Categoria: SAÚDE GOV

  • Ministério da Saúde lança campanha de cuidado e prevenção contra o câncer de mama e do colo do útero

    Ministério da Saúde lança campanha de cuidado e prevenção contra o câncer de mama e do colo do útero

    Em alusão ao Outubro Rosa, mês símbolo da luta contra o câncer de mama e do colo do útero, o Ministério da Saúde lançou, nesta terça-feira (21), a campanha “Se cuidar é pra vida toda”. A iniciativa convoca as mulheres de todo o país a adotarem o cuidado com a saúde como um compromisso permanente, e não apenas durante o mês de outubro. A mobilização reforça que a detecção precoce salva vidas e que o cuidado contínuo é a melhor forma de prevenção. O tratamento para os principais tipos de cânceres que atingem as mulheres está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).

    No Brasil, o câncer de mama é a principal causa de morte entre mulheres, enquanto o câncer do colo do útero ocupa a quarta posição, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA).

    Prevenção
    Manter uma rotina saudável, evitar o consumo excessivo de álcool, controlar o peso e praticar de atividades físicas, ajuda a diminuir as chances da mulher de ter câncer de mama ao longo da vida.

    Já a prevenção primária do câncer do colo do útero está relacionada à diminuição do risco de contágio pelo Papilomavírus Humano (HPV). A transmissão ocorre por via sexual, presumidamente por meio de abrasões (desgaste por atrito ou fricção) microscópicas na mucosa ou na pele da região anogenital. O uso de preservativos durante a relação sexual com penetração protege parcialmente do contágio pelo HPV, que também pode ocorrer pelo contato com a pele da vulva, região perineal, perianal e bolsa escrotal.

    A vacinação contra o HPV é a medida mais eficaz de se prevenir contra a infecção. A vacina é distribuída gratuitamente pelo SUS.  Neste ano, o Ministério da Saúde iniciou a implementação do teste de biologia molecular DNA-HPV, o método moderno e inovador que faz parte do novo rastreamento organizado do câncer de colo do útero na rede pública.

    Exames e tratamento
    A mamografia é considerada o exame padrão para o rastreamento do câncer de mama. Em 2024, foram realizadas 4,4 milhões de mamografias no SUS. Recentemente, a faixa de etária do rastreamento ativo foi ampliada, passando de 69 para 74 anos. Além da mamografia, podem ser recomendados exames complementares como a ultrassonografia e a ressonância magnética.  

    O SUS também oferece diagnóstico e tratamento, que incluem cirurgias, quimioterapia a radioterapias, disponíveis em todos os estados brasileiros. Até o fim de 2026, serão incorporados na rede pública 121 novos equipamentos e 60 kits para biópsia de mama.

    Em 2023, a pasta criou uma estratégia especial para garantir o acesso à reconstrução mamária de mulheres com câncer de mama atendidas pelo SUS. A medida foi adotada para reduzir filas e garantir que mais pacientes que passaram por mastectomia total pudessem realizar o procedimento. Para isso, o valor destinado a cada cirurgia foi reajustado, contribuindo para o aumento expressivo dos atendimentos. Entre julho de 2023 e a junho de 2025, foram realizados 9.337 procedimentos de reconstrução mamária pelo SUS, e a iniciativa segue em andamento.

    Para ampliar as chances de diagnóstico precoce, o Ministério da Saúde passou a oferecer mamografia a mulheres a partir de 40 anos, mesmo sem sintomas ou histórico familiar da doença. A mudança da faixa etária fortalece o rastreamento e o acesso à assistência.

    Outra novidade é a chegada do Trastuzumabe Entansina, medicamento inédito incorporado ao SUS para o tratamento do câncer de mama do tipo HER2-positivo, uma forma agressiva da doença que estimula o crescimento das células tumorais. O remédio será destinado a pacientes que ainda apresentem sinais da doença após a quimioterapia inicial e atenderá 100% da demanda pelo medicamento na rede pública.

    Carretas de saúde da mulher
    Para reforçar a importância do Outubro Rosa, as carretas do programa Agora Tem Especialistas iniciaram o atendimento em 20 estados brasileiros. Ao todo, serão 28 unidades móveis que irão oferecer exames de imagem, punção e biópsia da mama, colposcopia e consultas médicas.

