Categoria: SAÚDE GOV

  • Em reunião do Conselho consultivo do Inca, Padilha destaca potencial que o Brasil possui no cuidado com o câncer

    Em reunião do Conselho consultivo do Inca, Padilha destaca potencial que o Brasil possui no cuidado com o câncer

    Ao participar da primeira reunião do Conselho Consultivo da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer e do Instituto de Câncer (Consinca), realizada na quinta-feira (10), em Brasília, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse acreditar que o Brasil tem potencial para ser um exemplo mundial no cuidado do câncer. “Estou convencido de que temos tudo para consolidar a maior rede pública de promoção, prevenção, diagnóstico e tratamento da doença no mundo”, declarou. 

    Padilha destacou ainda a importância de envolver os mais diversos atores nessa ‘construção’, incluindo a sociedade civil, voluntários, instituições públicas e privadas. “Envolvendo outros segmentos, podemos transformar o câncer em um tema de mobilização da sociedade brasileira”, disse. 

    Também presente ao encontro do Consinca, o secretário de Atenção Especializada à Saúde (Saes), Mozart Sales, citou a importância da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (PNPCC), que deve estar mais presente nos territórios, reforçando a necessidade de diagnóstico em tempo oportuno. Entre as ações em execução na secretaria para alcançar esses objetivos, o secretário destacou o programa Mais Acesso a Especialistas e os Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACONs). 

    “A gente precisa construir efetivamente uma rede de CACONs estruturada, organizada, qualificada, com capacidade de construir e estabelecer referencial, prática de gestão, modelo assistencial em rede. Os centros de assistência precisam ser instrumentos importantíssimos da política de câncer, ser ‘ponta de lança’”, observou Mozart. 

    Já o coordenador-geral da PNPCC no Ministério da Saúde, José Barreto, apresentou os avanços e desafios da área, afirmando que criar uma rede de cuidado da doença é fundamental. “Essa rede é um sucesso enorme, já teremos reflexos nesse ano e nos próximos”, assegurou. 

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    Foto: Erasmo Salomão/MS

    Sobre o Consinca 

    Instituído pela Portaria 1.390, de 28 de setembro de 2023, o Conselho Consultivo tem como objetivo assessorar o ministério nas propostas de formulação, regulamentação e supervisão da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer. 

    Integram o colegiado, órgãos e autoridades do Ministério da Saúde, o Instituto Nacional de Câncer (Inca), os conselhos Nacional de Secretários de Saúde (Conass), e de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), as entidades técnico-científicas especializadas na prevenção e controle do câncer, as entidades de prestadores de serviços ao SUS, dentre outros.

    Pedro José Sibahi
    Ministério da Saúde

  • Caderneta de Saúde da Criança agora está disponível no aplicativo Meu SUS Digital

    Caderneta de Saúde da Criança agora está disponível no aplicativo Meu SUS Digital

    A partir de hoje, pais e responsáveis podem acessar a versão digital da Caderneta de Saúde da Criança pelo aplicativo Meu SUS Digital. A iniciativa anunciada nesta quinta-feira (10) visa facilitar o acesso a informações sobre os cuidados na infância. De forma inédita, as famílias poderão acompanhar o histórico de vacinas, com previsão para as próximas doses e envio de notificações com lembretes para a hora de vacinar a criança. Os dados serão lançados em tempo real por meio da Rede Nacional de Dados em Saúde

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou os avanços e praticidade da tecnologia e pontuou como ela vai facilitar o dia a dia das famílias brasileiras e fortalecer o cuidado infantil. “São duas novidades que vêm com a caderneta digital, duas grandes vantagens para os pais. A primeira é o simples fato de ela existir: aquela situação em que o pai ou a mãe chega à unidade de saúde ou à escola e esquece a caderneta física, agora está resolvida — ela estará disponível no aplicativo. A outra é que a caderneta digital terá mensagens ativas, ou seja, vai enviar alertas para o responsável informando que chegou a hora de vacinar ou de tomar uma dose de reforço”, explicou Padilha. 

    “A caderneta da criança sempre foi uma aliada das famílias brasileiras. Agora, com a transformação digital do SUS, ela se torna mais moderna, interativa, acessível, e vem apoiar mães, pais, cuidadores e profissionais de saúde em todo o país no cuidado com as nossas crianças”, destacou a secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad. 

    A versão digital da caderneta não subsistiu a versão física que vai continuar a ser distribuída nas unidades de saúde. Ela é uma ferramenta adicional para que os pais, mães, responsáveis e cuidadores famílias tenham acesso a informações essenciais sobre os cuidados e o desenvolvimento das crianças desde os primeiros dias de vida. O documento reúne duas áreas fundamentais de atenção à saúde infantil: Registros de Saúde e Cuidados da Família. 

    A funcionalidade de registro de saúde da Caderneta Digital traz ferramentas práticas para acompanhamento da vacinação, crescimento e desenvolvimento infantil, além do histórico clinico com informações sobre consultas e atendimentos realizados. 

    A secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas, destacou a possibilidade de participação ativa das famílias que poderão inserir informações no aplicativo, como observações e alertas sobre a saúde da criança. 

