Categoria: SAÚDE GOV

  • SUS realiza primeiras infusões com tratamento inovador para crianças com AME

    SUS realiza primeiras infusões com tratamento inovador para crianças com AME

    O Ministério da Saúde anuncia as primeiras infusões de zolgensma no SUS, medicamento de altíssimo custo indicado para o tratamento de crianças com Atrofia Muscular Espinhal (AME). O atendimento, de duas bebês com menos de seis meses, foi realizado simultaneamente no Hospital da Criança José Alencar, em Brasília (DF), e no Hospital Maria Lucinha, em Recife (PE), nesta quarta-feira (14/05).

    O zolgensma é a primeira terapia gênica incorporada ao SUS. Trata-se de um dos medicamentos mais caros do mundo, com custo médio de R$ 7 milhões (dose única). A sua oferta na rede pública de saúde foi viabilizada por meio de Acordo de Compartilhamento de Risco firmado entre o Ministério da Saúde e a fabricante. O modelo, inédito no país, condiciona o pagamento ao resultado da terapia no paciente. As negociações levaram ao menor preço lista do mundo.

    Em visita ao Hospital da Criança em Brasília, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, falou sobre a emoção de fazer parte desse momento histórico e reforçou a importância do fornecimento gratuito do zolgensma pelo SUS. “Seria impossível para as famílias arcarem com um custo tão alto. É uma terapia gênica muito importante e inovadora, por isso garantir esse atendimento e poder acolher essas famílias é um momento de muita emoção”, destacou.

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    Foto: Igor Evangelista/MS

    Com a incorporação, o Brasil se torna o sexto país a disponibilizar o medicamento em sistemas públicos de saúde – após Espanha, Inglaterra, Argentina, França e Alemanha. O medicamento é destinado exclusivamente a crianças com AME tipo 1, com até 6 meses de idade, que não utilizem ventilação mecânica invasiva por mais de 16 horas por dia.

    As bebês que receberam o medicamento foram priorizadas por estarem próximas de atingir o limite de idade para a infusão e por atenderem a todos os critérios clínicos indicados pelo Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Atrofia Muscular Espinhal (AME) 5q tipos 1 e 2.

    Millena Brito, mãe da bebê que recebeu a infusão em Brasília (DF), descobriu o diagnóstico de AME aos 13 dias de vida da filha. Para ela, o tratamento oferecido pelo SUS foi o melhor presente que poderia receber. “É emocionante, porque a gente nunca perde a esperança como mãe. Ver minha filha, daqui pra frente, poder andar, correr, falar e me chamar de mãe vai ser excelente. Posso viver a maternidade de uma forma diferente,” concluiu Millena, emocionada.

    Com a garantia do acesso ao medicamento, essas crianças poderão ter ganhos motores significativos, como a capacidade de engolir e mastigar, sustentar o tronco e sentar-se sem apoio. A expectativa do Ministério da Saúde é atender 137 pacientes nos primeiros dois anos, impactando diretamente na qualidade de vida. Atualmente, um total de 15 pedidos foram protocolados para acesso ao medicamento no SUS e estão sendo encaminhados, começando por estes dois atendimentos.

    Embora a AME não tenha cura, as terapias disponíveis ajudam a estabilizar sua progressão. Além do zolgensma, de dose única, que bloqueia e previne a progressão da AME tipo 1, o SUS oferece nusinersena e risdiplam, de uso contínuo que atuam para evitar a progressão da doença. Sem as terapias, essas crianças enfrentam alto risco de morte antes dos dois anos de idade. Quem tomou o zolgensma, não tem necessidade de receber outra terapia para AME.

    Famílias devem procurar serviços especializados para ter acesso ao tratamento

    Para solicitar o tratamento, as famílias devem procurar um dos 36 serviços especializados em doenças raras do SUS. Um médico realizará a avaliação clínica da criança e, caso os critérios de elegibilidade sejam atendidos, dará início ao processo de solicitação da terapia.

    Dos 36 serviços especializados, 31 estão aptos a realizar a infusão da terapia gênica — 22 já habilitados e 9 em fase de capacitação. Os serviços habilitados estão disponíveis em Alagoas, Ceará, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e no Distrito Federal.

    Nos estados que ainda não contam com serviços habilitados para a infusão, o Acordo de Compartilhamento de Risco prevê, além do fornecimento do medicamento, o custeio de passagens e hospedagem para o paciente e um familiar responsável.

    Pacientes serão acompanhados por até 5 anos

    Os pacientes que receberam o zolgensma serão acompanhados clinicamente até os cinco anos de idade pelo serviço de referência responsável pela infusão. Esse processo está alinhado com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) e com o Acordo de Compartilhamento de Risco. Quando ocorre a infusão, o paciente deve permanecer internado por no mínimo 24 horas, sob observação clínica contínua.

    Incorporações como a do zolgensma demonstram a capacidade do SUS de absorver terapias que envolvem alta complexidade. A estratégia inédita de compartilhamento de risco se coloca com alternativa para aquisição de medicamentos de altíssimo custo e cujos resultados requerem mais evidências científicas.

    Como vai funcionar o pagamento:

    • 40% do preço total, no ato da infusão da terapia;
    • 20%, após 24 meses da infusão, se o paciente atingir controle da nuca; 20%, após 36 meses da infusão, se o paciente alcançar controle de tronco (sentar-se por, no mínimo, 10 segundos sem apoio);
    • 20%, após 48 meses da infusão, se houver manutenção dos ganhos motores alcançados;
    • Haverá cancelamento das parcelas se houver óbito ou progressão da doença para ventilação mecânica permanente.

