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  • Brasília recebe especialistas do Brasil e do exterior no 17º Encontro Científico Internacional do EpiSUS

    Brasília recebe especialistas do Brasil e do exterior no 17º Encontro Científico Internacional do EpiSUS

    O Ministério da Saúde (MS) realiza, de 24 a 26 de fevereiro, em Brasília (DF), o 17º Encontro Científico Internacional do Programa de Treinamento em Epidemiologia Aplicada aos Serviços do Sistema Único de Saúde (EpiSUS) e a 4ª Mostra Latino-Americana de Trabalhos do Programa de Treinamento em Epidemiologia de Campo – dos níveis fundamental, intermediário e avançado. A cerimônia marca, também, a formatura da 20ª turma do curso avançado.

    Promovido pelo EpiSUS, vinculado ao Departamento de Emergências em Saúde Pública da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (DEMSP/SVSA/MS), o evento consolida-se como espaço estratégico de divulgação científica, intercâmbio de experiências e fortalecimento da rede de epidemiologistas de campo no Brasil e em países parceiros da América do Sul (RedSUR) e da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).

    Com o tema “Uma Só Saúde e Emergências Climáticas: a Epidemiologia de Campo na Resposta Integrada aos Eventos de Saúde Pública”, o encontro aborda os impactos das mudanças climáticas sobre a ocorrência, a distribuição e a intensidade de surtos, epidemias, emergências sanitárias e desastres ambientais. A proposta é evidenciar o papel estratégico da epidemiologia de campo na detecção oportuna, investigação e resposta qualificada a eventos de saúde pública, especialmente em contextos de vulnerabilidade socioambiental.

    Abertura

    Durante a mesa de abertura, a secretária da SVSA/MS, Mariângela Simão, destacou que as mudanças climáticas exercem forte influência nos desafios enfrentados. “Atualmente, com os efeitos do clima, temos um novo cenário, que também muda progressivamente e nos acompanha desde o nascimento até a morte. Nesse sentido, o EpiSUS tem credibilidade no Brasil e esperamos que possa ser expandido cada vez mais. É um programa conhecido a nível municipal, estadual e nacional como uma ferramenta importante à disposição. Estamos trabalhando para que as pessoas possam ter melhores condições de vida, saúde e desfrutem de todo seu potencial”, disse.

    O Programa

    Criado há 26 anos, o EpiSUS foi Instituído como política pública pela Portaria GM/MS nº 4.339, de 16 de dezembro de 2022, e já formou mais de 5 mil profissionais da saúde nos três níveis de instrução. A estratégia pedagógica baseia-se no “aprender fazendo”, com 80% da carga horária dedicada a atividades de campo, fortalecendo a capacidade técnica do SUS para preparação e resposta a surtos, epidemias e pandemias.

    Ao longo de sua trajetória, o programa já realizou mais de 510 trabalhos de campo, incluindo investigações de surtos, inquéritos populacionais, monitoramento de eventos de massa e respostas a desastres. Nos últimos anos, destacou-se na resposta à emergência do Zika Vírus, na pandemia de covid-19 (com apoio à estruturação da vigilância da Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica – SIM-P), na emergência sanitária relacionada à desassistência do povo Yanomami, em 2023, e na investigação do maior surto de botulismo associado a procedimento estético no país.

    Em 2026, o encontro também marca um momento simbólico para o Programa: a formatura da 20ª turma do EpiSUS-Avançado, com a entrega de mais 10 profissionais qualificados ao SUS, e a recepção da 22ª turma, composta por 11 novos profissionais que iniciarão o treinamento em dedicação exclusiva na capital federal, com bolsa de estudo concedida pelo CNPq.

    A expectativa é que o 17º Encontro Científico Internacional do EpiSUS amplie o debate sobre os desafios contemporâneos da saúde pública, consolide a integração entre epidemiologistas de campo e fortaleça as capacidades técnicas necessárias para respostas rápidas e baseadas em evidências frente às emergências sanitárias que impactam o país e a região.

