Categoria: SAÚDE GOV

  • Boas práticas levam ao aumento do cofinanciamento federal para equipes de Consultório na Rua e Atenção Primária Prisional

    Boas práticas levam ao aumento do cofinanciamento federal para equipes de Consultório na Rua e Atenção Primária Prisional

    A adoção de boas práticas na Atenção Primária à Saúde (APS) incorporadas no novo cofinanciamento das equipes de Consultório da Rua (eCR) e de Atenção Primária Prisional (eAPP), além do registro qualificado das informações, passaram a ter impacto direto no volume de recursos federais repassados aos estados e municípios. O tema foi apresentado e detalhado a gestores estaduais e municipais durante os Seminários de Boas Práticas de Equidade na Atenção Primária, um deles voltado à saúde prisional e outro ao cuidado com as pessoas em situação de rua, realizados nesta semana em Brasília pelo Ministério da Saúde. 

    Ao longo dos eventos, a coordenadora-geral de Acesso e Equidade na Atenção Primária à Saúde da pasta, Lilian Silva Gonçalves, destacou que o momento marca o fortalecimento das políticas de equidade por meio da articulação com estados e municípios. Segundo ela, a mobilização dos gestores é fundamental para transformar os indicadores em melhor cuidado na ponta e mais recursos para os municípios. “A implementação das políticas públicas de saúde só é possível com articulação tripartite. Esse processo reafirma a responsabilidade do Ministério da Saúde e do Sistema Único de Saúde (SUS) na garantia do direito à saúde, fundamentado nos princípios da equidade e da integralidade”, reforçou. 

    Os encontros tiveram como foco apresentar os novos indicadores de qualidade, cujos eixos foram definidos em 2025 com a atualização da metodologia de cofinanciamento federal da APS e a instituição de incentivos específicos para essas equipes.

    Como aumentar o repasse?

    O novo modelo de cofinanciamento da atenção primária passou a vincular parte dos recursos federais ao desempenho das equipes de eAPP e eCR, por meio do chamado componente de qualidade. Na prática, isso significa que quanto melhor o resultado nos indicadores, maior pode ser o valor recebido pelo município. 

    Como funciona o incentivo financeiro?

    Antes da publicação da nova portaria, essas equipes recebiam apenas o valor fixo de custeio. Com o novo modelo, os repasses federais passam a estar vinculados à qualidade dos serviços prestados, com o objetivo de induzir boas práticas de cuidado, ampliar o acesso, fortalecer o acompanhamento longitudinal e qualificar o registro das informações no e-SUS APS.

    No caso das equipes de Atenção Primária Prisional, o modelo passa a contar com três componentes: implantação, equidade e qualidade. Já para as equipes de Consultório na Rua, além do custeio mensal conforme a modalidade da equipe, foi incorporado o incentivo do componente de qualidade, calculado a partir do desempenho nos indicadores.

    Durante o período de transição, as equipes recebem o valor correspondente à classificação “bom”. A cada quadrimestre, os resultados passam a ser reavaliados, considerando as classificações “ótimo”, “bom”, “suficiente” e “regular”, o que define o valor mensal a ser transferido. Ao final de cada ciclo anual, também está previsto um incentivo adicional, com base na média dos resultados alcançados.

    Indicadores fortalecem o cuidado integral

    Os indicadores de qualidade foram estruturados para responder às principais necessidades de saúde dessas populações, considerando, por exemplo, que o contexto de privação de liberdade e a situação de rua aumentam a vulnerabilidade a doenças transmissíveis e agravam as condições crônicas preexistentes.

    Para as eAPP, os indicadores contemplam, entre outros eixos: mais acesso à Atenção Primária Prisional; cuidado na gestação e puerpério; cuidado da pessoa com diabetes e/ou hipertensão; prevenção do câncer em mulheres; rastreamento de IST e cuidado da pessoa com tuberculose.

    Para as eCR, os indicadores incluem: mais acesso à APS; cuidado na gestação e puerpério; rastreamento de IST e cuidado da pessoa com tuberculose.

    O prontuário eletrônico faz toda a diferença

    Não basta apenas realizar o atendimento, é fundamental registrar corretamente todas as ações no prontuário eletrônico. É a partir desses registros que o sistema identifica os atendimentos realizados, consolida os dados no Sistema de Informações da Atenção Primária à Saúde (Siaps), calcula o desempenho da equipe e define a classificação que vai determinar o valor do repasse mensal. 

    Onde encontrar as regras completas?

    O Ministério da Saúde disponibiliza notas metodológicas dos indicadores de qualidade com descrição detalhada, forma de cálculo, parâmetros e demais requisitos para contabilização das boas práticas.

    Camila Rocha
    Ministério da Saúde

  • Hospital privado do Espírito Santo começa a realizar cirurgias gratuitas em pacientes do SUS pelo Agora Tem Especialistas

    Hospital privado do Espírito Santo começa a realizar cirurgias gratuitas em pacientes do SUS pelo Agora Tem Especialistas

    O programa Agora Tem Especialistas está levando pacientes do SUS para dentro de hospitais privados, onde são atendidos gratuitamente. Em Serra, município da Região Metropolitana de Vitória, no Espírito Santo, o Vitória Apart Hospital S/A, do Athena Saúde, inicia os atendimentos cirúrgicos em pacientes da rede pública neste sábado (24). Sete pacientes realizarão cirurgias de colecistectomia (retirada de vesícula biliar), essencial para retomar a qualidade de vida ao acabar com as dores contínuas que o quadro de saúde provoca. Por ano, serão realizados 3,4 mil procedimentos de média e alta complexidade em diversas áreas, totalizando R$ 11,2 milhões em mais atendimento para o SUS. 

