Categoria: SAÚDE GOV

  • Ministério da Saúde amplia prazo de resgate vacinal contra o HPV para jovens de 15 a 19 anos até 2026

    Ministério da Saúde amplia prazo de resgate vacinal contra o HPV para jovens de 15 a 19 anos até 2026

    O Ministério da Saúde prorrogou até o primeiro semestre de 2026 a estratégia de resgate vacinal contra o HPV destinada a jovens de 15 a 19 anos que não receberam a vacina na idade recomendada. A iniciativa, que estava prevista para encerrar em dezembro deste ano, seguirá vigente até a realização da Campanha de Vacinação nas Escolas, ampliando o acesso desse público à imunização.

    A estimativa é vacinar cerca de 7 milhões de jovens nessa faixa etária que ainda não foram vacinados contra o HPV no país. Até dezembro de 2025, foram aplicadas 208,7 mil doses da vacina no âmbito da estratégia de resgate, sendo 91 mil em meninas e 117,7 mil em meninos.

    “Ao ampliar o prazo da estratégia de resgate, o Ministério da Saúde possibilita que adolescentes e jovens que perderam a oportunidade de se vacinar entre os 9 e 14 anos garantam sua proteção individual e contribuam para a redução da circulação do vírus na população”, destacou o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti.

    A vacina contra o HPV é segura e fundamental na prevenção de diversos tipos de câncer, como os de colo do útero, vulva, pênis, garganta e pescoço. A estratégia de resgate contempla todos os cerca de 5,5 mil municípios brasileiros e busca assegurar que adolescentes e jovens ainda não vacinados tenham acesso à proteção.

    A vacinação está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e também é realizada por meio de ações extramuros em escolas, universidades, ginásios esportivos e shoppings. Para intensificar as ações, o Ministério da Saúde conta com apoio dos estados e municípios.

    Esquema vacinal

    A vacinação contra o HPV faz parte da rotina do calendário nacional para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. Desde 2024, o Brasil adotou o esquema de dose única da vacina, substituindo o modelo anterior de duas doses e simplificando o acesso à imunização.

    Para pessoas imunocomprometidas, como aquelas que vivem com HIV/Aids, pacientes oncológicos e transplantados, o esquema vacinal permanece com três doses. A mesma recomendação se aplica a usuários de PrEP entre 15 e 45 anos e a vítimas de violência sexual a partir dos 15 anos.

    Marcella Mota
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde publica normativas que orientam atualização do e-SUS APS e reforçam qualidade dos dados da Atenção Primária

    Ministério da Saúde publica normativas que orientam atualização do e-SUS APS e reforçam qualidade dos dados da Atenção Primária

    O Ministério da Saúde publicou duas Notas Informativas (NI nº 12/2025 e NI nº 13/2025) e uma Nota Técnica (NT nº 12/2025) com orientações sobre critérios de validação de dados no Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Primária (Siaps), uso de versões compatíveis do e-SUS APS e encerramento do suporte técnico a versões descontinuadas dos sistemas.

    As orientações ajudam gestores e equipes técnicas a planejar a atualização dos sistemas e a qualificar o uso das informações da Atenção Primária, garantindo dados corretos, seguros e que possam ser compartilhados entre os sistemas. As regras passam a valer a partir de 1º de janeiro de 2026. As publicações estão disponíveis no site do e-SUS APS, na seção Materiais de Apoio – Normativas e Portarias.

    Novo critério de validação de dados no Siaps

    A Nota Técnica nº 12/2025 estabelece um novo critério de validação dos dados enviados ao Siaps, considerando a conformidade com as versões dos modelos de informação compatíveis com o Sistema e-SUS APS e com o Layout de Integração de Dados e Interface (LEDI).

    A partir de 1º de janeiro de 2026, dados enviados por versões do sistema liberadas há mais de 12 meses serão invalidados no Siaps, inclusive aqueles provenientes de sistemas próprios ou de terceiros integrados via LEDI.

    A medida visa padronizar o envio das informações e assegurar dados mais qualificados para a gestão da APS, alinhados aos padrões tecnológicos definidos pelo Ministério da Saúde.

    Suporte técnico a versões antigas será encerrado

    Já a Nota Informativa nº 12/2025 comunica o encerramento do suporte técnico às versões descontinuadas do e-SUS APS. O atendimento será garantido por até seis meses após a publicação de cada versão. Após esse período, não haverá suporte para versões descontinuadas, mesmo que ainda estejam em uso localmente — regra que também se aplica a sistemas próprios ou de terceiros.

    Cenário nacional e necessidade de planejamento

    A Nota Informativa nº 13/2025 apresenta o cenário nacional de uso de versões incompatíveis com o Siaps, evidenciando o volume de municípios que ainda utilizam CDS Offline ou versões descontinuadas do Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC). O documento reforça a importância do planejamento e da migração definitiva para versões vigentes do e-SUS APS, de modo a garantir a validade dos dados a partir de 2026 e evitar impactos no processo de monitoramento e avaliação da Atenção Primária.

    Apoio aos gestores e equipes técnicas

    O Ministério da Saúde destaca que a atualização das versões seja feita de forma planejada e com antecedência. Gestores e equipes técnicas podem contar com materiais de apoio e canais oficiais, como o Manual da Estratégia e-SUS APS e o Suporte e-SUS APS, disponíveis no portal do sistema.

    A adoção das versões compatíveis contribui diretamente para o fortalecimento da APS, a qualificação da informação em saúde e a tomada de decisão baseada em dados confiáveis.

