Categoria: SAÚDE GOV

  • Saúde participa de varredura vacinal no Amapá para evitar a volta do sarampo

    Saúde participa de varredura vacinal no Amapá para evitar a volta do sarampo

    Com apoio do Ministério da Saúde, o Amapá realiza no Oiapoque, durante sete dias, uma busca ativa, de casa em casa, por pessoas não vacinadas contra o sarampo. O objetivo é manter a população protegida contra a doença e evitar que ela seja reintroduzida no Brasil.  “Graças às altas coberturas vacinais, à vigilância sensível e à preparação das equipes de saúde, conseguimos eliminar a circulação do vírus no país”, destaca Eder Gatti, diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI), responsável por acompanhar a ação no município.

    Em novembro de 2024, o país foi recertificado pela Organização Mundial da Saúde, como território livre do sarampo. No entanto, o vírus ainda circula em outras partes do mundo, podendo eventualmente ser introduzido no território nacional. A reposta rápida por parte do Ministério da Saúde e as secretarias estadual e municipal de saúde é fundamental para impedir a transmissão do vírus. Equipes de saúde locais estão percorrendo bairros e áreas de difícil acesso, como comunidades rurais e ribeirinhas, em busca de pessoas com esquema vacinal incompleto. Nos próximos dias, a ação será estendida a distritos de Macapá.  

    A vacinação continua sendo a principal medida de prevenção contra o sarampo e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O imunizante é indicado para pessoas entre 12 meses e 59 anos, conforme o calendário nacional de vacinação. Dos 12 meses aos 29 anos, as pessoas devem receber duas doses, enquanto as de 30 a 59 anos uma dose.

    De 2023 para 2024, o Amapá conseguiu aumentar em 8,67% (77,18% em 2023 e 85,85% em 2024) a cobertura vacinal da tríplice viral, vacina que protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Já para o município do Oiapoque, o aumento foi de 8,1% (61,92% em 2023 e 70,02% em 2024). “Já recuperamos bem a cobertura vacinal nos últimos anos, mas precisamos avançar ainda mais, principalmente em regiões que fazem fronteira com outros países que ainda possuem a circulação do sarampo”, frisa Eder Gatti.

    Eder Gatti - Vacina Oiapoque
    Eder Gatti, diretor do DPNI, participa de ação vacinal no Oiapoque (Foto: Sal Lima)

    Povos Indígenas

    O diretor do DPNI esteve também na sede da Casa de Saúde Indígena (Casai) Oiapoque, acompanhado representantes da Superintendência de Vigilância em Saúde do Amapá. O grupo foi recebido pela coordenadora do Distrito Sanitário Especial Indígena do Amapá e Norte do Pará (DSEI AMP), Simone Karipuna.

    A visita teve como foco o alinhamento de informações entre os níveis federal, distrital e estadual, com o objetivo de ampliar e qualificar as ações de imunização e vigilância em saúde nos territórios indígenas. Também foram discutidas as principais demandas da população atendida pelo DSEI AMP, com destaque para o planejamento de estratégias que promovam melhorias no atendimento e na cobertura vacinal das comunidades.

    A presença da equipe nacional em Oiapoque tem um significado ainda mais relevante por ocorrer durante o Mês de Valorização dos Povos Indígenas (MVPI), dentro da programação do Abril Indígena. O período é marcado por ações de reconhecimento, promoção de direitos e fortalecimento de políticas públicas voltadas aos povos originários em todo o país. A visita simboliza o compromisso institucional com a escuta ativa, o respeito à diversidade cultural e a busca constante por equidade no acesso à saúde.

    Swelen Botaro e Geisiane Nascimento
    Ministério da Saúde

  • Saúde leva atendimento a povos indígenas de recente contato da etnia Parakanã

    Saúde leva atendimento a povos indígenas de recente contato da etnia Parakanã

    O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), em parceria com a Associação Médicos da Floresta (AMDAF) iniciou em março um projeto inédito. Trata-se de uma parceria estratégica para levar atendimentos de saúde a indígenas de diversos territórios, levando assistência médica especializada diretamente dentro das comunidades. 

    A primeira etapa contemplou o Povo Indígena de Recente Contato da etnia Parakanã, residentes no município de Novo Repartimento, no Pará, atendidos pelo Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Guamá-Tocantins. A AMDAF disponibilizou duas estruturas móveis de alto desempenho, sendo um ônibus e um caminhão totalmente equipados e adaptados para oferecer atendimentos de qualidade in loco, além de uma equipe de especialistas voluntários de diversas áreas, que junto à equipe multidisciplinar do DSEI realizaram os atendimentos por 4 dias no território. 