    Os atendimentos começaram no dia 10 de outubro nos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Bahia, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Sergipe e Tocantins. A expectativa é de que sejam realizados 130 mil procedimentos ao longo do mês.

    Sintomas
    Os sinais do câncer de mama e de colo do útero podem se apresentar de diversas formas:

    Câncer de mama

    • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
    • Aumento progressivo do tamanho da mama;
    • Alterações no mamilo;
    • Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço;
    • Saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos.

    Câncer do colo de útero

    • Pode não apresentar sintomas em fase inicial;
    • Nos casos mais avançados, pode evoluir para sangramento vaginal intermitente ou após relação sexual;
    • Secreção vaginal anormal;
    • Dor durante a relação;
    • Do abdominal;
    • Queixas urinárias ou intestinais.

    A recomendação é que caso apresente estes sintomas, a mulher deve procurar atendimento médico.

    Conheça a campanha 

    Camilla Nunes
    Ministério da Saúde

  • SESAI celebra 15 anos de políticas de saúde feitas por e para indígenas

    SESAI celebra 15 anos de políticas de saúde feitas por e para indígenas

    Criada em 19 de outubro de 2010, a Secretaria de Saúde Indígena (SESAI) foi organizada para assumir as responsabilidades da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) dentro do Ministério da Saúde, com o principal objetivo de promover, proteger e recuperar a saúde dos povos indígenas, além de desenvolver ações de saneamento ambiental.

    Para alcançar essas metas, a saúde indígena precisou percorrer um longo caminho, marcado por lutas, reivindicações e participação direta dos povos originários. O assessor regional do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi), Dourado Tapeba, relembra a trajetória até a implementação da SESAI. “Durante as conferências, definimos que já era tempo de termos um órgão voltado para os indígenas que tratasse especificamente da saúde. Eu mesmo participei dos grupos de trabalho para a criação da secretaria com outras lideranças de organizações indígenas do país”, contou.

    No início, a SESAI se dividiu em três áreas: Departamento de Gestão da Saúde Indígena, Departamento de Atenção à Saúde Indígena e os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), que já existiam, mas que somente com a criação da secretaria passaram a ser unidades gestoras descentralizadas, responsáveis pelo atendimento primário de saúde e pelo saneamento básico em cada região.

    Essa organização permitiu a criação das Equipes Multidisciplinares de Saúde Indígena (EMSI), compostas por médicos, enfermeiros, odontólogos, técnicos em enfermagem, agentes indígenas de saúde e agentes indígenas de saneamento para atuar diretamente nas aldeias dentro das Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) e Polos Base.

    Foto: divulgação/MS
    Foto: diulgação/MS

    As Casas de Apoio a Saúde Indígena (CASAI) se somam a essa estrutura como porta de entrada dos pacientes indígenas para a saúde especializada, especialmente nos casos de média e alta complexidade.

    Hoje, após 15 anos de criação, a secretária de Saúde Indígena colhe os resultados de uma política construída de forma coletiva, feita por e para indígenas, pautada no compromisso diário de consolidar um modelo que combine gestão diferenciada e ampla participação social.

    O líder indígena Kretã Kaingang conta que foi a articulação política que levou à criação da SESAI e destaca o avanço na ocupação de cargos estratégicos por profissionais indígenas. “Foi consenso entre as lideranças e as organizações a importância de um espaço para tratar das questões de saúde indígena, e, com muito diálogo e luta, conseguimos avançar na criação da secretaria. É muito bom e motivo de orgulho ver tantos indígenas ocupando os espaços de gestão, decisão e comunicação”, comemorou.

    Cuidado especializado

    Para atender a uma população de mais de 820 mil indígenas, composta por 305 povos, falantes de 274 línguas, em todas as regiões do país, o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS) oferece um cuidado diferenciado, centrado na Atenção Primária à Saúde para levar saúde e bem-estar a todos.

    A estrutura de atendimento da saúde indígena é composta por 34 DSEIs, 70 Casas de Apoio à Saúde Indígena, 1.008 Unidades Básicas de Saúde Indígena, 266 Polos Base e uma força de trabalho de mais de 22 mil profissionais.

