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  • Ministério da Saúde anuncia mais de R$ 422 milhões do Agora Tem Especialistas para garantir mais atendimentos para o SUS na Bahia

    Ministério da Saúde anuncia mais de R$ 422 milhões do Agora Tem Especialistas para garantir mais atendimentos para o SUS na Bahia

    Neste Dia Nacional de Combate ao Câncer, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou mais de R$ 422 milhões que vão custear um pacote de ações do programa Agora Tem Especialistas para o estado da Bahia. Para aumentar a oferta de atendimentos de saúde de média e alta complexidade no estado, incluindo os oncológicos, ele anunciou a inauguração, em Vitória da Conquista (BA), de um serviço de radioterapia, essencial para o tratamento do câncer no tempo certo; a expansão dos serviços de saúde para as Obras Sociais Irmã Dulce, entidade filantrópica; novas Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDPs) e o investimento de R$ 25 milhões para o laboratório público Bahiafarma. Essas duas últimas iniciativas visam fortalecer a soberania sanitária nacional com a produção de medicamentos para tratamentos oncológicos, doenças raras, degeneração macular, entre outros. 

    Ao destacar os avanços no cuidado oncológico, o ministro Alexandre Padilha reforçou o papel da Bahia como referência nacional na expansão da assistência ao câncer. “Eu poderia estar em qualquer lugar do Brasil hoje, mas escolhi estar na Bahia porque o presidente Lula reconhece que o governo do estado está realizando a maior transformação do país no cuidado diagnóstico e no tratamento do câncer. Quando a pessoa faz os exames — mesmo sem sentir nada — e recebe um diagnóstico precoce, é possível vencer o câncer”, disse o ministro, em Lauro de Freitas (BA), durante a inauguração do Hospital Estadual Costa dos Coqueiros, o primeiro de transição e longa permanência do país para pacientes que necessitam de cuidados prolongados.   

    Na ocasião Padilha afirmou ainda que o governo federal atua em parceria com o governo do estado para abrir novos hospitais e levar o tratamento para o interior da Bahia com médicos especializados, equipamentos modernos e serviços que permitam diagnóstico mais rápido, cirurgia e radioterapia sempre que forem necessários. “Nós vamos erradicar o câncer de colo de útero no Brasil”, afirmou.  

    O aumento do custeio dos serviços de saúde especializados vai beneficiar diretamente 26 Policlínicas Regionais de Saúde que atendem a demanda de 416 municípios, além da Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacon) de Caetité (BA) e de cinco hospitais: o Hospital Ortopédico da Bahia (HOEB); o Hospital de Cuidados Paliativos – Monte Serrat; o Hospital Senhor do Bonfim; o Hospital das Clínicas de Alagoinhas (HCA); e o Hospital Estadual Costa dos Coqueiros. Essas unidades de saúde contarão com o incremento de R$ 352,2 milhões do total anunciado referente ao incremento do Teto MAC (de média e alta complexidade). 

    Medidas para fortalecer a soberania sanitária nacional 

    Com as 24 novas Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) anunciadas por Alexandre Padilha, o Ministério da Saúde chega a 31 PDPs; quatro serão executadas pelo estado da Bahia, que, por meio do laboratório público Bahiafarma, produzirá estes quatro biológicos: Eculizumabe (para doenças raras), Bevacizumabe (degeneração macular e neoplasias), Nivolumab (melanoma avançado e câncer de pulmão) e Pertuzumabe (câncer de mama). Ao todo, as 31 PDPs contarão com mais de R$ 5,5 bilhões por ano para a compra de vacinas, medicamentos e dispositivos de empresas públicas e privadas no Brasil.  

    “Estamos destinando R$ 25 milhões adicionais para obras e equipamentos para a Bahiafarma produzir medicamentos modernos para o tratamento do câncer. O paciente do SUS terá a segurança de que vai ter acesso a estes medicamentos para o tratamento do câncer, que serão produzidos nacionalmente aqui, na Bahia. Não teremos mais o risco de não podermos garantir para a população essas medicações por conta de guerras, crise internacional ou por alguma indústria estrangeira que não quiser vendê-los para o Brasil”, concluiu Alexandre Padilha. Em Salvador (BA), o ministro participou da inauguração do novo prédio de Oncologia do Hospital Aristides Maltez.   

