Categoria: SAÚDE GOV

  • Treinamento em Pernambuco fortalece o enfrentamento ao Aedes aegypti em comunidades indígenas

    Treinamento em Pernambuco fortalece o enfrentamento ao Aedes aegypti em comunidades indígenas

    Com foco na prevenção e controle do mosquito Aedes aegyptitransmissor de doenças como dengue, Zika e chikungunya, o Ministério da Saúde promoveu um treinamento para agentes indígenas de saúde no município de Pesqueira, localizado no Agreste de Pernambuco, entre os dias 2 e 4 de abril.

    Ao todo, 25 agentes indígenas participaram do treinamento, que foi conduzido por equipes técnicas da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), da organização social Moscamed Brasil, da Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) e da gestão municipal de Pesqueira.

    No encontro, os participantes receberam orientações sobre medidas de prevenção e controle do mosquito e foram apresentados a tecnologias de monitoramento entomológico. Entre os destaques, estava o uso de ovitrampas, armadilhas simples que ajudam na detecção e controle do vetor.

    Como parte das atividades práticas, foram instaladas 22 ovitrampas e 4 armadilhas para captura de mosquitos adultos nas áreas indígenas do município. Essas ferramentas permitem monitorar a presença do Aedes aegypti, avaliar a eficácia das medidas de controle e reduzir a quantidade de ovos e mosquitos no ambiente, contribuindo para a diminuição da transmissão das arboviroses.

    Qualificação e formação profissional

    Para reduzir casos graves e óbitos, o Ministério da Saúde anunciou, na terça-feira (8), novas ações de enfrentamento à dengue. Entre as propostas, está o investimento em formação profissional. São 50 mil novas vagas para o curso autoinstrucional de Dengue da Universidade Aberta do SUS (Una-SUS), para melhorar o atendimento em todo o país.

    Nos próximos 100 dias, serão enviados conteúdos informativos e educativos para 50 mil agentes comunitários de saúde (ACSs), profissionais do Mais Médicos e residentes. E com a tecnologia a favor, a pasta vai reunir lideranças do Programa Mais Médicos em webinário para disseminar estratégias de combate e prevenção da doença, com alcance previsto de 20 mil pessoas.

    João Moraes
    Ministério da Saúde

  • Brasil sedia simulado de resposta rápida para detecção de poliovírus

    Brasil sedia simulado de resposta rápida para detecção de poliovírus

    O Ministério da Saúde, em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), realizou, em Brasília, um simulado de resposta rápida para a detecção do poliovírus. O objetivo da iniciativa foi reforçar a vigilância epidemiológica e a imunização, além de aprimorar a capacidade de resposta do país diante de possíveis surtos de poliomielite

    O Brasil já chegou a registrar mais de 3,5 mil casos de poliomielite por ano, resultando em sequelas motoras irreversíveis para muitas crianças. Graças à vacinação, a doença foi eliminada no país, com o último caso registrado em 1989. No entanto, o risco persiste, pois o poliovírus selvagem e o derivado da vacina ainda circulam em alguns países, exigindo uma vigilância constante. 

    “Ser vigilante é essencial, especialmente quando não temos casos no território. A ausência da doença pode gerar uma falsa sensação de segurança, e é nosso dever manter a atenção e a resposta preparada”, destacou Greice Madeleine Ikeda do Carmo, coordenadora-geral de Vigilância das Doenças Imunopreveníveis do Ministério da Saúde. 

    Os dados da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) mostram que, em 2024, a cobertura vacinal contra a poliomielite atingiu 89,61%, um aumento em relação a 2023, quando foi de 87,03%. No ano passado, a pasta alterou o esquema vacinal, substituindo as duas doses de reforço da vacina oral poliomielite bivalente (VOPb), conhecida como “vacina da gotinha”, pela injetável (VIP), garantindo maior eficácia na proteção contra a doença. 

    Com o simulado, o Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI) pretende estruturar uma equipe nacional de resposta rápida, reforçar os processos de vigilância das paralisias flácidas agudas (PFA), imunização e vigilância ambiental, além de aprimorar a capacidade de enfrentamento de surtos e eventos de poliomielite. O treinamento também visa apoiar as Unidades Federadas no desenvolvimento de futuras qualificações. A iniciativa integra as exigências internacionais para certificação da erradicação da poliomielite e contribui para a avaliação do Brasil perante o Comitê Internacional. 

    Poliomielite

    A poliomielite pode apresentar desde quadros assintomáticos até manifestações graves, como a paralisia flácida aguda irreversível, que pode levar à morte. Os sintomas mais comuns incluem febre, mal-estar, dor de cabeça, dor de garganta e no corpo, vômitos, diarreia, constipação, espasmos, rigidez na nuca e meningite. Na forma paralítica, observa-se deficiência motora súbita acompanhada de febre, assimetria muscular, flacidez com redução dos reflexos profundos e persistência de paralisia residual após 60 dias do início da doença. 

    João Moraes
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde inaugura nova sede do Distrito Sanitário Indígena Alto Rio Solimões

    Ministério da Saúde inaugura nova sede do Distrito Sanitário Indígena Alto Rio Solimões

    O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), inaugurou, na quarta-feira (2), a nova sede do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Alto Rio Solimões. A sede anterior funcionava num prédio alugado. O novo espaço está situado na cidade de Tabatinga (AM) – área da tríplice fronteira Brasil-Colômbia-Peru – e engloba 240 aldeias com uma população de mais de 73 mil indígenas, que tem o transporte fluvial como maior meio utilizado, com predominância de 95%. 

