Categoria: SAÚDE GOV

  • Mais Médicos amplia atendimento para a saúde indígena

    O Programa Mais Médicos reforçou o atendimento em 17 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) com o envio de 32 novos profissionais. As escalas e os locais de trabalho são definidas diretamente por cada DSEI, de acordo com as necessidades assistenciais, a logística territorial e a realidade epidemiológica de cada região.

    “No caso da saúde indígena, o objetivo é reduzir o tempo de espera por atendimento e garantir cuidado contínuo às comunidades. Com a chegada desses profissionais, a cobertura do programa cresce, ampliando o atendimento para os indígenas, inclusive os que vivem em áreas remotas e de difícil acesso”, pontuou o secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba.

    Os distritos contemplados foram Alto Rio Negro, Alto Rio Solimões, Bahia, Cuiabá, Interior Sul, Kayapó do Mato Grosso, Kayapó do Pará, Leste de Roraima, Mato Grosso do Sul, Médio Rio Purus, Médio Rio Solimões e Afluentes, Pernambuco, Tocantins, Vale do Javari, Vilhena, Xavante e Yanomami. Os 17 DSEI abrangem os seguintes estados: AM, BA, MS, MT, PA, PE, RO, RR, RS, SC e TO.

    Os médicos passaram por treinamento obrigatório, com a realização do Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv), etapa formativa voltada a profissionais com graduação no exterior e interessados em atuar na saúde indígena.

    Nas aulas específicas conduzidas pelas equipes técnicas da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), foram abordados temas essenciais para o exercício em um ambiente intercultural e multiétnico, como introdução aos povos indígenas e à Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas (PNASPI), atenção diferenciada e territorialidade, pré-natal e saúde da mulher indígena, medicinas indígenas, acidentes com animais peçonhentos, entre outros temas.

    Aumento de 259%

    A expansão do Mais Médicos tem ampliado significativamente a cobertura assistencial nos territórios indígenas nos últimos anos. Em 2022, o programa contava com 188 médicos nos DSEI. Atualmente, somando o novo incremento, chega a 675 o número de médicos atuantes nos 34 DSEI – um aumento de 259%.

    Leidiane Souza
    Ministério da Saúde

  • Auditoria do SUS reforça quadro com 132 servidores e retoma patamar histórico de atuação

    Auditoria do SUS reforça quadro com 132 servidores e retoma patamar histórico de atuação

    O Ministério da Saúde, por meio do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS), avança de forma decisiva na recomposição de seu quadro de servidores. No mais recente processo seletivo interno realizado em 2025, 132 servidores públicos foram selecionados para integrar a equipe do departamento.

    A medida representa uma recomposição de aproximadamente 33% do quadro funcional, com impacto direto nas atividades finalísticas do órgão. Com o ingresso desses novos servidores, o DenaSUS passa a retomar um patamar de força de trabalho semelhante ao observado antes de 2015, após quase uma década de redução gradual de pessoal.

    Para o diretor do DenaSUS, Rafael Bruxellas, a recomposição do quadro representa um marco para o departamento e para o SUS. “Essa é uma conquista institucional decisiva para o fortalecimento do Sistema Nacional de Auditoria. Estamos retomando, após quase dez anos, um patamar de força de trabalho compatível com a relevância estratégica do DenaSUS. Isso significa mais presença na ponta, mais capacidade de fiscalização e mais apoio à boa gestão do SUS, em benefício direto da população”, completou.

    Reforço estratégico à gestão do SUS

    Os servidores selecionados atuarão diretamente nas atividades de auditoria, fiscalização e avaliação, consideradas estratégicas para o fortalecimento da governança e da transparência no SUS. Os auditores do DenaSUS são recrutados por meio de processo seletivo interno no âmbito do Ministério da Saúde, entre servidores ocupantes de cargos das carreiras vinculadas à pasta, assegurando qualificação técnica e conhecimento institucional.

    O aumento do quadro reforça a capacidade operacional do departamento, especialmente para a ampliação das auditorias em todo o território nacional, além de possibilitar uma atuação mais integrada do Sistema Nacional de Auditoria (SNA) nos níveis federal, estadual e municipal. Também permitirá ao DenaSUS atuar de forma mais capilarizada, articulada e eficiente junto aos entes federativos.

    Fortalecimento do Sistema Nacional de Auditoria

    O DenaSUS é o componente federal do Sistema Nacional de Auditoria do SUS e tem como atribuição realizar, de forma descentralizada, a avaliação técnico-científica, contábil, financeira e patrimonial do Sistema Único de Saúde.

    Com os novos servidores, o departamento fortalece seu papel institucional, contribuindo para o uso adequado dos recursos públicos, a qualificação da gestão e o aprimoramento contínuo das políticas públicas de saúde.

    Tania Mello
    Ministério da Saúde

  • Vacina 100% nacional contra a dengue começa a chegar ao SUS, com compra das primeiras 3,9 milhões de doses

    Vacina 100% nacional contra a dengue começa a chegar ao SUS, com compra das primeiras 3,9 milhões de doses

    O Ministério da Saúde assinou nesta sexta-feira (19/12) o contrato para a aquisição das primeiras doses da vacina contra a dengue, produzida pelo Instituto Butantan. O primeiro imunizante de dose única do mundo, com produção 100% nacional, será ofertado exclusivamente pelo SUS a partir de 2026. Com o acordo, serão investidos R$ 368 milhões para o fornecimento inicial de 3,9 milhões de doses do imunizante à rede pública. No momento da assinatura, 300 mil doses serão embaladas para entrega à pasta.

    Esse quantitativo entregue agora faz parte de um total de 1,3 milhão de doses já fabricadas e que serão destinadas prioritariamente aos profissionais da Atenção Primária à Saúde de todo o país, que atuam na linha de frente do SUS. Estão incluídos agentes comunitários de saúde, agentes de combate às endemias, enfermeiros, técnicos de enfermagem e médicos que realizam visitas domiciliares. Essa estratégia deve começar no fim de janeiro de 2026.

