Categoria: CONGRESSO EM FOCO

  • PL não aceitará ficar fora da relatoria da CPMI do INSS, diz líder

    PL não aceitará ficar fora da relatoria da CPMI do INSS, diz líder

    O PL declarou que não aceitará ser excluído da relatoria da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O líder da bancada na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), usou as redes sociais nesta terça-feira, 18, para reforçar a posição da legenda. “Não abrimos mão da relatoria da CPMI do roubo dos aposentados (INSS). (…) Aqui não tem acordo. Não tem covardia. Não tem recuo. Quem roubou os idosos vai pagar, doa a quem doer”, declarou.

    A comissão foi formalmente criada nesta terça-feira (17) após a leitura do requerimento pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), durante sessão conjunta. O próximo passo será definir quem ocupará os cargos de presidente e relator. O nome do senador Omar Aziz (PSD-AM), aliado do Planalto, é apontado como favorito para a presidência.

    Sóstenes Cavalcante protesta contra possibilidade de

    Sóstenes Cavalcante protesta contra possibilidade de Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    Nos bastidores, o governo articula para que a relatoria fique com um nome de centro, preservando na parte da Câmara o arranjo feito no Senado: a presidência nas mãos de um parlamentar de fora do PT, a relatoria sob responsabilidade de um nome fora do PL.

    Sóstenes relembrou que a articulação para que a CPMI do INSS alcançasse o número de assinaturas necessárias partiu do PL. “Fomos nós que denunciamos esse escândalo. Fomos nós que demos voz aos aposentados roubados. E seremos nós que vamos conduzir essa investigação até o fim”, disse.

    A CPMI foi criada para investigar irregularidades em descontos de aposentadorias e pensões, reveladas pela Operação Sem Desconto, da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União. As apurações identificaram descontos indevidos entre 2019 e 2024, que somam R$ 6,3 bilhões. O INSS iniciou a devolução de parte desses valores no fim de maio.

  • Brasil se declara livre da gripe aviária após 28 dias sem casos

    Brasil se declara livre da gripe aviária após 28 dias sem casos

    Após cumprir integralmente os protocolos internacionais, que incluem um período de 28 dias sem novas ocorrências em granjas comerciais, o Brasil restabeleceu seu status de país livre da influenza aviária. O Ministério da Agricultura e Pecuária comunicou oficialmente o cumprimento do período de vazio sanitário à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) nesta quarta-feira (18).

    Granja com galinhas.

    Granja com galinhas.Pixabay

    “Com a notificação, o país se autodeclara livre da influenza aviária de alta patogenicidade (IAAP)”, informou o ministério. O único caso confirmado em estabelecimento comercial ocorreu em uma granja no município gaúcho de Montenegro, em 16 de maio. A confirmação da doença ocorreu em 22 de maio, após a conclusão da desinfecção da granja contaminada, dando início ao período de vazio sanitário, conforme o protocolo.

    Em maio, foi identificado foco de gripe aviária em uma granja em Montenegro (RS), que motivou suspensões da importação de carne de aves brasileiras em uma série de países. De acordo com o ministério, com o encerramento desse prazo sem novas ocorrências, “o Brasil concluiu todas as ações sanitárias exigidas, recuperando novamente o status de livre da doença”.

    O ministro Carlos Fávaro declarou, por meio de nota, que “não se comemora uma crise, mas é preciso reconhecer a robustez do nosso sistema sanitário, que respondeu com total transparência e eficiência. Seguimos todos os protocolos, contivemos o foco e agora avançamos com responsabilidade para uma retomada gradativa do comércio exterior, mostrando a força do serviço sanitário brasileiro”.

    Com o término do período de vazio sanitário, o ministério iniciou a notificação dos países que haviam imposto restrições temporárias às exportações brasileiras de produtos avícolas, com a expectativa de que as relações comerciais sejam restabelecidas o mais breve possível.

    A influenza aviária, também conhecida como gripe aviária, afeta principalmente aves, mas também foi detectada em mamíferos, incluindo bovinos. A transmissão ocorre por contato com aves doentes e por meio da água e de materiais contaminados.