    “Por exemplo, é possível registrar que um dentinho está para cair. Essa informação fica salva no aplicativo e, no dia da consulta, mesmo que a caderneta física tenha sido esquecida, ela estará acessível para os profissionais de saúde. Pai, mãe e responsáveis terão, na palma da mão, dados importantes sobre a criança, que poderão ser apresentados durante o atendimento e também compartilhados com outros serviços de saúde, se necessário”, explicou Caldas. 

    Já a área de Cuidados da Família oferece conteúdos interativos e educativos, com orientações práticas sobre amamentação, alimentação saudável, prevenção de acidentes, uso consciente de eletrônicos, combate à violência, prematuridade e outros aspectos essenciais para o bem-estar infantil. Todos os conteúdos educativos da versão física da Caderneta agora também estão disponíveis de forma digital e interativa, em um espaço exclusivo no app.  

    Como acessar a Caderneta Digital de Saúde da Criança

    O acesso à Caderneta Digital de Saúde da Criança no aplicativo ‘Meu SUS Digital’ é simples e permite que pais e responsáveis acompanhem de perto a saúde e o desenvolvimento infantil. Para utilizar o serviço, é necessário que tanto o responsável quanto a criança possuam contas ativas no Gov.br. 

    Confira o passo a passo para utilizar o serviço

    1. Instale o aplicativo

    Baixe o aplicativo Meu SUS Digital gratuitamente nas lojas oficiais: 

    2. Entre na sua conta 

    • Abra o aplicativo Meu SUS Digital
    • Faça login com seu CPF e senha do Gov.br 

    3. Acesse a Caderneta da Criança 

    • Na tela inicial, vá até a seção Miniapps
    • Selecione o miniapp “Caderneta da Criança”
    • Clique em “Adicionar nova criança”
    • Leia e aceite o Termo de Responsabilidade
    • Informe o CPF da criança e a senha da conta Gov.br dela
    • Após a validação, a criança será vinculada à sua conta, e a caderneta estará disponível.

    Após esse processo, o responsável terá acesso à Caderneta da Criança e poderá acompanhar dados tudo direto do celular ou navegador com praticidade e segurança. 

    Simone Sampaio
    Ministério da Saúde

  • Ministro Padilha vacina lideranças indígenas durante visita ao Acampamento Terra Livre, em Brasília

    Ministro Padilha vacina lideranças indígenas durante visita ao Acampamento Terra Livre, em Brasília

    O esforço do Ministério da Saúde para recuperar e ampliar a cobertura vacinal no Brasil tem dado resultados expressivos, especialmente entre a população indígena. Em 2024, a meta de cobertura foi superada em 6 vacinas importantes: BCG, pentavalente, poliomielite, pneumocócica, meningocócica e febre amarela. Em visita à 21ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL), em Brasília, nesta quarta-feira (9), o ministro Alexandre Padilha conversou com indígenas presentes ao local e, inclusive, vacinou algumas lideranças deste público contra a gripe, entre eles o secretário de Saúde Indígena da pasta, Weibe Tapeba.

    A campanha nacional de vacinação contra a influenza começou na segunda (7) e a meta é vacinar mais de 1 milhão de indígenas, considerando o calendário nacional e as especificidades climáticas da região Norte, onde a campanha será iniciada no segundo semestre. Ao todo, serão distribuídas cerca de 73,6 milhões de doses de vacina em 2025 — sendo 67,6 milhões no primeiro semestre, para as regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste; e outras 5,9 milhões no segundo semestre, destinadas à região Norte.

    No evento, Padilha reforçou que os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) estão preparados para vacinar as pessoas: “Sabemos das dificuldades para chegar a todos os lugares, por isso pedimos a colaboração de todos os territórios para levar vacina a todos”, disse. “Quantos indígenas já não foram salvos nesse país desde que começamos as campanhas de vacinação? A vacina salva vidas! Contem com o ministério para a gente melhorar a saúde dos povos indígenas”, conclamou o ministro.

    Ainda durante a visita ao ATL, o ministro destacou as ações estratégicas da pasta para fortalecer os atendimentos nas regiões mais remotas do país e o cuidado do Governo Federal com a saúde e o bem viver dos povos originários.

    “Estar aqui, no maior encontro de luta e resistência dos povos originários, é muito mais que um compromisso de governo — é um compromisso de vida, de respeito e de justiça com cada povo, cada cultura e cada território indígena desse país. Temos muitos desafios e, dentre as prioridades, queremos melhorar a qualidade de atendimento nas ações de promoção e prevenção à saúde indígena”, observou o titular da pasta da Saúde.

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    Foto: Karina Zambrana/OPAS

    Alta cobertura

    No ano passado, a cobertura vacinal entre os indígenas chegou a 86,6% — um índice acima da média nacional, com destaque para as crianças de 2 a 4 anos, que registraram 92,7% de cobertura.

    Além da campanha anual contra a gripe, o Ministério da Saúde realizará, entre 25 de abril e 24 de maio, o Mês de Vacinação dos Povos Indígenas (MVPI), com ações intensificadas em territórios indígenas de todas as regiões do Brasil. Em 2024, o MVPI alcançou 34 DSEIs, aplicando cerca de 67,7 mil doses em mais de 50 mil pessoas.

