Blog

  • Padilha inaugura Centro de Referência da Mulher em Campinas e anuncia expansão de serviços no SUS

    Padilha inaugura Centro de Referência da Mulher em Campinas e anuncia expansão de serviços no SUS

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inaugurou nesta sexta-feira (22), o Centro de Referência de Assistência Integral à Mulher (CRAIM), em Campinas (SP). A nova unidade recebeu R$ 6,5 milhões em investimentos, sendo R$ 5,47 milhões do Ministério da Saúde e R$ 1,1 milhão do município, de acordo com a Prefeitura de Campinas. Com foco na saúde da mulher, a estrutura fortalece uma das áreas prioritárias do Agora Tem Especialistas para reduzir tempo de espera para consultas, exames e cirurgias. 

    “Tenho certeza de que este centro vai contribuir de forma decisiva para reduzir o tempo de espera do SUS. Muitas mulheres aguardam meses, até anos, por consultas e exames como mamografia e colposcopia. Aqui, será possível acelerar diagnósticos e garantir tratamento precoce, especialmente contra o câncer de colo do útero e de mama”, afirmou Padilha. 

    Com capacidade para 250 atendimentos por dia, o centro contará com cerca de 50 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros, técnicos, psicólogos, fisioterapeutas e nutricionistas. Os atendimentos serão feitos via encaminhamentos especializados. A estrutura dispõe ainda de sala de observação com dois leitos para gestantes de alto risco e três salas de pequenos procedimentos. 

    Os serviços oferecidos incluem pré-natal de alto risco, patologia cervical, mastologia, planejamento familiar, mamografia e ultrassonografia. O centro prevê ainda expansão futura com a inclusão de fisioterapia, uroginecologia e histeroscopia. 

    Padilha reforçou que a saúde da mulher é uma prioridade absoluta do governo federal. “As mulheres são maioria da população e, também, da força de trabalho em saúde. Quase 80% dos profissionais da área são mulheres. Garantir a saúde integral das mulheres significa fortalecer toda a família brasileira”, afirmou. 

    Nesta linha, o ministro relembrou que a nova tecnologia para substituir o exame de Papanicolau, testada na região de Campinas em parceria com o CAISM/Unicamp, será levada para todo o país. “Experiências locais bem-sucedidas, como essa inovação que começamos a testar aqui, podem se consolidar como políticas nacionais. É assim que fortalecemos o SUS”, ressaltou.  

    Nova estrutura para fortalecer saúde em Campinas 

    Ainda em Campinas, Alexandre Padilha participou do lançamento da pedra fundamental para a nova sede do Centro de Saúde Boa Esperança, estrutura que vai unir saúde e atividades educacionais. 

    Foto: João Risi/MS
    Foto: João Risi/MS

    O novo Centro de Saúde homenageia o professor Flávio de Sá, referência da Unicamp e reconhecido nacionalmente por sua contribuição à ética médica, à gestão e à formação de profissionais de saúde. Ele foi responsável por iniciativas pioneiras no currículo da universidade, com foco na segurança do paciente e no cuidado humanizado, deixando um legado importante para a saúde pública brasileira.   

    Edjalma Borges 
    Ministério da Saúde 

  • Banco Vermelho no MPPB de Santa Rita convida à reflexão e ação contra feminicídio

    Banco Vermelho no MPPB de Santa Rita convida à reflexão e ação contra feminicídio

    Quem passar pela sede do Ministério Público da Paraíba em Santa Rita pode, a partir desta sexta-feira (22/08), ver de perto o símbolo de um projeto de conscientização sobre a violência contra a mulher e o feminicídio e se engajar na campanha. O Banco Vermelho é uma das iniciativas do MPPB durante o Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização sobre a violência e o feminicídio. A ideia nasceu na Itália e, aqui no Brasil, ganhou força pela lei federal 14.942/2024, que determina a instalação de bancos vermelhos em espaços públicos para alertar sobre o feminicídio e provocar a sociedade para que reflita sobre a necessidade da prevenção e de parar com o derramamento de sangue de mulheres – daí o nome do projeto. 

