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  • Implante contraceptivo mais moderno será oferecido no SUS

    Implante contraceptivo mais moderno será oferecido no SUS

    O Ministério da Saúde vai disponibilizar no Sistema Único de Saúde (SUS) o implante subdérmico contraceptivo liberador de etonogestrel, conhecido como Implanon. O novo método é considerado vantajoso em relação aos já existentes por sua longa duração — age no organismo por até três anos — e alta eficácia. A medida busca prevenir gestações não planejadas.

    “Esse implante é muito mais eficaz que outros métodos para prevenir a gravidez não planejada. Essa decisão foi da Conitec, a pedido do Ministério da Saúde, e agora vamos orientar as equipes, fazer a compra e orientar as Unidades Básicas de Saúde de todo o Brasil para já no segundo semestre desse ano começar a utilizar no SUS”, reforça o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Até 2026, o Ministério da Saúde estima distribuir 1,8 milhão de dispositivos para atender a todas as mulheres, sendo 500 mil ainda este ano. O investimento será de aproximadamente R$ 245 milhões. Atualmente, o produto custa entre R$ 2 mil e R$ 4 mil. A decisão de incorporar o contraceptivo ao SUS foi apresentada na tarde desta quarta-feira (2), durante a reunião da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

    “Essa decisão chega como uma política pública para transformar vidas. É mais um método e representa um avanço nas ações de fortalecimento do planejamento sexual e reprodutivo no país, que deve ser ofertado a todas as pessoas pelo SUS”, afirma a secretária de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde, Ana Luiza Caldas.

    Além de prevenir a gravidez não planejada, o acesso a contraceptivo também contribui para a redução da mortalidade materna, em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. O Ministério da Saúde tem o compromisso de reduzir em 25% a mortalidade materna geral e em 50%, entre mulheres negras até 2027.

    Sobre o método

    O implante subdérmico é um método contraceptivo de longa duração e alta eficácia, considerado vantajoso em relação a outras opções. Ele atua no organismo por até três anos, sem necessidade de intervenções durante esse período. Após esse tempo, o implante deve ser retirado e, se houver interesse, um novo pode ser inserido imediatamente pelo próprio SUS. A fertilidade retorna rapidamente após a remoção.

    Entre os contraceptivos atualmente oferecidos no SUS, apenas o DIU de cobre é classificado como LARC — sigla em inglês para contraceptivos reversíveis de longa duração. Esses métodos são considerados mais eficazes no planejamento reprodutivo por não dependerem do uso contínuo ou correto por parte da usuária, como ocorre com os anticoncepcionais orais ou injetáveis. Os LARC são reversíveis e seguros.

    Atualmente, o SUS disponibiliza os seguintes métodos contraceptivos: preservativos externo e interno; DIU de cobre; anticoncepcional oral combinado; pílula oral de progestagênio; injetáveis hormonais mensal e trimestral; laqueadura tubária bilateral e vasectomia. Entre esses, apenas os preservativos oferecem proteção contra Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

    Prazo para disponibilização

    O Ministério da Saúde deve publicar, nos próximos dias, a portaria que oficializa a incorporação do contraceptivo no SUS. A partir da publicação, as áreas técnicas da pasta terão 180 dias para efetivar a oferta, o que envolve etapas como atualização das diretrizes clínicas, aquisição e distribuição do insumo, capacitação e habilitação de profissionais, entre outras ações.

    A inserção e a retirada do implante subdérmico devem ser realizadas por médicas(os) e enfermeiras(os) qualificadas(os). Por isso, a ampliação da oferta será acompanhada de estratégias de formação teórica e prática desses profissionais.

    A Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps) será responsável por coordenar a implementação nos territórios. A expectativa é de que os serviços que já atuam com planejamento sexual e reprodutivo, e contam com profissionais habilitados, iniciem a formação de novas equipes.

    Agnez Pietsch
    Ministério da Saúde

  • Seis projetos são selecionados para receber recursos do FDD

    Seis projetos são selecionados para receber recursos do FDD

    O Conselho Gestor do Fundo de Direitos Difusos (FDD) selecionou, nesta quarta-feira (02/07), seis projetos inscritos no Edital nº 01/2023 para receberem recursos do fundo. Os projetos foram selecionados durante a segunda sessão extraordinária do conselho gestor e vão receber quase R$ 1 milhão disponibilizados pelo FDD. (Confira relação abaixo).

    A sessão foi presidida pelo procurador-geral de Justiça, Antônio Hortêncio Rocha Neto, e teve a participação do procurador de Justiça José Farias; dos promotores Edmílson de Campos Leite Filho e Leonardo Quintans; da procuradora do Estado, Ana Beatriz Coelho; e da advogada Joelma Carneiro, representante da OAB-PB.

    Na sessão, foram apreciados os três últimos projetos, de relatoria do procurador José Farias, que foram desaprovados. Ao todo 31 projetos foram inscritos no Edital nº 01/2023.

    Após a apreciação dos últimos projetos, o conselho gestor selecionou, dentre os 11 projetos que haviam sido aprovados, aqueles que vão efetivamente receber os recursos. Para a seleção dos projetos são observados os critérios: fim social, relevância, eficácia e eficiência, benefícios decorrentes da execução, condições técnicas, caráter inovador e estratégias para continuidade.

    O Fundo de Direitos Difusos da Paraíba (FDD/PB) é um fundo de natureza contábil, vinculado ao Ministério Público Estadual. Constituem recursos do fundo, o produto de arrecadação proveniente de: compensações, indenizações e multas, estabelecidas em termos de ajustamento de conduta celebrados pelo Ministério Público ou resultantes de condenações em ações civis públicas, entre outros.