    O início da ação contou com a presença do secretário de saúde indígena, Weibe Tapeba, que acompanhou de perto os primeiros atendimentos e participou de diálogos com a comunidade e com os profissionais envolvidos na ação. 

    “Este é um projeto inédito que nós estamos realizando em parceria com a Associação Médicos da Floresta, de grande importância para levar atendimento de qualidade aos parentes em seus territórios. O Povo Parakanã é um povo de recente contato (os registros de contato se deram na década de 70), que já são atendidos pelo DSEI Guamá-Tocantins mas que careciam desse reforço. Durante os quatro dias foram realizados quase 500 atendimentos, beneficiando um terço da população. O que reduz a demanda reprimida por atendimentos eletivos, agilizando a realização de exames e outras situações que aguardavam”, disse Tapeba. 

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    Em quatro dias de ação, foram realizados quase 500 atendimentos (Foto: divulgação/MS)

    Os serviços realizados contemplaram diversas especialidades como pediatria, odontologia, clínica geral, ginecologia, exames laboratoriais e de imagens, pequenas cirurgias, vigilância nutricional e oftalmologia, incluindo a distribuição de óculos de grau e triagem de casos cirúrgicos de catarata e pterígio. Além dos atendimentos, foram promovidas rodas de conversas sobre educação em saúde com a comunidade e capacitações variadas para os profissionais de saúde do DSEI, fortalecendo a rede de cuidado local. 

    O projeto é itinerante e percorrerá diversos territórios indígenas ao longo de 2025, realizando mais ações como esta, para levar assistência digna e de qualidade aos indígenas em todo o território nacional. 

    Sílvia Alves
    Ministério da Saúde

  • Ciclo de qualificações sobre o Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops) começa pelo Rio de Janeiro

    Ciclo de qualificações sobre o Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops) começa pelo Rio de Janeiro

    O Ministério da Saúde abriu um novo ciclo nacional de treinamentos para qualificar gestores e técnicos estaduais e municipais de saúde para o melhor uso e preenchimento do Sistema de Informações sobre Orçamentos Públicos em Saúde (Siops). O principal objetivo é aprimorar a qualidade dos dados sobre receitas e despesas dos entes federados, com foco na transparência e em uma melhor gestão orçamentária.

    A nova rodada de treinamentos itinerantes teve início no Rio de Janeiro, que recebeu a qualificação pela primeira vez. A atividade foi realizada na Superintendência Estadual do Ministério da Saúde carioca (SEMS/RJ), no início de abril, e foi proposta pela própria superintendência, em parceria com o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems/RJ).

    Ao todo, houve a participação de aproximadamente 200 profissionais da saúde, de vários segmentos do setor, tais como gestores, contadores, técnicos responsáveis pelo preenchimento do sistema e representantes das áreas de planejamento municipal.

    “Ao capacitar os gestores de saúde e responsáveis pelo preenchimento dos dados, o Ministério da Saúde pretende garantir que o Siops seja utilizado de forma eficaz como ferramenta de gestão, permitindo o monitoramento adequado da aplicação dos recursos mínimos em ações e serviços públicos de saúde, conforme determina a legislação vigente”, destacou a representante do Departamento de Economia e Desenvolvimento em Saúde (Desid), Carla Cavalcanti.

    Essas qualificações contribuem na precisão e na transparência das informações orçamentárias em saúde, fundamentais para o planejamento, para a gestão eficiente e para o controle social dos recursos públicos destinados ao setor. Além disso, os cursos sobre o Siops atualizam os profissionais sobre as funcionalidades do sistema, sua normatização e operacionalização, com foco na qualidade da informação.

    Na ocasião também foi  destacada a importância da implementação de Núcleos de Economia da Saúde (NES) nas secretarias de saúde do país e da necessidade de mobilização dos estados e dos municípios neste tema. Isso porque esses núcleos são estruturas organizacionais desenhadas para subsidiar gestores de saúde para o melhor uso dos recursos disponíveis, a partir da aplicação do conhecimento e de ferramentas da economia da saúde.

    Protagonismo das superintendências

    É a primeira vez que o estado do Rio de Janeiro recebe uma formação do Siops, em formato que reforça o novo papel das superintendências estaduais do Brasil, que passam a participar, também, da promoção e da condução de muitos desses eventos nos territórios.

