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  • Juiz vai lançar livro sobre redes sociais, democracia e responsabilidade das big techs nesta 5ª feira

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    O juiz Fabrício Meira Macedo, da Turma Recursal da Comarca de Campina Grande, lançará o livro ‘Redes Sociais e Democracia: A Responsabilidade Criminal das Big Techs na Proteção da Constituição e do Estado Democrático de Direito’. O evento ocorrerá nesta quinta-feira (11), a partir das 19h, no auditório da Escola Superior da Magistratura do Estado da Paraíba (Esma-PB), em João Pessoa. 

    A obra, publicada pela Editora Thoth, conta com apresentação de Paloma Saldanha, professora e pesquisadora permanente do Programa de Pós-graduação em Direito e Inovação da Universidade Católica de Pernambuco.

    No livro, o jurista Fabrício Meira analisa como as grandes plataformas digitais influenciam a vida política e social, especialmente quando permitem a disseminação de desinformação e discursos de ódio. “O leitor encontrará uma explicação clara sobre como a internet se tornou um novo meio ambiente, o meio ambiente digital, e como as relações nele desenvolvidas encontram tratamento na Constituição”, disse.

    O autor ainda examinou casos internacionais e nacionais que mostram como as redes sociais podem contribuir para a erosão democrática, comparando diferentes modelos de regulação adotados no mundo. “A partir desse diagnóstico, desenvolve-se o núcleo da pesquisa: a possibilidade de responsabilização criminal das Big Techs quando suas ações ou omissões contribuem para danos ao Estado Democrático de Direito”, ressaltou.

    A obra também apresenta uma proposta normativa concreta para atualizar a legislação brasileira, garantindo que a liberdade na internet seja preservada, mas sem permitir que plataformas se tornem instrumentos de ataque às instituições. “É, portanto, um estudo acessível e atual, que dialoga com temas urgentes sobre democracia, tecnologia e responsabilidade das empresas”, afirmou.

    O magistrado também é o autor do livro ‘Tribunal do Júri: competência constitucional cristalizada e o impacto da atuação das organizações criminosas’, da editora Dialética. A obra analisa o funcionamento do Tribunal do Júri à luz da Constituição Federal de 1988, abordando os desafios da Justiça diante do crescimento e da influência das organizações criminosas.

    Por Marcus Vinícius
     

  • Fórum Cível da Capital completa 20 anos como marco estrutural e institucional do Judiciário

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    O Fórum Cível: belo prédio na Avenida João Machado

    O Fórum Cível de João Pessoa, localizado na Avenida João Machado, completa 20 anos de funcionamento, consolidando-se como um dos espaços mais importantes do Poder Judiciário da Paraíba. Erguido com oito pavimentos e idealizado para concentrar todas as Varas Cíveis da Capital, o prédio foi construído durante a gestão do desembargador aposentado Plínio Leite Fontes e recebeu o nome de Fórum Cível Desembargador Mário Moacyr Porto, em homenagem ao magistrado que marcou a história da Justiça paraibana.

    Antes da inauguração do edifício atual, o Fórum Cível funcionou por décadas no prédio ao lado Palácio da Justiça, hoje Anexo Administrativo do Tribunal de Justiça da Paraíba. Segundo o historiador Evandro Nóbrega, o Poder Judiciário Estadual instalou-se em sua sede atual, o Palácio da Justiça, em julho de 1939, onde também funcionaram, por muitos anos, os fóruns cível e criminal.

    Hoje, o Fórum Cível é considerado o maior equipamento judicial do Estado, tanto pela estrutura quanto pelo fluxo diário de pessoas: cerca de mil usuários circulam diariamente pelo prédio, que concentra diversas unidades e serviços essenciais à prestação jurisdicional.