     

    Projetos selecionados

    Protocolo n° 014/2023

    Proponente: Fundação Margarida Maria Alves

    Título: Projeto Repensar 2.0: Refletindo Coletivamente a Violência Doméstica e Familiar

    contra Mulheres.

    Área(s) do Projeto: Cidadania

    Valor do Projeto:

    -Concedente R$ 176.678,60

    -Contrapartida: R$ 54.181,69

     

    Protocolo n° 018/2023

    Proponente: Polícia Civil do Estado da Paraíba

    Título: Projeto de Fortalecimento da Unidade de Inteligência Policial da Polícia Civil da

    Paraíba – Unintelpol.

    Área(s) do Projeto: Outros Interesses Difusos

    Valor do Projeto:

     -Concedente R$ 172.540,80

    -Contrapartida: R$ 19.171,20

     

    Protocolo n° 020/2023

    Proponente: Fundação São Padre Pio de Pietrelcina

    Título: Acolher é Transformar.

    Área(s) do Projeto: Fundações Privadas

    Valor do Projeto:

    -Concedente R$ 199.991,96

    -Contrapartida: R$ 22.320,00

     

    Protocolo n° 022/2023

    Proponente: Associação Metropolitana de Erradicação da Mendicância – AMEM

    Título:

    Área(s) do Projeto:

    Valor do Projeto:

    -Concedente R$156.863,13

    -Contrapartida: R$ 23.750,00

     

    Protocolo n° 023/2023

    Proponente: Instituto São José

    Título: Captação de recursos do Fundo Especial de Proteção dos Interesses Difusos do

    Estado da Paraíba – FDD/PB para manutenção do Hospital Padre Zé Visando à

    continuidade do atendimento e promoção do bem-estar e a melhoria do quadro de saúde

    dos internos.

    Área(s) do Projeto: Saúde Pública

    Valor do Projeto:

    -Concedente R$ 200.000,00

    -Contrapartida: R$ 24.000,00

     

    Protocolo n° 031/2023

    Proponente: Instituto de Incubação e Aceleração

    Título: ROSCIA – Rede de OSCs Incubadas e Aceleradas.

    Área(s) do Projeto: Outros Interesses Difusos

    Valor do Projeto:

    -Concedente R$ 61.300,00

    -Contrapartida: R$ 12.000,00

  • ICMBio abre vagas para agente temporário ambiental na PB

    ICMBio abre vagas para agente temporário ambiental na PB

    O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) lançou um Processo Seletivo que visa preencher seis vagas para o cargo de Agente Temporário Ambiental, destinadas a profissionais na cidade de Teixeira, Paraíba. As oportunidades são para Brigadista (5 vagas) e Chefe de Esquadrão (1 vaga), ambos atuando na área de Prevenção e Combate a Incêndios.

    Os interessados em participar devem ter ensino fundamental incompleto. A remuneração mensal varia entre um salário mínimo e um salário mínimo e meio, além dos auxílios legais.

    EDITAL DE ABERTURA

    ICMBio abre vagas para agente temporário ambiental na PB (Foto: Divulgação)

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    Como participar

    As inscrições poderão ser realizadas de 9 a 11 de julho de 2025, das 8h às 12h e das 14h às 16h, presencialmente, na sede do Parque Nacional da Serra do Teixeira, localizada na Rua Cônego Serrão, Nº 16-B, Centro, Teixeira/PB.

    A seleção ocorrerá em duas etapas: a primeira inclui Teste de Aptidão Física (TAF) e Teste de Habilidade no Uso de Ferramentas Agrícolas (THUFA); a segunda consiste em um Curso de Formação de Brigada. O processo seletivo terá validade de um ano, podendo ser prorrogado por mais um ano conforme decisão da Administração.

  • Saúde inicia credenciamento de serviços privados para reforçar atendimento  especializado e reduzir tempo de espera no SUS

    Saúde inicia credenciamento de serviços privados para reforçar atendimento especializado e reduzir tempo de espera no SUS

    Expandir os atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS) com o apoio da rede privada é uma das grandes inovações do programa Agora Tem Especialistas, que, nesta quarta-feira (2/7), abriu o prazo de credenciamento para hospitais, clínicas e empresas prestadoras de serviços de saúde. Isso significa que esses estabelecimentos já podem solicitar adesão ao programa para oferecerem serviços especializados aos pacientes da rede pública a partir de agosto. Realizada em caráter complementar, a iniciativa objetiva aumentar a oferta dos serviços especializados, reforçar os mutirões em finais de semana e feriados e turnos estendidos nos hospitais da rede pública.

    Viabilizado por quatro editais do Agora Tem Especialistas, o novo modelo de credenciamento foi apresentado hoje pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. O reforço também incluirá unidades móveis para levar atendimento às regiões mais remotas do país, como territórios indígenas e quilombolas. Estas medidas se somam a um conjunto de ações do programa, que objetiva reduzir o tempo de espera no SUS para quem mais precisa.

    “O Governo Federal está mobilizando toda a estrutura do SUS — pública e privada — para enfrentar um dos maiores desafios da saúde pública no Brasil, que é a fila por atendimento especializado. Estamos criando instrumentos de apoio aos estados e municípios, com contratação direta de serviços de média e alta complexidade. Não se trata de competir com a rede existente, mas de apoiar onde há escassez de profissionais ou de capacidade instalada”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.

    Para a realização do credenciamento, o Ministério da Saúde conta com a parceria da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do Sistema Único de Saúde (AgSUS) e do Grupo Hospitalar Conceição (GHC).

    O presidente do GHC, Gilberto Barichello, destacou a importância da união de esforços com os editais e todas as medidas do programa. “A construção coletiva do Agora Tem Especialistas é um grande diferencial, com impacto direto na vida das pessoas. O programa garante que exames, consultas e cirurgias aconteçam no tempo certo, antes que os problemas de saúde se agravem”, afirmou.

