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  • Fitch mantém nota da dívida do Brasil abaixo do grau de investimento

    Fitch mantém nota da dívida do Brasil abaixo do grau de investimento

    A agência Fitch reafirmou a nota de crédito do Brasil dois níveis abaixo do grau de investimento. A decisão, divulgada nesta quarta (25), mantém a perspectiva estável para a dívida brasileira, o que significa que a agência não prevê mudança no curto prazo.

    Com a decisão, Brasil não vai obter o selo de bom pagador até o fim do governo.

    Com a decisão, Brasil não vai obter o selo de bom pagador até o fim do governo.Gabriel Cabral/Folhapress

    A manutenção indica que o Brasil ainda está distante de recuperar o selo de bom pagador. Esse grau é importante para atrair investimentos internacionais e reduzir o custo da dívida pública.

    A Fitch elencou quatro motivos para manter a classificação atual: nível alto e crescente da dívida pública, dificuldade para ajustar o Orçamento, baixa governança e crescimento econômico limitado. Também alertou que as eleições de 2026 podem adiar reformas fiscais para 2027.

    Outro ponto citado foi a relação conturbada entre o governo federal e o Congresso Nacional, o que, segundo a agência, dificulta avanços em medidas de consolidação fiscal.

    Desde 2023, o Brasil ocupa essa posição na avaliação da Fitch. Outras agências também mantêm o país abaixo do grau de investimento. A Moodys, por exemplo, reduziu recentemente a perspectiva da nota de positiva para estável.

  • Comissão aprova tarifa social para famílias com pessoa com deficiência

    Comissão aprova tarifa social para famílias com pessoa com deficiência

    A Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que amplia o acesso à Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE). A proposta garante o benefício a famílias de baixa renda que tenham membros com deficiência, mesmo que estes não sejam os titulares da conta de energia.

    Projeto amplia alcance de benefício na conta de luz para famílias com pessoas com deficiência.

    Projeto amplia alcance de benefício na conta de luz para famílias com pessoas com deficiência.Paulo Pinto/Agência Brasil

    O relator, deputado Duarte Jr. (PSB-MA), destacou que a mudança corrige uma limitação da legislação atual, que exige que o titular da conta seja a própria pessoa com deficiência. “Isso exclui domicílios onde a pessoa com deficiência reside, mas não é formalmente responsável pelo contrato de energia”, explicou.

    Além disso, o texto prevê um desconto de 50% na tarifa de energia elétrica para consumidores com deficiência que não se enquadrem nos critérios da TSEE, desde que a renda familiar mensal não ultrapasse dez salários mínimos.

    Os deputados aprovaram um substitutivo apresentado por Duarte Jr., que reúne os projetos de lei 4169/23 e 1859/24. Segundo o relator, a nova versão consolida as propostas “de forma técnica, socialmente sensível e juridicamente adequada”, promovendo justiça tarifária e inclusão social.

    A TSEE é um programa federal que concede descontos de 10% a 65% na conta de luz, com limite de consumo de até 220 kWh por mês, destinado a famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único ou beneficiárias do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

    A proposta modifica a Lei da Tarifa Social de Energia Elétrica, a Lei do Setor Elétrico e o Estatuto da Pessoa com Deficiência. Os custos dos descontos continuarão sendo cobertos pela Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), fundo que financia políticas públicas como a própria TSEE e o programa Luz para Todos.

    O projeto ainda será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Minas e Energia, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado e ser sancionada pelo presidente Lula.

  • Câmara aprova MP do crédito consignado para o setor privado

    Câmara aprova MP do crédito consignado para o setor privado

    A Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade, nesta terça-feira (24), a medida provisória 1291/2025, que muda as regras para empréstimos com desconto em folha de pagamento no setor privado. O texto, relatado na comissão especial pelo senador Rogério Carvalho (PT-SE) e no plenário pelo deputado José Priante (MDB-PA) segue agora para o Senado.

