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  • Reforma administrativa: Câmara debate com acadêmicos e juristas

    Reforma administrativa: Câmara debate com acadêmicos e juristas

    Deputado Pedro Paulo, ao centro da mesa, é o coordenador do grupo de trabalho da reforma administrativa.

    Deputado Pedro Paulo, ao centro da mesa, é o coordenador do grupo de trabalho da reforma administrativa.Vinicius Loures/Agência Câmara

    O grupo de trabalho da Câmara dos Deputados que discute a reforma administrativa realiza nesta terça-feira (1º) duas audiências públicas para aprofundar o debate sobre mudanças na gestão pública brasileira. Os encontros reúnem acadêmicos e representantes de entidades das carreiras jurídicas. A primeira audiência ocorre a partir das 10 horas e terá como tema “Reforma Administrativa: Especialistas Acadêmicos”.

    Estão confirmados nomes de destaque no campo da administração pública e do direito, entre eles:

    • Rafael Rodrigues Viegas, cientista político e pesquisador da ENAP
    • Humberto Falcão Martins, professor da Fundação Dom Cabral
    • Nelson Marconi, professor da FGV (participa por videoconferência)
    • Sérgio Pinheiro Firpo, professor titular do Insper
    • Carlos Ari Sundfeld, professor titular da FGV Direito SP e presidente da Sociedade Brasileira de Direito Público
    • Cláudia Souza Passador, professora da USP
    • Carlos Vainer, professor emérito da UFRJ (por videoconferência)

    O objetivo é recolher visões acadêmicas sobre eficiência administrativa, qualidade dos serviços públicos e possíveis impactos das mudanças estruturais na máquina estatal.

    Audiência com entidades jurídicas

    No período da tarde, a partir das 15 horas, será a vez das entidades representativas das carreiras jurídicas participarem do debate, no plenário 14. Entre os convidados estão associações de magistrados, procuradores, defensores públicos e integrantes do Ministério Público.

    Foram chamados, por exemplo:

    • Cláudio Luis Martinewski, da Associação dos Magistrados Brasileiros
    • Vitor Pinto Chaves, da Associação Nacional dos Advogados Públicos Federais
    • Valéria Ferreira, do Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional
    • Niomar de Sousa Nogueira, da Associação Nacional dos Advogados da União
    • Liana Lidiane Pacheco Dani, da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos Federais
    • José Schettino, da Associação Nacional dos Procuradores da República
    • Vicente Braga, da Associação Nacional dos Procuradores dos Estados e do Distrito Federal
    • Adriana Augusta, da Associação Nacional dos Procuradores do Trabalho
    • Caio Marinho, da Associação dos Juízes Federais do Brasil
    • Tarcísio José Sousa Bonfim, da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público
    • Wallace Paiva Martins Júnior, do Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público
    • Edilson de Sousa Silva, da Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil
    • Sonia Maria Ferreira Roberts, da Associação Nacional de Magistrados Aposentados do Poder Judiciário da União

    O que está em debate

    A reforma administrativa tem sido alvo de divergências desde sua retomada na Câmara. Organizações civis que participaram de audiências anteriores defenderam medidas de modernização do serviço público, mas pediram o fim dos supersalários como prioridade.

    Já representantes de servidores públicos, ouvidos em 17 de junho, manifestaram receio de que as reformas sirvam apenas para restringir direitos trabalhistas e reduzir garantias da população, repetindo o padrão de iniciativas anteriores de “enxugamento” do Estado.

    O grupo de trabalho foi criado em 28 de maio, por ato do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), com a missão de elaborar propostas para garantir maior eficiência da máquina pública. O cronograma do colegiado prevê a apresentação de um relatório até 14 de julho, e a expectativa é votar o texto no plenário ainda este ano, antes do recesso parlamentar.

  • STF condena homem que furtou bola assinada por Neymar em ato golpista

    STF condena homem que furtou bola assinada por Neymar em ato golpista

    A 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Nelson Ribeiro Fonseca Junior a 17 anos de prisão por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Durante a invasão ao Congresso Nacional, ele furtou uma bola de futebol assinada por Neymar Jr. e outros jogadores do Santos.

