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  • Semana do Meio Ambiente 2026: Emlurb oferece orientações sobre coleta seletiva Última atualização: 10/06/2026 às 16:13:00

    Se você ainda tem dúvidas sobre como fazer a coleta seletiva na sua casa ou ainda não sabe como de desfazer de determinado material, a dica é aproveitar a Semana do Meio Ambiente 2026 do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, que segue até sexta-feira (12/06), com diversas ações. Nesta quarta (10/06) e quinta-feira (11/06), uma equipe da Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb) estará disponível, das 10h às 15h, no hall do edifício-sede do TRF5, para oferecer orientações sobre o tema. 

    Além de informações sobre quais os materiais são recicláveis e onde estão instalados ecopontos para descarte de resíduos na cidade do Recife, a Emlurb também realiza um cadastro para a coleta seletiva residencial. A pessoa que quiser separar e entregar seu lixo ou se desfazer de um eletrodoméstico, por exemplo, pode se cadastrar para receber a coleta da Emlurb em casa.  

    Informações sobre coleta de material têxtil, reciclagem de óleo de fritura, entre outros , também estão disponíveis no estande da instituição municipal.  

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • Palestra virtual debate consumo circular e descarte consciente na Justiça Federal Última atualização: 10/06/2026 às 17:06:00

    Servidoras e servidores da Justiça Federal da 5ª Região (JF5) participaram, na tarde de ontem (9/06), da palestra virtual “Diálogos Sustentáveis: consumo circular e práticas de descarte”. O evento, voltado ao público interno da 5ª Região, integrou as atividades da Semana do Meio Ambiente de 2026, que ocorre simultaneamente à Semana da Pauta Verde.  

    A abertura institucional do evento foi realizada pela supervisora do Setor de Sustentabilidade, Acessibilidade e Inclusão do TRF5, Tatiana Toraci. Ela destacou a importância da integração de toda a 5ª Região. “Muito nos alegra em realizar essa ação, em mais uma edição da Semana do Meio Ambiente, fortalecendo o espaço de diálogo em toda a Justiça Federal da 5ª Região”.  

    Em seguida, a presidente da Comissão Gestora Regional do Plano de Logística Sustentável (PLS) da JF5, juíza federal Danielli Rabelo, da Justiça Federal em Pernambuco (JFPE), salientou que a sustentabilidade é uma responsabilidade de todas as pessoas. “O compromisso com a sustentabilidade se constrói a partir de diretrizes institucionais, mas ele se fortalece quando essas reflexões chegam ao cotidiano e passam a orientar as nossas escolhas, os nossos comportamentos e as nossas atitudes”. 

    A mesa de debates e exposições foi conduzida pela professora Dra. Ana Paula Celso de Miranda, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O encontro teve caráter educativo, sendo uma oportunidade de diálogo e reflexão sobre modelos de consumo e formas de descarte, bem como uma forma de conscientizar servidores e servidoras sobre o impacto de decisões cotidianas, tanto no plano individual quanto no coletivo, quando o assunto é meio ambiente. 

    Sobre o consumo circular, Ana Paula explicou que “a ideia do circular é não tirar esse produto, esse bem, esse objeto do espaço de uso; é o reuso, a reutilização, o reaproveitamento, o compartilhamento”. Questões como consumismo e descarte consciente também foram abordadas.  

     

     

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5 (com informações da Ascom/JFPB)


  • Presidente do TRF5 prestigia entrega de medalha no TRF2 Última atualização: 10/06/2026 às 18:10:00

    O presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, desembargador federal Roberto Machado, prestigiou, na última segunda-feira, (08/06), cerimônia de entrega da Medalha do Mérito Judiciário do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) e do Diploma do Mérito. A cerimônia, conduzida pelo presidente do TRF2, desembargador federal Luiz Paulo da Silva Araújo Filho, foi realizada no edifício-sede daquela Corte, localizado no Rio de Janeiro (RJ), com transmissão pelo canal do TRF2 no YouTube.