    Outro iniciativa é a Operação Gota, estratégia conjunta entre os ministérios da Saúde, da Defesa e a Força Aérea Brasileira (FAB), que levará vacinas a áreas de difícil acesso na Amazônia Legal, entre junho e novembro deste ano. Estão previstas 12 missões em sete distritos sanitários, beneficiando além dos indígenas, ribeirinhos, quilombolas e moradores de áreas rurais do Acre, Amapá, Amazonas e Pará. O investimento federal na Operação Gota este ano é de R$ 56,4 milhões.

    Monitoramento da febre amarela

    O monitoramento da febre amarela em áreas indígenas também foi reforçado, especialmente em Roraima, onde estão localizados os DSEIs Yanomami e Leste de Roraima. Apesar de não haver casos registrados da doença entre a população, a vigilância epidemiológica permanece ativa. Em 2025, já foram enviadas mais de 1,1 milhão de doses da vacina contra a doença para a região Norte, garantindo a proteção da população em áreas de risco.

    Acampamento: espaço de conquistas

    Realizado desde 2004, o ATL é a maior mobilização indígena do Brasil, e reúne este ano entre 6 mil e 8 mil indígenas de mais de 200 povos em Brasília.  Entre as principais conquistas do acampamento ao longo de sua história estão a criação da Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, a Sesai, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e do Conselho Nacional da Política Indigenista (CNPI).

    Ana Freire
    Ministério da Saúde

  • Governo Federal lança ação para vacinar quase 30 milhões de estudantes de escolas públicas

    Governo Federal lança ação para vacinar quase 30 milhões de estudantes de escolas públicas

    Entre os dias 14 e 25 de abril, escolas públicas de todo o país estarão mobilizadas para atualizar a caderneta de vacinação dos estudantes. A ação faz parte do Programa Saúde na Escola, que une esforços dos ministérios da Saúde e da Educação para ampliar a cobertura vacinal e proteger crianças e adolescentes. Participam 5.544 municípios, envolvendo 27,8 milhões de alunos de 109,8 mil escolas, que representam 80% das instituições da rede pública de ensino. É a maior adesão da história do programa criado em 2007. 

    A meta é vacinar 90% dos estudantes, crianças e adolescentes menores de 15 anos. Conforme a faixa etária de indicação da vacina, serão aplicadas doses das vacinas contra febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), DTP (tríplice bacteriana), meningocócica ACWY e HPV. As ações contam com a participação dos profissionais do SUS, cujas equipes vão vacinar no ambiente escolar ou as instituições de ensino levarão os estudantes até uma Unidade Básica de Saúde (UBS), sempre com a autorização dos responsáveis. Haverá ainda checagem das cadernetas de vacinação para alertar pais e responsáveis sobre a necessidade de atualização. 

    “A escola representa uma grande oportunidade para vacinarmos esse público. Estamos falando de crianças e adolescentes entre 9 e 14 anos — uma faixa etária que, muitas vezes, frequenta menos as unidades básicas de saúde. Não é tão comum que pais ou responsáveis os levem até lá. Por isso, aproveitar o espaço escolar não apenas para divulgar, mas também, quando necessário, para realizar a vacinação e promover a campanha é fundamental”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

    Para viabilizar essa estratégia, o Ministério da Saúde destinou R$ 150 milhões, sendo R$ 15,9 milhões alocados para os estados e R$ 134 milhões, para os municípios, considerando o tamanho do território, as dificuldades logísticas, o número de escolas e as características e necessidades específicas de cada região. 

    A partir deste ano, a vacinação nas escolas passa a ser reconhecida como estratégia específica de imunização. As doses aplicadas nas escolas ou por encaminhamento escolar devem ser registradas com a opção “Vacinação Escolar”. O registro padronizado permitirá monitoramento mais preciso do impacto da iniciativa. 

    Com a adesão histórica de municípios no Saúde na Escola, 4,3 milhões de estudantes passaram a ter acesso às ações de promoção da saúde e prevenção promovidas pelo programa desde 2022. Das 109,8 mil escolas participantes, 53,6 mil escolas têm maioria de alunos do Bolsa Família. Outras 2.220 escolas estão em territórios quilombolas e 1.782 escolas possuem indígenas incluídos. 

    Houve um crescimento nas ações realizadas pelo Programa Saúde na Escola com foco na promoção da saúde de crianças e adolescentes. Entre 2022 e 2024, os maiores crescimentos foram registrados nas áreas de saúde mental (77,68%), atividade física (73,61%), saúde bucal (67,01%) e verificação da situação vacinal (35,30%), demonstrando o fortalecimento do cuidado integral no ambiente escolar. 

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    Com a versão digital da caderneta, pais, mães, responsáveis e cuidadores famílias terão acesso a informações essenciais sobre os cuidados e o desenvolvimento das crianças desde os primeiros dias de vida. (Foto: Walterson Rosa/MS)

    Caderneta de Saúde da Criança ganha versão digital: famílias receberão alertas para a vacinação das crianças 

    Como parte das ações voltadas à saúde infantil, o Ministério da Saúde lança a Caderneta Digital de Saúde da Criança, agora integrada ao aplicativo Meu SUS Digital. Os dados serão lançados em tempo real por meio da Rede Nacional de Dados em Saúde. De forma inédita, as famílias poderão acompanhar o histórico de vacinas, com previsão para as próximas doses e envio de notificações com lembretes para a hora de vacinar a criança. 