    Suellen Siqueira
    Ministério da Saúde

  • Mutirão do Agora Tem Especialistas leva mais de 2 mil procedimentos a indígenas do Alto Rio Negro (AM)

    De 25 de fevereiro a 6 de março, o Ministério da Saúde realiza mais uma edição do mutirão do programa Agora Tem Especialistas, iniciativa do governo federal criada para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e procedimentos especializados no Sistema Único de Saúde (SUS). Desta vez, o Agora Tem Especialistas chega à região do Alto Rio Negro, no noroeste do Amazonas, levando serviços de média e alta complexidade a um dos territórios mais remotos do país. A ação prevê a oferta de cerca de 2 mil consultas especializadas e aproximadamente 60 procedimentos cirúrgicos, ampliando o acesso à atenção especializada e fortalecendo o cuidado integral às populações indígenas.

    Os atendimentos do Agora Tem Especialistas ocorrerão no Hospital de Guarnição de São Gabriel da Cachoeira (HGuSGC), que fica em município de mesmo nome, e de forma itinerante em aldeias próximas. No segundo semestre de 2025, o programa já havia realizado mais de 21 mil atendimentos em territórios indígenas em todo o país, consolidando sua atuação em áreas de difícil acesso. Nesta edição, estão previstas consultas em Clínica Médica, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Ortopedia e Oftalmologia, além de cirurgias gerais, ortopédicas e ginecológicas de baixa e média complexidade. A iniciativa do Ministério da Saúde conta com parceria da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) e execução técnica do Hospital Israelita Albert Einstein.

    Na área de oftalmologia, o Agora Tem Especialistas realizará triagem, exames pré-consulta, avaliação médica e prescrição de óculos. Pacientes com indicação para cirurgia de pterígio ou catarata, ou que necessitem de acompanhamento para glaucoma, serão encaminhados ao DSEI Alto Rio Negro. A entrega de óculos será imediata, nos casos de lentes pré-fabricadas, ou em até 30 dias para lentes personalizadas.

    Atualmente, o DSEI Alto Rio Negro atende mais de 26 mil indígenas distribuídos em 653 aldeias, onde barreiras geográficas e logísticas historicamente dificultam o acesso à atenção especializada. O mutirão contemplará os polos-base de Balaio, Juruti, Taperera e Ilha das Flores, alcançando povos como Tukano, Baniwa, Yanomami, Baré e Desana.

    Para o secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Ricardo Weibe Nascimento Costa, a ação foi estruturada e pensada em um ciclo completo de cuidado, contemplando desde a avaliação pré-operatória até o acompanhamento no pós-operatório, garantindo segurança clínica e continuidade da atenção.

    “A expectativa é reduzir significativamente a demanda reprimida de pacientes indígenas cadastrados no Sistema de Regulação e contribuir para a melhoria do acesso à saúde especializada nas regiões de difícil acesso, minimizando o deslocamento dos pacientes de suas respectivas aldeias. Por isso, foi feito todo um planejamento para o acompanhamento no pré e no pós-operatório”, explicou.

    Estruturado em um ciclo completo de cuidado, o Agora Tem Especialistas contempla avaliação pré-operatória, realização dos procedimentos e acompanhamento pós-operatório, garantindo segurança clínica e continuidade da atenção. Além da assistência direta, esta edição inclui capacitações em Suporte Avançado de Vida no Trauma (ATLS) para profissionais do hospital e curso de Emergências Obstétricas para equipes do DSEI.

    O projeto prevê missões recorrentes a cada um ano e meio ou dois anos, com próximas ações programadas para julho de 2026, fevereiro e julho de 2027 e outubro de 2027, ampliando a presença do programa em comunidades como São Joaquim, Camanaus, Iauaretê, Querarí, Pari-Cachoeira e novamente São Gabriel da Cachoeira. 

    Leidiane Souza
    Ministério da Saúde

  • Três novas UBSI são entregues para a população indígena do CE

    O Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Ceará recebeu, esta semana, três novas Unidades Básicas de Saúde Indígena (UBSI) para ampliar o atendimento aos povos indígenas dos municípios de Monsenhor Tabosa e Crateús, no Ceará. Juntas, as UBSI vão beneficiar 4.600 indígenas que vivem e 42 aldeias da região. O investimento ultrapassa R$ 3,5 milhões.