    Onde encontrar os serviços de referência

    UF

    Cidade

    Hospital

    AL

    Maceió

    Hospital da Criança

    BA

    Bahia

    Hospital Martagão Gesteira

    CE

    Fortaleza

    Hospital Infantil Alberto Sabin

    DF

    Brasília

    Hospital da Criança de Brasília José Alencar

    ES

    Vitória

    Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória

    GO

    Goiânia

    CRER Goiânia

    MG

    Belo Horizonte

    Hospital João Paulo II

    MG

    Juiz de Fora

    Hospital Universitário Juiz de Fora

    MG

    Belo Horizonte

    Hospital da UFMG

    MG

    Uberlândia

    HC Universidade Federal de Uberlândia

    MT

    Cuiabá

    Santa Casa

    PA

    Belém

    Hospital Universitário Bettina Ferro

    PB

    Campina Grande

    Hospital Universitário Alcides Carneiro

    PE

    Recife

    IMIP

    PE

    Recife

    Hospital Maria Lucinda

    PI

    Teresina

    Hospital Infantil Lucídio Portela

    PR

    Curitiba

    Complexo do Hospital das Clínicas da UFPR HC e MVFA

    PR

    Curitiba

    Hospital Pequeno Príncipe

    PR

    Curitiba

    Hospital Erasto Gaertner

    PR

    Campina Grande do Sul

    Hospital Angelina Caron

    RJ

    Rio de Janeiro

    Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG)

    RJ

    Rio de Janeiro

    Hospital Universitário Pedro Ernesto

    RN

    Natal

    Hospital Onofre Lopes

    RS

    Porto Alegre

    Hospital das Clínicas

    SC

    Florianópolis

    Hospital Joana de Gusmão

    SP

    Campinas

    Hospital da UNICAMP

    SP

    Ribeirão Preto

    HC Ribeirão Preto

    SP

    São José do Rio Preto

    Hospital de Base de São José do Rio Preto

    SP

    São Paulo

    HC São Paulo

    SP

    Botucatu

    Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu (UNESP)

    SP

    Taubaté

    Grupo de Assistência à Criança com Câncer

     

    Ministério da Saúde

  • SUS amplia tratamento para casos graves de Alzheimer

    SUS amplia tratamento para casos graves de Alzheimer

    O Sistema Único de Saúde (SUS) vai ampliar o tratamento para pessoas com Doença de Alzheimer.  Nesta quinta-feira (15), o Ministério da Saúde publicou a portaria SECTICS/MS nº 20/2025 que estende o uso da donepezila para pacientes com a forma grave da doença. Até então, o medicamento – que ajuda a preservar as funções cognitivas e a capacidade funcional – era disponibilizado apenas para pessoas com formas leves ou moderadas da doença.

    Para o tratamento, o paciente com a forma grave da doença poderá usar a donepezila em conjunto ou não com a memantina, medicamento já disponibilizado pelo SUS. Em 2023, mais de 58 mil pessoas utilizaram a donepezila de forma combinada, segundo dados da pasta extraídos da Sala Aberta de Situação de Inteligência em Saúde (Sabeis). O cuidado contínuo por meio desses medicamentos auxilia na redução de sintomas da doença, como confusão mental, apatia e alterações de comportamento nos pacientes.

    A demanda para ampliação da donepezila é do próprio Ministério da Saúde, que, durante o processo de atualização do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Doença de Alzheimer, identificou a necessidade de uma assistência cada vez mais presente nos serviços de saúde do país. A estimativa da pasta é que, no primeiro ano da oferta, cerca de 10 mil pessoas sejam beneficiadas.

    “A ampliação do uso da donepezila no SUS é fruto de uma decisão baseada em evidências científicas e no compromisso com a inovação em saúde. Ao incorporar essa tecnologia para casos mais graves da doença de Alzheimer, fortalecemos a linha de cuidado contínuo e reafirmamos a importância de políticas públicas que respondam aos desafios do envelhecimento da população com dignidade, qualidade e equidade”, destacou a secretária da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (SECTICS), Fernanda De Negri.

    Uso da donepezila contribui para melhorar sintomas

    A doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva, que atinge a memória, o comportamento e a autonomia das pessoas. Embora não tenha cura, o tratamento pode contribuir para redução do ritmo da perda de capacidades e proporcionar uma melhor qualidade de vida a quem convive com a doença. Nos estágios graves, o cuidado precisa ser ainda mais presente e o acesso a medicamentos eficazes se torna um aliado fundamental.

    Os estudos apresentados à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), órgão colegiado responsável por assessorar o Ministério da Saúde nas decisões de incorporação e/ou exclusão de uma tecnologia no SUS, apontam que a continuidade do uso da donepezila pode melhorar sintomas como agitação, apatia e confusão, além de adiar a necessidade de institucionalização.

    Cuidado ofertado no SUS para pacientes com doença de Alzheimer 

    O Sistema Único de Saúde oferta atendimento integral às pessoas com Alzheimer e demais doenças neurológicas. O acompanhamento é realizado por equipes multiprofissionais em Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Neurocirurgia e Centros de Referências em Neurologia habilitados pelo Ministério. Por meio do Programa Melhor em Casa, o paciente é assistido em domicílio, evitando internações prolongadas e promovendo o maior conforto no ambiente familiar.