    Foto: João Risi/MS
    Foto: João Risi/MS

    A AgSUS e o GHC atuarão em diferentes frentes, apoiando o Ministério da Saúde na contratação de excedentes e na articulação com estados e municípios, conforme as modalidades previstas nos editais.

    “Estamos envolvidos com as três modalidades de credenciamento previstas, nesse esforço civilizatório de reduzir o tempo de espera por atendimento especializado no SUS”, ressaltou o presidente da AgSUS, André Longo.

    Mutirão em 45 hospitais universitários neste sábado (5/7)

    Com a mobilização de toda a estrutura de saúde do Brasil, pública e privada – estratégia central do programa -, a expectativa do governo federal é reduzir o tempo de espera para a população que usa o SUS, garantindo o cuidado especializado de forma equânime em todas as regiões do país.

    Para isso, um mutirão do Agora Tem Especialistas será realizado de forma simultânea, neste sábado (5/7), pelos 45 hospitais federais universitários administrados pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), estatal vinculada ao Ministério da Educação. Quase 8 mil atendimentos devem ser realizados em todas as regiões do país: 1 mil cirurgias, 1,2 mil consultas e 5,5 mil exames.

    O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou o papel estratégico dos hospitais universitários em ações como essa: “Nosso objetivo é otimizar a eficiência dos hospitais universitários, com mais dignidade, humanização e rapidez no atendimento. Não há nada pior para uma mãe, um idoso ou uma família inteira do que esperar meses — ou até anos — por um exame, uma consulta ou uma cirurgia.”

    O presidente da Ebserh, Arthur Chioro, reforçou o compromisso da rede com o esforço nacional liderado pelo Governo Federal: “O gargalo no atendimento especializado, agravado após a pandemia de Covid-19, está sendo enfrentado de forma concreta com o programa Agora Tem Especialistas. A rede de hospitais universitários federais já vem atuando intensamente para ampliar o acesso a cirurgias, consultas e exames. E agora, no sábado, teremos o Dia E — uma resposta direta à angústia da população: o tempo de espera na fila.”

    Credenciamento universal para todo o país

    O novo modelo de credenciamento possui três modalidades. Na primeira, o Ministério da Saúde destinará R$ 2 bilhões/ano para que estados e municípios façam contratação direta de hospitais, ambulatórios e centros de especialidades privados, com ou sem fins lucrativos. No âmbito do programa Agora Tem Especialistas, a medida tem potencial para a realização de mais de 282 mil cirurgias, 5 mil consultas e 10,2 mil exames.

    Para ofertarem cerca de 1,2 mil diferentes tipos de cirurgia, os estabelecimentos deverão se credenciar segundo as normas do edital publicado pelo Ministério da Saúde. Ao se credenciarem, informarão os serviços especializados que têm para oferecer, por região. Assim, será criada uma matriz de oferta, que funciona como uma prateleira de serviços em áreas prioritárias para o SUS, como oncologia, ginecologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia.

    A partir dessa matriz, os gestores municipais e estaduais poderão realizar a contratação de acordo com a necessidade local ou regional. Subsidiariamente, AgSUS e GHC poderão contratar os estabelecimentos credenciados não aproveitados pelos gestores locais.

    Mais mutirões e atendimentos em hospitais do SUS com capacidade ociosa

    Na modalidade 2, o programa contará com R$ 2,5 bilhões/ano para credenciar serviços privados para prestação da assistência nas unidades de saúde públicas ou conveniadas, dentro da capacidade ociosa do SUS. Vão, também, reforçar a realização de mutirões em todo o país. AgSUS e GHC lançam um edital cada.

    As empresas de saúde volantes credenciadas atuarão nas unidades públicas em períodos do dia em que há ociosidade de atendimento ou nos finais de semana. Para garantir mais consultas, exames, cirurgias eletivas e outros procedimentos, vão disponibilizar profissionais, equipamentos, insumos e medicamentos. Também poderão ofertar serviços de telessaúde.

    A expectativa é ampliar em 2 a 3 vezes os atendimentos especializados nos estados e municípios nestas áreas: oftalmologia, ginecologia, ortopedia, otorrinolaringologia, cardiologia, cirurgia geral, oncologia, proctologia vascular e urologia; em um rol de cerca de 300 procedimentos cirúrgicos.

    A AgSUS será responsável pelo credenciamento e pela contratação das empresas nas regiões Sudeste, Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Já a atuação do GHC será restrita ao Sul do país.

    Atendimento móvel com carretas para levar serviços a regiões remotas

    As regiões desassistidas terão o cuidado em saúde fortalecido por meio das unidades de atendimento móvel do Agora Tem Especialistas. Para isso, o Ministério vai destinar R$ 1 bilhão para a contratação de 150 carretas com estrutura para a realização de consultas, exames e pequenas cirurgias. Essa medida será viabilizada por outro edital da AgSUS na modalidade 3.

    Para realizar mais mutirões e atendimento especializado para quem vive em territórios indígenas, áreas remotas e vulneráveis, as carretas vão oferecer assistência em ginecologia, cardiologia, angiologia, urologia, oftalmologia e clínica. A iniciativa tem potencial para realizar 720 mil cirurgias, 4,6 milhões de consultas e 9,4 milhões de exames por ano.

    Serão realizados, por exemplo, diagnósticos por imagem, com exames como tomografia computadorizada e ultrassonografia, além de cirurgias oftalmológicas. Também está no escopo a prevenção e cuidado oncológico da mulher, com coleta de DNA-HPV, citologia, colposcopia e mamografia. Além disso, os serviços disponibilizarão cuidados de telessaúde em situações específicas.