    A doença raramente afeta humanos, e a orientação é que as pessoas se mantenham informadas e adotem as medidas preventivas recomendadas. Segundo o Ministério da Agricultura, carnes e ovos podem ser consumidos com segurança, desde que preparados adequadamente.

  • Lula: entidades criadas na gestão Bolsonaro facilitaram fraude do INSS

    Lula: entidades criadas na gestão Bolsonaro facilitaram fraude do INSS

    O presidente Lula afirmou que a fraude no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) foi facilitada por entidades criadas no governo Bolsonaro, que teriam visto uma janela de oportunidade para ampliar o esquema com a troca de governo. A declaração foi feita em entrevista ao podcast Mano a Mano.

    “Nós descobrimos, através da Controladoria-Geral da República e da Polícia Federal, que várias entidades que foram criadas no governo Bolsonaro”, disse o presidente. “Na perspectiva da mudança de governo, eles facilitaram com que os caras pudessem cobrar dos aposentados”, completou.

    O esquema das fraudes no INSS veio a público no final de abril, quando foi deflagrada uma operação da Polícia Federal com a CGU. O presidente da instituição foi afastado no mesmo dia por decisão judicial. De lá para cá, a repercussão pelo caso teve desdobramentos políticos expressivos, com a demissão do então ministro da Previdência, Carlos Lupi, e a leitura no plenário do Congresso do pedido para uma CPI mista que investigue o caso.

    O esquema de fraude vem de antes do governo Lula, mas aumentou em escala durante a gestão do petista. Na CPI, o mais provável é que haja disputa sobre a culpa do caso: parlamentares da oposição devem buscar “colar” o escândalo no atual presidente, enquanto aliados vão buscar responsabilizar o governo anterior de Jair Bolsonaro.

    Na entrevista, Lula busca fazer exatamente isso, citando entidades criadas no governo do antecessor. “Isso virou uma febre”, disse. “A gente não quis fazer um espetáculo de pirotecnia porque a gente queria chegar no bandido, a gente queria chegar no chefe. E chegamos”.

    O presidente disse ainda que o governo vai ressarcir os aposentados atingidos pelo esquema, independentemente do ritmo das investigações: “Essas pessoas certamente serão presas, as entidades que cometeram o erro vão ter que perder o seu patrimônio. Como a gente não pode esperar, nós vamos antecipar o pagamento para os aposentados. Nós vamos pegar as pessoas que foram inocentes e que não assinaram para descontar e foi descontado, e, esses, nós vamos assumir a responsabilidade de pagar, e vamos pagar o mais rápido possível”.

  • Veja quem está concorrendo ao Prêmio Congresso em Foco 2025

    Veja quem está concorrendo ao Prêmio Congresso em Foco 2025

    Começa nesta segunda-feira (23) a votação popular do Prêmio Congresso em Foco 2025, que irá eleger os deputados e senadores que mais se destacaram no exercício do mandato. A disputa, considerada a principal premiação da política brasileira, chega à sua 18ª edição valorizando a boa atuação parlamentar e o compromisso com a democracia.

    A votação popular pela internet começa hoje.

    A votação popular pela internet começa hoje.Arte Congresso em Foco.

    A votação seguirá até 20 de julho e contará com auditoria externa independente e ferramentas de segurança para garantir a integridade do processo. Além do público, jornalistas especializados e um júri técnico também participam da escolha dos premiados.

    Você pode votar clicando aqui.

    Confira os aptos ao prêmio:

    Critérios de participação

    Apenas parlamentares que exerceram o mandato federal por pelo menos 60 dias até 31 de maio de 2025 puderam concorrer. Foram excluídos da disputa aqueles com condenações criminais transitadas em julgado ou condenações definitivas por improbidade administrativa, bem como quem responde a processos por violência doméstica, crimes contra o Estado Democrático de Direito, racismo ou homofobia. Também ficaram de fora os que promoveram, por atos ou declarações públicas, apologia à tortura ou a práticas incompatíveis com os princípios democráticos.

    Saiba mais: veja aqui o regulamento do Prêmio Congresso em Foco.

    Categorias da premiação

    O prêmio contempla diferentes categorias. Na votação popular, serão reconhecidos os dez deputados e cinco senadores mais votados. Também serão escolhidos os destaques de cada região do país: cinco deputados e três senadores para cada uma das cinco regiões (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul).