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    Fred Coutinho: referência em eficiência e acolhimento

    Durante as comemorações dos 20 anos, o presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, ressaltou a relevância histórica e institucional do Fórum Cível para o fortalecimento do acesso à Justiça. Em sua avaliação, duas décadas representam muito mais do que um marco temporal. “Simbolizam a consolidação de um espaço que evoluiu com a sociedade, enfrentando desafios, incorporando novas tecnologias e aperfeiçoando a prestação jurisdicional”, afirmou.

    O presidente também destacou a participação de seu pai, Júlio Aurélio Moreira Coutinho, na concepção e construção da obra, quando presidiu o Judiciário. Fred Coutinho reforçou ainda que o Fórum se tornou referência em eficiência, acolhimento e modernização. Para ele, a data celebra conquistas, mas também inspira um novo ciclo de investimentos em infraestrutura, formação de servidores, humanização do atendimento e inovação tecnológica.

    Em sua opinião, o grande legado desses 20 anos é a capacidade do Fórum Cível de transformar vidas por meio da justiça, aproximando instituições e comunidade. Ele reafirmou que o trabalho conjunto, a transparência e a responsabilidade pública são pilares essenciais para que os próximos anos sejam ainda mais produtivos e alinhados às necessidades da população.

    Plínio Leite Fontes relembra a concepção da obra

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    Plínio Leite Fontes

    O desembargador aposentado Plínio Leite Fontes, responsável pela construção do Fórum Cível, relembrou os desafios e a motivação que o levaram a idealizar o projeto. “Essa ideia veio do fato de que, se não houvesse um fórum, as Varas estariam distribuídas em vários imóveis, o que não era bom para o juiz, para os advogados e o público”, afirmou. O magistrado lembrou que numa das vezes que passava no trajeto da avenida João Pessoa viu um terreno e teve a ideia. “Aquele espaço não era distante do tribunal, nem do Fórum Criminal, localizado na mesma avenida João Machado. Foi um longo trabalho”, disse o desembargador Plínio Leite Fontes. “Já marchando para o final da minha gestão, mas eu tive coragem. Contei com a boa vontade do governador Cássio Cunha Lima. São oito andares, sob a supervisão da engenheira Marta Ramalho”, pontuou.

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    Atual Anexo Administrativo

    Com a reforma recente do Anexo Administrativo do Tribunal, setores que antes funcionavam no Fórum Cível retornaram ao espaço original, abrindo caminho para um amplo processo de reestruturação do prédio.

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    Juiz Meales Melo

    O diretor do Fórum Cível, juiz Meales Melo, explica que a modernização, prevista para iniciar no começo do ano, envolve a troca dos elevadores, a renovação completa do sistema de ar-condicionado e o redimensionamento dos espaços internos. “O prédio há muito tempo necessitava de atualização. O presidente Fred Coutinho enxergou essa necessidade e viabilizou uma reforma de grande porte. Não há previsão exata de conclusão, porque nossa maior preocupação não é o tempo, mas a execução adequada das melhorias que trarão mais conforto e segurança para servidores, magistrados e jurisdicionados”, destacou.

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    Gerente Cristiane Rodrigues

    A gerente do Fórum Cível, Cristiane Rodrigues, ressaltou a importância de celebrar os 20 anos do prédio e o trabalho contínuo realizado pela equipe. “São vinte anos de dedicação. Contamos com o apoio diário dos nossos colaboradores — servidores, equipe de limpeza, segurança, magistrados e civilistas. Mantemos um esforço conjunto para garantir a funcionalidade e a eficiência do Fórum Cível”, afirmou.

    Duas décadas após sua inauguração, o Fórum Cível da Capital mantém-se como referência em estrutura, atendimento e modernização dentro do Judiciário paraibano. O prédio que nasceu de uma visão estratégica para unificar as Varas Cíveis agora se prepara para um novo ciclo, reafirmando seu papel essencial no acesso à Justiça e no atendimento à população.