    Sistema digital centraliza ofertas e amplia concorrência entre bancos.

    Sistema digital centraliza ofertas e amplia concorrência entre bancos.
    Lula Marques/Agência Brasil

    A proposta cria uma plataforma digital única para facilitar a contratação do chamado crédito consignado. Trabalhadores com carteira assinada, empregados domésticos, rurais, motoristas e entregadores de aplicativo poderão comparar ofertas de diferentes bancos e escolher as mais vantajosas, com menos burocracia e taxas menores.

    O sistema começou a funcionar em março. Nas duas primeiras semanas, foram liberados R$ 3,3 bilhões em 533 mil contratos. Segundo o Ministério do Trabalho, o objetivo principal foi permitir a troca de dívidas antigas, mais caras, por novas com juros menores. O valor médio por empréstimo ficou em R$ 6,2 mil.

    O texto também determina que os novos contratos só poderão ser fechados se oferecerem condições melhores que as dívidas anteriores. Além disso, garante o uso de assinaturas digitais e reconhecimento biométrico nas operações, para aumentar a segurança e proteger os dados dos trabalhadores.

  • Derrubada do IOF: veja como cada deputado votou

    Derrubada do IOF: veja como cada deputado votou

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25) o projeto de decreto legislativo 214/2025, que anula os decretos do governo federal sobre o aumento das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Com 349 votos a favor e 104 contrários, a proposta representa uma derrota relevante para o Planalto, que esperava arrecadar até R$ 7 bilhões com a medida. O texto ainda será analisado pelo Senado.

    PT e federação Psol-Rede foram os únicos a orientar de forma contrária ao PDL.

    PT e federação Psol-Rede foram os únicos a orientar de forma contrária ao PDL.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    O relator, deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO), criticou o uso do IOF como fonte permanente de receita, classificando a prática como inconstitucional. O projeto teve apoio de siglas da oposição e de partidos da base ampliada, como PSD, MDB, Republicanos e União Brasil. Somente o PT e a federação Psol-Rede orientaram contra. Parlamentares do PT tentaram adiar a votação com questões de ordem.

    O PSB, partido do núcleo duro do governo, liberou a bancada. O mesmo gesto foi feito pelo PDT, sigla ideologicamente alinhada ao PT, mas que rompeu com o Planalto em maio após a exoneração de seu presidente, Carlos Lupi, do Ministério da Previdência.

    Confira como votou cada deputado no PDL 214/2025:

  • Câmara aprova isenção do IR para até dois salários-mínimos

    Câmara aprova isenção do IR para até dois salários-mínimos

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25) o projeto de lei 2692/2025, que prevê reajuste da faixa de isenção do Imposto de Renda. Com a mudança, quem recebe até dois salários-mínimos, o equivalente a R$ 3.036 por mês, passa a ter isenção total a partir de maio. O texto foi aprovado de forma unânime, e segue ao Senado.

    Este é o primeiro projeto de lei relatado por Arthur Lira (PP-AL) desde que deixou a presidência da Câmara. “Inicialmente, deixar claro a satisfação de voltar à tribuna desta casa em um dia importante para o Poder Legislativo, e matérias importantes que estão na pauta”, comentou. A proposta substitui uma medida provisória que perderia validade nos próximos dias.

    Isenção relatada por Arthur Lira beneficia quem ganha até R$ 3 mil mensais

    Isenção relatada por Arthur Lira beneficia quem ganha até R$ 3 mil mensaisBruno Spada/Câmara dos Deputados

    Lira afirmou que o projeto visa “restabelecer a coerência entre a política salarial e a tributária”, ao impedir que reajustes do salário mínimo empurrem trabalhadores de baixa renda para a tributação. Segundo ele, “a ausência de uma correção plena e tempestiva da tabela do IRPF (…) impôs aos cidadãos (…) uma forma perversa e silenciosa de aumento da carga tributária”.