    Entre janeiro e março de 2025, foram realizados em todo o Brasil mais de 7 milhões de atendimentos ambulatoriais relacionados à doença de Alzheimer no SUS, conforme dados do Sistema de Informação Ambulatorial (SIA), do Ministério da Saúde. Com relação às assistências hospitalares, foram 576 atendimentos no mesmo período, de acordo com o Sistema de Informações Hospitalares (SIH), da pasta.

    Além da ampliação de uso do medicamento donepezila, o SUS oferece outros medicamentos para o tratamento da doença, como a memantina, para quadros graves, e a rivastigmina e galantamina, para quadros leves e moderados, conforme diretrizes definidas no PCDT da Doença de Alzheimer. O documento também preconiza um cuidado multidisciplinar, de acordo com as diversas particularidades e sintomas da doença, que envolve terapias não medicamentosas e atenção psicossocial ao paciente e familiares.  

    Ministério da Saúde

  • Na China, Ministro da Saúde acompanha assinatura de acordos bilaterais sobre vacinas, medicamentos e equipamentos

    Na China, Ministro da Saúde acompanha assinatura de acordos bilaterais sobre vacinas, medicamentos e equipamentos

    O ministro Alexandre Padilha participou nesta terça-feira (12) em Pequim, na China, de encontro do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com representantes do setor de saúde do país asiático. Entre as parcerias estabelecidas, destacam-se três acordos bilaterais entre chineses e brasileiros para a produção de vacinas de última geração, para a transferência de tecnologia na área de equipamentos de imagem e para a construção de uma plataforma industrial de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) no Brasil.  

    “A visita à China, com o presidente Lula, tem permitido que o Ministério da Saúde consolide essas parcerias que vão levar muita tecnologia, conhecimento e renda para o Brasil”, disse o ministro da Saúde. 

    Ele destacou que as iniciativas firmadas significam mais vacinas, medicamentos e equipamentos de exames de imagem para o povo brasileiro. “Esses acordos estão tendo todo o apoio do Ministério da Saúde na articulação e, também, nos passos regulatórios que possam existir em relação a eles, como na aprovação da agência reguladora brasileira e nas visitas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na China para aprovação da produção”, afirmou.

    Como resultado da viagem, o Ministério deve conseguir agilizar, ainda, o andamento de outras três iniciativas firmadas anteriormente no Brasil. São projetos para a produção nacional da insulina glargina e de vacina contra a dengue, além da criação de um hospital digital inteligente. “Já tínhamos dado passos decisivos, mas estamos aproveitando a visita para acelerar a implantação desses projetos”, disse Padilha. 

    Desenvolvimento de vacinas no Brasil 

    Na área de vacinas, as empresas Eurofarma e Sinovac Biotech propõem criar o iBRID — Instituto Brasil-China para Inovação em Biotecnologia e Doenças Infecciosas e Degenerativas: um centro de excelência em pesquisa e desenvolvimento no Brasil. O acordo firmado aborda um memorando de entendimento para a criação do instituto, que deve acelerar soluções terapêuticas complexas para doenças infecciosas, câncer, condições imunológicas e degenerativas, com foco em vacinas de última geração, anticorpos monoclonais, imunoterapias e terapias celulares e genéticas avançadas.

    Com a parceria para desenvolvimento de vacinas entre a empresa nacional e a chinesa, será possível ter no Brasil uma plataforma de exportação para as américas e a África, segundo o ministro. “É uma parceria extremamente ampla e inovadora, porque constitui uma verdadeira plataforma binacional de produção de imunizantes, e não é uma vacina específica, são várias. Isso dá uma possibilidade muito ampla de desenvolvimento não só tecnológico, mas de escala de produção para essa empresa nacional brasileira, o que contribuirá muito para o Ministério da Saúde”, salientou Padilha.

    Produção de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) 

    Outra parceria está relacionada à produção de IFAs no Brasil, o que ainda é um desafio tecnológico, conforme o ministro. Esses insumos são matérias-primas para a produção de medicamentos.  

    As multinacionais Aurisco e a Nortec Química S.A, maior produtora de IFAs da América Latina, assinaram um memorando de entendimento que propõe parceria estratégica para construir uma plataforma industrial robusta de IFAs no Brasil. Isso ajudará a reduzir a dependência externa e ampliar a capacidade nacional de produção desses insumos em áreas críticas.

    A parceria envolve acordos com empresas chinesas para transferência de tecnologia e cooperação regulatória, com estrutura societária que assegure ao menos 51% de controle nacional. O projeto prevê novas unidades produtivas no Rio de Janeiro, com capacidade de produção de até 500 toneladas por ano de IFAs sintéticos e uma unidade focada em Biotecnologia, com investimento estimado de R$ 350 milhões. O projeto visa reduzir a dependência de importação, garantir autonomia do Sistema Único de Saúde (SUS) e inserir o Brasil nas cadeias globais de valor, com produção industrial prevista entre 3 e 5 anos.

    Equipamentos de imagem

    No país asiático, também foram assinados memorandos de entendimento na área de equipamentos de imagem com diversas empresas para fabricação de detectores de imagens médicas tipo “flat panel” no Brasil. 