    “Serão as primeiras cirurgias de pacientes do SUS realizadas em hospital particular capixaba pelo Agora Tem Especialistas, sem custo algum para quem precisaUma iniciativa do Ministério da Saúde e do Governo Federal para conseguir agilizar cirurgias, consultas e exames reforçando o SUS com unidades de saúde privadas, ampliando o atendimento e quem ganha é o brasileiro e a brasileira que espera por um procedimento, diz o superintendente do Ministério da Saúde no Espírito Santo, Luiz Carlos Reblin.  

    Além de cirurgia geral, o hospital vai oferecer 288 intervenções cirúrgicas por mês em diversas áreascomo otorrinolaringologia, cirurgia vascular, cardiologia, ortopedia e traumatologia e urologia. Os beneficiados são encaminhados à instituição pelas secretarias municipal e estadual, que gerenciam a espera local no SUS. Além do Vitoria Apart Hospital, o estado capixaba também contará com o reforço do Hospital São Bernardo, instituição privada também do grupo Athena Saúde, que em breve deve começar os atendimentos. 

    Como contrapartida aos atendimentos prestados, o Vitória Apart Hospital e todos que já estão atendendo pelo programa receberão créditos financeiros para pagamento de tributos federais vencidos ou a vencer. Essa é uma das ações do programa do governo federal, que, ao credenciar hospitais filantrópicos e privados, amplia a capacidade de atendimento da rede pública nos estados e municípios, reduzindo, assim, o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias.  

    Dívidas federais convertidas em mais atendimentos para o SUS   

    Iniciativa inédita do Agora Tem Especialistas, a troca de dívidas federais (vencidas ou a vencer) por mais atendimentos para os pacientes da rede pública é um mecanismo inovador do programa. Para participarem, os hospitais privados e filantrópicos devem manifestar interesse e informar os serviços que têm a oferecer. Em seguida, além de avaliar a capacidade técnica e operacional desses estabelecimentos, o Ministério da Saúde verifica se a oferta de serviços disponibilizada atende as necessidades do SUS nos estados e municípios.    

    Com o pedido de adesão aprovado, os estabelecimentos de saúde são credenciados e passam a fazer parte de uma espécie de prateleira de serviços, que poderá ser consultada pelos gestores de saúde municipais e estaduais. Esses serviços serão usados para suprir as necessidades locais e regionais em sete áreas prioritárias: oncologia, ginecologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia, otorrinolaringologia e nefrologia. 

    Em todo o país, mais de 190 propostas de instituições privadas, com ou sem fins lucrativos, já foram aprovadas. No total, o governo federal começa o ano com R$ 178 milhões em contratos com instituições privadas que serão revertidos em serviços especializados para a população. 

    Já estão atendendo pacientes do SUS pelo Agora Tem Especialistas, além do Vitória Apart, nove hospitais privados e filantrópicos: o Hospital das Clínicas em Alagoinhas (BA); a Fundação Lucas Machado/Feluma, em Belo Horizonte (MG); o Centro Especializado em Olhos Cynthia Charone, em Belém (PA); o Hospital e Maternidade São Francisco, em Niterói (RJ); o Hospital Santa Terezinha, em Sousa (PB); a Santa Casa de Sobral, no município do mesmo nome (CE);  os hospitais Santa Maria e Med Imagem, ambos em Teresina (PI); e o Hospital Maranhense, em São Luís (MA). 

    Alessandra Barbarini 
    Ministério da Saúde  

  • Ministério da Saúde realiza Dia D de vacinação contra sarampo e febre amarela neste sábado (24) na capital paulista

    Ministério da Saúde realiza Dia D de vacinação contra sarampo e febre amarela neste sábado (24) na capital paulista

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participa neste sábado (24) do Dia D de vacinação contra o sarampo e a febre amarela no município de São Paulo. A mobilização, realizada em parceria com a Prefeitura, reforça o bloqueio do sarampo após a confirmação de dois casos importados em 2025, rapidamente controlados pelas ações de vigilância. Para a febre amarela, o foco é ampliar a proteção de pessoas não vacinadas e daquelas que receberam dose fracionada em 2018.

    As vacinas estarão disponíveis gratuitamente em todas as unidades de saúde da capital, das 8h às 17h, além dos Centros Educacionais Unificados (CEUs) e pontos estratégicos, que funcionarão das 9h às 16h. A vacina contra o sarampo é indicada para pessoas de 12 meses a 59 anos, e a de febre amarela, para indivíduos de 9 meses a 59 anos.

    Para ampliar o alcance da ação, o Governo Federal enviou mais de 7,3 milhões de mensagens por WhatsApp. A comunicação é direcionada a maiores de 18 anos residentes em São Paulo e utiliza dados dos sistemas de saúde para orientar pessoas com esquemas vacinais incompletos.

    A principal preocupação em relação ao sarampo é a pressão externa para a entrada do vírus, diante de surtos ativos em países vizinhos e principalmente na América do Norte. No Brasil, a resposta coordenada entre o Ministério da Saúde, estados e municípios tem permitido a rápida contenção de possíveis casos. São Paulo foi escolhida para receber a ação por critérios epidemiológicos e pelo intenso fluxo internacional e a presença de grandes aeroportos, fatores que ampliam o risco de casos importados.

