimento de água e 10 ambulâncias do SAMU 192, aquisição de insumos hospitalares, equipamentos e medicamentos. Com um investimento de R$ 8,8 milhões, medida busca atender às principais demandas do Distrito Sanitário Especial Indígena Bahia (DSEI) e deve beneficiar cerca de 34,7 mil indígenas aldeados no estado. 

    Na Bahia, a rede de atenção primária conta com 24 Unidades Básicas de Saúde (UBSI), 9 Polos bases, 38 Equipes Multidisciplinar de Saúde Indígena (EMSI) nas 148 aldeias, que prestam assistência a 34 etnias, distribuídas em 32 municípios. 

    “É uma grande satisfação estarmos aqui hoje, em parceria com o estado da Bahia, para anunciar a construção de novas UBSIs, a implantação de equipes de atendimento especializado e o envio de medicamentos e equipamentos — reforçando nosso compromisso com o cuidado à saúde dos povos indígenas da região. Enquanto o estado será responsável pelas obras, o governo federal investirá na contratação de mais profissionais de saúde, agentes indígenas e equipes multiprofissionais para atuarem nessas unidades”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ao destacar os benefícios dos acordos firmados. 

    Promoção de saúde e equidade aos povos indígenas da Bahia 

    Nos dias 25 e 26 de abril, o DSEI Bahia e a Secretaria Estadual de Saúde da Bahia vão ofertar ações de promoção à saúde a comunidade Cajazeira que reside no município de Banzaê. A população terá acesso a atendimento odontológico, exames de Raio-X e Ultrassonografia, exames laboratoriais, testagem rápida de ISTs, mamografia, preventivo e orientações nutricionais. 

    Camilla Nunes 
    Ministério da Saúde 

  • Brasil reduz 26% dos casos de malária no primeiro trimestre de 2025

    Brasil reduz 26% dos casos de malária no primeiro trimestre de 2025

    O Brasil registrou uma redução de 26,8% nos casos de malária entre janeiro e março de 2025 (25.473 casos), em comparação com o mesmo período de 2024 (34.807 casos). O número de óbitos também apresentou queda de 27% em 2024, com 43 mortes notificadas, frente às 63 registradas em 2023. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apresentou os dados durante evento em alusão ao Dia Internacional de Luta contra a Malária, que é celebrado hoje, 25 de abril, na Academia Nacional de Medicina, no Rio de Janeiro.

    Durante sua apresentação, o ministro destacou o compromisso do Governo Federal com a eliminação da malária e a importância das tecnologias de saúde. “Nosso compromisso é zerar os óbitos por malária e buscar a eliminação da doença. Estamos introduzindo cada vez mais tecnologias eficazes: o melhor tratamento disponível, o uso ampliado de testes rápidos e a adoção da tafenoquina — que já é uma realidade no Brasil. Treinamos quase 3 mil profissionais, tratamos mais de 7 mil pessoas, e a meta é ampliar o acesso em todo o país até 2026.”

    Ministro Alexandre Padilha apresenta dados de malária na Academia Nacional de Medicina
    Ministro Alexandre Padilha apresenta dados de malária na Academia Nacional de Medicina

    O medicamento inovador de dose única é para a cura da malária por Plasmodium vivax, responsável por 80,3% dos casos em 2024. O tratamento reduz os casos graves e a mortalidade da doença. O medicamento já foi implementado em 49 municípios, de 6 estados – Amazonas, Roraima, Pará, Rondônia, Amapá e Acre – e 9 Distritos Sanitários Indígenas (DSEi). Em maio, ação será implantada na região extra-amazônica e, em junho, em duas áreas do Mato Grosso.

    A versão pediátrica da tafenoquina está em processo de incorporação, com parecer favorável na avaliação inicial da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec). A recomendação inicial vai à consulta pública nos próximos dias e retorna para a análise final da comissão.

    Redução de casos em áreas especiais

    Os dados do Ministério da Saúde ainda apontam redução no número de casos de três das cinco áreas especiais de vigilância em 2024, como 27,5% em área de garimpo e 11% em área de assentamento. A separação por áreas é uma estratégia de acompanhamento dos casos, uma vez que a malária é uma doença determinada socialmente, ou seja, que afeta mais pessoas em áreas de maior vulnerabilidade social – 99% estão concentrados na Região Amazônica, abrangendo os estados do Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. 