    Bola assinada por Neymar foi encontrada em Sorocaba (SP) e devolvida ao Congresso.

    Bola assinada por Neymar foi encontrada em Sorocaba (SP) e devolvida ao Congresso.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    A condenação se deu na Ação Penal 2422, por seis crimes: tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado, furto qualificado, associação criminosa armada e deterioração de patrimônio tombado. A bola foi localizada dias depois em Sorocaba (SP), com o nome de Neymar Jr. ainda visível.

    Relator diz que houve dolo

    O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, destacou em seu voto que o réu admitiu estar no Congresso e ter subtraído o objeto. Segundo Moraes, a justificativa de que a bola foi retirada para ser protegida não se sustenta, já que ela só foi devolvida 20 dias após os ataques.

    “A devolução tardia descaracteriza qualquer boa-fé e evidencia dolo”, afirmou o ministro, ao rejeitar a tese da defesa. Para ele, houve no máximo um arrependimento posterior, que não exclui a ilicitude do ato nem reduz a pena.

    Divergências

    Moraes foi acompanhado integralmente pelos ministros Cármen Lúcia e Flávio Dino. Cristiano Zanin votou por uma pena menor, de 15 anos. Luiz Fux propôs 11 anos e seis meses. Ainda assim, a maioria acolheu o voto do relator.

  • Haddad diz que aguarda ligação de Hugo Motta sobre IOF

    Haddad diz que aguarda ligação de Hugo Motta sobre IOF

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira (1) que está aguardando o retorno de uma ligação que fez para o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), na semana passada. O comandante da economia no governo Lula diz que até agora não entendeu por que o decreto que elevava o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) foi derrubado no Congresso.

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, diz que ligou para o presidente da Câmara na semana passada e aguarda um retorno.

    O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, diz que ligou para o presidente da Câmara na semana passada e aguarda um retorno.Gabriela Biló/Folhapress

    A declaração foi feita em frente ao Ministério da Fazenda. Haddad mencionou a ligação ao ser questionado por jornalistas sobre como está a sua relação com o presidente da Câmara.

    “Estou aguardando o retorno de uma ligação que eu fiz para ele”, respondeu Haddad. “Tem que ficar à vontade também, né, não vou… O presidente Hugo Motta frequentou o Ministério da Fazenda como poucos parlamentares. Ele é uma pessoa que é considerada amiga do Ministério da Fazenda. Por todos aqui, não é só de mim. E ele sabe que tem livre trânsito comigo”.

    Ministro diz que não houve “traição”

    Questionado sobre o comentário de que o Congresso teria traído o governo Lula ao derrubar o decreto, Haddad disse que o termo não cabe na situação. “Temos respeito pelo congresso. Esse tipo de expressão não cabe numa relação institucional”, afirmou.

    “O que nós não sabemos é a razão pela qual mudou o encaminhamento que tinha sido anunciado no domingo”, completou o ministro, referenciando uma reunião feita na Residência Oficial da Câmara. “Vamos manter o diálogo para entender melhor o que se passou”.

  • Após derrota no IOF, governo fez liberação recorde de emendas

    Após derrota no IOF, governo fez liberação recorde de emendas

    Na última semana de junho, o governo federal realizou os dois maiores pagamentos de emendas de 2025. O recorde foi batido na sexta-feira (27) com o pagamento de R$ 474 milhões. O segundo maior valor foi na segunda-feira (23), com o envio de R$ 403 milhões às bases eleitorais de parlamentares.

    As liberações ocorreram na mesma semana em que o Congresso Nacional impôs a maior derrota ao Executivo na agenda econômica, derrubando o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Deputados e senadores, inclusive de partidos da base, se uniram para anular o decreto do presidente Lula, adotado como principal estratégia do Ministério da Fazenda para atingir a meta fiscal deste ano, com estimativa de arrecadação em R$ 7 bilhões.

    Valores foram pagos antes e depois de derrubada do aumento do IOF.