    Desde dezembro, o Ministério da Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo mantêm ações contínuas de vigilância, busca ativa e bloqueio vacinal, com reforço da vacinação nos territórios de maior risco. Em 2025, foram notificados dois casos importados. Até o momento, não houve registro de casos secundários.

    No caso da febre amarela, o Ministério da Saúde orienta que quem recebeu dose fracionada em 2018 procure a unidade de saúde para receber a dose padrão atualmente em uso. Para idosos sem comprovante vacinal, a indicação deve ser avaliada individualmente, especialmente em casos de residência ou viagem para áreas com circulação do vírus. O SUS conta hoje com oferta regular de vacinas e estoques garantidos.

    Sarampo

    O Brasil é reconhecido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) como país livre do sarampo. O certificado foi recuperado em 2024, após cinco anos, e permanece válido, mesmo com a perda desse status pela região das Américas.

    Após registrar 80,7% de cobertura da primeira dose da vacina tríplice viral em 2022, o país avançou de forma consistente, superou 90% nos anos seguintes e alcançou a meta de 95% em 2024. Em 2025, dados preliminares indicam a manutenção desse crescimento. A vacinação é a principal estratégia de prevenção.

    Em todo o país, em 2025, foram confirmados 38 casos importados de sarampo no Brasil, todos associados a viagens internacionais ou a áreas com baixa cobertura vacinal. As ações de bloqueio e a intensificação da vigilância, especialmente em áreas de fronteira e nos locais de ocorrência, impediram a circulação do vírus no país.

    Diante do aumento de casos em outros países, o Brasil mantém resposta rápida para conter casos importados e evitar a reintrodução da doença.

    Febre Amarela

    Entre julho de 2024 e junho de 2025, o Brasil confirmou 122 casos de febre amarela em humanos, com 48 óbitos. São Paulo concentrou 62 casos e 35 mortes. No mesmo período, o estado respondeu por 79 dos 100 registros nacionais da doença em primatas não humanos.

    No monitoramento mais recente, não há registro de casos em humanos. Foram identificadas, porém, 39 ocorrências em primatas não humanos, sendo duas em São Paulo e dez em Goiás.

    O município de São Paulo enfrentou um surto de febre amarela entre 2017 e 2018, quando cerca de 5 milhões de pessoas receberam a dose fracionada da vacina devido à limitação de estoques. Atualmente, a oferta é regular, e o reforço da vacinação busca garantir proteção duradoura ao longo da vida.

    João Vitor Moura

    Ministério da Saúde

  • Governo Federal entrega Unidades Odontológicas Móveis e ambulâncias do SAMU em Alagoas

    Governo Federal entrega Unidades Odontológicas Móveis e ambulâncias do SAMU em Alagoas

    Para ampliar a assistência em saúde bucal e reforçar os atendimentos de emergência em Alagoas, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, entregaram, nesta sexta-feira (23), em Maceió (AL), 17 Unidades Odontológicas Móveis (UOMs), com impressora 3D, e sete ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192). Os novos veículos fortalecem as ações do Agora Tem Especialistas, no âmbito do Novo PAC Saúde. Com a nova entrega, o estado contabiliza 31 UOMs e 52 ambulâncias recebidas nesta gestão.

    “Eu quero que vocês compreendam que essas entregas são pura e simplesmente o seguinte: não é favor. É trazer para o povo brasileiro mais humilde o mesmo direito que tem o mais rico — ser tratado com respeito, com dignidade e ter acesso às coisas que a tecnologia permita que ele tenha”, reforçou o presidente Lula.

    Do total de ambulâncias, três serão destinadas ao município de Arapiraca, duas para Maceió, uma para União dos Palmares e uma para Penedo. As 17 UOMs serão destinadas aos seguintes municípios: Arapiraca, Batalha, Campo Grande, Coqueiro Seco, Estrela de Alagoas, Maribondo, Monteirópolis, Olho d’Água do Casado, Olivença, Palmeira dos Índios, Piranhas, Santana do Ipanema, Santana do Mundaú, São José da Tapera, Senador Rui Palmeira, Teotônio Vilela e União dos Palmares.

    O presidente Lula reiterou, ainda, que as ambulâncias não são do governo federal, mas, sim, uma conquista do povo brasileiro. “Eu estou muito satisfeito, porque cada vez que eu vejo uma pessoa sorrindo com todos os dentes na boca, eu vejo que essa pessoa está sendo tratada com respeito”, afirmou.

    As UOMs levam assistência odontológica a populações que vivem em áreas com dificuldade de acesso a esse serviço, como indígenas, quilombolas, pessoas em situação de rua, assentadas e moradores das periferias urbanas. Cada unidade tem potencial para beneficiar cerca de 3,5 mil pessoas. Com os 17 novos veículos, mais de 60 mil alagoanos poderão ser beneficiados com acesso à saúde bucal por ano.

    Cada unidade é equipada com cadeira odontológica completa, aparelho de raio X, ar-condicionado, frigobar, exaustor, gerador de energia, canetas de alta e baixa rotação, fotopolimerizador, entre outros equipamentos essenciais para garantir a qualidade do atendimento. Além disso, uma das principais novidades é que as unidades contarão com impressoras 3D, permitindo a produção de próteses personalizadas no âmbito do SUS.