    O ministro detalhou os avanços e a praticidade que a Caderneta Digital de Saúde da Criança trará para as famílias e como auxiliará na promoção da saúde infantil. “São duas novidades que vêm com a caderneta digital, duas grandes vantagens para os pais. A primeira é o simples fato de ela existir: aquela situação em que o pai ou a mãe chega à unidade de saúde ou à escola e esquece a caderneta física, agora está resolvida — ela estará disponível no aplicativo.  A outra é que a caderneta digital terá mensagens ativas, ou seja, vai enviar alertas para o responsável informando que chegou a hora de vacinar ou de tomar uma dose de reforço”, explicou Padilha. 

    Com a versão digital da caderneta, pais, mães, responsáveis e cuidadores famílias terão acesso a informações essenciais sobre os cuidados e o desenvolvimento das crianças desde os primeiros dias de vida. Ela reúne duas áreas fundamentais de atenção à saúde infantil: Registros de Saúde e Cuidados da Família. 

    Na seção Registros de Saúde, é possível acompanhar um panorama completo da saúde da criança, com informações sobre vacinação, crescimento, desenvolvimento infantil, saúde bucal e o histórico clínico. Já a área de Cuidados da Família oferece conteúdos interativos e educativos, com orientações práticas sobre amamentação, alimentação saudável, prevenção de acidentes, uso consciente de eletrônicos, combate à violência, prematuridade e outros aspectos essenciais para o bem-estar infantil. Todos os conteúdos educativos da versão física da Caderneta agora também estão disponíveis de forma digital e interativa, em um espaço exclusivo no app. 

    Como acessar a Caderneta Digital de Saúde da Criança

    O acesso à Caderneta Digital de Saúde da Criança no aplicativo ‘Meu SUS Digital’ é simples e permite que pais e responsáveis acompanhem de perto a saúde e o desenvolvimento infantil. Para utilizar o serviço, é necessário que tanto o responsável quanto a criança possuam contas ativas no Gov.br. 

    Confira o passo a passo para utilizar o serviço:

    1. Instale o aplicativo

    Baixe o aplicativo Meu SUS Digital gratuitamente nas lojas oficiais: 

    2. Entre na sua conta 

    • Abra o aplicativo Meu SUS Digital
    • Faça login com seu CPF e senha do Gov.br 

    3. Acesse a Caderneta da Criança 

    • Na tela inicial, vá até a seção Miniapps
    • Selecione o miniapp “Caderneta da Criança”
    • Clique em “Adicionar nova criança”
    • Leia e aceite o Termo de Responsabilidade
    • Informe o CPF da criança e a senha da conta Gov.br dela
    • Após a validação, a criança será vinculada à sua conta, e a caderneta estará disponível  

    Após esse processo, o responsável terá acesso à Caderneta da Criança e poderá acompanhar dados tudo direto do celular ou navegador com praticidade e segurança. 

    Assista à coletiva

    Simone Sampaio
    Ministério da Saúde

  • Treinamento em Pernambuco fortalece o enfrentamento ao Aedes aegypti em comunidades indígenas

    Treinamento em Pernambuco fortalece o enfrentamento ao Aedes aegypti em comunidades indígenas

    Com foco na prevenção e controle do mosquito Aedes aegyptitransmissor de doenças como dengue, Zika e chikungunya, o Ministério da Saúde promoveu um treinamento para agentes indígenas de saúde no município de Pesqueira, localizado no Agreste de Pernambuco, entre os dias 2 e 4 de abril.

    Ao todo, 25 agentes indígenas participaram do treinamento, que foi conduzido por equipes técnicas da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), da organização social Moscamed Brasil, da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) e da gestão municipal de Pesqueira.

    No encontro, os participantes receberam orientações sobre medidas de prevenção e controle do mosquito e foram apresentados a tecnologias de monitoramento entomológico. Entre os destaques, estava o uso de ovitrampas, armadilhas simples que ajudam na detecção e controle do vetor.

    Como parte das atividades práticas, foram instaladas 22 ovitrampas e 4 armadilhas para captura de mosquitos adultos nas áreas indígenas do município. Essas ferramentas permitem monitorar a presença do Aedes aegypti, avaliar a eficácia das medidas de controle e reduzir a quantidade de ovos e mosquitos no ambiente, contribuindo para a diminuição da transmissão das arboviroses.

    Qualificação e formação profissional

    Para reduzir casos graves e óbitos, o Ministério da Saúde anunciou, na terça-feira (8), novas ações de enfrentamento à dengue. Entre as propostas, está o investimento em formação profissional. São 50 mil novas vagas para o curso autoinstrucional de Dengue da Universidade Aberta do SUS (Una-SUS), para melhorar o atendimento em todo o país.

    Nos próximos 100 dias, serão enviados conteúdos informativos e educativos para 50 mil agentes comunitários de saúde (ACSs), profissionais do Mais Médicos e residentes. E com a tecnologia a favor, a pasta vai reunir lideranças do Programa Mais Médicos em webinário para disseminar estratégias de combate e prevenção da doença, com alcance previsto de 20 mil pessoas.