    Além da escolha do público, o júri técnico será responsável pela avaliação em categorias temáticas como Direitos Humanos e Cidadania; Inovação e Tecnologia; Agricultura e Desenvolvimento Rural; Desenvolvimento Sustentável e Clima; Regulação e Acesso à Saúde; Diplomacia Cidadã; Incentivo à Cultura; Apoio ao Comércio, Indústria e Serviços; e Acesso à Justiça. Também caberá ao júri indicar os três nomes da categoria Parlamentar Revelação, voltada a quem está no primeiro mandato.

    Outro colegiado, composto por jornalistas especializados na cobertura do Congresso, elegerá os três melhores deputados e os três melhores senadores do ano.

    As premiações por votação popular, júri técnico e júri jornalístico são complementares, cada um elegendo seus próprios vencedores, todos eles premiados.

    Leia mais: Conheça as categorias do Prêmio Congresso em Foco.

    Cerimônia e premiação

    A cerimônia de entrega dos troféus acontecerá no dia 20 de agosto, em Brasília, no Teatro Nacional Claudio Santoro. A solenidade será transmitida ao vivo pelos canais oficiais do Congresso em Foco. Todos os premiados receberão troféu, certificado de reconhecimento e selo digital de destaque parlamentar.

    A premiação tem como missão reconhecer parlamentares que se destacam pelo compromisso com o interesse público, a boa governança e os direitos fundamentais. Desde sua criação, em 2006, o Prêmio Congresso em Foco vem contribuindo para aproximar os cidadãos da política e valorizar o papel institucional do Legislativo.

    Veja quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.

    Veja quem apoia o Prêmio Congresso em Foco 2025.Arte Congresso em Foco

  • Comissão critica Itamaraty por condenar ataque americano ao Irã

    Comissão critica Itamaraty por condenar ataque americano ao Irã

    A Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados criticou a posição do Itamaraty sobre os ataques recentes dos Estados Unidos ao Irã. Em nota oficial, o presidente da comissão, deputado Filipe Barros (PL-PR), afirmou que o governo brasileiro tem se mostrado “muito diligente quando é para condenar Israel e os EUA, mas extremamente omisso quando o assunto é reconhecer como terroristas organizações financiadas pelo Irã”.

    A manifestação foi divulgada nesta segunda-feira (23), um dia após o Ministério das Relações Exteriores emitir nota condenando “com veemência” os bombardeios de Israel e dos Estados Unidos contra instalações nucleares iranianas. No texto, o governo federal classificou os ataques como “flagrante transgressão da Carta das Nações Unidas e de normas da Agência Internacional de Energia Atômica”, citando também o risco de contaminação nuclear na região.

    Filipe Barros alega quebra de neutralidade pelo Ministério das Relações Exteriores.

    Filipe Barros alega quebra de neutralidade pelo Ministério das Relações Exteriores.Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

    Filipe Barros considerou “lamentável” a postura, e relembrou que o governo iraniano defende abertamente a destruição de Israel. De acordo com ele, a postura da chancelaria “rompe com uma tradição de elevada neutralidade”.

    Ataques aéreos

    A troca de críticas sucede o ataque aéreo conjunto dos Estados Unidos e Israel ao Irã na madrugada de sábado (21) contra as cidades iranianas de Fordow, Natanz e Isfahan, principais centros de produção de energia nuclear no país. A Agência Internacional de Energia Atômica avaliou que os danos à instalação foram “muito significativos”.

    As autoridades iranianas prometeram retaliação e anunciaram medidas contra interesses americanos na região, ameaçando o fechamento do Estreito de Hormuz, principal rota naval para o comércio de petróleo no Golfo Pérsico.

    Íntegra da nota

    Veja a íntegra da nota de Filipe Barros:

    O Brasil atual tem sido muito diligente quando é para condenar Israel e os EUA, mas extremamente omisso quando o assunto é reconhecer como terroristas organizações financiadas pelo Irã, além do próprio regime que defende publicamente a destruição do Estado de Israel.

    É lamentável esta postura, que rompe com uma tradição de elevada neutralidade, quando nossa política externa ainda não havia sido capturada por um partido e por uma ideologia.”