    O Novo PAC prevê um investimento de R$ 131,5 milhões para obras no sistema de abastecimento de água, módulos sanitários domiciliares e unidades de saúde indígena. Além disso, o Programa Nacional de Saneamento Indígena (PNSI), marco histórico na política de saúde e infraestrutura para os povos originários, está em construção, com previsão de lançamento na COP30.

    Outros avanços

    Em 2023, no início da emergência em saúde pública no território Yanomami, o Ministério da Saúde registrou grandes avanços, com mais de R$ 596 milhões investimentos, reabertura de 100% dos 37 polos-base, além de obras em andamento no CASAI Yanomami e a construção do primeiro Centro de Referência em Saúde Indígena em Surucucu.

    Foto: Fábio Miranda/MS
    Foto: Fábio Miranda/MS

    Com o aumento no número de profissionais e busca ativa, houve melhorias na nutrição infantil, com crianças com peso adequado. Indicadores de saúde também melhoraram, com queda de 44,9% nos óbitos gerais, e redução de 45,5% nos óbitos por infecções respiratórias agudas, 73,7% em óbitos por desnutrição e 66,7% por malária.

    Com o programa Agora Tem Especialistas, foram implementadas diversas ações para os territórios indígenas. Na primeira ação, realizada na aldeia Belém dos Solimões, em Tabatinga (AM), foram registrados 14 mil atendimentos, 12 vezes mais serviços especializados do que os 1,2 mil previstos.

    Foto: Walterson/Rosa
    Foto: Walterson Rosa/MS

    O secretário da SESAI, Weibe Tapeba, destacou que a criação da pasta foi um divisor de águas para a consolidação da política de saúde indígena no Brasil. Segundo ele, a gestão tem trabalhado para fortalecer ações estratégicas, qualificando a atenção à saúde e respeitando as especificidades socioculturais, políticas e territoriais dos povos indígenas.

    “Sem dúvidas, adotamos medidas concretas que transformaram a realidade das populações indígenas. A SESAI nasceu para organizar e fortalecer a saúde. Reconhecemos que ainda existem barreiras, mas trabalhamos diariamente na construção de um modelo que combine acesso, participação social e gestão diferenciada”, ressaltou.

    Luiz Cláudio Moreira e Leidiane Souza
    Ministério da Saúde

  • Metanol: 47 casos de intoxicação são confirmados no país até esta segunda-feira (20)

    Metanol: 47 casos de intoxicação são confirmados no país até esta segunda-feira (20)

    O Ministério da Saúde atualiza, nesta segunda-feira (20), o número de notificações de intoxicação por metanol após o consumo de bebidas alcoólicas. Até o momento, 104 notificações foram registradas, sendo 47 casos confirmados e 57 em investigação. Outras 578 notificações foram descartadas.

    O estado de São Paulo continua com o maior número de notificações, com 38 casos confirmados e 19 em investigação. O estado já descartou outras 408 notificações.

    Além de São Paulo, há casos confirmados em outros estados: Pernambuco (3), Paraná (5) e Rio Grande do Sul (1).

    Em relação aos casos em investigação, São Paulo analisa 19, Pernambuco (26), Rio de Janeiro (2), Piauí (3), Mato Grosso do Sul (1), Goiás (1), Paraná (2), Bahia (1), Minas Gerais (1) e Tocantins (1).

    O número de óbitos confirmados chega a 9, sendo 6 em São Paulo, 2 em Pernambuco e 1 no Paraná. Outros 7 seguem em investigação: 1 em SP, 3 em PE, 1 no MS, um em MG e 1 no PR. Outras 27 notificações de óbitos foram descartadas.

    Atualização 

    A atualização das notificações de intoxicação por metanol, decorrentes do consumo de bebidas alcoólicas, será realizada às segundas, quartas e sextas-feiras, após as 17h.

    Ministério da Saúde

  • Ministro da Saúde convoca o Brasil, em rede nacional, para o Dia D de multivacinação amanhã (18)

    Ministro da Saúde convoca o Brasil, em rede nacional, para o Dia D de multivacinação amanhã (18)

    Durante pronunciamento em rede nacional na noite desta sexta-feira (17), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, convocou a população para o Dia D nacional de vacinação, que será realizado amanhã, sábado, 18 de outubro, em parceria com estados e municípios. A mobilização integra a campanha com o tema “Vacinar é cuidar de quem você ama — Vacinar é a nossa força” e reforça a importância de proteger crianças e adolescentes menores de 15 anos.