    O Banco Vermelho inaugurado nesta sexta foi confeccionado por presos que estão no Presídio Padrão de Santa Rita por crimes de violência sexual e doméstica. A promotora de Justiça Ana Maria França, substituta da promotoria da Mulher e promotora das Execuções Penais de Santa Rita, destacou a importância da parceria com a secretaria de Administração Penitenciária, por meio do secretário João Alves; e com a direção do presídio. Ana Maria França explica como isso aconteceu: “Lançamos a ideia para o diretor do Presídio Padrão de Santa Rita que, de imediato, iniciou os trabalhos, selecionando os apenados de acordo com os crimes praticados, que deveriam ser aqueles com histórico de violência doméstica e sexual. Tivemos o cuidado nesta seleção para fazê-los refletir e colaborar, de alguma maneira, e dar visibilidade para a necessidade de prevenção à violência doméstica e suas consequências nefastas às vítimas e aos próprios autores da violência”.

    O resultado do trabalho, estampado em tinta branca no vermelho do banco, é um convite permanente, claro e direto a todos: “Lutamos pela vida. Sentar e Refletir. Levantar e agir.” E arremata com o número 180, do Disque Denúncia. 

    O Ministério Público em Santa Rita fica na rua Maria de Lourdes Serejo Silva, s/n, no Alto dos Eucaliptos.

     

  • Atuação no enfrentamento ao feminicídio é destaque em webinar do MPPB

    Atuação no enfrentamento ao feminicídio é destaque em webinar do MPPB

    Foi realizado nesta sexta-feira (22/08), o webinar “Atuação do Ministério Público no enfrentamento ao Feminicídio”, uma iniciativa do Ministério Público da Paraíba por meio do Centro de Apoio Operacional Criminal e do Núcleo de Apoio às Vítimas de Crimes (Navic), com o apoio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf). O evento contou com a participação de membros e servidores do Ministério Público, uma escritora e uma mediadora, que discutiram os desafios e as estratégias para uma atuação mais eficaz no combate a essa grave violação dos direitos humanos.

    A abertura foi realizada pelo procurador-geral de Justiça, Antônio Hortêncio Rocha Neto, que destacou a criação de núcleos como o Gedir e o Navic para o enfrentamento de questões de gênero e a importância da capacitação com foco na atuação prática dos membros do MPPB. 

    O corregedor-geral do MPPB, Antônio Sarmento, ressaltou o feminicídio como a “expressão mais brutal da violência de gênero” e a necessidade de uma ação coordenada para o enfrentamento desse problema que aflige toda a sociedade brasileira. 

    O coordenador do CAOCrim, promotor de Justiça Ricardo Alex Almeida Lins, enfatizou que o combate ao feminicídio exige uma reflexão constante e uma ação qualificada, que transcende a mera aplicação da lei penal. “O enfrentamento a essa barbárie não se esgota na mera aplicação da lei penal. Exige de nós, atores do sistema de justiça, uma capacitação contínua, um olhar sensível e uma compreensão aprofundada das complexas dinâmicas que perpetuam a violência contra a mulher. É nosso dever constitucional e nosso imperativo ético estarmos devidamente aparelhados para atuar na prevenção e na repressão qualificada desses crimes, garantindo que a Justiça não seja apenas uma promessa, mas uma realidade tangível para as vítimas e suas famílias.

    Literatura como ferramenta de conscientização

    A mediadora do evento foi a 1ª subprocuradora-geral Vasti Cléa Marinho da Costa Lopes. Ela introduziu a escritora Carla Madeira, autora de obras de grande sucesso como “Tudo é Rio”. Vasti Clea utilizou o livro para ilustrar o ciclo da violência doméstica e questionou a autora sobre o papel da literatura na conscientização sobre o feminicídio.

    Carla Madeira expressou sua satisfação em participar do debate e explicou que sua escrita busca entender a condição humana e como fatores ambientais e educacionais influenciam as pessoas. Ao criar personagens como Dalva e Venâncio, ela explora as raízes da violência de gênero, que considera um problema estrutural e não individual. A autora defendeu que a complexidade emocional impede que as vítimas ajam racionalmente em relacionamentos abusivos e abordou as críticas de que sua obra romantiza a violência, distinguindo o perdão da impunidade.

