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  • Sindifisco-PB promove atendimento jurídico no Sertão do Estado

    Sindifisco-PB promove atendimento jurídico no Sertão do Estado

    O setor jurídico do Sindifisco-PB prestou atendimento, nesta segunda-feira (9/2), a cerca de 40 filiados de Cajazeiras, Sousa e cidades circunvizinhas, que procuraram o Sindicato para requer adesão ao Acordo de Precatórios, conforme definido no novo Edital divulgado pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, TJPB.

    Uma estrutura de atendimento foi estabelecida na cidade de Cajazeiras, proporcionando aos colegas da 5ª Gerência mais conforto, incluindo a rapidez na obtenção de determinados documentos exigidos pelo Edital.

    Participaram do atendimento, os diretores do sindicato, Lauro Lima (jurídico) e Raniere Pires (financeiro e patrimônio), e o advogado Daniel Ramalho, ajudando os filiados e esclarecendo questões relacionadas a outras necessidades jurídicas e administrativas relevantes para a categoria.

    Dentre os cerca de 40 colegas atendidos, merece menção especial o auditor fiscal aposentado, Severino Pires das Neves, que demonstrou uma impressionante saúde e energia aos 103 anos de idade.

    De acordo com o calendário de atendimento no sertão, o setor jurídico estará na Coletoria de Patos, nesta terça-feira, a partir das 8h30, e encerrando os serviços às 12h.

  • Governo Federal investe R$ 1,4 bilhão no Instituto Butantan para construção de fábricas de tecnologia de ponta em São Paulo

    Governo Federal investe R$ 1,4 bilhão no Instituto Butantan para construção de fábricas de tecnologia de ponta em São Paulo

    O Ministério da Saúde destinou R$ 1,4 bilhão para a construção de duas novas fábricas do Instituto Butantan e a modernização de outras duas. O investimento integra a política do Governo Federal voltada ao fortalecimento da indústria com foco nas principais necessidades de saúde da população. Com recursos do Novo PAC Saúde, as obras visam garantir autonomia nacional na fabricação de soros e imunizantes avançados, como os de RNAm, colocando o Brasil em nível de excelência no desenvolvimento de inovação biotecnológica.

    As ordens de serviço para início das obras foram assinadas, nesta segunda-feira (9/02), durante cerimônia em São Paulo (SP) com o presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço, Geraldo Alckmin, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    “Fortalecer o Butantan não é uma decisão econômica para ajudar este ou aquele estado. Ajudar o Butantan é ter apenas a primazia de dizer que a gente está ajudando 215 milhões de almas que vivem neste país e que precisam que o Estado Brasileiro invista. Enquanto eu tiver possibilidade de ajudar, não faltará dinheiro para pesquisa nem no Butantan nem em nenhum outro instituto de pesquisa nesse país”, afirmou presidente da República.

    Durante o evento, o Ministério da Saúde anunciou o início, em todos os estados do país, da vacinação contra a dengue para profissionais de saúde da Atenção Primária. A estratégia foi viabilizada a partir do desenvolvimento, pelo Instituto Butantan, de uma vacina 100% nacional. A previsão é proteger 1,2 milhão de trabalhadores que atuam na linha de frente do SUS – no estado de São Paulo, são mais de 216 mil profissionais. Foram enviadas aos estados as primeiras 650 mil doses, e o restante está previsto para as próximas semanas.

    “Estamos fortalecendo a capacidade produtiva nacional com investimentos estratégicos no Instituto Butantan. Eu não tenho dúvida nenhuma de que hoje estamos presenciando um marco histórico que coloca o Butantan como um dos maiores complexos de inovação e produção de tecnologia industrial do mundo, que diferente de outros é 100% SUS. Cada vacina que sai daqui e cada tecnologia desenvolvida aqui é para tratar as pessoas no Brasil e vai tratar com o único objetivo de salvar vidas”, destacou Alexandre Padilha. E completou: “Hoje começa em todos os estados brasileiro a vacinação com o imunizante com tecnologia desenvolvida aqui no Brasil, no Butantan, para os profissionais da atenção primária em saúde. Estamos reforçando a proteção e o cuidado com quem está na linha de frente do SUS”.

    A expansão da vacinação para outros públicos, de 15 a 59 anos, começando pelos mais velhos, está prevista para o segundo semestre deste ano à medida que o Instituto Butantan amplie a sua capacidade de produção. O Ministério da Saúde vem adquirindo todo o quantitativo disponível para proteger a população e a expectativa é que, a partir de uma parceria estratégica Brasil e China, com a transferência da tecnologia para a WuXi Vaccines, a produção possa aumentar em 30 vezes.

    Até o momento, foram adquiridas 3,9 milhões de doses da vacina contra a dengue, com investimento federal de R$ 368 milhões. Os quantitativos estão sendo entregues assim que produzidas pelo Butantan.

