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  • Febraban vê risco no uso de bets para lavagem de dinheiro

    Febraban vê risco no uso de bets para lavagem de dinheiro

    Presidente-executivo da Febraban, Isaac Sidney.

    Presidente-executivo da Febraban, Isaac Sidney.Flickr/Febraban

    O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, expressou sua preocupação em relação à utilização de apostas esportivas online, conhecidas como “bets”, para a prática de lavagem de dinheiro.

    Em sua declaração, Sidney enfatizou a necessidade de uma ação conjunta entre o poder público e a sociedade civil, visando impedir que essa modalidade de jogo seja explorada como um meio para operações financeiras ligadas a atividades ilícitas.

    “Os jogos on-line de apostas são um canal de risco para lavagem de dinheiro. Estado e o setor privado precisam agir com firmeza para não permitir que o crime organizado os use para ampliar seus tentáculos e suas operações financeiras”, afirmou o presidente da Febraban durante um seminário realizado em Brasília, que abordou temas como lavagem de dinheiro e o combate ao crime organizado no Brasil.

    O evento foi uma iniciativa do Instituto Esfera Brasil e do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Isaac Sidney recordou que a atividade é fruto de uma decisão legislativa. “Há muito a ser feito sob o ponto de vista regulatório e de fiscalização. O poder público precisa separar joio do trigo e cuidar da saúde mental das pessoas”, complementou, ressaltando que, além do risco de utilização para a lavagem de dinheiro proveniente de atividades criminosas, as apostas esportivas representam um perigo para indivíduos com dependência em jogos. “Vemos um bombardeio de publicidade, enquanto empresas se movimentam nas sombras, até para ganhar em cima de pessoas com vulnerabilidade”, concluiu.

  • Câmara aprova derrubada do aumento do IOF, texto vai ao Senado

    Câmara aprova derrubada do aumento do IOF, texto vai ao Senado

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25) o projeto de decreto legislativo (PDL) 214/2025, que anula os efeitos dos decretos do governo federal que elevaram as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A medida foi uma reação do Congresso ao plano do Ministério da Fazenda de aumentar a arrecadação em meio à busca pelo cumprimento da meta fiscal de 2025.

    O projeto recebeu 383 votos favoráveis e 98 contrários, e tem previsão de ser votado ainda esta noite no Senado. Além do apoio da oposição, a votação contou com a adesão em massa de partidos da base ampliada do governo, como PSD, MDB, Republicanos e a federação União-PP. Orientaram contrariamente apenas o PT e a federação Psol-Rede.

    Projeto de decreto legislativo recebeu 383 votos favoráveis e 98 contrários.

    Projeto de decreto legislativo recebeu 383 votos favoráveis e 98 contrários.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    A estimativa inicial do Ministério da Fazenda era arrecadar R$ 19 bilhões até 2026 com o aumento. Após críticas, parte do ajuste foi revogada e a projeção caiu para R$ 7 bilhões. Mesmo assim, o relator argumentou que a arrecadação prevista “revela-se irregular, desde sua origem”.

    Parecer do relator

    O projeto foi relatado pelo deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO), vice-líder da oposição. Em seu parecer, argumentou que a cobrança do IOF foi usada de forma inconstitucional. Afirmou que o governo transformou o tributo extrafiscal em instrumento de arrecadação. “A cobrança de tributos pelo Estado […] representa uma forma de agressão ao patrimônio e à liberdade dos indivíduos. Nesse sentido, ela é tão somente autorizada nos estritos limites admitidos pela sociedade”.

    Os argumentos do relator foram abraçados por partidos que, apesar de contarem com ministérios, não possuem alinhamento ideológico com o governo “Ninguém aguenta mais mais imposto. Este IOF inclusive é inconstitucional. O Governo Federal, através de um decreto do presidente Lula apresenta mais tributação, vai gerar menos emprego, compromete as empresas, e portanto temos que votar logo”, orientou Afonso Hamm (PP-RS) pela liderança da sigla.