    Atuação em rede

    A promotora de Justiça do Ministério Público do Paraná, Ticiane Louise Santana Pereira, dividiu sua apresentação em três eixos: um histórico-crítico do pacote legislativo antifeminicídio, os impactos da perspectiva de gênero na percepção processual e a aplicação prática da lei. Ela fez um resgate histórico, desde a “Declaração Universal da Mulher Cidadã” de 1791 até a Constituição de 1988, que, segundo ela, abordou a violência doméstica de forma “familiarizada”.

    A palestrante também criticou o processo legislativo da Lei do Feminicídio de 2015, marcado por disputas políticas que, por exemplo, resultaram na exclusão explícita de mulheres trans do texto legal. Ela também apontou falhas no chamado “Pacote Antifeminicídio”, como a ausência de políticas de reabilitação para agressores. A promotora enfatizou ainda a obrigatoriedade da aplicação do protocolo de enfrentamento à violência doméstica com perspectiva de gênero e a importância de um canal de comunicação direto com as vítimas para monitorar as sobreviventes. Além disso, abordou questões técnicas como a desclassificação de feminicídio para homicídio e a impossibilidade de aplicação do feminicídio privilegiado sem ofender decisões do STF.

    Estratégias no Tribunal do Júri

    Em seguida, a promotora de Justiça do Rio de Janeiro, Simone Sibilio do Nascimento, focou sua fala nas estratégias de atuação no Tribunal do Júri. Ela ressaltou a necessidade de os promotores se apropriarem de protocolos de atuação com perspectiva de gênero e apresentou seu próprio protocolo de atendimento a vítimas diretas e indiretas de feminicídio, que visa dignificar a memória da vítima no processo judicial através da coleta de documentos e informações pessoais.

    A promotora do MPRJ fez uma crítica à imposição da “assistência qualificada de ofício” à vítima e argumentou que essa prática, além de não ter previsão legal expressa e contrariar normativas internacionais de direitos humanos que prezam pela autonomia da vontade, pode ser prejudicial. Segundo ela, impor um representante legal da mulher sem sua autorização a trata como incapaz, silencia sua vontade, pode revitimizá-la ao forçá-la a participar do processo contra seu desejo e ainda cria um risco de retaliação por parte do agressor. Ela defendeu que a assistência jurídica deve ser uma escolha da vítima, que precisa ser informada sobre seus direitos para decidir se deseja ou não ser parte ativa no processo.

     

  • ALPB celebra em Cajazeiras 225 anos de nascimento do Padre Rolim

    ALPB celebra em Cajazeiras 225 anos de nascimento do Padre Rolim

    Notícias

    Publicado em 22 de agosto de 2025

    A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou, nesta sexta-feira (22), sessão especial em celebração aos 225 anos de nascimento do Padre Inácio de Sousa Rolim e o aniversário de 162 anos de emancipação política da cidade de Cajazeiras, no Sertão Paraibano, ambos comemorados no dia 22 de agosto. O evento, proposto pelos parlamentares Chico Mendes, Dra. Paula e Júnior Araújo, aconteceu de forma conjunta com a Câmara Federal e a Câmara de Vereaores da Cidade.

    O presidente da ALPB, deputado Adriano Galdino, afirmou que a homenagem a Cajazeiras e ao fundador da cidade, Padre Rolim, reunindo a Câmara Municipal, a Assembleia Legislativa e a Câmara Federal, é justa, tendo em vista a importância de ambos na história da Paraíba. “Cajazeiras está em festa. Todos unidos nesta sessão conjunta. Isso mostra o prestígio e a força, não só do Sertão paraibano, mas de Cajazeiras, a terra que ensinou a Paraíba ler”, declarou Adriano.

    Para o deputado Chico Mendes, Padre Rolim foi o grande precursor e construtor da educação no Alto Sertão e dedicou sua vida ao engrandecimento, através da educação, de sua terra natal, Cajazeiras. O parlamentar avaliou o momento como histórico e uma demonstração da importância do município de Cajazeiras para a Paraíba.