    Obras vão ampliar acesso a vacinas e soros avançados

    Do total dos recursos, o aporte de R$ 76,1 milhões para a nova plataforma de produção de vacinas de RNA mensageiro (mRNA) posiciona o Brasil na vanguarda da biotecnologia. Este modelo de produção é mais ágil e permite que o país responda com rapidez e eficiência a crises sanitárias ou novas pandemias, adaptando a produção de imunizantes em tempo reduzido e com menor custo operacional.

    Com a reforma e construção das novas plantas do Instituto Butantan, o Brasil passará a fabricar o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) da vacina DTPa, que protege contra difteria, tétano e coqueluche; e da vacina contra o vírus HPV. Um avanço tecnológico fundamental na garantia de proteção à população sem depender do mercado externo, dando maior autonomia ao SUS.

    A obra da unidade de produção da vacina DTPa terá aporte de R$ 550,7 milhões, e a capacidade de fabricação de fornecimento deve chegar a 6 milhões de doses ao ano. Com essa capacidade o Brasil reduzirá a dependência de vacinas importadas, garantindo maior segurança sanitária.

    Com investimentos de mais de R$ 495,9 milhões, a fábrica de vacina contra HPV também reduzirá a dependência de imunobiológicos importados, garantindo a disponibilidade em larga escala com produção nacional, tendo uma estimativa de produção de 20 milhões de doses por ano.

    Já a unidade de produção de soros e área multipropósito terá investimentos de mais de R$ 232,5 milhões. Como primeiro resultado da expansão, é projetada a capacidade de produção de 1,2 milhão de frascos de soro concentrado por ano. Após o fim da reforma, estima-se uma capacidade de processamento final de 5,5 milhões de frascos de soro líquido ao ano e de, pelo menos, 440.000 frascos por ano de soros e vacinas na forma liofilizada.

    A atuação dos laboratórios públicos brasileiros, como o Instituto Butantan, tem sido fundamental na inovação em saúde e na internalização de tecnologia por meio das Parcerias de Desenvolvimento Produtivo promovidas pelo Governo Federal. A estrutura de cooperação permite que o Brasil domine o ciclo completo de uma tecnologia: da pesquisa até a aprovação regulatória, assegurando a previsibilidade de fornecimento e a sustentabilidade econômica do SUS.

    O Instituto Butantan é um parceiro histórico e estratégico do Ministério da Saúde, com participação ativa na política federal voltada ao fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) que visa garantir autonomia tecnológica do Brasil com foco nas necessidades do SUS e da saúde da população.

    Atualmente, o Instituto Butantan possui 14 projetos de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) e do Programa de Desenvolvimento e Inovação Local (Pdil). No âmbito do Novo PAC, a instituição possui 10 projetos, sendo oito deles com investimentos diretos do Ministério da Saúde.

    Retomada da política de desenvolvimento da indústria de saúde no país

    O investimento do Ministério da Saúde no âmbito do Complexo Econômico-Industrial da Saúde está na ordem de R$ 15 bilhões para o desenvolvimento do setor. Desde 2023, com a retomada desta política, que foi abandonada pelo governo anterior, foram firmadas 31 novas parcerias envolvendo empresas públicas e privadas para o desenvolvimento de vacinas, medicamentos e insumos estratégicos para a saúde dos brasileiros. 

    O Ministério da Saúde está investindo ainda R$ 31,5 bilhões por meio do Novo PAC em obras, equipamentos e veículos para promover um salto de qualidade e expansão no SUS. Trata-se do maior programa de investimentos em infraestrutura na saúde, com 2.600 UBS, 334 CAPS, 101 policlínicas, 4.643 ambulâncias do SAMU 192, 800 Unidades Odontológicas Móveis – UOMS, e diversos outros tipos de obras e equipamentos. 

    Taís Nascimento e Amanda Milan
    Ministério da Saúde

  • Ministro da Saúde visita fábrica de ambulâncias na Bahia e destaca ações do Novo PAC para fortalecer o SAMU 192

    Ministro da Saúde visita fábrica de ambulâncias na Bahia e destaca ações do Novo PAC para fortalecer o SAMU 192

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou neste sábado (7), em Lauro de Freitas (BA), a fábrica que produz ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) e veículos destinados ao transporte sanitário no Sistema Único de Saúde (SUS). A parceria estratégica amplia a oferta de atendimento com mais rapidez e qualidade aos pacientes. A próxima entrega prevê 500 ambulâncias do SAMU e cerca de 3 mil vans com acessibilidade para o transporte sanitário no SUS.

    Durante a visita, o ministro conheceu as etapas de adaptação e customização das viaturas utilizadas no atendimento pré-hospitalar, incluindo ambulâncias de suporte básico e veículos destinados ao transporte de pacientes, com o objetivo de assegurar condições adequadas de funcionamento, reduzir o tempo de resposta e ampliar a segurança no atendimento à população.