    A honraria é destinada a pessoas e instituições com atuação destacada no desempenho de suas atribuições ou que tenham prestado relevantes serviços e demonstrado excepcional apreço à Justiça Federal. 

    Foram agraciados o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), Elton Martinez Carvalho Leme; o presidente do TRF4 e do Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Federais (Coprefe), desembargador federal João Batista Pinto Silveira; o presidente do TRF3, desembargador federal Luís Antonio Johonsom Di Salvo; a presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Rio de Janeiro (OAB-RJ), Ana Tereza Basilio; e a juíza federal Paula Patricia Provedel Mello Nogueira, da Seção Judiciária do Rio de Janeiro (SJRJ). 

    Machado compôs o dispositivo de honra do evento, também composto pelo anfitrião da casa, o presidente do TRF2; pelos homenageados; pelo vice-presidente do TRF2, desembargador federal Marcus Abraham; o corregedor-regional da Justiça Federal na 2ª Região, desembargador federal Firly Nascimento Filho; o procurador-chefe da Procuradoria Regional da República da 2ª Região, Leonardo Cardoso de Freitas; o comandante Militar do Leste, general de Exército Pedro Celso Coelho Montenegro, representando o Comandante do Exército, general de Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva; o almirante Marcelo Menezes Cardoso, representando o Comandante da Marinha, almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen; o diretor do Foro da Seção Judiciária do Rio de Janeiro, juiz federal Renato César Pessanha de Souza; a vice-presidente da Associação dos Juízes Federais do Rio de Janeiro e do Espírito Santo (Ajuferjes), juíza federal Mariana Preturlan, representando a presidente da entidade, juíza Federal Marceli Maria Carvalho Siqueira; e o procurador Alcides Martins, representando o procurador-geral da República, Paulo Gonet.

    Além destes, prestigiaram a solenidade, entre outras autoridades, desembargadores federais do TRF2 em atividade e aposentados, procuradores, defensores públicos, presidentes de associações de magistrados, membros do Ministério Público, autoridades militares, representantes de entidades de classe, advogados, servidores da Justiça Federal, familiares e amigos dos homenageados.

    Medalha do Mérito Judiciário

    Instituída pela Resolução nº 52, de 5 de julho de 2019, a Medalha do Mérito Judiciário do TRF2 destina-se a agraciar personalidades e instituições públicas ou privadas que, por seus serviços, tenham se tornado dignas de homenagem ou que tenham prestado relevantes contribuições e demonstrado excepcional apreço ao TRF2. Seu patrono é ministro João Antonio de Araujo Freitas Henriques, que foi o primeiro presidente do Supremo Tribunal Federal, em fevereiro de 1891. 

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5 (com informações da Ascom/TRF2)


  • Com investimento de R$ 100 milhões do Ministério da Saúde, estudo brasileiro para tratamento de cânceres do sangue alcança 87,5% de eficácia

    Com investimento de R$ 100 milhões do Ministério da Saúde, estudo brasileiro para tratamento de cânceres do sangue alcança 87,5% de eficácia

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, acompanhou nesta quarta-feira (10), em São Paulo, a apresentação dos resultados preliminares da terapia CAR-T Cell desenvolvida no Brasil. O tratamento demonstrou eficácia de 87,5% em pacientes com cânceres hematológicos, especialmente linfoma, com redução significativa ou desaparecimento completo dos tumores. Considerado um avanço histórico no enfrentamento dos cânceres do sangue no país, o estudo clínico recebeu investimento de R$ 100 milhões do Governo Federal e já foi aplicado em 25 pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS).

    “Os resultados são muito animadores. Os pacientes já haviam passado por diversas linhas de tratamento, como quimioterapia, radioterapia e transplante, e encontram nessa nova terapia uma nova esperança de cura e qualidade de vida. Estamos construindo a maior rede pública de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer do mundo. Atualmente, 96% dos tratamentos oncológicos já são ofertados pelo SUS”, destacou Padilha.