    Um dos objetivos é atualizar o parque de equipamentos de raios-X, que, atualmente, utiliza tecnologia antiga, com filmes radiográficos de alto custo e baixa qualidade. A produção nacional desses detectores permitirá exames mais baratos e de melhor qualidade. Eles são usados em radiografia digital e fluoroscopia para capturar imagens de alta resolução de forma rápida, convertendo raios X em sinais digitais para diagnósticos mais precisos e menor exposição à radiação. A parceria é com a empresa chinesa Careray.

    Está prevista, também, a fabricação de equipamentos de ultrassom no Brasil para atender à demanda nacional e da América Latina, a fim de proporcionar diagnósticos precisos e não invasivos em áreas como ginecologia, cardiologia, obstetrícia e vascular.

    A expectativa é que a produção nacional reduza custos e amplie o acesso a esses equipamentos em cidades de médio e pequeno porte, beneficiando as redes de saúde pública e privada. A parceria é com o Shantou Institute of Ultrasonic Instruments (SIUI).

    Foram firmadas, ainda, parcerias para a fabricação de equipamentos de tomografia computadorizada e ressonância magnética, com a empresa chinesa Wandong Medical;

    produção de equipamentos de radioterapia no Brasil, com a Shinva Medical; e de aceleradores lineares para esterilização de alimentos e insumos médicos, com a chinesa Iray Group.

    “Essas parcerias são extremamente inovadoras, porque é a possibilidade de transferência de tecnologia de equipamentos médicos, seja tomografia, ultrassom, raio-x. Isso é inovador porque o Brasil importa praticamente todos os seus grandes equipamentos médicos. E a produção brasileira poderá ter um impacto muito significativo na geração de emprego e renda no nosso país”, destacou o ministro da Saúde. 

    Vacina contra dengue, insulina glargina e hospital inteligente

    Na visita à China, Alexandre Padilha participou de outras agendas para acelerar três iniciativas que já haviam sido delineadas no Brasil. Uma delas envolve o Banco Nacional do Desenvolvimento do BRICS e uma série de hospitais e universidades da China que desenvolvem hospitais inteligentes. Essas unidades hospitalares utilizam inteligência artificial e equipamentos de conexão nos procedimentos.

    O Brasil estuda a possibilidade de criar o seu primeiro hospital inteligente, com tecnologia que deve ser desenvolvida em várias regiões do país.

    Já a iniciativa relacionada à produção de insulina glargina, o tipo mais moderno do medicamento, envolve uma parceria entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Biomm e a Gan & Lee, anunciada em abril deste ano.  “A visita aqui permitiu que a gente pudesse acelerar a encomenda para essa parceria. Teve a resposta positiva por parte da parceira chinesa de que podem entregar, neste ano, 20 milhões de unidades dessa insulina”, disse Padilha.

    O ministro ainda participou de agenda para aceleração da entrega da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan. Ela será fabricada na China porque o instituto brasileiro não poderia produzi-la em escala. A ideia é iniciar uma campanha ampla de imunização contra a doença no ano que vem com as doses produzidas por meio dessa parceria. 

  • Ministério da Saúde realiza Dia D de vacinação contra a gripe

    O Ministério da Saúde realizou, neste sábado (10), o Dia D de vacinação contra a gripe, uma grande mobilização para proteger a população antes do inverno, período de maior circulação de vírus respiratórios. A ação aconteceu de forma simultânea nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste com atuação conjunta do Governo Federal, estados e municípios. A meta é vacinar 90% do público-alvo, mais de 81,6 milhões de pessoas, incluindo crianças, idosos e gestantes. 

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da mobilização em Brasília (DF), na região administrativa do Guará, onde vacinou pessoas do grupo prioritário contra a doença e falou da importância da campanha. “A vacina estará disponível ao longo do ano nas Unidades Básicas de Saúde. Mas a importância desse dia D Nacional de Vacinação é chamar a atenção da população, mobilizar toda a estrutura da saúde do nosso país. E lembrar as pessoas que é importante se vacinar antes do inverno ficar mais rigoroso”, observou. 

    Ele destacou que as doenças respiratórias têm aumentado nas últimas semanas pelo Brasil. “O vírus da influenza é hoje a principal causa do aumento de óbitos por doenças respiratórias em todo o país. Portanto, é necessário se vacinar”. De acordo com Padilha, a ação deste sábado faz parte da estratégia do Ministério da Saúde de fortalecer o movimento nacional de vacinação junto com estados e municípios e alcançar a meta da campanha.

    Para reforçar a cobertura vacinal, a pasta distribuiu mais de 51,3 milhões de doses da vacina contra a gripe para os estados e o Distrito Federal. A imunização é gratuita e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de todo o país e pontos de vacinação que serão montados nas cidades. 

    A expectativa da campanha, que começou no dia 7 de abril, é vacinar mais de 32 milhões de idosos, 15 milhões de crianças e 1,6 milhão de gestantes, além de milhões de pessoas com comorbidades, profissionais da saúde, professores, povos indígenas, população em situação de rua, entre outros. 

    Na região Norte, a vacinação contra a gripe terá início no segundo semestre, considerando as particularidades climáticas da região já que, nessa época, durante o “Inverno Amazônico”, a circulação viral e a transmissão da gripe são mais frequentes. 

    Brasil registra aumento de casos de doenças respiratórias 

    Na terça-feira (6), o Ministério da Saúde anunciou um incentivo anual de R$ 100 milhões para reforçar o atendimento a crianças com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no SUS, público que tem registrado aumento nas hospitalizações. O cenário atual é marcado pela predominância do vírus sincicial respiratório (VSR) em crianças pequenas e pelo crescimento das infecções por influenza e em idosos. 