    Lais Azevedo e Letícia Belém 
    Ministério da Saúde 

  • Conheça as ações do Ministério da Saúde para prevenção, diagnóstico e tratamento de câncer

    Conheça as ações do Ministério da Saúde para prevenção, diagnóstico e tratamento de câncer

    O câncer é uma das principais causas de mortalidade no Brasil. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 705 mil casos da doença foram registrados no triênio 2023-2025. Para ampliar a prevenção, o diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento, o Ministério da Saúde lançou e implementou uma série de políticas e ações para expandir o cuidado da pessoa com câncer neste ano.

    Uma das iniciativas foi a ampliação do acesso à mamografia no Sistema Único de Saúde (SUS). Agora, mulheres de 40 a 49 anos, mesmo sem sinais ou sintomas, podem realizar o exame na rede pública. Antes, a oferta era recomendada para o público entre 50 e 69 anos. A idade limite também ampliou, que até então era de 69 anos, passará a ser até 74 anos. A medida visa garantir a detecção precoce e aumentar as chances de cura

    Uma das iniciativas foi a ampliação do acesso à mamografia no SUS. Agora, mulheres de 40 a 49 anos, mesmo sem sinais ou sintomas, podem realizar o exame na rede pública — antes, a recomendação era para o público de 50 a 69 anos. A idade limite também foi ampliada: de 69 para 74 anos. A medida visa garantir a detecção precoce e aumentar as chances de cura.

    O tratamento oncológico é uma das prioridades do Agora Tem Especialistas, programa do governo federal para amplia o acesso da população ao atendimento especializado. Por meio de parcerias com hospitais privados, o programa passa a ofertar serviços de alta complexidade e cuidados oncológicos a pacientes do SUS. Além disso, carretas móveis levaram assistência em 22 estados em outubro, com ofertas de exames e consultas. O programa também entregou 13 aceleradores lineares em quatro estados, a expectativa é entregar 121 até o fim de 2026.

    Maior agilidade no diagnóstico

    Com foco em tecnologia e agilidade, o Ministério da Saúde lançou o Super Centro para Diagnóstico de Câncer, no Hospital Albert Einsten, que vai garantir laudos de biópsias cinco vezes mais rápidos. A unidade tem capacidade para realizar até mil laudos por dia e 400 mil por ano, com telepatologia, telelaudos e teleconsultoria para otimizar o diagnóstico do paciente e reduzir o tempo de espera ao tratamento do câncer.

    Outro avanço foi a criação de um auxílio exclusivo para pacientes que precisam percorrer grandes distâncias para realizar radioterapia. O benefício vai custear o transporte, a alimentação e a hospedagem de pacientes e acompanhantes. Serão R$ 150 para refeições e hospedagem, e R$ 150 por trajeto.

    Para expandir a proteção entre adolescentes contra o HPV, o Ministério também implementou a estratégia de resgate vacinal até dezembro para jovens de 15 a 19 anos

    que ainda não se vacinaram. A vacina contra o HPV, em dose única, é fundamental na prevenção de cânceres de colo de útero, vulva, pênis e garganta e pescoço.

    Novas tecnologias

    A rede pública passou a ofertar o teste de biologia molecular DNA-HPV, uma tecnologia inovadora e 100% nacional para detectar o câncer de colo do útero. O novo método detecta 14 genótipos do papilomavírus humano e identifica a presença do vírus no organismo antes da ocorrência de lesões ou câncer em estágios iniciais, ele substituirá o Papanicolau e está sendo implementado gradativamente gradativa em 12 estados brasileiros.

    Para reforçar o tratamento do câncer de mama, o Ministério da Saúde recebeu primeiro lote do Trastuzumabe Entansina, medicamento de última geração para tratamento do câncer de mama HER2-positivo, uma das formas mais agressivas da doença. Ao todo, serão quatro lotes do medicamento, com entregas previstas para dezembro de 2025, março e julho de 2026.