    Assim, o avanço consolida o Brasil como referência em pesquisa e inovação na área da saúde. O projeto é realizado pelo Hemocentro de Ribeirão Preto em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e o Instituto Butantan, voltados a dois dos tipos mais agressivos de câncer no sangue: Leucemia Linfoide Aguda B e Linfoma Não-Hodgkin B. Atualmente, o tratamento no exterior custa em média R$ 500 mil dólares por paciente.

    A expectativa é que, com a confirmação dos resultados e o registro sanitário da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a terapia CAR-T passe a ser oferecida em todo o território nacional, ampliando o acesso da população a tratamentos de ponta desenvolvidos por universidades e cientistas brasileiros. A tecnologia é considerada menos agressiva do que as abordagens convencionais, como quimioterapia e radioterapia. O projeto prevê a infusão em 81 pacientes até o fim do ano, sendo que 75 deles já estão cadastrados.

    Os vetores utilizados na pesquisa são patenteados pelo Hemocentro e pela USP e, posteriormente, o tratamento poderá ser integralmente produzido nacionalmente por meio do Núcleo de Terapia Avançada (Nutera), garantindo a soberania tecnológica em todo o processo. Com isso, o país pode ser capaz desenvolver e produzir um dos tratamentos oncológicos mais avançados, fortalecendo o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Ceis). 

    Genomas SUS: mais R$ 180 milhões para desenvolver terapias seguras em tratamentos personalizados

    Durante a agenda, Alexandre Padilha anunciou R$ 180 milhões para a segunda fase do Projeto Genomas SUS. O investimento será destinado à ampliação da infraestrutura de pesquisa, ao fortalecimento dos laboratórios e à formação de profissionais especializados. A nova etapa prevê a análise e sequenciamento de 50 mil genomas de brasileiros, alcançando a marca de 71 mil genomas sequenciados e fortalecendo a rede nacional de laboratórios com a primeira unidade no centro-oeste (UnB). Na fase inicial, o Ministério da Saúde investiu R$ 92,2 milhões.

    O projeto também viabilizará o primeiro mapa genético brasileiro, com infraestrutura para que futuras políticas de prevenção, diagnóstico, farmacogenômica e medicina de precisão sejam baseadas em evidências reais da sociedade do país.

    “O Brasil é um dos países com maior diversidade genética. Estudos já publicados a partir de dados do Genoma SUS mostram isso, possibilitando que o nosso país desenvolva cada vez mais medicamentos seguros e personalizados”, pontuou o ministro Alexandre Padilha.

    O Genomas SUS constitui uma estratégia estruturante do Programa Genomas Brasil e está construindo a maior base genômica já desenvolvida no país. São reunidos dados de saúde e informações genéticas de pessoas de diferentes regiões do país, formando uma base nacional de conhecimento e auxiliando pesquisadores e profissionais de saúde a compreender melhor como as doenças se desenvolvem em diferentes grupos da população para a oferta de diagnósticos mais precisos e tratamento adequados no âmbito do SUS.

    Ampliação do cuidado básico e especializado do SUS paulista

    A agenda também marcou uma série de entregas do Novo PAC Saúde, com investimento de R$ 62,1 milhões para o estado de São Paulo. Em Ribeirão Preto, foram anunciados 15 novos veículos para 15 municípios por meio do Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde. A iniciativa garante transporte adequado e seguro para pacientes que precisam se deslocar para consultas, exames e tratamentos especializados.

    Para fortalecer a Atenção Primária à Saúde, também foram entregues 51 novas ambulâncias do SAMU 192, com foco no atendimento das regiões de Araçatuba, Assis, Noroeste Paulista e Presidente Prudente. Além disso, os municípios de Dois Córregos e Santa Lúcia receberão uma Unidade Móvel Odontológica cada. Ainda na Atenção Primária, o Ministério da Saúde anuncia a entrega de 36 combos de equipamentos para Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Cada conjunto reúne 17 itens essenciais para ampliar a capacidade de atendimento, modernizar os serviços e contribuir para a redução das filas de consultas e exames no SUS.