    Presente nas cerimônias de inauguração das unidades juntamente de lideranças, representantes do controle social indígena e da diretoria do DSEI Ceará, o secretário de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Weibe Tapeba, destacou o empenho do governo federal na oferta e garantia de assistência à saúde dos povos indígenas.

    “Essas obras são fruto de uma decisão política do governo federal, e do Ministério da Saúde, de colocar as necessidades dos povos indígenas também dentro a agenda da saúde. Só assim, poderemos combater os vazios assistenciais que tanto prejudicou nossos povos em um passado recente”, disse. Para o secretário, a entrega também valoriza os profissionais que atuam nesses equipamentos nos territórios indígenas.    

    Equipamentos

    Cada equipamento é composto por mais de 20 ambientes, organizados para atender diferentes funções assistenciais e de apoio. Entre os principais espaços, destacam-se: consultório de enfermagem, consultório médico, consultório odontológico, sala de imunização, sala de medicina tradicional, sala de atividades coletivas, copa, guarita, estacionamento e estrutura complementar de reservatório elevado e cisterna.

    Luiz Cláudio Moreira
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde disponibiliza carretas do Agora Tem Especialistas para reforçar o atendimento às vítimas das chuvas em MG

    Ministério da Saúde disponibiliza carretas do Agora Tem Especialistas para reforçar o atendimento às vítimas das chuvas em MG

    O Ministério da Saúde colocou à disposição as carretas do programa Agora Tem Especialistas para reforçar o atendimento nas fases de recuperação e reconstrução dos serviços de saúde afetados pelas fortes chuvas na Zona da Mata mineira. O anúncio foi feito nesta terça-feira (24), em Juiz de Fora (MG), pelo ministro em exercício da Saúde, Adriano Massuda, que esteve na região para acompanhar de perto a situação nas áreas mais afetadas e anunciar medidas emergenciais.

    “No processo de recuperação, vamos colocar à disposição as carretas do Agora Tem Especialistas, que oferecem atendimento especializado à população e são fundamentais neste momento. Sabemos que o funcionamento da rede assistencial é afetado, e o suporte para ampliar a oferta de serviços é essencial. Todos esses recursos serão disponibilizados pelo Ministério da Saúde”, afirmou Adriano Massuda.

    Equipadas com insumos hospitalares e infraestrutura apropriada para exames de imagem, como tomografia e ultrassonografia, as carretas darão suporte às equipes de saúde que já estão no local para realizar os atendimentos adequados às vítimas das chuvas.

    Durante coletiva à imprensa, Adriano Massuda afirmou que, assim que o ministro Alexandre Padilha, que está em missão na Índia e na Coreia do Sul, tomou conhecimento da gravidade do cenário, determinou o acionamento imediato da Força Nacional do SUS (FNS). “A população afetada aqui em Juiz de Fora e nas demais cidades atingidas pode ter a certeza de que não faltarão recursos financeiros, físicos, profissionais e técnicos para apoiar a recuperação e a reconstrução das áreas da saúde que foram danificadas”, declarou.

    O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Goes, que também está na região e participou da coletiva, reforçou a atuação do Governo Federal. “Estamos aqui com a Força Nacional do SUS, o Secretário Nacional de Defesa Civil e equipes do Desenvolvimento Social, da Casa Civil e de Minas e Energia.

    O Governo Federal respeita as necessidades identificadas pelas autoridades locais. Se for preciso enviar mais técnicos, profissionais ou equipamentos, ampliaremos a estrutura
    conforme a demanda”, afirmou.

    Plano de contingência e apoios assistencial e financeiro

    A Força Nacional do SUS e o Departamento de Emergências em Saúde Pública já foram mobilizados e estão enviando 20 profissionais à região, entre médicos, enfermeiros, psicólogos e especialistas em logística.

    Além disso, a pasta orientou os gestores locais a solicitarem recursos emergenciais, bem como kits de medicamentos e insumos estratégicos, conforme o disposto nas Portarias GM/MS n°874/2021 e GM/MS n°7.874/2025, assegurando agilidade no repasse de recursos e no fortalecimento da resposta assistencial.

    O Ministério da Saúde também disponibilizou recursos financeiros para o custeio das ações de resposta a emergência após o decreto de situação de calamidade. Os valores poderão ser utilizados para garantir a continuidade dos atendimentos e ampliar a capacidade de resposta do sistema de saúde.