    “Fiz questão de estar presente para reforçar nosso compromisso com o suporte aos municípios”, disse a superintendente da SEMS/RJ, Cida Diogo, que tem apostado na qualificação dos profissionais de saúde do estado e na eficiência da gestão dos recursos do setor.

    O ciclo de qualificações de 2025 conta com palestras e apoio de profissionais especializados do Desid, alocado na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Sectics).

    Confira abaixo o cronograma com as próximas capacitações sobre o Siops para 2025: 

    Estado
    Cidade
    Data
    Rio Grande do Norte
    Natal
    29 e 30/04
    Goiás
    Goiânia
    15 e 16/05
    Rio Grande do Sul
    Porto Alegre
    28 e 29/05
    Pará
    Belém
    10 e 11/06
    Mato Grosso do Sul
    Campo Grande
    26 e 27/06
    Ceará
    Fortaleza
    10 e 11/07
    Rondônia
    Porto Velho
    24 e 25/07
    Paraíba
    João Pessoa
    07 e 08/08
    Distrito Federal
    Brasília
    14 e 15/08
    Maranhão
    São Luís
    21 e 22/08
    São Paulo
    São Paulo (capital)
    04 e 05/09
    Pernambuco
    Recife
    16, 17 e 18/09
    São Paulo
    A definir (interior)
    02 e 03/10
    Bahia
    Salvador
    09 e 10/10
    Minas Gerais
    Governador Valadares
    05 e 06/11
    Paraná
    Curitiba
    26 e 27/11

    Ministério da Saúde

  • Zé Gotinha dá início à vacinação nas escolas do Rio Grande do Norte

    Zé Gotinha dá início à vacinação nas escolas do Rio Grande do Norte

    O Zé Gotinha acompanhou de perto, nesta segunda-feira (14), o início da campanha de vacinação nas escolas do Rio Grande do Norte. Com o tema “Minha Escola Nota 10”, o estado está incentivando ações de atualização das cadernetas de vacinação de alunos dos ensinos infantil e fundamental de todos seus 167 municípios. A ação faz parte do Programa Saúde na Escola (PSE), iniciativa do Ministério da Saúde e da Educação, que está acontecendo em todo o país.

    A abertura aconteceu no Instituto Estadual de Educação Profissional, Tecnologia e Inovação do RN (IERN), em Natal, e contou também com a participação da governadora Fátima Bezerra e do diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunização (DPNI), Eder Gatti, além de autoridades locais e estaduais.

    Em sua fala, Eder Gatti destacou a importância do DPNI ao longo da história para eliminar algumas doenças e controlar outras, revolucionando a saúde pública brasileira. “Nós tivemos quedas de cobertura vacinal dos anos de 2016 a 2022 e graças aos esforços do atual governo, a partir de 2023 iniciamos um processo de resgate do Programa Nacional de Imunizações, com recuperação da cobertura vacinal; e a estratégia de vacinação na escola veio para contribuir para a proteção de crianças e adolescentes”, afirmou Gatti. 

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    Foto: Raiane Miranda/Assecom-RN

    Programa Saúde na Escola (PSE)

    O PSE é uma iniciativa da Saúde e da Educação voltada para alunos de até 15 anos de idade. Entre os dias 14 e 25 de abril, o governo federal espera vacinar 27,8 milhões de alunos de 109,8 mil escolas públicas do Brasil, em 5.544 municípios. Isso representa 80% das instituições da rede pública de ensino e representa a maior adesão da história do programa criado em 2007. 

    Conforme a faixa etária de indicação da vacina, serão aplicadas doses das vacinas contra febre amarela, tríplice viral (sarampocaxumba rubéola), DTP (tríplice bacteriana)meningocócica ACWY e HPV

    As ações contam com a participação dos profissionais do SUS, cujas equipes vão vacinar no ambiente escolar ou as instituições de ensino levarão os  estudantes até uma Unidade Básica de Saúde (UBS), sempre com a autorização dos responsáveis. Há ainda checagem das cadernetas de vacinação para alertar pais e responsáveis sobre a necessidade de atualização.  