    “É uma grande satisfação estar aqui hoje, visitando esta fábrica. Investir em ambulâncias, em veículos acessíveis e na indústria nacional é investir em tempo de resposta, em equidade, em inclusão e em soberania. Ontem mesmo, entregamos mais de 100 ambulâncias do SAMU do Governo do Estado da Bahia para municípios de todo o estado”, declarou o ministro Padilha.

    A capacidade produtiva da empresa permite a transformação de cerca de 10 ambulâncias por dia, além de 15 a 20 veículos acessíveis diariamente, contribuindo para acelerar a renovação da frota e fortalecer a rede de atenção às urgências. Essa produção atende principalmente as regiões Norte e Nordeste do Brasil.

    Investimentos na rede de urgência

    Por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), essa parceria prevê a entrega de 2.420 ambulâncias até 2026, ampliando e renovando a frota em todo o território brasileiro. Na Bahia, são 107 ambulâncias destinadas a 76 municípios, com investimento de R$ 31,3 milhões.

    Atualmente, o SAMU alcança cobertura de 189,3 milhões de pessoas em todo o país, o equivalente a 88,74% da população brasileira. Na Bahia, a cobertura é ainda mais ampla, com atendimento a 14,1 milhões de pessoas, o que corresponde a 94% da população do estado.

    Ação Inédita: Transporte Sanitário no SUS

    Também no âmbito do Novo Pac, o Ministério da Saúde realizou a primeira compra de 2,1 mil veículos para o transporte de pacientes do SUS, incluindo ambulâncias, vans e micro-ônibus. O investimento total é de R$ 815 milhões e integra o programa Agora Tem Especialistas, por meio da iniciativa Caminhos da Saúde.

    Estão previstos 700 micro-ônibus, 700 vans e 700 ambulâncias de suporte básico, que serão utilizados para garantir o deslocamento de pacientes que precisam realizar consultas, exames e tratamentos especializados, especialmente em regiões mais distantes dos grandes centros. A previsão é que todo o quantitativo seja entregue ao longo de 2026 para diferentes estados do Brasil.

    Edjalma Borges
    Ministério da Saúde

  • Proadi-SUS viabiliza cerca de R$340 milhões de recursos para o SUS em 2025

    Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) viabilizou em 2025 R$ 339 milhões em recursos para financiar projetos realizados pelo Ministério da Saúde em parceria com hospitais de excelência. O balanço foi apresentado durante a 1ª reunião do Comitê Gestor do programa, realizada na quarta-feira (04/02), na sede da Organização Pan-americana da Saúde no Brasil (Opas/OMS), em Brasília (DF).  

    Dos 23 projetos aprovados pelo comitê em 2025, 14 tiveram relação direta com a agenda estratégica da pasta para apoiar ações que visam garantir a ampliação do acesso a consultas, exames e tratamento especializado à saúde da população, de forma alinhada com o programa Agora Tem Especialistas.  

    Com a entrada do A.C.Camargo Cancer Center, após aprovação no processo de reconhecimento de excelência realizado no ano passado, o programa ampliou os recursos de imunidade tributária que vem acumulando desde o início do triênio (2024). Atualmente, cerca de R$3,5 bilhões estão sendo utilizados para o desenvolvimento de 200 projetos nas áreas de pesquisa, gestão, incorporação de tecnologias, capacitação e assistência à saúde. 

    “O Proadi-SUS tem um grande potencial para fortalecer o SUS e nossa capacidade para garantir o cuidado à saúde da população brasileira com universalidade, integralidade e equidade” destacou Adriano Massuda, secretário executivo da pasta.  

    Participam do fórum deliberativo representantes de todas as secretarias da pasta, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agência Nacional de Saúde (ANS), dos conselhos nacionais das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e dos Secretários de Saúde (Conass); além dos sete hospitais de excelência que integram o Programa: A.C.Camargo Cancer Center, Beneficência Portuguesa de São Paulo (BP), Einstein Hospital Israelita (EHI), Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), Hospital do Coração (Hcor), Hospital Moinhos de Vento (HMV) e Hospital Sírio Libanês (HSL).  

    Novas aprovações para 2026 

    Durante a 1ª reunião deliberativa, foi aprovado projeto que será executado pelo HAOC para apoiar o Programa Mais Médicos Especialistas no aprimoramento de profissionais do SUS. A iniciativa, na ordem de R$2,6 milhões, busca capacitar médicos nas áreas de oncologia clínica, radioterapia e anestesiologia perioperatória e sedação segura.  

    Ainda teve aprovação projeto voltado para a implementação do Programa Brasil Saudável e que será desenvolvido pela BP. Cerca de R$3,3 milhões serão utilizados em ações de integração das políticas públicas de saúde e de assistência social.  