    Agora Tem Especialistas em situações de emergência

    A mobilização das carretas de saúde para atendimento direto nas áreas atingidas segue um modelo já utilizado pelo Ministério da Saúde em situações de desastre. Em novembro do ano passado, a mesma estratégia foi adotada com sucesso em Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, após um tornado devastar cerca de 90% do município e impactar mais de 10 mil moradores.

    Na ocasião, estruturas do programa Agora Tem Especialistas foram instaladas rapidamente para recompor a capacidade assistencial local e garantir presença contínua do SUS em uma cidade profundamente afetada. Cada unidade contou com três consultórios equipados com desfibrilador, eletrocardiograma, computadores, impressoras e insumos para atendimentos diários. A população teve acesso a consultas médicas e de enfermagem, vacinação, atendimento psicológico, curativos, distribuição de medicamentos e pequenas cirurgias.

    Julianna Valença
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde envia Força Nacional do SUS para apoiar resposta às chuvas intensas em Minas Gerais

    Ministério da Saúde envia Força Nacional do SUS para apoiar resposta às chuvas intensas em Minas Gerais

    O ministro em exercício da Saúde, Adriano Massuda, e o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, embarcaram nesta terça-feira (24) para Juiz de Fora e Ubá, com o objetivo de acompanhar a situação nas áreas mais afetadas pelas chuvas intensas que atingiram a Zona da Mata mineira. O Ministério da Saúde iniciou, de forma imediata, a mobilização da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (FN-SUS) e do Departamento de Emergências em Saúde Pública, com o envio de 20 profissionais à região, entre médicos, enfermeiros, psicólogos e especialistas em logística.

    O trabalho das equipes inclui desde o apoio à gestão municipal até a assistência direta à população, com ênfase no cuidado em saúde mental das pessoas afetadas e dos profissionais do SUS que atuam na linha de frente. Os profissionais também darão início à montagem do Comando de Operações de Emergência em Saúde (COE-Saúde).

    Além disso, o Ministério da Saúde orientou os gestores locais a solicitarem recursos emergenciais, bem como kits de medicamentos e insumos estratégicos, conforme o disposto nas Portarias GM/MS nº 874/2021 e GM/MS nº 7.874/2025, assegurando agilidade no repasse de recursos e no fortalecimento da resposta assistencial.

    Já houve o reconhecimento, pelo Governo Federal, do estado de calamidade em Juiz de Fora, cuja publicação no Diário Oficial ocorrerá ainda hoje. Até o momento, foram confirmados 23 óbitos, além de mais de 40 pessoas desaparecidas e aproximadamente 440 desabrigadas.

    Situação nos municípios

    Em Juiz de Fora, as chuvas intensas provocaram alagamentos, deslizamentos, desabamentos e interrupção de serviços essenciais. Hospitais e unidades de emergência seguem operando, com destaque para o Hospital de Pronto Socorro Dr. Mozart Teixeira, que concentra parte dos atendimentos às vítimas. Diante da gravidade do cenário, o município decretou estado de calamidade pública por 180 dias.

    No município de Ubá, a rede de saúde sofreu danos significativos, com comprometimento da Farmácia de Minas, da farmácia municipal e de uma policlínica/Unidade Básica de Saúde. Há ainda restrições severas de acesso viário, com apenas uma rota liberada, além de interrupção no abastecimento de água, o que levou à mobilização de ações emergenciais para fornecimento de hipoclorito à população. 

    Nicole Borges
    Ministério da Saúde

  • Saúde realiza acolhimento dos membros da Instância Nacional de Ética em Pesquisa para início das atividades

    O Ministério da Saúde iniciou, nesta terça-feira (24), a integração dos membros da Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), responsável por orientar e fiscalizar a aplicação da ética em pesquisas com seres humanos no Brasil. O colegiado é composto por 36 membros, sendo 18 titulares e 18 suplentes, representando mais um marco de desenvolvimento científico no país por meio da Lei de Pesquisa Clínica, regulamentada pelo governo federal em 2025. 