    Em relação à vigilância epidemiológica, o ministro chamou atenção para a malária também fora da Amazônia. “Embora o número de casos seja menor fora da região amazônica, a letalidade é mais alta. Por isso, vamos implementar um sistema de vigilância específico para os estados com registros fora da Amazônia. É preciso criar alertas e ações direcionadas para esses territórios.”

    No total, em 2024, foram registrados 138.493 casos locais, número menor que 2023 (140.264). Além disso, o país reduziu a quantidade de municípios com transmissão ativa da doença, passando de 321 em 2016 para 211 em 2024. Os resultados são reflexo das ações contínuas e estratégicas do Ministério da Saúde para a eliminação da doença.

    Investimentos e ações estratégicas

    Entre 2024 e 2025, a pasta investiu R$ 9,9 milhões em insumos para controle vetorial, R$ 5,8 milhões em medicamentos e testes G6PD e R$ 1,7 milhão para testes de diagnóstico rápido (TDR) da malária. O uso de testes rápidos para a doença cresceu 90% em 2024, com aumento de 65% na aquisição de insumos.

    O ministro Alexandre Padilha reforçou, ainda, o papel da Fiocruz na produção de medicamentos essenciais. “Quero agradecer à Fiocruz pela decisão de produzir, junto ao Ministério da Saúde, a combinação de artesunato com mefloquina, que é um dos tratamentos para a malária grave. Com isso, garantimos o fornecimento contínuo e seguro de medicamentos de alta qualidade para todo o país”, explicou.

    A aquisição de mosquiteiro impregnado de longa duração (MILDS), que não era adquirido desde 2019, foi outra ação estratégica destacada pelo ministro. Foram distribuídas 300 mil redes e 100 mil camas, atendendo 100% dos estados da Amazônia.

    Os profissionais de saúde das áreas de risco também passaram por cursos de capacitação e contam com o Projeto Apoiadores Municipais para prevenção, controle e eliminação de malária. Com 30 pessoas atuando diretamente nos municípios que concentram 80% da carga da doença, o projeto tem fortalecido a resposta local, apoiando gestões municipais em ações de vigilância, diagnóstico, tratamento e prevenção da malária.

    Acesse e conheça a campanha contra a Malária

    Talita de Souza
    Ministério da Saúde

  • No Rio, ministro da Saúde destaca redução do tempo de espera e inaugura serviço para pacientes renais

    No Rio, ministro da Saúde destaca redução do tempo de espera e inaugura serviço para pacientes renais

    Nesta quinta-feira (24), o Ministério da Saúde deu mais um passo para fortalecer o acesso à saúde no Rio de Janeiro. Durante visita ao Super Centro Carioca de Saúde (SCCS), em Benfica, o ministro Alexandre Padilha destacou a unidade como referência na redução do tempo para atendimento especializado no Sistema Único de Saúde (SUS) e participou da inauguração do serviço para tratamento renal.
     
    Esse modelo do Super Centro Carioca, que reduz o tempo de espera para atendimento especializado, é o que o presidente Lula quer levar para todo o país. Já são quase 2 milhões de atendimentos realizados aqui”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O tempo de espera para diagnóstico oftalmológico na unidade foi reduzido de 172 para 71 dias nos últimos dois anos, e o tempo para a mamografia, de 153 para 44 dias entre 2018 e 2024, acelerando o diagnóstico do câncer de mama.
     
    Mais 55 médicos para reforçar assistência no Rio
    Durante a visita, o ministro recepcionou 55 novos profissionais do Programa Mais Médicos para fortalecer a Atenção Primária na capital fluminense. Esses profissionais serão distribuídos em 239 unidades de saúde, entre clínicas da família e centros municipais. Agora, serão 416 profissionais do programa atuando no município. A cobertura da Atenção Primária no Rio de Janeiro alcança, atualmente, 79,37%, com 1.365 equipes de Saúde da Família em operação.
     