    “Hoje é um dia de grande vitória para o Brasil. Como ministro da Saúde, eu não queria encerrar o ano sem firmar este contrato. Este é um dos marcos de um ano de importantes recordes na área da saúde, fruto do trabalho com o Instituto Butantan. A assinatura é essencial para garantir que as vacinas cheguem ao Ministério da Saúde e sejam distribuídas em todo o país”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Em seu discurso, Padilha destacou ainda que a vacina foi desenvolvida com capacidade técnica e o trabalho conjunto de pesquisadores, trabalhadores e servidores do Instituto Butantan.

    Com a chegada das doses, também no primeiro mês do ano, o Ministério da Saúde adotará estratégia de vacinação para avaliar o impacto do imunizante na dinâmica populacional da dengue. Para isso, será realizada uma ação de aceleração da vacinação em dois municípios-piloto: Botucatu (SP) e Maranguape (CE). Nessas localidades, o público-alvo será composto por adolescentes e adultos de 15 a 59 anos. Uma terceira cidade, Nova Lima (MG), também poderá integrar a estratégia.

    O público prioritário para a vacina foi definido após reunião técnica com especialistas da área, conforme recomendação da Câmara Técnica de Assessoramento de Imunização (CTAI), responsável pelas análises e pela definição das estratégias. A nova vacina é capaz de proteger contra os quatro sorotipos da dengue.

    Por ser de dose única e contar com esquema vacinal simples, o imunizante facilita a adesão e garante maior eficácia em menos tempo, ampliando a proteção da população. O registro para a produção foi concedido pela Anvisa em 8 de dezembro, e a assinatura do contrato representa um marco para a saúde pública do país e para o enfrentamento da dengue.

    Com parceria internacional, oferta da vacina deve crescer em até 30 vezes

    A vacinação da população em geral começa com o aumento da produção de doses, a partir de uma parceria estratégica entre Brasil e China, com a transferência da tecnologia nacional desenvolvida pelo Instituto Butantan para a empresa chinesa WuXi Vaccines. Com essa cooperação, a produção da vacina nacional poderá aumentar em até 30 vezes.

    O início da estratégia será pelos adultos a partir de 59 anos, com ampliação gradual para faixas etárias mais jovens, até alcançar o público de 15 anos. A vacina apresenta 74,7% de eficácia contra a dengue sintomática em pessoas de 12 a 59 anos, além de 89% de proteção contra formas graves e com sinais de alarme.

    Investimentos, produção nacional e transferência de tecnologia

    O desenvolvimento da vacina contra a dengue contou com investimento de R$ 130 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), além de aportes permanentes do Ministério da Saúde, que destina mais de R$ 10 bilhões anuais para o fortalecimento de laboratórios públicos e da produção nacional de imunizantes estratégicos para o SUS. Com a vacina da dengue e parceria com a China, esse investimento deve chegar a R$ 15 bilhões.

    No âmbito do Novo PAC Saúde, estão previstos mais de R$ 1,2 bilhão para a ampliação da capacidade produtiva do Instituto Butantan, incluindo a infraestrutura necessária para a fabricação da vacina contra a dengue.

    O SUS também oferece a vacina contra a dengue do laboratório japonês, indicada para adolescentes de 10 a 14 anos e aplicada em duas doses. Desde a incorporação, em 2024, 7,4 milhões de doses já foram aplicadas. Entre 2024 e 2025, foram 11,1 milhões de doses distribuídas e 7,8 milhões aplicadas.

    Cenário epidemiológico

    Em 2025, o Brasil registrou redução de 75% nos casos prováveis de dengue e de 72% nos óbitos, em comparação com 2024. Apesar do avanço, o combate ao Aedes aegypti e a manutenção das ações de prevenção seguem sendo fundamentais.

    Em novembro, o Ministério da Saúde lançou a campanha nacional “Não dê chance para dengue, zika e chikungunya”, voltada à prevenção das arboviroses e ainda em andamento. O enfrentamento dessas doenças exige ação conjunta entre governo e sociedade. Entre as principais medidas de prevenção estão:

    • uso de telas em janelas e repelentes em áreas de transmissão reconhecida;
    • remoção de recipientes que possam se tornar criadouros;
    • vedação de reservatórios e caixas d’água;
    • limpeza de calhas, lajes e ralos;
    • adesão e apoio às ações de prevenção e controle realizadas pelos profissionais do SUS.


    Marcella Mota
    Ministério da Saúde

  • Dia Internacional dos Migrantes destaca a saúde como direito humano e ponte de acolhimento no Brasil

    Celebrado em 18 de dezembro, o Dia Internacional dos Migrantes convida à reflexão sobre direitos, acolhimento e inclusão. No Brasil, a data reforça um princípio fundamental do Sistema Único de Saúde (SUS): o acesso à saúde é universal e independente do país de nascimento, nacionalidade ou status migratório. Migrar é um direito. Cuidar da saúde de quem migra também é — e fortalece a saúde de toda a população.

    A mobilidade humana impõe desafios aos sistemas de saúde, mas também amplia oportunidades de cooperação, vigilância e cuidado integrado. “Ao garantir acesso integral e humanizado às pessoas migrantes, o país avança na promoção da equidade, na prevenção de doenças e na proteção coletiva. Saúde não é barreira. Saúde é ponte”, afirma a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão.

    No âmbito do SUS e das ações humanitárias, o Ministério da Saúde desenvolve iniciativas que colocam a saúde como uma das primeiras portas do acolhimento. Um exemplo é o fortalecimento da comunicação em saúde voltada às populações migrantes, refugiadas, apátridas, repatriadas e viajantes internacionais. Materiais educativos sobre enchentesmpox e doenças infecciosas, como cólera, têm sido produzidos em diversos idiomas (entre eles espanhol, inglês, francês, mandarim, crioulo haitiano, árabe, pashto e persa) para garantir informação acessível, qualificada e culturalmente adequada.