    João Moraes
    Ministério da Saúde

  • Brasil sedia simulado de resposta rápida para detecção de poliovírus

    Brasil sedia simulado de resposta rápida para detecção de poliovírus

    O Ministério da Saúde, em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), realizou, em Brasília, um simulado de resposta rápida para a detecção do poliovírus. O objetivo da iniciativa foi reforçar a vigilância epidemiológica e a imunização, além de aprimorar a capacidade de resposta do país diante de possíveis surtos de poliomielite

    O Brasil já chegou a registrar mais de 3,5 mil casos de poliomielite por ano, resultando em sequelas motoras irreversíveis para muitas crianças. Graças à vacinação, a doença foi eliminada no país, com o último caso registrado em 1989. No entanto, o risco persiste, pois o poliovírus selvagem e o derivado da vacina ainda circulam em alguns países, exigindo uma vigilância constante. 

    “Ser vigilante é essencial, especialmente quando não temos casos no território. A ausência da doença pode gerar uma falsa sensação de segurança, e é nosso dever manter a atenção e a resposta preparada”, destacou Greice Madeleine Ikeda do Carmo, coordenadora-geral de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis do Ministério da Saúde. 

    Os dados da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) mostram que, em 2024, a cobertura vacinal contra a poliomielite atingiu 89,61%, um aumento em relação a 2023, quando foi de 87,03%. No ano passado, a pasta alterou o esquema vacinal, substituindo as duas doses de reforço da vacina oral poliomielite bivalente (VOPb), conhecida como “vacina da gotinha”, pela injetável (VIP), garantindo maior eficácia na proteção contra a doença. 

    Com o simulado, o Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI) pretende estruturar uma equipe nacional de resposta rápida, reforçar os processos de vigilância das paralisias flácidas agudas (PFA), imunização e vigilância ambiental, além de aprimorar a capacidade de enfrentamento de surtos e eventos de poliomielite. O treinamento também visa apoiar as Unidades Federadas no desenvolvimento de futuras qualificações. A iniciativa integra as exigências internacionais para certificação da erradicação da poliomielite e contribui para a avaliação do Brasil perante o Comitê Internacional. 

    Poliomielite

    A poliomielite pode apresentar desde quadros assintomáticos até manifestações graves, como a paralisia flácida aguda irreversível, que pode levar à morte. Os sintomas mais comuns incluem febre, mal-estar, dor de cabeça, dor de garganta e no corpo, vômitos, diarreia, constipação, espasmos, rigidez na nuca e meningite. Na forma paralítica, observa-se deficiência motora súbita acompanhada de febre, assimetria muscular, flacidez com redução dos reflexos profundos e persistência de paralisia residual após 60 dias do início da doença. 

    João Moraes
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde inaugura nova sede do Distrito Sanitário Indígena Alto Rio Solimões

    Ministério da Saúde inaugura nova sede do Distrito Sanitário Indígena Alto Rio Solimões

    O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), inaugurou, na quarta-feira (2), a nova sede do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Solimões. A sede anterior funcionava num prédio alugado. O novo espaço está situado na cidade de Tabatinga (AM) – área da tríplice fronteira Brasil-Colômbia-Peru – e engloba 240 aldeias com uma população de mais de 73 mil indígenas, que tem o transporte fluvial como maior meio utilizado, com predominância de 95%. 

    São sete etnias atendidas pelo DSEI: Ticuna, Kocama, Kaixana, Kambeba, Kanamari, Witoto e Maku-Yuhup, sendo a Ticuna o maior povo indígena do país, predominante na região do Alto Rio Solimões. O investimento na obra foi de R$ 2,44 milhões, custeados com recursos próprios do ministério. 

    Presente na inauguração, o secretário da Sesai, Weibe Tapeba, estava acompanhado da coordenadora do DSEI, Geralda Ozório, e do coordenador do DSEI Manaus, André Mura. A programação do dia foi festiva, com recepção aos convidados, fala das autoridades, corte da faixa inaugural, visita guiada pelas instalações, apresentação cultural e encerramento seguido por um coffee-break. Para Tapeba, este é mais um resultado do trabalho em prol do fortalecimento da saúde indígena.

    “Nesta gestão, conseguimos estender os atendimentos da saúde indígena para todos os estados da federação, e seguimos com ações estratégicas, com investimentos e com resultados positivos que refletem nessa retomada com dignidade. Essa obra durou 18 meses e exigiu muito esforço para sua realização. Atravessamos desafios especiais da região, mas agora será um benefício que se estenderá por gerações. Isso é muito gratificante”, destacou. 

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    Foto: Clarinha Kanindé/MS

    Infraestrutura

    A nova estrutura conta com diversas salas, depósito de armazenamento de medicamentos, farmácia, guarita, entre outros. Todos os ambientes já estão equipados e em funcionamento. 

    O DSEI Alto Rio Solimões está dividido nas seguintes unidades de saúde indígena: 13 Polos Base, 16 Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSIs), 1 Casa de Saúde Indígena (CASAI) regional e 5 CASAIs locais, devidamente equipadas e compostas de equipes multiprofissionais. Atualmente 90% dos profissionais do DSEI são indígenas, divididos em suas unidades e executando atividades finalistas e meio, para melhor atender a população. 

    Sílvia Alves
    Ministério da Saúde

  • Oficina ‘Mais Vida no Trabalho’ fortalece ações para prevenir acidentes e proteger trabalhadores

    Oficina ‘Mais Vida no Trabalho’ fortalece ações para prevenir acidentes e proteger trabalhadores

    “Quando falamos da saúde do trabalhador e da trabalhadora, não estamos falando de um problema marginal, e sim de um problema central”. Com essa afirmação, Agnes Soares, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador (DVSAT), abriu a I Oficina Nacional Mais Vida no Trabalho: Programa Nacional de Prevenção aos Acidentes de Trabalho Fatais.