    Por Kubitschek Pinheiro
     

  • TJPB participa de Mutirão PopRuaJud e arrecada roupas para pessoas em situação de rua

    PopRuaJud
    O TJPB está presente no projeto PopRuJud em evento na JFPB

    O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) esteve presente no PopRuaJud, iniciativa que apoia o atendimento às pessoas em situação de rua. A ação foi realizada nesta quarta-feira (10), na Justiça Federal na Paraíba, e contou, ainda, com a participação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-13) e do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), além de contar com o apoio da Associação das Esposas dos Magistrados e Magistradas da Paraíba (Aemp), do Município de João Pessoa, do Governo do Estado, da Defensoria Pública, dos Ministérios Públicos estadual e federal e de organizações da sociedade civil.

    PopRuaJud
    Fred Coutinho:resgate da cidadania

    O presidente do TJPB, desembargador Fred Coutinho, destacou a participação da Justiça estadual no mutirão. “Estamos aqui, nessa campanha, olhando para a população em situação de rua, às vezes, tão esquecida por todos nós. O Tribunal de Justiça, com toda a sua equipe, não poderia estar ausente dessa campanha. E vamos avançar mais, procurar fazer mais, acreditando, acima de tudo, na força de cada um na busca de melhorias para essas  pessoas. Aqui, temos que resgatar a cidadania com todas as estruturas disponíveis”, citou.

    PopRuaJud
    Anna Carla: abraço à população de rua

    A desembargadora Anna Carla Lopes, coordenadora estadual do Comitê PopRuaJud, enfatizou que a iniciativa quer acolher esse público. “É uma alegria, uma honra estar à frente desse grande projeto instituído pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para amparar as pessoas em situação de rua que vivem tão marginalizadas e tão esquecidas por nós, por toda a sociedade. O PopRuaJud vem para isso, para abraçar essa população, para acolher e para, efetivamente, prestar um serviço de justiça e de acolhimento”, colocou.

    PopRuaJud
    Mutirão arrecadou roupas para as pessoas em situação de rua

    Mutirão – O encontro contou com diversos serviços essenciais para mais de 100 pessoas em situação de vulnerabilidade. A programação incluiu atendimentos judiciais, orientação individual, análise de demandas urgentes, busca ativa do Benefício de Prestação Continuada (BPC) com atuação conjunta de defensores públicos, médicos do INSS, procuradores e magistrados, além de regularização documental com emissão de certidões, CPF, Carteira de Identidade Nacional e regularização eleitoral. 

    A juíza federal Cristiane Mendonça Lage destaca a importância do esforço conjunto: “O mutirão permite que o Estado chegue primeiro. Queremos ouvir, entender cada demanda e garantir que direitos fundamentais sejam alcançados.” 

    A iniciativa também ofereceu atendimento social, serviços de saúde e odontologia, apoio jurídico, alimentação, banho, cuidados pessoais e cabide solidário. A programação cultural contou com apresentação da Cia da Dança de João Pessoa, espetáculo do Grupo Kairós, cinema e música.

    Por Nice Almeida com informações do portal do Foro da JFPB

  • Projeto Acesso Seguro do Poder Judiciário estadual será adotado por mais um Tribunal

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    Comissão do TRT-13 conheceu o Projeto Acesso Seguro do TJPB

    Uma comissão da Coordenação de Segurança do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (TRT-13) fez uma visita técnica ao Tribunal de Justiça da Paraíba, para conhecer de perto os procedimentos de segurança utilizados pelo Projeto Acesso Seguro e pelo software Visit. Essas ferramentas, já consolidadas nas unidades judiciárias e administrativas do Poder Judiciário estadual, também serão utilizadas pelo TRT da Paraíba. A visita aconteceu na manhã desta quarta-feira (10), no Anexo do TJPB.

    Além da Corte trabalhista, também usam a ferramenta o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), o Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) e o Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC). O Projeto Acesso Seguro faz parte de uma das principais ações da Comissão Permanente de Segurança do TJPB, presidida pelo desembargador Ricardo Vital de Almeida, sendo fundamental para garantir um ambiente mais seguro, organizado e acolhedor aos magistrados(as), servidores(as) e usuários(as). 