    Em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego, a pasta também intermediou a criação do Código Brasileiro de Ocupação (CBO) nº 5153-35, referente ao mediador intercultural, considerando a importância desse profissional na facilitação da comunicação entre usuários migrantes e profissionais, na adaptação de informações e serviços às especificidades culturais, bem como na contribuição para a redução de conflitos e no fortalecimento da confiança no acesso aos serviços de saúde e às demais instituições públicas.

    Essas ações contribuem para a promoção da saúde, o diagnóstico oportuno e o cuidado adequado, além de reforçarem orientações fundamentais sobre higiene, consumo de água potável e a busca imediata por atendimento em caso de sintomas de doenças, sempre com acesso gratuito e seguro nas unidades de saúde, além de reforçar o direito a saúde dessa população.

    A atuação brasileira também se destaca na cooperação internacional em saúde, reafirmando que a migração internacional não deve ser associada a risco epidemiológico. Parcerias científicas, como a cooperação entre Brasil e França, ampliam a capacidade de resposta a desafios globais relacionados a HIV/aidshepatites viraistuberculoseinfecções sexualmente transmissíveis e aos impactos das mudanças climáticas e da mobilidade populacional na dinâmica das doenças, com foco na solidariedade, na ciência e na proteção da vida. Vale ressaltar, ainda, a contribuição do Ministério da Saúde na elaboração da Política Nacional de Migrações, Refúgio e Apátrida, instituído no Decreto nº 12.657, de 7 de outubro de 2025. Essa política que representa um marco importante na gestão migratória no Brasil, pois passa a articular e coordenar ações setoriais de diferentes órgãos e níveis de governo com o objetivo de promover e proteger os direitos das pessoas migrantes, refugiadas e apátridas, considerando princípios como a interculturalidade, a inclusão social e a cooperação intersetorial.

    Em paralelo, o MS instituiu um Grupo de Trabalho com a finalidade de elaborar proposta para estabelecimento de Política Nacional de Saúde Integral das Populações Migrantes, Refugiadas e Apátridas, através da Portaria GM/MM Nº 5.517, De 15 De Outubro De 2024, na qual houve a sua prorrogação pela Portaria GM/MS Nº 8.738, De 10 De Novembro De 2025 permitindo assim a continuidade da elaboração da política. Nas regiões de fronteira, o cuidado se traduz em ações concretas. A retomada de comissões binacionais de saúde, como a estabelecida entre Brasil e Uruguai, fortalece a integração dos serviços, amplia a vacinação de moradores e migrantes e protege conquistas sanitárias, como a eliminação de doenças imunopreveníveis. A vacinação nas fronteiras é uma estratégia central para garantir proteção individual e coletiva, reafirmando a saúde como direito e dever do Estado. Atualmente, o Brasil conta com a maior Casa da Vacina da América Latina, localizada no município de Pacaraima, na fronteira com a Venezuela.

    O enfrentamento de doenças associadas às desigualdades sociais, como a tuberculose, também integra essa agenda. Iniciativas regionais e articulações com parlamentos das Américas buscam acelerar metas de eliminação da doença, com foco especial em populações em maior vulnerabilidade, entre elas as pessoas migrantes. Prevenção, diagnóstico e tratamento seguem disponíveis de forma gratuita pelo SUS, aliados a investimentos em inovação, vigilância e cuidado integral.

    Além disso, o Brasil investe na preparação para emergências em saúde pública, sediando treinamentos internacionais que fortalecem redes de resposta a surtos e crises sanitárias. A formação de lideranças e a cooperação entre países ampliam a segurança sanitária regional e reforçam o compromisso de que ninguém seja deixado para trás.

    Para viajantes internacionais e brasileiros que se deslocam para outros países, o Ministério da Saúde também orienta sobre a importância da vacinação atualizada, contribuindo para viagens mais seguras e para a proteção da saúde coletiva.

    Celebrar o Dia Internacional dos Migrantes é reafirmar que a saúde é eixo central do acolhimento e da inclusão social. Segundo Mariângela Simão, “garantir acesso, informação e cuidado às pessoas migrantes é promover dignidade, equidade e proteção coletiva. Porque saúde não reconhece fronteiras, reconhece pessoas”.

    João Moraes
    Ministério da Saúde

  • Brasil sedia a 57ª Reunião do Comitê de Coordenação do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS

    O Brasil sedia e preside a 57ª Reunião do Comitê de Coordenação do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS – UNAIDS, que acontece na capital federal até esta quinta-feira (18). O encontro anual reúne governos de 22 países, agências das Nações Unidas e representantes da sociedade civil para orientar a resposta global ao HIV e à aids, e definir a estratégia internacional para o período de 2026 a 2031. Na oportunidade, o grupo celebra os 25 anos de atuação do UNAIDS no Brasil e os 40 anos da resposta brasileira à epidemia de HIV/Aids.

    O País exerce papel estratégico na governança internacional com atuação reconhecida pelo trabalho especializado do Sistema Único de Saúde (SUS). Atualmente, preside o Comitê de Coordenação do UNAIDS, conhecido como PCB, em um contexto desafiador, tendo em vista as reduções na assistência internacional que, em 2025, agravaram déficits de financiamento e resultaram no enfraquecimento de serviços de prevenção e fechamento de organizações comunitárias em diversas nações. O Comitê discute, desta forma, a adoção de uma nova estratégia de cinco anos. A proposta será considerada nas negociações com os países-membros.