    Contrariedade governista

    Deputados do PT, partido do presidente Lula, criticaram a iniciativa. Para o líder da legenda, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), a decisão fragiliza o orçamento e ameaça políticas públicas. “Vai ter que ter contingenciamento: corte de programas, Minha Casa, Minha Vida, Pé-de-Meia, saúde e educação”. Outros parlamentares do partido tentaram postergar a votação apresentando sucessivas questões de ordem.

    Na Federação Psol-Rede, Tarcísio Motta (Psol-RJ) protestou contra as alegações de que o decreto governamental atingiria a parcela mais pobre da população. “Estão se falando aí que [o decreto] altera, mas não altera IOF de cartão de crédito, não atinge MEI de quem tem faturamento de até R$ 88 mil por ano, não atinge empréstimo de pessoa física nenhum, não atinge plantação de trigo. (…) Um monte de desinformação ou desconhecimento da matéria”, apontou.

    Divergência no MDB

    Pela bancada do MDB, quem orientou foi o deputado Hildo Rocha (MDB-MA), que expôs pensar de forma divergente aos demais membros de sua sigla. “Entendo que em momento nenhum o decreto editado pelo presidente da República abusou da sua autoridade. (…) Até porque o IOF é um instrumento da política monetária para fazer com que se baixe os juros e se diminua a inflação. (…) Eu penso dessa forma, os outros acredito que não, não consegui convencê-los. (…) A maioria entende sim, mas eu voto não”, disse.

    40 emedebistas votaram a favor do PDL, e dois foram contrários. Hildo Rocha se absteve. 

  • Senado aprova aumento do número de deputados federais de 513 para 531

    Senado aprova aumento do número de deputados federais de 513 para 531

    O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (25), por 41 votos a 33, projeto de lei que aumenta o número de deputados federais na Câmara de 513 para 531. A ampliação do número de parlamentares passa a valer a partir da próxima eleição. A matéria retorna à Câmara dos Deputados. 

    A margem apertada foi no limite da aprovação para o projeto. Conforme o regimento, projetos de lei complementar devem ser aprovadas por maioria absoluta, ou seja 41 senadores. Na sessão, o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) deixou a presidência temporariamente para votar a favor do aumento de deputados.

    Davi Alcolumbre.

    Davi Alcolumbre.Andressa Anholete/Agência Senado

    De autoria da deputada Dani Cunha (União Brasil-RJ), filha do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, a matéria obedece à determinação do Supremo para redistribuição das vagas existentes, em razão da proporcionalidade de habitantes. A solução dada no projeto de lei complementar (PLP 177/23) foi aumentar em 18 cadeiras o número de deputados, a fim de impedir que algum estado perdesse representação.

    Serão beneficiados com as mudanças na Câmara nove estados que tiveram crescimento demográfico, segundo o Censo de 2022: Pará, Santa Catarina, Amazonas, Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Paraná, Ceará, Goiás e Minas Gerais.

    Número de deputados.

    Número de deputados.Arte/Congresso em Foco

    A mudança, contudo, gera um efeito colateral imediato: o aumento dos gastos do Legislativo. De acordo com a Câmara, a medida inicialmente teria impacto econômico estimado é de R$ 65 milhões anuais, englobando salários de parlamentares, assessores e demais despesas vinculadas aos mandatos. Uma emenda, no entanto, foi acolhida para proibir o aumento das despesas. 

    Justificativa

    O senador Marcelo Castro (MDB-PI), relator da matéria no Senado, justificou em seu parecer que o projeto ao aumentar o número de cadeiras evita “menos recursos disponíveis para o desenvolvimento de uma região brasileira historicamente sacrificada”. Segundo ele, a matéria também ajusta o peso político de cada Estado na Câmara dos Deputados conforme a população, assegurando a preservação das bancadas em vigor.

    O parlamentar também relembrou que a última grande redistribuição proporcional das vagas na Câmara dos Deputados ocorreu em 1986, ainda sob a égide da Constituição anterior. “Desde então, a composição da Câmara manteve-se inalterada, não obstante o crescimento populacional de mais de 40% no período e a ocorrência de mudanças significativas na distribuição demográfica do país”, complementou.