    Com essas ações, o Ministério da Saúde avança na qualificação da prevenção, do diagnóstico e do tratamento do câncer no país. As novas tecnologias permitirão que a população tenha assistência rápida, integral e com equidade.

    Camilla Nunes
    Ministério da Saúde

  • Webinário do projeto Justiça Além do Gênero encerra Mês da Consciência Negra no TRF5 Última atualização: 27/11/2025 às 17:58:00

    O Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5 realizou, na tarde desta terça-feira (27/11), o primeiro webinário do projeto Justiça Além do Gênero, sobre a temática “Protocolo de Julgamento com Perspectiva Racial / Povos Tradicionais e o Sistema Judiciário – Quilombolas”. O evento encerrou as atividades do Mês da Consciência Negra no TRF5.

    Os diálogos do encontro foram conduzidos pela presidente do Comitê Regional para Acompanhamento do Pacto Nacional do Judiciário pela Equidade Racial, desembargadora federal Gisele Sampaio, e contou com as participações da juíza federal Heloisa Silva Melo, da Justiça Federal no Ceará; da consultora e especialista em diversidade, direitos humanos e impacto social, Suzana Coelho; e da analista judiciária do TRF5 Sabrina Lira.

    Gisele Sampaio deu as boas-vindas e ressaltou a importância do momento: “Para mim é uma superlativa alegria e honra, e não há outra expressão para consolidar meu sentimento em relação a esse encontro”. A magistrada explicou que essa é a primeira edição do projeto, que visa à formação continuada de magistrados(as) e servidores(as) sobre a promoção da igualdade de gênero, preconizada em resoluções do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    Heloisa Silva Melo falou sobre as Resoluções CNJ nº 598 e nº 599, que tratam, respectivamente, do Protocolo de Julgamento com Perspectiva Racial e da política judiciária de atenção às comunidades quilombolas. A magistrada abordou a questão da raça como uma construção cultural e como instrumento de dominação, além de outros assuntos como racismo estrutural e institucional. “Esse é um evento de grande representatividade, num mês tão importante, em que estamos falando equidade racial e também de equidade de gênero. Espero que possamos, cada vez mais, desmistificar e conhecer assuntos como esse, que permeiam a sociedade e o Judiciário como um todo”, destacou.

    Suzana Coelho comemorou o fato de participar de um debate composto majoritariamente por mulheres e, ainda, o fato de a Justiça estar abrindo as portas para o diálogo com a sociedade civil. Coelho explorou as definições e aspectos de termos como branquitude e racismo. Segundo ela, a estrutura da sociedade brasileira é racista, e esse fato pode ser comprovado através de dados e do contexto histórico. Ela lembrou, por exemplo, como há poucas referências à cultura negra e quilombola nas escolas. “A história do povo negro foi invisibilizada através do padrão da branquitude”, afirmou.

    Sabrina Lira, que é de origem quilombola, trouxe um pouco de sua experiência pessoal para ilustrar a temática. Um dos aspectos abordados por ela foi a questão do descobrir-se negro. Ela afirmou que para muitas pessoas ainda é difícil se reconhecer como tal. A servidora lembrou como a Lei nº 15.142 (Lei de Cotas) foi importante, não só para ingressar no serviço público, mas para se reconhecer e se afirmar como uma pessoa negra. Sabrina salientou, entretanto, que as pessoas negras ainda ocupam posições inferiores na sociedade e que há a necessidade de negras e negros ocuparem posições de mais destaque e poder.

    Ao final do encontro, as debatedoras responderam perguntas das pessoas participantes.

    O evento foi organizado pela Divisão de Desenvolvimento Humano (DDH) do TRF5, em parceria com a Escola de Magistratura Federal da 5ª Região (Esmafe), e integra a programação do Ciclo de Eventos “Letramento para Equidade Racial”, voltado à promoção da equidade racial e à valorização da diversidade no âmbito da Justiça Federal da 5ª Região.