    A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (MS), Mariângela Simão, presidiu a sessão de abertura e os debates do primeiro e do segundo dia de reunião. Segundo ela, os esforços no enfrentamento ao HIV e à aids devem ser empregados numa parceria contínua, para que a resposta ao problema seja acionada como última via, sendo a prevenção a primeira opção. “As pandemias nos trouxeram uma lição importante: ninguém está seguro enquanto todos não estivermos seguros. Enfrentamos crises mundiais nas esferas climática, econômica, social e de saúde. Devemos dedicar esforços à prevenção, conscientização e cuidado com a saúde integral. Assim estaremos mais atentos a tudo mais que ocorrer e à necessidade de resposta aos problemas sanitários”, enfatizou.

    Para a diretora executiva da UNAIDS, Winnie Byanyima, embora haja avanços a nível mundial, ainda é preciso fortalecer o compartilhamento de conhecimentos, estratégias e tecnologias. “Agradeço o governo brasileiro por nos convidar para estar aqui, em Brasília, pois é um lugar onde foi lançada uma luta por dignidade. Estamos enfrentando diversos desafios e rupturas que afetam vidas e foi exatamente no meio de uma crise que a UNAIDS nasceu. Temos um momento de desinformação, estigma e preconceito que ainda acontece presencial e virtualmente. Precisamos, portanto, enfrentar esse vírus utilizando novas ferramentas e estratégias corajosas”, declarou.

    Rompendo o ciclo de desigualdade

    Um dos destaques da programação foi o lançamento da versão em português do relatório “Rompendo o ciclo da desigualdade-pandemia: construindo a verdadeira segurança na saúde em uma era global”, produzido pelo Conselho Global sobre Desigualdades, AIDS e Pandemias. Apresentaram a iniciativa, a diretora executiva da UNAIDS, Winnie Byanyima; a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde do Brasil, Mariângela Simão; e a ex-ministra da Saúde e pesquisadora emérita da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade.

    O documento analisa como as desigualdades ampliam os impactos das pandemias e, ao mesmo tempo, são aprofundadas por elas, formando um ciclo vicioso que compromete a segurança global em saúde. Entre os principais pontos abordados está a necessidade de políticas estruturais que enfrentem os determinantes sociais da saúde como parte essencial da preparação e resposta a emergências sanitárias.

    Foram debatidas, ainda, as conclusões e recomendações do relatório, como a experiência brasileira no enfrentamento das desigualdades e seus impactos positivos na saúde pública. Entre os resultados apresentados estão a eliminação da transmissão vertical do HIV, a redução dos óbitos por aids ao menor patamar em 32 anos e a contribuição de políticas públicas como o Bolsa Família e o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde.

    Visitas técnicas e contato com o SUS

    Na chegada a Brasília, no dia 15, as delegações estrangeiras realizaram visitas técnicas acompanhadas pelas equipes da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA/MS), que ofereceram aos participantes contato direto com as realidades da epidemia de HIV e da resposta em um contexto nacional. A primeira visita, realizada à exposição “40 Anos de História da Resposta Brasileira à Aids”, que permanece disponível ao público até o dia 16 de janeiro de 2026, nas instalações do museu do SesiLab – Espaço de Arte Ciência e Tecnologia. A segunda, foi ao Congresso Nacional, na qual participaram, na Câmara dos Deputados, da audiência pública da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Frente Parlamentar Mista de Enfrentamento às Infecções Sexualmente Transmissíveis, HIV/Aids e Hepatites Virais, para discutir as políticas públicas relacionadas.

    Simultaneamente, parte do grupo conheceu três serviços de saúde pública do Distrito Federal dedicados a pessoas vivendo com HIV/Aids: a Policlínica 2 de Ceilândia – que oferta a profilaxia pré-exposição (PrEP) para proteção do HIV, medicamentos antirretrovirais, ambulatório específico para o acompanhamento de casos por profissionais especializados, bem como agendamento de consultas e encaminhamento de pacientes; o Centro Especializado em Doenças Infecciosas do Distrito Federal – serviço de referência dedicado ao diagnóstico, acompanhamento e tratamento de doenças infecciosas de média e alta complexidade, incluindo HIV/AIDS, hepatites virais, tuberculose, infecções sexualmente transmissíveis e outras condições que requerem manejo clínico especializado; além do setor do Hospital Universitário de Brasília, que oferece serviços de PrEP, outras opções de prevenção ao HIV, testagem e encaminhamento para tratamento.

    PCB e Conselho Global sobre Desigualdades

    Estabelecido em 1994 por uma resolução do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas e lançado em janeiro de 1996, o UNAIDS é orientado por um Comitê de Coordenação do Programa ou PCB, sigla para Programme Coordinating Board, composta por representantes de 22 governos de todas as regiões geográficas, pelas agências fundos, programas copatrocinadores e cinco representantes de organizações não governamentais – incluindo associações de pessoas vivendo com HIV.

    Anunciado em junho de 2023, o Conselho Global sobre Desigualdades, AIDS e Pandemias, por sua vez, é uma iniciativa do UNAIDS que reúne lideranças das áreas de economia, saúde pública, direitos humanos e finanças. O objetivo é enfrentar as desigualdades que impulsionam pandemias e fortalecer a capacidade global de resposta a futuras emergências sanitárias, contribuindo para o fim da aids como problema de saúde pública.

    Suellen Siqueira
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde oficializa novo Hospital Universitário dos Servidores para garantir mais atendimentos para o SUS

    Ministério da Saúde oficializa novo Hospital Universitário dos Servidores para garantir mais atendimentos para o SUS

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, oficializou, nesta quinta-feira (18), o Novo Hospital Universitário dos Servidores do Estado, localizado no Rio de Janeiro (RJ). Para isso, assinou a fusão do Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE) ao Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). A iniciativa também prevê a descentralização da gestão e dos serviços de saúde para a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Parte do Plano de Reestruturação dos Hospitais e Institutos Federais, a fusão ocorre no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, que visa ampliar o acesso a consultas, exames e cirurgias, reduzindo o tempo de espera no SUS. O investimento previsto é de aproximadamente R$ 280 milhões. 