    São sete etnias atendidas pelo DSEI: Ticuna, Kocama, Kaixana, Kambeba, Kanamari, Witoto e Maku-Yuhup, sendo a Ticuna o maior povo indígena do país, predominante na região do Alto Rio Solimões. O investimento na obra foi de R$ 2,44 milhões, custeados com recursos próprios do ministério. 

    Presente na inauguração, o secretário da Sesai, Weibe Tapeba, estava acompanhado da coordenadora do DSEI, Geralda Ozório, e do coordenador do DSEI Manaus, André Mura. A programação do dia foi festiva, com recepção aos convidados, fala das autoridades, corte da faixa inaugural, visita guiada pelas instalações, apresentação cultural e encerramento seguido por um coffee-break. Para Tapeba, este é mais um resultado do trabalho em prol do fortalecimento da saúde indígena.

    “Nesta gestão, conseguimos estender os atendimentos da saúde indígena para todos os estados da federação, e seguimos com ações estratégicas, com investimentos e com resultados positivos que refletem nessa retomada com dignidade. Essa obra durou 18 meses e exigiu muito esforço para sua realização. Atravessamos desafios especiais da região, mas agora será um benefício que se estenderá por gerações. Isso é muito gratificante”, destacou. 

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    Foto: Clarinha Kanindé/MS

    Infraestrutura

    A nova estrutura conta com diversas salas, depósito de armazenamento de medicamentos, farmácia, guarita, entre outros. Todos os ambientes já estão equipados e em funcionamento. 

    O DSEI Alto Rio Solimões está dividido nas seguintes unidades de saúde indígena: 13 Polos Base, 16 Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSIs), 1 Casa de Saúde Indígena (CASAI) regional e 5 CASAIs locais, devidamente equipadas e compostas de equipes multiprofissionais. Atualmente 90% dos profissionais do DSEI são indígenas, divididos em suas unidades e executando atividades finalistas e meio, para melhor atender a população. 

    Sílvia Alves
    Ministério da Saúde

  • Oficina ‘Mais Vida no Trabalho’ fortalece ações para prevenir acidentes e proteger trabalhadores

    Oficina ‘Mais Vida no Trabalho’ fortalece ações para prevenir acidentes e proteger trabalhadores

    “Quando falamos da saúde do trabalhador e da trabalhadora, não estamos falando de um problema marginal, e sim de um problema central”. Com essa afirmação, Agnes Soares, diretora do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador (DVSAT), abriu a I Oficina Nacional Mais Vida no Trabalho: Programa Nacional de Prevenção aos Acidentes de Trabalho Fatais.

    Promovida pela Coordenação-Geral de Vigilância em Saúde do Trabalhador (CGSAT), a oficina teve como objetivo discutir, de forma integrada com estados e municípios, a estrutura e as ações do Programa Mais Vida no Trabalho. O evento reuniu em Brasília profissionais dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest), representantes de movimentos sociais e sindicais, integrantes do Conselho Nacional de Saúde e pesquisadores da área, fortalecendo o diálogo e a construção de estratégias para a promoção da saúde no ambiente de trabalho.

    Mais vida no trabalho

    No Brasil, ocorrem cerca de 7 milhões de acidentes de trabalho por ano, resultando em 26 mil mortes evitáveis. Globalmente, estima-se que 8 mil pessoas morrem diariamente devido ao trabalho, sendo 885 por acidentes laborais. Esses números evidenciam a necessidade de ações efetivas para prevenir tragédias e fortalecer a segurança no ambiente profissional.

    O Programa de Monitoramento e Vigilância do Trabalho (PMVT) tem como objetivo principal fortalecer a detecção precoce de óbitos relacionados ao trabalho, permitindo intervenções eficazes sobre os fatores de risco. Além disso, busca promover a saúde, prevenir novos casos, reduzir a subnotificação e qualificar os registros, articulando ações entre diferentes setores. A iniciativa também visa ao fortalecimento da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (Renast), garantindo uma abordagem mais integrada e eficiente na proteção dos trabalhadores.

    O coordenador-geral da CGSAT, Luiz Henrique Leão, reforçou a importância do tema: “A saúde do trabalhador é a defesa da vida e do SUS. O Brasil ocupa a 4ª posição no ranking mundial de mortes de trabalhadores, um dado que deveria gerar indignação, pois essas mortes são preveníveis e evitáveis. Não podemos aceitar discursos que naturalizam essa perda, deixando a morte invisível. A política de saúde do trabalhador existe para proteger, produzir e ampliar a vida humana. Queremos mais vida no trabalho, porque trabalhar não pode significar adoecer ou morrer”, afirmou. 

    Amanda Milan
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde intensifica ações de enfrentamento à dengue em 80 municípios prioritários

    Ministério da Saúde intensifica ações de enfrentamento à dengue em 80 municípios prioritários

    Para reduzir casos graves e óbitos, o Ministério da Saúde anunciou, nesta terça-feira (8), novas ações de enfrentamento à dengue, em apoio aos estados e municípios mais críticos, com foco inicial em 80 cidades prioritárias. São municípios com alta transmissão da doença ou número de casos em ascensão e com mais de 100 mil habitantes. Regiões populosas têm maior possibilidade de sobrecarga assistencial. Já no primeiro momento, a Força Nacional do SUS estará preparada para atender a essas cidades com até 150 centros de hidratação de até 100 leitos cada, totalizando investimento de R$ 300 milhões.