    No encontro, foi realizada a integração institucional das atividades a serem desenvolvidas pelo comitê, incluindo o estabelecimento de normas para as pesquisas; o credenciamento dos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs) e o monitoramento do trabalho executado por esses colegiados; além da garantia de segurança e transparência aos participantes de todos os estudos.

    O comitê é plural e conta com representantes indicados pelo Ministério da Saúde, pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS), pelos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e da Educação (MEC), pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pelo Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).

    “A Inaep é fundamental para fortalecer e proteger cada vez mais os participantes de pesquisas no país, garantindo a integração do Brasil aos esforços globais de produção de conhecimento, ciência e inovação na área da saúde. Com esse avanço, também é possível assegurar maior soberania tecnológica ao país e ampliar o acesso da população brasileira à saúde”, disse a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, durante participação na mesa de abertura. 

    A Inaep também contará com outros 15 membros especialistas que serão selecionados por meio de edital público, que será lançado pela própria Instância ainda esse ano. Serão considerados critérios que promovam a diversidade regional, étnico-racial e interdisciplinaridade, além de contar a experiência em CEPs.  

    Lei da Pesquisa Clínica e atuação dos CEPs 

    Em outubro de 2025, o Governo Federal regulamentou a Lei da Pesquisa Clínica, um marco para o desenvolvimento científico e para a saúde no Brasil. A legislação traz mais segurança jurídica, atrairá investimentos em inovação e impulsionará um setor estratégico para o desenvolvimento científico e industrial do país, ao mesmo tempo em que fortalece a segurança e a proteção dos participantes, garantindo que os avanços ocorram de forma ética e responsável. 

    A regulamentação coloca o Brasil em sintonia com modelos internacionais, com expectativa de dobrar o número de estudos clínicos realizados no Brasil, que registrou 254 pesquisas em 2024. 

    Nesse contexto, os Comitês de Ética em Pesquisa atuam na análise prévia dos estudos, considerando aspectos como a proteção da dignidade, da segurança e do bem-estar do participante da pesquisa; o incentivo ao desenvolvimento técnico-científico, à independência, transparência e publicidade; a eficiência e agilidade na análise e na emissão de parecer; o controle social, com a participação de representante dos participantes da pesquisa; e o respeito às boas práticas clínicas. 

    Com a regulamentação, os CEPs passaram a ser organizados em dois níveis: credenciados (para estudos de baixo e médio risco) e acreditados (para todos os níveis de risco).  

    Ana Freitas
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde visita referências globais em biotecnologia e produção de medicamentos na Coreia do Sul

    Ministério da Saúde visita referências globais em biotecnologia e produção de medicamentos na Coreia do Sul

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, cumpriu mais um dia de agenda oficial na Coreia do Sul com foco na busca por inovação e fortalecimento da produção de medicamentos biológicos no Brasil. Nesta terça-feira (24/2), ele visitou as empresas Samsung Bioepis e Samsung Biologics, referências globais em biotecnologia e fabricação de medicamentos biológicos.

    Durante a agenda, o ministro conheceu as instalações das duas companhias e discutiu possibilidades de cooperação tecnológica, transferência de conhecimento e ampliação da capacidade produtiva — pontos estratégicos para o fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde no Brasil, que vem sendo retomado a partir deste governo, garantindo o abastecimento de fármacos, promovendo a transferência de tecnologia e ampliando a autonomia produtiva nacional.

    “O Brasil tem aproveitado cada vez mais as portas que se abrem no mundo a partir da ação do presidente Lula para reduzir qualquer dependência na produção de medicamentos e tecnologias em saúde. Não queremos ficar dependentes de apenas um país ou de uma única região do mundo; queremos diversificar parcerias para produzir cada vez mais no Brasil e, com isso, cuidar da nossa população com mais segurança. Essa estratégia também pode ampliar o número de produtores desses medicamentos, contribuindo para reduzir preços, baixar custos e aumentar o acesso da população”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Na visita à Samsung Bioepis, o chefe da Pasta acompanhou de perto o desenvolvimento e a comercialização de biossimilares, estratégia que tem como objetivo ampliar o acesso a medicamentos biológicos com mais qualidade e menor custo.

