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  • Deputado propõe cursos de medicina veterinária apenas presenciais

    Deputado propõe cursos de medicina veterinária apenas presenciais

    Dep. Fred Costa.

    Dep. Fred Costa.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    O projeto de lei 2.559/25, de autoria do deputado Fred Costa (PRD-MG), propõe que as instituições de ensino superior, tanto públicas quanto privadas, ofereçam cursos de graduação em medicina veterinária unicamente na modalidade presencial.

    De acordo com a proposição, o Ministério da Educação e o Conselho Federal de Medicina Veterinária serão incumbidos de realizar as adequações regulamentares necessárias para garantir a oferta presencial do curso.

    Fred Costa espera que o formato presencial assegure a qualidade do ensino e a formação integral dos futuros profissionais. “Os alunos terão a experiência prática necessária para atuação profissional, essencial para a formação em áreas como atendimento clínico de animais, realização de exames e cirurgias”, argumenta.

    O deputado complementa: “A formação em medicina veterinária exige uma interação direta com os animais e a manipulação de equipamentos específicos, aspectos que não podem ser adequadamente simulados ou ensinados de forma eficaz à distância”, disse.

  • Moraes pede à Meta para analisar perfis atribuídos a Mauro Cid

    Moraes pede à Meta para analisar perfis atribuídos a Mauro Cid

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (13) que a Meta preserve os perfis atribuídos ao ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid. O magistrado ainda pediu à plataforma para informar os dados do cadastro dos perfis, assim como os logins realizados nas contas.

    Alexandre de Moraes.

    Alexandre de Moraes.Marcelo Camargo/Agência Brasil

    A decisão de Moraes se deu após Mauro Cid, réu e delator do Núcleo 1 da trama golpista, requerer apuração para determinar a titularidade dos perfis Gabriela R. ou @gabrielar702. Matéria jornalística atribuiu as contas ao ex-ajudante de ordens. Ele rebateu as acusações e disse se tratar de “total falsidade da matéria e de seu conteúdo”, apontando ser “mais uma miserável fake news que é tão combatidas por esse Supremo Tribunal”.

    “E é por conta disso, pela gravidade da matéria dentro do contexto processual a partir dos termos da colaboração premiada homologada por essa Corte Suprema, que a defesa de Mauro Cid, vem, afirmar a total falsidade da matéria e de seu conteúdo. E o faz, afirmando que esse perfil não é e nunca foi utilizado por Mauro Cid, pois, ainda que seja coincidente com o nome de sua esposa (Gabriela), com ela não guarda qualquer relação”, disse a defesa.

    Os advogados de Mauro Cid ainda afastaram a autoria argumentando que há assuntos como a quantidade de anexos contidos na colaboração premiada que nunca foram tratados quando dos depoimentos na Polícia Federal. Além disso, os “erros crassos de concordância verbal, a forma equivocada de se referir aos Generais da Forças Armadas” não teriam sido realizados pelo tenente-coronel.

    Alexandre de Moraes deu 24h para a Meta apresentar os seguintes resultados à Suprema Corte:

    1. todos os dados cadastrais, incluindo o responsável, o email e o número de telefone celular e eventuais outros dados cadastrados no respectivo login de usuário,
    2. a informação se existem outros logins vinculados e se foram acessados por meio de navegadores de internet em notebooks ou computadores;
    3. todas as mensagens enviadas e recebidas no período de 1º/5/2023 até 13/6/2025
  • Moraes determina soltura do ex-ministro Gilson Machado, preso em PE

    Moraes determina soltura do ex-ministro Gilson Machado, preso em PE

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), revogou na noite de sexta-feira (13) a prisão preventiva do ex-ministro do Turismo Gilson Machado, detido em Recife (PE). Ele havia sido preso pela Polícia Federal sob suspeita de tentar obter um passaporte português para Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Decisão impôs medidas cautelares a Gilson Machado, como proibição de sair do país.