    O relator ainda acolheu emenda do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) que proíbe qualquer aumento de despesa em decorrência da ampliação de deputados, portanto impedindo o custo adicional de R$ 65 milhões anuais. Conforme o trecho, será mantida constante, sem aumento real, a despesa total relacionada ao exercício do mandato em decorrência do aumento do número de deputados federais, durante a legislatura seguinte, no caso em 2026.

    O ajuste ao texto original prevê que não haverá aumento nas despesas com verbas de gabinete e cotas parlamentares, passagens aéreas e auxílio moradia, considerados os valores correspondentes ao exercício de 2025. Também será vedada a aprovação de créditos adicionais, remanejamento, transposição ou transferência orçamentária.

    Resistência ao aumento

    Apesar da aprovação do projeto, assim como na Câmara, onde o texto passou com 270 votos favoráveis e 207 votos contrários, houve resistência dos parlamentares ao acréscimo de deputados na Casa. Eduardo Girão (Novo-CE) argumentou que “não cabe ao Brasil” aumentar o número de deputados para privilegiar a classe política. “Já tem Deputado demais; tinha que diminuir”, desabafou.

    Presidente da Comissão de Infraestrutura no Senado, Marcos Rogério (PL-RO) também criticou o aumento. Segundo o senador, o país está em um momento de discussão de aumento da carga tributária e a tentativa do Parlamento de aumentar o número de deputados é incompatível com o discurso de corte de gastos.

    “Estamos diante de um cenário em que o Brasil discute aumento de carga tributária, retirada de benefícios de alguns segmentos da economia nacional, e o Parlamento, numa crítica severa a essa pauta. No meio desse cenário, vem uma proposta que busca aumentar o número de vagas de deputados federais. Onde é que está o interesse público dessa pauta neste momento? Como justificar o aumento quando nós estamos aqui dizendo, o tempo todo, que queremos redução dos gastos públicos?”, argumentou o senador.

    Desaprovação da população

    Não são apenas os senadores que manifestaram oposição ao projeto para ampliar o número de cadeiras na Câmara dos Deputados. Pesquisa divulgada pelo Instituto Datafolha na última semana apontou que 76% dos brasileiros são contrários ao aumento do número de deputados federais, de 513 para 531. Outros 20% disseram ser favoráveis, enquanto 2% não responderam.

    O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 10 e 11 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

  • Quem mais venceu o Prêmio Congresso em Foco de 2006 a 2024

    Quem mais venceu o Prêmio Congresso em Foco de 2006 a 2024

    Conheça os parlamentares mais premiados na história do Prêmio Congresso em Foco.

    Conheça os parlamentares mais premiados na história do Prêmio Congresso em Foco.Arte Congresso em Foco

    Um levantamento com base nos dados oficiais do Prêmio Congresso em Foco, que abrange todas as edições entre 2006 e 2024, revela quais parlamentares acumularam o maior número de prêmios ao longo da história da premiação. A contagem considera todas as categorias – principais e temáticas – e todos os tipos de votação: júri especializado, jornalistas e votação popular.

    A liderança do ranking é do senador Randolfe Rodrigues (AP), com 46 premiações. Em seguida aparecem Alessandro Molon (RJ), com 41 prêmios, e o senador Paulo Paim (RS), com 38.

    Categorias mais frequentes

    Esses parlamentares foram premiados em dezenas de categorias distintas ao longo dos anos. As mais comuns entre eles incluem:

    • Melhores na Câmara
    • Melhores no Senado
    • Direitos Humanos
    • Educação
    • Combate à Corrupção
    • Trabalho e Previdência
    • Sustentabilidade
    • Defesa da Democracia
    • Ética na Política

    Vários nomes figuram em múltiplas categorias dentro de uma mesma edição ou em diversas edições consecutivas, o que contribui para as altas contagens totais.