    Camila Rocha
    Ministério da Saúde

  • Ministério inicia curso de educação popular em saúde para o cuidado à população em situação de rua

    Ministério inicia curso de educação popular em saúde para o cuidado à população em situação de rua

    O Ministério da Saúde iniciou as atividades do Curso de Aperfeiçoamento em Educação Popular em Saúde para o Cuidado da População em Situação de Rua – EdPopRua em Recife (PE) e São Paulo (SP). A iniciativa integra o Plano Ruas Visíveis, política do governo federal destinada à ampliação de direitos, dignidade e acesso aos serviços públicos para pessoas em situação de rua. Ao todo, 305 pessoas participam da formação.

    “A Educação Popular em Saúde é uma estratégia fundamental para qualificar o cuidado na Atenção Primária e fortalecer o vínculo com a população em situação de rua, respeitando seus saberes, trajetórias e territórios”, destacou Larissa Daiane Vieira Barros, coordenadora de Atenção às Populações em Situação de Vulnerabilidade, da Coordenação-Geral de Acesso e Equidade na Atenção Primária.

    Coordenado pela Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps) em parceria com o Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz/PE) e movimentos sociais com trajetória de atuação junto à população em situação de rua, o curso prevê a capacitação de 5 mil profissionais. A formação tem como objetivo qualificar o processo de trabalho na atenção primária e fortalecer práticas de cuidado territorial, comunicação e educação popular em saúde.

    Além das atividades presenciais de abertura, o Curso de Aperfeiçoamento em Educação Popular em Saúde para o Cuidado da População em Situação de Rua (EdPopRua) conta com um ambiente interativo de aprendizagem, voltado aos processos formativos, à produção de materiais pedagógicos e científicos e à integração com os movimentos sociais. A proposta valoriza os saberes populares e as experiências locais de cuidado, fortalecendo práticas alinhadas à Educação Popular em Saúde.

    Para a enfermeira do Consultório na Rua, Armiranji Queiroz, a iniciativa representa um marco na valorização dos profissionais e no fortalecimento do cuidado ofertado à população em situação de rua.“Esse curso é de muita importância. Toda a estruturação aumenta a nossa autoestima e a valorização, amplia os conhecimentos para lidar com as pessoas e traz mais confiança. A partir do momento em que percebemos essa preocupação com pessoas em alta vulnerabilidade, a gente passa a acreditar que há um futuro muito maior pela frente em relação a tudo isso”, afirma. Segundo ela, a abordagem do EdPopRua contribui diretamente para o reconhecimento das especificidades da população em situação de rua e para a garantia de seus direitos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

    “Com a metodologia e as ferramentas do curso, ampliamos o olhar sobre a população em situação de rua, fortalecendo as políticas públicas e reafirmando a importância dessa formação”, afirmou Genivaldo Francisco, educador do curso, que segue com 16h/aulas mensais em 2 encontros por mês.

    Nesta etapa, foram disponibilizadas vagas para os municípios pernambucanos de Recife, Garanhuns, Petrolina e Vitória de Santo Antão, além das cidades paulistas de Campinas, Ribeirão Preto, São Bernardo do Campo e a capital, São Paulo. O curso é voltado para trabalhadores(as) de nível médio, técnico ou superior que atuam no cuidado à população em situação de rua na Atenção Primária à Saúde (APS), especialmente os que integram as equipes de Consultório na Rua (eCR), de Saúde da Família (eSF), de Atenção Primária (eAP) e de Saúde Bucal (eSB), além das equipes multiprofissionais (eMulti) de referência para as eCR. Gestores(as) da APS e do Consultório na Rua e lideranças dos movimentos da população em situação de rua também fazem parte do público prioritário.

    Plano Ruas Visíveis

    O Plano Ruas Visíveis reúne uma série de medidas para fortalecer a atenção, o cuidado e a garantia de direitos da população em situação de rua com um investimento de cerca de R$ 1 bilhão. Ele reúne 99 ações em sete eixos prioritários, como assistência social, saúde, moradia, trabalho, educação, combate à violência e cidadania, refletindo o compromisso político e humano de efetivar a Política Nacional para a População em Situação de Rua.

    Camila Rocha
    Ministério da Saúd

  • Ministério da Saúde garante R$ 41,3 milhões para custear 150 novos leitos em hospital de alta complexidade no Maranhão

    Ministério da Saúde garante R$ 41,3 milhões para custear 150 novos leitos em hospital de alta complexidade no Maranhão

    Para garantir o funcionamento dos 150 novos leitos do Hospital de Referência Estadual de Alta Complexidade da Região Tocantina (HRT), em Imperatriz (MA), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou nesta terça-feira (23) um incremento de R$ 41,3 milhões por ano no teto de Média e Alta Complexidade (MAC) do Maranhão. O reforço assegura o custeio da unidade e amplia a capacidade da rede estadual para atender casos de média e alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

    O anúncio foi feito durante a inauguração do hospital, que representa um avanço estratégico na regionalização da atenção especializada no estado. A nova unidade amplia a oferta de procedimentos na Região Tocantina, reduzindo o tempo de espera e o deslocamento de pacientes que antes precisavam buscar atendimento em outros municípios ou até em outros estados.

    “Estamos garantindo o custeio necessário para a abertura e o pleno funcionamento de 150 novos leitos de alta complexidade neste hospital, em Imperatriz. Isso significa mais capacidade de atendimento, mais cirurgias, mais internações e uma resposta mais rápida às necessidades da população, ampliando o acesso à média e à alta complexidade e fortalecendo o SUS no Maranhão, em uma parceria sólida entre o Governo Federal, o estado e os municípios”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Projetado para fortalecer a rede pública estadual, o HRT possui perfil assistencial voltado à alta complexidade e oferta especialidades como cirurgia geral, neurocirurgia, cirurgia de cabeça e pescoço, cardiologia, gastroenterologia, proctologia, bucomaxilofacial e radiologia intervencionista. A unidade amplia a resolutividade do SUS e contribui para a organização da rede de atenção hospitalar no Maranhão.