    Segundo o boletim Infogripe da Fiocruz, divulgado em 30 de abril, foram notificados 45.228 casos de SRAG este ano no Brasil, sendo 42,9% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Desse total, 38,4% foram causados por VSR, 27,9% por rinovírus, 20,7% por covid-19, 11,2% por influenza A e 1,6% por influenza B. 

    Os dados apontam que o vírus sincicial respiratório (VSR) lidera os casos de SRAG. O aumento tem sido mais expressivo entre crianças de até dois anos. Já entre adultos e idosos, observa-se crescimento nas hospitalizações por influenza A. 

    Incorporada recentemente no Sistema Único de Saúde (SUS), a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) está prevista para ser disponibilizada à população no segundo semestre deste ano. Além disso, casos de bronquiolite podem ser reduzidos com a imunização contra a gripe. 

    A vacina contra Covid-19 foi integrada ao Calendário Nacional de Vacinação e passou a fazer parte da rotina de imunização para crianças menores de 5 anos, gestantes e idosos. A vacina ofertada no SUS é a mais atualizada contra as cepas em circulação e está disponível em todo o país. 

    Quem pode se vacinar contra a gripe? 

    A imunização é gratuita e está disponível nas UBSs de todo o país. A vacinação é recomendada para mais de 20 grupos prioritários, com foco especial em:

    • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos;
    • Gestantes e puérperas;
    • Idosos com 60 anos ou mais;
    • Trabalhadores da saúde e professores das escolas públicas e privadas;
    • Trabalhadores dos Correios;
    • Trabalhadores portuários;
    • Povos indígenas e quilombolas;
    • Pessoas com comorbidades, outras condições especiais e deficiência permanente;
    • Caminhoneiros e trabalhadores do transporte coletivo;
    • Profissionais das Forças Armadas, segurança e salvamento;
    • Pessoas em situação de rua;
    • População privada de liberdade, Adolescentes e jovens em medida socioeducativa; Funcionários do Sistema Prisional. 

    Edjalma Borges e Rafael Secunho
    Ministério da Saúde

  • Ministério Saúde lança edital para expandir formação de especialistas em regiões com menor cobertura assistencial

    Ministério Saúde lança edital para expandir formação de especialistas em regiões com menor cobertura assistencial

    Para ampliar a formação de especialistas em áreas estratégicas para o Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde lançou, nesta terça-feira (13), um edital de apoio técnico que visa incentivar a criação de novos programas de residência médica e residência em área profissional da saúde. Poderão aderir à iniciativa, que abrirá as inscrições em 19 de maio, órgãos e instituições públicas e privadas interessados em ofertar novos programas de residência.

    O objetivo do Ministério da Saúde é ampliar a formação profissional de qualidade em regiões com menor cobertura assistencial.  Para fortalecer a rede pública, o edital contempla áreas e especialidades prioritárias como ginecologia e obstetrícia, medicina intensiva pediátrica, pediatria, radioterapia, cirurgia oncológica, oftalmologia, cardiologia, neonatologia, entre outras.

    Instituições com infraestrutura adequada, articulação com o SUS local e compromisso com a formação de qualidade serão priorizadas. Terão preferência aquelas localizadas em municípios com maior vulnerabilidade social, menor densidade de especialistas por habitante e que ainda não possuam programas de residência em funcionamento.

    As inscrições estarão abertas entre os dias 19 e 30 de maio de 2025, exclusivamente pela plataforma UNA-SUS.

    Clique aqui para acessar o edital

    Desigualdades reveladas pela Demografia Médica 2025

    O lançamento do edital ocorre como resposta ao estudo Demografia Médica 2025, que revelou desigualdades na distribuição de médicos especialistas pelo país. Segundo o levantamento, a região Sudeste concentra a maior parte de médicos especialistas (55,4%), seguida pelas regiões Sul (16,7%), Nordeste (14,5%), Centro-Oeste (7,5%) e Norte (5,9%).

    Ministério da Saúde como principal financiador de bolsas

    Principal financiador de bolsas de residência no Brasil, o Ministério da Saúde incentiva a criação de residências em saúde, modelo de referência para a formação especializada, o que é essencial para o fortalecimento das redes de atenção à saúde e de gestão do SUS.

    Nos anos de 2023 e 2024, foram investidos quase R$ 3 bilhões na formação de residentes em área médica e multiprofissional, o que vem contribuindo com a qualificação de profissionais de saúde para uma prática interprofissional e equânime, além de promotora da cidadania, do cuidado e da educação permanente em saúde.

    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde inaugura serviço de radioterapia em Pernambuco e amplia assistência a pacientes com câncer no SUS

    Ministério da Saúde inaugura serviço de radioterapia em Pernambuco e amplia assistência a pacientes com câncer no SUS

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inaugurou, nesta sexta-feira (9), um novo serviço de radioterapia no Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), em Recife. O equipamento de alta tecnologia vai ampliar a cobertura e reduzir o tempo de espera para o tratamento de câncer no SUS. Com a nova estrutura, o hospital vai aumentar em 50% sua capacidade de atendimento oncológico, alcançando cerca de 100 atendimentos adicionais por dia.

    Este acelerador linear é capaz de realizar tratamentos mais precisos e em menor tempo, garantindo o atendimento de mais pacientes. Referência em assistência oncológica, o Hospital do Câncer de Pernambuco responde por 55% do atendimento no estado. São 263 leitos, 100% dedicados ao SUS, com serviços de urgência 24h. O investimento foi de R$ 6,4 milhões na aquisição do equipamento.