    Partidos mais presentes

    Os partidos com maior número de parlamentares premiados no top 20 são:

    • PSOL
    • PT
    • Rede
    • PSB
    • Cidadania/PPS
    • Podemos/PSDB

    Sobre o prêmio

    O Prêmio Congresso em Foco foi criado em 2006 com o objetivo de valorizar o trabalho de deputados federais e senadores que se destacam no exercício do mandato. A seleção é feita por meio de votação popular, jornalistas especializados e júri técnico independente.

    As votações para a edição de 2025 já estão abertas. Vote já!

    Veja quem apoia o Prêmio Congresso em Foco.

    Veja quem apoia o Prêmio Congresso em Foco.Arte Congresso em Foco

  • Comissão aprova símbolo nacional para identificação da pessoa idosa

    Comissão aprova símbolo nacional para identificação da pessoa idosa

    A Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa apresentou parecer favorável ao projeto de lei 1084/25, do deputado Gabriel Nunes (PSD-BA), que propõe a instituição em estabelecimentos públicos e privados do símbolo nacional da pessoa idosa, representado pela imagem de um indivíduo em postura ereta, acompanhado da inscrição “60+”. O projeto também determina a utilização do símbolo para identificar direitos inerentes a este segmento da população.

    O deputado Zé Haroldo Cathedral (PSD-PR) foi relator da matéria.

    O deputado Zé Haroldo Cathedral (PSD-PR) foi relator da matéria. Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    O texto foi relatado pelo deputado Zé Haroldo Cathedral (PSD-RR). O relator argumentou que o símbolo atualmente em uso para identificar a pessoa idosa no Brasil (indivíduo curvado, apoiado em uma bengala) se tornou uma representação incompatível com a realidade dessa parcela da população.

    “A [atual] imagem possui cunho pejorativo, etarista e gera desconforto, não apenas para as pessoas idosas, mas também para o público em geral”, afirmou Cathedral. O relator complementou que a proposição ajuda a suprir a ausência de uma norma legal que estabeleça oficialmente o símbolo nacional da pessoa idosa.

    O texto seguirá para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ele tramita em caráter conclusivo: se aprovado no colegiado, poderá seguir diretamente ao Senado, sem a necessidade de votação em Plenário.

  • Presidente da CBF falará no Senado sobre planos para o futebol

    Presidente da CBF falará no Senado sobre planos para o futebol

    Samir Xaud foi eleito para substituir Ednaldo Rodrigues na presidência da CBF.

    Samir Xaud foi eleito para substituir Ednaldo Rodrigues na presidência da CBF.Ettore Chiereguini/AGIF/Folhapress

    O novo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, participará de uma audiência pública no Senado para apresentar os planos de sua gestão à frente da entidade e debater os principais desafios do futebol nacional. A audiência foi aprovada nesta terça-feira (25) pela Comissão de Esporte do Senado, a partir de requerimento da senadora Leila Barros (PDT-DF), conhecida como Leila do Vôlei.

    O objetivo do encontro é abrir um canal de diálogo institucional entre o Legislativo e a nova gestão da CBF. Entre os temas que serão discutidos estão o fortalecimento das categorias de base, o incentivo ao futebol feminino, a formação de atletas, investimentos em infraestrutura de estádios, além de medidas para garantir maior transparência e inclusão na administração do futebol.

    “O futebol é uma paixão nacional e, mais do que isso, um instrumento poderoso de transformação”, afirmou a senadora Leila, que também preside a Comissão de Esporte. “Precisamos de uma CBF mais conectada com as necessidades do povo, comprometida com a formação de atletas, com a valorização do futebol feminino e com uma gestão mais transparente e inclusiva. Essa audiência será fundamental para entendermos os planos da nova gestão até 2029.”

    A data da audiência será definida nos próximos dias e divulgada pela Comissão de Esporte. A expectativa da senadora é que Samir Xaud seja ouvido em julho, antes do recesso parlamentar. 

    Crise institucional e troca no comando da CBF

    A convocação do novo presidente ocorre em meio a uma crise que abalou a cúpula da CBF nos últimos meses. A instabilidade começou em dezembro de 2023, quando o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ) anulou a eleição de Ednaldo Rodrigues por supostas irregularidades. Apesar de uma liminar do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ter restituído Ednaldo ao cargo em janeiro de 2024, o cenário voltou a se agravar em maio deste ano.