    Swelen Botaro e Simone Sampaio
    Ministério da Saúde

  • Enfermeiras são formadas para inserção de DIU na Ilha de Marajó, no Pará

    Enfermeiras são formadas para inserção de DIU na Ilha de Marajó, no Pará

    O Ministério da Saúde realizou a formação de 12 enfermeiras da Ilha de Marajó, no Pará, para habilitação prática em inserção do Dispositivo Intrauterino (DIU) de cobre, como uma estratégia de promoção da saúde sexual e saúde reprodutiva para mulheres. Na ação, foram realizados 271 atendimentos de mulheres do município de Breves, entre elas, mulheres ribeirinhas. As profissionais habilitadas também atuam em outros municípios paraenses como Afuá, Gurupá, Soure, Bagre e Curralinho.

    Enfermeiras e enfermeiros podem inserir DIU no Sistema Único de Saúde (SUS), desde que devidamente capacitados conforme disposições da resolução do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen). Em 2023, o Ministério da Saúde publicou uma nota técnica que reconhece a importância e a capacidade técnica de enfermeiras e enfermeiros para inserção e ampliação do acesso ao DIU.

    “A ação no território do Marajó vai subsidiar a formulação de uma proposta de educação permanente para nortear outros estados e municípios na organização local de suas iniciativas de formação. O objetivo é que a qualificação da enfermagem para inserção de DIU esteja pautada pelos princípios do SUS e pelos princípios éticos e científicos da profissão”, destacou Renata Reis, coordenadora-geral de Atenção à Saúde das Mulheres do Ministério da Saúde.

    Esta foi a primeira ação da pasta em território, sendo parte da estratégia de formação para ampliação do acesso a Métodos Contraceptivos de Longa Duração (LARC – sigla em inglês) no SUS. A iniciativa foi da Coordenação-Geral de Atenção à Saúde das Mulheres, em parceria com o Conselho de Secretários Municipais de Saúde, a Secretaria de Saúde do Estado do Pará, a Secretaria Municipal de Saúde de Breves, a Universidade Estadual do Pará (UEPA) e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).

    Outra estratégia em desenvolvimento é o projeto de implantação dos Centros de LARC, que tem como principal objetivo a formação de médicos e enfermeiros em saúde sexual e saúde reprodutiva. Atualmente, participam deste projeto os estados de Pernambuco, Pará, Amazonas, Amapá, Bahia e Rondônia.

    O Ministério da Saúde fornece DIU para todo território nacional, estando no rol de insumos estratégicos para saúde da mulher, assim como demais os contraceptivos: preservativo externo e interno; contraceptivo oral combinado; pílula oral de progestagênio; injetáveis hormonais mensal e trimestral; além das cirurgias de laqueadura tubária bilateral e vasectomia. O DIU de cobre é o único método que é reversível, de alta eficácia e longa duração. Além disso, é considerado um insumo estratégico das políticas de saúde para a redução da gravidez na adolescência e da gravidez indesejada.

    Saiba mais sobre Contracepção 

    Andreia Ferreira
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde fecha compra de 57 milhões de doses da vacina contra a Covid-19

    Ministério da Saúde fecha compra de 57 milhões de doses da vacina contra a Covid-19

    O Ministério da Saúde fechou a compra de 57 milhões de doses da vacina contra a Covid-19. O contrato, assinado em 11 de abril, garante a continuidade da vacinação e a proteção da população diante de novas variantes. As entregas serão feitas de forma parcelada, conforme a adesão à imunização no país, garantindo a oferta no SUS da versão mais atualizada da vacina aprovada pela Anvisa.  

    A expectativa é que a primeira remessa, de 8,5 milhões de doses, seja entregue entre abril e maio deste ano. As novas parcelas serão solicitadas conforme a necessidade. A previsão para este ano é aplicar mais de 15 milhões de doses, com investimento na ordem de R$ 700 milhões. 

    A vacina, ofertada pela Pfizer, é para o público a partir de 12 anos de idade, abrangendo adolescentes e adultos. A empresa assumiu a contratação após a Zalika, inicialmente responsávelpor esta oferta, ter a atualização da sua vacina reprovada pela Anvisa. Dessa forma, a segunda colocada foi convocada. 

    A medida reforça o compromisso do Ministério da Saúde com a proteção da população brasileira e recuperação das coberturas vacinais. Estima-se que 86% da população brasileira recebeu ao menos duas doses da vacina. 

    Contrato garante abastecimento por até dois anos

    A compra faz parte de uma ata de registro de preços finalizadano final de 2024, com previsão de execução em até dois anos. Todas as aquisições previstas seguirão critérios de atualização tecnológica, com a entrega das versões mais recentes disponíveis, desde que licenciadas pela Anvisa e solicitadas pelo Ministério da Saúde. A medida assegura que o fornecimento seja feito de forma gradual e com os produtos mais atualizados do mercado. 