    “Durante muitos anos, existia uma área que nunca teve reconhecimento do SUS, que era o atendimento bucal. Hoje nós temos orgulho de dizer que o Brasil tem o maior programa público de saúde bucal do mundo. Temos mais de 30 mil equipes espalhadas pelo país”, ressaltou Alexandre Padilha.

    Com as sete novas ambulâncias do SAMU 192, a estimativa é de que cerca de 1,3 milhão de pessoas sejam beneficiadas. Os veículos contam com infraestrutura completa para atendimentos de urgência e emergência no SUS. “Todo mundo aqui sabe a importância do SAMU. E o Brasil ficou seis anos sem o governo federal comprar sequer uma ambulância, inclusive ambulâncias de suporte avançado. O presidente Lula voltou e estamos distribuindo ambulâncias por todo o país”, afirmou Padilha.

    As ambulâncias do SAMU 192 são equipadas com sistemas avançados de estabilidade e frenagem, climatização com purificação do ar, iluminação clínica em LED e rede integrada de oxigênio, garantindo mais segurança, eficiência e conforto para profissionais e pacientes.

    Foto: Rafael Nascimento/MS
    Foto: Rafael Nascimento/MS

    Brasil Sorridente

    A iniciativa foi criada pelo presidente Lula em 2004 e transformada em política de Estado em 2023, com o objetivo de garantir acesso gratuito a serviços odontológicos para toda a população. As ações incluem promoção, prevenção e recuperação da saúde bucal, como tratamentos de canal e próteses, ofertados em Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs), Laboratórios Regionais de Prótese Dentária (LRPDs) e Serviços de Especialidades em Saúde Bucal (SESB).

    Desde então, o programa passou de cerca de 1 mil para mais de 36 mil equipes de saúde bucal distribuídas pelo país. O investimento também triplicou entre 2022 e 2024, saltando de R$ 1,5 bilhão para R$ 4,47 bilhões.

    A entrega das UOMs marca a retomada, após dez anos, de uma ação estratégica do Brasil Sorridente, garantindo acesso à saúde bucal em regiões rurais, remotas e de difícil acesso. No total, considerando as duas fases do Novo PAC Saúde, o governo federal vai entregar 800 Unidades Odontológicas Móveis, beneficiando cerca de 2,8 milhões de pessoas em todo o país. A região Nordeste será contemplada com 409 UOMs.

    Universalização do SAMU 192

    As novas ambulâncias do SAMU 192 serão destinadas à renovação da frota, garantindo resposta mais rápida às ocorrências e melhores condições de trabalho para as equipes. Desde 2023, foram destinadas ao estado de Alagoas 37 ambulâncias, com investimento de R$ 10,7 milhões.

    A iniciativa integra a estratégia do Ministério da Saúde de ampliar o SAMU 192, garantindo 100% de cobertura nacional, e promover a renovação total da frota até o fim de 2026.

    Fortalecimento da atenção especializada em Maceió

    Nesta sexta-feira (23), ainda em Maceió, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou novos recursos federais, com a habilitação de UTIs e credenciamento do Hospital do Coração Alagoano Prof. Adib Jatene como Unidade de Assistência de Alta Complexidade Cardiovascular. O hospital tem capacidade para realizar cirurgias e procedimentos cardiológicos e vasculares, incluindo a oferta estruturada de suporte intensivo e atuação nas áreas de transplantes e doação de órgãos.

    “Hoje estamos habilitando e colocando mais recursos no Hospital do Coração. É uma grande revolução no cuidado cardiológico, no enfrentamento dos problemas cardiovasculares aqui de Maceió e do estado de Alagoas. Isso significa mais R$ 10 milhões de repasses por ano para ajudar no funcionamento e nas ações”, reforçou o ministro Alexandre Padilha. Com essa habilitação, o hospital vai contribuir para reduzir vazios assistenciais e a dependência de deslocamentos para outros estados, além de diminuir o tempo de espera, em alinhamento às estratégias do Agora Tem Especialistas.

    Agnez Pietsch
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde inaugura novos serviços em institutos federais no Rio para ampliar o atendimento na rede federal

    Ministério da Saúde inaugura novos serviços em institutos federais no Rio para ampliar o atendimento na rede federal

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inaugura novos serviços estratégicos nos institutos federais e visita o Hospital Federal de Bonsucesso, nesta quinta-feira (22), no Rio de Janeiro, marcando mais uma etapa da retomada da capacidade assistencial da rede federal de saúde no estado.

    Durante sua fala, o ministro destacou que o programa Agora Tem Especialistas está devolvendo ao Sistema Único de Saúde (SUS) a capacidade de atender em seu máximo potencial. “São mais leitos abertos, mais salas cirúrgicas funcionando e mais pessoas sendo operadas e acompanhadas com dignidade. No Rio de Janeiro, estamos retomando estruturas que ficaram represadas por anos e recolocando a rede federal como referência para o Brasil”, afirmou Padilha.

    Entre as entregas estão a inauguração do Centro de Atenção em Ortobiológicos no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO); a implantação da cirurgia robótica e das novas instalações da pediatria oncológica no Instituto Nacional de Câncer (INCA); e, no Instituto Nacional de Cardiologia (INC), a inauguração do Serviço de Sequenciamento Genético, do Centro de Telessaúde e do Observatório de Saúde Cardiovascular, além da reabertura de leitos de enfermaria e da reativação dos cuidados paliativos.