    Valores foram pagos antes e depois de derrubada do aumento do IOF.Agência Senado/Divulgação

    Entre os pagamentos realizados na sexta, destacam-se emendas individuais destinadas à área da saúde em estados como Amazonas, Bahia e Amapá. Ao todo, foram quitadas 149 emendas parlamentares, sendo R$ 343 milhões para deputados e R$ 131 milhões para senadores. A cifra foi levantada pelo G1, com base nos dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop), do Ministério do Planejamento.

    Na mesma semana também houve aumento no valor dos empenhos, parcela reservada do orçamento para o pagamento de emendas parlamentares: eles subiram de R$ 1,9 bilhão para R$ 2,3 bilhões.

    Queixas no Congresso

    Parlamentares vinham reclamando desde 2024 sobre o atraso na liberação dos recursos. A liberação em massa coincidiu com o desgaste do governo no Legislativo e com críticas à morosidade no pagamento, que enfrenta entraves diante dos questionamentos à transparência e controle das emendas parlamentares no Supremo Tribunal Federal (STF).

    Durante o debate sobre a derrubada do IOF, o governo reiteradamente alertou que, sem o aumento do tributo, a execução de emendas poderia ser submetida a um congelamento geral para assegurar o cumprimento da meta fiscal. Ainda assim, o argumento não prosperou, e o Congresso seguiu adiante com a decisão.

    Leia mais: entenda o que são as emendas parlamentares, os R$ 50 bilhões nas mãos do Congresso Nacional.

  • PF publica requisitos para porte de armas por guardas municipais

    PF publica requisitos para porte de armas por guardas municipais

    A Polícia Federal definiu novas regras para que guardas municipais possam portar armas de fogo. Conforme a instrução normativa publicada nesta segunda-feira (30), o porte de arma só será autorizado quando a prefeitura firmar um termo formal com a PF, chamado Termo de Adesão e Compromisso (TAD), e cumprir uma série de exigências.

    Segundo a nova regra, os guardas poderão andar armados tanto durante o serviço quanto fora dele, mas apenas dentro do estado onde atuam. A arma também poderá ser levada no trajeto entre a casa e o trabalho, mesmo que o agente more em um município de estado vizinho. Em situações excepcionais, como desastres ou crises de segurança, a PF pode permitir que o porte tenha abrangência maior.

    Exigências envolvem instalação de corregedoria, ouvidoria e laudos atualizados.

    Exigências envolvem instalação de corregedoria, ouvidoria e laudos atualizados.Marcelo Camargo/Agência Brasil

    O porte tem validade de dez anos, mas essa autorização só continua valendo enquanto o município mantiver o acordo com a PF. Se o termo for rompido por qualquer motivo, o porte é cancelado automaticamente.

    Procedimentos para o porte

    Para conseguir o aval da Polícia Federal, o município precisa demonstrar que sua guarda municipal segue critérios mínimos de controle e transparência. É obrigatório ter uma corregedoria que investigue possíveis abusos e uma ouvidoria para receber denúncias e fiscalizar a atuação da corporação. Também é preciso mostrar que há um local seguro para guardar as armas e que existe um plano de como elas serão usadas, inclusive fora do horário de trabalho.

    Outro ponto importante é que os profissionais que avaliam os guardas tanto na parte psicológica quanto no treinamento com armas devem ser reconhecidos pela própria PF. E todo esse processo precisa estar documentado, com indicação de quem é o responsável pela formação da tropa.

    Depois que o município firma o termo com a Polícia Federal, o comando da guarda pode pedir o porte para seus agentes. Cada guarda precisa apresentar documentos que comprovem que está com a situação legal em dia e apto para usar arma de fogo. Isso inclui desde a ausência de antecedentes criminais até exames recentes de saúde psicológica e técnica para manuseio da arma.

    A Polícia Federal vai conferir as informações e pode até fazer vistorias presenciais ou pedir documentos à distância. Se for identificada alguma irregularidade, a autorização pode ser suspensa ou até cancelada. E se a prefeitura dificultar as fiscalizações, o acordo pode ser encerrado de forma imediata.