    Também foram assinadas duas ordens de serviço para a construção de novas estruturas de saúde. Em Matão, terá início a construção de um novo Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPS AD), que contará com uma estrutura própria e mais adequada às necessidades assistenciais e às diretrizes da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). Já em Franca, o ministro autorizou o início das obras de uma nova policlínica, com investimento federal de R$ 30 milhões, que beneficiará mais de 400 mil habitantes da Região de Três Colinas, ampliando o acesso da população a consultas, exames e procedimentos especializados.

    Conheça a campanha de Doação de Sangue e veja como esse gesto ajuda pacientes em tratamento

    Taís Nascimento
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde amplia acordo nacional para destravar obras públicas e ativar unidades de saúde

    Ministério da Saúde amplia acordo nacional para destravar obras públicas e ativar unidades de saúde

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou nesta terça-feira (9) um Acordo de Cooperação Técnica para destravar obras públicas. A iniciativa vai promover atuação integrada para solucionar a paralisação de empreendimentos em saúde e educação por decisões judiciais e administrativas. O objetivo é transformar obras paradas em equipamentos públicos e ampliar o acesso da população a serviços essenciais. 

    O acordo reúne o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Tribunal de Contas da União (TCU), o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), os ministérios da Saúde e da Educação, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon). 

    “O Brasil foi extremamente ousado ao construir o maior sistema público, universal e gratuito de saúde do mundo em um país com dimensões continentais, profundas desigualdades regionais e responsabilidades compartilhadas entre os três níveis de governo. Quando uma obra fica paralisada, não é apenas uma construção que deixa de ser concluída. É a ausência de um leito hospitalar, de uma unidade de saúde, de uma sala de vacinação ou de uma equipe mais próxima das pessoas. Retomar essas obras significa ampliar o acesso ao cuidado e fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) onde a população mais precisa”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. 

    A parceria prevê o compartilhamento de informações, a integração de bases de dados, o desenvolvimento de estudos e a definição de estratégias conjuntas para ampliar a eficiência e a segurança jurídica dos processos relacionados às obras públicas. A governança das ações será coordenada pelo CNJ e contará com acompanhamento contínuo das instituições participantes. 

    No âmbito do acordo, o Ministério da Saúde contribuirá com dados e informações sobre obras financiadas pela pasta, apoiando a identificação, a priorização e o monitoramento dos empreendimentos paralisados. A participação do ministério também inclui a construção de soluções para viabilizar a retomada das obras e ampliar o acesso da população aos serviços do SUS. 

    Mais de 970 obras da saúde já foram regularizadas 

    A adesão ao ACT reforça ações já desenvolvidas pelo Ministério da Saúde por meio do Pacto Nacional pela Retomada de Obras da Saúde, instituído em 2024 para regularizar, concluir e colocar em funcionamento estruturas assistenciais financiadas com recursos federais. 

    Até aqui, foram identificadas 5.652 obras elegíveis em todo o país. Dessas, 974 já foram reativadas ou repactuadas, o que permitiu ampliar a capacidade de atendimento da rede pública de saúde. Para apoiar essas ações, o Ministério da Saúde repassou mais de R$ 20,3 milhões no âmbito do pacto. Atualmente, centenas de empreendimentos seguem em diferentes etapas de regularização, monitoramento e retomada. 

    Entre as obras contempladas estão Unidades Básicas de Saúde (UBSs), Academias da Saúde, Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Centrais de Rede de Frio e Centros Especializados em Reabilitação, estruturas essenciais para fortalecer a assistência à população nos municípios brasileiros. 

    Nova repasse de R$ 24,6 milhões vai beneficiar 189 empreendimentos 

    Como parte da estratégia de retomada, o Ministério da Saúde fará, em 12 de junho, o repasse de R$ 24,6 milhões para 189 obras distribuídas em todo o país. A iniciativa integra o conjunto de ações do Governo do Brasil para ampliar a infraestrutura do SUS, reduzir o número de obras paralisadas e garantir que equipamentos de saúde financiados com recursos públicos sejam efetivamente entregues à população. A medida também busca descentralizar o acesso aos serviços de saúde, com a implantação de novas estruturas em regiões historicamente desassistidas. 