    Na avaliação do relator, a medida “não inaugura um benefício fiscal, mas, ao contrário, restaura uma condição de justiça fiscal”. O texto reforça a estratégia do governo de tornar permanente a política de isenção para trabalhadores que ganham até dois salários mínimos, prática já adotada nos últimos dois anos.

    Lira também é relator da proposta mais ampla de reforma do Imposto de Renda, em tramitação na Casa, que pretende ampliar a isenção para quem ganha até R$ 5 mil mensais.

  • Veja como cada senador votou no aumento do número de deputados

    Veja como cada senador votou no aumento do número de deputados

    O Senado aprovou por 41 votos a 33, projeto de lei que aumenta o número de deputados federais na Câmara de 513 para 531. A ampliação do número de parlamentares passa a valer a partir da próxima eleição.

    A margem apertada foi no limite da aprovação para o projeto. Conforme o regimento, projetos de lei complementar devem ser aprovadas por maioria absoluta, ou seja 41 senadores. 

    Cleitinho e Eduardo Girão foram alguns dos deputados que votaram contra o aumento do número de deputados.

    Cleitinho e Eduardo Girão foram alguns dos deputados que votaram contra o aumento do número de deputados.Waldemir Barreto/Agência Senado

    De autoria da deputada Dani Cunha (União Brasil-RJ), filha do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, a matéria obedece à determinação do Supremo para redistribuição das vagas existentes, em razão da proporcionalidade de habitantes. A solução dada no projeto de lei complementar (PLP 177/23) foi aumentar em 18 cadeiras o número de deputados, a fim de impedir que algum estado perdesse representação.

    Veja como os senadores votaram:

  • Girão cita Congresso em Foco para criticar aumento de deputados

    Girão cita Congresso em Foco para criticar aumento de deputados

    Durante sua argumentação contra o projeto de lei que aumenta o número de deputados, aprovado pelo Senado nesta quarta-feira (25), o senador Eduardo Girão citou pesquisas e matéria do Congresso em Foco para embasar sua posição. O parlamentar mencionou reportagem deste veículo que aponta a possibilidade de o aumento de deputados também ampliar o teto das emendas parlamentares.

    Assista ao vídeo: 

    Se o número de deputados aumentar sem uma mudança constitucional, o valor individual de cada emenda cairá. Hoje, cada um dos 513 deputados tem direito a pouco mais de R$ 37 milhões por ano. Com 531 cadeiras, esse valor cairia para cerca de R$ 35,7 milhões por parlamentar, uma perda superior a R$ 1 milhão para cada deputado.

    Por este motivo, nos bastidores, parlamentares já discutem a necessidade de uma nova proposta de emenda à Constituição (PEC) para ampliar o teto das emendas parlamentares. Uma mudança semelhante já foi feita em 2022, quando o limite passou de 1,2% para os atuais 2% da RCL.

    Número de deputados

    Número de deputadosArte/Congresso em Foco

  • Davi critica imprensa e defende derrubada de vetos ao PL das Eólicas

    Davi critica imprensa e defende derrubada de vetos ao PL das Eólicas

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), defendeu na sessão desta quarta-feira (25) a derrubada dos vetos presidenciais ao projeto de lei das eólicas offshore. Além disso, o senador também criticou a imprensa por ter divulgado informações de que a derrubada dos vetos pode ocasionar aumento na conta de luz.

    Presidente Davi Alcolumbre.

    Presidente Davi Alcolumbre.Andressa Anholete/Agência Senado

    A estimativa é de que a obrigatoriedade de o governo contratar energia proveniente de hidrogênio líquido, de eólicas e de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) mesmo sem necessidade imediata. terá um impacto do aumento de até R$ 197 bilhões na conta de luz até 2050.

    Segundo Alcolumbre, a imprensa está “distorcendo” os fatos e divulgando “números superestimados”. O presidente do Senado também afirmou que o objetivo parece ser “espalhar o pânico e a confusão entre os consumidores brasileiros”.