    Curso obrigatório

    Para manter o porte, os guardas municipais também terão que passar por um treinamento anual, chamado Estágio de Qualificação Profissional. O curso deve ter pelo menos 80 horas de duração, com boa parte das atividades sendo práticas. Quem faltar sem justificativa ou for reprovado perde o direito de portar arma. A regra também vale para a prefeitura: se ela não oferecer o curso, pode sofrer sanções da PF.

    Há exceções para guardas que não conseguirem fazer o curso por motivos graves, como problemas de saúde ou emergências comprovadas. Mas essas situações precisam ser analisadas e aceitas pela Polícia Federal.

    Cancelamentos e suspensões

    Se um guarda for afastado, mudar de função, for demitido ou se aposentar, o porte deve ser suspenso imediatamente e a arma recolhida. A suspensão também pode ser aplicada quando houver algum impedimento legal, e, nesse caso, até as armas particulares do agente precisam ser devolvidas.

    A Polícia Federal também poderá exigir que alguns agentes façam novamente o curso ou sejam reavaliados, caso encontre falhas no processo. Essas medidas podem ser adotadas como forma preventiva, sem necessidade de cancelar todo o acordo com o município.

    Veja a íntegra da instrução normativa da PF.

  • Câmara: Audiência discute alimentação escolar nos institutos federais

    Câmara: Audiência discute alimentação escolar nos institutos federais

    A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados agendou uma audiência pública para a próxima quarta-feira (2), com o objetivo de examinar a questão da alimentação escolar nos institutos federais (IFs).

    O debate, conforme proposto pelo deputado Reginaldo Veras (PV-DF), está previsto para as 16 horas, em local a ser confirmado.

    Veras destaca que, ao contrário do que ocorre na educação básica, os institutos federais não são contemplados diretamente pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Segundo ele, essa omissão, combinada com a falta de infraestrutura adequada em diversos campi, tem provocado protestos por parte dos estudantes, que demandam soluções.

    Dep. Prof. Reginaldo Veras (PV - DF).

    Dep. Prof. Reginaldo Veras (PV – DF).Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    O deputado enfatiza que a alimentação é um direito fundamental dos estudantes, crucial para o processo de aprendizado. “A alimentação escolar não é um benefício opcional, mas um direito fundamental estabelecido pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), essencial para o desenvolvimento físico, cognitivo e para a permanência e sucesso dos estudantes na trajetória educacional”, afirma.

    O parlamentar complementa: “a interrupção ou ausência da alimentação nos institutos federais acarreta uma série de prejuízos que afetam diretamente a qualidade do ensino e a vida dos alunos, especialmente aqueles em situação de vulnerabilidade social”.

    Veja a lista de convidados.

  • Comissão de Direitos Humanos debate atualização do PNDH-3

    Comissão de Direitos Humanos debate atualização do PNDH-3

    A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado promoveu, nesta segunda-feira (30), um debate acerca da efetividade do terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), estabelecido em 2009. Durante a audiência, os participantes apresentaram opiniões divergentes, oscilando entre a necessidade de uma reformulação completa do Plano e a preferência por um aprimoramento dentro da estrutura já existente.

    Comissão de Direitos Humanos do Senado.

    Comissão de Direitos Humanos do Senado.Edilson Rodrigues/Agência Senado

    O debate foi proposto pelo senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR) e coordenado pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que preside o colegiado. O PNDH-3 figura entre as políticas públicas selecionadas pela CDH para acompanhamento e avaliação no decorrer de 2025, juntamente com o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios.

    Damares Alves enfatizou que o PNDH-3 foi instituído por meio de um decreto do Poder Executivo, defendendo a necessidade de atualização através de um projeto de lei, a ser amplamente discutido e votado pelo Congresso Nacional.

    Segundo a senadora, “passados tantos anos de sua criação, é nossa responsabilidade ir além do papel e da intenção. O programa ainda norteia as políticas públicas de direitos humanos no Brasil, mas muitos anos se passaram, o mundo mudou, as relações pessoais, trabalhistas e comerciais mudaram. As relações no Parlamento também mudaram”.

