Blog

  • Deputados batem boca em Plenário, e polícia legislativa intervém

    Deputados batem boca em Plenário, e polícia legislativa intervém

    Em meio à votação do projeto de lei do novo código de licenciamento ambiental na madrugada de quinta-feira (17), entraram em bate-boca os deputados Kim Kataguiri (União-SP) e Célia Xakriabá (PSOL-MG). A tensão cresceu após trocas de acusações e terminou com a entrada da Polícia Legislativa para evitar um confronto físico.

    Durante fala no plenário, Xakriabá chamou Kataguiri de “deputado estrangeiro”. O parlamentar reagiu com ironia ao cocar da colega: “Estrangeiro é aquele ali próximo de onde estão os meus ancestrais: o pavão, que é um animal lá da Ásia (…). Mas tem gente que parece que gosta de fazer cosplay”. A deputada, visivelmente abalada, chamou a declaração de “racismo televisionado”.

    Parlamentares precisaram ser afastados pela Polícia Legislativa.

    Parlamentares precisaram ser afastados pela Polícia Legislativa.Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    Mais tarde, ela escreveu: “Fui atacada de forma racista por parlamentares que zombaram do meu cocar, tentando me deslegitimar enquanto parlamentar e mulher indígena”. Disse ainda que não aceitará a agressão “calada” e que seguirá na luta por “vida, território, planeta e dignidade”.

    Adotando a defesa dos direitos dos povos indígenas como pauta prioritária, Célia Xakriabá é conhecida na Câmara por circular com o uso do cocar.

    Kataguiri, por sua vez, afirmou nas redes: “Ela perdeu o controle, avançou contra mim e foi contida por colegas da esquerda e pela Polícia Legislativa”. Ele criticou o uso do termo “estrangeiro” e afirmou que continuará “firme, sem recuar”.

  • Voto distrital: um debate com idas e vindas no Brasil

    Voto distrital: um debate com idas e vindas no Brasil

    A proposta de dividir o país em distritos eleitorais, em que cada região elege seus próprios representantes, acompanha a história política brasileira há mais de um século. Desde os tempos do Império, diferentes versões do voto distrital surgem em meio ao debate sobre como organizar a estrutura do Congresso Nacional. Embora nunca tenha se firmado de forma definitiva, o modelo retorna com frequência ao centro das discussões sobre reformas no sistema eleitoral.

    O atual foco recai sobre o sistema distrital misto, já aprovado pelo Senado e em tramitação na Câmara. O modelo conta com o apoio de figuras influentes: o próprio presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já se pronunciou em diversos momentos em sua defesa, bem como ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) incluindo Luís Roberto Barroso, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. O ex-presidente Michel Temer também soma ao time de entusiastas.

    Projeto de lei que institui o voto distrital misto ganhou fôlego na Câmara em 2025

    Projeto de lei que institui o voto distrital misto ganhou fôlego na Câmara em 2025Arte Congresso em Foco

    Três sistemas em disputa

    O Brasil adota, desde 1950, o sistema proporcional de lista aberta. Nele, o eleitor vota em um candidato, e os votos são somados à legenda. As cadeiras são distribuídas conforme o desempenho do partido, e os candidatos mais votados dentro das listas assumem as vagas. O sistema busca refletir a diversidade de opiniões da sociedade, mas é alvo de críticas por permitir a eleição de candidatos com poucos votos, fragmentar bancadas e por ser de difícil contabilização para o eleitor.

    No sistema distrital puro, adotado em países como Estados Unidos e Reino Unido, o território é dividido em distritos de tamanho populacional semelhante. Cada distrito elege um único parlamentar, com base no voto majoritário. Esse modelo prioriza o exercício do pacto federativo e estreita a relação entre representante e eleitor e tende a reduzir o número de partidos, mas pode excluir minorias com apoio disperso, tendendo à formação de parlamentos bipartidários.

    Desenho mais recente, o distrital misto combina os dois modelos. O eleitor vota duas vezes: uma no candidato de seu distrito e outra em uma lista partidária. Metade das cadeiras vai para os mais votados nos distritos; a outra metade é preenchida conforme a votação proporcional das legendas. Ele surgiu na Alemanha, com o objetivo de conciliar grupos políticos que não chegavam a um consenso sobre qual sistema adotar após a unificação da parte ocidental ao fim da Segunda Guerra Mundial. Países como Japão, Hungria e México também o adotam.