    O novo serviço de diálise peritoneal vai ampliar a capacidade de atendimento aos pacientes em terapia renal substitutiva, oferecendo uma alternativa à hemodiálise tradicional. O procedimento pode ser feito na própria casa do paciente, reduzindo riscos de infecção e evitando deslocamentos frequentes ao hospital. A ação tem impacto direto na qualidade de vida dos usuários do SUS e está inserida na estratégia de desospitalização e cuidado contínuo, com acompanhamento ambulatorial feito por médicos e enfermeiros especializados.
     
    Ao todo, o Rio de Janeiro conta com 3,2 mil pacientes em terapia renal substitutiva (hemodiálise) pelo SUS. Inicialmente, o SCCS contará com 50 aparelhos para o serviço, o que representa um aumento de 50% nas vagas atualmente disponíveis na rede credenciada, onde há 96 pacientes em uso da técnica. Esta é a primeira unidade da rede própria da Secretaria Municipal da Saúde a dispor do serviço. No Super Centro, 36 pacientes já adotaram o aparelho e outros cinco estão em treinamento para iniciar o uso.
     
    Sobre o Super Centro Carioca
    Considerado o mais moderno complexo de saúde da América Latina, o SCCS integra a rede pública de saúde e já realizou mais de 2 milhões de atendimentos desde sua inauguração, em outubro de 2022, entre consultas, exames e procedimentos. De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, o investimento federal é de R$ 110 milhões anuais — o que representa 60% do custeio da unidade. O centro é referência em tecnologia e atendimento humanizado.
     
    O Centro Carioca de Especialidades (CCE), que integra o Super Centro Carioca de Saúde (SCCS) juntamente com o Centro Carioca do Olho (CCO) e o Centro Carioca de Diagnóstico e Tratamento por Imagem (CCDTI), realiza, em conjunto com as 30 unidades avançadas do CCDTI, uma média de 2,5 mil atendimentos especializados por dia.
     
    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde
  • Mais Médicos: 407 profissionais começam a atuar em 22 estados brasileiros

    Mais Médicos: 407 profissionais começam a atuar em 22 estados brasileiros

    Mais um grupo de médicos que concluiu o Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv) do Programa Mais Médicos começa a chegar a diversas cidades brasileiras. A partir desta semana, 407 profissionais formados no exterior, que finalizaram o MAAv na última sexta-feira (11), desembarcam em 180 municípios e 15 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), distribuídos por 22 estados.

    Com a chegada desses médicos, o Ministério da Saúde espera impactos positivos nas comunidades atendidas, como a ampliação do acesso aos serviços de saúde na atenção primária, a redução do tempo de espera por atendimento com a utilização do prontuário eletrônico do SUS (e-SUS APS), além de avanços significativos na saúde indígena. Um exemplo concreto é a diminuição das remoções de pacientes no território Yanomami.

    Antes de iniciarem suas atividades, os médicos passaram por um treinamento específico para atuar em situações de urgência, emergência e no enfrentamento de doenças prevalentes nas regiões de atuação, a exemplo da malária.

    O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), Felipe Proenço, destaca a importância do programa Mais Médicos para o Sistema Único de Saúde (SUS) e para a população brasileira. “Hoje, 12 anos após a criação do programa, é possível ver como ele contribuiu para a redução da mortalidade infantil e para a melhoria do acesso à saúde, que é justamente o papel da atenção primária: atender pessoas com problemas de saúde que poderiam se agravar e demandar hospitalização. O programa evita essas hospitalizações e cuida das pessoas perto de suas famílias, junto de suas comunidades”, pontua.

    Com o objetivo de assegurar a eficácia do programa e a qualidade do atendimento prestado à população, o ministério pasta acompanha de perto o desempenho dos profissionais. Um dos principais instrumentos de monitoramento é o e-SUS APS, que permite registrar e acompanhar o histórico dos pacientes, facilitando a integração entre a atenção primária e os demais níveis de cuidado.