    “Nós estamos fazendo o maior programa de expansão de aceleradores lineares que já existiu no país. E, certamente, pela dimensão que é o SUS, será o maior programa de expansão em um sistema público de saúde do mundo de aceleradores lineares de radioterapia. Vamos expandir isso e fortalecer o trabalho. E eu não tenho dúvidas de que nós vamos consolidar também a maior rede pública de prevenção, diagnóstico e tratamento de câncer do mundo”, disse o ministro Padilha durante a inauguração do novo serviço.

    Ele destacou que a consolidação dessa rede de cuidado será um dos focos do governo. “Nós vamos fazer isso expandindo aqueles serviços que são próprios do Sistema Único de Saúde e fortalecendo e ampliando parcerias com instituições filantrópicas, como aqui no Hospital do Câncer. Vamos atrás dos locais que possuem capacidade ociosa também da rede privada, porque a gente precisa usar todo o potencial da saúde brasileira, essa é a determinação do presidente Lula.”

    Reforço na saúde da mulher em Caruaru e Serra Talhada

    Durante a agenda em Pernambuco, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, também inaugurou duas unidades de saúde voltadas exclusivamente ao cuidado da mulher: o Hospital da Mulher do Agreste, em Caruaru, e a Casa de Parto Normal, em Serra Talhada.

    Com estrutura moderna e acolhedora, o novo Hospital da Mulher do Agreste, em Caruaru, foi projetado para atender mais de 30 municípios, descentralizando os serviços de obstetrícia e melhorando o acesso ao pré-natal, parto e assistência ginecológica. Com isso, as mulheres e gestantes da região não precisarão mais enfrentar longas jornadas em busca de atendimento.

    “Assegurando esse acolhimento, a maternidade também se transforma, se humaniza e se reestrutura. E o mais importante, a presença do acompanhante reduz o risco de algo que, infelizmente, ainda acontece no nosso país, que é a violência obstétrica”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha”

    A unidade dispõe de 198 leitos e capacidade para realizar até 700 partos por mês e funcionará 24 horas por dia. O investimento total na obra foi de R$ 46,7 milhões, sendo R$ 40 milhões do Ministério da Saúde e R$ 6,7 milhões do Governo do Estado.

    Já a Casa de Parto Normal de Serra Talhada representa um avanço importante na atenção ao parto humanizado. O espaço foi idealizado para garantir o protagonismo das mulheres no processo do nascimento, em um ambiente seguro, respeitoso e acolhedor, com equipe especializada. Com capacidade para realizar até 40 partos por mês, a unidade funcionará 24 horas por dia, todos os dias da semana.

    Durante a agenda no estado, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou Real Hospital Português e o Pronto Socorro Cardiológico Universitário de Pernambuco Professor Luiz Tavares (Procape), vinculado à Universidade de Pernambuco (UPE). Referência em média e alta complexidade em cardiologia para Pernambuco e regiões Norte e Nordeste, o Procape conta com 254 leitos, sendo 252 leitos — 99% vinculados ao SUS — e realiza cerca de 3.500 atendimentos mensais, incluindo pacientes com Doença de Chagas, por meio da Central Nacional de Regulação de Alta Complexidade (CNRAC).

    Já o Hospital Português conta com um dos mais modernos centros de diagnóstico e tratamento oncológico da região, com estrutura completa para acolher pacientes em todas as etapas do cuidado.

    Ministério da Saúde

  • Ministro da Saúde inaugura maternidade referência em atendimento humanizado em Niterói (RJ)

    Ministro da Saúde inaugura maternidade referência em atendimento humanizado em Niterói (RJ)

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inaugurou nesta quinta-feira (8), em Niterói (RJ), a nova Maternidade Alzira Reis. Com a reforma, a unidade, que é referência no município em atendimento humanizado a gestantes, dobrou a sua capacidade de 500 para 1 mil atendimentos por mês.

    “Inauguramos esta nova maternidade em maio, mês da luta contra a morte e a mortalidade materno-infantil. Com uma estrutura mais moderna e adequada para o cuidado, ela será uma referência ainda maior do parto humanizado não só no estado do Rio de Janeiro, mas em todo o nosso país”, disse o ministro da Saúde.

    Alexandre Padilha também falou sobre a importância do cuidado com a saúde integral da mulher. “As mulheres são a maioria da população, são a maioria entre as profissionais de saúde, as que têm o comportamento mais ativo de procurar os serviços de saúde. Além disso, em geral, são elas que acompanham seus familiares aos serviços de saúde. Por isso, a saúde da mulher é prioridade do Ministério da Saúde”, afirmou.

    Com gancho na proximidade do Dia das Mães, celebrado neste final de semana, o ministro aproveitou a ocasião para reforçar sobre a importância do Dia D de vacinação contra a gripe, mobilização nacional que será realizada neste sábado (10). A ação acontece de forma simultânea nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste com atuação conjunta dos Governo Federal, estaduais e municipais.

    “O Brasil inteiro está tendo um recorde de adesão dos municípios. Fazia tempo que não tinha Dia D no Brasil. Então, criamos o Dia D nacional de vacinação para defender a vacina e ser um ato de cuidado da família”, finalizou.