    Decisão impôs medidas cautelares a Gilson Machado, como proibição de sair do país.João Carlos Mazella /Fotoarena/Folhapress

    A decisão determinou a substituição da prisão por medidas cautelares. Gilson Machado está proibido de sair do país, terá o passaporte cancelado, não poderá manter contato com outros investigados e deverá comparecer quinzenalmente à Justiça. Moraes considerou que a prisão já havia produzido os efeitos necessários para a investigação.

    De acordo com a Polícia Federal, Machado teria atuado junto ao Consulado de Portugal em Recife, em maio deste ano, para solicitar o passaporte em nome de Cid. A suspeita é de que a iniciativa buscava facilitar uma possível fuga do militar. A PGR já havia pedido a abertura de inquérito para investigar a atuação do ex-ministro.

    Saiba mais: Entenda quem é Gilson Machado, quarto ex-ministro preso de Bolsonaro

    Gilson Machado foi liberado do presídio Cotel, em Abreu e Lima (PE), por volta das 23h. Ele deixou o local e seguiu para sua residência em Recife. A Polícia Federal tem até dez dias para concluir a análise dos materiais apreendidos com o ex-ministro e apresentar os laudos ao STF. As investigações seguem em andamento.

  • Há 94 anos, governo incinerava estoques de café diante da crise de 29

    Há 94 anos, governo incinerava estoques de café diante da crise de 29

    Em 13 de junho de 1931, o cheiro de café queimado invadiu o litoral paulista. No porto de Santos, a fumaça espessa de milhões de sacas incineradas anunciava uma tentativa drástica do governo provisório de Getúlio Vargas de frear a derrocada econômica provocada pela crise mundial iniciada em 1929.

    O plano era conter a queda vertiginosa dos preços internacionais do café, que já havia perdido 90% de seu valor em apenas um ano. O produto, que representava mais de 70% das exportações brasileiras, era a espinha dorsal de uma economia ainda rudimentar e dependente de commodities. A alternativa encontrada: eliminar o excesso de oferta com fogo.

    A fumaça da queima desesperada de café dominou os céus ao redor da cidade de Santos (SP).

    A fumaça da queima desesperada de café dominou os céus ao redor da cidade de Santos (SP).Acervo do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo

    A crise que incendiou a economia

    Após a quebra da Bolsa de Nova York, em outubro de 1929, o consumo internacional despencou. A crise se alastrou para além dos Estados Unidos e atingiu diretamente o Brasil, que dependia da exportação de produtos como café, cacau, algodão e borracha. A derrocada selou também o fim da chamada “república do café com leite”, dominada pelas elites políticas de São Paulo e Minas Gerais.

    Sem crédito no exterior e com estoques abarrotados de grãos encalhados, o governo passou a administrar diretamente a política cafeeira. Em maio de 1931, Vargas retirou a responsabilidade do Instituto do Café do Estado de São Paulo e criou o Conselho Nacional do Café, com representantes dos estados produtores.

    Café como lenha

    A dimensão da crise era tamanha que chegou-se a cogitar o uso do café como combustível. De fato, locomotivas foram abastecidas com os grãos. Em 1932, uma composição de 610 toneladas rodou durante duas horas movida a 2,9 toneladas de café verde. Já em Santos, trabalhadores portuários despejavam os grãos no mar, prática que logo foi proibida. Ainda assim, parte da carga era recolhida, seca e revendida ilegalmente.

    Entre 1931 e 1944, o Brasil destruiu 78,2 milhões de sacas de café. Somente em 1937, cerca de 70% dos estoques foram queimados. Em média, um quarto da produção anual virou fumaça durante esse período. Apesar dos esforços, a medida pouco impediu a falência de cafeicultores endividados e sem acesso a crédito.