    O hospital conta com 153 leitos, sendo 120 de enfermaria e 33 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 20 adultos e 13 pediátricos, além de sete salas cirúrgicas, leitos de isolamento, centro cirúrgico com múltiplas salas, ambulatórios com consultórios especializados e uma ampla estrutura de Serviços de Apoio Diagnóstico e Terapêutico, como angiotomografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética, ultrassonografia e hemodinâmica.

    “Este hospital representa um marco para a saúde do sul do Maranhão. É um salto real na qualidade da assistência, com estrutura moderna para cirurgias, leitos de UTI, atendimento de urgência e emergência e a perspectiva de implantação de transplantes. É mais cuidado, mais resolutividade e mais dignidade para quem depende do SUS, resultado direto da união de esforços entre o presidente Lula, o governo do estado e as gestões municipais”, destacou Padilha.

    Transplantes vão ampliar a assistência de alta complexidade no hospital

    Durante a inauguração da unidade, o ministro da Saúde ressaltou que o hospital está sendo preparado para realizar transplantes, etapa considerada estratégica para a qualificação da assistência de alta complexidade no estado. Segundo Padilha, o investimento nessa área amplia a capacidade de salvar vidas e fortalece toda a estrutura hospitalar. “O Brasil tem orgulho de ser o país que mais realiza transplantes pelo sistema público de saúde no mundo. Nenhum outro país faz tantos transplantes pelo SUS”, afirmou.

    O ministro explicou que hospitais habilitados para transplantes exigem Unidades de Terapia Intensiva qualificadas, laboratórios bem estruturados, integração com os serviços de urgência e emergência e equipes capacitadas e humanizadas — fatores decisivos, inclusive, para a autorização da doação de órgãos pelas famílias. Ele destacou ainda que o Maranhão avançou de forma significativa nos últimos anos, saindo da 26ª para a 13ª posição no ranking nacional de transplantes, e que a implantação desse serviço no novo hospital tende a ampliar ainda mais a capacidade assistencial e a qualidade do cuidado ofertado à população.

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde anuncia adesão da Rede D’Or ao Agora Tem Especialistas e garante mais cirurgias cardiológicas para o SUS

    Ministério da Saúde anuncia adesão da Rede D’Or ao Agora Tem Especialistas e garante mais cirurgias cardiológicas para o SUS

    A Rede D’Or agora faz parte do Agora Tem Especialistas, engrossando, assim, o número de hospitais privados, com e sem fins lucrativos, que já estão atendendo gratuitamente os pacientes do SUS pelo programa do governo federal. Inicialmente, duas unidades da rede reforçarão o atendimento na saúde pública — o Glória D’Or, no Rio de Janeiro (RJ), e o Niterói D’Or, em Niterói (RJ) — após a assinatura do contrato com o Ministério da Saúde, nesta segunda-feira (22), na capital carioca. Juntas, apenas essas duas unidades do grupo realizarão para o SUS cerca de 100 cirurgias cardiológicas por ano no valor de R$ 3,6 milhões. Com a entrada da Rede D’Or, 28 hospitais privados e filantrópicos encerram o ano de 2025 garantindo à população brasileira usuária do SUS o total de R$ 150 milhões em consultas, exames e cirurgias a mais por ano. Para o início de 2026, a expectativa é que esse montante aumente para R$ 200 milhões, ou seja, um reforço ainda maior na oferta de serviços de saúde de média e alta complexidade para o Sistema Único de Saúde. 

    Como contrapartida aos atendimentos prestados, a Rede D’Or e os demais hospitais privados e filantrópicos que já aderiram ao programa recebem créditos financeiros, que são usados para o pagamento de tributos federais vencidos ou a vencer. No caso das unidades de saúde do grupo que hoje chega ao Agora Tem Especialistas, R$ 300 mil mensais serão destinados à realização de revascularizações do miocárdio. Esse procedimento cirúrgico é essencial para salvar vidas ao criar um caminho para o sangue chegar ao coração, prevenindo infartos fatais.  
     
    O Agora Tem Especialistas abre as portas da Rede D’Or, um hospital privado com o tamanho, importância e qualidade que tem, para atender pacientes do SUS. Isso garante maior velocidade no atendimento para essa cirurgia tão complexa. Com esse contrato, a gente garante equipes especializadas, equipamentos e todos os insumos para que brasileiros e brasileiras recebam esse atendimento sem precisar esperar meses pelo procedimento”, pontua o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na assinatura do contrato.   

    As primeiras cirurgias pela Rede D’Or devem acontecer em janeiro, a partir do encaminhamento dos pacientes pelas secretarias municipais de saúde do Rio de Janeiro (RJ) e de Niterói (RJ).  Esse agendamento é responsabilidade dos gestores locais que, para definirem as pessoas a serem chamadas, observam os critérios definidos em suas centrais de regulação.   

    Com a participação da rede de saúde privada no programa, aumentando os atendimentos no SUS de forma complementar, o Ministério da Saúde busca reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias com foco em sete áreas prioritárias: oncologia, cardiologia, ortopedia, ginecologia, otorrinolaringologia, oftalmologia e nefrologia.  

    Hospitais privados já estão atendendo ao SUS pelo Agora Tem Especialistas  

    Atualmente, oito hospitais privados e filantrópicos já estão atendendo os pacientes do SUS pelo Agora Tem Especialistas: o Hospital das Clínicas em Alagoinhas (BA); a Fundação Lucas Machado/Feluma, em Belo Horizonte (MG); o Centro Especializado em Olhos Cynthia Charone, em Belém (PA); o Neotin Neonatal, em Niterói (RJ); o Hospital Santa Terezinha, em Sousa (PB); a Santa Casa de Sobral, no município do mesmo nome (CE); e os hospitais Santa Maria e Med Imagem, ambos em Teresina (PI).  