    Toda a estrutura, incluindo equipes e insumos, será de responsabilidade das empresas credenciadas para essa modalidade. A contratação será realizada pela AgSUS. As carretas irão até territórios indígenas e quilombolas, entre outros, conforme mapeamento de demanda da AgSUS.

    Os atendimentos devem contar com apoio dos estados e municípios. 

    Confira a Apresentação da coletiva 

    Ministério da Saúde

  • Novos servidores do Ministério da Saúde são recebidos em seminário de integração

    Novos servidores do Ministério da Saúde são recebidos em seminário de integração

    Teve início na terça-feira (1º), o Seminário de Integração dos Novos Servidores do Ministério da Saúde, iniciativa voltada ao acolhimento e formação institucional de 166 novos profissionais que ingressam na pasta pelo Concurso Público Nacional Unificado (CNU). O evento, organizado pela Coordenação Geral de Gestão de Pessoas (Cogep) do Ministério da Saúde em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), foi realizado na sede da entidade, em Brasília, e durou três dias com uma programação focada em apresentar valores como ética, inovação, bem-estar no serviço público e fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).

    A programação contou com oficinas, feira da saúde, práticas integrativas, mesas redondas e atividades complementares e informativas. O seminário foi aberto pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda; pela diretora da Fiocruz Brasília, Fabiana Damásio; pelo subsecretário adjunto de Assuntos Administrativos, Donizete Simioni; pela coordenadora-Geral de Gestão de Pessoas do Ministério da Saúde, Etel Matielo; pela diretora da Escola de Governo Fiocruz – Brasília, Luciana Sepúlveda.

    “Este momento é um reflexo da política do Governo Federal de contratar novos servidores para que se possa qualificar ainda mais o papel que o Ministério da Saúde tem na coordenação nacional do SUS e na formulação de políticas nacionais de saúde, como a recuperação de coberturas vacinais e a ampliação do acesso à atenção especializada. Esses novos servidores chegam para fortalecer a saúde do nosso povo e nos ajudam a construir um Brasil melhor”, afirmou o secretário-executivo Adriano Massuda.

    Após a abertura, os novos servidores participaram de uma aula-inaugural, com apresentação da estrutura do Ministério da Saúde, os principais programas e políticas públicas mantidas atualmente (Agora Tem Especialistas, SAMU, Farmácia Popular, etc), a gestão de pessoas, as dinâmicas das secretarias, os eixos de trabalho, entre outros assuntos.

    Um dos pontos mais significativos da chegada dos novos servidores é a diversidade regional dos profissionais. Graças ao modelo do CNU, o ingresso de profissionais de diferentes regiões do Brasil contribui para uma gestão pública mais plural, conectada às realidades locais e sensível às especificidades do território nacional.

    Mayara Baptista é formada em Serviço Social e Direito e atuava como técnica em planejamento em saúde na prefeitura de Saquarema, município da Região dos Lagos no Rio de Janeiro (RJ). Na época das provas estava grávida de 7 meses e, por questões de saúde, não poderia se deslocar para prestar o concurso. “A iniciativa do governo em promover o CNU deu oportunidade para várias pessoas de todas as regiões do Brasil, profissionais com vasta experiência e que podem contribuir para a construção de um país mais equânime”, afirmou a nova servidora designada para trabalhar na Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS).

    Por dentro do Ministério da Saúde

    Ao abrir o ciclo de palestras, a Secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), Mariângela Simão, explicou a composição de uma das maiores áreas da pasta. A SVSA conta com a colaboração de aproximadamente 2.100 pessoas, alocadas em 7 diferentes departamentos que se desdobram em 27 coordenações. A secretária ressaltou a importância do Programa Nacional de Imunizações, lembrou a dimensão da pandemia de Covid 19 e apontou a relevância do trabalho desenvolvido pelo Ministério da Saúde durante a tragédia ocorrida no Rio Grande do Sul, quando o estado enfrentou enchentes devastadoras.

    A titular da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Sectics), Fernanda De Negri, apresentou as atribuições dos 5 departamentos e o papel estratégico das áreas para garantir o fornecimento de medicamentos e insumos. Ela ressaltou os investimentos em ciência, pesquisas e inovação. A secretária explicou como funciona a incorporação de novas tecnologias, baseadas em evidências científicas e comentou a necessidade de reduzir a dependência do mercado internacional fortalecendo a indústria da Saúde no país, dando mais sustentabilidade ao SUS.

    “Somos uma secretaria que cuida do futuro da saúde por meio da avaliação e da incorporação de novas tecnologias. Portanto, temos um papel importante e estratégico na melhoria do acesso à saúde pública no Brasil”, afirmou Fernanda De Negri.

    A secretária-adjunta da Secretaria Executiva, Juliana Carneiro, destacou as competências, o funcionamento, o papel gestor, as atividades de assessoramento, de articulação, de integração e de apoio às secretarias finalísticas do ministério. Juliana cumprimentou os novos colaboradores chamando atenção para a importância da representatividade dos novos servidores, considerando a diversidade regional, a grandeza territorial e as necessidades da população em cada região do país.

    A diretora de Programa da Secretaria de Atenção Especializada (Saes), Regina Vianna Brizolara, apresentou a estrutura, os objetivos, os desafios e os programas. Regina ressaltou a criação, em maio deste ano, do “Agora Tem Especialistas” que busca promover um atendimento mais ágil e eficiente para os pacientes que precisam de atendimentos especializados na rede pública. 