    Apesar da validade de dois anos, os valores previstos na ata podem ser integralmente utilizados antes do prazo, caso haja necessidade e disponibilidade orçamentária. 

    Quem deve se vacinar contra Covid-19

    Crianças menores de 5 anos, idosos, gestantes e grupos especiais, como imunocomprometidos, ribeirinhos, quilombolas, pessoas com comorbidades e outros. 

    Agora, assim como a vacinação de crianças, a vacina Covid-19  integra o calendário nacional para gestantes e idosos. Gestantes receberão uma dose por gestação, e idosos, uma dose a cada seis meses.  

    Os demais grupos prioritários serão considerados vacinação de grupos especiais, realizada periodicamente em qualquer sala de vacina. Os grupos especiais recebem uma dose periódica, sendo a cada 6 meses para imunocomprometidos e a cada ano para os demais grupos.

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde pedirá incorporação da vacina contra Chikungunya no SUS

    Ministério da Saúde pedirá incorporação da vacina contra Chikungunya no SUS

    Após a aprovação do registro da vacina contra Chikungunya pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Ministério da Saúde vai solicitar a sua incorporação no SUS. O pedido será encaminhado à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) para adoção das medidas imediatas necessárias para dar seguimento à avaliação da oferta do novo imunizante na rede pública de saúde. 

    A expectativa é que, uma vez aprovada, e com capacidade produtiva, a vacina seja incorporada ao Programa Nacional de Imunizações, fortalecendo as ações de combate à doença no Brasil. “Toda vez que surge a notícia de uma nova vacina registrada, é uma boa notícia para a saúde pública — ainda mais quando envolve duas instituições fundamentais do SUS: a Anvisa e o Instituto Butantan. Vacinar é sempre defender a vida. Garantir a vacinação é o primeiro passo para salvar vidas em nosso país”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

    A vacina contra Chikungunya foi desenvolvida pelo laboratório Valneva, em parceria no Brasil com o Instituto Butantan e representa um avanço significativo no enfrentamento de arboviroses. A iniciativa reforça o compromisso do Ministério da Saúde com a proteção da população brasileira, assegurando o acesso a tecnologias seguras, eficazes e inovadoras por meio do SUS. 

    “Chikungunya é uma doença que vem crescendo no Brasil, ao longo dos anos. O fato de se ter uma vacina que é segura e eficaz, traz alento para a sociedade. A partir do registro pela Anvisa, o Ministério da Saúde começa os passos para a incorporação da vacina no SUS”, destaca a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão. 

    A Chikungunya é uma arbovirose transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti, também vetor da dengue e da Zika. A doença causa febre alta e dores intensas nas articulações, podendo evoluir para dor crônica em alguns casos. O vírus foi introduzido no Brasil em 2014 e, atualmente, todos os estados registram casos. Até 14 de abril deste ano, o Brasil registrou 68,1 mil casos da doença, com 56 óbitos confirmados. 

    Tecnologia Nacional

    A vacina contra Chikungunya aprovada pela Anvisa foi desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório austríaco Valneva. A vacina da Valneva já havia sido aprovada por importantes agências regulatórias internacionais, como a FDA (Estados Unidos) e a EMA (Agência Europeia de Medicamentos), para uso em adultos. 

    O imunizante é uma vacina recombinante atenuada, de dose única, indicada para pessoas a partir de 18 anos que estejam em risco elevado de exposição ao vírus. É contraindicada para gestantes e indivíduos imunocomprometidos. 

    A produção inicial será feita na Alemanha, pela empresa IDT Biologika GmbH, com previsão de transferência de tecnologia para fabricação futura no Brasil pelo Instituto Butantan. 

    Estudos apontam eficácia e segurança

    A Anvisa concedeu o registro após análise do dossiê apresentado, que incluiu dados clínicos, de produção e qualidade. Estudos demonstraram que a vacina induz uma resposta robusta de anticorpos neutralizantes com segurança. 

    Para a autorização, foi firmado um Termo de Compromisso entre Anvisa e Instituto Butantan, que prevê estudos adicionais de efetividade, segurança e farmacovigilância ativa no Brasil.