    “Mais do que histórico, é o momento de celebração conjunta. 162 anos de emancipação política de Cajazeiras e comemoramos 225 anos do nascimento do nosso Padre Rolim. Uma história marcada por muito trabalho e fortalecida por vínculos que reverberam na Paraíba e no Brasil inteiro com a educação. A educação é a marca da terra do Padre Rolim. Essa homenagem é mais que pertinente. Hoje, aqui em Cajazeiras, nós estamos com a Câmara Federal, a Assembleia Legislativa da Paraíba e a Câmara Municipal de Cajazeiras. Os três representantes do Legislativo em uma sessão especial para homenagear exatamente os 225 anos de Padre Rolim”, comemorou Chico Mendes.

    O deputado Júnior Araújo destacou que os ensinamentos de Padre Rolim atravessam gerações, o que demonstra sua grandeza e sua relevância para o Sertão

    paraibano. “Conseguimos aqui, pela primeira vez, unir as três Casas legislativas da Federação para fazer uma homenagem ao nosso patrono, que é o Justamente Padre Rolim, fundador da nossa cidade. Muito se deve a Padre Rolim. Um homem que, após 225 anos da sua existência, consegue, na atualidade, manter sua força e interferir de maneira direta na nossa cidade, no nosso dia a dia. Só os grandes homens conseguem isso e essa sessão no dia de hoje é justamente para homenagear este homem a quem a cidade de Cajazeiras deve tudo: nosso grande Padre Rolim”, afirmou o deputado.

    Representando a Câmara dos Deputados, o deputado federal Luiz Couto disse que a homenagem a Cajazeiras e ao Padre Inácio de Sousa Rolim, fundador do município, marca a importância de ambos na história da Paraíba. Para o parlamentar, o momento representa não apenas uma celebração histórica, mas também o reconhecimento do legado de fé, educação e compromisso social deixado por Padre Rolim. “É claro, é homenagem do povo também, que é importante. O povo era da alegria de ter essa figura do Padre Inácio Rolim, que era uma pessoa que cuidava sempre da educação, da fé e do trabalho em favor do povo, que é isso que é importante. O papel de qualquer cidadão que tem uma expressão para cuidar daquilo que é o povo. Nós queremos trabalhar para que o povo tenha dignidade e qualidade de vida”, disse Couto.

    “Muito importante essa sessão de hoje, Padre Rolim é referência para o Nordeste, tanto na área religiosa como educacional, e Cajazeiras, por ser o polo educacional que é hoje, deve-se muito a Padre Rolim. Então, hoje, nos unimos à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal para fazer essa homenagem a Cajazeiras e ao nosso fundador”, avaliou o presidente da Câmara Municipal de Cajazeiras, vereador Lindberg Lira.

    A sessão especial contou ainda com a presença do deputado federal Wilson Santiago; da prefeita e da vice-prefeita de Cajazeiras, Corrinha Delfino e Cristiane Araújo, respectivamente; do prefeito de Patos; Nabor Wanderley; do bispo da diocese de Cajazeiras, reverendo Dom Francisco de Assis Gabriel dos santos; do vereador de Cajazeiras, Alisson Voz e Violão; do professor e historiador José Antônio de Albuquerque; e da professora da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), Mariana Moreira Neto.

    Padre Inácio de Souza Rolim

    Padre Inácio de Souza Rolim nasceu no dia 22 de agosto de 1800, no Sítio Serrote, extremo Oeste da então capitania da Paraíba. Passou sua infância na ainda Fazenda das Cajazeiras e no ano de 1822 ingressou no seminário de Olinda. Três anos depois foi sagrado presbítero.

    No ano de 1829, Padre Rolim dava início às atividades da Escolinha da Serraria, o local onde se cerrava a madeira usada nas construções das casas, e que viria a ser o embrião do colégio.

    Mas foi no ano de 1836, quando percebeu que a repercussão de sua obra já alcançava todo o sertão nordestino, que se dispôs a transferi-la para um prédio de alvenaria, que embora de pequenas proporções melhor se adaptava às atividades a que se destinava.