    Ampliada e humanizada

    Reformada com recursos municipais e estaduais (R$ 27 milhões), a nova Maternidade Alzira Reis passou a contar com 28 leitos de internação; desse total, 10 são novos e destinados ao atendimento de gestantes em trabalho de parto. Foram disponibilizados, ainda, cinco novos ambientes planejados para o atendimento e acolhimento das mulheres e familiares durante o pré-parto, parto e pós-parto. Esses espaços oferecem, por exemplo, salas específicas para os exames de ultrassonografia, ecocardiograma e análises clínicas.

    A maternidade também está integrada a uma iniciativa do governo federal que visa reduzir em 25% a mortalidade materna e infantil, especialmente entre mulheres negras. Além da expansão das ações voltadas para saúde materno-infantil, com investimento total de R$ 1 bilhão em 2025, o programa busca diminuir a mortalidade materna de mulheres negras em 50% até 2027.

    Vanessa Rodrigues
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde realiza Dia D de vacinação contra a gripe neste sábado (10)

    Ministério da Saúde realiza Dia D de vacinação contra a gripe neste sábado (10)

    O Ministério da Saúde realiza, neste sábado (10), o Dia D de vacinação contra a gripe, uma grande mobilização para proteger a população antes do inverno, período de maior circulação de vírus respiratórios. A ação acontece de forma simultânea nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste com atuação conjunta dos Governo Federal, estados e municípios. A meta é vacinar 90% do público-alvo, mais de 81,6 milhões de pessoas, incluindo crianças, idosos e gestantes.

    A iniciativa marca a retomada do Dia D Nacional pela vacinação no país. “O Brasil vai voltar a fazer grandes mobilizações nacionais pela vacinação, que é a nossa principal aliada para salvar vidas. O Dia D é uma grande oportunidade para ampliar a nossa cobertura e proteger os mais vulneráveis e evitar complicações que sobrecarregam o SUS”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “No caso da gripe, a imunização pode reduzir em até 60% casos graves e óbitos”, explica.

    Para reforçar a cobertura vacinal, o Ministério da Saúde distribuiu mais de 51,3 milhões de doses da vacina contra a gripe para os estados e o Distrito Federal. A imunização é gratuita e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todo o país e pontos de vacinação que serão montados nas cidades. A estratégia do Dia D foi pactuada entre o Governo Federal e as secretarias estaduais e municipais de saúde, como forma de intensificar a vacinação e alcançar a meta da campanha.

    A expectativa da campanha, que começou no dia 7 de abril, é vacinar mais de 32 milhões de idosos, 15 milhões de crianças e 1,6 milhão de gestantes, além de milhões de pessoas com comorbidades, profissionais da saúde, professores, povos indígenas, população em situação de rua, entre outros.

    Na região Norte, a campanha de vacinação contra gripe terá início no segundo semestre, considerando as particularidades climáticas da região já que, nessa época, durante o “Inverno Amazônico”, a circulação viral e a transmissão da gripe são mais frequentes.

    Brasil registra aumento de casos de doenças respiratórias

    Nesta terça-feira (6), o Ministério da Saúde anunciou um incentivo anual de R$ 100 milhões para reforçar o atendimento a crianças com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no SUS, público que tem registrado aumento nas hospitalizações. O cenário atual é marcado pela predominância do vírus sincicial respiratório (VSR) em crianças pequenas e pelo crescimento das infecções por influenza e em idosos.

    Segundo o boletim Infogripe da Fiocruz, divulgado em 30 de abril, foram notificados 45.228 casos de SRAG este ano no Brasil, sendo 42,9% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Desse total, 38,4% foram causados por VSR, 27,9% por rinovírus, 20,7% por covid-19, 11,2% por influenza A e 1,6% por influenza B.

    Os dados apontam que o vírus sincicial respiratório (VSR) lidera os casos de SRAG. O aumento tem sido mais expressivo entre crianças de até dois anos. Já entre adultos e idosos, observa-se crescimento nas hospitalizações por influenza A.

    Incorporada recentemente no SUS, a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) está prevista para ser disponibilizada à população no segundo semestre deste ano. Além disso, casos de bronquiolite podem ser reduzidos com a imunização contra a gripe.

    A vacina contra Covid-19 foi integrada ao Calendário Nacional de Vacinação e passou a fazer parte da rotina de imunização para crianças menores de 5 anos, gestantes e idosos. A vacina ofertada no SUS é a mais atualizada contra as cepas em circulação e está disponível em todo o país.

    Quem pode se vacinar contra a gripe?

    A imunização é gratuita e está disponível nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de todo o país. A vacinação é recomendada para mais de 20 grupos prioritários, com foco especial em:

    • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos
    • Gestantes e puérperas
    • Idosos com 60 anos ou mais
    • Trabalhadores da saúde e professores das escolas públicas e privadas
    • Trabalhadores dos Correios
    • Trabalhadores Portuários
    • Povos indígenas e quilombolas
    • Pessoas com comorbidades, outras condições especiais e deficiência permanente
    • Caminhoneiros e trabalhadores do transporte coletivo
    • Profissionais das Forças Armadas, segurança e salvamento
    • Pessoas em situação de rua
    • População privada de liberdade e Adolescentes e jovens em medida socioeducativa e Funcionários do Sistemas Prisional

    Doses distribuídas por UF e estimativa populacional da campanha de influenza, 2025