    Um laudo pericial revelou indícios de falsificação da assinatura de Antônio Carlos Nunes, ex-dirigente da entidade, em um acordo que sustentava a legitimidade do mandato de Ednaldo. Nunes, que sofre de um tumor cerebral, tinha sua capacidade cognitiva comprometida à época do suposto aval. Com base nesse documento, o TJ-RJ anulou o acordo em 15 de maio de 2025, afastou Ednaldo do cargo e nomeou Fernando Sarney como interventor para convocar novas eleições.

    Diante da pressão e do impasse jurídico, Ednaldo Rodrigues retirou o recurso que havia apresentado ao STF no dia 19 de maio, abrindo caminho para a ascensão de Samir Xaud à presidência da entidade. O novo mandatário tem mandato previsto até 2029 e chega ao cargo em meio a fortes expectativas por mudanças estruturais na condução do futebol brasileiro.

  • Governo anuncia aumento da mistura de etanol nos combustíveis

    Governo anuncia aumento da mistura de etanol nos combustíveis

    O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) anunciou nesta quarta-feira (25) o aumento do teor de etanol na gasolina de 27% para 30% e do biodiesel no diesel de 14% para 15%. A mudança, que passa a valer a partir de 1º de agosto, deve reduzir o preço da gasolina em até R$ 0,11 por litro, segundo o Ministério de Minas e Energia (MME), e mitigar os impactos da volatilidade no mercado internacional.

    Durante a cerimônia de oficialização da medida, com a presença do presidente Lula, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que “com este ato histórico voltaremos a ser autossuficientes em gasolina após 15 anos e reduzimos a necessidade da importação do diesel. Isso é soberania energética”. Silveira destacou ainda que a decisão viabilizará um excedente exportável de cerca de 700 milhões de litros por ano.

    Medida antecipa plano energético diante da instabilidade no mercado internacional.

    Medida antecipa plano energético diante da instabilidade no mercado internacional.Marcelo Camargo/Agência Brasil

    A decisão também é uma precaução diante da fragilidade nas relações Israel-Irã, que decretaram cessar-fogo na segunda-feira (23) após 12 dias de guerra. Durante o conflito, o parlamento iraniano autorizou o governo a interromper o comércio naval no Estreito de Hormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo no Oriente Médio. Isso poderia resultar em um aumento geral no preço da gasolina e diesel no mundo inteiro.

    O ministro mencionou ainda que a adoção do E30 deve impulsionar a economia nacional. “Essas medidas ainda fortalecem o agronegócio e a agricultura familiar”, afirmou. De acordo com o MME, os novos percentuais podem atrair mais de R$ 10 bilhões em investimentos e gerar 50 mil empregos nas cadeias de soja e milho.

    Em nota oficial, a Frente Parlamentar Mista do Biodiesel reforçou que a decisão do governo promove a soberania nacional diante da incerteza externa. O bloco estima uma atração de investimentos da ordem de R$ 200 bilhões.

    Entusiasta da indústria de biocombustíveis, o presidente Lula também comemorou a decisão, ressaltando o potencial competitivo da produção brasileira. “Os avanços tecnológicos permitiram que a gente possa plantar mais e colher mais com menos terra. Essa política de biocombustíveis é um modelo que ninguém vai conseguir competir com o Brasil”, declarou.

  • Governo reduz PIS/Cofins do etanol para a indústria

    Governo reduz PIS/Cofins do etanol para a indústria

    Medida não vale para etanol utilizado em combustível de veículos.

    Medida não vale para etanol utilizado em combustível de veículos.Wagner Vilas/Onzex Press e Imagens/Folhapress

    O presidente Lula assinou o Decreto nº 12.525/2025, que reduz as alíquotas do PIS/Pasep e da Cofins sobre a venda de etanol não combustível, usado como insumo na indústria e não como combustível automotivo. A medida, que entra em vigor imediatamente, é vista como uma resposta a uma distorção gerada pela recente reforma tributária, que elevou significativamente a carga tributária sobre o chamado “álcool industrial”.