    E foi em torno do colégio que cresceu o povoado, desenvolvimento este que que em menos de 50 anos passou de simples povoado à condição de vila, sede de comarca e cidade. Por isso que Padre Rolim é considerado o fundador da cidade de Cajazeiras, pois foi a sua obra que alavancou o surgimento do município.

    Padre Rolim faleceu no dia 16 de setembro de 1899.

    Multimídia

    Imagens em alta resolução

    WhatsApp Image 2025-08-22 at 13.51.10 WhatsApp Image 2025-08-22 at 13.41.32 WhatsApp Image 2025-08-22 at 13.50.35

    ≪ Voltar para a Agência de Notícias

  • Promotoria realiza audiência com familiares de idosos institucionalizados, em Guarabira

    Promotoria realiza audiência com familiares de idosos institucionalizados, em Guarabira

    A Promotoria de Justiça de Guarabira realizou, nessa quinta-feira (22/08), uma audiência com os familiares das pessoas idosas acolhidas na Instituição de Longa Permanência São Vicente de Paulo. A audiência foi realizada no auditório da sede da Promotoria de Justiça.

    Segundo a 3ª promotora de Justiça de Guarabira, Edivane Saraiva, o evento contou com palestras da psicóloga Renata Sousa Camelo e da Assistente Social com o tema “Fortalecimento de Vínculos”. 

    Ainda conforme a promotora de Justiça, a audiência faz parte de uma das etapas do Projeto Fortalecimento de Vínculos na ILPI São Vicente de Paulo, nos autos do PA nº 001.2024.080117, com intuito de estimular o fortalecimento de vínculos dos familiares dos idosos acolhidos na ILPI São Vicente de Paulo, que atualmente acolhe 36 idosos sendo 15 mulheres e 21 homens.

    A promotora destaca que a interação da família com os idosos institucionalizados é salutar para promoção do bem-estar e da saúde mental e emocional dos idosos, os quais frequentemente, após serem institucionalizados, deixam de ter contato com seus parentes.

  • MPPB dá parecer contrário a habeas corpus de influenciador

    MPPB dá parecer contrário a habeas corpus de influenciador

    O Ministério Público da Paraíba emitiu parecer contrário ao habeas corpus impetrado pela defesa do influenciador Hytalo Santos e do marido dele, Israel Nata Vicente. 

    O influenciador paraibano é investigado por suposta exploração e exposição de adolescentes, utilização indevida da imagem de menores com finalidade lucrativa, configurando exploração sexual e trabalho infantil artístico irregular, uma vez que o conteúdo produzido é monetizado em plataformas digitais como Youtube, Tik Tok e outras. Ele foi preso com o marido na última sexta-feira, 15 de agosto, em Carapicuíba, na Grande São Paulo, a pedido do MP. Agora, o casal aguarda transferência para a Paraíba. 

    No pedido de revogação da prisão preventiva, a defesa afirma que a decretação carece de fundamentos. Entre as razões elencadas, argumenta que não havia intenção de fuga, já que o influenciador digital havia divulgado nas redes sociais dele que estava em São Paulo. E pede a concessão de medidas cautelares, diante da situação.

    No seu parecer, o procurador de Justiça do Ministério Público Álvaro Gadelha Campos entendeu que não existe razão no pedido. Ele lembra que a decisão que decretou a prisão preventiva trouxe, em sua fundamentação, a necessidade de garantir a lisura da instrução criminal. Como apontou o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco/MPPB), havia indícios de destruição e remoção de provas que seriam apreendidas no decorrer das investigações. A prisão, então, tinha por motivo impedir que isso voltasse a acontecer, bem como que os investigados pudessem intimidar testemunhas, se permanecessem em liberdade.

    O procurador ressalta, ainda, que a decisão da juíza plantonista foi submetida à instância superior e mantida, ao serem consideradas as provas de supostos crimes graves e indícios suficientes de autoria indicados pelo juiz de primeiro grau, além da gravidade dos atos imputados aos investigados e o risco da destruição e ocultação de provas. No entendimento do MP, uma substituição da prisão preventiva por medidas cautelares diversas, como pedia a defesa, seria ineficaz para preservar a ordem pública, o andamento do processo e desestimular o retorno da prática criminosa. 