    Foto: Matheus Damascena/MS
    Foto: Matheus Damascena/MS

    Quase 25 mil médicos em atuação

    Com a meta de alcançar 28 mil profissionais até o final de 2025, o Programa Mais Médicos já assegura assistência a mais de 64 milhões de pessoas em todo o Brasil. Atualmente, cerca de 24,9 mil médicos atuam em 4,2 mil municípios, o que corresponde a 77% do território nacional. Dentre essas cidades, 1,7 mil apresentam altos níveis de vulnerabilidade social. Em dezembro de 2024, o programa registrou um marco ao atingir o maior número de médicos em atividade nos Distritos Sanitários Indígenas (DSEIs), com 601 profissionais atuando nessas regiões.

    Simone Sampaio
    Ministério da Saúde

  • Saúde e Educação anunciam Comissão Interministerial para avaliar a qualidade da formação médica no Brasil

    Saúde e Educação anunciam Comissão Interministerial para avaliar a qualidade da formação médica no Brasil

    Com o objetivo de discutir e propor ações voltadas à qualificação do ensino médico no país, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o ministro da Educação, Camilo Santana, anunciaram, nesta terça-feira (23), uma Comissão Interministerial com objetivo de avaliar a qualidade da formação médica no País. A iniciativa visa discutir e propor ações para aprimorar o ensino médico, com base nos resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (ENAMED) e nas novas diretrizes para a educação médica no Brasil.

    O ENAMED é uma iniciativa que integra características do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE) e do Exame Nacional de Residência (ENARE), permitindo uma avaliação abrangente e contínua do desempenho dos estudantes de Medicina ao longo do curso.

    “Essa é mais uma ação conjunta do governo federal para qualificar a formação médica no Brasil. Já avançamos na avaliação dos programas de residência médica e, agora, com o ENAMED, poderemos acompanhar o desempenho dos estudantes ao longo do curso, propor melhorias e qualificar ainda mais as instituições formadoras”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    “Essa comissão representa, ainda mais, a aproximação dos dois ministérios na busca por uma melhor formação da saúde brasileira”, afirma o ministro da Educação, Camilo Santana.

    A Comissão Interministerial terá como principais atribuições a análise dos resultados do ENAMED, a avaliação da qualidade dos cursos de Medicina e a atualização das diretrizes curriculares. Também será responsável por propor adequações na formação médica frente às novas demandas, como a incorporação de tecnologias – incluindo inteligência artificial – e os desafios impostos pela pós-pandemia. Um dos focos será a definição clara do que se espera dos estudantes em cada etapa da graduação.

    A composição da comissão incluirá representantes dos Ministérios da Saúde e da Educação, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), de entidades médicas, instituições de ensino e gestores estaduais e municipais.

    Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica

    O Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (ENAMED) foi desenvolvido para mensurar o desempenho dos estudantes de Medicina em relação às Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs), avaliando competências essenciais ao exercício profissional. A participação no exame será obrigatória e sua estrutura estará integrada à matriz curricular dos cursos de graduação em Medicina.

    O exame permitirá o monitoramento contínuo do progresso acadêmico dos estudantes, com a definição de níveis de desempenho. Seus resultados serão utilizados na avaliação da qualidade dos cursos em todo o país e poderão ser considerados em processos seletivos de residência médica, incluindo o ENARE.

    A inscrição no ENAMED será gratuita, com critérios e prazos definidos em edital a ser publicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP).

    “Essa iniciativa vai mudar a história da formação médica no país. Com a avaliação contínua ao longo do curso, e não apenas ao final, poderemos identificar lacunas formativas e agir de maneira mais eficaz para qualificar o ensino médico”, destaca o ministro Padilha.

    Ele ainda comparou o ENAMED ao modelo de avaliação contínua adotado pelo Programa Mais Médicos, que realiza exames anuais obrigatórios para os profissionais participantes. “Assim como no Mais Médicos, o ENAMED busca identificar pontos fortes e áreas de melhoria, promovendo a qualificação contínua e fortalecendo as práticas assistenciais no SUS”, completou.

    Relação com o Programa Mais Médicos

    O aprimoramento da formação médica está alinhado aos objetivos do Programa Mais Médicos, criado em 2013 para ampliar o acesso à saúde nas regiões mais vulneráveis e fortalecer a Atenção Primária à Saúde (APS).

    O programa oferece uma trilha formativa de quatro anos, que combina especialização e mestrado profissional com foco em Medicina de Família e Comunidade. Os médicos atuam em Unidades Básicas de Saúde (UBS), participando de atividades práticas, ensino, pesquisa e extensão.