    Promovida pela Coordenação-Geral de Vigilância em Saúde do Trabalhador (CGSAT), a oficina teve como objetivo discutir, de forma integrada com estados e municípios, a estrutura e as ações do Programa Mais Vida no Trabalho. O evento reuniu em Brasília profissionais dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), representantes de movimentos sociais e sindicais, integrantes do Conselho Nacional de Saúde e pesquisadores da área, fortalecendo o diálogo e a construção de estratégias para a promoção da saúde no ambiente de trabalho.

    Mais vida no trabalho

    No Brasil, ocorrem cerca de 7 milhões de acidentes de trabalho por ano, resultando em 26 mil mortes evitáveis. Globalmente, estima-se que 8 mil pessoas morrem diariamente devido ao trabalho, sendo 885 por acidentes laborais. Esses números evidenciam a necessidade de ações efetivas para prevenir tragédias e fortalecer a segurança no ambiente profissional.

    O Programa de Monitoramento e Vigilância do Trabalho (PMVT) tem como objetivo principal fortalecer a detecção precoce de óbitos relacionados ao trabalho, permitindo intervenções eficazes sobre os fatores de risco. Além disso, busca promover a saúde, prevenir novos casos, reduzir a subnotificação e qualificar os registros, articulando ações entre diferentes setores. A iniciativa também visa ao fortalecimento da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast), garantindo uma abordagem mais integrada e eficiente na proteção dos trabalhadores.

    O coordenador-geral da CGSAT, Luiz Henrique Leão, reforçou a importância do tema: “A saúde do trabalhador é a defesa da vida e do SUS. O Brasil ocupa a 4ª posição no ranking mundial de mortes de trabalhadores, um dado que deveria gerar indignação, pois essas mortes são preveníveis e evitáveis. Não podemos aceitar discursos que naturalizam essa perda, deixando a morte invisível. A política de saúde do trabalhador existe para proteger, produzir e ampliar a vida humana. Queremos mais vida no trabalho, porque trabalhar não pode significar adoecer ou morrer”, afirmou. 

    Amanda Milan
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde intensifica ações de enfrentamento à dengue em 80 municípios prioritários

    Ministério da Saúde intensifica ações de enfrentamento à dengue em 80 municípios prioritários

    Para reduzir casos graves e óbitos, o Ministério da Saúde anunciou, nesta terça-feira (8), novas ações de enfrentamento à dengue, em apoio aos estados e municípios mais críticos, com foco inicial em 80 cidades prioritárias. São municípios com alta transmissão da doença ou número de casos em ascensão e com mais de 100 mil habitantes. Regiões populosas têm maior possibilidade de sobrecarga assistencial. Já no primeiro momento, a Força Nacional do SUS estará preparada para atender a essas cidades com até 150 centros de hidratação de até 100 leitos cada, totalizando investimento de R$ 300 milhões.

    Acesse a lista dos 80 municípios prioritários

    Esses espaços são destinados ao acolhimento e à hidratação – oral ou venosa – de pacientes com dengue, para evitar agravamentos e internações. Podem ser instalados em UBS ou UPA, em espaços adaptáveis como auditórios, bibliotecas, refeitórios ou em estruturas temporárias como tendas, contêineres e galpões. A Força Nacional do SUS já realizou mais de 3,6 mil atendimentos em São José do Rio Preto (SP), município que lidera o ranking de maior número de casos da doença. Santarém (PA), Amapá, Macapá e Santana (AP), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Cuiabá e Várzea Grande (MT), Breves (PA) e Viamão (RS) também receberam missões.

    O ministro Alexandre Padilha ressaltou a significativa redução dos casos de dengue em 2025, em comparação com 2024. “Diante desse cenário, estamos priorizando a atuação em 80 municípios onde hoje há maior pressão sobre os serviços de saúde. Estamos preparados para apoiar com reorganização da rede assistencial e foco na redução de casos graves e óbitos. A Força Nacional do SUS está à disposição desses municípios”, declarou.

    “Nosso segundo foco é garantir que os demais estados e municípios do país não baixem a guarda. A redução de casos e óbitos não é motivo para interromper a vigilância, a mobilização e o acolhimento das ações. Já atendemos 100% das demandas por insumos feitas por estados e municípios e vamos continuar vigilantes”, complementou Padilha.

    As 80 cidades prioritárias também vão receber apoio do Ministério da Saúde para elaborar estratégia de expansão da cobertura vacinal, com ações como busca ativa de não vacinados, monitoramento dos estoques e garantia do abastecimento. Além disso, 16 cidades passarão a ofertar a vacina da dengue pela primeira vez: Itaituba (PA), Botucatu (SP), Loanda (PR), Conchas (SP), Promissão (SP), Querência do Norte (PR), Mirandópolis (SP), Cruzeiro do Sul (AC), Curitiba (PR), Espírito Santo do Pinhal (SP), Monte Santo (BA), Rancharia (SP), Lins (SP), Redenção (PA), Santa Cruz de Monte Castelo (PR) e Novo Progresso (PA).