    O parecer destaca ainda, que a prisão cautelar não viola o princípio da presunção de inocência (porque não implica em juízo de culpabilidade antecipada), e que, neste caso, “está devidamente fundamentada (artigos 5º, LXI e 93, IX da constituição Federal), demonstrando o cabimento, pressupostos e necessidade da custódia cautelar, necessária por ora para assegurar a ordem pública, não existindo qualquer ilegalidade ou vício a ser sanado” e conclui, opinando pelo indeferimento do habeas corpus.

     

  • Julgamento com perspetiva de gênero: MPPB ressalta proteção da vítima em júri de CG

    Julgamento com perspetiva de gênero: MPPB ressalta proteção da vítima em júri de CG

    Mais um réu foi condenado pelo crime de feminicídio nos julgamentos realizados no Tribunal do Júri de Campina Grande, na Semana Nacional pela Paz em Casa, dentro das ações do Agosto Lilás. Atuaram na sessão plenária os promotores de Justiça Luciara Lima Simeão Moura e José Antônio Neves Neto. Os trabalhos foram iniciados às 8h e terminaram perto das 23h.

    Conforme o MPPB, o réu foi condenado pelo assassinato de sua ex-namorada com disparo de arma de fogo em sua cabeça a uma pena de 20 anos e 11 meses, reconhecido o feminicídio. O fato, ocorrido em outubro de 2020, no município de Boqueirão, causou indignação a sociedade e mobilizou os agentes políticos que, em resposta, criaram lei municipal do dia de combate ao feminicídio em homenagem póstuma a Viviane Gonçalo Farias, jovem de 19 anos, que sonhava com a enfermagem e um dia constituir família.

    Segundo a promotora Luciara Moura, a sessão plenária foi longa e extenuante, com oitiva de inúmeras testemunhas, diversas questões processuais, revelando a tensão natural de um julgamento de repercussão de um fato bárbaro que chocou a todos. “Pela segunda vez, a sociedade campinense proferiu um veredito de condenação que expressa a verdadeira justiça e a necessária resposta a todo o corpo social que repugna atos bárbaros que atentem contra a vida das mulheres. Aos familiares de Viviane, o Ministério Público expressa seus sentimentos e que a justiça possa consolar um pouco os corações enlutados”.

    Proteção da vítima

    Durante a fala da defesa, o Ministério Público insurgiu-se veementemente contra a exposição de documentos e fotos que denegriam a imagem da vítima bem como expunham ao público dados e conteúdo de natureza íntima. Amparado nas disposições do art. 474-A do Código de Processo Penal, bem como nos Protocolos de Julgamento com Perspectiva de Gênero do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a presidência dos trabalhos vedou a utilização das imagens bem como do conteúdo para garantir a dignidade e honra da vítima, como postulado pelo MPPB.

    O promotor José Neto ressaltou que é missão da instituição velar pela vida e pela dignidade das vítimas, mais ainda de vítimas de feminicídio. “O discurso corrente nos casos como esse passa sempre pela exposição e desrespeito à memória da vítima, num vale tudo com o qual jamais concordaremos e contra o qual, enquanto Promotor de Justiça, tribuno da vida no plenário do Júri, sempre me manifestarei”.

     

  • Ministério da Saúde entrega 3 mil kits de telessaúde e lança edital inédito para expandir atendimento a distância com hospitais privados

    Ministério da Saúde entrega 3 mil kits de telessaúde e lança edital inédito para expandir atendimento a distância com hospitais privados

    O programa Agora Tem Especialistas inicia, na próxima semana, uma nova etapa para o fortalecimento e a modernização do SUS Digital com a distribuição de 3 mil kits de telessaúde para Unidades Básicas de Saúde (UBS). O investimento, na ordem de R$ 20 milhões pelo Novo PAC Saúde, visa ampliar o atendimento especializado a distância dos pacientes do SUS, especialmente aqueles que vivem em regiões de maior vulnerabilidade social e de difícil acesso. 