    Acesse a lista dos 80 municípios prioritários

    Esses espaços são destinados ao acolhimento e à hidratação – oral ou venosa – de pacientes com dengue, para evitar agravamentos e internações. Podem ser instalados em UBS ou UPA, em espaços adaptáveis como auditórios, bibliotecas, refeitórios ou em estruturas temporárias como tendas, contêineres e galpões. A Força Nacional do SUS já realizou mais de 3,6 mil atendimentos em São José do Rio Preto (SP), município que lidera o ranking de maior número de casos da doença. Santarém (PA), Amapá, Macapá e Santana (AP), Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Cuiabá e Várzea Grande (MT), Breves (PA) e Viamão (RS) também receberam missões.

    O ministro Alexandre Padilha ressaltou a significativa redução dos casos de dengue em 2025, em comparação com 2024. “Diante desse cenário, estamos priorizando a atuação em 80 municípios onde hoje há maior pressão sobre os serviços de saúde. Estamos preparados para apoiar com reorganização da rede assistencial e foco na redução de casos graves e óbitos. A Força Nacional do SUS está à disposição desses municípios”, declarou.

    “Nosso segundo foco é garantir que os demais estados e municípios do país não baixem a guarda. A redução de casos e óbitos não é motivo para interromper a vigilância, a mobilização e o acolhimento das ações. Já atendemos 100% das demandas por insumos feitas por estados e municípios e vamos continuar vigilantes”, complementou Padilha.

    As 80 cidades prioritárias também vão receber apoio do Ministério da Saúde para elaborar estratégia de expansão da cobertura vacinal, com ações como busca ativa de não vacinados, monitoramento dos estoques e garantia do abastecimento. Além disso, 16 cidades passarão a ofertar a vacina da dengue pela primeira vez: Itaituba (PA), Botucatu (SP), Loanda (PR), Conchas (SP), Promissão (SP), Querência do Norte (PR), Mirandópolis (SP), Cruzeiro do Sul (AC), Curitiba (PR), Espírito Santo do Pinhal (SP), Monte Santo (BA), Rancharia (SP), Lins (SP), Redenção (PA), Santa Cruz de Monte Castelo (PR) e Novo Progresso (PA).

    Os Agentes Comunitários de Saúde, fundamentais no controle da dengue, terão um novo guia com orientações para a busca ativa de pessoas com sintomas e que não se vacinaram, além de demais ações preventivas.

    “Com as vacinas disponíveis hoje, sabemos que a dengue pode ser uma doença grave. Por isso, estamos lançando quatro diretrizes fundamentais para garantir assistência rápida, evitar agravamentos e, principalmente, óbitos”, afirmou a secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Mariângela Simão. “O que mais nos preocupa neste momento são os óbitos. Como médica, afirmo: todo óbito por dengue, em princípio, é evitável. Tivemos uma redução no número de mortes em comparação ao mesmo período de 2023 — foram 2.500 óbitos a menos no primeiro trimestre —, mas ainda assim já somamos 430 mortes confirmadas neste ano. Desses, 305 ocorreram em São Paulo, 34 no Paraná e 32 em Minas Gerais”, destacou Mariângela.

    Outra ação para o controle do mosquito será a distribuição por parte do Ministério da Saúde de 1.260 equipamentos de UBV portáteis até o fim de abril para utilização em bloqueio de surtos, permitindo maior alcance no interior dos domicílios e superando barreiras físicas, como muros e paredes. “Até o fim de abril, entregaremos esses equipamentos de ultrabaixo volume para bloqueio de surtos em todo o país. Esses equipamentos permitem borrifar dentro das casas e quintais, atuando de forma mais ágil no controle do mosquito”, disse.

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    Foto: Walterson Rosa/MS

    Significativa redução de casos e óbitos no país

    Em 2025, até 29 de março, o Brasil registrou queda de 75% no número de casos e 83% nos óbitos por dengue quando comparado com o mesmo período no ano anterior. Essa redução expressiva é resultado das ações coordenadas pelo Ministério da Saúde, em parceria com estados e municípios e a mobilização da população. O cenário atual aponta concentração, principalmente, nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Atualmente, circulam no país quatro sorotipos do vírus da dengue, com aumento expressivo de DENV-3, representando 22% dos casos. Esse sorotipo não circula no país há 15 anos.

    “Os meses de abril e maio são, historicamente, os de maior incidência de casos de dengue na região Sudeste, a mais populosa do Brasil. Por isso, esse balanço é um marco para reforçarmos as ações e nos prepararmos ainda mais para esse período crítico”, explicou Padilha. “Nós não vamos divulgar dados da véspera ou com análises precipitadas. Isso compromete a qualidade da informação. O que estamos apresentando aqui é fruto da melhor tradição da vigilância epidemiológica mundial, com o objetivo de oferecer o melhor dado possível sobre a tendência e o momento atual da dengue no país”, defendeu.