    Por: Divisão de Comunicação Social TFR5


  • Monitoramento humaniza e transforma medidas socioeducativas

    Monitoramento humaniza e transforma medidas socioeducativas

    Logomarca do programa CNIUPS

    Cniups é a sigla para Cadastro Nacional de Inspeção de Unidades e Programas Socioeducativos, um sistema de registros desenvolvido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para padronizar as inspeções judiciais em estabelecimentos socioeducativos de meio fechado e programas de meio aberto. Mas, para além de um conjunto de palavras, Cniups representa um olhar atento, cuidadoso e responsável da Justiça para a realidade de milhares de adolescentes que vivem o desafio de reconstruir seus caminhos dentro das medidas socioeducativas.

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    Juíza Antonieta Maroja

    “O objetivo do sistema socioeducativo é levar o jovem que comete um ato infracional à reflexão a respeito desses erros e fazer com que, através da medida, ele construa um projeto de vida sustentável para o futuro dele. O que a gente quer é que esse jovem tenha condições de entrar na vida adulta de forma reintegrada socialmente, sem a prática de atos contrários à lei e que possa ter uma vida digna e produtiva”, explicou a juíza Antonieta Maroja, coordenadora do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF).

    Criado para reunir informações sobre as condições das unidades socioeducativas, suas rotinas, equipes e capacidades, o Cniups funciona como um instrumento de proteção. Ao detalhar esse ambiente – da estrutura física ao acesso à educação, saúde e atividades formativas – o cadastro ajuda a garantir que nenhum jovem seja invisível. A cada inspeção registrada, o país se aproxima de um sistema socioeducativo mais justo, humano e comprometido com a dignidade. 

    “O preenchimento do Cniups qualifica o atendimento nas medidas socioeducativas em meio aberto e fortalece essa rede de atendimento e de afirmação dos direitos das crianças e dos adolescentes de forma a contribuir para o desenvolvimento integral desse jovem e afastá-lo de outras práticas infracionais. Os dados extraídos servem, então, para avaliar as medidas que estão surtindo efeito e que estão funcionando para auxiliar nessa contribuição para o desenvolvimento integral do jovem e para que possamos rever ou melhorar aquelas que não estão tendo o resultado pretendido”, detalhou a magistrada. 

    Traçar diagnósticos – O Cniups é um sistema nacional criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com o objetivo de uniformizar e monitorar as inspeções judiciais nas unidades e programas do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase). Ele permite que o Poder Judiciário acompanhe de forma integrada as condições de atendimento aos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas, tanto no meio fechado quanto no meio aberto através de um diagnóstico.

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    Juíza Joscileide Ferreira de Lira

    A juíza Joscileide Ferreira de Lira, da 7ª Vara Mista da Comarca de Patos, explicou que o sistema permite mapear as condições de funcionamento das unidades, incluindo estrutura física, equipe, capacidade, superlotação, atendimento pedagógico e práticas profissionais, além de facilitar a fiscalização do cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente e do Sinase. 

    “O Cniups representa uma mudança importante de perspectiva. Permite enxergar o adolescente não apenas pela prática infracional, mas pelas condições concretas de atendimento que são oferecidas ao incorporar em suas inspeções dimensões como educação, saúde, convivência familiar, bem-estar e dignidade. O cadastro evidencia que a medida socioeducativa deve ser orientada pela proteção integral e pela pedagogia e não pela lógica punitivista”, evidenciou. 

    Dessa forma, o instrumento reforça a centralidade dos direitos humanos e a necessidade de garantir ambientes adequados para que o processo socioeducativo tenha sentido e eficácia, acrescentou a juíza Joscileiede Lira. “O sistema contribui para ambientes mais seguros e apropriados ao desenvolvimento dos adolescentes. E a experiência aqui na unidade é que o uso da plataforma contribui para melhor avaliar as circunstâncias de cumprimento de medidas socioeducativas, especialmente em meio aberto, contribuindo para decisões judiciais mais assertivas e proporcionais”, finalizou.