    “Hoje estamos encerrando um ciclo de muito esforço e sincronia entre as instituições e o Ministério da Saúde para a plena reestruturação dos Hospitais Federais do Rio de Janeiro. A nossa expectativa é que essas unidades voltem a ser uma grande referência nacional no cuidado, com ampliação de leitos, novos turnos para a realização de cirurgias e representem um grande ganho para o programa Agora Tem Especialistas”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Brasília, durante a solenidade de assinatura do contrato de gestão, realizada no Ministério da Educação. 

    Na ocasião, Padilha afirmou ainda que a iniciativa “fortalece a formação dos profissionais de saúde, aumentando a produção no Hospital Universitário, com um campo de prática mais estruturado e tecnológico para os residentes de graduação”. A fusão prevê a concessão, de forma gratuita, do patrimônio do HFSE e a ocupação do prédio do hospital pela Ebserh. A unidade passará por adequações para receber todos os serviços de saúde dos dois hospitais, sem interrupção da assistência aos pacientes. 

    Juntos, eles poderão oferecer mais atendimentos especializados, ampliar o número de leitos, promover melhorias na estrutura física, com equipamentos mais modernos, além de garantir uma assistência mais ágil e qualificada à população. Com localização estratégica, o HFSE e o HUGG desempenham papel relevante no atendimento à saúde da população da cidade do Rio de Janeiro e de outras regiões próximas, oferecendo serviços especializados e formação acadêmica para profissionais de saúde. 

    Para o ministro da Educação, Camilo Santana, “o objetivo desse processo foi garantir que o hospital preste um bom serviço à população do Rio de Janeiro e continue sendo um hospital 100% SUS, passando a ser de pesquisa, de ensino e de formação na área da saúde”. Segundo ele, a perspectiva é que, no menor prazo possível, o novo hospital se torne uma referência para o país e para o estado. “Existe o desejo do presidente de que, até o ano que vem, nenhum estado do Brasil fique sem um hospital universitário. Roraima e Rondônia ainda não têm, mas já há trabalho em andamento”, finalizou. 

    Referência no atendimento de média e alta complexidade 

    O HFSE é referência no atendimento de média e alta complexidade, com a oferta de cirurgias de grande porte e de mais de 45 serviços especializados, como maternidade de alto risco, oncopediatria, neurocirurgia e atendimento a doenças infectocontagiosas. Atualmente, conta com 269 leitos ativos e mais de 2,4 mil servidores, entre efetivos e temporários. 

    A unificação dos serviços também propiciará um ambiente mais dinâmico para os estudantes e residentes, permitindo um intercâmbio de experiências e práticas clínicas de alta qualidade. A unidade possui um dos primeiros Programas de Residência Médica do país, com 37 programas credenciados pelo Ministério da Educação. A instituição nasce com 573 vagas credenciadas de residência médica e multiprofissional, com potencial de crescimento, consolidando-se como um dos maiores hospitais universitários do país. 

    Para o presidente da Ebserh, Arthur Chioro, o hospital terá papel relevante no programa Agora Tem Especialistas, uma prioridade do presidente Lula e do Ministério da Saúde para ampliar a oferta de serviços em áreas como pediatria, maternidade, oncologia, oftalmologia, transplantes e terapia renal substitutiva. “Além disso, fortalecerá o ensino, ao incorporar-se como cenário de prática para os estudantes de graduação da Unirio, não apenas da área da saúde, mas de diversos cursos, considerando o hospital como uma organização complexa”, declarou. 

    Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais 

    Realizado pelo governo federal em parceria com a gestão municipal do Rio de Janeiro, o Plano de Reestruturação dos Hospitais Federais visa promover melhorias na infraestrutura, recompor a força de trabalho e ampliar o atendimento nas unidades após anos de precarização. Para isso, o Ministério da Saúde reavaliou os modelos de gestão, estabelecendo parcerias com instituições e órgãos públicos gestores do SUS. O processo foi construído com base em estudo técnico de viabilidade e na realização de audiências públicas, garantindo diálogo com profissionais de saúde, gestores e a sociedade civil. 

    A estratégia já resultou na reabertura de leitos e emergências, contratação de profissionais, reforma de espaços e aquisição de equipamentos para os hospitais de Bonsucesso, do Andaraí e Cardoso Fontes. Os investimentos já superam R$ 1 bilhão. Ainda como parte do Plano, o Hospital Federal da Lagoa está em processo de integração com o Instituto Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). A reestruturação também garante todos os direitos dos servidores dessas unidades hospitalares. 

    Danielly Schulthais
    Ministério da Saúde

  • Brasil recebe certificação da OPAS/OMS e se consolida como o único país continental a eliminar a transmissão vertical do HIV

    Brasil recebe certificação da OPAS/OMS e se consolida como o único país continental a eliminar a transmissão vertical do HIV

    A Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) entregou, nesta quinta-feira (18), ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o certificado de eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública. O Brasil é o único país continental a alcançar esse marco, resultado do acesso gratuito e ampliado às terapias antirretrovirais e a estratégias modernas, seguras e eficazes de prevenção.

    “O sistema de saúde foi, muitas vezes, tão maltratado e tão mal reconhecido, mas acabou criando uma força entre a população e os especialistas como poucas vezes vimos. Hoje, o SUS é motivo de orgulho para o Brasil e para o mundo, porque somos o único país com mais de 100 milhões de habitantes a contar com um sistema de saúde que se fortalece a cada dia. Estamos, cada vez mais, alcançando o compromisso assumido pelos constituintes quando o sistema foi criado: garantir que o povo mais humilde, as pessoas mais pobres e mais necessitadas, tenham o mesmo tratamento de saúde que a pessoa mais rica da cidade”, declarou o presidente, Luiz Inácio Lula da Silva.

    Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, quatro décadas após o primeiro registro da aids no Brasil, o país alcança um marco histórico em sua trajetória. “O Brasil é o maior país do mundo a eliminar a transmissão vertical do HIV. Os avanços que celebramos refletem uma construção coletiva, nacional e global, que consolidou no país o acesso gratuito à terapia antirretroviral e às estratégias modernas de prevenção. Hoje, o SUS garante acompanhamento integral às pessoas vivendo com o vírus e amplia, de forma contínua, o acesso a esquemas terapêuticos mais simples, eficazes e seguros”, afirmou.

    Para alcançar a certificação, o Brasil manteve a taxa de transmissão vertical abaixo de 2% e a incidência da infecção em crianças abaixo de 0,5 caso por mil nascidos vivos, atendendo integralmente aos critérios estabelecidos pela OMS. Além disso, o país alcançou mais de 95% de cobertura em pré-natal, testagem para HIV e oferta de tratamento às gestantes que vivem com o vírus. Isso demonstra que o Brasil interrompeu, de forma sustentada, a infecção de bebês durante a gestação, o parto ou a amamentação.

    O processo para receber o certificado teve início com o envio, em junho de 2025, de um relatório técnico à OPAS/OMS pelo Ministério da Saúde, no qual o Brasil apresentou avanços sistemáticos na redução da transmissão vertical do HIV e no fortalecimento do componente materno-infantil da resposta à epidemia.

    Entre 2023 e 2024, o país registrou queda de 13% no número de óbitos por aids, com o total de mortes reduzido de mais de 10 mil para 9,1 mil, a menor taxa em mais de três décadas. A redução reflete o impacto direto da ampliação da testagem, do acesso precoce ao tratamento antirretroviral e das estratégias de prevenção combinada, que incluem ferramentas como PrEP, PEP, além da expansão do uso de exames rápidos e autotestes.

    Compromisso com a equidade e a vida

    A certificação, além de simbolizar um avanço sanitário, reforça os compromissos do Brasil com os direitos humanos, a equidade no acesso aos serviços de saúde e os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente no que se refere à saúde global e ao fim da epidemia de HIV e aids, em alinhamento com a Agenda 2030 das Nações Unidas.

    Essa é uma conquista coletiva. A sociedade civil, especialmente as pessoas que vivem com HIV e aids, constitui o alicerce dessa mobilização que, somada ao empenho dos governos nas três esferas, dos trabalhadores da saúde, da ciência e das instituições envolvidas com a pauta, permitiu ao país alcançar a eliminação da transmissão vertical em nível nacional.

    “É uma conquista imensa para o Brasil e para a região das Américas, porque já temos 11 países certificados. Agora, o Brasil é o primeiro país continental a conquistar a interrupção da transmissão vertical do HIV. Esse reconhecimento é fruto de anos de trabalho intenso dos estados e municípios, da liderança do Ministério da Saúde e da fortaleza do SUS e, sem dúvida, posiciona novamente o país na vanguarda global no combate à doença”, destacou o diretor da OPAS/OMS, Jarbas Barbosa.

    Programa Brasil Saudável

    A eliminação da transmissão vertical do HIV integra as metas prioritárias do Programa Brasil Saudável, iniciativa do Governo Federal que orienta políticas públicas integradas voltadas à promoção da saúde, à redução das desigualdades e ao enfrentamento das principais causas de adoecimento no país.

    O reconhecimento internacional demonstra o avanço consistente do país no cumprimento das metas pactuadas para a próxima década. Ao alcançar a eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública, o Brasil consolida um modelo de resposta baseado em evidências científicas, equidade e compromisso com a vida desde o início, contribuindo para a construção de um país mais saudável, justo e sustentável até 2030.

    Amanda Milan
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde renova frota do SAMU 192 e amplia transporte sanitário em todo o país

    Ministério da Saúde renova frota do SAMU 192 e amplia transporte sanitário em todo o país

    Com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), o Ministério da Saúde formalizou em dezembro a aquisição de ambulâncias do SAMU 192 e micro-ônibus voltados ao transporte sanitário eletivo. O investimento garante a renovação da frota de urgência e estabelece, pela primeira vez, o apoio direto do Governo Federal no deslocamento de pacientes para consultas e exames no Sistema Único de Saúde (SUS).

    “Renovar a frota e organizar o transporte é garantir que o cuidado chegue a tempo, do chamado de urgência à consulta especializada. As novas ambulâncias do SAMU 192 ampliam a capacidade de resposta da urgência, enquanto o transporte sanitário eletivo garante que consultas, exames e tratamentos aconteçam no tempo certo. É uma ação técnica, planejada, mas com impacto direto na vida das pessoas que dependem do SUS”, afirma a secretária-executiva adjunta do Ministério da Saúde, Juliana Carneiro.

    Após a homologação das licitações, estão em fase de formalização os contratos para a aquisição inicial de 2.420 ambulâncias do SAMU 192 e 700 micro-ônibus. As entregas estão previstas para começar em janeiro de 2026 e seguir ao longo do primeiro semestre do ano, fortalecendo a capacidade operacional dos serviços de saúde em todo o território nacional.

    Reforço histórico para o SAMU 192

    A iniciativa integra a estratégia do Ministério da Saúde de ampliar o SAMU 192 para 100% de cobertura nacional e promover a renovação total da frota até o fim de 2026.

    As novas ambulâncias serão destinadas tanto à substituição de veículos antigos quanto à expansão do serviço, garantindo resposta mais rápida às ocorrências, maior capilaridade e melhores condições de trabalho para as equipes.