    As ações fazem parte do programa Agora Tem Especialistas e do Plano de Requalificação dos Institutos Federais, que vêm promovendo a recuperação da capacidade assistencial da rede federal, com reabertura de leitos, ampliação de equipes, modernização da infraestrutura e incorporação de novas tecnologias, com impacto direto na oferta de consultas, exames e cirurgias pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

    O plano tem como eixo central a recomposição da força de trabalho em saúde. Para isso, o Ministério da Saúde firmou acordo de cooperação com a Fiocruz, que permitirá a contratação de 2.059 profissionais para os institutos federais, viabilizando a retomada da capacidade máxima instalada, com a reativação de serviços que estavam represados há anos.

    Ao todo, os investimentos do programa Agora Tem Especialistas nos institutos e hospitais federais no Rio de Janeiro somam R$ 170 milhões, reposicionando a rede federal como um dos eixos estratégicos do SUS no estado.

    “Com a parceria com a Fiocruz, vamos contratar 2.059 profissionais e garantir que os institutos federais voltem a operar com equipes completas, serviços reativados e atendimento em escala. São ações concretas que somam R$ 170 milhões de investimentos e reposicionam a rede federal como um eixo estratégico do SUS no estado do Rio de Janeiro”, destacou o ministro.

    Ortopedia e traumatologia: retomada de produção e novos serviços

    No Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, a recomposição de equipes e a recuperação da capacidade instalada já mostram resultados: a unidade registrou crescimento de 2% na produção cirúrgica e de 5% nos atendimentos ambulatoriais no último trimestre de 2025, em comparação com o mesmo período de 2024.

    Nesta quinta-feira, será inaugurado o Centro de Atenção em Ortobiológicos e realizado o acolhimento de 200 novos profissionais. Está prevista ainda a reabertura de 40 leitos de enfermaria e cinco salas cirúrgicas, ampliando de forma significativa a capacidade de atendimento da unidade.

    Câncer: mais cirurgias, tecnologia e equipes em 2026

    No Instituto Nacional de Câncer, o Ministério da Saúde avança na expansão do tratamento oncológico no SUS, com a entrega do serviço de cirurgia robótica e do Centro de Formação de Especialistas nessa área.

    Para 2026, está prevista a contratação de 784 novos profissionais, além da reabertura de 30 leitos de enfermaria, oito leitos de unidade pós-operatória e cinco salas cirúrgicas, o que permitirá ampliar consultas, exames, internações e procedimentos cirúrgicos.

    Cardiologia: inovação, genética e salto tecnológico

    No Instituto Nacional de Cardiologia, o destaque é a inauguração do Serviço de Sequenciamento Genético para Diagnóstico de Doenças Raras no SUS, com investimento de aproximadamente R$ 25 milhões e capacidade para realizar até 20 mil exames.

    A unidade também passa a contar com nova sala híbrida, destinada a procedimentos de alta complexidade, como implantes de próteses valvares, com investimento de R$ 4,7 milhões, além da implantação do Centro de Telessaúde e do Observatório de Saúde Cardiovascular.

    “O que estamos entregando aqui é o SUS do presente e do futuro: cirurgia robótica no INCA, sequenciamento genético no INC com capacidade para até 20 mil exames, ortobiológicos no INTO e a reconstrução acelerada do Hospital Federal de Bonsucesso. É investimento com resultado direto na vida das pessoas — mais acesso, mais tecnologia e mais qualidade no cuidado”, ressaltou Padilha.

    Com a recomposição de equipes, o instituto já avança na reabertura de leitos e na ampliação de cirurgias, inclusive aos sábados. Para 2026, estão previstos novos investimentos em infraestrutura, tecnologia e equipamentos, além da ampliação expressiva da produção assistencial.

    Hospital de Bonsucesso: virada de página e expansão acelerada

    O Hospital Federal de Bonsucesso, sob nova gestão desde 2024, já passou por uma virada de página: foram contratados 2 mil novos profissionais, inaugurados 218 leitos e realizados R$ 30 milhões em investimentos em equipamentos.

    Para 2026, estão previstos novos aportes de R$ 31,7 milhões, voltados à modernização da estrutura e à ampliação da capacidade assistencial, com impacto direto na oferta de leitos, cirurgias, consultas e exames. A unidade também passa a integrar a Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do SUS e ampliará de forma contínua sua produção assistencial.

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde faz visita técnica no Hospital da Criança de Brasília para apurar situação financeira

    Ministério da Saúde faz visita técnica no Hospital da Criança de Brasília para apurar situação financeira

    O Ministério da Saúde, por meio do Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DenaSUS), realizou, nesta terça-feira (21), visita técnica ao Hospital da Criança de Brasília José Alencar (HCB). A ação busca apurar a regularidade dos repasses financeiros, a execução contratual e os impactos da situação fiscal da unidade na oferta de serviços de saúde pediátrica de alta complexidade.

    Referência nacional em pediatria desde sua inauguração, em 2011, o Hospital da Criança de Brasília integra a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) e é administrado por organização social, em parceria com a Secretaria de Saúde do Distrito Federal. A unidade é considerada estratégica para o Governo Federal por sua atuação assistencial especializada, atendendo crianças e adolescentes de todo o país em tratamentos de média e alta complexidade.

    Segundo o diretor do DenaSUS, Rafael Bruxellas, a visita técnica teve como foco compreender a situação operacional da unidade. “Recebemos denúncias consistentes, inclusive de conselheiros de saúde do Distrito Federal, e decidimos iniciar com uma inspeção in loco para conhecer a estrutura do hospital, dialogar com a equipe gestora e entender quais soluções estão sendo apresentadas para solucionar o desabastecimento promovido no final do ano passado, especialmente no que se refere a regularização dos procedimentos, cirurgias, diagnósticos e consultas represadas. Também será verificado se os recursos federais repassados à Secretaria de Saúde estão sendo efetivamente transferidos para a gestão do hospital”, afirmou.