    A secretária municipal de Relações Internacionais de São Paulo, Angela Gandra, também manifestou apoio à atualização do programa por meio de legislação. Em sua visão, tal medida evitaria a “ideologização” das ações relacionadas aos direitos humanos.

    “Que não seja somente um plano, mas que possa chegar a ser uma legislação para orientar estavelmente uma nação. O que eu vejo, muitas vezes, é o reducionismo e a ideologização dos direitos humanos, a instrumentalização de algumas pautas para conseguir eleitores, e não para servir o ser humano na sua completude”, disse Gandra.

    Em contrapartida, a diretora do Departamento de Direitos Humanos do Ministério das Relações Exteriores, Claudia de Angelo Barbosa, defendeu a manutenção do PNDH-3 em sua forma atual. Ela argumentou que, embora implementado por decreto, o programa contou com ampla participação popular em sua elaboração, e ressaltou que ainda há necessidade de implementação integral.

    Claudia de Angelo Barbosa exemplificou: “Consideramos o PNDH-3 um programa robusto, avançado e que segue atual. Sua construção com ampla participação social conferiu legitimidade que perdura até os dias de hoje. Ele, no entanto, não foi plenamente implementado. É o caso do monitoramento dos compromissos internacionais assumidos pelo Estado Brasileiro em matéria de direitos humanos”.

    A secretária-executiva do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania, Janine Mello dos Santos, também se manifestou em defesa do fortalecimento do PNDH-3. Para a gestora, o programa expressa “o compromisso do país com a promoção e a defesa dos direitos humanos”.

    Janine Mello dos Santos complementou: “O PNDH-3 continua orientando as ações do governo federal e permanece atual frente aos desafios contemporâneos, ao abarcar os debates sobre democracia, violência, desigualdade justiça, diversidade e participação social. Ele representa um pacto institucional e democrático, que orienta as políticas públicas e enseja avaliações, aprimoramentos e atualizações com base em seu viés metodológico”.

  • Lula assina decreto para reduzir agrotóxicos na agricultura

    Lula assina decreto para reduzir agrotóxicos na agricultura

    O presidente Lula formalizou, nesta segunda-feira (30), o decreto que estabelece o Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara). A iniciativa tem como objetivo congregar recursos de pesquisa, informação, monitoramento de resíduos, além de suporte técnico, a fim de diminuir a utilização de agrotóxicos e expandir a produção sustentável de alimentos saudáveis pela agricultura familiar.

    Presidente Lula e os ministros Fernando Haddad e Paulo Teixeira.

    Presidente Lula e os ministros Fernando Haddad e Paulo Teixeira.Diego Zacarias/MF

    A assinatura ocorreu durante a cerimônia de apresentação do Plano Safra da Agricultura Familiar. Instituído em 2012, durante o governo Dilma, o decreto para criar o Pronara ainda não havia sido assinado até esta segunda-feira em razão de divergências entre o Ministério da Agricultura e o Ministério de Desenvolvimento Agrário. 

    Em 2013, foi criado o Grupo de Trabalho sobre agrotóxicos na Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (Cnapo), com o objetivo de consolidar as propostas de movimentos sociais e estruturar o programa. A estruturação foi organizada em seis eixos:

    • Regulação,
    • Fiscalização,
    • Incentivos econômicos,
    • Alternativas sustentáveis,
    • Informação 
    • Formação.

    O programa foi aprovado pela Cnapo em 2016, mas permaneceu paralisado no governo federal até o retorno do presidente Lula, em 2023. O tema foi incluído no ano passado no terceiro Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, após articulação interministerial e atendendo a uma demanda dos movimentos sociais. Na Cnapo, foi criada a subcomissão temática do programa para atualizar a proposta.

    “É uma luta de pelo menos uma década, luta de várias organizações, de movimentos sociais, de agricultores e agricultoras, da nossa Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica e da campanha pela redução dos agrotóxicos. Este é um dia muito importante, dia de comemorar”, enfatizou Kelli Mafort, ministra substituta da Secretaria-Geral da Presidência.