    Por Nice Almeida

     

  • Encontro nacional reúne vice-presidentes de Tribunais de Justiça em Brasília

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    Vice-presidente do TJPB, desembargador João Batista Barbosa

    O Tribunal de Justiça da Paraíba está presente no 5º Encontro Nacional de Vice-Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil, que ocorre nos dias 27 e 28 de novembro, no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), em Brasília. O evento conta com a participação do vice-presidente do TJPB, desembargador João Batista Barbosa, acompanhado do juiz auxiliar da vice-presidência, Max Nunes de França.

    O encontro, promovido pelo Colégio Permanente de Vice-Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil (CPVIP), constitui uma valiosa oportunidade para o diálogo institucional, a troca de experiências e o fortalecimento da magistratura em âmbito nacional, reunindo representantes de diversos Tribunais do país.

    Durante a programação, serão discutidos temas essenciais para o aperfeiçoamento da atividade jurisdicional, tais como: formação de precedentes nos Tribunais, com foco na uniformização de entendimentos e na consolidação da segurança jurídica; relação institucional com o Ministério Público e com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), fortalecendo a cooperação entre órgãos essenciais à Justiça; e o cuidado com a saúde nos Tribunais, abordando estratégias de promoção do bem-estar físico e emocional de magistrados, servidores e colaboradores.

    “O encontro nacional de Vice-Presidentes representa um espaço estratégico de diálogo e construção coletiva. Aqui compartilhamos desafios, experiências e soluções que fortalecem não apenas a gestão judicial, mas a própria magistratura brasileira. O Tribunal de Justiça da Paraíba participa deste debate com entusiasmo, certo de que a cooperação entre os Tribunais é fundamental para uma Justiça cada vez mais eficiente, humana e alinhada às necessidades da sociedade”, afirmou o desembargador João Batista Barbosa, vice-presidente do TJPB.

    Gecom-TJPB

     

  • Palestra sobre ‘Educação Financeira’ será realizada no Fórum Cível da Capital

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    Dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC)* divulgados este ano mostram que quase 80% das famílias brasileiras convivem com algum nível de endividamento e cerca de 30%, chega ao grau da inadimplência. Neste contexto, falar sobre dinheiro não se resume a planilhas e contas a pagar. O debate alcança também o campo da saúde, já que as dívidas impactam não apenas o orçamento, mas também, a saúde física e mental das pessoas.

    Pensando nisso, a Gerência de Qualidade de Vida, que integra a Diretoria de Gestão de Pessoas do TJPB, vai promover uma palestra sobre Educação Financeira, ministrada pela planejadora financeira certificada, Ana Paula Marquito.

    O evento ocorrerá na próxima quinta-feira (4), às 10h, na Sala de reuniões Elisabeth Coutinho no Fórum Cível da Capital, e é voltado a magistrados e servidores interessados. 

    Para a gerente de Qualidade de Vida, fisioterapeuta Valéria Beltrão, o estresse provocado pelo descontrole das finanças pode, de fato, levar ao adoecimento. Estudos apontam que o endividamento está ligado ao aumento dos casos de ansiedade, distúrbios do sono e até hipertensão. 

    “É um tema relevante para a nossa vida. Aperfeiçoar o controle das finanças pode reduzir o estresse crônico e melhorar a qualidade de vida”, destacou Valéria.

    *Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) divulgada pela CDC em outubro de 2025.

    Por Gabriela Parente
     

  • ‘Virando a Página’ usa leitura para promover reflexão e ressocialização de reeducandos

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    Projeto Virando a Página é considerado inovador

    Abrir um livro e encontrar um mundo novo, onde não há fronteiras, e a liberdade de pensar se transforma em oportunidade de ter uma tomada de consciência e de mudança de vida. Essa viagem pela literatura que transforma a vida começou nesta quinta-feira (27) para reeducandos da Penitenciária Desembargador Sílvio Porto, em João Pessoa. É que o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), em parceria com a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap), deu início ao projeto ‘Virando a Página’.