    Raízes históricas

    Modelos parecidos com o distrital puro podem ser observados desde os primórdios da história política mundial: há mais de 2 mil anos, a república romana já dividia cidadãos em distritos para eleger os membros de assembleias representativas e realizar plebiscitos. O sistema retomou a relevância, desta vez mais próximo ao desenho atual, no final do século XVIII, quando foi adotado pelos Estados Unidos como instrumento para assegurar o cumprimento do pacto federativo.

    A primeira aplicação do sistema distrital no Brasil remonta ao período imperial. A Lei dos Círculos, de 1855, dividia o país em distritos eleitorais, com um deputado eleito por maioria simples em cada um. Esse modelo vigorou, com ajustes, até 1932. A partir daí, com o Código Eleitoral republicano, o sistema proporcional passou a ser adotado nas eleições legislativas.

    Debate sobre o voto distrital já existia no Segundo Reinado, quando o modelo foi instituído com a Lei dos Círculos.

    Debate sobre o voto distrital já existia no Segundo Reinado, quando o modelo foi instituído com a Lei dos Círculos. Reprodução/Jornal “O Liberal Pernambucano”, 1855

    Na Constituinte de 1988, a proposta de adoção do voto distrital foi rejeitada ainda nas subcomissões. Isso não afundou o debate, que se manteve vivo nos bastidores. Desde então, projetos com variações do modelo distrital puro e misto foram apresentados no Congresso, mas nenhum avançou até as etapas finais.

    O projeto atualmente em discussão na Câmara é o projeto de lei 9212/2017, de autoria do ex-senador José Serra. A proposta foi aprovada no Senado e aguarda análise final na comissão especial. O texto prevê o uso do modelo misto para a escolha de deputados federais, estaduais, distritais e vereadores.

    Domingos Neto é relator do projeto de lei que institui o voto distrital misto.

    Domingos Neto é relator do projeto de lei que institui o voto distrital misto. Divulgação/PSD na Câmara

    Próximos passos

    O debate sobre a adoção do modelo misto é antigo na Câmara, e foi reacendido por Hugo Motta logo após sua eleição como presidente da Casa. Em abril, instalou a comissão especial que delibera o tema, que avança sob relatoria do deputado Domingos Neto (PSD-CE). Caso aprovado nas duas Casas, o novo sistema poderá valer já para as eleições municipais de 2028.

  • STF interroga no dia 24 grupo acusado de espalhar desinformação

    STF interroga no dia 24 grupo acusado de espalhar desinformação

    O Supremo Tribunal Federal marcou para 24 de julho os interrogatórios dos sete réus do Núcleo 4 da tentativa de golpe de Estado. Esse grupo é acusado de espalhar fake news e atacar instituições para sustentar a permanência de Jair Bolsonaro no poder após a derrota eleitoral.

    Fachada do STF na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

    Fachada do STF na Praça dos Três Poderes, em Brasília.Pedro Ladeira/Folhapress

    A Procuradoria-Geral da República afirma que o núcleo atuou com foco em desinformação sobre o processo eleitoral. Os réus respondem por cinco crimes, com penas que podem somar mais de 30 anos.

    Fase final da instrução

    • Já foram ouvidas as testemunhas de defesa do grupo.
    • O interrogatório será feito por videoconferência, sem gravação.
    • Após essa etapa, Moraes poderá declarar encerrada a instrução do processo.

    A audiência é mais um passo do STF para julgar os quatro núcleos da trama golpista, que envolvem militares, ex-assessores de Bolsonaro e empresários. O caso será decidido pela Primeira Turma da Corte.

  • Isenção do IR: deputados do PL tentaram tirar imposto para renda alta

    Isenção do IR: deputados do PL tentaram tirar imposto para renda alta

    O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), apresentou na sessão de quarta-feira (16) da comissão especial um destaque para retirar a tributação de lucros e dividendos do projeto de isenção do Imposto de Renda (IR), aprovado ontem. Apesar da tentativa da bancada, apenas cinco deputados votaram para retirar do parecer este trecho, outros 25 parlamentares votaram para manter a tributação.

    Com isso foi mantida a previsão de que, a partir de 2026, serão tributados lucros e dividendos acima de R$ 50 mil/mês pagos por uma mesma empresa a uma mesma pessoa física. A taxação será de 10% na fonte. Este foi o trecho destacado pelo PL, mas que continuou no texto final. Além disso, o relatório de Arthur Lira (PP-AL) também prevê tributação mínima escalonada para rendas altas.

    Conforme o parecer, a partir de 2026, pessoas físicas com renda anual acima de R$ 600.000,00 estarão sujeitas à tributação mínima escalonada, até o teto de 10% para rendimentos acima de R$ 1,2 milhão. A base de cálculo inclui rendimentos tributáveis, isentos e exclusivos na fonte, com exceções, como poupança, indenizações, pensões por doenças graves.