    “Não podemos negar aos nossos filhos um direito que nossos pais não nos negaram. É o dia de sair de casa e levar nossas crianças para se vacinar, para que o Brasil volte a ser campeão mundial em vacinação”, afirmou Padilha. Neste sábado, todos os postos de saúde do país estarão abertos, oferecendo mais de 15 tipos de vacinas gratuitamente pelo SUS.

    Padilha também ressaltou que o Brasil voltou a ser reconhecido pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) como país livre do sarampo, resultado de uma ampla mobilização nacional e do fortalecimento do Programa Nacional de Imunizações (PNI). “Depois de seis anos de queda, voltamos a acreditar na vacina e na ciência”, declarou o ministro, indicando a eficácia da vacinação.

    Em seu discruso, o ministro lembrou ainda que o 18 de outubro é Dia do Médico e Dia de São Lucas, padroeiro da medicina, e aproveitou para homenagear os profissionais de saúde. Ele também destacou o avanço em outras políticas do SUS, como a ampliação da mamografia para mulheres de 40 a 74 anos e o fortalecimento de programas como o Farmácia Popular e o Agora Tem Especialistas.

    Assista ao vídeo do pronunciamento

    Veja os detalhes da mobilização

    Ministério da Saúde

  • Brasil registra 46 casos confirmados de intoxicação por metanol após consumo de bebidas alcoólicas

    Brasil registra 46 casos confirmados de intoxicação por metanol após consumo de bebidas alcoólicas

    O Ministério da Saúde atualiza, nesta sexta-feira (17), o número de notificações de intoxicação por metanol após consumo de bebidas alcoólicas. Até o momento, 133 notificações foram registradas, sendo 46 casos confirmados e 87 em investigação. Outras 528 notificações foram descartadas. 

    O estado de São Paulo continua com o maior número de notificações, com 38 casos confirmados e 44 em investigação. O estado já descartou outras 369 notificações. 

    Além de São Paulo, há casos confirmados em outros estados: Pernambuco (3), Paraná (4) e Rio Grande do Sul (1). 

    Em relação aos casos em investigação, São Paulo investiga 44, Pernambuco (23), Rio de Janeiro (6), Piauí (3), Mato Grosso do Sul (2), Goiás (2), Paraná (2) e Bahia (1), Espírito Santo (1), Minas Gerais (1), Paraíba (1) e Tocantins (1).  

    O número de óbitos confirmados permanece 8, sendo 6 no estado de São Paulo e 2 em Pernambuco. Outros 8 seguem em investigação, sendo 2 em SP, 3 em PE, 1 no MS, 1 em MG e 1 no PR. Outras 26 notificações de óbitos foram descartadas. 

    O número de óbitos confirmados permanece em 8, sendo 6 em São Paulo e 2 em Pernambuco. Outros 8 óbitos seguem em investigação: 2 em SP, 3 em PE, 1 no MS, 1 em MG e 1 no PR. Além disso, 26 notificações de óbitos foram descartadas. 

    Atualização 
    A atualização das notificações de intoxicação por metanol, decorrentes do consumo de bebidas alcoólicas, será realizada nas segundas, quartas e sextas-feiras após às 17h. 

    Ministério da Saúde

  • Centro de Vacinação do Ministério da Saúde aplica mais de mil doses em dois meses de funcionamento

    Centro de Vacinação do Ministério da Saúde aplica mais de mil doses em dois meses de funcionamento

    Em seus primeiros meses de funcionamento, o Centro de Vacinação Viviane Rocha de Luiz aplicou 1.190 doses de vacinas em cidadãos que passaram pela Esplanada dos Ministérios, em Brasília (DF). Foram 710 aplicações em agosto e 480 em setembro. O imunizante contra a covid-19 foi o mais procurado, representando 31,7% do total.

    Instalado de forma permanente no subsolo do bloco O do Ministério da Saúde, o Centro está aberto para a população em geral. A iniciativa amplia o acesso à imunização para adolescentes, adultos, gestantes e pessoas idosas de qualquer região do Brasil e do exterior, fortalecendo as ações de prevenção em saúde.