    O etanol não combustível é utilizado na fabricação de bebidas, cosméticos, produtos de limpeza, medicamentos, vinagre e também na geração de energia elétrica.

    Como ficam as alíquotas

    Em 2025, a regra varia conforme o regime tributário da empresa:

    • Empresas fora do regime especial: não terão redução; o PIS será de 5,25% e a Cofins de 24,15%.
    • Empresas no regime especial: aplicam coeficiente de 0,7552, com PIS de 1,29% e Cofins de 5,91%.

    A partir de 1º de janeiro de 2026, o coeficiente de 0,7552 será aplicado a todas as empresas, unificando o tratamento tributário.

    Consolidação legal

    O decreto também revoga quatro normas anteriores sobre o tema, entre elas os decretos nº 6.573/2008 e nº 8.164/2013, com o objetivo de simplificar a legislação e dar maior previsibilidade ao setor.

    A medida integra a estratégia do governo de reorganizar incentivos fiscais e calibrar a arrecadação com base na revisão de gastos e isenções, sem depender exclusivamente do aumento de impostos.

    A nova política de alíquotas segue o plano do governo de ajustar incentivos fiscais e tornar mais previsível a tributação sobre energias alternativas e insumos industriais, com impactos diretos sobre os setores químico, farmacêutico e de bebidas, principais consumidores de etanol não combustível.

    Para conter eventuais impactos da guerra no Oriente Médio, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu nesta terça-feira elevar o percentual de mistura do etanol na gasolina de 27% para 30%, enquanto no biodiesel o percentual vai subir de 14% para 15%.

    Veja a íntegra do decreto que reduziu PIS/Cofins de etanol para a indústria:

    “DECRETO Nº 12.525, DE 24 DE JUNHO DE 2025

    Fixa o coeficiente de redução das alíquotas da Contribuição para o Programa de Integração Social e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins incidentes sobre a receita bruta auferida na venda de etanol não combustível, de que trata o art. 5º, 8º, da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998.

    O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84,caput, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 5º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998,

    D E C R E T A :

    Art. 1º Este Decreto fixa o coeficiente de redução das alíquotas da Contribuição para o Programa de Integração Social e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins incidentes sobre a receita bruta auferida na venda de etanol não combustível de que trata o art. 5º, 8º, da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998.

    Art. 2º Na hipótese de operações com etanol não combustível (etanol sem fins carburantes), o coeficiente de redução das alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, de que trata o art. 5º, 8º, da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, aplicável às alíquotas a que se refere o art. 5º,caput, da referida Lei, fica fixado:

    I – em zero, para as pessoas jurídicas não optantes, em 2025, pelo regime especial de apuração e pagamento de que trata o art. 5º, 4º, da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998; e

    II – em 0,7552 (sete mil, quinhentos e cinquenta e dois décimos de milésimo), para as pessoas jurídicas optantes, em 2025, pelo regime especial de apuração e pagamento de que trata o art. 5º, 4º, da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998.

    Parágrafo único. A partir de 1º de janeiro de 2026, o coeficiente de redução das alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins de que trata ocaputfica fixado em 0,7552 (sete mil, quinhentos e cinquenta e dois décimos de milésimo), independentemente da opção ou não pelo regime especial de apuração e pagamento de que trata o art. 5º, 4º, da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998.

    Art. 3º As alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, de que trata o art. 5º,caput, da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, com a utilização do coeficiente fixado no art. 2º, ficam estabelecidas, respectivamente, nos percentuais de:

    I – 5,25% (cinco inteiros e vinte e cinco centésimos por cento) e 24,15% (vinte e quatro inteiros e quinze centésimos por cento), na hipótese prevista no art. 2º,caput, inciso I; e

    II – 1,29% (um inteiro e vinte e nove centésimos por cento) e 5,91% (cinco inteiros e noventa e um centésimos por cento), nas hipóteses previstas no art. 2º,caput, inciso II, e parágrafo único.