    Ele ainda defendeu a ampliação da contratação de centrais hidrelétricas para 4.900 MW. Davi Alcolumbre argumentou que “é uma solução justa, que diminui custos, garante segurança no sistema elétrico do país, traz sim modicidade tarifária a todos os consumidores brasileiros e é uma medida de responsabilidade e equilíbrio”.

    “Senhoras e senhores, não aceitarei que atribuam ao Congresso Nacional uma responsabilidade que não existe. As decisões tomadas aqui foram técnicas, transparentes e voltadas ao interesse público. Não há aumento tarifário. Há, sim, compromisso com a modicidade tarifária, com o equilíbrio federativo, com a inovação e com o futuro do setor elétrico nacional”, completou.

    Veja a íntegra do discurso do presidente do Senado:

    Hoje, na condição de Presidente do Senado e do Congresso Nacional, gostaria de repudiar, com veemência, os ataques levianos e injustos que o Congresso Nacional vem sofrendo desde a votação ocorrida na sessão do Congresso Nacional do dia 17 de junho de 2025, quando foram derrubados oito vetos presidenciais ao Projeto de Lei nº 576, de 2021, que deu origem à Lei nº 15.097, de 2025, que trata do marco legal para o aproveitamento do potencial energético das eólicas offshore.

    Infelizmente, parte da imprensa brasileira, insuflada por alguns, está distorcendo, desde o dia da sessão do Congresso Nacional, os fatos e divulgando números superestimados, com cenários alarmistas e totalmente, absolutamente, desconectados com a realidade.

    O objetivo, lamentavelmente, parece ser um só: espalhar o pânico e a confusão entre os consumidores brasileiros, atribuindo ao Congresso brasileiro a responsabilidade por um falso aumento da tarifa energética.

    Vamos aos fatos e vamos restabelecer a verdade.

    O Projeto de Lei nº 576, de 2021, buscou disciplinar as bases para o aproveitamento do potencial energético das eólicas offshore. Ao sancionar a Lei nº 15.097, de janeiro de 2025, o Poder Executivo vetou 24 dispositivos do texto aprovado pelo Congresso Nacional.

    No entanto – e é fundamental que isto fique claro -, o Congresso Nacional, na sessão do dia 17 de junho, derrubou apenas oito dispositivos dos 24 vetos feitos pelo Poder Executivo. Repito, para ficar claro novamente: apenas oito vetos foram rejeitados pelo Congresso. As outras 16 emendas vetadas sequer foram apreciadas naquela sessão.

    Essas oito emendas recuperadas pelo Congresso Nacional tratam de três temas centrais, todos de grande importância estratégica para o setor elétrico brasileiro.

    Esses vetos derrubados pelo Congresso, apenas oito de 24 dispositivos, referem-se exclusivamente a três eixos:

    1. A contratação de centrais hidroelétricas com capacidade instalada de até 50MW;

    2. A contratação de hidrogênio líquido a partir do etanol, com foco no Nordeste, e de energia eólica produzida no sul do país;

    3. A prorrogação de contrato já existente, com o objetivo de preservar investimentos e manter a estabilidade regulatória e energética do Brasil.

    Vamos a cada um dos pontos.

    O primeiro: a contratação de centrais hidroelétricas de até 50MW.

    A Lei nº 14.182, de 2021, já previa a contratação de 2 mil megawatt-hora dessas pequenas centrais, por meio de contratos de comercialização no ambiente regulado da CCEAR, cujos custos recaíam sobre os consumidores do mercado regulado, ou seja, a D. Maria e o S. João, que pagam a sua conta de luz todo mês.