    DOSES DISTRIBUÍDAS

    ESTIMATIVA POPULACIONAL 

     Alagoas  

    800.000

    1.333.887

     Bahia  

    3.832.000

    6.367.659

     Ceara  

    2.208.000

    3.667.002

     Distrito Federal  

    728.000

    1.217.540

     Espírito Santo  

    1.032.000

    1.718.059

     Goiás  

    1.700.000

    2.827.857

     Maranhão  

    1.700.000

    2.832.473

     Mato Grosso  

    856.000

    1.427.326

     Mato Grosso do Sul  

    764.000

    1.290.935

     Minas Gerais  

    6.964.000

    9.479.625

     Paraíba  

    1.240.000

    1.695.466

     Paraná  

    3.768.000

    4.931.410

     Pernambuco  

    2.348.000

    3.901.833

     Piauí  

    816.000

    1.360.528

     Rio de Janeiro  

    4.388.000

    7.287.800

     Rio Grande do Norte  

    796.000

    1.456.386

     Rio Grande do Sul  

    3.204.000

    5.324.788

     Santa Catarina  

    2.000.000

    3.322.059

     São Paulo  

    11.648.000

    19.328.960

     Sergipe  

    532.000

    893.218

     Total Geral  

    51.324.000

    81.664.811

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

    Tags: vigilância em saúde e ambiente dia D vacinação influenza imunização

  • Saúde libera R$ 100 milhões para reforçar atendimento a crianças com vírus respiratórios no SUS

    Saúde libera R$ 100 milhões para reforçar atendimento a crianças com vírus respiratórios no SUS

    O Ministério da Saúde intensificou as ações de prevenção da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) diante do aumento de casos no Brasil. Nesta terça-feira (6), a pasta anunciou um incentivo anual de R$ 100 milhões para reforçar o atendimento a crianças no SUS, público que tem registrado aumento nas hospitalizações. A portaria sobre o repasse foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

    O cenário atual de casos de SRAG é marcado pela predominância do vírus sincicial respiratório (VSR) em crianças pequenas e pelo crescimento das infecções por influenza e em idosos. Segundo o boletim Infogripe da Fiocruz, em 2025, foram notificados 45.228 casos de SRAG, sendo 42,9% com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório. Desse total, 38,4% foram causados por VSR, 27,9% por rinovírus, 20,7% por covid-19, 11,2% por influenza A e 1,6% por influenza B. 

    Como parte da resposta, o Ministério da Saúde promoverá o Dia D de vacinação contra a gripe em todo o país, marcado para 10 de maio. “O Brasil vai voltar a fazer grandes mobilizações nacionais pela vacinação, que é a nossa principal aliada para salvar vidas. No caso da gripe, a imunização pode reduzir em até 60% casos graves e óbitos. Estamos atuando em parceria com estados e municípios para garantir que todos os grupos prioritários recebam a proteção necessária”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Em março, o Ministério da Saúde iniciou a distribuição das vacinas contra a gripe para todos os estados das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Para 2025, foram adquiridas 73,6 milhões de doses. Desse total, 67,6 milhões serão utilizadas no primeiro semestre nessas quatro regiões, e 5,9 milhões estão reservadas para o segundo semestre, destinados à região Norte, considerando a sazonalidade da região.

    Incentivo financeiro

    O incentivo anual de R$ 100 milhões foi estabelecido, em caráter excepcional e temporário, pela Portaria nº 6.914/2025. O recurso será destinado ao custeio do atendimento de crianças com síndrome respiratória aguda grave no SUS, no âmbito da Atenção de Média e Alta Complexidade.

    Estados, municípios e o Distrito Federal poderão acessar o recurso mediante a declaração de emergência em saúde pública em razão do aumento de casos de SRAG. O repasse, feito pelo Ministério da Saúde, será realizado na modalidade fundo a fundo.

    Análise do cenário epidemiológico

    De acordo com o Boletim InfoGripe, divulgado em 30 de abril, o vírus sincicial respiratório (VSR) lidera os casos de SRAG. O aumento tem sido mais expressivo entre crianças de até dois anos, especialmente nas regiões Centro-Sul, Norte e Nordeste. Já entre adultos e idosos, observa-se crescimento nas hospitalizações por influenza A, com destaque para Amazonas, Mato Grosso do Sul e Pará, que apresentam níveis de incidência moderada a alta entre os idosos. 

    O rinovírus também tem contribuído para o aumento de SRAG entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, embora haja indícios de desaceleração nessa faixa etária. A atualização do boletim mostra ainda que 18 das 27 capitais estão em nível de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com tendência de crescimento. São elas: Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, Florianópolis, Goiânia, Macapá, Manaus, Natal, Porto Alegre, Porto Velho, Rio Branco, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória. 

    SUS oferta vacinas para proteção contra vírus respiratórios

    Desde dezembro de 2024, a vacina contra a covid-19 integra o Calendário Nacional de Vacinação, com foco em gestantes, idosos e crianças. O SUS oferece as vacinas mais atualizadas contra as cepas atualmente em circulação no país. 

    A vacina contra a gripe também está disponível gratuitamente nos postos do Sistema Único de Saúde (SUS) e é direcionada, neste momento, aos seguintes grupos prioritários: 

    • Crianças de 6 meses a menores de 6 anos 
    • Idosos a partir de 60 anos
    • Gestantes e puérperas 
    • Pessoas com doenças crônicas 
    • Trabalhadores da saúde, professores e forças de segurança, entre outros 

    Edjalma Borges 
    Ministério da Saúde