    Os veículos incorporam tecnologias que elevam o padrão do atendimento pré-hospitalar, como sistemas avançados de estabilidade e frenagem, climatização com purificação do ar por UV-C, iluminação clínica em LED e rede integrada de oxigênio, oferecendo mais segurança, eficiência e conforto para profissionais e pacientes.

    Transporte sanitário eletivo: o que muda para os usuários do SUS

    Outra novidade é a aquisição de 700 micro-ônibus para o Transporte Sanitário Eletivo, voltado ao deslocamento de usuários para consultas, exames e

    tratamentos especializados. É a primeira vez que o Ministério da Saúde estrutura apoio direto a esse tipo de transporte, essencial para reduzir o absenteísmo e acelerar diagnósticos e tratamentos no SUS.

    Os micro-ônibus contam com 28 poltronas, assentos reservados para acessibilidade, poltrona elevatória, espaços para cadeiras de rodas, climatização com purificação de ar, letreiro informativo e sistema multimídia com navegador, garantindo um transporte seguro, confortável e inclusivo. A ação integra o Programa Agora Tem Especialistas, que busca enfrentar um dos principais obstáculos ao acesso à atenção especializada: a dificuldade de mobilidade dos pacientes.

    Estados e municípios podem aderir

    As atas de registro de preços dos micro-ônibus e das ambulâncias do SAMU 192 permitem a aquisição direta de veículos pelo Ministério da Saúde, no caso dos micro-ônibus, de até 3 mil unidades, além da adesão de estados e municípios, conforme disponibilidade orçamentária. As atas também poderão ser utilizadas para aquisições viabilizadas por emendas parlamentares, ampliando as possibilidades de acesso aos veículos e o alcance da política pública em todo o país.

    Os veículos adquiridos diretamente pela pasta da Saúde serão doados a estados e municípios, seguindo critérios de necessidade e efetividade, ampliando o alcance da política pública em todo o país.

    A renovação da frota do SAMU 192 e a ampliação do transporte sanitário eletivo representam um investimento estruturante para o SUS, fortalecendo a rede de urgência, qualificando o cuidado e garantindo acesso mais equitativo aos serviços de saúde, especialmente para quem mais precisa.

    Ministério da Saúde

  • Mutirões do Agora Tem Especialistas fecham o ano com mais de 127 mil procedimentos para pacientes do SUS de todo o país

    Mutirões do Agora Tem Especialistas fecham o ano com mais de 127 mil procedimentos para pacientes do SUS de todo o país

    O programa Agora Tem Especialistas bateu a marca de 127,1 mil atendimentos ofertados para a rede pública de saúde nos mutirões realizados neste ano. Apenas no mais recente, que aconteceu no último final de semana, pacientes de todos os estados e do Distrito Federal foram submetidos a 59,3 mil procedimentos no maior mutirão de cirurgias e exames da história do SUS. Para isso, o Ministério da Saúde, de forma inédita, conseguiu unir esforços da maior rede de hospitais universitários do país – a Ebserh -, de institutos e hospitais federais e de Santas Casas. Juntos, quase 200 estabelecimentos de saúde atenderam, simultaneamente, pacientes do SUS em todos os estados e no Distrito Federal.  

    Considerando os mutirões realizados no sábado (13) e domingo (14) e o primeiro realizado em julho, em que 12,5 mil procedimentos foram ofertados, o programa do governo federal ampliou em 375% a oferta de atendimento em diversas áreas prioritárias para o SUS, como oncologia, ginecologia, ortopedia, cardiologia, oftalmologia e otorrinolaringologia.  

    O avanço na expansão da assistência especializada é resultado do Agora Tem Especialistas que, para fortalecer e ampliar o alcance dos mutirões em todo o país, busca a participação de novos atores. É o caso das 134 Santas Casas e dos nove hospitais e institutos federais, que, pela primeira vez, se juntaram aos 45 hospitais universitários da Ebserh para atender pacientes previamente agendados.  

    “Realizamos o maior mutirão nacional da história do SUS, com cirurgias e exames em todo o Brasil. Essas pessoas entraram nos hospitais do SUS para fazer cirurgias e exames — muitas delas aguardando há meses — sem precisar pagar nada, porque o SUS é isto: é universal, é público, é gratuito e é sério”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

    Entre os procedimentos realizados, destacam-se cirurgias de média e alta complexidade, como bariátrica por videolaparoscopia, cistolitotomiacolecistostomia, plástica abdominal, hemorroidectomia, diferentes tipos de hernioplastias, vasectomia, ureterolitotripsia transureteroscópica e uretrotomia interna, entre outras. Outros procedimentos como ultrassonografia, tomografia, endoscopia e ressonância magnética também foram realizados. 

    Foto: João Risi/MS
    Foto: João Risi/MS

    Número de atendimentos cresce a cada vez mais 

    A oferta dos atendimentos nos mutirões do Agora Tem Especialistas aumenta a cada edição: nas de julho e setembro, realizadas no Dia – Ebserh em Ação com os 45 hospitais universitários da rede, foram 12,5 mil e 34,3 mil procedimentos, respectivamente, em capitais e cidades do interior de todos os estados, além do DF. Agora, em dezembro, com mais 143 estabelecimentos de saúde, esse número saltou para 59,3 mil. Além disso, os mutirões realizados dentro de aldeias indígenas somaram 21 mil atendimentos. 

    No mutirão do último final de semana, as 134 Santas Casas e hospitais filantrópicos atuaram em 19 estados: Alagoas (AL), Bahia (BA), Ceará (CE), Espírito Santo (ES), Goiás (GO), Maranhão (MA), Minas Gerais (MG), Pará (PA), Paraíba (PB), Pernambuco (PE), Piauí (PI), Paraná (PR), Rio de Janeiro (RJ), Rio Grande do Norte (RN), Rio Grande do Sul (RS), Santa Catarina (SC), Sergipe (SE), São Paulo (SP) e Tocantins (TO). 