    O esforço se soma aos investimentos do Novo PAC Saúde, que já destinou R$ 34,7 bilhões para obras, equipamentos e veículos em todo o país. Entre as ações previstas estão a construção de 2.605 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), 336 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), 100 policlínicas, além da entrega de 4.643 ambulâncias do SAMU 192 e 922 Unidades Odontológicas Móveis (UOMs). 

    Rafaelle Pereira
    Ministério da Saúde

  • Marketing de emboscada e a Copa de 2026: até onde uma marca pode ir?

    Marketing de emboscada e a Copa de 2026: até onde uma marca pode ir?

    A Copa do Mundo masculina de 2026 começa no dia 11 de junho, e é comum que marcas queiram entrar nessa temática, celebrando o futebol, a torcida e os momentos de união, ou, às vezes, indo além. O ponto sensível está nesse ‘ir além’, em que celebrar o futebol pode se transformar em pegar carona no evento.

    A linha que separa uma campanha legítima de uma prática de marketing de emboscada nem sempre é clara. De forma geral, ela depende de dois fatores principais: quais ativos de propriedade intelectual estão sendo usados na peça e se o conteúdo está pegando carona na visibilidade que, em regra, deveria ser reservada aos patrocinadores oficiais do evento. A depender da prática, pode ficar configurado o que se conhece como marketing de emboscada.

    O Código do CONAR trata do tema no art. 31, que condena os proveitos publicitários indevidos e ilegítimos obtidos por meio de “carona” ou “emboscada”, considerando como tais aqueles obtidos mediante artifício ou ardil, sem amparo em contrato regular celebrado entre partes legítimas dispondo sobre objeto lícito, ou sem a prévia concordância dos veículos de comunicação e dos demais titulares dos direitos envolvidos.

    A Lei Geral do Esporte vai além e tipifica duas modalidades como crime. O marketing de emboscada por associação (art. 170) ocorre quando uma marca, produto ou serviço se associa a símbolos de titularidade da organização esportiva, como sinais distintivos, emblemas, marcas, mascotes, lemas e hinos, sem autorização, induzindo o público a acreditar que há aprovação, autorização ou endosso da organização. A mesma previsão alcança, ainda, a vinculação não autorizada de ingressos, convites ou de qualquer autorização de acesso ao evento a ações de publicidade ou a atividades comerciais. Já o marketing de emboscada por intrusão (art. 171) ocorre quando se expõe marca, produto ou serviço, ou se realiza ação promocional não autorizada, atraindo a atenção pública nos locais do evento. Em ambos os casos, a pena é de detenção de 3 meses a 1 ano, ou multa.

    Além desses enquadramentos, a depender do caso, a prática pode caracterizar publicidade enganosa, quando leva o consumidor a acreditar que a marca possui algum tipo de vínculo ou endosso oficial da FIFA, da CBF ou do próprio evento, ou ainda concorrência desleal.

    A tendência, inclusive, é que a proteção contra práticas de marketing de emboscada continue ganhando relevância em grandes eventos esportivos, como demonstra a Lei nº 15.421/2026, recentemente sancionada e editada para a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027.

    Essa preocupação não existe apenas na legislação aplicável, mas também nas regras estabelecidas pela própria FIFA para a proteção de seus ativos e de seus parceiros comerciais. O guia de propriedade intelectual da FIFA para a Copa de 2026 considera proibidas, e sujeitas a medidas legais, as atividades que criem associação comercial indevida (p. 13). Segundo o guia, em tradução livre, “essa associação comercial indevida ocorre quando uma empresa leva o público a acreditar que possui vínculo com a FIFA ou com o torneio, seja por meio do uso da Propriedade Intelectual Oficial, seja por qualquer outra conduta que gere a impressão de que é patrocinadora ou licenciada oficial do evento”.