    Vanessa Rodrigues
    Ministério da Saúde

  • Ministro da Saúde participa da ‘Campanha Lava-Pés’ em São Paulo e reforça ações de prevenção ao diabetes

    Ministro da Saúde participa da ‘Campanha Lava-Pés’ em São Paulo e reforça ações de prevenção ao diabetes

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou nesta quinta-feira (17), em São Paulo, da ação nacional da Campanha Lava-Pés: Cuidado com os Pés Diabéticos. A iniciativa busca alertar a população sobre os riscos do diabetes, em especial a prevenção de complicações como feridas, infecções e amputações, especialmente no período da Páscoa, momento simbólico de reflexão e cuidado. A ação ocorreu no Espaço de Cultura e Convivência Irmão Pedro Betancur, no bairro do Belenzinho. 

    Durante o evento, pessoas com diabetes mellitus tiveram a oportunidade de realizar a avaliação do “pé diabético”, receber orientações sobre alimentação saudável, saúde bucal, uso de medicações, praticar atividades de autocuidado e aferir a pressão arterial e a glicemia capilar. 

    “Isso aqui vai virar um compromisso meu. Voltarei a cada ano para mostrar mais avanços no cuidado da população em situação de rua e na atenção primária do SUS para melhorarmos cada vez mais. Além dos medicamentos disponíveis nas Unidade Básicas de Saúde e Farmácia Popular, com oferta gratuita à população, é importante ficar atento aos cuidados com os pés. Precisamos cuidar desde o começo para não chegar em uma situação grave”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

    A ação contou com a presença de profissionais de saúde, estudantes da área, representantes de instituições religiosas e educacionais, e lideranças comunitárias. Também estão previstas rodas de conversa, mutirões de cuidados e o gesto simbólico do lava-pés. 

    Entre os dias 16 e 24 de abril, a Campanha Lava-Pés ocorrerá em diversas cidades do Brasil, com apoio de secretarias municipais e estaduais de saúde, universidades, igrejas e entidades da sociedade civil. Desde 2014, a campanha é realizada em Caruaru (PE), com envolvimento da Universidade Federal de Pernambuco e das unidades básicas de saúde do município. 

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    Foto: Rafael Nascimento/MS

    Diabetes afeta milhões e é causa de amputações 

    Dados do Ministério da Saúde mostram que cerca de 10,2% da população brasileira — o equivalente a 20 milhões de pessoas — convive com diabetes. O pé diabético é uma das complicações mais graves da doença, e estima-se que 25% dos pacientes desenvolverão úlceras nos pés ao longo da vida. Em casos avançados, a condição pode levar à amputação. Entre janeiro de 2024 e fevereiro de 2025, foram registradas 4.227 amputações por diabetes no país.

    Prevenção reduz complicações e preserva vidas

    Os recursos para do tratamento do pé diabético no Sistema Único de Saúde (SUS) são estimados em R$ 586 milhões ao ano, com grande parte desse valor voltado ao atendimento de pacientes com úlceras infectadas. Diante desses dados, a Campanha Lava-Pés reafirma que a importância da prevenção. 

    O Ministério da Saúde vem fortalecendo as ações de enfrentamento ao diabetes no SUS. Atualmente, o tratamento integral inclui insulinas humanas (NPH e regular), insulinas análogas de ação rápida e prolongada, medicamentos orais e injetáveis. Em 2024, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) recomendou a ampliação do uso de insulinas análogas também para pacientes com diabetes tipo 2

    Também foi incorporado à lista de medicamentos gratuitos do Farmácia Popular o dapagliflozina, utilizado no tratamento do diabetes tipo 2 em pacientes com risco cardiovascular. O medicamento atua ajudando os rins a eliminar o excesso de glicose e contribui para a redução da pressão arterial, prevenindo complicações como infarto e insuficiência renal. 

    Assista 

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Municípios têm até 21 de abril para solicitar novos equipamentos odontológicos ao Ministério da Saúde

    Municípios têm até 21 de abril para solicitar novos equipamentos odontológicos ao Ministério da Saúde

    Municípios de todo o país ainda podem solicitar o recebimento de equipamentos odontológicos em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). A ação promovida pelo Ministério da Saúde, por meio da Política Nacional de Saúde Bucal – Brasil Sorridente, teve o prazo prorrogado para a próxima segunda-feira (21). O objetivo é substituir os equipamentos antigos e modernizar o parque tecnólógico do SUS. 