    Já a apresentação da Secretaria de Informação e Saúde Digital (Seidigi) foi conduzida pelo Coordenador-Geral de Planejamento, Orçamento e Monitoramento da Execução Financeira da SEIDIGI, Antônio Ferreira Lima Filho. Ele destacou o papel estratégico da secretaria na transformação digital do SUS com foco em um modelo de saúde cada vez mais forte, integrado e humano. Criada em 2023, a Seidigi é a secretaria mais jovem do Ministério da Saúde. Um dos destaques apresentados por Antônio Ferreira foi a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), ferramenta estratégica de acesso aos serviços de saúde.

    “A Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), já acumula mais de 2,5 bilhões de registros de pacientes, sendo uma das maiores bases de dados em saúde pública do mundo. O aplicativo “Meu SUS Digital”, conta com mais de 50 milhões de downloads”, afirmou Antônio.

    A telessaúde, por sua vez, foi apresentada como o carro-chefe da SEIDIGI. Dentro da política pública “Agora Tem Especialista”, o serviço tem gerado impacto significativo ao levar atendimento especializado a localidades remotas, como a Favela da Maré (RJ) e comunidades quilombolas no Pará

    André Peres de Castro, assessor do Gabinete da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), explicou a área que planeja a formação, o provimento, a valorização e a fixação dos (as) trabalhadores (as) da Saúde. Criada há mais de 20 anos, a área atualmente conta com 3 departamentos e cuida do orçamento direcionado para o Piso da Enfermagem, Programa Mais Médicos e Residências.

    A Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) foi representada pela Secretária-Adjunta, Lucinha Tremembé, que destacou a atuação dos mais de 22 mil profissionais de saúde indígena, sendo que destes, 52% são indígenas, e estão promovendo ações de maneira participativa e diferenciada, respeitando as especificidades epidemiológicas e socioculturais de cada povo aldeado em todo o Brasil. 

    Para finalizar o ciclo de palestras, Ilano Almeida Barreto e Silva, secretário-adjunto de Atenção Primária à Saúde (SAPS), falou sobre as pautas prioritárias e estratégicas para esta gestão como a busca ativa da vacinação, rastreamento das condições crônicas, envelhecimento populacional, implementação e promoção do cuidado integral da população em geral e saúde das mulheres.

    Novos servidores e servidoras

    A nova servidora Rebeca Cruz, de Brasília, afirmou que ingressar no Ministério da Saúde é a realização do sonho dela de trabalhar no SUS como servidora pública federal.

    “Estou muito feliz de estar aqui e esses três dias vão ser um momento de integração que vão nos ajudar a fortalecer o SUS e o Brasil”, destacou.

    Rafaela Marinho, de Belo Horizonte (MG), que passa a integrar a equipe da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS), também demonstrou entusiasmo em fazer parte do Ministério da Saúde.

    “Estou bem animada para participar da gestão das políticas e espero contribuir para a construção de uma saúde com mais equidade e justiça social”, disse.

    O novo servidor, Gabriel Baptista é sanitarista e atuava há quase 12 anos na assistência de saúde estadual em Porto Alegre (RS), quando milhares de gaúchos tiveram que superar uma das maiores catástrofes naturais da história do estado. Com os olhos marejados, emocionado, destacou o papel do SUS e a importância da rápida resposta à emergência em saúde com o envio de equipes, medicamentos e insumos para as regiões atingidas.

    “Foi um grande aprendizado, precisamos pensar no futuro, na saúde ambiental e a ligação direta com as mudanças climáticas”, disse Gabriel.

    Já Daiane Celestino, da Bahia, quer contribuir para o programa Agora Tem Especialistas:

    “Conheço os vazios assistenciais, principalmente nas cidades do interior do meu estado. Quero atuar nesse programa porque acredito no seu potencial para melhorar o acesso à saúde de quem mais precisa. É necessário fortalecer as políticas públicas para diminuir as diferenças regionais”, afirma a nova servidora.

    Kllysmann Ribeiro, que atuava na Região Norte, comentou que chega ao ministério trazendo vasta experiência adquirida no Amapá.

    “Vivenciei efetivamente as condições do povo do Norte, como a saúde ainda é negligenciada e existem muitos desafios a serem superados. Vim de um lugar onde as pessoas dependem muito do SUS e quero contribuir para construir políticas públicas que possam mudar realidades”.    

    Thamirys dos Santos, Janine Russczyk e Marcela Rocha
    Ministério da Saúde

  • MP, Estado e PMJP avançam em tratativa para ofertar educação a indígenas Warao

    MP, Estado e PMJP avançam em tratativa para ofertar educação a indígenas Warao

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB) e o Ministério Público Federal (MPF) promoveram, na manhã desta terça-feira (2/07), uma reunião com os secretários de Educação do Estado e do Município de João Pessoa para avançar nas tratativas de elaboração de uma política pública permanente para garantir o direito fundamental básico à educação à comunidade indígena da etnia Warao, que vive no município de João Pessoa. 

    Dentre as medidas deliberadas está a formalização e publicação, nos próximos 15 dias, do Grupo de Trabalho (GT) que será instituído para a elaboração dessa política e do Plano de Ação com medidas a curto, médio e longo prazos. Além da criação do GT outra medida de curto prazo já deliberada foi a contratação pelo Município de educadores sociais (intérpretes) da etnia para auxiliar as escolas municipais e estadual que têm alunos Warao.

    O GT deverá ser integrado por representantes do Estado, do Município e da comunidade Warao. Também serão convidados representantes da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e da universidade. O grupo deverá trabalhar para que, a partir de janeiro de 2026, uma escola estadual de João Pessoa passe a atender crianças, adolescentes e adultos Warao. A médio prazo, deverá ser elaborado um Plano Estadual de Educação Warao, com a participação de representantes da etnia. A longo prazo, a ideia é ter uma escola referência para atender a essa comunidade, com profissionais capacitados para lidar com as peculiaridades culturais e linguísticas desse povo, incluindo a contratação de intérpretes e professores Warao.