    Dos 80 municípios prioritários, 55 são de São Paulo, 14 do Paraná e 11 dos estados da Bahia, Goiás, Rio Grande do Norte, Acre e Pará, abarcando todas as regiões do país. Do total de casos no Brasil, 73% estão concentrados em São Paulo, Minas Gerais e Paraná; e esses mesmos estados concentram 86% dos óbitos. Essa lista estará constantemente em revisão, para a inclusão de mais cidades, se necessário.

    “Fazer o balanço dos três primeiros meses, fechando a décima terceira semana epidemiológica até o dia 29 de março, é um ato de responsabilidade. Esse intervalo é fundamental para que o trabalho de vigilância em saúde, análise de casos e descartes de óbitos suspeitos seja feito com precisão. Essa é uma prática consolidada, que seguimos desde a minha primeira passagem pelo Ministério da Saúde”, emendou Padilha.

    Novo guia para enfermeiros vai antecipar tratamento

    O Ministério da Saúde também anuncia a publicação de novas normas e diretrizes para o atual momento, com objetivo de garantir assistência no menor tempo, evitando atraso no início do tratamento e o agravamento dos pacientes. Uma das iniciativas é o Guia da Enfermagem para Arboviroses que dá autonomia para indicação de exames, medicamentos e hidratação na rede de urgência, como já ocorre na Atenção Básica.

    “Publicamos diretrizes firmes que dão segurança aos serviços e, principalmente, aos profissionais de enfermagem para atuarem desde o início do atendimento: desde a coleta de exames, passando pelo diagnóstico inicial com abordagem sindrômica e início do tratamento conforme o protocolo. Isso pode ser decisivo para evitar o agravamento dos casos e salvar vidas”, defendeu Padilha. “Esses profissionais estão presentes em toda a atenção primária, nos serviços de urgência, nos centros de hidratação. Ter clareza e respaldo para agir com base em protocolos científicos é fundamental para enfrentarmos a dengue com rapidez e eficiência”, disse.

    O Ministério da Saúde vai implementar, ainda, o Manejo Clínico Sindrômico em regiões endêmicas, que consiste em processos para identificar a doença já nos primeiros sintomas. Uma ação piloto será realizada em 10 municípios onde circulam mais de um vírus, começando por Breves (PA) e Macapá (AP). O intuito é analisar os resultados para estruturar a conduta para todo o Brasil.

    A pasta também vai garantir Diretrizes Nacionais para a Prevenção e o Controle das Arboviroses Urbanas, que atualizam a última versão de 2009. Dentre as novidades, está a incorporação de avaliação do risco intramunicipal, com foco em otimizar o planejamento das ações de controle, aproveitando melhor os recursos disponíveis e considerando as particularidades e necessidades locais.

    Além disso, as Diretrizes para Organização do Componente Assistência à Dengue nos Planos de Contingência de Resposta a Emergências em Saúde Pública vão reorientar os serviços de assistência em saúde para enfrentar epidemias com objetivo de reduzir filas, priorizar casos graves e prevenir óbitos.

    “Só o Ministério da Saúde pode publicar manuais que orientam o uso das tecnologias de controle vetorial e dar respaldo legal e técnico às equipes em campo. O que estamos fazendo é orientar estados e municípios com base no que há de mais avançado em evidência científica”, completou o ministro Padilha. “Tudo isso é resultado do diálogo com especialistas e da valorização da ciência. Nosso compromisso é com uma resposta baseada em evidência, fortalecendo o conhecimento crítico e sistematizado para enfrentar a epidemia com firmeza e responsabilidade”, concluiu.

    Novo comitê de mobilização

    O Ministério da Saúde também anuncia a criação do Comitê Permanente de Mobilização contra a Dengue, que vai somar às ações do Centro de Operações de Emergência (COE-Dengue). Até o final de abril, a pasta vai lançar Campanha Nacional de Prevenção e Combate às Arboviroses em 100% dos estados, com o foco em alcançar 80% da população em todo o território nacional.

    Qualificação e formação profissional

    O Ministério da Saúde também investirá em formação profissional. São 50 mil novas vagas para o curso autoinstrucional de Dengue da Universidade Aberta do SUS (UNA-SUS), para melhorar o atendimento em todo o país. Nos próximos 100 dias, serão enviados conteúdos informativos e educativos para 50 mil agentes comunitários de saúde, profissionais do Mais Médicos e residentes. E com a tecnologia a favor, a pasta vai reunir lideranças do Programa Mais Médicos em webinário para disseminar estratégias de combate e prevenção da doença, com alcance previsto de 20 mil pessoas.

    Acesse a apresentação de slides

    Assista à coletiva de imprensa na íntegra:

    Ministério da Saúde

  • Municípios têm até 13 de abril para solicitar equipamentos odontológicos para unidades do SUS

    Municípios têm até 13 de abril para solicitar equipamentos odontológicos para unidades do SUS

    A partir da última quinta-feira (3), todos os municípios do país podem solicitar o recebimento de equipamentos odontológicos em unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). A ação é promovida pelo Ministério da Saúde, por meio da Política Nacional de Saúde Bucal – Brasil Sorridente, e tem como objetivo ampliar e qualificar o cuidado integral da população. Para adquirir o equipamento, o processo é todo online e os pedidos devem ser feitos pela plataforma e-Gestor até o próximo dia 13. 