  • Mirando 2026, PRD e Solidariedade organizam federação

    Mirando 2026, PRD e Solidariedade organizam federação

    Buscando sobreviver à cláusula de desempenho eleitoral nas eleições de 2026, as executivas do PRD e do Solidariedade preparam a formação de uma federação, prevista para ser anunciada oficialmente na quarta-feira (25) na Câmara dos Deputados. Juntos, os dois pequenos partidos passam a contar com 10 deputados, um governador e 140 prefeitos.

    Presidido por Paulinho da Força (foto), Solidariedade forma ala mais forte da federação.

    Presidido por Paulinho da Força (foto), Solidariedade forma ala mais forte da federação.Elaine Menke/Câmara dos Deputados

    A federação passa a aglutinar quatro forças políticas que saíram duramente enfraquecidas nas eleições de 2022: de um lado, os antigos Patriota e PTB, aliados do governo Bolsonaro, elegeram apenas, respectivamente, quatro e um deputado. Juntos, se fundiram na forma do PRD. Do outro lado, Solidariedade e Pros coligaram com a campanha do presidente Lula, elegendo quatro deputados cada um. O Pros foi incorporado em fevereiro de 2023. Parte da bancada preferiu migrar para partidos mais fortes ao longo do processo.

    Os dois partidos hoje são críticos do governo Lula, mas não chegam a fazer parte da oposição. Eles atuam em bloco na Câmara dos Deputados junto ao Avante, que não estará na federação. O preferido para presidir a nova federação é o presidente do PRD, Ovasco Resende, mantendo como vice o deputado Paulinho da Força (SP), presidente do Solidariedade.

    A federação pode ser necessária para que os dois partidos possam continuar existindo em 2026, quando a cláusula de desempenho será de 13 deputados ou 2,5% dos votos válidos nas eleições para a Câmara. Aqueles partidos que não atingirem esse número enfrentarão restrições no acesso ao tempo de TV e rádio no pleito seguinte, bem como ao fundo partidário. Federadas, as siglas são contabilizadas como uma só, aumentando a chance de alcançarem os requisitos.

  • Câmara aprova envio de dados de compradores de ingressos à polícia

    Câmara aprova envio de dados de compradores de ingressos à polícia

    A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que obriga empresas organizadoras de eventos, como feiras e shows, a repassar eletronicamente à polícia os dados pessoais de compradores de ingressos.

    Se for identificado mandado de prisão em aberto contra algum comprador, a polícia deverá alertar a organização do evento, que deverá adotar medidas para facilitar a identificação da pessoa na entrada, possibilitando sua prisão.

    A deputada Silva Waiãpi (PL-AP) é relatora do projeto de lei.

    A deputada Silva Waiãpi (PL-AP) é relatora do projeto de lei.Bruno Spada/Câmara dos Deputados

    O texto aprovado foi um substitutivo apresentado pela relatora, deputada Delegada Ione (Avante-MG), ao projeto de lei 3.253/2023, da deputada Silvia Waiãpi (PL-AP). A nova versão altera a Lei Geral do Turismo e é mais concisa que a proposta original.

    Segundo a relatora, a medida fortalece o combate a foragidos da Justiça. “Criar mecanismos que possibilitem a detenção de criminosos com mandado de prisão em aberto é essencial para a segurança pública”, afirmou.

    O projeto será analisado em caráter conclusivo pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ). Se aprovado, seguirá para o Senado.

  • Câmara aprova isenção em concursos para vítimas de violência

    Câmara aprova isenção em concursos para vítimas de violência

    A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que garante isenção da taxa de inscrição em concursos públicos para mulheres vítimas de violência doméstica e familiar. Para ter direito ao benefício, será necessário comprovar que o agressor foi condenado em decisão judicial transitada em julgado.

    A medida se aplica a concursos para cargos efetivos ou empregos permanentes na administração pública dos três Poderes da União. A proposta altera a lei 13.656/2018, que já concede isenção a candidatos inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) ou doadores de medula óssea.

    A deputada Maria Arraes (Solidariedade-PE) é a relatora do projeto de lei.