    Lições e paralelos

    Quase um século depois, as exportações nacionais de café voltam a enfrentar ameaças: não mais por falta de consumidores, mas por precariedade da infraestrutura de transporte. Em 2024, o colapso logístico impediu a exportação de 1,83 milhão de sacas de café. O prejuízo estimado chegou a R$ 51,5 milhões. Nos primeiros quatro meses de 2025, o problema persistia. 738 mil sacas encalhadas e R$ 22 milhões em perdas.

    A situação atual evidencia um contraste gritante. Enquanto antes se queimava café para controlar os preços, hoje perde-se café por falta de estrutura ferroviária e portuária para escoá-lo. A incapacidade do Estado em dar conta da demanda portuária ameaça a competitividade do agronegócio e reproduz, com outros contornos, os gargalos históricos da economia brasileira.

    No século XXI, o cenário se inverte: altamente demandado, o café não chega ao consumidor por falhas no sistema de transporte.

    No século XXI, o cenário se inverte: altamente demandado, o café não chega ao consumidor por falhas no sistema de transporte.Igor do Vale/Folhapress

    Símbolo do improviso

    As chamas de 1931 foram símbolo de improviso, desespero e voluntarismo. A medida de Vargas visava salvar a economia à custa de um produto que simbolizava o próprio Brasil, inclusive visualmente: desde o período imperial, o ramo de café é parte do brasão de armas nacional.

    A memória dessa política extrema permanece como alerta. Decisões econômicas apressadas, ainda que embasadas em boas intenções, podem ter efeitos duradouros e controversos.

    Setenta anos depois da última grande queima, os desafios de infraestrutura, planejamento e coordenação entre entes federativos persistem. A história do café queimado é, também, a história de uma economia que ardeu por não saber como se reinventar.

  • Prefeito de BH mostra bunker e relata tensão em Israel: “Só em filme”

    Prefeito de BH mostra bunker e relata tensão em Israel: “Só em filme”

    Álvaro Damião mostra o bunker em que ele e outros 24 brasileiros passaram a madrugada após soar alarme de segurança em Israel.

    Álvaro Damião mostra o bunker em que ele e outros 24 brasileiros passaram a madrugada após soar alarme de segurança em Israel.Reprodução/Youtube

    O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União), gravou um vídeo em que relata os momentos de terror que ele e outros 24 brasileiros enfrentaram na madrugada desta sexta-feira dentro de um bunker em Israel, após o disparo do alarme de ataques. “Só vi em filme, ficamos muito assustados, muito tenso, muito preocupados”, disse Damião, enquanto mostrava as instalações (assista ao vídeo mais abaixo).

    Na noite de quinta-feira (12), no horário de Brasília, as Forças de Defesa de Israel realizaram um ataque aéreo contra o Irã, tendo como alvo infraestruturas nucleares em território iraniano. O ataque elevou drasticamente a tensão no Oriente Médio, e Teerã prometeu retaliação imediata. Mais de 100 drones iranianos já foram lançados contra Israel, segundo comunicado do Exército israelense, que confirmou que os confrontos estão em curso.

    Álvaro Damião contou que viajou a Israel em companhia do secretário de Segurança de Belo Horizonte, Márcio Lobato, a convite do governo local. Ele explicou que foi alertado pelo intérprete sobre como deveria agir caso o alarme de segurança fosse acionado.

    Assista ao relato de Damião e veja o abrigo onde o prefeito passou a noite:

    “Ele [intérpete] nos informou como que funcionava o bunker, se fosse preciso utilizar o bunker, tinha que chegar no bunker com um minuto e meio e a gente aprendeu, infelizmente a gente teve aula teórica e prática, aí veio a aula prática, estava dormindo, era 2h55 da madrugada, quando eu acordei com um barulho, uma sirene, abri a janela do quarto e vi que a sirene estava tocando mesmo, no bairro”, declarou.