    Além das redes hospitalares parceiras, participaram da iniciativa estes hospitais federais ligados ao Ministério da Saúde: Instituto Nacional de Câncer (INCA), Instituto Nacional de Cardiologia (INC), Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) e os hospitais federais dos Servidores, de Ipanema, de Bonsucesso, Cardoso Fontes, da Lagoa e do Andaraí, todos no Rio de Janeiro. 

    Mais ações do Agora Tem Especialistas no Brasil 

    Ao longo de 2025, o Agora Tem Especialistas se consolidou como uma das principais políticas públicas do governo federal para ampliar e qualificar o acesso à saúde especializada no SUS. Além dos mutirões, o programa inclui a atuação de carretas de saúde, que levam atendimento até onde a população está; a ampliação do horário de funcionamento dos serviços de saúde; o provimento e formação de especialistas para atuarem em regiões onde há carência desses profissionais; e parcerias com hospitais privados para atendimento complementar e gratuito ao SUS, tendo como contrapartida o abatimento de dívidas de tributos federais. 

    Luciana Lima
    Ministério da Saúde

  • Com bancada integralmente feminina, CIT realiza 12ª Reunião Ordinária e reforça compromisso da Saúde no enfrentamento ao feminicídio

    Com bancada integralmente feminina, CIT realiza 12ª Reunião Ordinária e reforça compromisso da Saúde no enfrentamento ao feminicídio

    O Ministério da Saúde (MS), o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) realizaram, nesta quarta-feira (18), a 12ª Reunião Ordinária da Comissão Intergestores Tripartite (CIT) de 2025. O encontro ocorreu na sede da Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (Opas/OMS), em Brasília (DF), e recebeu gestores das cinco regiões do Brasil para pactuar diretrizes, planos e recursos para a efetivação das políticas de saúde.

    A abertura dos trabalhos foi representativa, com a composição da uma mesa de autoridades integralmente de mulheres e tema “O SUS é Vida. Não ao Feminicídio”, para reforçar o compromisso das três esferas de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) com a defesa da vida, a promoção da equidade e o enfrentamento das violências. A secretária executiva adjunta do MS, Juliana Carneiro, presidiu a sessão e destacou que colocar o enfrentamento ao feminicídio no foco dos debates aponta para uma priorização transversal da defesa feminina nas políticas públicas. “A escolha do tema dessa CIT evidencia os desafios que ainda temos pela frente e reafirma o compromisso do SUS com a proteção e a promoção da vida das mulheres”, declarou.

    As mulheres representam cerca de 75% da força de trabalho do sistema de saúde – o que, segundo a secretária, “aumenta o nível de responsabilidade coletiva na construção de ambientes seguros, justos e livres de violência”. As oito secretarias da Pasta foram representadas e participaram dos debates propostos: Secretaria Executiva (SE), Atenção Primária à Saúde (SAPS), Atenção Especializada à Saúde (SAES), Ciência, Tecnologia, Inovação e Complexo Econômico-Industrial da Saúde (SECTICS), Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), Saúde Indígena (SESAI), Saúde Digital (SEDIGI) e Trabalho e Educação na Saúde (SGTES).

    Durante as apresentações e discussões iniciais, a reunião abordou temas estratégicos para a gestão do SUS. Entre os destaques estão a exibição do webdocumentário “Imuniza SUS – 2ª temporada”, apresentado pelo Conasems, com foco na experiência do município de Barreirinha (AM) na vacinação de comunidades quilombolas, e a apresentação do Conass sobre o projeto “SUS em Redes”, que trata da planificação da atenção à saúde como estratégia de organização do sistema.

    A pauta incluiu a atualização da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente sobre o cenário da dengue e outras arboviroses no País, além da apresentação, pela Secretaria Executiva, dos resultados do Projeto Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) e do monitoramento do Relatório Anual de Gestão, no âmbito da agenda com o Tribunal de Contas da União. A Secretaria de Atenção Especializada à Saúde, por sua vez, apresentou o monitoramento do Programa Agora Tem Especialistas e a atualização do Plano Operativo da Rede de Prevenção e Controle do Câncer, além de esclarecimentos sobre o componente de radioterapia do programa.

    O bloco de discussões e pactuações contemplou temas normativos e operacionais relevantes para a gestão do SUS, como o calendário das reuniões ordinárias da CIT em 2026, alterações de prazos previstos em portarias ministeriais, a prorrogação do Plano Operativo de Transformação Digital da Rede Nacional de Dados em Saúde e da Base Nacional de Dados da Assistência Farmacêutica. Foram abordadas, também, minutas de portarias relacionadas à atenção primária, atenção especializada, vigilância em saúde e assistência farmacêutica.

    Entre os demais pontos em pautam, foram foco de diálogo a atualização de programas como o Academia da Saúde, a instituição do Programa de Atenção Domiciliar à Pessoa Idosa, a política nacional de regulação em saúde, o financiamento de centros de informação e assistência toxicológica, o repasse financeiro para ações de controle da doença de Chagas e a pactuação de medicamentos dos componentes básico, estratégico e especializado da assistência farmacêutica.

    A sessão foi encerrada com informes sobre o balanço das atividades da CIT em 2025, a situação de entrega dos relatórios de gestão no país e a apresentação da Secretaria de Saúde Indígena sobre as ações de saúde voltadas ao povo Yanomami.

    A CIT

    A Comissão Intergestores Tripartite é uma instância fundamental de articulação entre União, estados e municípios, responsável por pactuar diretrizes, estratégias e políticas que fortalecem a governança e a efetividade do SUS em todo o território nacional. No âmbito da CIT são discutidos temas como ressarcimento de medicamentos, assistência farmacêutica, rede de atenção à saúde bucal, imunobiológicos e políticas de saúde.

    Suellen Siqueira
    Ministério da Saúde