    Somente em aditivos no contrato entre a Secretaria do Estado e o gestor do hospital foram mais de 76 aditivos até agora, o que somam mais de 1.5 bi de recursos majoritariamente federais, evidenciando a relevância do financiamento federal para a manutenção dos serviços prestados. A organização social responsável pela gestão do Hospital da Criança de Brasília relata, entretanto, insegurança quanto à regularidade dos repasses nos próximos meses, fator que compromete o planejamento financeiro e a continuidade da assistência.

    A atuação do DenaSUS foi motivada por um conjunto de denúncias apresentadas no final de 2025, incluindo manifestações de conselheiros do Conselho de Saúde do Distrito Federal, que apontam um cenário de grave déficit financeiro e orçamentário na unidade. As informações indicam atrasos nos repasses sob responsabilidade do Governo do Distrito Federal (GDF), estimados em mais de R$ 100 milhões, com impactos diretos na assistência, como fechamento de leitos de UTI e de enfermaria, suspensão de cirurgias, internações – risco à continuidade dos atendimentos. Recentemente, decisão da Justiça do Distrito Federal determinou o repasse emergencial de R$ 69 milhões ao hospital, a pedido do Ministério Público.

    Bruxellas destacou ainda que o foco da auditoria é prevenir riscos à assistência. “Nosso objetivo é identificar se há falhas no fluxo desses recursos e evitar qualquer risco de desabastecimento, interrupção ou paralisação dos atendimentos. Neste primeiro momento, já foi possível observar que há um trabalho técnico sendo desenvolvido pela organização social responsável pela gestão da unidade”, completou.

    Tania Mello
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde discute diretrizes para impulsionar inovação radical em Saúde

    Ministério da Saúde discute diretrizes para impulsionar inovação radical em Saúde

    O Ministério da Saúde reuniu gestores públicos, pesquisadores e especialistas no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), para uma oficina dedicada à construção do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde. O encontro foi realizado entre os dias 14 e 16 de janeiro, e marcou uma etapa decisiva na formulação da estratégia, com foco em governança, financiamento, infraestrutura e interação com o setor produtivo.

    A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE), com o objetivo de estruturar um modelo de inovação voltado aos desafios do Sistema Único de Saúde (SUS), alinhando ciência, tecnologia e capacidade produtiva nacional.

    A secretária da SCTIE, Fernanda De Negri, destacou a importância do debate para fomentar o diálogo e construir, de forma democrática, o formato do programa. “A proposta é estruturar um modelo no qual projetos serão selecionados e desenvolvidos em uma infraestrutura de pesquisa laboratorial dedicada exclusivamente à inovação radical, em parceria com empresas brasileiras”, afirmou.

    Infraestrutura, fomento e investimento

    O CNPEM atuará como primeiro centro-âncora do programa. Em novembro de 2025, o Ministério da Saúde anunciou o investimento R$ 67 milhões no Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde destinado ao fomento de pesquisas e à criação de novas tecnologias para o SUS. O objetivo é impulsionar estudos e acelerar o desenvolvimento de fármacos e dispositivos médicos no país. Os recursos serão aplicados em infraestrutura e na formação de um quadro de pessoal especializado.

    A iniciativa consolida o CNPEM como o primeiro centro-âncora (hub) nacional dedicado à inovação radical em saúde, reunindo instrumentos, laboratórios e competências científicas voltadas ao desenvolvimento de novas moléculas, insumos farmacêuticos e equipamentos médicos produzidos no Brasil. O fomento incentivará pesquisas avançadas em tecnologias de alta complexidade, contribuindo para ampliar o acesso da população a medicamentos, vacinas e outros insumos estratégicos para o SUS.

    Janine Russczyk
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde lança série de cursos sobre detecção precoce de cânceres na atenção primária

    Ministério da Saúde lança série de cursos sobre detecção precoce de cânceres na atenção primária

    O Ministério da Saúde, em parceria com o Hospital Israelita Albert Einstein e o Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), lançou uma série de cursos gratuitos voltados a trabalhadores e gestores do Sistema Único de Saúde (SUS). As formações integram o projeto Detecta-APS, desenvolvido pelo Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS), e têm como objetivo qualificar profissionais para fortalecer as ações de detecção precoce do câncer do colo do útero e do câncer de mama na atenção primária.

    As iniciativas são acompanhadas pela Coordenação-Geral de Condições Crônicas na Atenção Primária à Saúde (APS) e contribuem para a melhoria da organização dos processos de trabalho, da gestão e da qualidade do cuidado ofertado à população.

    Conheça os cursos e inscreva-se nos links abaixo:

    1. Detecção Precoce do Câncer: Estratégias de Gestão na APS

    A formação busca fortalecer a gestão relacionada à detecção precoce dos cânceres mais prevalentes. Especificamente para este curso, haverá uma seleção dos estudantes por meio de edital já divulgado no site da instituição parceira.

    O público prioritário inclui gestores de Unidades Básicas de Saúde (UBS), gestores intermediários das secretarias municipais e profissionais que atuam como coordenadores(as) da saúde de mulher, das doenças crônicas não transmissíveis, do câncer, da saúde bucal, além de assessores e referências técnicas.