    Deputado Carlos Jordy.

    Deputado Carlos Jordy.Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    Foram a favor de retirar a tributação de lucros e dividendos os seguintes deputados:

    Projeto de lei

    Promessa do governo Lula para este mandato, o PL 1.087/25 propõe o aumento do limite de isenção do Imposto de Renda para aqueles que auferem renda de até R$ 5 mil mensais, com vigência a partir de 2026. A matéria ainda prevê uma faixa com redução parcial do IR para quem recebe mais de R$ 5 mil e até R$ 7.350.

    A proposta governamental visa compensar essa isenção, estimada em R$ 25,8 bilhões anuais, por meio do aumento da taxação sobre os contribuintes com renda superior a R$ 600 mil por ano. Ainda assim, o valor arrecadado com a tributação será maior do que o de renúncia fiscal com a isenção do IR. Esse superávit será usado para compensar perdas de Estados e Municípios e reduzir a alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).

    Com a aprovação na comissão especial, o texto já pode ser deliberado no plenário da Câmara dos Deputados, dependendo apenas do presidente incluir na pauta. De acordo com o governo federal, serão 10 milhões de brasileiros beneficiados pela nova isenção do Imposto de Renda. Sendo que 90% dos brasileiros que pagam IR, o correspondente a mais de 90 milhões de pessoas estarão na faixa da isenção total ou parcial.

  • Congresso em Foco responde ao PSOL e reafirma regras do Prêmio

    Congresso em Foco responde ao PSOL e reafirma regras do Prêmio

    A Comissão Organizadora do Prêmio Congresso em Foco encaminhou nesta quinta-feira (17) resposta oficial à bancada do PSOL na Câmara dos Deputados, que, antes mesmo de receber manifestação da organização, divulgou à imprensa sua decisão de não participar da atual edição da premiação.

    Em carta enviada no início do mês, o PSOL questionava a inclusão de parlamentares que respondem a processos judiciais por crimes como violência doméstica, racismo, homofobia ou ataques ao Estado Democrático de Direito. A legenda solicitou a retirada de todos os seus representantes da edição de 2025 do Prêmio Congresso em Foco.

    Na resposta, a Comissão Organizadora esclarece que o regulamento do prêmio, em sua alínea c, estabelece como critério de inelegibilidade a existência de condenação judicial com trânsito em julgado. Ou seja, apenas parlamentares que tenham sido condenados de forma definitiva pela Justiça são considerados inelegíveis para a premiação.

    “Não compete a esta Comissão julgar condutas ou antecipar os efeitos de processos ainda em andamento, sob pena de violar garantias fundamentais como o devido processo legal e a presunção de inocência”, afirma o documento.

    Congresso em Foco responde ao PSOL e reafirma regras do Prêmio.

    Congresso em Foco responde ao PSOL e reafirma regras do Prêmio.Arte Congresso em Foco

    A organização também enfatiza que não há sistema de inscrição ou exclusão voluntária: todos os parlamentares em exercício que atendem aos critérios definidos no regulamento são automaticamente considerados aptos e estão sujeitos ao escrutínio público seja pelo Congresso em Foco, seja pela crítica da sociedade. “Trata-se de uma premiação que avalia a atuação de parlamentares eleitos pelo povo brasileiro, no legítimo exercício de seus mandatos, e que, por isso mesmo, estão sujeitos ao escrutínio público”, diz o texto.

    A Comissão reconhece que, no atual ambiente de polarização, posicionamentos de um campo político muitas vezes soam inaceitáveis ao outro. “O Congresso em Foco não se imiscui no mérito dessas disputas. O papel da organização é assegurar que o prêmio permaneça plural, imparcial e transparente, respeitando a diversidade ideológica do Parlamento e os fundamentos da democracia representativa.”

    A decisão do PSOL é respeitada, ainda que lamentada. “Temos convicção de que os integrantes da agremiação são pessoas honradas e que, como sempre, terão o reconhecimento público por sua atuação parlamentar. Mas não é possível retirar nomes da lista de forma discricionária ou por solicitação de bancadas”, conclui a resposta.

    A Comissão Organizadora do Prêmio Congresso em Foco reafirma seu compromisso com a democracia, a integridade ética, o respeito às regras e a valorização do voto popular como expressão maior da soberania cidadã.

  • Senado enviará parlamentares aos EUA para negociar tarifas de Trump

    Senado enviará parlamentares aos EUA para negociar tarifas de Trump

    O Senado instalou nesta quinta-feira (17) a comissão temporária externa que ficará encarregada de trabalhar nas negociações junto ao governo dos Estados Unidos para tentar reverter o pacote tarifário de 50% sobre produtos brasileiros, anunciado pelo presidente Donald Trump. O grupo deverá viajar rumo a Washington D.C. no final do mês.

    O time de parlamentares conta com perfis diversos. O colegiado será coordenado por Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), entra como titular acompanhado do líder do PT, Rogério Carvalho (PT-SE), que ocupa uma cadeira de suplente. Dois ex-ministros do governo Bolsonaro participarão das negociações: Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) e Tereza Cristina (PP-MS).

    Time de parlamentares planeja viajar a Washington para negociar diretamente com o parlamento americano.

    Time de parlamentares planeja viajar a Washington para negociar diretamente com o parlamento americano.Edilson Rodrigues/Agência Senado

    Em suas redes sociais, Trad manifestou a urgência para solucionar a disputa comercial Brasil-Estados Unidos, mesmo faltando ainda pouco menos de duas semanas para o início do efeito do tarifaço. “A tarifa, mesmo antes de ser aplicada, já compromete cadeias produtivas, empregos e contratos nos dois países”, afirmou. Seu plano é sensibilizar o parlamento norte-americano sobre a necessidade de uma solução.

    O senador também espera, com isso, instituir um grupo interparlamentar entre os dois países. “Não se trata de ideologia, e sim de pragmatismo. O comércio internacional exige previsibilidade e pontes sólidas. Os senadores não podem se omitir”, declarou.

    Confira a lista de membros da comissão:

    Titulares:

    Nelsinho Trad (PSD-MS)

    Teresa Cristina (PP-MS)

    Jacques Wagner (PT-BA)

    Fernando Farias (MDB-AL)

    Suplentes:

    Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)

    Rogério Carvalho (PT-SE)

    Esperidião Amin (PP-SC)

    Carlos Viana (Podemos-MG)

  • Votação final da PEC dos Precatórios no Senado será depois do recesso

    Votação final da PEC dos Precatórios no Senado será depois do recesso

    O Senado aprovou nesta quarta-feira (16) a PEC 66/2023, conhecida como PEC dos Precatórios, em primeiro turno. A matéria, que trata do adiamento no pagamento de dívidas judiciais da União, foi colocada em votação de forma acelerada, logo após aprovação pela Câmara. A decisão de postergar o segundo turno para depois do recesso foi tomada pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP): PEC dos Precatórios será votada depois do recesso parlamentar.

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP): PEC dos Precatórios será votada depois do recesso parlamentar.Jefferson Rudy/Agência Senado

    Câmara alterou texto

    A proposta é estratégica para o governo: uma modificação feita no texto quando ele tramitava na Câmara dos Deputados busca aliviar o impacto dos precatórios na meta fiscal de 2026, que exige superavit de R$ 34 bilhões. O texto permite que esses débitos fiquem fora da contabilidade da meta no próximo ano.

    Na Câmara, o relator Baleia Rossi (MDB-SP) também incluiu mudanças que beneficiam Estados e o Distrito Federal. Originalmente, a proposta se aplicava apenas aos municípios.

    A proposta abre margem para que o pagamento de precatórios por Estados e municípios seja jogado mais para a frente, o que levou opositores a apelidarem a proposta de “PEC do Calote”.

    Impacto fiscal será gradual

    Se aprovada em definitivo na versão atual, a PEC estabelecerá um escalonamento para o impacto dos precatórios na meta fiscal: 10% em 2027, 20% em 2028 e assim por diante, até alcançar 100% em 2036. Até lá, boa parte desses gastos ficará fora do cálculo oficial das contas públicas.

    Caberá ao Senado, depois do recesso, votar as mudanças feitas pela Câmara ao projeto. Como ele é uma PEC – ou seja, uma proposta de mudança na Constituição -, é preciso que as duas Casas concordem em um texto final.

  • Últimos dias para votar no Prêmio Congresso em Foco 2025

    Últimos dias para votar no Prêmio Congresso em Foco 2025

    Termina no próximo domingo, 20 de julho, o prazo para participação na votação popular do Prêmio Congresso em Foco 2025. A iniciativa, promovida pelo Congresso em Foco com apoio de entidades da sociedade civil e do setor privado, busca reconhecer o trabalho parlamentar de excelência na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. A votação está disponível no site oficial do prêmio e é monitorada por auditoria externa independente.