    A telessaúde tem potencial para reduzir em até 30% as filas de espera por consulta ou diagnóstico da rede especializada do SUS. “Estamos vivendo um novo momento no SUS. Onde antes faltavam médicos especialistas, hoje já temos consultas, laudos e diagnósticos sendo feitos à distância, com segurança e agilidade. Fortalecer a Telessaúde é garantir que a população não espere meses por um atendimento que pode salvar vidas”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

    A oferta de telessaúde em todo o país cresceu 65% em um ano. Em 2024, foram 2,5 milhões de atendimentos enquanto no ano anterior foi de 1,5 milhão. A meta do Ministério da Saúde é realizar 10 milhões de atendimentos a distância até 2027, consolidando o Brasil como referência em saúde digital integrada ao SUS.  Atualmente, o Brasil conta com 26 Núcleos de Telessaúde em 17 estados. 

    Entregas de kits contribuem para a estruturação da telessaúde no Brasil

    Compostos por notebook, teclado, televisor, webcam e outros equipamentos, os três mil kits de telessaúde serão entregues às Unidades Básicas de Saúde até o final de novembro.

    Para garantir a efetividade do Agora Tem Especialistas, o Ministério também investe em conectividade. Em 2023, 920 UBS em áreas remotas foram conectadas via satélite e outras 3 mil devem receber fibra ótica até o fim deste ano. Atualmente, 87% das UBS já utilizam prontuário eletrônico, o que facilita a integração dos atendimentos com a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). 

    Editais para expandir telessaúde estão com inscrições abertas

    Essa iniciativa se soma à publicação de dois editais, que visam expandir a oferta de Núcleos de Telessaúde em todo país. Um deles é inédito por ser destinado a hospitais do setor privado que, pela primeira vez, são mobilizados pelo Ministério da Saúde para ampliar o número de atendimentos da rede do SUS. O segundo busca expandir a atual oferta pública de consultas a distância. As inscrições para as duas iniciativas já estão abertas. 

    Direcionado ao setor privado, o edital nº 2/2025 objetiva credenciar estabelecimentos de saúde, com ou sem fins lucrativos, em funcionamento no Brasil, para prestação de serviços de telessaúde. Eles poderão ser contratados pelos estados, Distrito Federal e municípios para prestação de serviços de telessaúde. O edital terá vigência de um ano podendo ser prorrogado por igual período.

    Já o edital nº 3/2025 é direcionado a Secretarias Estaduais ou Municipais de Saúde, Instituições de Ensino Superior (IES) e de Pesquisa públicas, hospitais públicos, instituições de assistência, ensino e pesquisa. Eles têm até o dia 6 de setembro para apresentarem propostas para a oferta de serviços de telessaúde em Núcleos de Telessaúde.

    Os novos Núcleos de Telessaúde selecionados deverão funcionar como estabelecimentos de saúde registrados no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) e seguir protocolos nacionais que padronizam fluxos de atendimento, critérios de elegibilidade de pacientes e condutas pré e pós-consulta.

    Os serviços contemplam teleconsultoria, modalidade na qual profissionais de saúde trocam informações e conhecimentos remotamente; teleconsulta, atendimento a distância entre o médico e o paciente; a teleinterconsulta, modalidade na qual um médico e um profissional de saúde atendem um paciente (um remoto e outro presencial) e telemonitoramento, prática de acompanhamento remoto do paciente. A escolha depende da necessidade clínica e da preferência do usuário. 

    Catálogo Nacional de Telessaúde vai integrar o atendimento em todo o Brasil

    Além dos editais hoje lançados, o SUS Digital contará com outros ineditismos, como a criação de um Catálogo Nacional de Telessaúde, que funcionará como uma prateleira de serviços qualificados, organizados de forma padronizada e disponíveis para contratação pelos gestores locais. Assim, a oferta, até então fragmentada entre estados e municípios, passa a ser nacional e integrada. 

    A medida vai permitir que a jornada do paciente seja acompanhada desde a triagem até o encaminhamento, promovendo maior resolutividade clínica, humanização e integração entre o setor público e privado. Isso vai agilizar, qualificar e melhorar o encaminhamento da Atenção Primária para a Especializada. 