    Por outro lado, celebrar o futebol, o esporte, a torcida e os momentos de união em si não é vedado. Um bom exemplo é o uso das cores verde e amarelo. Isoladamente, elas são as cores nacionais (art. 28 da Lei nº 5.700/1971) e podem ser usadas sem quaisquer restrições (art. 29), a princípio. O risco não está nas cores, mas no contexto. A combinação de elementos como cores, referências a futebol e o timing da publicação pode, por exemplo, criar uma associação com o torneio e configurar marketing de emboscada.

    Assim, o marketing de emboscada deve ser avaliado de forma contextual. Isso significa que o risco não depende apenas do uso direto de marcas, nomes, símbolos ou ativos oficiais, mas também do conjunto da ação e da percepção de associação com o torneio que ela pode gerar no público consumidor.

    Por isso, não existe uma fórmula única para determinar o que pode ou não pode ser feito durante a Copa do Mundo. A avaliação depende do contexto específico de cada campanha, dos elementos utilizados e da mensagem transmitida ao público. Em razão dessa análise necessariamente contextual, campanhas semelhantes podem apresentar níveis de risco distintos a depender de sua execução concreta. Por essa razão, a análise prévia da campanha assume papel relevante na identificação de potenciais riscos e na compreensão dos limites jurídicos aplicáveis a cada caso.

  • CNJ promove Seminário de Direito Ambiental nesta quinta-feira (11/06) Última atualização: 09/06/2026 às 19:04:00

    O Departamento de Pesquisas Judiciárias do Conselho Nacional de Justiça realiza, no dia 11 de junho, o Seminário Direito Ambiental. O evento ocorre das 17h às 19h, por meio da Plataforma Cisco Webex, com transmissão simultânea pelo canal do CNJ no Youtube.

    A iniciativa, voltada a integrantes dos Grupos de Pesquisas Judiciárias, magistrados(as), servidores(as) e pesquisadores(as), busca promover o debate e a disseminação de conhecimentos relacionados ao Direito Ambiental no âmbito do Poder Judiciário, fortalecendo a reflexão sobre temas atuais e relevantes. Interessados poderão realizar inscrição por meio de formulário eletrônico disponibilizado pelo CNJ.

    Para mais informações e inscrições, entre no site do CNJ, clicando aqui.

     

    Confira a íntegra da programação abaixo: 

     

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5

  • Governo do Brasil anuncia o maior investimento da história para impulsionar inovações em endometriose, dor pélvica e saúde menstrual no SUS

    Governo do Brasil anuncia o maior investimento da história para impulsionar inovações em endometriose, dor pélvica e saúde menstrual no SUS

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, juntamente com a primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, e a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, participou, nesta terça-feira (9), do anúncio de R$ 60 milhões, o maior investimento já realizado no Brasil voltado à geração de conhecimento científico, tecnologias e soluções inovadoras relacionadas à endometriose, à dor pélvica e à saúde menstrual.

    Os recursos estão previstos em uma chamada pública do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para o desenvolvimento de soluções inovadoras e a criação de uma rede nacional de pesquisa, com apoio financeiro do Instituto Alana. O objetivo é que os projetos sejam aplicados no Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para o aperfeiçoamento dos diagnósticos e tratamentos e para o fortalecimento da atenção à saúde das mulheres.

    “Esse é um tema muito importante, que afeta pelo menos 8 milhões de mulheres no nosso país, especialmente adolescentes. É fundamental que ele tenha sido contemplado em um edital específico com esse volume de recursos. Temos o compromisso de construir uma política pública robusta no SUS para enfrentar essa questão da forma como ela precisa ser enfrentada”, afirmou o ministro Alexandre Padilha.

    A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, destacou que “quando uma menina falta à escola por causa da dor ou uma mulher leva anos para receber um diagnóstico, estamos diante de um problema de saúde pública que exige uma resposta do Estado. Esse investimento demonstra o compromisso do Governo do Brasil com a ciência como instrumento de cuidado, inclusão e promoção da qualidade de vida das mulheres brasileiras”.