    Vanessa Rodrigues
    Ministério da Saúde

  • Força Nacional do SUS ultrapassa 700 atendimentos a brasileiros repatriados dos EUA

    Força Nacional do SUS ultrapassa 700 atendimentos a brasileiros repatriados dos EUA

    A Força Nacional do SUS (FN-SUS) completou mais de 700 atendimentos médicos aos brasileiros repatriados dos EUA. Ao todo, já foram realizados 199 atendimentos médicos, 489 apoios psicossociais e 34 atendimentos em saúde mental. Coordenada pelo Ministério da Saúde, a operação de acolhimento mobiliza diferentes frentes de assistência. A FN-SUS atua desde o desembarque dos repatriados em Fortaleza — principal ponto de entrada no Brasil — até o acompanhamento dos passageiros no voo da Força Aérea Brasileira (FAB), com destino a Belo Horizonte (MG), garantindo cuidados de saúde ao longo de todo o trajeto.

    O coordenador-geral da FN-SUS, Rodrigo Stabeli, reforça o papel fundamental da Força Nacional na missão. “A atuação da Força Nacional do SUS nesta missão reforça nosso compromisso em garantir um atendimento humanizado e eficiente para brasileiros em situação de vulnerabilidade. Nossa presença no acolhimento dos retornados foi fundamental para oferecer assistência médica e suporte psicossocial, assegurando os cuidados necessários desde o momento da chegada. Essa ação articulada entre diferentes órgãos evidencia a importância da resposta integrada em situações de emergência.”

    Ação interministerial

    A operação é parte de uma iniciativa do governo federal que reúne diversos órgãos públicos para garantir acolhimento digno e seguro aos repatriados. Além do Ministério da Saúde, a Polícia Federal conduz os procedimentos migratórios e de segurança aeroportuária.

    Em parceria com o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDH), foi instalado no Aeroporto de Fortaleza o Posto Avançado de Atendimento Humanizado ao Migrante (PAAHM), que oferece suporte imediato aos brasileiros repatriados.

    Já em Belo Horizonte, os passageiros contam com o Posto de Acolhimento aos Repatriados, onde têm acesso gratuito à internet, carregadores de celular e orientação sobre serviços públicos, como saúde, assistência social e oportunidades de trabalho.

    A missão evidencia o compromisso do Estado brasileiro com os direitos humanos e com a garantia de um retorno seguro, digno e acolhedor aos cidadãos em situação de vulnerabilidade. “A Força Nacional do SUS atua oferecendo assistência emergencial e prestando os primeiros cuidados psicológicos, buscando assegurar um atendimento acolhedor e humanizado aos brasileiros retornados dos Estados Unidos”, destaca Amanda Dantas, enfermeira e ponto focal da Força Nacional do SUS na missão.

    Acolhimento em números

    • 2º Voo (07/02/2025)
      Passageiros: 111
      Atendimentos Médicos: 32
      Saúde Mental: 15
      Apoios Psicossociais: 126
    • 3º Voo (21/02/2025)
      Passageiros: 94
      Atendimentos Médicos: 49
      Saúde Mental: 2
      Apoios Psicossociais: 74
    • 4º Voo (15/03/2025)
      Passageiros: 127
      Atendimentos Médicos: 56
      Saúde Mental: 6
      Apoios Psicossociais: 94
    • 5º Voo (28/03/2025)
      Passageiros: 104
      Atendimentos Médicos: 39
      Saúde Mental: 6
      Apoios Psicossociais: 107
    • 6º Voo (11/04/2025)
      Passageiros: 96
      Atendimentos Médicos: 23
      Saúde Mental: 5
      Apoios Psicossociais: 88
    • Total
      Passageiros: 532
      Atendimentos Médicos: 199
      Saúde Mental: 34
      Apoios Psicossociais: 489

    Ministério da Saúde

  • Em Marília (SP), ministro da Saúde inaugura nova ala da Santa Casa para tratamento do câncer

    Com o objetivo de reduzir o tempo de espera no Sistema Único de Saúde (SUS) para o início do tratamento oncológico, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inaugurou neste sábado (12), em Marília (SP), uma nova ala de radioterapia na Santa Casa da cidade. Com tecnologia de ponta e capacidade para realizar até 600 procedimentos por ano, o serviço reforça o cuidado especializado e humanizado para pacientes com câncer de toda a região. Na cidade, que é um dos 80 municípios de alta prioridade para ações de enfrentamento à dengue, o ministro anunciou a construção de uma nova Unidade de Pronto Atendimento (UPA) 24 horas que vai expandir a capacidade de atendimentos na rede de saúde do município.