    Outra novidade é que, pela primeira vez, o país vai contar com protocolos para atendimentos em telessaúde, com diretrizes que definem fluxos e critérios para a realização de atendimentos nos setores públicos e privados, incluindo aspectos como elegibilidade do paciente, equipamentos necessários e condutas pré e pós-consulta. 

    Anna Elisa Iung e Carolina Militão
    Ministério da Saúde

  • Câmara aprova urgência para proposta que isenta de Imposto de Renda os salários de até R$ 5 mil

    Câmara aprova urgência para proposta que isenta de Imposto de Renda os salários de até R$ 5 mil

    A data para votar o projeto ainda será marcada

    A Câmara dos Deputados aprovou na sessão desta quinta-feira (21) a urgência para a proposta que concede isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil (Projeto de Lei 1087/25, do Poder Executivo) por mês.

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que será definida com os líderes partidários a data para análise em Plenário da versão elaborada pelo relator, deputado Arthur Lira (PP-AL).

    Aprovado por uma comissão especial, o substitutivo eleva dos R$ 7.000 previstos inicialmente para R$ 7.350 a renda máxima que terá redução parcial do tributo.

    A taxação de contribuintes de alta renda, com um mínimo de 10% de alíquota, compensará parte da isenção de quase R$ 26 bilhões e incluirá os ganhos deles com lucros e dividendos de empresas.

     

    Reportagem – Ralph Machado

    Edição – Natalia Doederlein

     

    Fonte: Agência Câmara de Notícias

  • Corte Interamericana de Direitos Humanos condena Brasil no caso Manoel Luiz da Silva

    Corte Interamericana de Direitos Humanos condena Brasil no caso Manoel Luiz da Silva

    A Corte Interamericana de Direitos Humanos (Corte IDH) condenou o Brasil no caso do assassinato do trabalhador rural Manoel Luiz da Silva, em 19 de maio de 1997, em São Miguel de Taipu, na Paraíba. A sentença, divulgada em fevereiro de 2025, culpa o Estado brasileiro pela falta de esclarecimento do crime e de punição aos responsáveis, além de negar à família da vítima o direito à verdade. E determina que o governo deve indenizar os parentes de Manoel Luiz da Silva, oferecer tratamento médico e/ou psicológico adequado, reconhecer publicamente a responsabilidade no caso e formar um diagnóstico sobre a violência contra os trabalhadores rurais na Paraíba.

    De acordo com a denúncia apresentada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) pelas organizações não-governamentais Justiça Global, Dignitatis e Comissão Pastoral da Terra em 2003, Manoel Luiz da Silva, de 40 anos, foi morto quando passava, junto com outros trabalhadores sem-terra, por um trecho de estrada dentro da Fazenda Engenho Itaipu. O grupo foi atacado a tiros por funcionários da propriedade e Manoel morreu no local. 

    Em 7 de novembro de 1997, o Ministério Público da Paraíba apresentou denúncia contra dois acusados. O júri só aconteceu mais de oito anos depois, em 23 de março de 2006, e decidiu, por maioria, pela absolvição. O MP e a assistente de acusação interpuseram recurso contra a decisão, que foi julgado em 26 de setembro de 2007 pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, anulando a decisão do Tribunal do Júri e designando um novo julgamento.

    O novo julgamento foi realizado em 1º de dezembro de 2009, no qual a materialidade do crime e a atuação em concurso para o crime foram reconhecidas por unanimidade. No entanto, emitiu-se sentença absolvendo ambos os réus. O Ministério Público interpôs um novo recurso de apelação, que foi declarado improcedente. A decisão de absolvição dos acusados transitou em julgado em 22 de novembro de 2013.

    Em 27 de agosto de 2003, Justiça Global, Comissão Pastoral da Terra da Paraíba (“CPT”) e Dignitatis – Assessoria Técnica Popular apresentaram a petição inicial perante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos que, em 26 de novembro de 2021, submeteu ao Tribunal as ações e omissões estatais. 

    A corte reconheceu que o Estado é responsável pela violação da garantia do prazo razoável no processo penal, pela falta de devida diligência no processo penal, pela violação do direito à verdade e pela violação do direito à integridade pessoal, condenando o Brasil a uma série de reparações.

    Veja a sentença AQUI, publicada por determinação da Corte IDH