    A deputada Maria Arraes (Solidariedade-PE) é a relatora do projeto de lei.Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

    O texto aprovado foi o substitutivo apresentado pela deputada Maria Arraes (Solidariedade-PE) ao projeto de lei 697/2024, de autoria do deputado Reimont (PT-RJ).

    Segundo a relatora, a proposta representa um passo inicial para ampliar o acesso de mulheres em situação de vulnerabilidade ao serviço público. “A isenção, embora não resolva todos os obstáculos, é um avanço importante”, afirmou. Ela destacou que a exigência de uma condenação definitiva assegura segurança jurídica ao benefício.

    O projeto tramita em caráter conclusivo e seguirá para análise das comissões de Administração e Serviço Público; Finanças e Tributação; e Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, também precisa passar pelo Senado.

  • Governo reduz PIS/Cofins do etanol para a indústria

    Governo reduz PIS/Cofins do etanol para a indústria

    Medida não vale para etanol utilizado em combustível de veículos.

    Medida não vale para etanol utilizado em combustível de veículos.Wagner Vilas/Onzex Press e Imagens/Folhapress

    O presidente Lula assinou o Decreto nº 12.525/2025, que reduz as alíquotas do PIS/Pasep e da Cofins sobre a venda de etanol não combustível, usado como insumo na indústria e não como combustível automotivo. A medida, que entra em vigor imediatamente, é vista como uma resposta a uma distorção gerada pela recente reforma tributária, que elevou significativamente a carga tributária sobre o chamado “álcool industrial”.

    O etanol não combustível é utilizado na fabricação de bebidas, cosméticos, produtos de limpeza, medicamentos, vinagre e também na geração de energia elétrica.

    Como ficam as alíquotas

    Em 2025, a regra varia conforme o regime tributário da empresa:

    • Empresas fora do regime especial: não terão redução; o PIS será de 5,25% e a Cofins de 24,15%.
    • Empresas no regime especial: aplicam coeficiente de 0,7552, com PIS de 1,29% e Cofins de 5,91%.

    A partir de 1º de janeiro de 2026, o coeficiente de 0,7552 será aplicado a todas as empresas, unificando o tratamento tributário.

    Consolidação legal

    O decreto também revoga quatro normas anteriores sobre o tema, entre elas os decretos nº 6.573/2008 e nº 8.164/2013, com o objetivo de simplificar a legislação e dar maior previsibilidade ao setor.

    A medida integra a estratégia do governo de reorganizar incentivos fiscais e calibrar a arrecadação com base na revisão de gastos e isenções, sem depender exclusivamente do aumento de impostos.

    A nova política de alíquotas segue o plano do governo de ajustar incentivos fiscais e tornar mais previsível a tributação sobre energias alternativas e insumos industriais, com impactos diretos sobre os setores químico, farmacêutico e de bebidas, principais consumidores de etanol não combustível.

    Para conter eventuais impactos da guerra no Oriente Médio, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) decidiu nesta terça-feira elevar o percentual de mistura do etanol na gasolina de 27% para 30%, enquanto no biodiesel o percentual vai subir de 14% para 15%.

    Veja a íntegra do decreto que reduziu PIS/Cofins de etanol para a indústria:

    “DECRETO Nº 12.525, DE 24 DE JUNHO DE 2025

    Fixa o coeficiente de redução das alíquotas da Contribuição para o Programa de Integração Social e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins incidentes sobre a receita bruta auferida na venda de etanol não combustível, de que trata o art. 5º, 8º, da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998.

    O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84,caput, inciso IV, da Constituição, e tendo em vista o disposto no art. 5º da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998,

    D E C R E T A :

    Art. 1º Este Decreto fixa o coeficiente de redução das alíquotas da Contribuição para o Programa de Integração Social e para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PIS/Pasep e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – Cofins incidentes sobre a receita bruta auferida na venda de etanol não combustível de que trata o art. 5º, 8º, da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998.