    A essência do projeto é usar a leitura de livros aliada a uma discussão literária e reflexiva como forma de ressocialização de pessoas privadas de liberdade. A cada obra literária lida – e, geralmente, acompanhada por resenha crítica ou debate -, o reeducando pode obter remição de pena. O projeto também busca promover o desenvolvimento pessoal, reflexão sobre direitos humanos, cidadania, gênero e violência doméstica, além de incentivar a educação e a reinserção social.

    “Hoje nós estamos dando mais um passo nesse fortalecimento da política de reinserção social, sobretudo com a temática de educação, de remissão pela leitura, de reflexão nesse projeto em parceria com o Tribunal de Justiça. O projeto Virando a Página é inovador. A Paraíba segue nessa diretriz de trazer a qualificação da ressocialização. A gente vai dar um passo efetivo com esse projeto, inicialmente com 15 pessoas. A tendência é que, em breve, chegue a diversas unidades prisionais do Estado”, destacou João Rosas, gerente de Ressocialização do Sistema Penitenciário da Paraíba.

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    Coordenadora da Mulher do TJPB, juíza Graziela Queiroga

    A coordenadora da Mulher do TJPB, juíza Graziela Queiroga, destacou o poder da educação no enfrentamento à violência contra a mulher. “Nós sabemos que o tema da violência doméstica é um tema que, infelizmente, tem nos trazido muita angústia, muita dor, porque cresce a cada dia. E pensar em trabalhar com homens é um caminho realmente importante para esse enfrentamento. O sistema de justiça, dentro dessa missão de pacificação social, precisa colaborar e aqui nós estamos com diversos atores desse sistema de justiça, visando justamente promover essa paz social tão necessária”, falou.

    Acolhimento – A aula inaugural foi voltada para a reflexão sobre o que levou os reeducandos participantes a estarem privados de liberdade por terem sido autores de violência. Mas, o maior objetivo no primeiro contato do projeto foi acolher a todos, como explicou a professora da remissão pela leitura Nilda Vaz.

    “Queremos que eles compreendam, através de uma reflexão sobre a masculinidade, sobre todo o processo de empatia, de reflexão sobre os casos, e que possam, a partir disso, ter uma mudança na vida deles. Compreender que eles precisam realmente ter a possibilidade de mudança. Nós estamos aqui há quase dez anos no sistema prisional com a remição pela leitura e vemos casos concretos e inúmeros sobre homens que nós encontramos lá fora como os cidadãos já libertos que transformaram a vida pela leitura”, enfatizou.

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    Professoras do Projeto Virando a Página

    Gerliane Dayse, também é professora do projeto ‘Virando a Página’, e conhece de perto a transformação gerada pela educação. “Sem dúvida eu acredito no poder transformador da educação, e esse projeto vem para acrescentar, porque além de a gente refletir sobre o poder da leitura, a gente vai fazer com que eles possam refletir sobre suas próprias ações, através da reflexão sobre o que é masculinidade, como a sociedade os enxerga aqui. O projeto tem um potencial muito grande para se expandir e a gente replicar em outros lugares”, concluiu.
     
    Virando a Página – A iniciativa levará aos homens privados de liberdade discussões sobre obras que tratam de perspectiva de gênero, direitos humanos e violência doméstica, conforme a Recomendação nº 44/2013 e a Resolução nº 391/2021 do CNJ, além da Lei de Execução Penal (Lei nº 7.210/1984) e da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006). A aula inaugural fez parte da programação da Semana Justiça pela Paz em Casa.

    Por Nice Almeida

    Fotos: Ednaldo Araújo

  • Comissão Interpoderes avança nas discussões sobre orçamento equilibrado para o Estado

    Printe da reunião virtual
    Leonardo Paiva e Isabel Izidoro representaram o TJPB

    A importância da cooperação entre os poderes – Judiciário, Executivo e Legislativo – para a construção de um orçamento que assegure o compartilhamento equilibrado do crescimento do Estado foi a principal pauta de uma reunião entre os integrantes da Comissão Interpoderes do Estado. O encontro de trabalho aconteceu na manhã desta quinta-feira (27). O presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Fred Coutinho, foi representado pelo juiz auxiliar da Presidência, Leonardo Paiva. A diretora de Economia e Finanças do TJPB, Izabel Vicente Izidoro da Nóbrega, também estava na reunião online.