  • “Galípolo é um presidente muito sério”, diz Lula

    “Galípolo é um presidente muito sério”, diz Lula

    Durante o lançamento do Plano Safra do período 2025/2026, o presidente Lula elogiou a condução do presidente do Branco Central (BC), Gabriel Galípolo, na condução da autarquia. Em discurso, afirmou que o gestor público é “muito sério”, e que tem expectativa de queda da taxa de juros, que alcançou 15% ao ano na reunião mais recente do Comitê de Política Monetária (Copom), na última terça (24).

    Presidente afirmou que alta dos juros é herança da gestão Bolsonaro e defendeu expectativa de queda.

    Presidente afirmou que alta dos juros é herança da gestão Bolsonaro e defendeu expectativa de queda.Ricardo Stuckert / PR

    “Eu gostaria que todos os juros fossem zero. Mas ainda não depende da nossa política econômica, que não tem muito a ver com a taxação de juros. O Banco Central é independente, o Galípolo é um presidente muito sério e eu tenho certeza que as coisas vão ser corrigidas com o passar do tempo”, disse Lula.

    Galípolo foi indicado por Lula à presidência do BC após o fim do mandato de Roberto Campos Neto, escolhido por Bolsonaro, criticado desde o início do atual governo diante da política de manutenção dos juros elevados. Mesmo com a passagem do bastão, Galípolo manteve a mesma postura do antecessor, desta vez afastado de críticas da cúpula do Executivo.

    Lula atribuiu a alta dos juros exatamente ao legado do governo Bolsonaro. “Nós sabemos o que nós herdamos e nós não queremos ficar chorando o que nós herdamos. Nós queremos mostrar o que vai vir pela frente. E o que vai vir pela frente é mais produção de alimento”, declarou.

  • “Nem foi julgado e está pedindo perdão”, diz Haddad sobre Bolsonaro

    “Nem foi julgado e está pedindo perdão”, diz Haddad sobre Bolsonaro

    Durante evento oficial nesta segunda-feira (30), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez declarações públicas nas quais criticou a postura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em relação às investigações que envolvem sua conduta no episódio de 8 de janeiro de 2023.

    A fala ocorreu durante a cerimônia de lançamento do Plano Safra para a agricultura familiar, realizada no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Haddad comparou a reação de Bolsonaro às acusações com a de Lula, que foi preso em 2018 e, posteriormente, teve condenações anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

    Segundo Haddad, enquanto Lula teria solicitado julgamento com base nas provas apresentadas à época, Bolsonaro estaria pedindo perdão e anistia antes mesmo de ser julgado. “Esse [Bolsonaro] nem foi julgado ainda e já está pedindo perdão, pedindo anistia, correndo, como sempre corre do debate”, disse o ministro.

    Leia também: Haddad rebate crítica de Bolsonaro a Lula: “Todo dia uma mentira nova”

    Fernando Haddad durante pronunciamento.

    Fernando Haddad durante pronunciamento.Diogo Zacarias/MF

    A declaração foi feita um dia após Bolsonaro discursar em um ato político na Avenida Paulista, em São Paulo, no qual criticou o governo federal e afirmou que é alvo de processos, mas não por corrupção. “Me processam, mas não processam por corrupção, por desviar dinheiro da Petrobras”, declarou o ex-presidente no domingo (29).

    Durante o evento no Planalto, Haddad relembrou ainda o período da prisão de Lula e destacou que, mesmo naquele contexto, o então ex-presidente não teria solicitado favores políticos ou perdão. “O senhor [Lula] nunca pediu anistia, nunca pediu perdão, nunca pediu nada disso”, afirmou. “O senhor teve a dignidade de pedir justiça, para ser julgado com base nas provas apresentadas”, acrescentou.

    Haddad também retomou a campanha eleitoral de 2018, na qual substituiu Lula como candidato do PT, e alegou que desde então espera um debate público com Bolsonaro. “Desde 2018, eu estou esperando esse homem para fazer um debate com ele, que está sempre fugindo do debate. Se esconde nas redes sociais”, disse.