    São 500 vagas, e o período de inscrição vai  até 17 de fevereiro, às 16h. Para os demais cursos, as inscrições estão abertas por tempo indeterminado e as vagas são ilimitadas.

    1. Gestão de Base Populacional na Atenção Primária à Saúde

    O curso aborda o conceito de gestão de base populacional como estratégia para superar o modelo centrado na oferta, considerando a complexidade das demandas na atenção primária e a organização do cuidado integral, com foco na detecção precoce dos cânceres.

    1. Redes de Atenção à Saúde e Rastreamento Organizado na Atenção Primária

    A formação explora a estrutura e os elementos constitutivos da Rede de Atenção à Saúde (RAS) no SUS, destacando os pontos de atenção e suas funções na linha de cuidado do câncer do colo do útero e de mama.

    1. Promoção da Saúde e Prevenção dos Fatores de Risco para Cânceres

    O curso apresenta os princípios e fundamentos da promoção da saúde e da prevenção, com foco na implementação das diretrizes de detecção precoce dos cânceres do colo do útero e de mama na atenção primária.

    Thaís Ellen S. Rodrigues
    Ministério da Saúde

  • Ministro da Saúde destaca importância do Enamed para formação médica no país

    Ministro da Saúde destaca importância do Enamed para formação médica no país

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou, nesta segunda-feira (19), a importância do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) como referência para avaliar a qualidade dos cursos de medicina no país. Ao lado do ministro da Educação, Camilo Santana, Padilha participou da divulgação dos resultados do primeiro Enamed, realizado no final ano passado pelo MEC.

    Mais de 100 cursos de Medicina em todo o país tiveram desempenho insatisfatório no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). As graduações receberam notas 1 e 2, consideradas insuficientes pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), e serão penalizadas com restrições ao Fies e suspensão de vagas.

    “Na saúde, a gente sempre começa com um bom diagnóstico. O Enamed traz o melhor diagnóstico da proficiência no país. Com ele, será possível identificar onde estão as instituições que formam bem, quais precisam melhorar a formação e quais necessitam se reorganizar para qualificar seus cursos. Ter médicos e médicas bem formados, com avaliação permanente e alinhados às novas diretrizes curriculares, é fundamental. A Constituição estabelece esse compromisso, e temos a expectativa de que essas medidas contribuam significativamente para a melhoria da formação médica”, destacou Padilha.

    Para o ministro da Educação, Camilo Santana, o Enamed é uma ferramenta para o aperfeiçoamento das instituições de ensino. “É um instrumento para que possamos identificar correções necessárias e garantir um ensino de qualidade. Trata-se de uma forma de monitoramento com o único objetivo de melhorar o ensino”, afirmou.

    A nota de corte dos estudantes no Enamed passa a ser utilizada para regular a oferta de cursos de Medicina e estabelecer medidas de supervisão, além de penalidades às instituições que apresentarem baixo desempenho no exame (faixas 1 e 2). O exame também passa a integrar o processo de seleção para o Exame Nacional de Residência (Enare).

    As ações de supervisão terão como foco 99 cursos de Medicina classificados nas faixas 1 e 2 do Conceito Enade 2025, ou seja, aqueles que apresentaram menos de 60% de seus estudantes com desempenho considerado adequado no exame. Esses cursos pertencem a 93 instituições de educação superior, que estarão sujeitas a penalidades como:

    • Impedimento de aumento de vagas.
    • Suspensão de novos contratos do Fies.
    • Suspensão da participação do curso no Prouni.
    • Suspensão da participação do curso em outros programas federais de acesso.

    Segundo Camilo Santana, as universidades terão um prazo de 30 dias para apresentar defesa. “O governo não promove uma caça às bruxas, mas atua para garantir padrões mínimos de qualidade.”

    Formação de especialistas

    O ministro da Saúde destacou a relação do Enamed com a formação de especialistas na área da saúde. “Esse diagnóstico fortalece a ideia de que a nota passe a integrar o histórico curricular do médico formado, de forma articulada com o resultado do Enare. Os estudantes que estavam concluindo o curso e realizaram o Enamed solicitaram o uso dessa nota no Enare. Isso demonstra que fizeram a prova com seriedade, buscando um bom desempenho para garantir o acesso à residência médica”, afirmou Padilha.

    Para o titular da pasta, além dos esforços para regular e qualificar a formação de profissionais da saúde, é essencial ampliar os investimentos e as vagas em programas de residência. “A ampliação de vagas de residência foi interrompida no governo anterior. O governo do presidente Lula está retomando essa expansão, além de ampliar o acesso à saúde especializada com o programa Agora Tem Especialistas. São ações que caminham juntas”, enfatizou.

    Enamed não é uma prova isolada

    Outro ponto destacado por Padilha é que o Enamed integra um sistema de avaliação e não se resume a uma prova isolada.

    “Muita gente acredita que é possível regular a formação profissional apenas com uma prova isolada, mas isso não acontece. Estamos promovendo um conjunto de medidas que inclui a atualização das diretrizes curriculares, a criação de marcos regulatórios para a formação, o acompanhamento e a supervisão da abertura de cursos, a ampliação de vagas de residência, a retomada da portaria dos hospitais de ensino e o aumento dos investimentos em saúde. São ações coordenadas que buscam qualificar a formação médica e ampliar o acesso à saúde para a população brasileira”, concluiu.