    “O Acesso Seguro, consagrado projeto e realidade no TJPB, é compartilhado a todos os órgãos do nosso meio gestor, sempre na firmeza a um Judiciário maior e melhor, a partir da segurança real de magistradas(os), servidoras(es) e do público em geral, ao qual servimos com a heterogeneidade de nossos serviços”, comentou Ricardo Vital.

    A comissão do Tribunal Regional do Trabalho foi recebida pelo coordenador do Acesso Seguro, Jardel Rufino; pelo gerente de Segurança Institucional do TJPB, coronel Gilberto Moura Santos; e pelo gerente de Sistema da Diretoria de Tecnologia do TJPB, Júlio Paiva. “Além de aumentar a proteção física, o Acesso Seguro também melhora a eficiência dos serviços, padroniza práticas de segurança e fortalece a confiança da população no Judiciário paraibano. Trata-se de uma iniciativa que valoriza a vida, o respeito e o bom funcionamento da Justiça”, comentou Jardel Rufino.

    Presidiu a Comissão do TRT-PB o coordenador da Polícia Judicial Isaac Barbosa; o coordenador de Infraestrutura de TI daquele Tribunal, Aciel Carneiro; e o chefe de Seção da Polícia Judicial, Jorge Luna Freire. “O projeto ‘Acesso Seguro’, implementado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), constitui um modelo de controle de acesso robusto e inovador. Ele integra um conjunto de ferramentas que visam identificar e monitorar o fluxo de pessoas nas dependências da Justiça Estadual”, avaliou Isaac Barbosa.

    “Portanto, trata-se de um recurso de fundamental importância para subsidiar a segurança institucional, promovendo um ambiente comprovadamente mais seguro para todos que frequentam o tribunal”, acrescentou o coordenador.

    Segurança e CNJ – O projeto Acesso Seguro integra o Planejamento Estratégico do TJPB e tem por referência a Resolução nº 435/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que instituiu o Sistema Nacional de Segurança do Poder Judiciário, e a Resolução nº 11/2017 do TJPB, a qual estabelece normas de segurança para ingresso e permanência de pessoas nas dependências dos prédios do Judiciário estadual, seguindo procedimentos de identificação, inspeção de segurança, submissão ao aparelho detector de metais e utilização de crachás de identificação para usuários.

    Já o sistema Visit está integrado ao Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP 2.0), permitindo a identificação de pessoas que tenham contra si um mandado de prisão expedido em aberto durante o cadastramento dos visitantes. O Acesso Seguro utiliza procedimentos de identificação, inspeção de segurança, submissão ao aparelho detector de metais e crachás de identificação dos usuários que acessam os prédios do TJPB.

    Por Fernando Patriota
     

  • Comissão de Segurança do TJPB realiza reunião com magistrados do Brejo e Curimataú em Areia

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    Reunião da Comissão de Segurança foi realizada em Areia

    A Comissão Permanente de Segurança do Tribunal de Justiça da Paraíba realizou, na última sexta-feira (5), uma reunião com magistrados das regiões do Brejo e Curimataú paraibano. O encontro ocorreu no Fórum Desembargador Aurélio Albuquerque, na Comarca de Areia, e tratou de pautas voltadas ao fortalecimento das políticas de segurança no âmbito do Judiciário estadual.

    Participaram da reunião o desembargador Ricardo Vital de Almeida; os magistrados e membros da Comissão Rodrigo Augusto Gomes Brito Vital da Costa, Ana Christina Soares Penazzi, Andréa Arcoverde Cavalcanti Vaz e Fabrício Meira Macêdo; o presidente da Associação dos Magistrados da Paraíba (AMPB), juiz Gilberto Rodrigues; o coronel Gilberto Moura Santos; o tenente-coronel Davi Batista Uchôa; e o servidor Jardel Rufino Sá. Como convidados, estiveram presentes os juízes(as) Alessandra Varandas Paiva Madruga de Oliveira Lima (Areia), José Jackson Guimarães (Alagoa Grande), Higia Antonia Porto Barreto (Diretora do Fórum de Guarabira), Caroline Silvestrini de Campos Rocha (Belém), Fábio de Brito Faria (Cuité), Anyfrancis Araújo da Silva (Picuí) e Philippe Guimarães (Araruna).