    No total, foram investidos R$ 22 milhões para a aquisição de 15.134 equipamentos, que serão distribuídos aos municípios contemplados. Para a coordenadora-geral de Saúde Bucal da pasta, Doralice Severo Cruz, a doação reafirma o compromisso com a equidade. “Sabemos que o acesso à saúde bucal de qualidade ainda é um desafio em muitas regiões, e essa iniciativa busca reduzir desigualdades, garantindo que mais brasileiros tenham acesso a um atendimento digno e resolutivo. Os equipamentos doados vão fortalecer a estrutura dos serviços de saúde, ampliando a capacidade de atendimento e promovendo mais saúde para a população”, afirma. 

    Sobre os equipamentos 

    Serão distribuídos: 

    • Motor reciprocante para endodontia (Quantidade: 2.636)

    É o aparelho usado no tratamento de canal para girar as limas automaticamente, facilitando a limpeza do dente e tornando o procedimento mais rápido e seguro;

    • Localizador apical (Quantidade: 2.636)

    É o dispositivo que ajuda o dentista a medir com precisão até onde ele deve limpar dentro do dente durante um tratamento de canal, evitando erro;

    • Equipo odontológico tipo cart (Quantidade: 71)

    Trata-se do carrinho com os principais equipamentos que o dentista usa, como a broca de alta e baixa rotação e a seringa de ar e água, permitindo que ele trabalhe em ambiente hospitalar;

    • Aparelho de raio-X odontológico (Quantidade: 2.058)

    Usado para tirar radiografias dos dentes, ajudando a identificar cáries, reabsorções ósseas, infecções e outros problemas que não podem ser vistos a olho nu; 

    • Bomba à vácuo (Quantidade: 7.733)

    Equipamento que suga saliva e outras secreções da boca do paciente durante o atendimento. 

    Como solicitar? 

    Todos os municípios podem participar do processo. É necessário, no entanto, que o ente federado tenha pelo menos uma equipe de Saúde Bucal (eSB) atuando na atenção primária ou em um Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), para garantir a presença de profissionais que saibam operar os equipamentos.

    Para manifestar interesse na aquisição, os interessados devem acessar o e-Gestor com login e senha, e seguir o passo a passo da página “Equipamentos APS”

    Não há limite para a quantidade de equipamentos que cada localidade pode solicitar. Os pleitos serão atendidos conforme disponibilidade e levando em consideração a vulnerabilidade dos municípios, considerando o princípio da equidade.

    Em caso de dúvidas, basta entrar em contato pelo e-mail cosab@saude.gov.br ou pelo telefone (61) 3315-9145. 

    Laísa Queiroz
    Ministério da Saúde

  • Presidente Lula acompanha anúncio de R$ 6,4 bilhões em investimentos em fornecedora do SUS

    Presidente Lula acompanha anúncio de R$ 6,4 bilhões em investimentos em fornecedora do SUS

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acompanhou nesta segunda-feira, 7 de abril, o anúncio de R$ 6,4 bilhões em investimentos da Novo Nordisk em sua fábrica em Montes Claros (MG). Os recursos integram o plano de expansão da unidade fornecedora de insulina e medicamentos para tratamento de hemofilia no Sistema Único de Saúde (SUS).

    “Essa empresa anuncia hoje o maior investimento individual de uma empresa privada farmacêutica na história de 525 anos do Brasil e vai representar mais 600 vagas de emprego”, destacou o presidente Lula. A empresa atualmente já gera 2,65 mil empregos diretos e indiretos na cidade. 

    A fábrica em Montes Claros é responsável por 25% da insulina produzida mundialmente pela Novo Nordisk — cerca de 12% da insulina consumida em todo o mundo. Com área de 74 mil metros quadrados, a expansão aumentará a capacidade global, com processos adicionais de produção asséptica, um armazém e um novo laboratório de controle de qualidade. 

    Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a cada 10 insulinas usadas no SUS, 8 são fabricadas pelas Novo Nordisk, “empresa que gera emprego, sustentabilidade, tecnologia e segurança para os pacientes”. O ministro também lembrou o Dia Mundial da Saúde e acompanhou a vacinação do presidente Lula contra a gripe, durante a solenidade

    “Hoje estamos iniciando a campanha de vacinação da influenza, que tem como público prioritário as mulheres grávidas, principalmente aquelas com risco de diabetes. A produção dessa fábrica reduz o risco da doença, assim como a vacina reduz o risco de gripe, garantindo a saúde da mulher e da criança”, ressaltou Padilha. 

    O presidente Lula destacou que a empresa está alinhada às políticas estratégicas incluídas no programa Nova Indústria Brasil (NIB), que tem o objetivo de impulsionar a reindustrialização do Brasil. “Além de grande parceira do SUS, a Novo Nordisk, maior exportadora de medicamentos do país, reafirma o compromisso com as políticas estratégicas incluídas em nosso programa Nova Indústria Brasil, particularmente as vinculadas ao Complexo Econômico-Industrial da Saúde”, afirmou. 

    Vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin também citou a missão 2 da NIB, que visa fortalecer o acesso à saúde. “O faturamento da indústria do Complexo Industrial da Saúde cresceu 11% [em 2024]. O presidente Lula está recuperando e fortalecendo a indústria, que pesquisa mais, inova mais e paga melhores salários”, afirmou. 