    Art. 2º Na hipótese de operações com etanol não combustível (etanol sem fins carburantes), o coeficiente de redução das alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, de que trata o art. 5º, 8º, da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, aplicável às alíquotas a que se refere o art. 5º,caput, da referida Lei, fica fixado:

    I – em zero, para as pessoas jurídicas não optantes, em 2025, pelo regime especial de apuração e pagamento de que trata o art. 5º, 4º, da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998; e

    II – em 0,7552 (sete mil, quinhentos e cinquenta e dois décimos de milésimo), para as pessoas jurídicas optantes, em 2025, pelo regime especial de apuração e pagamento de que trata o art. 5º, 4º, da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998.

    Parágrafo único. A partir de 1º de janeiro de 2026, o coeficiente de redução das alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins de que trata ocaputfica fixado em 0,7552 (sete mil, quinhentos e cinquenta e dois décimos de milésimo), independentemente da opção ou não pelo regime especial de apuração e pagamento de que trata o art. 5º, 4º, da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998.

    Art. 3º As alíquotas da Contribuição para o PIS/Pasep e da Cofins, de que trata o art. 5º,caput, da Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998, com a utilização do coeficiente fixado no art. 2º, ficam estabelecidas, respectivamente, nos percentuais de:

    I – 5,25% (cinco inteiros e vinte e cinco centésimos por cento) e 24,15% (vinte e quatro inteiros e quinze centésimos por cento), na hipótese prevista no art. 2º,caput, inciso I; e

    II – 1,29% (um inteiro e vinte e nove centésimos por cento) e 5,91% (cinco inteiros e noventa e um centésimos por cento), nas hipóteses previstas no art. 2º,caput, inciso II, e parágrafo único.

    Art. 4º Ficam revogados:

    I – o Decreto nº 6.573, de 19 de setembro de 2008;

    II – o Decreto nº 8.164, de 23 de dezembro de 2013;

    III – o art. 2º do Decreto nº 9.101, de 20 de julho de 2017; e

    IV – o art. 2º do Decreto nº 9.112, de 28 de julho de 2017.

    Art. 5º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

    Brasília, 24 de junho de 2025; 204º da Independência e 137º da República.

    LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

    Fernando Haddad

    Presidente da República Federativa do Brasil”

  • Relator apresenta parecer favorável à derrubada do aumento do IOF

    Relator apresenta parecer favorável à derrubada do aumento do IOF

    O deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) apresentou nesta quarta-feira (25) parecer favorável ao projeto de decreto legislativo (PDL) 214/2025, que susta os efeitos de decretos do governo federal que elevaram o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). O texto deve ser votado ainda hoje no plenário da Câmara.

    Em seu relatório, Chrisóstomo afirma que o Executivo utilizou o IOF, um tributo de caráter extrafiscal, “como fonte permanente de receitas”, o que, segundo ele, viola a Constituição. “A cobrança de tributos pelo Estado […] representa uma forma de agressão ao patrimônio e à liberdade dos indivíduos. Nesse sentido, ela é tão somente autorizada nos estritos limites admitidos pela sociedade”, diz o documento.

    Oposicionista declarado ao governo, o relator também critica a amplitude e a forma como o aumento foi implementado. Segundo o relatório, os decretos promoveram “majoração tributária nas quatro bases de incidência do imposto: seguros, câmbio, operações de crédito e operações com títulos e valores mobiliários”. O texto destaca ainda que a medida “impacta diretamente o custo do financiamento imobiliário, do automóvel, do crédito rural e dos combustíveis”.

    Clima favorável

    O PDL em questão tramita em regime de urgência, definido em requerimento aprovado anteriormente por 346 votos a 97. A proposta foi uma resposta do Congresso ao governo que em maio decretou o aumento do IOF como estratégia para atingir a meta fiscal. O Congresso reagiu negativamente cobrando cortes de despesas, na qual o governo respondeu com um recuo parcial: foi revogada apenas parte da elevação do IOF e apresentada uma medida provisória aumentando outros tributos.

    A estimativa original do Ministério da Fazenda era de, com o aumento do IOF, aumentar em R$ 19 bilhões a arrecadação até 2026. Após o recuo, a expectativa caiu para R$ 7 bilhões. O parecer de Chrisóstomo sustenta que a arrecadação pretendida com os decretos “revela-se irregular, desde sua origem”, e defende que o Congresso tem competência para anular atos do Executivo que “exorbitam de seu poder regulamentar”.

    Veja a íntegra do relatório.