    Entre os participantes da reunião, estavam o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Adriano Galdino; o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Fábio Nogueira; o vice-presidente do TCE, André Carlo Torres Pontes; o procurador-geral do Estado, Fábio Brito; o secretário da Receita Estadual, Marialvo Laureano; a defensora pública geral, Madalena Abrantes; e o 1º subprocurador-geral de Justiça, Luis Nicomedes de Figueiredo Neto.

    “Tive a honra de representar o presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba na reunião interpoderes. O encontro foi extremamente produtivo e reafirmou o compromisso de todas instituições com a boa governança, o fortalecimento da democracia e a melhoria contínua dos serviços públicos em nosso Estado”, destacou o juiz Leonardo Paiva.

    Para Izabel Izidoro, a reunião interpoderes constitui um espaço de diálogo institucional, no qual cada Poder expõe suas demandas e colabora para a busca de soluções comuns. “Durante os debates, foi solicitada a adoção de uma regra de repartição mais estável, capaz de conferir previsibilidade ao planejamento de médio e longo prazos”, comentou a diretoria de Economia e Finanças do Poder Judiciário estadual.

    “Ressaltou-se, ainda, que o Judiciário necessita de recursos compatíveis com as exigências de modernização e com as determinações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a fim de cumprir plenamente seu múnus constitucional”, pontuou Izidoro.

    Já o secretário da Receita Estadual, disse que “o Poder Executivo, na pessoa do governador João Azevedo, sabe da importância das demandas dos demais poderes e, hoje, a Paraíba passa por um momento de harmonia entre as instituições”.

    Por Fernando Patriota
     

  • Aula inaugural marca início da segunda turma do curso de equidade na gestão do trabalho no SUS

    Aula inaugural marca início da segunda turma do curso de equidade na gestão do trabalho no SUS

    Nessa quarta-feira (26), o Ministério da Saúde sediou, em Brasília, a aula inaugural da segunda turma do Curso de Especialização e Aprimoramento em Equidade na Gestão do Trabalho e da Educação no SUS. A formação é considerada um marco histórico por incorporar o debate sobre desigualdades e violências nas diferentes áreas de atuação do Sistema Único de Saúde (SUS).

    Com transmissão ao vivo, o evento que já formou 800 profissionais, agora inicia a nova turma com expectativa de qualificar mais 1200 profissionais de nível médio e superior, gestores do SUS, docentes, estudantes e representantes de movimentos sociais e do controle social. O principal objetivo é fomentar análises críticas sobre práticas institucionais, desigualdades e violências que atravessam o cotidiano do trabalho e da formação em saúde.

    Durante a abertura, o secretário Adjunto de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES/MS), Jerzey Timoteo, destacou à relevância da iniciativa e o compromisso da secretaria com a formação de profissionais preparados para enfrentar os desafios da saúde pública: “É uma alegria imensa estar aqui com vocês, celebrando mais uma edição da nossa especialização em aprimoramento. A SGTES é uma secretaria que carrega uma diversidade muito especial e reconhecida pelo compromisso em formar profissionais preparados para enfrentar os desafios da saúde pública.”

    Jerzey reforçou a importância da nova edição da especialização e explicou que equidade deve ser entendida como prática concreta no cotidiano das instituições: “Quando falamos em Equidade não é um conceito abstrato; é uma ação prática que precisa estar presente nas decisões de gestores, trabalhadores e na experiência do usuário. Falamos de garantir pertencimento e acolhimento para populações historicamente invisibilizadas pelas instituições de saúde. Colocar o quesito raça-cor como prioridade no cuidado é um passo essencial para reduzir barreiras e melhorar desfechos de qualidade.”