    A reunião aconteceu na Sala de Sessões da Procuradoria-Geral de Justiça, em João Pessoa e foi presidida pela coordenadora do Centro de Apoio Operacional às promotorias de Justiça de defesa da Criança e do Adolescente e da Educação (CAO CAE), Fábia Cristina Dantas Pereira, e pelo procurador da República do MPF, Douglas Araújo. Participaram o secretário de Estado da Educação, Wilson Santiago Filho; a secretária de Educação de João Pessoa, Maria América Castro; representantes das procuradorias do Estado e do Município e técnicos das duas secretarias de Educação, do Centro de Referência de Migrantes e Refugiados (Cemir) e da Gerência Executiva de Direitos Humanos, órgãos da Secretaria de Desenvolvimento Humano do Estado.

    Solução mediada

    A promotora de Justiça Fábia Cristina explicou que o objetivo do MPPB e do MPF é mediar uma solução para que o poder público garanta direitos fundamentais, com destaque para a educação, à comunidade indígena da etnia Warao, que atualmente, é integrada por cerca de 200 famílias, totalizando aproximadamente 650 pessoas, sendo que 80 delas já são waraos brasileiros. 

    A curto prazo, uma das medidas propostas pelo Ministério Público foi a pactuação de recursos entre Estado e Município para viabilizar ações governamentais voltadas a esse público. “Hoje, a Paraíba é referência por receber indígenas Warao. Precisamos dar uma educação de qualidade a essa comunidade e isso exige adequações porque não temos um modelo educacional para atender às especificidades dessa comunidade. Apesar de serem uma etnia indígena, essa comunidade não é aldeada e por isso, não está contemplada legalmente para a educação indígena. Por outro lado, as escolas da rede municipal e estadual não estão preparadas e capacitadas para lidar com as peculiaridades culturais, nutricionais e linguísticas desse grupo. Por isso, precisamos pensar em estratégias de curto, médio e longo prazos para ofertar políticas públicas educacionais a esses alunos”, explicou. 

    O procurador da República, por sua vez, defendeu a necessidade de se criar um modelo educacional próprio e específico para os Waraos, uma vez que eles têm uma cultura muito diferente dos indígenas territorializados na Paraíba (tabajaras e potiguaras). “O Ministério Público está como parceiro para auxiliar na construção de uma política pública. Essa é uma questão nova. Ninguém nunca lidou com essa questão, mas já tem quatro anos que essa problemática é apresentada e chegou o momento de se incorporar uma política pública permanente para essa comunidade”, defendeu.

    Atendimento educacional

    De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, duas escolas da rede atendem cerca de 140 alunos (crianças e adolescentes) da etnia Warao: as EMEFs Damásio Barbosa da Franca e Santos Dumont, localizadas nas Trincheiras e no Varadouro, respectivamente. Já a rede estadual de ensino tem alunos Warao na Educação de Jovens e Adultos (EJA) e no ensino fundamental da EEEF Padre Azevedo, localizada em Jaguaribe.

    A principal ideia discutida na reunião com o MP foi a pactuação entre Estado e Município de João Pessoa para que, a partir de janeiro do ano que vem, os alunos Warao das EMEFs sejam remanejados para a escola estadual e os alunos não indígenas da escola estadual sejam absorvidos pela rede municipal de ensino para que, a médio e longo prazos, a escola Padre Azevedo seja estruturada e capacitada e passe a funcionar como unidade de ensino de referência para a educação dos indígenas Warao, em João Pessoa. 

    Outra medida discutida que deverá ser detalhada pelo GT, em reunião marcada para 15 de julho, às 9h, na Secretaria de Educação do Estado, é a contratação, pelo Município de João Pessoa, de intérpretes Warao para atuar nas escolas municipais já no segundo semestre deste ano e em 2026, na escola estadual que deverá receber os alunos Warao. 

    O GT deverá encaminhar, bimestralmente, ao MPPB e ao MPF um relatório sobre as providências adotadas para fins de acompanhamento da elaboração da política pública educacional dos indígenas Warao, em João Pessoa.

  • MPPB emite orientação técnica sobre maus-tratos a animais com atualizações da nova lei

    MPPB emite orientação técnica sobre maus-tratos a animais com atualizações da nova lei

    Entre as inovações, está a proibição de tatuagens e piercings em cães e gatos para fins estéticos

    O Ministério Público do Estado da Paraíba (MPPB), por meio do Centro de Apoio Operacional em Matéria Criminal, divulgou a Orientação Técnica nº 05/2025, um documento que visa a orientar os membros da instituição no combate ao crime de maus-tratos contra animais. A orientação aborda as atualizações do Art. 32 da Lei nº 9.605/98, destacando a recente inovação legislativa trazida pela Lei nº 15.150/2025, que veda a realização de tatuagens e a colocação de piercings em cães e gatos para fins estéticos.

    O coordenador do CAO Criminal, promotor de justiça Ricardo Alex Almeida Lins, destaca a importância de manter os membros do MPPB atualizados sobre as inovações legislativas, cumprindo o mandamento constitucional de proteger a fauna e a flora e combater práticas de crueldade contra os animais, conforme preconiza a Constituição Federal.

    Inovação Legislativa e suas implicações

    A Lei nº 15.150/2025 adicionou o parágrafo 1º-B ao Art. 32 da Lei de Crimes Ambientais, estabelecendo que “incorre nas mesmas penas quem realiza ou permite a realização de tatuagens e a colocação de piercings em cães e gatos, com fins estéticos”. Essa nova tipificação legal evita a necessidade de comprovar sofrimento físico ou sequelas no animal, uma vez que a conduta em si já configura o crime. Trata-se de um “crime de mera conduta (não exige resultado) e crime de perigo abstrato (dispensa demonstração de efetivo dano)”. A Orientação Técnica esclarece que a prática de tatuagens e piercings em animais para fins estéticos é considerada maus-tratos, crueldade e abuso incontroversos.