    A empresa atua em áreas terapêuticas como imunologia, oncologia, oftalmologia, hematologia, nefrologia e endocrinologia, além de expandir sua atuação para terapias gênicas e antibody-drug conjugates (ADCs) voltados ao tratamento de doenças raras. Atualmente, a companhia desenvolveu 12 biossimilares, dos quais 11 já foram aprovados em diferentes áreas terapêuticas, além de contar com 9 produtos lançados em mais de 40 países. Segundo dados acumulados de 2024–2025, essa atuação possibilitou o acesso a tratamento para mais de 508 mil pacientes.

    Já na Samsung Biologics, reconhecida como a maior CDMO (Contract Development and Manufacturing Organization) do mundo em capacidade de manufatura, Padilha conheceu a estrutura que lidera globalmente em volume de biorreatores. A empresa oferece serviços integrados de desenvolvimento e produção de medicamentos biológicos, com atuação end-to-end.

    Entre os destaques estão mais de 425 aprovações regulatórias globais; o foco em modalidades avançadas, como anticorpos multiespecíficos, proteínas de fusão, ADCs e mRNA; e a expansão para novas frentes, como terapias celulares e gênicas e o uso de organoides.

    Mais tecnologia para otimizar os diagnósticos

    O ministro também foi até o Samsung Medical Center, um dos hospitais mais avançados e reconhecidos da Coreia do Sul, fundado em 1994. A instituição é referência em oncologia, cardiologia, neurologia, transplantes e tratamento de doenças complexas e críticas, combinando tecnologia de ponta com atendimento personalizado e centrado no paciente.

    “É muito importante para o ministério da saúde estabelecer relação com esta instituição. O governo do Brasil está implementando uma rede de hospitais inteligente no país. E com isso vamos estimular que outros hospitais – públicos e privados – adotem essas tecnologias e levem saúde de mais qualidade para as pessoas”, destacou o ministro Padilha.

    Foto: Rafael Nascimento/MS
    Foto: Rafael Nascimento/MS

    O hospital integra inovação à prática clínica por meio de um centro dedicado à convergência entre engenharia biomédica, terapia digital e pesquisas em Alzheimer, além do desenvolvimento de sistemas personalizados de neuromodulação e dispositivos digitais integrados.

    Na área de inteligência artificial, utiliza sistemas de apoio à decisão clínica com análise de imagens — como avaliação de úlceras por pressão, classificação de gravidade e recomendação de curativos —, além de modelos preditivos para estimar a demanda diária de exames e procedimentos, reduzindo filas e otimizando agendamentos. A integração de dados também permite prever doenças e aprimorar a gestão personalizada dos pacientes.

    Em emergência e cuidados críticos, conta com painel centralizado em tempo real para monitoramento de pacientes e alocação de recursos. Na robótica, emprega robôs autônomos para logística hospitalar e plataformas integradas de suporte assistencial.

    A visita permitiu acompanhar como as tecnologias desenvolvidas são aplicadas na prática e efetivas para diminuir o tempo de espera dos pacientes por exames e atendimentos — reforçando que qualidade em saúde exige investimento contínuo em inovação e qualificação profissional.

    Carolina Militão
    Ministério da Saúde

  • Roberto Machado prestigia posse do novo vice-presidente e corregedor do TRE-PE Última atualização: 24/02/2026 às 14:49:00

    O presidente do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, desembargador federal Roberto Machado, prestigiou, na tarde da última segunda-feira (23/02), a cerimônia de posse do novo vice-presidente e corregedor do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), desembargador Erik Simões. A solenidade aconteceu no plenário do TRE-PE e contou com a presença dos desembargadores federais Manoel Erhardt, Paulo Cordeiro – que também é desembargador eleitoral, representando a Justiça Federal no TRE-PE –, Élio Siqueira e Leonardo Carvalho.

    O novo vice-presidente e corregedor do TRE-PE foi eleito pelo Pleno do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) para o biênio de 2026/2028. Desembargador do TJPE desde 2012, Erik Simões é formado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco e é titular da Primeira Câmara de Direito Público do Tribunal.