    Os Agentes Comunitários de Saúde, fundamentais no controle da dengue, terão um novo guia com orientações para a busca ativa de pessoas com sintomas e que não se vacinaram, além de demais ações preventivas.

    “Com as vacinas disponíveis hoje, sabemos que a dengue pode ser uma doença grave. Por isso, estamos lançando quatro diretrizes fundamentais para garantir assistência rápida, evitar agravamentos e, principalmente, óbitos”, afirmou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão. “O que mais nos preocupa neste momento são os óbitos. Como médica, afirmo: todo óbito por dengue, em princípio, é evitável. Tivemos uma redução no número de mortes em comparação ao mesmo período de 2023 — foram 2.500 óbitos a menos no primeiro trimestre —, mas ainda assim já somamos 430 mortes confirmadas neste ano. Desses, 305 ocorreram em São Paulo, 34 no Paraná e 32 em Minas Gerais”, destacou Mariângela.

    Outra ação para o controle do mosquito será a distribuição por parte do Ministério da Saúde de 1.260 equipamentos de UBV portáteis até o fim de abril para utilização em bloqueio de surtos, permitindo maior alcance no interior dos domicílios e superando barreiras físicas, como muros e paredes. “Até o fim de abril, entregaremos esses equipamentos de ultrabaixo volume para bloqueio de surtos em todo o país. Esses equipamentos permitem borrifar dentro das casas e quintais, atuando de forma mais ágil no controle do mosquito”, disse.

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    Foto: Walterson Rosa/MS

    Significativa redução de casos e óbitos no país

    Em 2025, até 29 de março, o Brasil registrou queda de 75% no número de casos e 83% nos óbitos por dengue quando comparado com o mesmo período no ano anterior. Essa redução expressiva é resultado das ações coordenadas pelo Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios e a mobilização da população. O cenário atual aponta concentração, principalmente, nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Atualmente, circulam no país quatro sorotipos do vírus da dengue, com aumento expressivo de DENV-3, representando 22% dos casos. Esse sorotipo não circula no país há 15 anos.

    “Os meses de abril e maio são, historicamente, os de maior incidência de casos de dengue na região Sudeste, a mais populosa do Brasil. Por isso, esse balanço é um marco para reforçarmos as ações e nos prepararmos ainda mais para esse período crítico”, explicou Padilha. “Nós não vamos divulgar dados da véspera ou com análises precipitadas. Isso compromete a qualidade da informação. O que estamos apresentando aqui é fruto da melhor tradição da vigilância epidemiológica mundial, com o objetivo de oferecer o melhor dado possível sobre a tendência e o momento atual da dengue no país”, defendeu.

    Dos 80 municípios prioritários, 55 são de São Paulo, 14 do Paraná e 11 dos estados da Bahia, Goiás, Rio Grande do Norte, Acre e Pará, abarcando todas as regiões do país. Do total de casos no Brasil, 73% estão concentrados em São Paulo, Minas Gerais e Paraná; e esses mesmos estados concentram 86% dos óbitos. Essa lista estará constantemente em revisão, para a inclusão de mais cidades, se necessário.

    “Fazer o balanço dos três primeiros meses, fechando a décima terceira semana epidemiológica até o dia 29 de março, é um ato de responsabilidade. Esse intervalo é fundamental para que o trabalho de vigilância em saúde, análise de casos e descartes de óbitos suspeitos seja feito com precisão. Essa é uma prática consolidada, que seguimos desde a minha primeira passagem pelo Ministério da Saúde”, emendou Padilha.

    Novo guia para enfermeiros vai antecipar tratamento

    O Ministério da Saúde também anuncia a publicação de novas normas e diretrizes para o atual momento, com objetivo de garantir assistência no menor tempo, evitando atraso no início do tratamento e o agravamento dos pacientes. Uma das iniciativas é o Guia da Enfermagem para Arboviroses que dá autonomia para indicação de exames, medicamentos e hidratação na rede de urgência, como já ocorre na Atenção Básica.

    “Publicamos diretrizes firmes que dão segurança aos serviços e, principalmente, aos profissionais de enfermagem para atuarem desde o início do atendimento: desde a coleta de exames, passando pelo diagnóstico inicial com abordagem sindrômica e início do tratamento conforme o protocolo. Isso pode ser decisivo para evitar o agravamento dos casos e salvar vidas”, defendeu Padilha. “Esses profissionais estão presentes em toda a atenção primária, nos serviços de urgência, nos centros de hidratação. Ter clareza e respaldo para agir com base em protocolos científicos é fundamental para enfrentarmos a dengue com rapidez e eficiência”, disse.

    O Ministério da Saúde vai implementar, ainda, o Manejo Clínico Sindrômico em regiões endêmicas, que consiste em processos para identificar a doença já nos primeiros sintomas. Uma ação piloto será realizada em 10 municípios onde circulam mais de um vírus, começando por Breves (PA) e Macapá (AP). O intuito é analisar os resultados para estruturar a conduta para todo o Brasil.

    A pasta também vai garantir Diretrizes Nacionais para a Prevenção e o Controle das Arboviroses Urbanas, que atualizam a última versão de 2009. Dentre as novidades, está a incorporação de avaliação do risco intramunicipal, com foco em otimizar o planejamento das ações de controle, aproveitando melhor os recursos disponíveis e considerando as particularidades e necessidades locais.