    Outros dois projetos aprovados serão executados pelo HSL e buscam contribuir com a ampliação do cuidado de pessoas com necessidades relacionadas a jogos e apostas, de forma integrada à Rede de Atenção Psicossocial (Raps), no valor de R$2,5 milhões; e com a promoção da Interconectividade e interoperabilidade da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), no valor de R$2 milhões.  

    Por último, foi aprovado a alteração de projeto na ordem de R$29 milhões, executado pela A.C.Camargo Cancer Center, que visa apoiar a prática de profissionais de saúde na coordenação do cuidado a partir da Atenção Primária à Saúde. 

    Todos os projetos executados em parceria com os hospitais de excelência são acompanhados e monitorados pelo Ministério da Saúde, de forma a garantir que as ações desenvolvidas estejam alinhadas aos princípios do SUS e as necessidades de saúde da população. 

    Tatiany Boldrini
    Ministério da Saúde

  • Todas as unidades da federação aderem ao novo edital do Mais Médicos Especialistas

    Todas as unidades da federação aderem ao novo edital do Mais Médicos Especialistas

    Todas as 27 unidades federativas do país, que somam 609 municípios participantes, solicitaram ao Ministério da Saúde o reforço de médicos especialistas para atuarem no Sistema Único de Saúde (SUS). O dado evidencia a adesão integral ao último edital do projeto Mais Médicos Especialistas, iniciativa do programa Agora Tem Especialistas (ATE) voltada à redução do tempo de espera por consultas, exames e procedimentos especializados na rede pública.

    Atualmente, 583 médicos especialistas já atuam no projeto em todas as regiões do Brasil. De acordo com o Cadastro Nacional de Especialistas (CNES), 48,7% desses profissionais estão no interior do país e 34% em regiões metropolitanas, fortalecendo a assistência especializada justamente onde há maior carência de serviços.

    A lista com os municípios contemplados no edital, as áreas de especialidade e o número de vagas para as próximas chamadas já está disponível na página oficial do projeto. Ao todo, são 1.206 vagas distribuídas nas cinco regiões do Brasil: 257 no Norte, 446 no Nordeste, 68 no Centro-Oeste, 361 no Sudeste e 74 no Sul.

    Entre os principais objetivos do Mais Médicos Especialistas estão: redução das desigualdades regionais no acesso à atenção especializada, reduzir o tempo de espera para atendimentos com médicos especialistas, promover a formação, fixação e atuação de médicos especialistas em regiões prioritárias para o SUS, além de ampliar a capacidade de diagnóstico precoce.

    O projeto oferece aos médicos especialistas selecionados atualização clínica e cirúrgica em áreas estratégicas da atenção especializada, além de mentoria presencial e remota, conforme a complexidade dos procedimentos. Também estão previstas imersões presenciais em serviços de referência, atividades educacionais a distância e o desenvolvimento de competências técnicas, éticas, de gestão e inovação em saúde.

    Para o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, o SUS tem capacidade de responder aos principais gargalos da assistência quando há cooperação federativa. “A adesão dos estados e municípios ao Mais Médicos Especialistas demonstra a confiança dos gestores na política e a urgência de ampliar o acesso à atenção especializada no país. Em pouco tempo, conseguimos mobilizar redes locais de saúde e alinhar esforços entre União, estados e municípios”, aponta.  

    Victor Almeida
    Ministério da Saúde

  • Ministério qualifica Agentes Indígenas de Saúde para vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório nas aldeias

    Ministério qualifica Agentes Indígenas de Saúde para vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório nas aldeias

    Os Agentes Indígenas de Saúde (AIS) dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI) Bahia, Ceará e Pernambuco foram qualificados para o acolhimento e orientação de gestantes indígenas que estão na 28ª semana de gestação. O período as torna aptas a receber a vacina contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSI), responsável por 80% dos casos de bronquiolite e 60% de pneumonias em crianças menores de 2 anos.

    A ação reuniu pelo menos 260 trabalhadores que receberam informações sobre imunização e foram orientados sobre as estratégias para o acolhimento ideal das indígenas grávidas na identificação, prevenção e orientação sobre o VSR. A imunização materna favorece a transferência de anticorpos para o bebê, contribuindo para a proteção nos primeiros meses de vida, período de maior vulnerabilidade ao vírus.

    O trabalho dos indígenas qualificados será realizado diretamente na aldeia e está integrado à rotina de atendimento dos profissionais de saúde indígena que atuam nos territórios, ofertando atenção primária à saúde.

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    Foto: Divulgação/MS

    O AIS tem papel central para este e outros atendimentos nas comunidades indígenas. Ele vive na própria aldeia onde trabalha, é conhecido pelos moradores, e, portanto, tem a confiança dos pacientes, sendo o elo entre a informação técnica e a realidade da comunidade.

    A vacina contra o VSR começou a ser distribuída no território indígena em dezembro de 2025, está inserida no calendário nacional de vacinação da gestante e é indicada para grávidas a partir da 28ª semana de gestação, sem restrição de idade. A meta da Secretaria de Saúde Indígena do Ministério da Saúde é vacinar 100% das gestantes indígenas incluídas no Sistema de Informações da Atenção à Saúde Indígena.

    Segundo a diretora do Departamento de Atenção Primária à Saúde indígena (DAPSI), Putira Sacuena, qualificações como essa aproveitam o fator integrativo das comunidades indígenas como estratégia para combater, tratar e proteger de doenças que ameaçam as aldeias.

    “As comunidades indígenas têm um forte sentido de integração e cuidado coletivo, e é justamente esse fator que potencializamos com qualificações como essa. Ao fortalecer o papel dos Agentes Indígenas de Saúde, ampliamos a prevenção, o acolhimento e a proteção das gestantes e das crianças frente a doenças que ameaçam os territórios, como o Vírus Sincicial”.

    O coordenador do DSEI Bahia, Flavio Kaimbé, enfatizou a importância de qualificar os AIS como estratégia de atendimento do distrito.

    “O trabalho dos nossos AIS é essencial para fazer essa proteção chegar na ponta. É o AIS que conhece profundamente seu território, realiza a orientação contínua das famílias, acompanha as demandas locais e fortalece os vínculos entre a comunidade e as equipes multidisciplinares de saúde. Por isso, a importância de apoiar e valorizar quem ajuda a construir o cuidado integral na perspectiva da atenção primária.” 

    Já o coordenador do DSEI Ceará, Lucas Guerra, ressaltou a integração dos distritos que atuam na mesma região. “Parcerias que envolvem vários DSEI são muito fundamentais porque possibilitam a troca de experiência, o fortalecimento das ações e o pensar da saúde indígena sob uma perspectiva global”, disse. 

    Juntos, os DSEI Bahia, Ceará e Pernambuco acompanham 1.199 gestantes. Além da vacinação, o cuidado se estende até as consultas de pré-natal. As gestantes com seis ou mais consultas são maioria nesses distritos: 68,3%, 94,2% e 88,4% respectivamente.

    Vacina de graça no SUS

    O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinou, em novembro de 2025, uma parceria de transferência de tecnologia da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR). Com isso, o Brasil passou a produzir o imunizante, garantindo a sua oferta no Sistema Único de Saúde (SUS). A distribuição aos estados e municípios permitiu a organização de calendários locais, com aplicação nas unidades básicas de saúde e pontos de vacinação de cada região.

    A vacina tem potencial para prevenir cerca de 28 mil internações por ano, oferece proteção imediata aos recém-nascidos e beneficiará aproximadamente 2 milhões de bebês nascidos vivos. A cada cinco crianças infectadas pelo VSR, uma necessita de atendimento ambulatorial e, em média, uma em cada 50 acaba hospitalizada no primeiro ano de vida. No Brasil, cerca de 20 mil bebês menores de um ano são internados anualmente.

    Luiz Cláudio Moreira
    Ministério da Saúde

  • Saúde debate aprimoramento estratégico do Programa de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo

    Saúde debate aprimoramento estratégico do Programa de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo

    O Ministério da Saúde promoveu na última quarta-feira (3/2) a segunda reunião do comitê técnico consultivo que apoia o Programa de Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP). O colegiado foi criado em agosto de 2025 e tem o objetivo de contribuir com o aprimoramento do programa e fortalecer o monitoramento e a avaliação do instrumento que aproxima instituições públicas e empresas privadas para impulsionar a produção nacional de tecnologias, medicamentos e produtos estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS).

    Os trabalhos são coordenados pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) do Ministério da Saúde, que também faz parte do colegiado. A comissão é composta por especialistas de alto nível com reconhecida atuação e saber científico nas áreas da saúde e da inovação.

    Na avaliação da secretária da SCTIE/MS, Fernanda de Negri, o diálogo qualificado permite antecipar desafios e identificar soluções para melhorias do programa. “As PDPs constituem uma iniciativa muito bem-sucedida em diversos aspectos, mas que como toda política pública requer ajustes e aprimoramentos para que entregue resultados cada vez melhores para a sociedade. Nesse sentido, a criação do comitê reforça a boa governança de um programa tão importante para o desenvolvimento produtivo do país”, destacou.

    O grupo reúne os ex-ministros da Saúde Ademar Arthur Chioro dos Reis e José Gomes Temporão; os pesquisadores Lia Hasenclever, Graziela Zucoloto e Jorge Elias Kalil Filho; os médicos Gonzalo Vecina Neto, Luiz Vicente Rizzo, Reinaldo Felippe Nery Guimarães; e o sociólogo Glauco Arbix.

    Impacto das PDPs

    Criadas em 2009 para contribuir para o desenvolvimento da indústria de saúde, as PDPs passaram por uma atualização em 2024, com a edição do novo marco regulatório da iniciativa. A ação priorizou soluções produtivas e tecnológicas para o SUS, com foco na ampliação do acesso da população à saúde.

    Foi ainda em 2024 que a chamada mais recente do programa foi lançada. Mais de 145 projetos foram recebidos. Desse total, 31 projetos foram selecionados. Juntos, eles mobilizarão mais de R$ 5 bilhões em aquisições por ano para ampliar a produção local e a oferta de tecnologias, como a insulina glargina, medicamentos utilizados para tratamentos de câncer, antirretrovirais e voltados ao tratamento de doenças raras, a exemplo da Atrofia Muscular Espinhal (AME) e da esclerose múltipla, além de diversas vacinas, como a do vírus sincicial respiratório (VSR), que já está sendo disponibilizada à população.

    A execução dos projetos de PDP é monitorada pela SCTIE/MS e as aquisições são condicionadas ao cumprimento das etapas previstas em cronograma aprovado. Na última fase, ocorre a verificação da internalização da tecnologia e a conclusão da parceria.

    Além da criação deste comitê consultivo, a SCTIE instituiu um grupo de trabalho para implementar uma política contínua de monitoramento e avaliação do programa e estabeleceu critérios objetivos para o cálculo dos custos associados à transferência de tecnologia, demanda histórica dos órgãos de controle para fortalecer o monitoramento do programa. A Secretaria também solicitou o relatório final de todas as parcerias que se encontram, atualmente, na última etapa.

    Roberta Paola
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde faz primeira compra de 2,1 mil veículos para transportar pacientes do SUS que precisam de tratamento longe de casa

    Ministério da Saúde faz primeira compra de 2,1 mil veículos para transportar pacientes do SUS que precisam de tratamento longe de casa

    O Governo Federal realizou a primeira compra de 2,1 mil veículos para o transporte de pacientes do SUS em uma ação inédita do programa Agora Tem Especialistas. A iniciativa visa garantir a realização e a continuidade de tratamentos especializados em cidades próximas ou vizinhas, evitando que sejam interrompidos por dificuldade de deslocamento. O investimento, pelo Novo PAC Saúde, será de R$ 815 milhões para a oferta de vans, microônibus e ambulâncias.

    A compra dos veículos por parte do Ministério da Saúde inaugura uma nova frente do programa Agora Tem Especialista, o Caminhos da Saúde, e representa um avanço histórico na oferta de transporte sanitário no SUS. Até então, esse serviço era totalmente custeado pelos estados e municípios. Os contratos de aquisição foram assinados nesta sexta-feira (6/2) em cerimônia em Salvador (BA) com o presidente da República, Luíz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    “Nesses últimos três anos, a gente recuperou tudo o que estava paralisado. Fizemos o maior PAC da história do Brasil, que estabeleceu políticas de investimentos públicos e privados de 1 trilhão e 700 bilhões de reais. Nós já chegamos a quase 70% do PAC em nível nacional e vamos chegar a muito mais até o fim do governo. Isso é o que fez com que as pessoas voltassem a acreditar no Brasil”, declarou o presidente da República.

    Estão previstos 700 microônibus, 700 vans e 700 ambulâncias de suporte básico para os casos que exigem maior cuidado. Esses veículos estarão disponíveis para levar pacientes até os serviços especializados, com prioridade para o cuidado ao câncer. A previsão é que todo esse quantitativo seja entregue em 2026.

    Foto: Ricardo Stuckert/PR
    Foto: Ricardo Stuckert/PR

    “Com a inovação tecnológica que o presidente Lula está trazendo para o SUS, agora uma pessoa que mora a 600 km de distância da capital pode ter uma consulta com um médico especialista em endocrinologia na unidade básica de saúde no mesmo dia em que ela precisar e já sai de lá com a receita médica, com os pedidos de exames, que vai fazer ali mesmo, ao invés de ter que aguardar por dois, três ou mais meses até a Central de Regulação encaminhá-lo para viajar até a capital para ser atendido”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

    Durante a cerimônia, também foram assinados os contratos de aquisição de 80 novos tomógrafos para ampliar a oferta de exames de imagem e acelerar diagnóstico no SUS. O investimento será de R$ 170 milhões. Quando o diagnóstico chega rápido, o tratamento começa mais cedo e a chance de cura é maior.

    Entrega dos primeiros combos de equipamentos do Novo PAC Saúde

    Outra inovação do Agora Tem Especialistas é a aquisição inédita de 150 combos de equipamentos de ponta para a realização de cirurgias gerais e de oftalmologia. Para garantir pelo menos 210 mil novas cirurgias por ano, esses combos vão equipar hospitais da rede pública em cerca de 120 municípios. Também estão previstos 10.000 combos de equipamentos para Unidades Básicas de Saúde como câmara fria para vacinas, balança digital e laser terapêutico para o tratamento de feridas e reabilitação – cerca de 180 mil aparelhos.

    O investimento previsto nessas duas novas modalidades do Novo PAC Saúde é de R$ 1,8 bilhão. As primeiras entregas – mais de 1.000 combos de equipamentos – foram realizadas durante a cerimônia em Salvador, na Bahia.  

    Com o Agora Tem Especialistas, SUS bate recorde de cirurgias eletivas

    Essas ações integram o programa Agora Tem Especialista do Ministério da Saúde voltado a expansão da assistência para acelerar a realização de consultas, exames e cirurgias. Com a iniciativa, lançada no ano passado, o SUS bateu recorde de cirurgias eletivas em 2025, com 14,7 milhões de procedimentos, reduzindo o tempo de espera da população. Representa um crescimento de 40% em relação a 2022. Um avanço que representa mais acesso à saúde e mais qualidade de vida para a população.

    Com o programa, o Ministério da Saúde realizou o maior mutirão de exames e cirurgias da história do SUS, envolvendo 200 hospitais universitários e filantrópicos. Por meio dessas mobilizações, em 2025, foram mais de 127 mil atendimentos nos fins de semana. A proposta é utilizar toda a capacidade da rede pública, estendendo turnos de atendimento e reativando áreas que estavam paradas. No Grupo Hospitalar Conceição, por exemplo, o tempo de espera por cirurgias eletivas caiu 30%, em média, com adoção dessas ações.

    Mecanismos inéditos criados pelo Agora Tem Especialistas também permitiram a participação da rede privada de saúde: Rede D’Or, Grupo Athenas, Hapvida, Grupo Amil e GEAP, que estão entre os maiores do Brasil, já aderiram ao programa. Juntos, planos de saúde, hospitais e clínicas particulares desses grupos vão ofertar 85 mil cirurgias e exames a mais por ano, no valor de R$ 200 milhões, sem nenhum custo para os pacientes do SUS. Como contrapartida, receberão créditos financeiros ou certificados de ressarcimento ao SUS para pagamento de tributos federais.

    As carretas de saúde do Agora Tem Especialistas chegaram a 100 municípios brasileiros, levando mais diagnóstico de câncer, exames ginecológicos, cirurgias oftalmológicas e tomografias e zerando a filas por serviços em, pelo menos, 15 cidades. São unidades móveis que reforçam, por um período de 30 a 60 dias, a assistência nessas cidades.

    O tratamento do câncer também foi fortalecido com a aquisição de 22 novos aceleradores lineares em 2025. Esse equipamento é essencial para a assistência oncológica no tempo adequado. Por conta do programa, 26 estados têm centros de radioterapia. O Brasil passou a contar com 360 aceleradores lineares, cada um com capacidade de atender 600 novos pacientes por ano.

    Além disso, o programa reforçou o atendimento no SUS com 570 novos médicos especialistas, a maioria (72%) atuando no Norte e Nordeste. Mais 900 vagas estão abertas em novo edital publicado pelo Ministério da Saúde nesta semana com previsão de chegar a 1.500 profissionais atendendo em 2026. O foco de atuação são regiões de alta demanda e maior vulnerabilidade social. 

    Novo ciclo de investimentos com o Novo PAC Saúde

    O Novo PAC consolida um novo ciclo de investimentos estruturantes na saúde pública brasileira. Ao todo, o Ministério da Saúde destina R$ 31,5 bilhões para obras, equipamentos e veículos que fortalecem o SUS em todo o país, no maior esforço de modernização da infraestrutura do sistema público de saúde. Os recursos já viabilizam a ampliação e qualificação de serviços como Unidades Básicas de Saúde, Centros de Atenção Psicossocial, policlínicas, ambulâncias do SAMU e Unidades Odontológicas Móveis em todas as regiões do Brasil.

    Rafaelle Pereira
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde diploma 4.929 agentes comunitários e de combate às endemias no Maranhão

    Nessa quarta-feira (4), o Ministério da Saúde realizou, em São Luís (MA), a formatura de mais uma turma de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE) do programa Mais Saúde com Agente. No estado, foram diplomados 3.777 ACS e 1.152 ACE, um resultado que representa um marco para o estado e reforça o compromisso com a qualificação das equipes que atuam diretamente na Atenção Básica e na Vigilância em Saúde.