    Outras 20 instituições de vários estados brasileiros já passaram por todas as aprovações necessárias, e aguardam o encaminhamento de pacientes pela secretaria municipal. Juntos, esses 28 hospitais converterão em mais procedimentos especializados para o SUS o total de R$ 150 milhões de dívidas com a União.   

    “Estamos terminando este ano com R$ 150 milhões investidos em cirurgias e exames contratados pelo Agora Tem Especialistas – um recurso que não viria para a saúde se não fosse essa iniciativa. E ganho não é só financeiro: com esses contratos, aproveitamos os profissionais, os equipamentos e os insumos que estão nesses hospitais. Isso faz uma diferença enorme para quem está aguardando há tanto tempo uma cirurgia ou um exame especializado no SUS”, celebra o ministro.  

    Foto: João Risi/MS
    Foto: João Risi/MS

    Atender as necessidades do SUS é um dos critérios para aprovação de novas adesões  

    Para aderirem ao Agora Tem Especialistas, trocando dívidas por atendimentos gratuitos para o SUS, os hospitais privados precisam manifestar interesse. Em seguida, devem comprovar capacidade técnica e operacional e ofertar serviços de saúde que atendam as demandas da rede pública nos estados e municípios. Portanto, todas as entidades interessadas passam por um rigoroso processo de avaliação, que envolve o Ministério da Saúde e os gestores dos estados e municípios.  

    Quase 160 hospitais privados tiveram suas manifestações de interesse aprovadas pela pasta e, agora, estão sendo avaliados pelos gestores locais. Desse modo, a expectativa é que ainda mais unidades de saúde atuem pelo programa na medida em que outros contratos forem firmados.  

    Para garantirem regularidade fiscal com a quitação das dívidas federais, os hospitais recebem créditos financeiros com base na Tabela do Agora Tem Especialistas, cujos procedimentos são até quatro vezes maiores do que os da Tabela SUS. Esses créditos são usados para abater as dívidas e, também, tributos que ainda estão para vencer; portanto, hospitais privados com regularidade fiscal também podem participar.   

    Além da conversão do pagamento de tributos em mais atendimentos para o SUS, o setor privado também está atuando pelo programa em outras frentes, como a oferta de atendimento móvel em carretas de saúde da mulher, oftalmológicas e de exames de imagem; ao participar de mutirões; ao reforçar o atendimento oncológico e em outras especialidades; entre outras ações.  

    Parcerias para o desenvolvimento de pesquisas e o fortalecimento da anestesiologia  

    Na ocasião, o ministro da Saúde também assinou uma carta de intenção com o braço de pesquisa da Rede D’Or, o Instituto D’Or de Ensino e Pesquisa, para cooperação no desenvolvimento de pesquisas e outras ações relacionadas às áreas de neurociências, oncologia, edição gênica, terapias avançadas, doenças metabólicas e pesquisa clínica. Entre os objetivos da parceria estão a elaboração conjunta de projetos de pesquisa e intercâmbio de conhecimentos técnicos e científicos.  

    No Rio de Janeiro (RJ), Alexandre Padilha também assinou um acordo de cooperação técnica entre o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Anestesiologia a fim de garantir o dimensionamento e a definição da necessidade de médicos anestesiologistas no Brasil, além da formação de profissionais. Vale destacar que essa é uma das especialidades em que o SUS tem carência de profissionais. 

    “Um dos grandes desafios para a saúde do país, para ampliar o número de cirurgias eletivas, é ter cada vez mais anestesiologistas bem formados, qualificados e distribuídos pelo Brasil. Hoje, esse acordo histórico enfrenta diretamente o problema: vamos juntos qualificar 300 anestesiologistas e mapear os serviços em todo o país”, afirma o ministro Padilha.  

    Elisa Motta 
    Ministério da Saúde 

  • Ministério da Saúde debate equidade no cuidado oncológico para crianças indígenas em seminário na Opas

    Ministério da Saúde debate equidade no cuidado oncológico para crianças indígenas em seminário na Opas

    O Ministério da Saúde (MS), por meio do Departamento de Atenção ao Câncer (DECAN), vinculado à Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES), promoveu no dia 16 deste mês, na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), um seminário nacional dedicado à equidade no cuidado oncológico pediátrico para crianças indígenas. O encontro reuniu, de modo híbrido, representantes das áreas técnicas do MS, de sociedades especializadas e civil, dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), de hospitais de referência e de organismos internacionais para discutir estratégias de prevenção, diagnóstico precoce, atenção intercultural e ampliação do acesso ao tratamento oncológico infantojuvenil no Sistema Único de Saúde (SUS).

    A mesa de abertura contou com a participação do diretor do DECAN/SAES, José Barreto; da diretora do Departamento de Atenção Primária à Saúde Indígena da Secretaria de Saúde Indígena (DAPSI/SESAI), Putira Sacuena; da diretora do Departamento de Análise Epidemiológica e Vigilância de Doenças Não Transmissíveis da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (DAENT/SVSA), Leticia Cardoso; Luiz Henrique Costa representando a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE); Luciana Vieira, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS); Rodrigo Lacerda, do Conselho Nacional de Secretarias municipais de Saúde (CONASEMS); e Dr. Jonas Gonseth-Garcia, da OPAS/Brasil.

    Durante o discurso inicial, José Barreto destacou o compromisso institucional com a consolidação de uma rede de cuidado que considere as especificidades culturais, territoriais e epidemiológicas das crianças indígenas.

    “Garantir o acesso ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado para crianças indígenas é um compromisso ético e estrutural do SUS. Este seminário reforça a importância de uma rede integrada, sensível às diversidades culturais e organizada para oferecer cuidado acolhedor, qualificado e equitativo. Avançar na prevenção, no reconhecimento oportuno dos sinais e na oferta de atenção especializada significa salvar vidas e fortalecer, de maneira concreta, o direito à saúde para todos os povos indígenas. ”, afirmou o diretor.