    Até agora, a procura pelo serviço foi maior entre mulheres, que representaram 758 das doses aplicadas, ou seja, 63,7% do total, enquanto os homens corresponderam a 36,3%.

    Segundo a enfermeira Emelise Gobbi Otilia, coordenadora do Centro, o resultado superou as expectativas iniciais, embora ainda haja espaço para crescimento. “Temos capacidade para atender mais de mil usuários por mês, mas é preciso superar desafios como o desconhecimento da população sobre a disponibilidade do serviço no Ministério da Saúde”, explica.

    Entre as vacinas aplicadas, destacam-se os imunizantes contra influenza (261 doses), hepatite B (217 doses) e difteria e tétano (126). Também foram administradas vacinas contra febre amarela (73 doses), tríplice viral (84), tríplice bacteriana acelular para adultos (33) e HPV (16). Já a vacina contra varicela (catapora) foi aplicada duas vezes e a de pneumococo, uma.

    Para ser atendido(a), não é necessário agendamento prévio, basta apresentar documento de identificação com foto. É possível atualizar todas as vacinas de uma só vez, exceto em casos de comorbidades específicas.

    O Centro reafirma o princípio da universalidade do SUS. Pessoas de outros estados ou países que estejam em Brasília — residentes ou de passagem — também podem se vacinar. A unidade integra a rede de imunização do Distrito Federal, em parceria do Ministério da Saúde com a Secretaria de Saúde do DF (SES-DF). O serviço respeita o calendário estipulado pelo governo local e está sujeito a variações na disponibilidade de imunizantes.

    Serviço

    Centro de Vacinação Viviane Rocha de Luiz
    Local: Ministério da Saúde – Bloco O, subsolo (entradas pela via N2 e pela portaria principal na Esplanada dos Ministérios)
    Funcionamento: segunda a sexta-feira, das 8h às 18h (aberto no horário de almoço)

    Thaís Ellen S. Rodrigues
    Ministério da Saúde

  • Cinco formas de se prevenir contra a sífilis

    Cinco formas de se prevenir contra a sífilis

    Assim como a clamídia e a gonorreia, a sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada por bactéria. A doença pode ser transmitida por relações sexuais sem proteção e de mãe para filho durante a gestação ou o parto.

    A prevenção contra a sífilis pode ser feitas de várias formas:

    • Use preservativo em todas as relações sexuais (oral, vaginal e/ou vaginal);
    • Faça testes regularmente;
    • Realize teste no acompanhamento no pré-natal, caso esteja gestante;
    • Realize o tratamento correto para não transmitir a infecção;
    • Realize o teste e tratamento em todos os parceiros sexuais.

    Sintomas

    A sífilis se apresentam em quatro fases: primária, secundária, latente e terciária.

    Na primária os sintomas podem aparecer entre 10 e 90 dias após o contágio, com ferida única no local de entrada da bactéria e pode acompanhar ínguas na virilha. A secundária, pode aparecer entre 6 semanas e 6 meses após a primeira lesão, com manchas avermelhadas no corpo, palmas das mãos e plantas dos pés. Esses sinais e sintomas podem passar desapercebidos e desaparecem mesmo sem tratamento, com evolução seguinte para fase latente, em que a pessoa é assintomática.

    Já na forma terciária, é quando não há tratamento adequado, podendo surgir complicações graves, como lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas. O diagnóstico, tratamento e a cura estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).

    Tratamento
    O tratamento da sífilis é feito com antibiótico, conforme a fase da doença. Gestantes devem receber o tratamento imediato, sem precisar aguardar um segundo teste. Todo o tratamento pode ser encontrado e feito nas Unidades Básicas de Saúde (UBS)

    Ações de controle
    Para ampliar o diagnóstico, o Ministério da Saúde expandiu o acesso ao Teste Rápido Combo HIV/Sífilis, que identifica simultaneamente as duas infecções. Em 2025, a oferta aumentou em mais de 40%, totalizando 6,5 milhões de unidades, com investimento de R$ 9,2 milhões. O exame é simples, rápido e gratuito, e permite o início imediato do tratamento, essencial para interromper a transmissão, inclusive durante a gestação.