    A primeira-dama do Brasil, Janja Lula da Silva, participou do anúncio no MCTI e chamou a atenção para o fato de que, por muito tempo, questões relacionadas à saúde da mulher foram tratadas com invisibilidade ou minimizadas. “Muitas mulheres convivem com dores intensas sem receber diagnóstico ou acolhimento adequados, e a endometriose é um exemplo dessa realidade. Por isso, essa iniciativa do MCTI é tão importante, ela direciona atenção e investimentos para pesquisas sobre uma condição que afeta milhões de brasileiras”, afirmou Janja.

    A chamada pública será aberta pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e terá cinco eixos temáticos: causa e prevenção; diagnóstico; tratamento; biorrepositório (reservatório de materiais biológicos, utilizado em pesquisas específicas); e impacto social. As pesquisas deverão contribuir para reduzir lacunas de conhecimento sobre a endometriose, doença crônica ainda subdiagnosticada, que afeta cerca de uma em cada dez meninas e mulheres e pode levar anos para ser identificada.

    Outros R$ 10 milhões serão aplicados pelo Instituto Alana e destinados à criação de uma rede nacional estruturante de pesquisa nesses temas, formada a partir dos projetos selecionados, que contarão com uma infraestrutura compartilhada de comunicação científica, implementação de ciência cidadã, apoio ao pesquisador, educação e formação.

    Tratamento no SUS

    O ministro Alexandre Padilha destacou que o primeiro protocolo clínico do SUS para o tratamento da endometriose foi instituído no ano passado, no âmbito do programa Agora Tem Especialistas, alinhando diretrizes assistenciais e financiamento.

    “Foi criada a primeira tabela específica para estimular esse cuidado integrado, remunerando um conjunto de ações que envolve consulta, diagnóstico e tratamento. Isso é muito importante porque, quando o Ministério da Saúde induz uma política para o SUS, o SUS responde. Alguns estados mais do que dobraram o número de mulheres atendidas, diagnosticadas e que iniciaram tratamento para endometriose. Mas isso ainda é pouco diante da dimensão do problema”, afirmou o ministro.

    Ministério da Saúde

  • Gestão de resíduos sólidos: equipe da Corregedoria-Regional realiza visita ao Ecoparque de Jaboatão Última atualização: 09/06/2026 às 16:32:00

    Lixo também é vida. Pode parecer contraditório ou até frase feita para gerar engajamento, mas a boa gestão de resíduos sólidos tem impacto não somente na área ambiental: também permeia a inclusão social, a saúde e a geração de renda. A questão é tema da II Semana da Pauta Verde e, no Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, o assunto foi visto na prática, dentro da programação desta terça-feira (9/06). Uma equipe da Corregedoria-Regional realizou uma visita ao Ecoparque Jaboatão, localizado no bairro de Candeias, Jaboatão dos Guararapes (PE), para entender melhor a importância da gestão dos resíduos sólidos. A área, que possui 110 hectares, é administrada pela empresa Orizon.  

    A visita técnica teve início com a apresentação de todo o ciclo de gestão dos resíduos, desde a entrada no Ecoparque (com passagem pela triagem, para separação dos resíduos recicláveis e produção do combustível derivado de resíduo (CDRU) urbano), até o destino final, no aterro sanitário. No local, também é realizada a captação do biogás, para a valorização através de geração de energia e produção de biometano (biocombustível renovável e limpo, semelhante ao gás natural). 

    Depois, o grupo foi conduzido até um mirante, para ver de perto o funcionamento do aterro sanitário, passando, também, pela Unidade de Triagem Mecanizada (UTM), onde parte dos resíduos são separados tanto de forma automatizada quanto manualmente, e pela estação de biogás. 

    De acordo com Maiques Santos, gerente de operações do Ecoparque, são recebidos, diariamente, quatro toneladas de resíduos, sendo 93% provenientes da coleta pública das cidades de Recife, Jaboatão dos Guararapes, Cabo de Santo Agostinho, Vitória de Santo Antão e Moreno. Ainda segundo o gerente de operações, cerca de 600 caminhões de lixo transitam diariamente no local, para transporte dos materiais. 