    O principal ponto da pauta foi o diálogo com os magistrados da região, com o objetivo de alinhar necessidades locais, aprimorar rotinas de segurança e fortalecer a atuação conjunta entre a Comissão de Segurança e as comarcas do interior. Além do tema central, outros assuntos relativos à segurança institucional, envolvendo unidades judiciárias, magistrados e servidores, também foram debatidos ao longo da reunião.

    Outro destaque do encontro foi o anúncio da visita técnica ao Projeto Acesso Seguro, que receberá representantes da Coordenação de Segurança do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (TRT-PB). A visita ocorrerá nesta quarta-feira (10), às 9h, na Sala Branca do Anexo Administrativo do TJPB. Na ocasião, a equipe do TRT-13 terá a oportunidade de conhecer detalhadamente as diretrizes e procedimentos adotados pelo Acesso Seguro, além do funcionamento do sistema Visit, ferramenta de gestão informatizada de entradas, saídas e circulação de visitantes nas unidades do Poder Judiciário estadual.

    “A segurança no âmbito do Poder Judiciário é um compromisso permanente. Estarmos presentes nas comarcas, ouvindo magistrados e servidores, nos permite entender a realidade de cada região e construir soluções mais eficazes e integradas para garantir um ambiente seguro a todos”, afirmou o desembargador Ricardo Vital, presidente da Comissão de Segurança. 

    Já a juíza Alessandra Varandas, anfitriã do encontro, ressaltou a importância da presença da Comissão na comarca de Areia e a relevância das discussões realizadas. “A visita permitiu que a Comissão conhecesse de perto a nossa realidade, possibilitando um diálogo franco sobre medidas preventivas e o fortalecimento dos protocolos de segurança”. 

    Segundo ela, o encontro foi extremamente produtivo. “Conseguimos avançar na construção de soluções práticas que certamente garantirão melhores condições para o exercício das funções judiciais. Registro, ainda, a postura firme, atenciosa e muito sensível do desembargador Ricardo Vital, presidente da Comissão, que conduziu as discussões com grande responsabilidade e abertura ao diálogo. Agradecemos a disponibilidade de toda a equipe, pois esse apoio institucional é essencial para o pleno funcionamento da Justiça na comarca de Areia”, pontuou a magistrada.

    O juiz Philippe Vilar destacou que o encontro da Comissão de Segurança em Areia foi extremamente importante por evidenciar a preocupação do Tribunal com a proteção dos magistrados. Ele elogiou a organização do evento pela juíza Alessandra, pelo desembargador Ricardo Vital e pelos demais integrantes da Comissão, que ofereceram orientações práticas de segurança profissional, pessoal e digital. Segundo o magistrado, a experiência aproximou os juízes da Comissão, abrindo canais diretos para apoio em situações de risco envolvendo eles ou seus familiares. Vilar ressaltou ainda a relevância da iniciativa e manifestou o desejo de que outros encontros semelhantes sejam realizados.

    Por Lenilson Guedes

  • Justiça determina a retirada de vídeo com dados sensíveis de paciente falecido

    Justiça determina a retirada de vídeo com dados sensíveis de paciente falecido

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    Fórum da Comarca de Conceição

    A Vara Única da Comarca de Conceição deferiu pedido de tutela antecipada para obrigar o município de Conceição a remover imediatamente de seus canais oficiais (site institucional e redes sociais) um vídeo que divulgava o nome completo e informações sigilosas sobre o atendimento médico de um paciente, já falecido. A decisão é do juiz José Emanuel da Silva e Sousa.