    Outras iniciativas, como o Programa Brasil Saudável e o Pacto Nacional pela Eliminação da Transmissão Vertical de HIV, Sífilis, Hepatite B e Doença de Chagas, reforçam o compromisso do país em eliminar a sífilis congênita até 2030.

    Por meio da Certificação da Eliminação e do Selo de Boas Práticas Rumo à Eliminação da Transmissão Vertical de HIV e/ou Sífilis, já foram reconhecidos 71 municípios, sendo 13 com selo bronze, 45 com selo prata, 10 com selo ouro e 3 com a certificação de eliminação da sífilis congênita.

    Acesse a Campanha de prevenção da sífilis

    Ministério da Saúde

  • Encontro Científico do Ministério da Saúde destaca integração entre pesquisa e gestão na vigilância em saúde

    Encontro Científico do Ministério da Saúde destaca integração entre pesquisa e gestão na vigilância em saúde

    A produção de evidências científicas se apresenta como uma ferramenta de aprimoramento das ações de saúde pública e para o suporte à tomada de decisões no Sistema Único de Saúde (SUS). Para fortalecer a integração entre produção científica e vigilância, o Ministério da Saúde (MS) realiza, desde 2014, o Encontro Científico de Pesquisas Aplicadas à Vigilância em Saúde (ECPAVS). A edição de 2025 acontece em Brasília (DF), nesta quinta e sexta-feira (16 e 17), e reúne cerca de 150 pessoas, entre gestores, técnicos, pesquisadores, palestrantes e convidados de várias partes do País.

    O encontro é promovido pela Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS), por meio da Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia e Serviços, do Departamento de Ações Estratégicas de Epidemiologia e Vigilância em Saúde e Ambiente. Nesta edição, serão apresentadas, ao todo, 49 pesquisas desenvolvidas por diferentes departamentos da SVSA, distribuídas em três salas simultâneas, com espaço para debate e interação entre gestores e pesquisadores. Desde 2007, a Secretaria já investiu mais de R$ 695 milhões em 873 estudos, além de oferecer apoio técnico e insumos para execução das pesquisas.

    O diretor de Ações Estratégicas de Epidemiologia e Vigilância em Saúde e Ambiente, Guilherme Werneck, desejou boas-vindas aos participantes, parabenizou os pesquisadores pelo trabalho realizado e o envolvimento massivo dos demais departamentos no evento. “Fazemos esse evento anualmente e buscamos estabelecer a relação do que é produzido com o resultado efetivo na vida e na saúde das pessoas. Nossa parcela de ação é apoiar os pesquisadores ao máximo para que seus trabalhos sejam traduzidos, compreendidos e colocados em prática”, explicou Werneck.

    O secretário adjunto da SVSA, Fabiano Pimenta, ressaltou a atuação essencial dos pesquisadores e do corpo técnico da Secretaria na consolidação de uma vigilância mais robusta e baseada em ciência. Segundo ele, o encontro reforça os princípios da Política Nacional de Vigilância em Saúde (PNVS), que prevê o incentivo à pesquisa como eixo estratégico para aprimorar as ações e políticas de saúde pública no Brasil. “Firmamos o compromisso de manter as estratégias fundamentais ao SUS para respondermos às necessidades de saúde da população. Trabalhamos para encontrar os métodos mais adequadas para que possamos cumprir nosso papel na construção de diretrizes universais e equânimes. A pesquisa aplicada é discutida com quem tem a responsabilidade de transportá-la para as nossas políticas públicas cotidianas. Estamos, portanto, atuando numa política de Estado”, enfatizou.

    A abertura do evento contemplou, ainda, a presença de representantes dos 9 departamentos que compõem a SVSA, além de integrantes da Coordenação-Geral de Laboratórios de Saúde Pública, do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde. O destaque da programação inicial foi a aula magna do pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/Brasília), Jorge Barreto, sobre a importância das políticas informadas por evidências na tomada de decisão em saúde pública.