    O texto traz a colaboração do gerente técnico do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), Fernando Zacchi, que afirma que a realização de tatuagens ou a colocação de piercings em cães e gatos, além de causar dor, “expõe-os a diversas complicações como reações alérgicas, infecções, necrose da pele e acidentes com o adorno, provocando lacerações”.

    É importante ressaltar que a proibição não se aplica a procedimentos com fins utilitários, como a marcação de animais castrados ou a identificação para rastreabilidade no agronegócio, como bois, cavalos e porcos. Nesses casos, a conduta é considerada atípica, o que exclui a justa causa para uma denúncia.

    Mudanças na penalidade e procedimentos legais

    A Lei nº 14.064/2020 (Lei Sansão) já havia alterado a pena para maus-tratos contra cães e gatos, elevando-a de detenção de 3 meses a um ano para reclusão de 2 a 5 anos, além de multa e proibição da guarda. Essa elevação drástica da pena visa a conferir um tratamento mais severo ao sujeito ativo e afastar medidas despenalizadoras.

    Proibição da guarda e danos morais coletivos

    A orientação ainda esclarece que a proibição da guarda, prevista no Art. 32, § 1º-A, é uma medida abrangente, que envolve tanto a perda dos animais que o agente já possui quanto a impossibilidade de adquirir novos animais, durante o cumprimento da pena. Em caso de condenação, a guarda dos animais deve ser perdida definitivamente, e a proibição de ter novos animais deve durar pelo prazo da pena privativa de liberdade.

    O coordenador do CAOCrim destaca que a Orientação Técnica nº 05/2025, produzida com a colaboração dos assessores Márcia Trindade Crispim e Maurício Acioli Gomes Ferreira Filho, reforça o compromisso do Ministério Público da Paraíba em proteger os animais e combater a crueldade, dando cumprimento aos direitos fundamentais dos animais não-humanos, já previstos na legislação estadual, como a Lei Estadual 11.140, de 8 de junho de 2018 (Código de Bem Estar Animal da Paraíba).

    Clique AQUI para ter acesso ao inteiro teor do documento.

  • MPPB recomenda instalação de salas de AEE em escolas estaduais de João Pessoa

    MPPB recomenda instalação de salas de AEE em escolas estaduais de João Pessoa

    Medida visa garantir cumprimento de percentual mínimo estabelecido pelo MEC para que existam, até 2026, ao menos, 70 escolas estaduais com salas de recursos multifuncionais na capital

     

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB) recomendou à Secretaria de Educação do Estado que apresente, no prazo de 20 dias úteis, um cronograma de implantação e implementação de salas de Atendimento Educacional Especializado (AEE) nas escolas da rede estadual de educação localizadas no município de João Pessoa. O objetivo do MPPB é que a rede estadual de ensino tenha, até 2026, pelo menos 70 salas de AEE instaladas na capital. Atualmente, apenas 32 escolas estaduais dispõem desse equipamento fundamental para garantir a educação inclusiva de qualidade a alunos com deficiência, no município. 

    A recomendação integra o Procedimento 002.2021.050153 e foi expedida pela 51ª promotora de Justiça de João Pessoa, Maria Edlígia Chaves Leite, ao secretário estadual de Educação, Wilson Santiago Filho. Também foi enviada ao procurador-geral do Estado, Fábio Brito Ferreira, para ciência. 

    Conforme explicou a promotora de Justiça que atua na defesa da Educação na capital, a medida visa garantir o cumprimento da meta estabelecida pelo Ministério da Educação (MEC), de que, até 2026, sejam ofertadas salas de recursos multifuncionais em 72% das escolas públicas de todo o País. Atualmente, essa é uma realidade de 36% das unidades de ensino públicas brasileiras. 

    Proposta
    A proposta do MPPB exposta na recomendação é que sejam implantadas, até 2026, mais 42 salas de AEE em escolas estaduais localizadas no município de João Pessoa, sendo que 21 delas sejam instaladas ainda este ano e preferencialmente nas escolas que já têm ordem judicial determinando a instalação. 

    A recomendação está fundamentada no artigo 227 da Constituição Federal (que versa sobre o direito fundamental à educação); no Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90), na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/96, a LDB), principalmente em relação à educação especial e inclusiva; no Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015); na Resolução 145/2024 do Conselho Estadual de Educação da Paraíba (que estabelece diretrizes estaduais para a Educação Especial na perspectiva inclusiva, na Educação Básica) e no Parecer número 50, do Conselho Nacional de Educação.

    A promotora de Justiça destacou também que o Estado possui orçamento destinado à educação, provenientes de impostos e outras receitas e que parte desses recursos é vinculada à manutenção e desenvolvimento do ensino (MDE), sendo a educação especial uma modalidade da educação básica que deve ser contemplada nesse orçamento. “Nada impede que o Estado aloque recursos próprios em seus respectivos orçamentos (Plano Plurianual – PPA, Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO e Lei Orçamentária Anual – LOA) para garantir a estrutura física e pedagógica necessária para o AEE, incluindo a construção, reforma ou adequação de espaços”, argumentou. 