    Sustentabilidade

    As novas instalações, com previsão de funcionamento a partir de 2028, contarão com tecnologia de ponta para produzir tratamentos injetáveis que atendam as necessidades de pessoas que vivem com obesidade de outras doenças crônicas graves. Segundo a empresa, as instalações serão projetadas com foco na sustentabilidade, com materiais de construção de baixo carbono, energia gerada por painéis solares e reutilização da água da chuva na produção. “Este governo será sempre parceiro daqueles que trabalham para o desenvolvimento do Brasil, para a evolução da competitividade de nossa economia e, principalmente, para fazer a vida do povo melhorar”, disse Lula. “É uma alegria participar de um acontecimento necessário para o país, que é o fortalecimento de uma empresa, com investimento e mais conhecimento científico e tecnológico, formação profissional e geração de emprego”. 

    Desenvolvimento

    O presidente global da Novo Nordisk, Lars Fruergaard Jørgensen, detalhou os investimentos anunciados, destacando que é um passo histórico para a empresa. Ele ressaltou que a parceria com o país é fundamental para atender mais pacientes e apoiar o desenvolvimento nacional, sendo o Brasil uma peça estratégica para alcançar o objetivo de extinguir as doenças crônicas graves. “A Novo Nordisck, empresa que começou o atendimento a brasileiros com diabetes em 1990, está agora anunciando o maior investimento de uma empresa privada no setor de saúde do Brasil. Esse investimento histórico aumentará de forma significativa a nossa capacidade de atendimento à crescente demanda no Brasil e no mundo, além de ressaltar a força do Brasil como potência na produção farmacêutica”, afirmou. 

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    As novas instalações têm previsão de funcionamento a partir de 2028 (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

    PIB

    Vice-presidente corporativo da Novo Nordisk, Reinaldo Costa, destacou que, além de serem parceiros do Sistema Único de Saúde (SUS) e contribuírem para a economia brasileira, os produtos são exportados para mais de 70 países. “A gente estima que a operação da Novo Nordisk contribua com cerca de R$ 7 bilhões ao PIB brasileiro por ano”. 

    Alta qualidade

    Para a embaixadora da Dinamarca no Brasil, Eva Pedersen, o investimento é testemunho da alta qualidade dos profissionais brasileiros na fábrica, uma das mais produtivas e sustentáveis na área. “É um investimento que mostra um grande voto de confiança no Brasil e que será percebido no setor de saúde internacional”, afirmou Pedersen. 

    Profissionalismo

    Já o ministro Fernando Haddad, da Fazenda, ressaltou que o principal motivo para que empresas estrangeiras invistam no Brasil é a qualidade do profissional brasileiro. “Trabalhadores que, inclusive, estão sendo, no bom sentido, exportados. Tem muitos brasileiros dirigentes desta companhia em outras unidades operacionais mundo afora. Isso significa muito para o Brasil, poder colaborar com o crescimento de uma empresa pela qualidade das pessoas formadas aqui”, disse. 

    Regional

    O prefeito de Montes Claros, Guilherme Guimarães, enfatizou que os novos investimentos vão contribuir com o desenvolvimento de toda a região. “Nós compomos o norte de Minas e quando Montes Claros cresce, todo o norte de Minas vem junto. A gente acredita muito no desenvolvimento econômico e esse resultado a gente está vendo aqui, uma nova indústria. A Novo Nordisk é um conceito de sustentabilidade, respeito e trabalho”, afirmou. 

    Vacinação

    A cerimônia oficializou o início da Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe em todo o país. Durante o evento, o presidente Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin receberam a vacina. A meta é vacinar 90% dos grupos prioritários do Calendário Nacional de Vacinação, que inclui crianças, gestantes e idosos, com estimativa de público de cerca de 50 milhões de pessoas. 

    Ministério da Saúde,
    com informações da Secretaria de Comunicação da Presidência da República

  • Auditoria do DenaSUS verifica o extravio de prontuários médicos em Campo Grande

    Auditoria do DenaSUS verifica o extravio de prontuários médicos em Campo Grande

    O Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS) instalou um processo para verificar o extravio de prontuários médicos do Centro de Atenção Psicossocial III (Caps III) Aero Rancho, localizado em Campo Grande. O órgão recebeu a denúncia em outubro de 2024 e prontamente acatou o pedido de admissibilidade pela abertura de uma auditoria. O DenaSUS já solicitou à Secretaria Municipal de Saúde de Campo Grande um conjunto de documentos, como a relação de todos os prontuários físicos dos pacientes atendidos no CAPS Aero Rancho entre 2009 e 2024. 

    A iniciativa do DenaSUS contribuiu para a operação SOS Caixa Preta conduzida pela Polícia Civil do estado, na manhã desta segunda-feira (7). Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em dois endereços residenciais de servidoras públicas investigadas e nas dependências da sede do Caps. 

    Rafael Bruxellas, diretor do DenaSUS, está hoje em Campo Grande para uma reunião com a secretária de Saúde do município, Rosana Leite. Foi preciso esperar a operação policial para dar início à auditoria local, explica o diretor. “A partir da documentação, analisaremos qualquer indício de fraude”, aponta.

    A investigação teve início a partir de representação formal da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul, que relatou a destruição sistemática de prontuários físicos de pacientes em tratamento psiquiátrico. Os documentos devem ser preservados por, no mínimo, 20 anos conforme legislação. 