    Por fim, ele ressaltou que o valor em saúde vai além da tecnologia e da qualificação técnica: “O valor em saúde não está apenas na tecnologia ou na equipe qualificada, mas na percepção do usuário sobre acolhimento e integralidade do cuidado.”

    Com carga horária de 376 horas para a modalidade de especialização e 240 horas para aprimoramento, a formação propõe ampliar o debate sobre as iniquidades presentes no SUS e incentivar a construção de estratégias para enfrentamento das desigualdades. Durante a aula inaugural, foi reforçado que a proposta vai além da discussão teórica: pretende-se fortalecer práticas transformadoras nos territórios, serviços e espaços de gestão.

    A gerente de Projetos de Responsabilidade Social no Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), Wilma Madeira Silva, também celebrou a iniciativa e destacou o caráter inovador da formação: “É uma alegria, em nome do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, participar desta inauguração, encerrando a primeira edição e iniciando a segunda edição da especialização e do aprimoramento em equidade na gestão do trabalho e da educação no SUS. Essa especialização é uma inovação: um curso voltado para trabalhadoras e trabalhadores do SUS, com o objetivo de fortalecer práticas que promovam equidade como princípio inegociável.”

    Proadi-SUS

    O curso, que integra o Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça, Etnia e Valorização das Trabalhadoras do SUS, é fruto de uma parceria entre o Ministério da Saúde com o HAOC através do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) e conta com uma metodologia inovadora que utiliza cenas do cotidiano, vídeos disparadores e materiais didáticos aprofundados para estimular a reflexão crítica e a construção de estratégias concretas para enfrentar as desigualdades na saúde pública brasileira.

    Anna Elisa Iung
    Ministério da Saúde

  • Livro sobre o jurista e político Amaro Cavalcanti será lançado no STJ Última atualização: 26/11/2025 às 17:05:00

    A vida, a obra e o pensamento do jurista, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF Brasil República) e político Amaro Cavalcanti (1849-1922) serão tema de um livro à altura do seu legado. No próximo dia 16/12, será lançada a obra “Projeto Amaro: Um Resgate Histórico da Vida e da Obra de Amaro Cavalcanti”. O evento acontecerá no Espaço Cultural do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, às 18h30.

    Coordenado pelo ministro do STJ Marcelo Navarro Ribeiro Dantas, pelo desembargador federal Edilson Nobre (TRF5), pelo juiz federal Marco Bruno Miranda (JFRN) e pelo advogado, professor e coordenador do Programa de Pós-graduação em Direito da PUC/SP, Robson Maia Lins, o livro reúne mais de 30 artigos de estudiosos e operadores do Direito sobre a trajetória, o trabalho jurídico-intelectual, os escritos e a influência de Amaro Cavalcanti.

    A publicação reúne análises e pesquisas sobre um dos nomes mais importantes da história jurídica e política brasileira, oferecendo uma contribuição relevante para estudiosos do Direito e da história nacional.

    Entre os autores estão os ministros do STF Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Flávio Dino; a ministra do STJ Daniela Teixeira e os ministros do STJ Afrânio Vilela, Benedito Gonçalves, Humberto Martins, Messod Azulay e Paulo Moura Ribeiro; a desembargadora federal Cibele Benevides, o desembargador federal Walter Nunes e o desembargador federal emérito Francisco Cavalcanti, os três do TRF5; e os juízes federais Bianor Arruda (JFPB), Eduardo Sousa Dantas (JFCE) e Fábio Luís de Oliveira Bezerra (JFRN) e a juíza federal Rachel Cardoso Tinoco de Góes (TRF3), além dos próprios coordenadores do livro.

    O resultado é uma coletânea plural, que contempla perspectivas históricas, doutrinárias e institucionais. A proposta é não apenas celebrar a memória de Amaro Cavalcanti, mas torná-la presente e viva nos debates jurídicos atuais.

    O evento é aberto ao público e reunirá juristas, acadêmicos e interessados na preservação da memória jurídica brasileira.

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5