    Além disso, as Diretrizes para Organização do Componente Assistência à Dengue nos Planos de Contingência de Resposta a Emergências em Saúde Pública vão reorientar os serviços de assistência em saúde para enfrentar epidemias com objetivo de reduzir filas, priorizar casos graves e prevenir óbitos.

    “Só o Ministério da Saúde pode publicar manuais que orientam o uso das tecnologias de controle vetorial e dar respaldo legal e técnico às equipes em campo. O que estamos fazendo é orientar estados e municípios com base no que há de mais avançado em evidência científica”, completou o ministro Padilha. “Tudo isso é resultado do diálogo com especialistas e da valorização da ciência. Nosso compromisso é com uma resposta baseada em evidência, fortalecendo o conhecimento crítico e sistematizado para enfrentar a epidemia com firmeza e responsabilidade”, concluiu.

    Novo comitê de mobilização

    O Ministério da Saúde também anuncia a criação do Comitê Permanente de Mobilização contra a Dengue, que vai somar às ações do Centro de Operações de Emergência (COE-Dengue). Até o final de abril, a pasta vai lançar Campanha Nacional de Prevenção e Combate às Arboviroses em 100% dos estados, com o foco em alcançar 80% da população em todo o território nacional.

    Qualificação e formação profissional

    O Ministério da Saúde também investirá em formação profissional. São 50 mil novas vagas para o curso autoinstrucional de Dengue da Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), para melhorar o atendimento em todo o país. Nos próximos 100 dias, serão enviados conteúdos informativos e educativos para 50 mil agentes comunitários de saúde, profissionais do Mais Médicos e residentes. E com a tecnologia a favor, a pasta vai reunir lideranças do Programa Mais Médicos em webinário para disseminar estratégias de combate e prevenção da doença, com alcance previsto de 20 mil pessoas.

    Acesse a apresentação de slides

    Assista à coletiva de imprensa na íntegra:

    Ministério da Saúde

  • Municípios têm até 13 de abril para solicitar equipamentos odontológicos para unidades do SUS

    Municípios têm até 13 de abril para solicitar equipamentos odontológicos para unidades do SUS

    A partir da última quinta-feira (3), todos os municípios do país podem solicitar o recebimento de equipamentos odontológicos em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). A ação é promovida pelo Ministério da Saúde, por meio da Política Nacional de Saúde Bucal – Brasil Sorridente, e tem como objetivo ampliar e qualificar o cuidado integral da população. Para adquirir o equipamento, o processo é todo online e os pedidos devem ser feitos pela plataforma e-Gestor até o próximo dia 13. 

    No total, foram investidos R$ 22 milhões para a aquisição de 15.134 equipamentos, que serão distribuídos aos municípios contemplados. Para a coordenadora-geral de Saúde Bucal da pasta, Doralice Severo Cruz, a doação reafirma o compromisso com a equidade. “Sabemos que o acesso à saúde bucal de qualidade ainda é um desafio em muitas regiões, e essa iniciativa busca reduzir desigualdades, garantindo que mais brasileiros tenham acesso a um atendimento digno e resolutivo. Os equipamentos doados vão fortalecer a estrutura dos serviços de saúde, ampliando a capacidade de atendimento e promovendo mais saúde para a população”, afirma. 

    Sobre os equipamentos 

    Serão distribuídos: 

    • Motor reciprocante para endodontia (Quantidade: 2.636)

    É o aparelho usado no tratamento de canal para girar as limas automaticamente, facilitando a limpeza do dente e tornando o procedimento mais rápido e seguro;

    • Localizador apical (Quantidade: 2.636)

    É o dispositivo que ajuda o dentista a medir com precisão até onde ele deve limpar dentro do dente durante um tratamento de canal, evitando erro;

    • Equipo odontológico tipo cart (Quantidade: 71)

    Trata-se do carrinho com os principais equipamentos que o dentista usa, como a broca de alta e baixa rotação e a seringa de ar e água, permitindo que ele trabalhe em ambiente hospitalar;

    • Aparelho de raio-X odontológico (Quantidade: 2.058)

    Usado para tirar radiografias dos dentes, ajudando a identificar cáries, reabsorções ósseas, infecções e outros problemas que não podem ser vistos a olho nu; 

    • Bomba à vácuo (Quantidade: 7.733)

    Equipamento que suga saliva e outras secreções da boca do paciente durante o atendimento. 

    Como solicitar? 

    Todos os municípios podem participar do processo. É necessário, no entanto, que o ente federado tenha pelo menos uma equipe de Saúde Bucal (eSB) atuando na atenção primária ou em um Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), para garantir a presença de profissionais que saibam operar os equipamentos.

    Para manifestar interesse na aquisição, os interessados devem acessar o e-Gestor com login e senha, e seguir o passo a passo da página “Equipamentos APS”

    Não há limite para a quantidade de equipamentos que cada localidade pode solicitar. Os pleitos serão atendidos conforme disponibilidade e levando em consideração a vulnerabilidade dos municípios, considerando o princípio da equidade.

    Em caso de dúvidas, basta entrar em contato pelo e-mail cosab@saude.gov.br ou pelo telefone (61) 3315-9145. 

    Laísa Queiroz
    Ministério da Saúde