    Os Caps precisam comprovar atendimentos e ações com registros documentais para manter a habilitação como serviço de saúde mental, além de incentivos financeiros do Ministério da Saúde e da gestão estadual e municipal. Sem os prontuários, podem haver auditorias negativas e a suspensão de verbas. 

    Prontuários 

    O prontuário médico é um documento que contém informações sobre a saúde de uma pessoa – incluindo histórico médico, medicamentos, alergias, exames e diagnósticos – e deve ser mantido por, no mínimo, 20 anos conforme a Lei nº 13.787/2018. O descumprimento da legislação pode resultar em multas aplicadas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). 

    Além de conter o histórico clínico completo do paciente, o prontuário garante que os profissionais saibam dos tratamentos anteriores, medicações usadas, evoluções, crises, entre outras informações, e facilitam intervenções mais seguras e eficazes, especialmente de equipes multidisciplinares. “Pacientes com transtornos mentais muitas vezes retornam ao serviço. Ter o prontuário arquivado permite compreender possíveis recaídas, padrões de comportamento, além de fornecer dados essenciais à formulação de políticas públicas na área da saúde”, destaca Rafael Bruxellas. 

    Levantamento feito pelo DenaSUS mostra que o município utiliza um sistema pago para alimentar os dados de atendimento junto ao SUS. “Esse sistema se mostrou incapaz de atender as necessidades de saúde, o que é exigido para essa população em específico. O Ministério da Saúde disponibiliza gratuitamente a todos os municípios do país o PEC-Esus, que é um prontuário eletrônico com alta interface com o ministério e amplas possibilidades de uso”, afirma o diretor.

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    Foto: Marcos Sousa/DenaSUS-MS

    Sobre o DenaSUS 

    O DenaSUS é responsável pela auditoria do Sistema Único de Saúde e atua como um instrumento estratégico de gestão para o fortalecimento do sistema de saúde. Além das auditorias realizadas diretamente, o DenaSUS busca fortalecer os componentes estaduais e municipais do Sistema Nacional de Auditoria (SNA), promovendo a padronização de práticas, a melhoria organizacional e o aprimoramento dos normativos que regem a atuação dos órgãos auditados. 

    Rafael Ely
    Ministério da Saúde

  • No início da campanha nacional contra a gripe, Presidente Lula é vacinado em MG

    No início da campanha nacional contra a gripe, Presidente Lula é vacinado em MG

    Em um gesto de incentivo à imunização, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi vacinado contra a gripe, nesta segunda-feira (7), em Montes Claros (MG). A ação marca o início da campanha nacional de vacinação contra a influenza nos 20 estados das regiões Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Sudeste. Para a vacinação de 2025, o Ministério da Saúde adquiriu 73,6 milhões de doses. A meta é vacinar 90% dos grupos prioritários, que incluem crianças, gestantes e idosos, com estimativa de público-alvo em cerca de 50 milhões de pessoas. Durante a agenda em Minas Gerais, o ministro Alexandre Padilha também vacinou o vice-presidente Geraldo Alckmin. 

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, relembrou que a campanha contra a gripe começa no Dia Mundial da Saúde. “Entre as coisas mais importantes para salvar a vida de uma pessoa está o cuidado adequado com a saúde e a vacinação. Estar nesse Dia Mundial da Saúde ao lado do Presidente da República e de trabalhadores e trabalhadoras da saúde é muito significativo. O Brasil tem essa característica: a produção de insumos em saúde está diretamente combinada ao acesso da população à assistência de qualidade”, declarou. “Obrigado por ser o presidente que defende a vacina, defende a saúde e defende a geração de emprego e renda no nosso país”, complementou Padilha, se referindo à expansão da empresa Novo Nordisk, anunciada na agenda em Minas Gerais. A empresa é importante fornecedora de insulina e medicamentos para o tratamento de hemofilia para o SUS

    Ainda em março, o Ministério da Saúde começou a distribuir 35 milhões de doses da vacina. No primeiro semestre, está prevista a distribuição de 67,6 milhões doses para as quatro regiões dessa fase da campanha. No segundo semestre, serão distribuídas mais 5,9 milhões de doses para a região Norte, alinhando a estratégia de imunização com o período de maior circulação do vírus em cada região do país. O valor total do investimento é de R$ 1,3 bilhão. O público-alvo total é de 81,6 milhões de pessoas. 

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    Foto: Ricardo Stuckert/PR

    Nesse cenário, a campanha fica dividida em dois momentos:

    • Primeiro semestre: vacinação nas regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste
    • Segundo semestre: vacinação na região Norte, durante o chamado “Inverno Amazônico”, quando há maior circulação do vírus 

    A vacina contra a gripe é capaz de evitar entre 60% e 70% dos casos graves e óbitos. A vacina trivalente, utilizada em 2025, protege contra os vírus H1N1, H3N2 e tipo B. Ela é segura, eficaz e pode ser administrada junto a outras vacinas do Calendário Nacional. Está contraindicada apenas para crianças menores de 6 meses e pessoas com histórico de anafilaxia grave após doses anteriores. 