    O prefeito relatou que está hospedado em uma região localizada a 20 quilômetros de Tel Aviv e a cerca de 50 quilômetros de Jerusalém. “Tocou a sirene, coloquei a primeira roupa que tinha, peguei o passaporte apenas, bati no quarto do lado, chamei o Lobato, para a gente correr para cá, vim para cá para o bunker, no que a gente estava vindo, aí tocou uma sirene no celular, tocou uma sirene no celular, um alerta no celular, esse alerta muito alto, um alerta muito alto, muito mais que um despertador, muito alto e vibrava o celular, mandando a gente procurar imediatamente um bunker, aí vimos todo para cá, como a gente primeira vez que passa por isso, nunca tinha visto”, afirmou.

    Apesar de ter passagem de volta marcada apenas para a próxima sexta-feira, o grupo tenta antecipar o retorno ao Brasil. A data, no entanto, depende da reabertura do espaço aéreo de Israel, que está temporariamente bloqueado por motivos de segurança.

    “Estamos aguardando, descansando como podemos. Fizeram um lanche para a gente, o clima agora está mais tranquilo, mas não sabemos até quando. O objetivo é voltar ao Brasil no primeiro voo possível, com apoio dos governos de Israel e do Brasil”, concluiu o relato.

    Missão abortada

    Outros políticos brasileiros, como o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, também estão sem conseguir deixar Israel porque o espaço aéreo do país está fechado. Uma comitiva formada por prefeitos paulistas e pelo vice-governador do estado, Felicio Ramuth, foi orientada pelas autoridades israelenses a desistir da viagem enquanto fazia conexão em Paris. “Estamos tentando voltar ainda hoje”, informou em suas redes o prefeito de Ribeirão Preto (SP), Ricardo Silva. “Quem está lá não vai sair tão cedo”, acrescentou.

    O prefeito de João Pessoa também gravou um vídeo, relatando a situação enfrentada e manifestando sua intenção de voltar para o Brasil o quanto antes. Segundo ele, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), está em contato direto com o Itamaraty para garantir o retorno das autoridades brasileiras que lá estão.

    Assista ao vídeo de Cícero Lucena:

    Declaração de guerra

    A escalada do conflito ocorre após semanas de tensão crescente entre Irã e Israel, com alertas internacionais sobre o risco de uma guerra aberta no Oriente Médio.

    O governo iraniano classificou como uma “declaração de guerra” os ataques israelenses às suas bases militares e nucleares e pediu a intervenção do Conselho de Segurança da ONU. No bombardeio, foram mortos o chefe da Guarda Revolucionária do Irã, Hossein Salami, o chefe das Forças Armadas do país, Mohammad Bagheri, e dois cientistas nucleares.

  • Mauro Cid depõe na PF sobre suspeita de fuga do Brasil

    Mauro Cid depõe na PF sobre suspeita de fuga do Brasil

    O tenente-coronel Mauro Cid prestará depoimento à Polícia Federal nesta sexta-feira (13) sobre suspeita de tentativa de fuga do Brasil. O ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro teria sido favorecido por Gilson Machado, ex-ministro do Turismo, para conseguir um passaporte português. Machado também está preso, após mandado expedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

    Cid deverá depor após ter sido alvo de busca e apreensão.

    Cid deverá depor após ter sido alvo de busca e apreensão.Pedro Ladeira/Folhapress

    A operação busca apurar se houve interferência para obstruir o andamento do processo da tentativa de golpe, do qual Cid é um dos réus. De acordo com a PF, Machado teria acionado o consulado de Portugal em Recife (PE), para solicitar o documento. A defesa de Mauro Cid nega que ele tenha feito tal pedido e afirmou que ele continua em liberdade.

    A Procuradoria-Geral da República se manifestou a favor da abertura do inquérito, da realização de buscas e da quebra de sigilos telefônicos e telemáticos de Machado.