    Mesas e salas temáticas

    A primeira mesa de exposições foi conduzida pela coordenadora-geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços, Vivian Gonçalves. A pesquisadora em Saúde Pública da Fiocruz, Rafaella Fortini, apresentou o estudo “Monitoramento Fiocruz Vita”, que acompanhou, durante 18 meses, pacientes diagnosticados com Covid-19 que desenvolveram sequelas após a infecção. Em seguida, o gerente de pesquisas especiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Marco Antônio Ratzsch, apresentou a pesquisa nacional de saúde do escolar, que analisou os indicadores comparáveis de estudantes do 9º ano do ensino fundamental de municípios das capitais brasileiras entre os anos de 2009 a 2019.

    Durante os dois dias, estão sendo expostos e discutidos, nas salas temáticas, assuntos como monitoramento ambiental e resistência antimicrobiana, doenças transmissíveis e imunização, saúde do trabalhador e vigilância de fatores de risco, saúde e direitos humanos, pesquisas com primatas não humanos, doenças negligenciadas, arboviroses, tuberculose, HIV/Aids e doenças crônicas não transmissíveis. Os interessados podem acessar o Sumário Executivo do ECPAVS 2025, disponível na Biblioteca Virtual do Ministério da Saúde.

    O Encontro 

    O ECPAVS é um espaço de integração entre a produção científica e a gestão da vigilância em saúde no SUS. Criado em 2014, o encontro tem como objetivo apresentar os resultados das pesquisas fomentadas pela SVSA, fortalecendo o uso de evidências científicas na formulação de políticas e na qualificação das práticas em saúde pública. 

    As iniciativas apresentadas têm contribuído para o avanço da produção científica e a tecnológica na saúde pública brasileira, auxiliando o país a enfrentar emergências sanitárias e os desafios impostos pelas mudanças climáticas. As evidências geradas qualificam as estratégias de vigilância e ampliam a capacidade de resposta do SUS. 

    Suellen Siqueira 
    Ministério da Saúde 

  • Fiocruz e empresa indiana firmam acordo para produção de vacinas

    Fiocruz e empresa indiana firmam acordo para produção de vacinas

    Durante missão oficial à Índia, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) assinou um acordo de cooperação com a empresa Biological E Limited, com foco em fortalecer as plataformas de vacinas virais e bacterianas e ampliar a pesquisa conjunta em inovação e desenvolvimento tecnológico. A assinatura ocorreu nesta sexta-feira (17), em Nova Délhi, durante a viagem do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, à República da Índia, que contou com a participação dos ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e da Defesa, José Múcio Monteiro.

    A missão integra os esforços do governo brasileiro para ampliar o comércio, os investimentos e a cooperação bilateral em áreas estratégicas, alinhados aos compromissos firmados entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro Narendra Modi.

    De acordo com o vice-presidente e ministro, Geraldo Alckmin, a missão alcançou importante resultado na área da saúde com a formalização de uma parceria estratégica. “Na saúde, foi assinada uma boa parceria entre a Fiocruz e a Bio-I, com possibilidade de transferência de tecnologia e vacinas.  O Brasil tem um sistema único de saúde universal, então tem uma grande necessidade de medicamentos, produtos na área do complexo industrial da saúde e especialmente avançarmos em vacinas”, afirmou Alckmin, ressaltando o potencial da cooperação para suprir a demanda nacional e fortalecer o Complexo Industrial da Saúde, que é a missão 2 da Nova Indústria Brasil.

    “Esse acordo representa um avanço importante na consolidação de plataformas tecnológicas estratégicas. A parceria entre a Fiocruz e a Biological E Limited fortalece a capacidade nacional em pesquisa e produção de imunobiológicos e amplia a cooperação científica entre Brasil e Índia em biotecnologia e saúde pública”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    O acordo cria as bases para o desenvolvimento conjunto de pesquisas científicas e estudos sobre vacinas virais e bacterianas produzidas por Bio-Manguinhos, unidade da Fiocruz responsável por imunobiológicos. Entre os projetos prioritários está a vacina pneumocócica 24 valente, cuja eficácia e segurança serão avaliadas em estudos colaborativos, além de ações voltadas à transferência de tecnologia da vacina pneumocócica 14 valente (VPC14).

    Segundo o texto do acordo, a iniciativa também prevê cooperação técnica e científica em temas ligados à produção e ao desenvolvimento de vacinas, bem como parcerias de prestação de serviços técnicos voltadas à ampliação da capacidade produtiva e à inovação tecnológica.