    Confira as escolas estaduais localizadas em João Pessoa que têm salas de AEE:
    EEEF PROF ADELIA DE FRANCA;
    EEEF PROF ORLANDO CAVALCANTI GOMES;
    EEEE ANA PAULA RIBEIRO BARBOSA LIRA;
    EEEFM CONEGO LUIZ GONZAGA DE LIMA;
    EEEFM DES BRAZ BARACUHY;
    ECI NICODEMOS NEVES;
    EEEF FREI MARTINHO;
    EEEF ISABEL MARIA DAS NEVES;
    ECI EEFM MILTON CAMPOS;
    EEEFM PROF JOSE BAPTISTA DE MELLO;
    EEEFM PROFESSORA MARIA JACY COSTA;
    CENTRO PROFIS DEP ANTONIO CABRAL;
    EEEF PROFESSORA ANTONIA RANGEL DE FARIAS;
    EEEF JOSE VIEIRA;
    ECIT LUIZ GONZAGA DE ALBUQUERQUE BURITY;
    ECIT PAPA PAULO VI;
    EEEF FRANCISCO CAMPOS;
    ECI LYCEU PARAIBANO;
    EEEFM PADRE ROMA;
    EEEFM DR JOÃO NAVARRO FILHO;
    ECI OLIVIO PINTO;
    EEEF ANTONIO PESSOA;
    EEEFM AUDIOCOMUNICAÇÃO;
    EEEF PADRE CÍCERO ROMÃO BATISTA;
    EEEF PROFª RITA DE MIRANDA HENRIQUES;
    ECIT ALICE CARNEIRO;
    ECIT PROFESSOR RAUL CÓRDULA;
    INSTITUTO DE EDUCAÇÃO DA PARAÍBA (IEP);
    CEEEA SESQUICENTENÁRIO;
    ECIT MARIA DO CARMO DE MIRANDA;
    CPM ESTUDANTE REBECA CRISTINA ALVES SIMÕES;
    CAPITULINA SATYRO

    Imagem ilustrativa retirada do Pixabay

  • Mais Médicos: 3.173 profissionais começam a atuar na assistência à população e na redução de espera do SUS

    Mais Médicos: 3.173 profissionais começam a atuar na assistência à população e na redução de espera do SUS

    A partir de hoje (2/7), 3.173 médicos selecionados no Programa Mais Médicos iniciam as atividades em 1.618 municípios e 26 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIS), fortalecendo a atenção primária e garantindo atendimento em regiões remotas e de maior vulnerabilidade social. Serão 3.065 profissionais atuando nas Equipes de Saúde da Família e 108 profissionais nos DSEIS. O edital registrou recorde de inscrições com mais de 45 mil candidatos.

    Entre os dias 2 e 7 de julho, acontece a etapa de chegada nos territórios dos médicos formados no Brasil com registro no Conselho Regional de Medicina (CRM). Já os médicos brasileiros formados no exterior irão participar, a partir de 4 de agosto, do Módulo de Acolhimento e Avaliação (MAAv), um treinamento específico para atuação em situações de urgência, emergência e no enfrentamento de doenças prevalentes nas regiões de trabalho.

    Os profissionais que compõem o Mais Médicos estão diretamente ligados ao fortalecimento da Atenção Primária à Saúde e no esforço contínuo em acelerar o atendimento especializado no Sistema Único de Saúde (SUS). A atuação integrada desses profissionais, pelo prontuário eletrônico e os fluxos que vão reduzir o tempo de espera do paciente, facilitará o acesso à média e alta complexidade para todos os cidadãos.

    “São mais de três mil profissionais que iniciam suas atividades dentro do Mais Médicos, qualificando o atendimento na atenção primária e reduzindo o tempo de espera. Além disso, o programa também investe na formação e qualificação desses profissionais, proporcionando oportunidades de especialização em Medicina de Família e Comunidade e mestrado profissional em Saúde da Família”, explica o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço.

    Distribuição de médicos no Brasil

    A oferta das vagas do programa considerou o cenário atual de distribuição de profissionais no país, segundo Demografia Médica 2025. O estudo – realizado pelo Ministério da Saúde (MS), Universidade de São Paulo (USP) e Associação Médica Brasileira (AMB) –, aponta a proporção de médicos por habitante nas diferentes regiões do país.

    A prioridade do Mais Médicos é atender aquelas de maior vulnerabilidade social e com menor número de profissionais. As vagas do edital contemplaram, em sua maioria, regiões vulneráveis de municípios de pequeno porte (75,1%), médio porte (11,1%) e grande porte (13,8%).

    O Programa Mais Médicos garante assistência a mais de 63 milhões de brasileiros em todo o país. Com a meta de alcançar 28 mil profissionais, atualmente conta com cerca de 24,9 mil médicos atuando em 4,2 mil municípios – o que representa 77% do território nacional.

    Victor Almeida
    Ministério da Saúde

  • Auditores fiscais aprovaram em AGE paralisações das atividades

    Auditores fiscais aprovaram em AGE paralisações das atividades

    Em assembleia geral extraordinária, realizada nesta terça-feira (1°/7), os filiados ao Sindifisco-PB aprovaram paralisações pontuais das atividades de fiscalização em todo o Estado, com concentrações de protestos nas repartições fiscais.

    Os cerca de 300 participantes da AGE, tanto presencial quanto virtual, expressaram indignação no que se refere à política de desrespeito da Sefaz-PB e do Governo, que se recusam a abrir uma mesa de negociação para discutir as questões do Fisco Estadual.

    De acordo com o cronograma de luta aprovado, os auditores e as auditoras fiscais vão realizar paralisações no próximo dia 16/7 (quarta-feira) e nas quartas-feiras seguintes, dias 23 e 30.

    No mês de agosto, serão duas paralisações por semana, às terças e quartas-feiras.

    A categoria fiscal volta a se reunir em assembleia extraordinária no próximo mês de setembro (dia 3), para deliberação de novos encaminhamentos.

    Mobilizações: Nos últimos dias, a diretoria do Sindifisco-PB visitou as repartições fiscais, dentro do movimento “Todos juntos na Sefaz-PB”, promovendo um trabalho de articulação da base para essa AGE.