    Para além dos grupos prioritários que já fazem parte do Calendário Nacional de Vacinação como crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes e idosos a partir de 60 anos, o público-alvo da estratégia também é formado por: 

    • Trabalhadores da Saúde;
    • Puérperas;
    • Professores dos ensinos básico e superior;
    • Povos indígenas;
    • Pessoas em situação de rua;
    • Profissionais das forças de segurança e de salvamento;
    • Profissionais das Forças Armadas;
    • Pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais (independentemente da idade);
    • Pessoas com deficiência permanente;
    • Caminhoneiros;
    • Trabalhadores do transporte rodoviário coletivo (urbano e de longo curso);
    • Trabalhadores portuários
    • Funcionários do sistema de privação de liberdade;
    • População privada de liberdade, além de adolescentes e jovens sob medidas socioeducativas  (entre 12 e 21 anos). 

    Assista à transmissão 

    Ministério da Saúde

  • “Se os Estados Unidos cortaram recursos para a pesquisa em vacinas de RNA mensageiro, o Brasil está fazendo o caminho oposto”, afirma ministro Padilha

    “Se os Estados Unidos cortaram recursos para a pesquisa em vacinas de RNA mensageiro, o Brasil está fazendo o caminho oposto”, afirma ministro Padilha

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, nesta sexta-feira (4), da cerimônia de posse do presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Mario Moreira, no Rio de Janeiro. Durante o evento, Padilha destacou que o Brasil vive uma oportunidade histórica de se consolidar como protagonista global na produção científica, tecnológica e industrial no campo da saúde e anunciou o fortalecimento das plataformas nacionais de produção de vacinas com tecnologia de RNA mensageiro, destacando investimentos do governo federal para ampliar a autonomia do país na área. 

    “Se os Estados Unidos cortaram recursos para a pesquisa em vacinas de RNA mensageiro, o Brasil está fazendo o caminho oposto. A Fiocruz vai produzir a primeira vacina com essa tecnologia no país, com total apoio do Ministério da Saúde. E o Brasil está de portas abertas para pesquisadores perseguidos ou que perderam financiamento em seus países. Vamos criar um ambiente de atração de talentos para desenvolver aqui o que tentam impedir em outros lugares”. 

    O ministro ressaltou que a pandemia expôs a fragilidade do modelo atual, concentrado em poucos países, e que o mundo caminha para uma maior distribuição da capacidade de resposta em saúde. “A Covid-19 mostrou o risco de depender de apenas uma região ou três países para enfrentar uma emergência sanitária. O Brasil tem ativos estratégicos que o colocam em posição de liderança: um mercado público robusto, instituições como a Anvisa e a Fiocruz, e sólidas relações com a OMS e a OPAS”, completou. 

    O ministro reforçou ainda o compromisso do governo brasileiro com a Organização Mundial da Saúde (OMS): “Se há quem diga não à OMS, o Brasil diz sim. Esse governo, esse presidente da República e este ministro estão comprometidos com a ciência e farão o que for necessário para apoiar a OMS. Vamos liderar, inclusive com a presidência do BRICS, uma articulação internacional para fortalecer a organização”. 

    Investimentos estratégicos e novos desafios 

    Nos últimos anos, o Ministério da Saúde destinou R$ 1,2 bilhão para Bio-Manguinhos, voltados à produção de vacinas de RNA mensageiro, e R$ 600 milhões para Farmanguinhos, unidade responsável por medicamentos essenciais, como os usados no tratamento de HIV e hepatites virais

    Entre os avanços recentes da Fiocruz, destacam-se a produção de mais de 100 milhões de doses da vacina contra a Covid-19, o desenvolvimento de novos tratamentos para doenças negligenciadas e a construção da fábrica de mRNA em parceria com a OMS. 

    O ministro Padilha também destacou dois grandes desafios pós-pandemia: o combate ao negacionismo e a valorização da ciência. “Precisamos enfrentar os movimentos negacionistas com articulação social, informação e produção científica. O Ministério da Saúde e a Fiocruz serão barreiras fundamentais contra o retrocesso. Essa é nossa missão histórica”. 

    Ele anunciou que a campanha de vacinação contra a gripe será lançada no Dia Mundial da Saúde, 7 de abril, e convidou todos os presentes a liderarem o exemplo: “Tenho certeza de que todo mundo da Fiocruz vai preparar o braço para receber a vacina. Mas precisamos de muito mais: um movimento nacional político, cultural e ideológico em defesa da vacinação e da saúde pública”. 

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    Foto: Karina Zambrana/Opas

    Fortalecimento da Fiocruz 

    Durante a solenidade, Mario Moreira tomou posse para seu segundo mandato como presidente da Fiocruz, após ser reeleito. Em seu discurso, Moreira apresentou os eixos estratégicos de sua gestão: redução da dependência internacional em insumos, desenvolvimento de tecnologias inovadoras, ampliação da equidade no SUS e modernização da infraestrutura da instituição.

    “A defesa da democracia, da saúde, da ciência e do SUS depende da mobilização constante da sociedade. É isso que celebramos aqui hoje: o compromisso coletivo com um país mais justo e com a vida”, afirmou o presidente da Fiocruz. 

    Ele também fez um alerta sobre os retrocessos em outros países no financiamento de pesquisas: “Infelizmente, o que temos visto são cortes e perseguições que comprometem o avanço da ciência. A Fiocruz sempre foi um espaço de acolhimento e diversidade — para pesquisadores brasileiros e estrangeiros — e continuará sendo”. 

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde