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  • Novos enunciados sobre Direito da Saúde são aprovados nos 15 anos do Fojanus

    FONAJUS 15 anos

    O Fórum Nacional do Judiciário para a Saúde (Fonajus) celebra 15 anos como fonte de fortalecimento e monitoramento para resolução das demandas de assistência à saúde. Criado pelo pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Fórum trabalha em um cenário de crescente judicialização e diversificação desses processos.

    Para aprimorar sua referência nesse segmento, o Fonajus realizou a VII Jornada de Direito da Saúde, em Brasília (DF). O objetivo do evento foi analisar, discutir e votar propostas de novos enunciados relacionados à matéria, além da possibilidade de revisão dos enunciados aprovados nas jornadas anteriores.

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    João Pereira, Anna Carla, Gustavo Gadelha e Renan do Valle

    A coordenadora do Comitê Estadual de Saúde do CNJ, desembargadora do Tribunal de Justiça da Paraíba, Anna Carla Lopes Correia Lima de Freitas, participou da VII Jornada de Direito da Saúde e votou nos novos enunciados. “Viver esse momento, contribuindo para a construção de diretrizes que orientarão as decisões judiciais na área da saúde, foi uma experiência que levarei comigo”, comentou a magistrada.

    A desembargadora ainda agradeceu à organização da Jornada. “Sou profundamente grata pela oportunidade de estar presente e, ainda mais, por conhecer tantos magistrados e magistradas de diferentes cantos do Brasil, trocando vivências, ideias e fortalecendo laços que nos inspiram a seguir em frente. Momentos como esse renovam o propósito e o compromisso com a justiça e com a vida”, destacou.

    Também participaram da Jornada outros integrantes do Comitê Estadual de Saúde: o juiz do TJPB Renan do Valle Melo Marques e os juízes federais Gustavo de Paiva Gadelha e João Pereira de Andrade Filho. Os dois últimos são vice-coordenadores do Comitê Estadual de Saúde.

    Entre os temas contemplados nas propostas aprovadas, destacam-se as demandas judiciais para obtenção de medicamentos não incorporados às políticas públicas de saúde (propostas 1, 4, 12, 17 e 32), a possibilidade de atendimento via Atenção Domiciliar (propostas 7, 8 e 9) e a apreciação de pedidos relacionados ao tratamento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (propostas 25, 26, 28 e 29).

    Durante a Jornada, também foram revogados seis enunciados que tratavam de temas como competência jurisdicional, fundamentação de decisões judiciais e condução de pesquisas científicas com seres humanos. Em breve, uma publicação com a íntegra dos enunciados aprovados, revisados e revogados na VII Jornada de Direito da Saúde será disponibilizada no Portal do Conhecimento.

    Por Fernando Patriota

     

  • Câmara Criminal mantém condenação por violência doméstica em Campina Grande

    A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba decidiu manter, por unanimidade, a condenação de um homem acusado de lesão corporal contra sua então namorada, no contexto de violência doméstica. O crime ocorreu no bairro José Pinheiro, em Campina Grande, no dia 12 de março de 2023.

    Conforme a denúncia, o acusado agrediu a vítima com tapas na cabeça e nuca, empurrando-a contra a parede e desferindo chutes nas coxas, após uma discussão. A mulher sofreu lesões físicas que foram comprovadas por laudo traumatológico. Após a agressão, ela deixou a residência do companheiro e registrou o caso na Delegacia de Polícia, onde solicitou medidas protetivas.

    Na decisão de primeiro grau, o réu foi condenado a um ano de reclusão, em regime aberto, com suspensão condicional da pena por dois anos, além do pagamento de indenização por danos morais no valor de R$ 1.000,00. A defesa recorreu pedindo absolvição por insuficiência de provas ou, de forma subsidiária, a exclusão ou redução do valor indenizatório.

    No julgamento da apelação, o relator do processo nº 0820156-76.2023.8.15.0001, juiz convocado Miguel de Britto Lyra, destacou que a materialidade do delito ficou comprovada pelo laudo pericial, enquanto a autoria foi reforçada pelos depoimentos da vítima e de testemunhas. O magistrado ressaltou ainda que, nos crimes de violência doméstica, a palavra da vítima possui especial valor probatório, especialmente quando corroborada por outros elementos, como no caso em análise.

    O colegiado também considerou adequada a fixação do valor de R$ 1.000,00 como reparação de danos morais, alinhada com o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (Tema 983). Com isso, a Câmara Criminal do TJ/PB negou provimento ao recurso e manteve a condenação na íntegra.

    Da decisão cabe recurso.

    Por Lenilson Guedes

     

  • EaD: Aulas do curso ‘Direitos Indígenas e Interculturalidade’ começam nesta sexta-feira

    A partir desta sexta-feira (9), magistrados(as), servidores(as) e residentes do Judiciário estadual iniciarão as aulas do curso ‘Direitos Indígenas e Interculturalidade’, oferecido na modalidade de ensino a distância (EaD). A formação, que se estenderá até o dia 2 de junho, será conduzida pelo pós-doutor em História Indígena, Daniel Valério Martins.

    Participarão da formação 23 inscritos(as) das Comarcas de João Pessoa, Conde, Rio Tinto, Mamanguape e Campina Grande. As aulas síncronas ocorrerão às segundas e quartas-feiras, das 19h às 21h.

    Durante o curso, o tutor abordará temas como a perspectiva histórico-antropológica dos direitos humanos e suas gerações, os direitos indígenas e culturais, além da luta pela demarcação de terras e territórios. Serão destacados exemplos como as comunidades Anacé (CE) e Potiguara (PB), com base na Resolução nº 454, de 22/04/2022, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

    O conteúdo também inclui o direito à educação diferenciada, bilíngue e intercultural, além do papel da educação indígena e escolar na garantia de direitos específicos. Serão discutidos ainda o conceito de sobreculturalidade e a importância do diálogo entre os servidores sobre as especificidades culturais dos povos indígenas, visando à melhoria do atendimento e da comunicação. Por fim, o curso abordará as violações de direitos humanos, indígenas e culturais.

    Por Marcus Vinícius

     

  • UFPB abre novo concurso para 16 vagas de professor

    A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) está com inscrições abertas para um concurso público destinado ao preenchimento de 16 vagas no cargo de professor do Magistério Superior.

    As oportunidades estão distribuídas em diversas áreas, incluindo Química Inorgânica, Melhoramento Genético Animal, Organização do Trabalho Pedagógico e Alfabetização, Língua Inglesa, Fundamentos da Terapia Ocupacional, Saúde Funcional Adulta, entre outras.

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    Os candidatos interessados devem ter ensino superior na área de atuação desejada, além de titulação de mestrado e/ou doutorado.

    Os aprovados no concurso poderão optar por uma jornada de trabalho de 20 horas semanais ou em regime de dedicação exclusiva, com salários que variam de R$ 5.367,43 a R$ 14.288,85, incluindo retribuição por titulação e auxílio-alimentação.

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    Saiba como se candidatar

    As inscrições estarão abertas de 21 de maio a 20 de junho, e deverão ser realizadas presencialmente na secretaria do departamento responsável pela área escolhida. A taxa de inscrição varia entre R$ 60 e R$ 160, com possibilidade de solicitar isenção entre 21 e 23 de maio.

    O processo de seleção compreenderá provas escritas e didáticas, ambas de caráter eliminatório, além de uma prova de plano de trabalho para a classe Adjunto A e um exame de títulos, este último de caráter classificatório.

    O concurso terá validade de um ano a partir da publicação dos resultados no Diário Oficial da União, podendo ser prorrogado por igual período.

  • Presidente e vice do TJPB participam de Grupo de Trabalho em congresso do STJ

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    Superior Tribunal de Justiça

    Os desembargadores, Fred Coutinho e João Batista Barbosa, presidente e vice, respectivamente, do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), vão participar do 1º Congresso do STJ da 2ª Instância Federal e Estadual, organizado pelo Superior Tribunal de Justiça. Durante o evento, os desembargadores integrarão o Grupo de Trabalho responsável pela análise dos enunciados que serão propostos, durante o evento.

    O congresso será realizado, entre os dias 09 e 10/06/2025, em Brasília. A finalidade do encontro é ampliar a integração e a cooperação, em matéria institucional e jurisdicional, entre o STJ e os Tribunais Regionais Federais e de Justiça dos estados.

    O presidente do STJ, ministro Herman Benjamin, destacou que o Congresso é uma oportunidade para discutir desafios emergentes, e lembrou que os mesmos impactam o funcionamento da Justiça de segundo grau. “Vamos apresentar e estimular a adoção de experiências institucionais bem-sucedidas, visando o aperfeiçoamento da estrutura e da eficiência dos tribunais brasileiros”, ressaltou. Durante o evento serão debatidos temas jurídicos relacionados ao direito público, privado e penal.

    As propostas de enunciados já submetidos podem ser acompanhadas por este link.

    Por Lila Santos com informações e foto do STJ

     

  • Órgão Especial do TJPB destaca nomeação de advogado para compor o TRE-PB

    A nomeação do advogado Rodrigo Clemente de Brito Pereira, pelo presidente Lula, para integrar o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), na categoria jurista, foi saudada pelo desembargador José Ricardo Porto na sessão desta quarta-feira (7) do Órgão Especial do Tribunal de Justiça da Paraíba.

    Segundo o desembargador, a presença de Rodrigo Clemente de Brito Pereira no TRE representa um importante reforço para a Corte Eleitoral, dada sua qualificação e atuação ética ao longo da carreira.

    O desembargador José Ricardo Porto também apresentou voto de congratulação ao médico cardiologista Fulvio Petrucci.

    A sessão do Órgão Especial foi conduzida pelo vice-presidente do TJPB, desembargador João Batista Barbosa.

    Gecom-TJPB

     

  • Justiça concede progressão de regime e determina tornozeleira eletrônica para Ruan Macário

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    Fórum da Comarca de Catolé do Rocha

    A juíza titular da 1ª Vara Mista da Comarca de Catolé do Rocha, com competência na área de Execução Penal, Juliana Accioly Uchôa, reconheceu ao apenado Ruan Ferreira de Oliveira, conhecido como ‘Ruan Macário’, o direito de progressão para o regime semiaberto. Ruan foi condenado pelo 2º Tribunal do Júri da Comarca de João Pessoa, por atropelar e matar o motoboy Kelton Marques de Sousa, fato ocorrido no dia 11 de setembro de 2021, no cruzamento da avenida Governador Flávio Ribeiro Coutinho e avenida Esperança, no Bairro Manaíra.

    Com a ausência de estabelecimento prisional adequado na Comarca de Catolé do Rocha, o regime semiaberto deverá ser cumprido mediante monitoração eletrônica, nos termos do artigo 146-C, inciso VI, da Lei de Execução Penal e artigo 3º, inciso V, da Resolução n. 412/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), observadas as condições impostas pelo Juízo da Execução Penal.

    Apesar de ter sido condenado à pena privativa de liberdade de 13 anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial fechado, em razão da prática do crime de homicídio qualificado, após o julgamento da apelação pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça da Paraíba, houve o provimento parcial ao recurso da defesa, para reduzir a reprimenda para oito anos e quatro meses de reclusão, tendo em vista a “incompatibilidade” entre o dolo eventual com o recurso que impossibilita a defesa da vítima (surpresa), prevista no artigo 121, parágrafo 2º, inciso IV, do Código Penal.

    Nesse contexto, após a manifestação da defesa técnica e parecer favorável do Ministério Público, a magistrada destacou que a exclusão da qualificadora, por meio do julgamento da Apelação Criminal nº 0818610-65.2021.8.15.2002, altera de forma substancial o cumprimento da pena. “Isso porque o crime passou a ser o de homicídio simples, previsto no artigo 121, caput, do Código Penal, o qual não se encontra previsto no rol taxativo de crimes hediondos e, por conseguinte, altera a fração legal necessária para a progressão de regime de 40% para 25%, nos termos do artigo 112, incisos III e V, da Lei de Execução Penal”, diz parte da decisão da juíza.

    A magistrada expressamente destaca que “de acordo com o artigo 112 da Lei de Execução Penal, a pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, desde que observados os requisitos objetivo (temporal) e subjetivo (boa conduta carcerária)”.

    De acordo com o caso concreto, ‘Ruan Macário’ foi preso, preventivamente, no dia 29 de julho de 2022, marco temporal considerado como data-base para os benefícios penais, tendo em vista que não houve liberdade provisória durante o processo de conhecimento. “Houve, portanto, o cumprimento efetivo de dois anos, nove meses e sete dias de pena. Além disso, houve a declaração de remição de 559 dias de pena, equivalente a um ano, seis meses e 14 dias. Desse modo, depreende-se o cumprimento total de pena de, aproximadamente, quatro anos, três meses e 21 vinte dias, o que equivale a mais de 50% da pena imposta, após o julgamento da apelação”, explica a magistrada Juliana Accioly Uchôa.

    A remição é o direito legalmente assegurado à pessoa presa – provisória ou definitivamente – para reduzir o tempo de cumprimento da pena, por meio de estudo ou trabalho, nas seguintes proporções: um dia de pena a cada 12 horas de estudo; um dia de pena a cada três dias de trabalho, nos termos da Lei de Execução Penal. 

    Segundo a juíza, ao âmbito da Comarca de Catolé do Rocha, desde 2021, é desenvolvido o Projeto ‘Cidadania é Liberdade’, regulamentado pela Portaria nº 05/2021, que oferece ao condenado a oportunidade de trabalhar com costura de bolas, a título de remição.

    Conforme a magistrada, no caso concreto houve a comprovação nos autos de que o apenado trabalhou diariamente, no período entre novembro de 2022 a janeiro de 2025; realizou a leitura de 12 livros, em 2024; e de sete livros, em 2023; realizou estudo do curso superior de administração à distância, no Centro Universitário Maurício de Nassau, equivalente a 763 horas-aula; e realizou a costura de 60 bolas, considerada como exercício de trabalho, de acordo com o projeto carcerário.

    Desse modo, a magistrada destacou que “observado o requisito objetivo de forma inequívoca, houve a comprovação do bom comportamento carcerário, de acordo com a certidão emitida pela Direção do Presídio Padrão de Catolé do Rocha”. Além disso, em consulta aos sistemas do Processo Judicial Eletrônico (PJe) e Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP 3.0), não foram localizadas novos procedimentos/processos criminais, tampouco mandado(s) de prisão em desfavor do apenado, o que demonstra a ausência de prática de falta grave e, por conseguinte, comprova o requisito subjetivo”.

    Por esses motivos, a juíza reconheceu que, “observados os requisitos objetivos e subjetivos do artigo 112 da Lei de Execução Penal, revela-se imperiosa a imediata progressão para o regime semiaberto”.

    Condições do regime semiaberto – Durante o cumprimento da pena no regime semiaberto, o apenado deverá cumprir as condições previstas na Portaria nº 002/2025 da Comarca de Catolé do Rocha, de acordo com as diretrizes legais: morar no endereço declarado nos autos, localizado na Comarca de Catolé do Rocha; não alterar o endereço, sem prévia autorização do Juízo da Execução Penal; e não viajar para outra Comarca, sem prévia autorização do Juízo da Execução Penal.

    Além disso, o réu também terá sempre que portar documentos pessoais e, quando for o caso, autorização de viagem e autorização de prorrogação de horário; de segunda a sexta, permanecer recolhido, em sua própria residência, a partir das 19h, somente podendo sair às 5h do dia seguinte, sob pena de regressão de regime; nos finais de semana, permanecer recolhido, em sua própria residência, a partir das 14h do sábado, somente podendo sair às 5h da segunda-feira seguinte, sob pena de regressão de regime; nos feriados nacional, estadual ou municipal, permanecer recolhido, em sua própria residência, a partir das 19h horas do dia anterior ao feriado, devendo ser liberado às 5h horas do dia útil posterior; não ingerir bebidas alcoólicas, drogas e afins; e não frequentar bares, festas públicas, casas de show e similares.

    O descumprimento de quaisquer das condições, bem como a prática de novo crime, poderá ensejar a regressão cautelar para o regime fechado e configurar falta grave, o que impacta negativamente no período de pena restante a cumprir, bem como na concessão de outros benefícios penais.

    Por Fernando Patriota

     

  • 17 municípios participam de evento sobre Acolhimento Familiar

    17 municípios participam de evento sobre Acolhimento Familiar

    O Ministério Público da Paraíba (MPPB), o Tribunal de Justiça (TJPB) e a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (Sedh) promoveram, na manhã dessa quarta-feira (07/05), mais um evento para fortalecer o serviço de acolhimento familiar de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade. Desta vez, a capacitação aconteceu na Câmara de Vereadores de Esperança e envolveu os 17 municípios que integram o 3º Polo Regional do Serviço “Família Acolhedora”: Queimadas, Caturité, Fagundes, Boqueirão, Alcantil, Barra de Santana, Barra de São Miguel, Cabaceiras, Riacho de Santo Antônio, São Domingos do Cariri, Esperança, Algodão de Jandaíra, Areial, Matinhas, Montadas, Remígio e São Sebastião de Lagoa de Roça.

    Participaram as promotoras de Justiça, Gláucia Xavier (que atua na Promotoria de Justiça de Esperança), Carolina Soares Honorato de Macedo (promotorias de Queimadas e Boqueirão) e Fábia Cristina Pereira Dantas (coordenadora do Centro de Apoio Operacional às promotorias de Justiça de defesa da Criança e do Adolescente); os juizes Hugo Zaer (coordenador da Infância e Juventude do TJPB) e Juliana Dantas (que atua em Remígio e está substituindo em Esperança); profissionais da gerência do serviço de Alta Complexidade da Sedh, conselheiros tutelares, gestores municipais, secretários de Assistência Social, profissionais dos Centros de Referência em Assistência Social (Cras/Creas) e técnicos do serviço de Família Acolhedora. 

    Conforme explicou a promotora de Justiça Fábia Dantas, o evento teve como objetivo discutir estratégias para a captação de famílias acolhedoras nesses municípios, que não dispõem, atualmente, de nenhuma família cadastrada para receber crianças ou adolescentes que precisam de acolhimento. “Houve uma apresentação pelo Polo do Serviço de Família Acolhedora sobre as estratégias de captação e explicações de como é o Serviço de Família Acolhedora. Já o CAO CAE falou sobre a obrigatoriedade dos prefeitos de terem em seus municípios o serviço de Família Acolhedora, da participação direta deles, inclusive com destinação orçamentária”, acrescentou. 

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    MPPB, TJ e Sedh promovem evento para fortalecer acolhimento familiar em 9 cidades

  • ALPB concede Título de Cidadania Paraibana a Fabiana Lobo, Marcelo Assunção e Marcelo Bispo

    ALPB concede Título de Cidadania Paraibana a Fabiana Lobo, Marcelo Assunção e Marcelo Bispo

    Notícias

    Publicado em 7 de maio de 2025

    A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) concedeu, nesta quarta-feira (7), título de cidadania paraibana a promotora Fabiana Maria Lobo

    da Silva, ao advogado Marcelo Dias Assunção e ao professor universitário Marcelo de Souza Bispo. A solenidade, proposta pela deputada Cida Ramos, aconteceu no plenário da Casa de Epitácio Pessoa, e contou com a presença de estudantes, amigos e familiares dos homenageados.

    A deputada Cida Ramos fez questão de destacar a relevância dos homenageados para o fortalecimento da democracia. A parlamentar ressaltou que eles merecem o justo reconhecimento por dedicarem suas vidas a serviços relevantes para o estado.

    “Concedemos esta homenagem, com o Título de Cidadania, a essas pessoas que já são, há muitos e muitos anos, cidadã e cidadãos paraibanos, pois contribuem muito com a Paraíba. São profissionais que diariamente procuram fazer do seu exercício profissional, da sua vida, uma contribuição por melhores dias. Nada mais justo que essa homenagem”, ressaltou Cida Ramos.

    A homenageada Fabiana Lobo nasceu em Recife e ingressou no Ministério Público da Paraíba em março de 2001. Ela destacou a satisfação em receber a honraria. “Já me considero paraibana de coração, morando aqui há 24 anos. A Paraíba já é o meu lugar, e esse reconhecimento agora de forma oficial só vem a me honrar ainda mais. muito gratificante mesmo receber este título”, disse.

    O outro homenageado, Marcelo Dias Assunção, também é natural de Recife. Ele é advogado do Sindicato dos Bancários da Paraíba. Com mais de 10 anos de serviços jurídicos prestados a classe bancária, com atuação em diversas cidades de nosso Estado, propondo mais de 180 ações coletivas e 1000 ações individuais, o homenageado se tornou uma referência na área, tendo um papel de destaque na defesa dos direitos da classe trabalhadora.

    “É muito importante para mim esse título. Eu me sinto muito honrado, inclusive por esta homenagem ter sido concedida através da deputada Cida Ramos, que tem sua atuação voltada para o trabalhador. Eu como advogado de vários sindicatos, inclusive do Sindicato dos Bancários da Paraíba, me sinto muito privilegiado com esta honraria”, destacou.

    Já o professor doutor da Universidade Federal da Paraíba, Marcelo Bispo, é natural de São Paulo, mas reside na Paraíba há 14 anos. Ele tem experiência profissional nas áreas de Administração, Educação e Sociologia.

    “Para mim é um orgulho, porque desde que aqui cheguei fui muito bem acolhido por todo o povo da Paraíba. Fico feliz em poder ser reconhecido em um lugar que não é onde nasci, mas é onde fui bem recebido e onde tenho construído a minha vida”, disse.

    Também estavam presentes na solenidade a promotora de justiça, Liana Carvalho; a defensora pública Fernanda Peres da Silva; a pró-reitora de Extensão da UFPB, Bernardina Freire; o presidente do Sindicato dos Bancários, Lindon Johnson; e o procurador-geral de justiça, Hortêncio Rocha Neto.

    É possível acompanhar todas as matérias apresentadas na ALPB, assim como, sessões, visitas técnicas, reuniões, solenidades e debates através da TV Assembleia, pelo canal 8.2, e também pelo canal TV Assembleia PB no Youtube.

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  • TRF5 realiza oficina “Rota das Emoções” Última atualização: 07/05/2025 às 15:24:00

    Quando o assunto é assédio e discriminação, é comum que a vítima seja tomada pelo medo e pela insegurança para denunciar. A ideia de que poderá haver uma punição ou qualquer tipo de retaliação, muitas vezes, é uma barreira difícil de ser quebrada. Nesta quarta-feira (7/05), o Tribunal Regional Federal da 5ª Região – TRF5, através da Comissão de Prevenção ao Assédio e à Discriminação (CPAMAS), deu mais um passo importante para a mudança, com a realização da oficina “Rota das Emoções”. A ação, que integra a programação da Semana de Combate ao Assédio e à Discriminação, reuniu terceirizadas e terceirizados da Corte, para um momento de reflexão, esclarecimento, escuta, acolhimento e, principalmente, de incentivo às pessoas para não se calarem diante de atos abusivos. 

    Antes do início da dinâmica, a diretora da Divisão de Desenvolvimento Humano do TRF5, Isaura Rodrigues, recebeu os(as) participantes e explicou o propósito da oficina. “É uma alegria estar aqui, hoje. Essa ação, em especial, tem como público-alvo os colaboradores terceirizados da casa. Esse é mais um espaço de escuta, só que com essa proposta de priorizar a fala e a escuta de vocês (terceirizados), que são muito importantes para o que estamos desenvolvendo no Tribunal”. 

    A abertura também contou com a participação da presidente da CPAMAS, desembargadora federal Cibele Benevides, que falou da satisfação em proporcionar a atividade para o público presente. “Isso é uma demanda no Brasil inteiro, em todo o Poder Judiciário, vinda do Conselho nacional de Justiça (CNJ), e o nosso Tribunal não podia ficar de fora. Essa oficina é para que a gente possa se conhecer, conhecer os limites, desenvolver habilidades e conseguir detectar casos em que não devemos aceitar o desrespeito”.  

    A magistrada, explicou, ainda, o porquê da preocupação com o tema. “Sabemos que, no Judiciário como um todo, existem cargos e tarefas diferentes, cada um tem sua atribuição; umas exigem mais atividade intelectual, outras atividade física, mas todas são importantes e a nossa Constituição diz que todo mundo é igual perante a lei. Então, ninguém aqui é superior a ninguém, todas as pessoas têm dignidade e merecem respeito. A premissa no serviço público é essa: ninguém pode ser desrespeitado”.  

    A dignidade e a igualdade de tratamento entre as pessoas foi o ponto abordado pela servidora Flávia Ferrario, que também integra a CPAMAS. Ela falou sobre a criação da Comissão, bem como sobre a atuação dos membros da equipe, a importância de procurar a CPAMAS e sobre a necessidade do respeito no ambiente de trabalho. Citando o filósofo alemão Immanuel Kant, a servidora disse que “As coisas têm um preço; os seres humanos têm dignidade. Todos nós somos iguais perante a lei, cada um com seus valores e seus princípios. Foi por isso que a CPAMAS foi criada. Se sintam acolhidos e protegidos”. 

    Rota das Emoções 

    A oficina “Rota das Emoções” foi realizada de forma lúdica, coordenada pela psicóloga e supervisora da Seção de Saúde e Qualidade de Vida da Justiça Federal no Rio Grande do Norte (JFRN), Shirley Magnólia Baumgartner.  Fazendo jus ao nome, a atividade foi um verdadeiro mergulho em sentimentos distintos, que, apesar de se mostrarem diferentes para cada pessoa, terminam no mesmo caminho: o da empatia, da escuta ativa e do respeito.  

    A atividade deu a oportunidade de todas as pessoas presentes se manifestarem sobre suas emoções, não somente no âmbito profissional, mas, também, pessoal. A dinâmica teve o objetivo de abrir caminho para o diálogo seguro, mesmo diante de questões complexas, como o assédio e a discriminação.  

    Para coordenadora da atividade, o assédio e a discriminação são temas que precisam ser falados, debatidos. “Temos que quebrar esse medo, temos que começar, para que possamos construir um ambiente mais saudável para se trabalhar”, avaliou Shirley.  

    Origem da oficina 

    A “Rota das Emoções” é um projeto da JFRN, criado em 2024. A atividade é baseada em um jogo, com perguntas voltadas à motivação, satisfação, reconhecimento, desenvolvimento pessoal, carga de trabalho, relacionamento com a equipe, entre outras. A ideia é proporcionar um ambiente leve e seguro, para facilitar a abordagem a temas complexos, com o alinhamento emocional entre os (as) participantes.  

    CPAMAS 

    Quer saber mais sobre a CPAMAS? Basta acessar a área da Comissão no portal do TRF5, onde estão disponíveis os contatos, cartilhas, atos normativos e a lista dos(as) integrantes da Comissão. 

    Por: Divisão de Comunicação Social do TRF5