    Mais informações sobre o resultado do Enamed no site do Ministério da Educação.

  • Vacina inédita e 100% brasileira contra a dengue começa a ser aplicada em Botucatu (SP)

    Vacina inédita e 100% brasileira contra a dengue começa a ser aplicada em Botucatu (SP)

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, iniciou neste domingo (18), em Botucatu (SP), a vacinação contra a dengue com a primeira vacina 100% nacional, de dose única, desenvolvida pelo Instituto Butantan. A cidade paulista é a terceira a integrar a estratégia piloto do Ministério da Saúde, ao lado de Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), que busca avaliar o impacto da vacinação na transmissão da dengue e produzir evidências técnicas para a expansão da estratégia em todo o país.  

    “Neste fim de semana, essas cidades iniciaram a convocação de toda a população de 15 a 59 anos para se vacinar nas unidades de saúde. Se alcançarmos entre 40% e 50% de cobertura vacinal, além da proteção individual, a vacina pode ter um impacto significativo no controle da dengue em toda a cidade”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, sobre a estratégia de aceleração nos municípios.

    Padilha ainda destacou os avanços consistentes na vacinação infantil no país. “Em 2026, temos muitas novidades na vacinação. Enquanto alguns países do mundo estão cortando vacinas e retirando imunizantes de crianças, o Brasil está ampliando o seu calendário vacinal. Encerramos 2025 com crescimento da cobertura de todas as vacinas do calendário infantil. Em 2022, chegamos a ter menos de 80% de cobertura”, concluiu.

    A escolha de Botucatu para receber a vacinação acelerada contra a dengue reforça o histórico do município como referência em estudos de efetividade vacinal. A cidade já havia participado de iniciativas semelhantes durante a pandemia de Covid-19, contribuindo para a avaliação de estratégias de vacinação em larga escala no Brasil.

    Ao longo de um ano, as análises serão conduzidas com apoio de especialistas, que irão avaliar a incidência da dengue nos municípios selecionados, além do monitoramento de possíveis eventos adversos raros após a imunização. Metodologia semelhante já foi adotada em Botucatu (SP) na avaliação da efetividade da vacina contra a Covid-19.     

    Nesta primeira etapa, 204,1 mil doses serão distribuídas entre os três municípios: 80 mil para Botucatu (SP), 60,1 mil para Maranguape (CE) e 64 mil para Nova Lima (MG). O quantitativo é suficiente para a vacinação em massa da população-alvo nessas cidades e faz parte das 1,3 milhão de doses produzidas pelo Instituto Butantan.  

    Para o público de 10 a 14 anos, continua sendo ofertada a vacina japonesa, com esquema de duas doses. Inicialmente disponibilizada para municípios 2,1 mil prioritários, a vacina agora está disponível em todo o país, nos mais de 5 mil municípios. A vacina produzida pelo Butantan será destinada às demais faixas etárias, de 15 a 59 anos, conforme o limite máximo estabelecido em bula e regulamentado pela Anvisa. 

    Ampliação da oferta da vacina do Butantan  

    Com a chegada de mais doses da Butantan DV, a imunização de profissionais da Atenção Primária à Saúde está prevista para o início de fevereiro. Cerca de 1,1 milhão de doses serão destinadas a profissionais que atuam na linha de frente do SUS, como médicos, enfermeiros e agentes comunitários, assim que esse volume estiver disponível.  

    A estratégia nacional, com vacinação do público geral, será implementada conforme a disponibilidade de doses. Por meio da parceria de transferência de tecnologia entre o Instituto Butantan e a empresa chinesa WuXi Vaccines, a vacinação será gradualmente ampliada para todo o país, começando pela população de 59 anos e avançando até o público de 15 anos. A expectativa é de ampliação da produção em até 30 vezes. 

     Quem pode se vacinar? 

    Nos municípios-piloto, a vacina Butantan-DV será aplicada em pessoas de 15 a 59 anos. A imunização ocorre nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e outros pontos de vacinação instalados pela cidade e em locais estratégicos.  

    A Butantan-DV é o primeiro imunizante de dose única do mundo contra a dengue. Além de facilitar a adesão ao esquema vacinal, oferece proteção contra os quatro sorotipos do vírus. Os estudos clínicos indicam eficácia global de 74%, com redução de 91% dos casos graves e 100% de proteção contra hospitalização por dengue. 

    Em 2024, o Brasil se tornou o primeiro país a ofertar vacina contra a dengue no sistema público de saúde. O SUS mantém a vacinação de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos com o imunizante de duas doses atualmente disponível. Para esse público, a vacinação é feita exclusivamente em Unidades Básicas de Saúde (UBS). 

    Cenário epidemiológico   

    Em 2025, os casos de dengue no Brasil caíram 74% em relação a 2024. Apesar da redução expressiva, o Ministério da Saúde reforça que as ações de combate ao Aedes aegypti devem ser mantidas em todo o território nacional.  

    Ao longo do ano, foram registrados 1,7 milhão de casos prováveis da doença, frente a 6,5 milhões no ano anterior. O número de óbitos também apresentou queda significativa: 1,7 mil mortes em 2025, o que representa redução de 72% em comparação a 2024, quando foram contabilizadas 6,3 mil mortes.  

    A principal forma de combate à dengue, chikungunya e zika segue sendo a eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti. A vacinação se soma às ações de controle vetorial, uso de inseticidas, testes rápidos e tecnologias inovadoras.  

    João Vitor Moura 
    Ministério da Saúde