    A programação contou com a apresentação do Plano Nacional de Prevenção e Controle do Câncer Infantojuvenil destacando diretrizes para vigilância, capacitação e identificação precoce de sinais e sintomas além do papel do letramento em saúde e a importância do respeito às tecnologias tradicionais de cuidado no contexto indígena.

    Na sequência, a equipe da SVSA apresentou o panorama epidemiológico do câncer infantojuvenil no Brasil, com ênfase nas diferenças regionais e nas especificidades da mortalidade em crianças indígenas. A SESAI complementou com análises sobre os registros de saúde nos DSEIs e desafios relacionados à cobertura e às barreiras territoriais.

    Os painéis também discutiram gargalos no fluxo de referência e contrarreferência no Subsistema de Saúde Indígena (SasiSUS), desafios culturais na identificação precoce do câncer, além de experiências de hospitais de referência das regiões Norte e Sudeste. Temas como acolhimento, humanização, integração com práticas tradicionais, condições nutricionais, comorbidades e toxicidades diferenciadas completaram a agenda.

    No bloco dedicado à interculturalidade, ressalta-se a contribuição da Secretaria de Saúde Indígena (SESAI), que enfatizou a importância da construção de práticas assistenciais respeitosas aos modos de vida e às tecnologias tradicionais dos povos indígenas.

    “Realizar este primeiro Seminário Nacional sobre Câncer Infantojuvenil da População Indígena é uma conquista e um marco significativo para a Sesai, pois esta é uma temática que ainda requer muita visibilidade e atenção diferenciada, que considere as especificidades dos nossos povos. Os tratamentos, as reações, também sofrem alterações por conta dos contextos desses pacientes, e trazer luz ao tema, unir profissionais e parcerias especializadas deve não só ampliar, como otimizar os resultados que buscamos”, afirmou Putira Sacuena, diretora do DAPSI/Sesai.

    A plenária final reforçou a importância da atuação conjunta entre o SAES, SESAI, SVSA, SAPS, OPAS e demais parceiros na ampliação do acesso, qualificação das redes assistenciais e promoção de um cuidado digno, acolhedor e culturalmente adequado para crianças indígenas em tratamento contra o câncer. O seminário representa um marco importante na agenda interinstitucional de equidade em saúde no país.

    Patricia Coelho
    Ministério da Saúde

  • Em São Paulo, ministro Alexandre Padilha participa do Natal dos Catadores e Catadoras com o presidente Lula

    Em São Paulo, ministro Alexandre Padilha participa do Natal dos Catadores e Catadoras com o presidente Lula

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, integrou a comitiva do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para a celebração do tradicional Natal dos Catadores e Catadoras, realizado nesta sexta-feira (19), no Anhembi, em São Paulo (SP). O evento marcou o encerramento da 12ª ExpoCatadores 2025, o maior encontro de catadores e catadoras de materiais recicláveis do mundo. Durantes os três dias, o Ministério da Saúde, em parceria com a secretaria de saúde local, disponibilizou imunizantes do calendário nacional de vacinação, além de preservativos e absorventes íntimos.

    Na cerimônia de encerramento do evento, o presidente Lula assinou três decretos que fortalecem as ações do governo federal voltadas aos catadores e catadoras. Um deles institui o Programa Nacional de Investimento na Reciclagem Popular; outro regulamenta a movimentação, a alienação e o descarte de bens da administração pública federal, incluindo as cooperativas como beneficiárias; e o terceiro regulamenta a Lei 15.068/2024, que cria o Sistema Nacional de Economia Solidária.

    O presidente Lula falou dos resultados já alcançados com as políticas públicas implementadas e destacou a prioridade que a população mais vulnerabilizada tem nas decisões governamentais. “Nós não estamos aqui apenas fazendo mais um gesto com as catadoras e os catadores de materiais recicláveis, nem com as pessoas em situação de rua. Estamos exercitando um novo jeito de fazer governança nesse país. E, no nosso governo, somos todos unânimes em priorizar as políticas que devem favorecer as pessoas mais necessitadas nesse país”, reiterou o presidente da República.

    O programa Agora Tem Especialistas, voltado à redução do tempo de espera por assistência especializada, foi uma das políticas destacadas pelo presidente Lula. “Antigamente, uma pessoa levava 10 meses para conseguir uma consulta com um cardiologista e mais 11 para fazer um exame de ressonância magnética. Hoje, as coisas mudaram, com caminhões andando por esse país para garantir as consultas e exames de que o povo precisa, e no próximo ano teremos muito mais”, afirmou o presidente.

    Para o ministro Alexandre Padilha, a ExpoCatadores foi um momento de reforçar as ações voltadas às populações vulnerabilizadas. “A retomada do Consultório na Rua e a expansão das unidades móveis de saúde bucal, que têm equipes e serviços em todo o país, é fundamental para ampliar e garantir o acesso à saúde a quem mais precisa”, destacou Padilha.

    A Expocatadores contou com uma ampla programação, incluindo painéis e estandes, com foco em promover a gestão eficiente dos resíduos sólidos por meio da inclusão social e melhores condições de trabalho e renda para os catadores autônomos e organizados em associações e cooperativas. O Ministério da Saúde viabilizou a participação de 15 catadoras e catadores das regiões Norte e Nordeste. Mais de 3 mil catadoras e catadores, 600 cooperativas, além de delegações internacionais, empresas, especialistas em gestão de resíduos sólidos e representantes do poder público, participaram do evento.

    Ao longo da 12ª ExpoCatadores, o Ministério da Saúde também participoi do painel “Vozes que Transformam”, representado pela coordenadora de Atenção às Populações em Situação de Vulnerabilidade, Larissa Barros. Na oportunidade, ela destacou a importância de ampliar a visibilidade das mulheres em situação de rua e catadoras, além dos avanços, desafios e caminhos possíveis para a promoção da equidade, do protagonismo feminino e da justiça social.

    Priscila Viana
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde inaugura 23 novos leitos e amplia assistência no Rio Grande do Sul com mais de R$ 400 milhões em investimentos

    Ministério da Saúde inaugura 23 novos leitos e amplia assistência no Rio Grande do Sul com mais de R$ 400 milhões em investimentos

    O Ministério da Saúde anunciou, neste sábado (20), investimentos para fortalecer a rede  hospitalar do Rio Grande do Sul, com destaque para a inauguração de 23 novos leitos no Grupo Hospitalar Conceição (GHC), ampliação da assistência especializada, uso do  terceiro turno para realização de cirurgias e exames e início de novas obras estruturantes. Ao todo, os investimentos ultrapassam R$ 400 milhões, com impacto direto na ampliação do atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS)

    Durante agenda em Porto Alegre, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que  os investimentos fazem parte da estratégia do governo federal para reduzir filas, ampliar  o acesso a procedimentos especializados e modernizar a infraestrutura hospitalar. “Hoje  o governo federal do presidente Lula anuncia um pacote de mais de R$ 400 milhões de  investimentos aqui na rede hospitalar, não só de Porto Alegre, mas de outras cidades do  Rio Grande do Sul. A primeira parte desse pacote é aqui dentro do Grupo Hospitalar Conceição, com mais de R$ 200 milhões do Novo PAC para a obra do novo GHC”, afirmou. 

    Na ocasião, o ministro Alexandre Padilha, assinou acordo com o Hospital Universitário  de Canoas e com a Santa Casa de Misericórdia de São Lourenço do Sul, de um modelo  inédito de prestação de serviços no Sistema Único de Saúde (SUS). Por meio do programa  Agora Tem Especialistas, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) contratará, de forma  temporária, equipes médicas e colocará em operação estruturas hospitalares atualmente ociosas para a realização de ações no modelo de mutirão, proporcionando, assim, a ampliação da oferta de procedimentos especializados. 

    Padilha participou ainda da solenidade de início das obras do Centro de Apoio ao Diagnóstico e Terapia (CADT), que realizará mais de 700 mil exames e procedimentos por ano. As obras começarão em janeiro de 2026 com investimento de R$ 230 milhões do Novo PAC Saúde.  

    “Vamos erguer um prédio de nove andares para concentrar exames de imagem como  ressonância, tomografia e ultrassom. O GHC vai bater recorde este ano, com mais de 4 milhões de exames e procedimentos. Quando o centro estiver pronto, a expectativa é realizar mais 700 mil exames e procedimentos por ano, com uma estrutura mais  moderna e digna para trabalhadores e pacientes”, explicou o ministro. 

    Com a adesão do Hospital Universitário de Canoas ao programa, a previsão é de que  sejam realizadas pouco mais de 1.600 procedimentos cirúrgicos por mês para atender à região metropolitana de Porto Alegre; já em São Lourenço do Sul, o planejamento é de 

    até 180 procedimentos cirúrgicos por mês – somando mais 1.800 cirurgias mensais. Entre as especialidades ofertadas estão: cirurgia geral, cirurgia vascular, cirurgia  dermatológica, cirurgia urológica, cirurgia oftalmológica e ginecológica, definidas de  acordo com a necessidade regional e a capacidade instalada dos prestadores habilitados. 

    O Hospital Universitário e a Santa Casa foram selecionados por terem potencial de oferta  ampliada, disponibilizando estruturas para a realização de cirurgias e procedimentos por  prestadores previamente habilitados e contratados pelo GHC. A iniciativa representa um  avanço no desenho federativo da política pública, fortalecendo a integração entre União, Estados, Municípios e instituições de saúde, com foco na eficiência do sistema e na  redução do tempo de espera da população para tratamentos especializados, com  atendimento qualificado e humanizado. 

    A região metropolitana de Porto Alegre e a região Sul do Rio Grande do Sul foram  escolhidas com base em critérios epidemiológicos e assistenciais: a primeira concentra  as maiores filas cirúrgicas do estado, enquanto a segunda apresenta maior demora na  realização de cirurgias e procedimentos eletivos. Nesse modelo de atendimento, o Grupo Hospitalar Conceição (GHC) terá o papel de contratar as empresas que ofertam os profissionais, equipamentos, insumos e medicamentos para colocar em  funcionamento a capacidade ociosa dos hospitais, além de garantir segurança, qualidade  e eficiência em todo o processo.  

    O Grupo Hospitalar Conceição (GHC) vai apoiar tecnicamente os municípios, prestadores  e hospitais envolvidos nos estados do RS, SC e PR, contribuir para a modelagem  operacional e financeira; e atuar como articulador entre os diferentes níveis de gestão  do SUS. O GHC também acompanha a fase piloto para garantir segurança, qualidade e eficiência no processo.  

    Ampliação de diagnóstico e terapia

    Em seus mais de 19 mil metros quadrados, o novo Centro de Apoio ao Diagnóstico e  Terapia do GHC, em Porto Alegre, oferecerá mais acesso a exames e procedimentos  especializados à população, como exames de imagem, laboratório, hemodinâmica e  Centro de Radiointervenção, hemodiálise, hemoterapia, além de medicina nuclear com  PET-C e endoscopia, assim como farmácia e áreas de ensino e pesquisa. 

    O espaço terá condições de ofertar exames e procedimentos para a rede de atenção de  Porto Alegre e do estado. A capacidade de atendimento por ano do Centro de Apoio ao Diagnóstico e Terapia será de 500 mil análises clínicas e 93 mil exames de imagem; 18  mil procedimentos terapêuticos; 10 mil doações de sangue e 9 mil transfusões de  hemoterapia. O Centro fará ainda 23 mil tomografias e 22 mil ressonâncias magnéticas, 5 mil densitometrias ósseas, 8 mil endoscopias e 10 mil ecocardiografias..  