    Durante a cerimônia, o secretário-adjunto de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Jerzey Timóteo, afirmou que o melhor investimento do SUS são nas pessoas e nos trabalhadores. “Estamos aqui celebrando a conclusão dessa turma com muita alegria, orgulho e esperança. Esse é um investimento importante nos agentes, nos preceptores, nos tutores, em todos que reservaram horas, meses, para essa formação. Isso tudo resultará em mais cuidado com a população e mais força para o SUS”.

    O Mais Saúde com Agente tem como objetivo oferecer formação de nível técnico aos agentes comunitários e endêmicos de todo o país. A curso foi desenvolvido em formato híbrido, com 40% da carga horária realizada em Ensino a Distância (EaD) e 60% em atividades práticas nos próprios territórios de atuação. A estrutura formativa promove uma integração inédita entre os agentes comunitários e endêmicos, fortalecendo o trabalho conjunto e estimulando debates, ações educativas e práticas que ampliam o olhar crítico e o escopo de atuação dos profissionais. O resultado se expressa na qualificação do cuidado prestado à população e no fortalecimento das redes locais de saúde.

    Além do Ministério da Saúde, o programa conta com a participação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz).

    Segundo a vice-presidente da Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias (CONACS), Marina Lara, esse é um momento de valorização de todos os agentes no país. “Chegarmos hoje a uma diplomação no nível técnico em agente comunitário de saúde e endemias é a realização de um sonho, resultado de muita luta. E tudo isso graças ao esforço conjunto do governo federal, do Ministério da Saúde, da confederação e das demais instituições envolvidas”.

    Foto: Ministério da Saúde
    Foto: Grax Medina/MS

    Mostra nacional

    Nos dias 18 e 19 de março de 2026, ocorre em Brasília (DF) a Mostra Nacional do Programa Mais Saúde com Agente. Serão apresentados 200 trabalhos de todas as regiões do país. As propostas terão dois autores principais e os 400 agentes selecionados terão participação integralmente custeada para apresentar suas experiências na capital federal.

    Durante o evento, também serão premiados dois trabalhos por região, que terão suas trajetórias registradas em web documentário, produzido pelo Conasems.

    Victor Almeida
    Ministério da Saúde

  • Ministério da Saúde diploma 3.317 agentes comunitários e de combate às endemias no Amazonas

    Nesta quinta-feira (5), o Ministério da Saúde realizou, em Manaus (AM), a formatura de mais uma turma de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE) do programa Mais Saúde com Agente. No estado, foram diplomados 2.706 ACS e 968 ACE, um resultado que representa um marco para o estado e reforça o compromisso com a qualificação das equipes que atuam diretamente na Atenção Básica e na Vigilância em Saúde.

    Durante a cerimônia, o secretário-adjunto de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Jerzey Timóteo, afirmou a importância de investir nos trabalhadores do SUS. “A política pública só se realiza plenamente quando chega às pessoas. E ninguém chega mais perto do povo do que os Agentes Comunitários de Saúde e de Combate às Endemias. Investir na formação técnica desses trabalhadores é investir na defesa da vida, no fortalecimento do SUS e no cuidado cotidiano com a população. Essa formatura representa mais do que a entrega de certificados: simboliza o compromisso com o território, com o conhecimento local e com um sistema de saúde mais humano, preparado e presente, especialmente, nos desafios do Amazonas e da Amazônia”.

    O Mais Saúde com Agente tem como objetivo oferecer formação de nível técnico aos agentes comunitários e endêmicos de todo o país. A formação foi desenvolvida em formato híbrido, com 40% da carga horária realizada em Ensino a Distância (EaD) e 60% em atividades práticas nos próprios territórios de atuação.

    O modelo de formação promove uma integração inédita entre os agentes comunitários e endêmicos, fortalecendo o trabalho conjunto e estimulando debates, ações educativas e práticas que ampliam o olhar crítico e o escopo de atuação dos profissionais. O resultado se expressa na qualificação do cuidado prestado à população e no fortalecimento das redes locais de saúde.

    “O agente de saúde está onde muitas políticas públicas não conseguem chegar: nas realidades mais urgentes e mais difíceis do país. É por meio desse profissional que o poder público entra nos lares, nas comunidades, nas histórias de vida e, assim, garantir cuidado, presença e dignidade”, destacou o vice-presidente da Confederação Nacional dos Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias (CONACS), João Bosco.

    Além do Ministério da Saúde, o programa conta com a participação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz).  

    Mostra nacional

    Nos dias 18 e 19 de março de 2026, ocorre em Brasília (DF) a Mostra Nacional do Programa Mais Saúde com Agente. Serão apresentados 200 trabalhos de todas as regiões do país. As propostas terão dois autores principais e os 400 agentes selecionados terão participação integralmente custeada para apresentar suas experiências na capital federal.

    Durante o evento, também serão premiados dois trabalhos por região, que terão suas trajetórias registradas em web documentário, produzido pelo Conasems. 

    Victor Almeida
    Ministério da Saúde