  • Analfabetismo no Brasil cai para 5,3% em 2024

    Analfabetismo no Brasil cai para 5,3% em 2024

    A taxa de analfabetismo no Brasil caiu para 5,3% em 2024. É o menor nível registrado na série histórica do IBGE, que começa em 2016. Isso representa um total de 9,1 milhões de pessoas de 15 anos ou mais que não sabem ler ou escrever.

    Apesar do recuo, o problema segue concentrado entre idosos e moradores do Nordeste: 55,6% dos analfabetos vivem na região, e 14,9% dos brasileiros com 60 anos ou mais são analfabetos.

    Diferenças por sexo, raça e idade

    • Mulheres têm taxa de 5,0%; homens, 5,6%.
    • Entre brancos, o analfabetismo é de 3,1%; entre pretos e pardos, 6,9%.
    • A taxa chega a 21,8% entre idosos pretos ou pardos.

    Segundo o IBGE, os dados reforçam o caráter geracional do problema e a necessidade de políticas específicas para a alfabetização de adultos, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

  • Comissão aprova reembolso automático por falhas na internet

    Comissão aprova reembolso automático por falhas na internet

    Projeto determina o ressarcimento automático ao consumidor em caso de falhas na prestação do serviço de internet.

    Projeto determina o ressarcimento automático ao consumidor em caso de falhas na prestação do serviço de internet. Freepik

    A Comissão de Comunicação da Câmara dos Deputados aprovou o projeto de lei 3.630/24, que versa sobre a compensação automática ao cliente em situações de ineficiência na oferta do serviço de internet.

    A importância a ser restituída será calculada de forma proporcional ao período de suspensão do serviço, tendo como base o valor da mensalidade acordada. Segundo o relator, deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF), “a obrigação funcionará como um estímulo para que as empresas reduzam o tempo de indisponibilidade e melhorem o serviço”.

    Conforme o texto aprovado, o montante deverá ser creditado ao consumidor em até dois meses após a ocorrência da falha. Adicionalmente, as operadoras deverão manter um registro detalhado das interrupções e explicitar os valores a serem devolvidos nas faturas.

    Os idealizadores do projeto, deputados Duda Ramos (MDB-RR) e Amom Mandel (Cidadania-AM), enfatizam a expectativa do consumidor por um serviço contínuo e de qualidade. Eles destacam que, em casos de interrupção, o consumidor é quem sofre as maiores consequências.

    O projeto, que tramita em caráter conclusivo, será submetido à avaliação das comissões de Defesa do Consumidor, e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para ser transformado em lei, necessita de aprovação tanto na Câmara quanto no Senado.

  • Investimento em infraestrutura deve crescer 4,2% em 2025, diz CNI

    Investimento em infraestrutura deve crescer 4,2% em 2025, diz CNI

    A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou, nesta sexta-feira (13), uma estimativa de que os investimentos em infraestrutura no Brasil devem atingir R$ 277,9 bilhões no decorrer deste ano.

    Conforme a CNI, caso essa projeção se concretize, haverá um aumento de 4,2% em relação ao montante observado no ano anterior. Contudo, a proporção dos investimentos em infraestrutura em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) deverá apresentar uma leve redução, passando de 2,27% em 2024 para 2,21% na estimativa para este ano.

    Ramon Cunha, analista da CNI, salienta que o Brasil historicamente aloca poucos recursos em infraestrutura. “Em algumas atividades, o país investe menos do que o necessário para suprir a própria depreciação desses ativos. Isso se reflete, na prática, em estradas com conservação inadequada, instabilidade em termos de fornecimento de energia e serviços de telecomunicações, e, ainda, em precariedade no abastecimento de água e no tratamento de esgoto”.

    A CNI aponta que os setores de saneamento básico e transportes são os que devem apresentar maior expansão nos investimentos ao longo deste ano.

    Os setores onde são esperados mais crescimentos no investimento, neste ano, são saneamento básico e transportes.