    Inovação no tratamento oncológico 

    Ainda pela manhã, em Porto Alegre, o ministro Alexandre Padilha visitou o Centro de Oncologia e Hematologia do Grupo Hospitalar Conceição (GHC), incluindo o novo serviço  de braquiterapia, inaugurado no último dia 25 de novembro. Com investimento de R$ 2  milhões em novos equipamentos e na capacitação dos profissionais envolvidos, a braquiterapia é uma modalidade de radioterapia na qual fontes radioativas são posicionadas diretamente no tumor ou em suas proximidades. Isso permite a aplicação de doses elevadas de radiação diretamente na área afetada, com um impacto mínimo  nos tecidos saudáveis ao redor. 

    O serviço proporciona maior agilidade no início do tratamento. A técnica é especialmente importante no tratamento de cânceres ginecológicos, como o câncer de colo de útero. A implantação da braquiterapia ginecológica reforça o compromisso do governo federal com a inovação no tratamento oncológico e amplia o acesso dos pacientes do SUS a terapias modernas e de alta qualidade.  

    Mais cirurgias, exames e consultas 

    Iniciativa do programa Agora Tem Especialistas, a implementação do terceiro turno no Grupo Hospitalar Conceição (GHC) apresenta resultados positivos para os pacientes do  Sistema Único de Saúde (SUS). Instituído no dia 2 de junho de 2025, nas quatro unidades  do GHC localizadas no Rio Grande do Sul (hospitais Nossa Senhora da Conceição, Criança  Conceição, Cristo Redentor e Fêmina), o terceiro turno ocorre de segunda a sexta-feira,  das 19h à 1h, e aos sábados, das 7h às 19h. Segundo o diretor-presidente do Grupo  Hospitalar Conceição, Gilberto Barichello, os resultados já são expressivos. 

    “Nossos resultados foram extraordinários. Fizemos praticamente 7 mil cirurgias nesses seis meses, das 19h à 1h da manhã, aos sábados e, em alguns hospitais, também aos domingos. Realizamos mais de 709 mil exames à noite e ampliamos em 69% as  teleconsultas nesse período, especialmente na área de oncologia. Esses dados demonstram a revolução que pode acontecer no SUS sem precisar construir novos prédios, apenas agregando tecnologia, insumos e aproveitando estruturas que ficavam desligadas à noite”, destacou. 

    A medida faz parte de um pacote de ações do novo programa do Ministério da Saúde, que inclui a ampliação do uso da estrutura da rede pública. De junho até o dia 15 de  dezembro, o terceiro turno no GHC permitiu a realização de 703,9 mil exames, 2.960 consultas e 6.654 cirurgias. Dentre as intervenções cirúrgicas, a cirurgia geral foi a mais  realizada, com 1.092 operações, seguida pela cirurgia ginecologica (974), traumato ortopedia (760) e cirurgia pediátrica (653).  

    As principais consultas realizadas foram de hematologia (716 atendimentos), nutrição  (614) e oncologia cirúrgica (283). No exames, o terceiro turno permitiu aumento de 40%  da capacidade usual na radioterapia, de 27,4% em ecocardiografias, 27,3% em eco  vasculares e mais 23% em mamografias. 

    Mais recursos para a saúde do Rio Grande do Sul 

    O ministro Padilha também anunciou o resultado da seleção de projetos médico assistenciais voltados à atenção oncológica, desenvolvidos por hospitais e entidades filantrópicas. Ao todo, os investimentos ultrapassam R$ 34 milhões, destinados ao fortalecimento do SUS por meio de pesquisas e da ampliação de serviços especializados.  

    Pelo Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (PRONON), que capta recursos  por meio de incentivo fiscal para financiar ações de prevenção, diagnóstico, tratamento  e reabilitação do câncer, permitindo que empresas e pessoas físicas deduzam doações  do Imposto de Renda, foram aprovados oito projetos, com aporte total de R$ 21,6  milhões. As iniciativas serão executadas pela Irmandade da Santa Casa de Misericórdia  de Porto Alegre, Associação Hospitalar Santa Rosa, Hospital das Clínicas de Passo Fundo,  Associação Hospitalar Beneficente São Vicente de Paulo, Hospital Ana Nery de Santa  Cruz do Sul, Associação Hospitalar Vila Nova, Círculo Operário Caxiense e Hospital  Beneficência Alto Jacuí.  

    Já no âmbito do Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (PRONAS/PCD), foram contemplados nove projetos médico-assistenciais que ampliam as ações de promoção, habilitação e reabilitação da pessoa com deficiência, beneficiando APAEs e instituições especializadas em diferentes regiões do estado. Os projetos receberão, ao todo, R$ 10,1 milhões e serão desenvolvidos pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Nova Prata, APAE de Marau, APAE da Feliz, APAE Bom Retiro do Sul, Associação Integrada do Desenvolvimento do Down de Bento Gonçalves (AIDD/BG), APAE de Ijuí, Fundação para Reabilitação das Deformidades Craniofaciais (FUNDEF), Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais e APAE de Igrejinha. O programa utiliza incentivos fiscais para direcionar parte do Imposto de Renda de  empresas e pessoas físicas ao fortalecimento do SUS e à promoção da inclusão.  

    Além disso, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (SCTIE), serão destinados R$ 2,6 milhões para um projeto  de pesquisas clínicas, epidemiológicas, experimentais e sócio-antropológicas desenvolvido pelo Instituto do Câncer Infantil, ampliando a produção de conhecimento  e a qualificação da atenção oncológica no estado. 