    Criado com o objetivo de valorizar o bom desempenho legislativo, o prêmio pretende ainda estimular a cidadania ativa e fortalecer a democracia por meio da vigilância qualificada sobre o Parlamento. Os parlamentares premiados recebem troféus, certificados e selos digitais. Não há premiação em dinheiro ou vantagens materiais.

    Podem concorrer deputados federais e senadores que tenham exercido mandato por pelo menos 60 dias até 31 de maio de 2025, e que não respondam a processos judiciais por crimes como violência doméstica, racismo ou apologia à tortura, entre outras restrições previstas no regulamento.

    Votação acaba no domingo.

    Votação acaba no domingo.Arte Congresso em Foco

    A premiação é dividida em três frentes: votação popular, avaliação de jornalistas especializados e análise de um júri técnico formado por representantes da academia, setor empresarial, terceiro setor e do próprio Congresso em Foco.

    Ao todo, são mais de 20 categorias, incluindo:

    • Melhores na Câmara dos Deputados e no Senado Federal (voto popular e júri técnico);
    • Parlamentar Revelação, voltada a congressistas em primeiro mandato;
    • Categorias temáticas como Direitos Humanos e Cidadania, Inovação e Tecnologia, Agricultura e Desenvolvimento Rural, entre outras;
    • Categorias regionais, que reconhecem os parlamentares mais votados de cada uma das cinco regiões do país;
    • Avaliação da imprensa especializada, que seleciona os três deputados e três senadores mais bem avaliados por jornalistas.

    Divulgação dos resultados

    No dia 1º de agosto, serão anunciados os finalistas da votação popular: os 20 deputados e 10 senadores mais votados. A cerimônia de premiação está marcada para 20 de agosto, no Teatro Nacional Claudio Santoro, em Brasília, com transmissão ao vivo pelos canais do Congresso em Foco.

    Por que votar

    Além de reconhecer os bons exemplos no Legislativo, o Prêmio Congresso em Foco promove o acompanhamento contínuo da atuação dos representantes eleitos e reforça a importância do Poder Legislativo como pilar fundamental da República.

    A participação do público é gratuita e aberta a todos os cidadãos. Para votar, basta acessar o site oficial do prêmio até 20 de julho.

    Veja quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Veja quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte/Congresso em Foco

  • CPMI do INSS terá 5 deputados do PL; Nikolas não vai participar

    CPMI do INSS terá 5 deputados do PL; Nikolas não vai participar

    O PL na Câmara fechou as suas cinco indicações de deputados para a CPMI do INSS, que vai investigar o esquema de descontos irregulares nos pagamentos de aposentados e pensionistas. Os seguintes deputados vão fazer parte da comissão:

    Os deputados Coronel Fernanda (PL-MT), Coronel Chrisóstomo (PL-RO) e Bia Kicis (PL-DF) serão titulares na CPMI do INSS.

    Os deputados Coronel Fernanda (PL-MT), Coronel Chrisóstomo (PL-RO) e Bia Kicis (PL-DF) serão titulares na CPMI do INSS.Vinicius Loures/Câmara dos Deputados, Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados e Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

    O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), que chegou a ter seu nome ventilado como possível relator dos trabalhos, ficou de fora da lista.

    O martelo foi batido na quarta-feira (16). O líder do partido na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), disse ao Congresso em Foco que a bancada realizou uma reunião com os 18 deputados que estavam interessados em participar e que conseguiu entrar em acordo para definir os cinco nomes definitivos. 

  • PF faz operação no DF e na Bahia mirando desvio de emendas parlamentares

    PF faz operação no DF e na Bahia mirando desvio de emendas parlamentares

    A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (17) a quinta fase da Operação Overclean, que investiga o desvio de emendas parlamentares por uma organização criminosa. A ação, feita em parceria com a CGU e a Receita Federal, cumpre 18 mandados de busca e apreensão em cinco cidades da Bahia, além do Distrito Federal e de Petrolina (PE).

    Edifício-sede da Polícia Federal, em Brasília.

    Edifício-sede da Polícia Federal, em Brasília.Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

    O caso tem implicações políticas porque envolve recursos do Orçamento da União destinados por parlamentares, o que levanta suspeitas sobre o uso de emendas para alimentar esquemas de corrupção.

    R$ 85 milhões bloqueados

    As investigações apontam manipulação de licitações e pagamento de propinas para desviar verbas destinadas a Campo Formoso (BA). O STF autorizou o bloqueio de R$ 85,7 milhões das contas dos investigados.

    Além do afastamento de um servidor público, a PF apura os crimes de organização criminosa, corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e fraude em licitações.