    O documento estabelece como objetivos específicos o intercâmbio de conhecimento e experiências em pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), o apoio a análises de vigilância epidemiológica e a criação de um ambiente colaborativo para fomentar propriedade intelectual e novos projetos de inovação.

    A Biological E Limited contribuirá com sua experiência em pesquisa, desenvolvimento e dados técnicos da vacina pneumocócica, além de sua capacidade instalada de produção. Já Bio-Manguinhos/Fiocruz participará com sua estrutura produtiva, expertise em biotecnologia e rede de pesquisa consolidada.

    O acordo representa um passo estratégico para o fortalecimento da soberania tecnológica brasileira na área de imunobiológicos, impulsionando o desenvolvimento de novas gerações de vacinas e consolidando o papel da Fiocruz como referência internacional em inovação científica e produção pública de imunizantes.

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde promove Dia D para atualizar caderneta de vacinação de crianças e adolescentes

    Ministério da Saúde promove Dia D para atualizar caderneta de vacinação de crianças e adolescentes

    O Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios, realiza neste sábado (18) o Dia D nacional de multivacinação para atualizar a caderneta de crianças e adolescentes menores de 15 anos. A ação integra a Campanha Nacional de Multivacinação, estrelada pela apresentadora Xuxa Meneghel, a eterna rainha dos baixinhos, e tem como mensagem principal: “Vacinar é cuidar de quem você ama — Vacinar é a nossa força”.  

    Durante a mobilização, mais de 30 mil salas de vacinação estarão abertas em todo o país para atender o público. Representantes do Ministério da Saúde em apoio à ação em todo o país estarão simultaneamente em capitais como Salvador, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, Belém, João Pessoa, Recife, Curitiba, Rio de Janeiro, Natal, Porto Alegre e São Paulo. 

    Mais de 15 vacinas serão ofertadas gratuitamente, conforme o Calendário Nacional de Vacinação. Para atualizar a caderneta, basta que pais e responsáveis levem as crianças e adolescentes a uma Unidade Básica de Saúde (UBS). Ao todo, 22 milhões de doses foram distribuídas.  

    Para facilitar o acesso à informação, pais e responsáveis podem acompanhar a situação vacinal das crianças e adolescentes pelo aplicativo Meu SUS Digital, que disponibiliza alertas sobre próximas doses, lembretes e atualizações em tempo real. O sistema também permite verificar quais vacinas já foram aplicadas e quais ainda estão pendentes. 

    O Ministério da Saúde também está garantindo a imunização contra sarampo e febre amarela para pessoas de até 59 anos. No caso da febre amarela, a vacinação será priorizada nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. A campanha segue até 31 de outubro. 

    Entre as principais estratégias estão o apoio técnico a estados e municípios, a manutenção do status de eliminação da poliomielite e do sarampo, o combate à hesitação vacinal e o reforço no monitoramento da segurança das vacinas.  

    Onde ir para vacinar? 

    No Dia D, mais de 30 mil salas de vacinação estarão abertas em todo o país. Para atualizar a caderneta, basta levar crianças e adolescentes à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima e conferir os pontos de vacinação disponíveis na sua cidade. 

    Quais vacinas tomar? 

    Aação é voltada para crianças e adolescentes menores de 15 anos. Durante o Dia D e ao longo da campanha, que vai até 31 de outubro, todas essas vacinas estarão disponíveis: 

    Avanços na vacinação 

    Com a retomada das grandes mobilizações nacionais desde 2023, o Brasil tem apresentado resultados significativos nas coberturas vacinais. Em 2024, 15 vacinas do Calendário Nacional registraram aumento nas coberturas, revertendo uma tendência de queda observada desde 2016. 

    Um dos marcos dessa recuperação foi a vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e alcançou mais de 95% de cobertura vacinal em 2024. O resultado foi essencial para que o Brasil recebesse da Organização Mundial da Saúde (OMS) o reconhecimento como país livre da circulação do vírus do sarampo. 

    Na estratégia atual, a vacinação contra o sarampo busca manter o país livre da circulação da doença, diante do risco representado por surtos que ocorrem em países vizinhos. Nas Américas, a maioria dos casos atualmente está concentrada na América do Norte. 

    Amanda Milan 

    Ministério da Saúde