    Por: Divisão de Comunicação Social TFR5


  • TRF5 e AGU firmam acordos de cooperação para fortalecer mediação e conciliação em casos de subtração de menores e judicialização da saúde Última atualização: 24/02/2026 às 17:13:00

    O Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 e a Advocacia Geral da União (AGU) assinaram dois acordos de cooperação técnica para que sejam priorizados os métodos de mediação e conciliação nos casos envolvendo subtração internacional de menores e judicialização da saúde, com a implementação do projeto “Saúde Mediada na 5ª Região”.  A assinatura foi realizada nesta terça-feira (24/02), na Sala do Conselho de Administração do TRF5.  

    O Acordo de Cooperação Técnica nº 3/2026 tem o objetivo de reduzir a litigiosidade, promover soluções consensuais mais céleres e assegurar a proteção integral de crianças e adolescentes, em consonância com a Convenção da Haia de 1980 e com as diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O documento estabelece atuação coordenada entre TRF5, Centros Judiciários de Solução Consensual de Conflitos e Cidadania (CEJUSCs) e Advocacia-Geral da União, priorizando a autocomposição, a celeridade processual e o melhor interesse da criança, inclusive com previsão de capacitação especializada de mediadores. 

    Já o Acordo de Cooperação Técnica nº 2/2026 visa a implementar o projeto “Saúde Mediada na 5ª Região”, que institui fluxo de tratamento adequado para demandas judiciais relativas ao fornecimento de medicamentos já incorporados ao Sistema Único de Saúde (SUS) e de responsabilidade da União, priorizando a mediação e a conciliação como instrumentos de desjudicialização. O projeto está alinhado à Política Judiciária de Resolução Adequada das Demandas de Assistência à Saúde do CNJ e ao Plano Nacional de Desjudicialização da Saúde. 

    O presidente do TRF5, desembargador federal Roberto Machado, destacou a relevância dos dois acordos. “Esses dois acordos são de extrema importância, frutos do trabalho da Corregedoria”. Já o desembargador federal Rogério Fialho, que atua como juiz de enlace para a Convenção da Haia na 5ª Região, falou do papel fundamental da mediação e conciliação nos processos que envolvem subtração internacional de menores. “Embora a 5ª Região, dentre as seis, seja a que tem menos processos tratando do tema, especialmente na questão de busca e apreensão dos menores, há alguns casos em tramitação e isso tem demandado toda a atenção do nosso Tribunal. Esse convênio é de especial importância, porque o artigo 2º da Convenção diz que as contratantes devem tomar todas as medidas apropriadas para assegurar a concretização da convenção. E uma das melhores formas de concretizar a Justiça é através dos métodos consensuais de resolução”.  

    O procurador nacional de assuntos internacionais, Boni Soares, também esteve presente ao evento. Para ele, os acordos firmados contribuem para a redução da litigiosidade. “Talvez, uma das melhores formas de desjudicializar conflitos, com pacificação social, é a negociação de acordos. Historicamente, cerca de 18% dos casos são, em todo país, encerrados por meio de acordo. Nos últimos cinco anos, tivemos cerca de 25 acordos negociados que, no universo de casos total, é um número bastante significativo. No caso que envolve uma criança imersa em um ambiente binacional ou com família transnacional, com pais que, provavelmente, viverão em países separados, o acordo é ainda mais necessário para que essa criança mantenha uma convivência familiar mínima”. 

    Saúde Mediada na 5ª Região 

    A coordenadora-regional de saúde da Procuradoria-Regional da União na 5ª Região (PRU5), Heloísa Pinheiro, falou sobre o projeto “Saúde Mediada na 5ª Região”. “Somos pioneiros. Esse é nosso primeiro acordo de cooperação para mediação nas ações que tratam de medicamentos de responsabilidade da União e para conciliações em ações individuais de medicamento, que também são de responsabilidade da União. É algo novo, importante, que o próprio CNJ nos demanda, com a Resolução nº 530”.  

    A solenidade contou, ainda, com a presença da procuradora-geral da União, Clarice Calixto. Para ela, é importante a parceria entre Advocacia Pública e Poder Judiciário. “É um momento de demonstrarmos muito claramente para o Tribunal como a Advocacia Pública entende o papel dos Cejuscs, que têm sido cada vez mais relevantes na redução da litigiosidade efetiva. São dois temas de extrema relevância. De um lado, casos de poucos números (subtração de menores), mas de extrema relevância e delicadeza, uma vez que alguns desses casos têm potencial de se tornarem uma questão diplomática entre os países; do outro, a judicialização da saúde, com a questão da litigância em massa, que pode ser legítima ou abusiva. É importante o olhar especial tanto da Advocacia Pública quanto do Poder Judiciário para distinguir uma coisa da outra e, com muita presteza, entregar o direito onde ele precisa ser entregue”.  