    De acordo com a ação nº 0802033-94.2025.8.15.0151, o paciente procurou atendimento inicial em 12 de novembro de 2025 na UBS Antônio Ferreira Furtado, apresentando sintomas compatíveis com síndrome meníngea. Mesmo diante da gravidade, não foram realizados exames mínimos, investigação diagnóstica adequada ou encaminhamento para unidade de maior complexidade, em desacordo com os protocolos clínicos para meningites bacterianas. Nos dias seguintes, com piora acentuada do quadro, ele foi internado no Hospital e Maternidade Caçula Leite, onde permaneceu por três dias sem receber condutas médicas apropriadas. A transferência para o Hospital Regional de Catolé do Rocha ocorreu apenas em 16 de novembro, quando o estado já era considerado extremamente grave. Apesar das medidas imediatas adotadas na unidade de referência, o paciente faleceu em 19 de novembro de 2025.

    A família afirma que, após a repercussão do caso, o município divulgou um vídeo institucional relatando detalhes do atendimento e mencionando o nome completo do paciente, o que provocou ainda mais sofrimento aos parentes e violou o sigilo médico e a privacidade do falecido.

    Ao analisar o pedido, o juiz destacou que a exposição pública de informações de saúde sem autorização caracteriza “violação grave dos direitos da personalidade, do sigilo médico e da ética profissional”, conduta passível de indenização. A decisão também se baseou em normas do Marco Civil da Internet (Lei nº 12.965/2014) e da Lei Geral de Proteção de Dados (Lei nº 13.709/2018), que impõem ao poder público o dever de proteger dados pessoais e garantir a inviolabilidade da intimidade e da vida privada.

    Embora a LGPD se aplique primordialmente a pessoas vivas, o magistrado salientou que a proteção à dignidade humana e ao direito à memória do falecido também alcança dados sensíveis expostos de forma indevida, sobretudo quando isso impacta diretamente os familiares.

    Para o juiz, o vídeo publicado pelo município trouxe informações clínicas e pessoais que extrapolam qualquer finalidade administrativa legítima, violando o dever de sigilo imposto ao Poder Público. “O município tinha o dever legal e ético de garantir o sigilo das informações de saúde, conforme o artigo 23 da LGPD, que trata do tratamento de dados pessoais pelo Poder Público, e a violação desse dever configura o ilícito que fundamenta o direito dos autores à remoção do conteúdo. Basta assistir o vídeo acostado aos autos para se verificar que nele estão expostos tópicos sensíveis do paciente, como exposição de seu nome completo e detalhes de seu atendimento na unidade hospitalar, ferindo o dever de sigilo e a proteção de dados.

    Por Lenilson Guedes

     

  • TJPB publica Edital de Vacância para o 6º Juizado Especial Cível de João Pessoa

    O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) publicou, nesta quarta-feira (10), o Edital de Vacância nº 115/2025 para o 6º Juizado Especial Cível da Comarca de João Pessoa, de entrância final. O provimento da unidade ocorrerá pelo critério de remoção por merecimento. O ato foi disponibilizado na edição desta quarta-feira do Diário da Justiça eletrônico.

    Os(as) magistrados(as) interessados(as) têm o prazo de cinco dias contínuos para efetuar a inscrição, mediante envio da documentação exigida pela Resolução nº 15/2023 do TJPB, por meio do Sistema SEI, com encaminhamento do processo à Gerência de Primeiro Grau do Tribunal.

    Por Marcus Vinícius
     

  • Ministério da Saúde fortalece preparação do SUS para desastres e emergências

    Ministério da Saúde fortalece preparação do SUS para desastres e emergências

    O Ministério da Saúde realizou, ao longo de 2025, uma série de oficinas do Programa Nacional de Vigilância dos Riscos Associados a Desastres (Vigidesastres) em seis estados brasileiros: Roraima, Rio Grande do Norte, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Amapá. A iniciativa integra a estratégia nacional de fortalecimento da capacidade de preparação e resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) diante de emergências sanitárias decorrentes de desastres naturais ou tecnológicos.