    Foram investidos R$ 22 milhões para a aquisição de 15.134 equipamentos, sendo: 

    • Motor reciprocante para endodontia (2.636 unidades);
    • Equipo odontológico tipo cart (71 unidades);
    • Localizador apical (2.636 unidades);
    • Aparelho de raio-X odontológico (2.058 unidades);
    • Bomba à vácuo (7.733 unidades). 

    Passo a passo para se inscrever

    Todo o processo é online e os pedidos devem ser feitos pelo e-Gestor. Para manifestar interesse na aquisição, basta acessá-lo com login e senha e seguir o passo a passo da página “Equipamentos APS”

    Todos os municípios podem participar do processo. É necessário, no entanto, que o ente federado tenha pelo menos uma equipe de Saúde Bucal (eSB) credenciada atuando na atenção primária e/ou que conte com um Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) ou um Serviço de Especialidades em Saúde Bucal (Sesb) homologados no território. 

    Não há limite para a quantidade de equipamentos que cada município pode solicitar.Os pleitos serão atendidos conforme disponibilidade e a vulnerabilidade dos municípios. Em caso de dúvidas, entre em contato pelo e-mail  ou pelo telefone (31) 3315-9145. 

    Laísa Queiroz
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde reforça parceria com a China para construção do primeiro Hospital Inteligente do Brasil

    Ministério da Saúde reforça parceria com a China para construção do primeiro Hospital Inteligente do Brasil

    A parceria estratégica entre Brasil e China, intensificada pelo presidente Lula, em 2023, foi reforçada nesta quarta-feira (16) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Com o objetivo de avançar nas iniciativas de cooperação nas áreas de saúde e tecnologia, Padilha recebeu o Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da China, Zhu Qingqiao, e outros representantes chineses. 

    O encontro teve como foco o fortalecimento da colaboração entre os dois países na implementação de soluções digitais no Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na transformação digital e na inovação do setor. 

    Um dos principais pontos discutidos foi a construção do primeiro hospital digital de referência no Brasil, que será erguido em São Paulo e contará com mais de 800 leitos. 

    O projeto tem como objetivo integrar as mais avançadas tecnologias, a exemplo da inteligência artificial, para otimizar a gestão hospitalar e melhorar a qualidade do atendimento. O financiamento do hospital está sendo negociado com o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), o banco dos BRICS. 

    “O fortalecimento da parceria Brasil-China é fundamental para o SUS, promovendo não apenas a inovação no setor de saúde, mas também a construção de um futuro mais justo e sustentável para as próximas gerações”, afirmou o ministro Alexandre Padilha. 

    Durante a reunião, Padilha também reafirmou a importância da Declaração Conjunta entre o Brasil e a China, que reafirma o compromisso de ambas as nações com um futuro mais sustentável e inclusivo, por meio de parcerias estratégicas em áreas como saúde, infraestrutura e desenvolvimento tecnológico. 

    A colaboração abrange a indústria biomédica, a produção de insumos para saúde e o desenvolvimento conjunto de vacinas. O ministro destacou, ainda, a urgência da transição para uma saúde digital no Brasil, ressaltando que as novas tecnologias devem ir além da modernização dos hospitais, impactando também questões macroeconômicas e sociais, como o combate à pobreza e à fome. 

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    Foto: Rafael Nascimento/MS

    Parcerias Estratégicas

    A China tem sido uma parceira estratégica do Brasil em diversas áreas. Em 2023, o Brasil iniciou um ciclo de investimentos no setor de saúde com a visita do presidente Lula à China. Em 2024, durante a visita do presidente Xi Jinping ao Brasil, novas parcerias foram firmadas, incluindo o desenvolvimento conjunto de vacinas e a ampliação do parque hospitalar brasileiro. 