    Por fim, o corregedor-regional da Justiça Federal da 5ª Região, desembargador federal Leonardo Resende, também falou sobre a importância dos dois acordos. “Como é salutar a construção de uma solução consensual, mediada, nessa jurisdição tão sensível, a que envolve a subtração internacional de crianças e adolescentes, sobretudo porque não se tata de uma solução binária, de simplesmente devolver ou não devolver a criança ao país de origem. Há um meio campo muito rico de providências, de soluções intermediárias, que pode ser muito útil para os genitores e, especialmente, para a criança”.  

    Resende também falou sobre o acordo que diz respeito à judicialização da saúde. “O projeto Saúde Mediada vem em um momento muito propício, no contexto de um plano nacional de desjudicialização da saúde. Era um passo a ser dado após esse freio de arrumação que o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu com os Temas 6 e 1234. Traz a ideia de que, nesses processos envolvendo medicamentos já dentro da política pública, possamos atuar apenas para aperfeiçoar aquilo em que ela (política pública) eventualmente venha a falhar, como, por exemplo, nos casos de desabastecimento”.  

    Também estiveram presentes à reunião, os juízes federais auxiliares da Presidência e da Corregedoria do TRF5, Alcides Saldanha e Thiago Mesquita, respectivamente; a procuradora-regional da União na 5ª Região, Maria Carolina Scheidegger; a procuradora nacional de políticas públicas, Cristiane Curto; a advogada da União Emília Oliveira; e a servidora do Gabinete da Corregedoria, Bruna Arruda.  

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5


  • TRF5 autoriza importação e cultivo de Cannabis sativa para fins medicinais Última atualização: 24/02/2026 às 11:07:00

    A Primeira Turma do Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 confirmou, por unanimidade, a sentença da 13ª Vara Federal de Pernambuco, que concedeu habeas corpus a um paciente para importação e cultivo de Cannabis sativa para fins medicinais. A decisão permite a importação de sementes, o cultivo domiciliar, o uso, o porte, o transporte e a produção artesanal de derivados da planta, exclusivamente para fins terapêuticos e de uso próprio.

    De acordo com os autos, o paciente já tinha autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importar produtos à base do vegetal, em razão de ser pessoa diagnosticada com Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), que causa depressão recorrente, distúrbio do sono e dor crônica. Essas enfermidades foram diagnosticadas e estão sendo acompanhadas por profissionais médicos(as), com indicação do uso do óleo de cannabis para tratamento.

    Para o relator do caso, desembargador federal Élio Siqueira, diante dos altos custos da medicação importada e considerando que o Estado ainda não fornece os medicamentos necessários ao tratamento do paciente, negar o pedido de cultivo caseiro da planta para a extração de óleo medicinal representaria negar o direito à saúde.

    O magistrado também destacou que o Brasil é signatário da Convenção Única de Entorpecentes de 1961, das Nações Unidas, que excepciona o uso da cannabis para fins médicos e científicos, desde que sob controle e supervisão direta do país-membro. Além disso, a conduta de cultivar artesanalmente a cannabis para extração do óleo medicinal, com prescrição médica, não contraria a Lei Antidrogas por não apresentar qualquer lesividade social, uma vez que o cultivo da espécie se destina apenas para fins terapêuticos.

    “A proteção constitucional à saúde impõe medidas eficazes na promoção do bem-estar. No caso analisado, uma vez preenchidos os fundamentos fáticos e jurídicos para a concessão da ordem, somente através do respectivo salvo-conduto se pode assegurar ao paciente a garantia constitucional do direito à saúde, sem que ele venha a ser surpreendido com a adoção, por parte das autoridades policiais e/ou judiciais, de qualquer medida que possa atentar contra sua liberdade de locomoção”, concluiu o relator.

    Processo nº 0813701-71.2025.4.05.8300

    Por: Divisão de Comunicação Social TFR5