    Luciano Velleda

  • Ministério da Saúde forma 8 mil agentes populares para atuarem no SUS

    Com investimento de R$ 23,6 milhões, o Ministério da Saúde concluiu a qualificação de 8 mil agentes populares de saúde em 17 estados e DF, um passo importante para ampliar a cobertura de atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS). Participaram da iniciativa 400 turmas, mais de 300 concluídas nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste. Foram mais de 100 encontros de Educação Permanente realizados ao longo da formação.

    O curso integra o Programa de Formação de Agentes Educadores e Educadoras Populares de Saúde (AgPopSUS) e busca reforçar políticas públicas com participação social e reconhecimento do direito à saúde nos territórios. As formaturas iniciaram este mês, por meio de mostras estaduais que marcam a diplomação das turmas.

    A formação contou com a participação da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV) e de mais de 100 movimentos sociais populares. “Os agentes de educação popular são pessoas voluntárias que mantêm o compromisso colaborativo com a saúde pública e que conhecem as demandas e necessidades da comunidade no que diz respeito às condições de saúde, acesso à alimentação e água, trabalho, renda, transporte, saneamento, rede do SUS, e condições de moradia”, destaca o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço.

    Os entes federados com agentes formados são: Santa Caratina, Sergipe, Mina Gerais, Pernambuco, Cerará, Paraná, Rio Grande do Sul, Bahia, Paraíba, Piauí, Espirito Santo, Alagoas, Distrito Federal, Goiás, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e São Paulo.

    Relatos

    O AgPopSUS nasceu com o objetivo de fortalecer a participação popular em saúde e ações da sociedade em defesa do SUS. E se constituiu como uma forma de resgatar e fortalecer os saberes populares, demarcando a educação popular como método prático de formação e cuidado.

    “A partir das vivências e estudos dos conteúdos, passei a me posicionar com mais segurança ao falar do SUS. Entender a política é a melhor forma de ajudar a compreender que SUS é a única garantia que a população de baixa renda tem em relação aos serviços de saúde. Dessa forma, o AgPopSUS gerou espaços de diálogo com a população, ajudando a esclarecer dúvidas, a defender a vacinação, a contribuir com a comunicação e fazer o enfrentamento às fake news“, contou a educadora de Pernambuco, Juzileide do Nascimento.

    Para Eros Miranda Figueiredo, formado na turma de Belo Horizonte (MG), a qualificação foi importante, pois melhorou seu entendimento sobre a importância do SUS para as pessoas que estão mais vulnerabilizadas. “A formação do AgPopSUS trouxe uma construção de rede que reverberou na região metropolitana de Belo Horizonte, chegando a públicos que não circulam em espaços de discussão, incidência política e controle social das políticas municipais de saúde”, destacou.

    A educadora popular Marilene Limberger, de Santa Catarina, aponta como exitosa a participação no programa e mais uma oportunidade de reforçar a atuação na defesa do SUS. “O curso é importante, pois ele ajuda na compreensão do que realmente é ser um agente de  educação popular, pois podemos ir para a comunidade e no território. É o momento da escuta, do conhecimento, da integração, da amizade e do compromisso que a gente assume como educador popular.”

    Os voluntários mobilizam e organizam a comunidade onde vivem para garantir direitos sociais, além de auxiliar nas iniciativas de combate à fome, como bancos populares de alimentos, hortas agroecológicas no campo e na cidade e cozinhas solidárias. Os agentes têm mais um desafio: consolidar conselhos locais de saúde para fortalecer a participação social na construção do SUS em seus territórios.

    Próxima turma

    A próxima turma do AgPopSUS está prevista para ser lançada até março de 2026. O segundo edital para novas formações de Agentes Educadoras e Educadores Populares de Saúde será realizado em parceria com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS).

    Nádia Conceição
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde e Universidade de Oxford firmam acordo para incentivar o desenvolvimento de vacinas contra o câncer

    Ministério da Saúde e Universidade de Oxford firmam acordo para incentivar o desenvolvimento de vacinas contra o câncer

    O Ministério da Saúde formalizou um acordo com a Universidade de Oxford para o desenvolvimento de vacinas para a prevenção do câncerA parceria busca acelerar a criação de terapias imunológicas inovadoras, ampliar o acesso equitativo e fortalecer a capacidade científica e tecnológica dos dois países em tecnologias de RNAm e inteligência artificial para descoberta científica. 

    A assinatura da Carta de Intenções entre o Ministério da Saúde e o Centro de Imuno oncologia da Universidade de Oxford do Reino Unido também contou com a presença de representantes do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), da Fiocruz e de hospitais de excelência brasileiros, que integrarão a cooperação. Outras instituições, como o Instituto Nacional de Câncer (INCA), serão convidadas a participar das próximas etapas. 

    Para a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, Esse acordo, impulsionado pelo Ministério da Saúde, abre uma janela de oportunidade muito importante pra instituições de pesquisa, hospitais de excelência e empresas brasileiras participarem, desde muito cedo, dos estudos sobre vacinas para o câncer. Isso nos coloca numa posição mais vantajosa no momento em que essas vacinas, eventualmente, chegarem ao mercado. 

    Estão previstos três eixos estratégicos que exploram descobertas científicas em imunologia e oncologia, o uso de inteligências artificiais para vacinas personalizadas de câncer e um acelerador de ensaios clínicos binacional. Os próximos passos para estruturar o plano de ação serão uma missão técnica a laboratórios e hospitais brasileiros e a formação de um comitê gestor bilateral. 

    Parceria Brasil e Reino Unido   

    No começo de dezembro, o Ministério da Saúde também formalizou com o Reino Unido um acordo estratégico para o fortalecimento das políticas de Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS) e modelos de acesso a tratamentos inovadores no Sistema Único de Saúde (SUS) A parceria reforça o compromisso do governo federal com a incorporação responsável de tecnologias no SUS e com o fortalecimento das capacidades técnicas e institucionais para enfrentar desafios futuros em saúde pública. 

    Ana Freitas 
    Ministério da Saúde