    “As relações China/Brasil estão avançando. Os presidentes anunciaram que as relações formariam um mundo mais justo e um planeta mais sustentável, consolidando uma base forte para as relações nos próximos 50 anos. Eles assinaram documentos que geram sinergia e mostram estratégias para o Brasil. E agora as duas partes estão em consenso, estratégias de desenvolvimento financeiro e sustentável”, afirmou Zhu Qingqiao. 

    Um dos acordos inclui a produção nacional de insulina. Em 2025, 20 milhões de frascos de insulina Glargina serão produzidos em parceria entre empresas chinesas e brasileiras, como Biomanguinhos (Fiocruz), Biomm e Gan&Lee. As doses serão destinadas a pacientes com diabetes tipo 2, uma inovação no SUS, já que esse tipo de diabetes apresenta um número maior de pacientes em comparação ao tipo 1. 

    Outro avanço significativo na parceria é o desenvolvimento de uma vacina contra a dengue pelo Instituto Butantã. Para ampliar a escala de produção, o Butantã buscou a colaboração da empresa chinesa Uchi Biologics. 

    Vanessa Rodrigues
    Ministério da Saúde

  • Imunização nas escolas será intensificada em 2025 com foco em crianças e adolescentes

    Imunização nas escolas será intensificada em 2025 com foco em crianças e adolescentes

    Mais de 1.500 profissionais da saúde e da educação de todas as regiões do país participaram, na sexta-feira (11), do webinário Estratégia de Vacinação nas Escolas 2025, promovido pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (SVSA). Transmitido ao vivo pelo canal da SVSA, o evento teve como foco o fortalecimento da imunização de crianças e adolescentes menores de 15 anos nas escolas, com ações integradas para recuperar não vacinados, ampliar coberturas e enfrentar a desinformação. 

    Durante o evento, a coordenadora-geral de Incorporação Científica e Imunização, Ana Catarina de Melo Araújo, apresentou um panorama das coberturas vacinais entre crianças e adolescentes, além das recomendações técnicas para operacionalização da estratégia. Segundo ela, a iniciativa se estende até 31 de maio, com uma semana de intensificação entre os dias 14 e 25 de abril. 

    “Mais do que uma ação de checagem da caderneta e aplicação de vacinas, a vacinação nas escolas é uma oportunidade de educação em saúde, de conscientização sobre a importância das vacinas e de enfrentamento à desinformação”, afirmou Ana Catarina. 

    O Ministério da Saúde tem como meta a atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes. As vacinas aplicadas variam conforme a faixa etária e incluem doses contra a febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), DTP (tríplice bacteriana), meningocócica ACWY e HPV. As ações serão realizadas por equipes do SUS diretamente nas escolas ou por meio do deslocamento dos estudantes até as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), sempre com autorização dos responsáveis. A checagem das cadernetas também faz parte da estratégia, como forma de orientar pais e responsáveis sobre eventuais doses em atraso. 

    Investimentos 

    Para viabilizar a iniciativa, a pasta destinou R$ 150 milhões, sendo R$ 15,9 milhões para os estados e R$ 134 milhões para os municípios. A distribuição dos recursos considera o tamanho do território, as dificuldades logísticas, o número de escolas e as necessidades específicas de cada região. A partir deste ano, a vacinação nas escolas passa a ser reconhecida como uma estratégia específica de imunização. As doses aplicadas no ambiente escolar ou por encaminhamento das escolas devem ser registradas com a opção “Vacinação Escolar”, o que permitirá um monitoramento mais preciso dos resultados da ação. 

    A coordenadora destacou ainda que, em 2025, a estratégia contará novamente com repasses financeiros aos estados e municípios, já disponíveis nas contas das secretarias de saúde, para apoiar tanto a vacinação nas escolas quanto a atualização das cadernetas de vacinação dos menores de 15 anos. Ela também reforçou a importância do resgate vacinal entre adolescentes de 15 a 19 anos, especialmente para vacinas como HPV e hepatite B

    “O ambiente escolar tem se mostrado um dos espaços mais eficazes para ampliar a cobertura da vacina HPV. Por isso, é fundamental aproveitarmos essa estrutura para alcançar adolescentes que, muitas vezes, não procuram os serviços de saúde por conta própria”, concluiu. 

    Assista o webinário

    João Moraes
    Ministério da Saúde