    O corregedor-regional do TRF5, desembargador federal Leonardo Resende, reforçou que a gestão de resíduos sólidos é a temática da II Semana da Pauta Verde, com foco, sobretudo, na problemática de lixões e na responsabilidade de municípios de instruírem aterros sanitários que cumpram a legislação ambiental. “A visita visa a conhecer um aterro que funciona com altos índices de qualidade e eficiência, para compreender melhor os processos, os benefícios, o modelo de negócio. Vale salientar, também, que chegam à Justiça Federal ações judiciais em que o Ministério Público busca impor aos municípios a obrigação de instituir esses aterros sanitários”, destacou. 

    O magistrado defendeu, ainda, a importância de se aprofundar no tema para conduzir os julgamentos da forma mais prudente possível. “Para que uma ação desse tipo seja bem julgada, é importante a gente compreender bem como é o funcionamento de um aterro e no que ele se distingue de um lixão descontrolado. Através da visita a este ecoparque, conseguimos identificar muitas formas de aproveitamento dos materiais que chegam, sejam dos recicláveis, seja da matéria orgânica que produz o biogás, que produz energia dentro de um modelo de sustentabilidade”, concluiu.  

    Também participaram da visitação a juíza federal Danielli Rodrigues, da Justiça Federal em Pernambuco (JFPE), o juiz federal Caio Diniz Fonseca, da Justiça Federal no Rio Grande do Norte (JFRN), e o auditor do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) Pedro Coelho Teixeira Cavalcanti, além de servidoras e servidor do TRF5 e da JFRN.  

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • CPAMAS do TRF5 promove curso sobre assédio e discriminação Última atualização: 09/06/2026 às 17:27:00

    O que você faria se fosse vítima de assédio sexual, no ambiente de trabalho? Ou como agiria se algum(a) colega lhe relatasse um episódio como esse? Preocupada com o crescente número de casos de assédios e violências no país, a Comissão de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Moral, Sexual e à Discriminação (CPAMAS) do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 promoveu, nos dias 08 e 09 de junho, o curso virtual “Assédio: Prevenção e Enfrentamento no Âmbito do Poder Judiciário”. 

    Voltado a magistrados e magistradas, membros das comissões de prevenção ao assédio e à discriminação e gestores(as) da Justiça Federal da 5ª Região (JF5), a capacitação também nasce como uma resposta institucional aos resultados da Pesquisa Nacional de Clima Organizacional e Qualidade de Vida no Trabalho 2025, promovida pelo Conselho da Justiça Federal, em âmbito nacional. 

    Além disso, está em consonância com a Resolução nº 351/2020 do Conselho Nacional de Justiça, que estabelece a Política de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação no Poder Judiciário.

    Cerca de 50 pessoas participaram da iniciativa, ministrada pela psicóloga Vilma Cabral, servidora da Justiça Federal em Alagoas (JFAL), cujo objetivo foi desenvolver competências específicas para o acolhimento empático de vítimas de assédio moral, sexual, discriminação e outros eventos causadores de sofrimento, bem como a escuta reflexiva. 

    Para Vilma, a escolha dessa temática evidencia a responsabilidade institucional e o cuidado ético da CPAMAS do TRF5 com os impactos psicológicos do assédio sexual. “Qualificar pessoas para uma escuta acolhedora e não revitimizadora contribui para a redução do sofrimento emocional das vítimas, diminui o risco de adoecimento mental e representa um passo importante na construção de uma rede de acolhedores em toda a 5ª Região”, avaliou. 

    De acordo com Max Wallace, servidor da Justiça Federal em Pernambuco e participante do curso, a experiência foi tão positiva que deveria integrar planos anuais de capacitação. “Muito importante fazer trocas e partilhas para consolidar redes de apoio a vítimas de assédio e discriminação. Engrandece o trabalho e contribui para tornar o ambiente institucional mais saudável e amigável”. 

     

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5