    Os setores onde são esperados mais crescimentos no investimento, neste ano, são saneamento básico e transportes.Tânia Rêgo/Agência Brasil

    A confederação estima que 72,2% dos investimentos serão provenientes da iniciativa privada, mantendo a tendência observada desde 2019, quando o capital privado passou a responder por mais de 70% desses aportes.

    Para a CNI, apesar dos avanços registrados nos últimos anos, a infraestrutura nacional ainda necessita superar deficiências para proporcionar ao país condições de competir no cenário internacional. Entre os principais obstáculos apontados pela confederação, destacam-se entraves regulatórios, a morosidade no processo de licenciamento ambiental e a insuficiência de investimentos.

    O estudo da CNI elencou oito pilares considerados essenciais para a modernização da infraestrutura brasileira, incluindo a transformação do investimento em infraestrutura em uma política de Estado, a garantia de sua melhor governança e a ampliação responsável e economicamente racional dos investimentos públicos, direcionando-os para projetos de maior retorno para a sociedade.

    A CNI também recomenda que o governo adote rigor nos critérios de seleção de investimentos públicos e parcerias público-privadas, promova maior segurança jurídica para os investimentos privados, aprimore a regulação do setor de infraestrutura e amplie a participação dos mercados de capitais no financiamento de projetos de infraestrutura.

    Outros pontos considerados relevantes são o fortalecimento do papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como estruturador de projetos sustentáveis de infraestrutura e o apoio à expansão gradual dos investimentos em infraestrutura até atingir um patamar de, no mínimo, 4% do PIB.

  • Brasil expressa “firme condenação” aos bombardeios israelenses no Irã

    Brasil expressa “firme condenação” aos bombardeios israelenses no Irã

    O Ministério de Relações Exteriores emitiu nota nesta sexta-feira (13) em repúdio aos ataques israelenses ao Irã. O governo brasileiro ainda disse expressar “firme condenação” e acompanhar com “preocupação” a ofensiva aéreas. Há no momento uma comitiva de 25 brasileiros em Israel, inclusive com a presença do prefeito de Belo Horizonte. Diante das respostas iranianas aos ataques, esses brasileiros estão abrigados em bunker.

    Destruições no Irã.

    Destruições no Irã.Agência de Notícias da República Islâmica/Reprodução

    “O governo brasileiro expressa firme condenação e acompanha com forte preocupação a ofensiva aérea israelense lançada na última madrugada contra o Irã, em clara violação à soberania desse país e ao direito internacional. Os ataques ameaçam mergulhar toda a região em conflito de ampla dimensão, com elevado risco para a paz, a segurança e a economia mundial”, escreveu o Itamaraty.

    Na nota, o governo brasileiro ainda instou todas as partes envolvidas ao exercício da máxima contenção e exortou ao fim das hostilidades entre as nações. O governo israelense atacou na noite de quinta-feira (12) o território do Irã. Conforme o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu os ataques aconteceram para conter o programa nuclear iraniano.

    A escalada do conflito acontece paralelamente à guerra do governo israelense contra a Palestina, na Faixa de Gaza. O governo brasileiro tem adotado uma postura crítica às políticas de Netanyahu, inclusive o presidente Lula afirmou em entrevista coletiva que Israel realiza um “genocídio” no território palestino.

    Comitiva de brasileiros

    O prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), e outros 24 brasileiros tiveram que se abrigar em um bunker após o disparo de alarme de ataques, na retaliação iraniana aos ataques israelenses. O prefeito contou que viajou a Israel em companhia do secretário de Segurança de Belo Horizonte, Márcio Lobato, a convite do governo local.

    Além dele, outros políticos brasileiros, como o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PP), também estão sem conseguir deixar Israel porque o espaço aéreo do país está fechado. Uma comitiva formada por prefeitos paulistas e pelo vice-governador do estado, Felicio Ramuth, foi orientada pelas autoridades israelenses a desistir da viagem enquanto fazia conexão em Paris