    Art. 4º Ficam revogados:

    I – o Decreto nº 6.573, de 19 de setembro de 2008;

    II – o Decreto nº 8.164, de 23 de dezembro de 2013;

    III – o art. 2º do Decreto nº 9.101, de 20 de julho de 2017; e

    IV – o art. 2º do Decreto nº 9.112, de 28 de julho de 2017.

    Art. 5º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

    Brasília, 24 de junho de 2025; 204º da Independência e 137º da República.

    LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

    Fernando Haddad

    Presidente da República Federativa do Brasil”

  • Câmara aprova fim do exame psicológico periódico para políciais

    Câmara aprova fim do exame psicológico periódico para políciais

    A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Decreto Legislativo 466/2024, que revoga a exigência de avaliação psicológica a cada três anos para servidores da segurança pública manterem o porte de arma de fogo.

    O autor da proposta, deputado Marcos Pollon (PL-MS), afirmou que não há estudos que sustentem a necessidade dessa frequência. “A saúde mental dos policiais é importante, mas não há evidências que justifiquem reavaliações tão frequentes”, disse.

    O deputado Marcos Pollon (PL-MS) é o autor da proposta.

    O deputado Marcos Pollon (PL-MS) é o autor da proposta.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    O projeto susta trechos da Portaria Conjunta 1/24, assinada pelo Exército e pela Polícia Federal, que impõe restrições a armamentos e acessórios de uso restrito por agentes de segurança, como fuzis, carabinas, miras com visão noturna e silenciadores.

    Para Pollon, a norma compromete a eficácia das operações policiais e coloca em risco a segurança da população. “Restrições sem base técnica sólida prejudicam a atuação dos profissionais que estão na linha de frente”, declarou.

    O parecer favorável foi apresentado pelo deputado Delegado Caveira (PL-PA), que criticou a portaria por, segundo ele, extrapolar o poder regulamentar ao impor barreiras ao porte de armas, inclusive para servidores inativos. “As exigências impostas são excessivas e restringem o direito legal dos profissionais de segurança”, argumentou.

    A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para entrar em vigor, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

  • CDH pede dados a ministérios sobre prevenção ao feminicídio

    CDH pede dados a ministérios sobre prevenção ao feminicídio

    A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou, nesta quarta-feira (25), solicitações de informações concernentes ao Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios – política pública sob avaliação da CDH no decorrer deste ano.

    Os pedidos serão encaminhados a três ministérios distintos. As senadoras Mara Gabrilli (PSD-SP), relatora da avaliação, e Damares Alves (Republicanos-DF), presidente da CDH, são as signatárias dos requerimentos.

    As solicitações de informação são direcionadas às ministras dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara; da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck; e da Igualdade Racial, Anielle Franco. As parlamentares almejam obter dados como o cronograma de implementação do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios em cada ministério, bem como os recursos orçamentários previstos e efetivamente destinados a tal fim. Adicionalmente, as senadoras solicitam que as ministras apontem eventuais obstáculos à execução do programa.

    À mesa, presidente da CDH, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), em pronunciamento.

    À mesa, presidente da CDH, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), em pronunciamento.Saulo Cruz/Agência Senado

    A CDH também aprovou a realização de três audiências públicas. A senadora Damares Alves propõe um debate acerca dos impactos do empréstimo consignado com lastro no Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) nos direitos dos trabalhadores.

    “A experiência de fraudes massivas em outras modalidades de consignado, como as ocorridas no âmbito do INSS, exige uma discussão aprofundada sobre os mecanismos de prevenção e combate a fraudes e golpes nesse novo modelo, que envolve um vasto volume de dados e recursos de natureza trabalhista”, pondera a senadora.

    A CDH também deve promover, em conjunto com a Comissão de Segurança Pública (CSP), uma audiência pública sobre a população em situação de rua e o serviço prestado pelo restaurante popular na cidade de Joinville (SC). A proposição do debate é de autoria do senador Jorge Seif (PL-SC) e da senadora Damares Alves.

    A terceira audiência pública terá como tema o Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer, celebrado anualmente em 21 de setembro. O requerimento para a realização desse debate foi apresentado pelo senador Paulo Paim (PT-RS).