    As atividades foram estruturadas a partir de avaliações multirriscos, que orientaram a formulação de ações adaptadas às particularidades de cada território. Participaram gestores e profissionais das secretarias estaduais de saúde, envolvidos em momentos de formação teórica e prática voltados ao aprimoramento da vigilância, mitigação e resposta em situações de crise.

    Segundo a coordenadora-geral de Preparação para as Emergências em Saúde Pública do MS, Taynná Vernalha Rocha, “o processo representa um marco institucional, ao fortalecer a cultura de reconhecimento dos desastres como emergências em saúde pública, qualificar profissionais e aprimorar a capacidade de proteção da população em situações de risco”.

    Os estados contemplados desenvolveram planos de contingência e matrizes de responsabilidade adequados às realidades locais, que foram avaliados pelos instrutores das aulas como resultados decorrentes da formação. Entre os avanços mais relevantes, destacam-se a definição de indicadores integrados para monitoramento de riscos e impactos na saúde, além da execução de ações práticas e estratégicas nos territórios.

    As oficinas também contribuíram para ampliar a integração entre áreas técnicas e setores governamentais, consolidando uma rede de vigilância mais robusta e preparada para antever cenários críticos.

    Ministério da Saúde

  • TRF5 inicia curso de Auditoria Financeira no Setor Público com participação de diversas instituições Última atualização: 09/12/2025 às 15:33:00

    Teve início, nesta segunda-feira (09/12), o “Curso de Auditoria Financeira no Setor Público: Teoria e Prática”, realizado na Escola de Magistratura da Justiça Federal da 5ª Região (Esmafe). A capacitação segue até o dia 12/11 e reúne servidores e servidoras das unidades de auditoria do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, das Seções Judiciárias vinculadas e também de outros órgãos de controle, a exemplo do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT 6), do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), entre outros.

    Um dos principais objetivos do curso é capacitar os(as) participantes a realizar auditorias financeiras no setor público em conformidade com as normas internacionais e nacionais de auditoria. Além do conteúdo teórico e prático, a capacitação também é uma oportunidade de troca de experiências entre profissionais de diferentes instituições.

    O treinamento é ministrado pelos auditores federais de controle externo do Tribunal de Contas da União (TCU) Carvalho Neto e Arnaldo Ribeiro. A programação inclui conteúdos como normas nacionais e internacionais de auditoria, avaliação de riscos, testes de controle, procedimentos substantivos, elaboração de relatórios, entre outros.  

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • TRF5 promove celebração em ação de graças na próxima terça-feira (16) Última atualização: 09/12/2025 às 17:02:00

    O Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 promoverá, na próxima terça-feira (16/12), às 10h, a celebração em Ação de Graças, com a realização de um culto ecumênico. A cerimônia acontecerá na Sala Capibaribe, no edifício-sede do Tribunal.

    Participarão o diácono permanente da Matriz de São José, desembargador federal Edvaldo Batista; o coordenador de Comunicação da Federação Israelita de Pernambuco, Jader Tachlitsky; a sacerdotisa do Candomblé e da Jurema, Mãe Elza de YEMOJÁ; o servidor do TRF5 e membro da Igreja A Ponte – Recife, David Montalvão; o também servidor do Tribunal e palestrante espírita, Fábio Araújo; e a representante da Sociedade Internacional para a Consciência Krishna, Vishnupriya Devi Dasi (psicóloga Amanda Holanda).

    Às 17h, o desembargador federal Edvaldo Batista realizará a Celebração da Palavra, na Sala Capibaribe. 

    A celebração será aberta a magistrados(as), servidores(as), colaboradores(as) e estagiários(as) da Corte.

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5