    Com a derrubada daqueles vetos, do Veto 3.25.004 e do Veto 3.25.006, o Congresso brasileiro ampliou essa contratação para 4.900MW, mas agora na modalidade de reserva de capacidade, com custos rateados entre todos os consumidores, incluindo o mercado livre brasileiro, que hoje consome cerca de 40% da capacidade total do nosso país.

    Ou seja: o que foi aprovado é uma solução justa, que diminui custos, garante segurança no sistema elétrico do país, traz sim modicidade tarifária a todos os consumidores brasileiros e é uma medida de responsabilidade e equilíbrio.

    2. A contratação de hidrogênio líquido a partir do etanol no Nordeste e de energia eólica no Sul.

    Com a derrubada do Veto nº 3.25.005, foi autorizada a contratação de 200 MW de hidrogênio líquido produzidos a partir do etanol no Nordeste e 300 MW de energia eólica produzida no Sul do país.

    O hidrogênio é considerado o combustível do futuro. Sua produção a partir do etanol, uma fonte renovável e genuinamente brasileira, representa grande oportunidade tecnológica e ambiental. Trata-se de um projeto experimental de pequeno porte, mas estrategicamente importante para o Nordeste.

    Já no Sul, onde os ventos são diferentes dos do Nordeste, a energia eólica enfrenta maior dificuldade competitiva.

    Esta medida aprovada assegura o equilíbrio regional com projetos próximos da carga, que reduzem a necessidade de novas linhas de transmissão. Com isso, mais eficiência, menos custo e mais sustentabilidade.

    Terceiro aspecto dos vetos derrubados na sessão do Congresso: a prorrogação dos contratos do Proinfa.

    Por fim, tratamos da prorrogação dos contratos do Proinfa envolvendo usinas de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), biomassa e eólica. E o que está sendo proposto é uma prorrogação com contrapartidas claras:

    1. os empreendedores trocam o IGP-M pelo IPCA, reduzindo os reajustes e aliviando o impacto nas tarifas;

    2. perdem o direito à isenção de tarifas de uso da rede, o Tust e o Tusd, o que retira subsídios da Conta de Desenvolvimento Energético, a CDE;

    3. passam a ser remuneradas com base em preços de mercado, com redução significativa dos custos.

    O impacto líquido estimado é de R$15,9 milhões em 2025, não o que se alardeou na última semana, de mais de R$500 bilhões. O Proinfa foi prorrogado pelos próximos 20 anos e não há nenhum novo custo criado, como alguns estão insinuando de forma, repito, irresponsável e desonesta.

    Senhoras e senhores, não aceitarei que atribuam ao Congresso Nacional uma responsabilidade que não existe. As decisões tomadas aqui foram técnicas, transparentes e voltadas ao interesse público. Não há aumento tarifário. Há, sim, compromisso com a modicidade tarifária, com o equilíbrio federativo, com a inovação e com o futuro do setor elétrico nacional.

    Chega de narrativas manipuladas, chega de terrorismo tarifário, chega de distorções feitas por quem quer manter privilégios e lucros excessivos às custas da verdade e da conta de luz do cidadão brasileiro.

    Este Parlamento votou com responsabilidade, e estou de cabeça erguida e seguirei defendendo um setor elétrico mais justo, mais moderno, mais competitivo e sustentável. É hora de pararmos de lado com a demagogia e a desinformação. O Congresso Nacional agiu com responsabilidade, pensando no futuro energético do nosso país e, principalmente, no bolso do cidadão.

    Exijo que a verdade seja restabelecida e que os brasileiros não sejam mais submetidos a tamanha campanha de desinformação e de mentira.

    Muito obrigado.

  • Em derrota para o governo, Senado aprova derrubada do aumento do IOF

    Em derrota para o governo, Senado aprova derrubada do aumento do IOF

    O Senado Federal votou nesta quarta-feira (25) a derrubada do decreto do governo para aumentar o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF). O projeto de decreto legislativo (PDL) 214/2025 foi apresentado pelo líder da oposição na Câmara dos Deputados, Zucco (PL-RS), e representa uma derrota para o Executivo na tentativa de aumentar a arrecadação.