    Investimento federal fortalece rede de alta complexidade na região

    A entrega foi viabilizada com investimento superior a R$ 12,5 milhões do Governo Federal, por meio do Plano de Expansão da Radioterapia do SUS (PERSUS). A nova estrutura beneficiará pacientes de 62 municípios, aproximando o acesso à alta complexidade e consolidando a Santa Casa de Marília como a maior prestadora pública de oncologia da região, com atendimento para mais de 1,3 milhão de pessoas.

    “A visita a Marília é muito importante para reforçar as ações do Ministério da Saúde em parceria com o município e o estado. Estamos aqui para garantir que os pacientes da região tenham acesso ao tratamento do câncer no tempo adequado”, afirmou Padilha.

    Tecnologia de ponta e portaria de habilitação prevista para esta semana

    “O novo serviço de radioterapia, com acelerador linear de última geração, permite reduzir pela metade o número de sessões em alguns casos, como o de câncer de mama. Já nesta semana vamos publicar a portaria de habilitação para que os atendimentos possam começar imediatamente”, acrescentou o ministro.

    Santa Casa terá 10 novos leitos de UTI habilitados

    Padilha também anunciou a habilitação de 10 novos leitos de UTI na Santa Casa e de uma UPA 24 horas. “Esses leitos são fundamentais para o cuidado de alta complexidade, inclusive em casos cirúrgicos e pacientes graves. É uma entrega que fortalece a estrutura da Santa Casa e amplia o atendimento especializado”, ressaltou.

    Enfrentamento à dengue: Marília entre os municípios prioritários

    Ainda em Marília, o ministro visitou o Polo Central de Hidratação da cidade, uma das ações emergenciais para o enfrentamento da dengue. A unidade faz parte da rede montada pela prefeitura, que já realizou mais de 25 mil atendimentos em apenas dois meses. A cidade está entre os 80 municípios prioritários que recebem apoio do Ministério da Saúde no combate à doença.

    “Embora o Brasil tenha registrado uma queda significativa nos casos e óbitos por dengue este ano, o estado de São Paulo concentra mais de 70% dos casos e 80% das mortes. Marília é uma das cidades prioritárias nessa resposta”, disse Padilha. “Nossa equipe da Força Nacional do SUS já está atuando no apoio ao centro de hidratação, que tem feito um trabalho exemplar.”

    Na ocasião, Padilha anunciou a construção de uma nova Unidade de Pronto Atendimento (24h), a primeira da região Sul, que, com impacto anual de R$ 2,1 milhões em investimentos do Governo Federal.

    UNIMAR reforça estrutura regional de oncologia com PET-CT

    A agenda também incluiu visita ao Hospital Oncológico da Universidade de Marília (UNIMAR), que em abril passou a atender pacientes do SUS com o moderno equipamento PET-CT, capaz de detectar precocemente tumores e monitorar o avanço do tratamento. “Marília se consolida como um polo regional com três grandes centros de tratamento oncológico: na Santa Casa, na Unimar e no hospital ligado à Famema”, destacou Padilha.

    Campanha Sangue Corinthiano reforça solidariedade da torcida

    Antes de chegar a Marília, o ministro participou em São Paulo da Campanha de Doação de Sangue Corinthiano, iniciativa que mobiliza torcedores em prol da solidariedade. “A torcida corinthiana mostra que joga junto dentro e fora de campo. Doar sangue é um ato de amor e pode salvar vidas”, ressaltou Padilha, que na oportunidade fez doação de sangue.

    A campanha é uma das maiores do país e, junto ao aplicativo Hemovida — disponível no Meu SUS Digital —, facilita a localização de hemocentros e o registro de doações, promovendo o engajamento da população em ações que fortalecem o SUS.

    Edjalma Borges

    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde reforça assistência oncológica no SUS com cinco novos aceleradores lineares

    Ministério da Saúde reforça assistência oncológica no SUS com cinco novos aceleradores lineares

    Durante agenda em São Paulo, nesta sexta-feira (11), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou o compromisso do Ministério da Saúde com a assistência oncológica ao anunciar a aquisição de novos equipamentos destinados ao tratamento do câncer no Sistema Único de Saúde (SUS). São cinco aceleradores lineares e dois aparelhos de braquiterapia, adquiridos por meio do Plano de Expansão da Radioterapia (PER-SUS), que vão fortalecer a rede pública de saúde e ampliar a oferta de radioterapia em todas as regiões do país.