    Senadores Davi Alcolumbre, Randolfe Rodrigues e Jaques Wagner.

    Senadores Davi Alcolumbre, Randolfe Rodrigues e Jaques Wagner.Andressa Anholete/Agência Senado

    O texto foi aprovado também nesta noite pela Câmara dos Deputados. O presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), pegou a base do governo de surpresa ao pautar a derrubada. A expectativa era de que o Ministério da Fazenda apresentasse alternativa para evitar a derrubada do decreto.

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), submeteu a matéria à votação simbólica. Ou seja, não houve registro nominal dos senadores. Ainda assim, os seguintes parlamentares registraram voto contrário:Jaques Wagner (PT-BA), Randolfe Rodrigues (PT-AP), Rogério Carvalho (PT-SE), Paulo Paim (PT-RS), Fabiano Contarato (PT-ES), Teresa Leitão (PT-PE) , Beto Faro (PT-PA), Humberto Costa (PT-PE) e Weverton (PDT-MA).

    A estimativa inicial do Ministério da Fazenda era arrecadar R$ 19 bilhões até 2026 com o aumento. Após críticas, parte do ajuste foi revogada e a projeção caiu para R$ 7 bilhões. Para compensar as perdas, a pasta apresentou medida provisória com:

    • fim da isenção de Imposto de Renda para títulos de renda fixa como LCI e LCA, com alíquota de 5%;
    • aumento da taxação das apostas esportivas de 12% para 18%;
    • corte de 10% nos gastos tributários;
    • revisão do risco sacado, que afeta pequenas empresas;
    • unificação das alíquotas da CSLL sobre instituições financeiras.

    Um decreto presidencial não era derrubado desde o governo Collor.

  • Senado aprova política de visitação de unidades de conservação

    Senado aprova política de visitação de unidades de conservação

    O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (25) o projeto de lei 4.870/2024 que institui a Política Nacional de Incentivo à Visitação a Unidades de Conservação. De autoria do deputado Túlio Gadelha (Rede-PE), a matéria determina princípios e diretrizes para fomentar visitas às unidades de conservação. O texto vai à sanção presidencial.

    Plenário do Senado.

    Plenário do Senado.Andressa Anholete/Agência Senado

    Os principais objetivos apontados pelo projeto são: promover a educação ambiental, promover o desenvolvimento sustentável e difundir as unidades de conservação como destinos turísticos. De acordo com a proposição, a adoção dessas medidas ajudam parques nacionais a atenderem a função de promover a integração com a natureza.

    A Política Nacional, conforme o projeto, será fomentada por fundos nacionais e incentivos fiscais. A matéria ainda apresenta classificação das visitações com base no nível de conservação das unidades. Foram criadas as seguintes categorias:

    • visitação de baixo grau de intervenção – desenvolvida em áreas com alto nível de conservação e infraestrutura mínima;
    • visitação de médio grau de intervenção – desenvolvida em áreas naturais com algum nível de alteração ou atividade humana e infraestrutura de mínima a moderada
    • visitação de alto grau de intervenção – desenvolvida de modo intensivo em áreas seminaturais a urbanizadas com infraestrutura desenvolvida.

    Poderão ser adotadas gratuidades e valores diferenciados de ingresso para os visitantes de baixa renda e as populações locais, a critério da gestão das unidades de conservação. Por fim, a matéria também autoriza o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e os órgãos estaduais e municipais executores do Sistema Nacional de Unidades de Conservação a contratar instituição financeira para criar e gerir fundo privado com o objetivo de financiar e de apoiar a visitação a unidades de conservação.

    O fundo será composto por 5% da compensação ambiental prevista na Lei do SNUC e por doações, aplicações financeiras, termos de compromisso e parcerias nacionais/internacionais. Será dispensada a licitação para a criação do fundo.