    “Com a chegada dos novos aceleradores lineares e aparelhos de braquiterapia, nossa expectativa é ampliar a cobertura e reduzir o tempo de espera para o tratamento oncológico no SUS. Isso significa salvar mais vidas. Esses equipamentos modernos vão permitir mais atendimentos, em menos tempo, funcionando inclusive em três turnos em algumas unidades”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Ao todo, sete estados serão contemplados: Rio de Janeiro, Pernambuco, Mato Grosso, Paraná, São Paulo, Amapá e Bahia. Os equipamentos, que serão armazenados inicialmente em Guarulhos, no galpão da empresa FocusLog, entrarão em funcionamento no segundo semestre de 2025, conforme a conclusão das obras de instalação.

    Ao comentar as estratégias mais amplas da pasta para fortalecer o cuidado oncológico no país, o ministro ressaltou que o Governo Federal está trabalhando em todas as frentes para consolidar a maior rede pública gratuita de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer do mundo.

    “Isso inclui desde o diagnóstico – com apoio à realização e análise de biópsias, muitas vezes via telemedicina – até o início do tratamento, seja quimioterapia ou radioterapia”, explicou o ministro.

    O ministro afirmou que, durante o ano de 2025, serão entregues 35 novos aceleradores. Além disso, Padilha informou que a pasta está investindo na formação de profissionais especializados: médicos, enfermeiros, físico-médicos. “Sem esses profissionais, não conseguimos consolidar a rede de atendimento em cada canto do país. A estrutura é fundamental, mas o cuidado especializado é o que garante um tratamento digno e no tempo certo”, ressaltou o ministro.

    O investimento total na ação ultrapassa R$ 90 milhões, somando custos com obras, equipamentos, projetos e fiscalização. Apenas os equipamentos representam R$ 20,8 milhões. A iniciativa faz parte do novo PER-SUS, relançado em 2024 por meio do Novo PAC, com foco na modernização do parque tecnológico e na substituição de 56 aparelhos obsoletos de radioterapia em hospitais de todo o Brasil.

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    Um dos destaques da agenda foi o trabalho do Instituto do Coração, o InCor. (Foto: Walterson Rosa/MS)

    Compromisso com a ciência e o cuidado

    Também nesta sexta-feira, em São Paulo, o ministro da Saúde, acompanhado da secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, participou de uma reunião com membros do Conselho do Instituto do Coração (InCor) e integrou a Sessão Temática da Congregação da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Realizados mensalmente por docentes da instituição, os encontros discutem temas estratégicos para o fortalecimento do SUS.

    O ministro Padilha reforçou, ainda, a importância da parceria com o complexo hospitalar da Faculdade de Medicina da USP, considerado o maior centro de formação de especialistas da área médica no país. Durante reunião com docentes e profissionais de saúde, Padilha discutiu estratégias para reduzir o tempo de espera por atendimentos e tratamentos no Sistema Único de Saúde (SUS), com foco em ampliar o alcance das ações para todas as regiões do Brasil.

    Um dos destaques da agenda foi o trabalho do Instituto do Coração (InCor), que já atua no apoio remoto ao manejo de casos em UTIs de diferentes estados. A experiência tem mostrado resultados expressivos: redução de 20% na taxa de mortalidade em UTIs gerais e de mais de 40% em UTIs materno-infantis.

    “Saio muito feliz desse primeiro dia, porque vejo o envolvimento direto de especialistas e instituições altamente qualificadas, como o Hospital das Clínicas e o InCor, no esforço de acelerar os atendimentos e garantir que o tratamento aconteça no tempo adequado. Isso salva vidas — não só em São Paulo, mas em cada canto do país”, avaliou Padilha.

    Ainda na agenda, Padilha se encontrou com a presidência e diretoria do Hospital Sírio-Libanês, uma das instituições parceiras do SUS em projetos de inovação e formação em saúde.

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    Ministro Alexandre Padilha e secretária de Informação e Saúde Digital, Ana Estela Haddad, em visita ao Hospital Sírio-Libanês, uma das instituições parceiras do SUS (Foto: Walterson Rosa/MS)

    No sábado (12), o ministro segue para Marília (SP), onde inaugura a nova ala de radioterapia da Santa Casa e visita o Hospital Beneficente Unimar (HBU). Durante a passagem, acompanha atendimentos em quimioterapia e consultórios especializados, além de visitar um polo de hidratação para pacientes com dengue.

     Edjalma Borges
    Ministério da Saúde